sábado, julho 28, 2007

Marques Mendes não os tem



A relação entre o líder do PSD e o líder do PSD-Madeira evidencia bem a cobardia política de Marques Mendes. O Alberto João pode dizer os disparates que entender, ofender quem quer, esticar a corda da chantagem independentista, denegrir as instituições da República, de Marques Mendes não se ouve a mais pequena reprovação, a regra é o silêncio cobarde.

Quando intervém fá-lo como sucedeu agora a propósito da chantagem que o Alberto está a fazer com o aborto, repete as palavras que o Alberto disse. Para Marques Mendes o interesse do país ou o respeito pela legalidades é bem menos importante que o apoio que o Alberto lhe dá para se manter na liderança do PSD. Mesmo que esse apoio tenha por pressuposto a sua cobardia ou que seja dado a troco de favores inaceitáveis.

Marques Mendes esqueceu que antes de o Alberto vir com a desculpa do dinheiro para não aplicar a lei do aborto já tinha dito que essa lei nunca seria aplicada na Madeira. Sabe que esse argumento só surgiu quando Cavaco teve a coragem de tomar posição, defendendo que a questão deveria ser resolvida nos tribunais.

Marques Mendes defende que sempre que surgir um novo tratamento, uma nova cirurgia ou um novo medicamento o governo regional se recuse a atender os doentes enquanto o Governo não lhe mandar mais dinheiro?

Se Marques Mendes concorda com o argumento financeiro porque razão nunca colocou essa questão? No mínimo deveria ter exigido um orçamento rectificativo para a saúde, aliás, sempre que fosse adoptada uma nova terapia deveria defender a rectificação do orçamento. Não é apenas a Madeira que vai ter que afectar recursos financeiros, isso também sucederá no continente e nos Açores e não me recordo de ter visto Marques Mendes preocupado com isso.

Alguém que sujeita a sua posição política ao proxenetismo financeiro de Alberto João não tem condições para liderar um partido nacional e muito menos ser candidato a primeiro-ministro.

Umas no cravo e outras tantas na ferradura

FOTO JUMENTO

Serra da Arrábida

IMAGEM DO DIA

[Jikkie Cats / EFE]

«Dormitando al timón. Un buque de carga ha chocado contra una casa del canal Prinses Margriet cerca de Grou, Holanda. El capitán del navío, de 28 años, se quedó dormido al timón.» [20 Minutos]

JUMENTO DO DIA

Pareceres da treta

Quem trabalhou em determinadas funções, como, por exemplo, em serviços e contencioso, já leu dezenas de pareceres como aquele que os notários encomendaram a Canotilho para criticar o Simplex. Sempre que está muito dinheiro em causa encomenda-se um parecer a uma personalidade conhecida na praça, com quatro ou cinco mil contos obtém-se um parecer de vinte páginas que encaixa na perfeição os nossos interesses. Habitualmente o que mais conta é o nome de quem o escreve já que na maior parte dos casos a maioria do texto não passa de um imenso fardo de palha.

Alguém recusaria à associação dos notários uma encomenda de um parecer pago a peso de ouro e que só serve para mandar cópia para comunicação social, usando o nome de quem o fez para tentar influenciar a opinião pública?

o nossos professores universitários ganham nome na praça e depois vendem esse nome sob a forma de pareceres. Se o professor Canotilho, um ilustre constitucionalista, descobriu que muita coisa do Simplex é inconstitucional, então o melhor será aconselhar o seu cliente a recorrer aos tribunais. Não foi isso o que sucedeu ao seu parecer que foi produzido para ser usado na comunicação social, na esperança e esta se substituir aos tribunais. Mau de mais para um constitucionalista.

SÓCRATES É O PRODUTO DE UMA EMPRESA DE CASTING

Foi esta a acusação que Vasco Pulido Valente fez na sua coluna da última página do Público, é bem capaz de ter razão ainda que o jornalista não consiga ver outras personagens com as mesmas características na política portuguesa. O último upgrade de Paulo Portas, o tal que se propunha liderar a direita contra Sócrates, não é um produtos do mesmo tipo? É, mas como Vasco Pulido Valente simpatiza com Paulo Portas não descobre as semelhanças.

A verdade é que os políticos que não são casting têm-se revelado desgraças tão grandes que os novos políticos ganham eleições com a maior das facilidades. Se Vasco Pulido Valente fizer um esforço conseguirá ver dezenas de autarquias a serem geridas por políticos com as características que encontra em Sócrates.

ESPANHA: 25 DE JULHO DE 1936

A data passou despercebida, mas foi no 25 de Julho de há 70 anos que ocorreu o golpe de estado que daria lugar á Guerra Civil de Espanha. O ABC era nesse tempo um jornal monárquico, mas entre o golpe de estado e a legalidade optou pela segunda e defendeu a república espanhola. Uma lição de história para a nossa direita, em particular, para Marques Mendes que entre a legalidade e o país opta pelo apoio que lhe é vendido por Alberto João.

Porquê esta referência à Guerra Civil de Espanha? Para os que se preocupam com a identidade do autor d'O Jumento aqui fica uma dica: sem Guerra Civil de Espanha este modesto Jumento, bem como o seu autor, nunca teriam nascido. Aliás, as últimas guerras envolvendo espanhóis, a guerra de independência de Cuba e a guerra civil, estão-me na massa do sangue, na primeira tive um bisavô espanhol e na segunda um avô português. Talvez graças a isso não sinta necessidade dos artigos de Manuel Alegre sobre o medo.

RFECORDAÇÕES DA ILHA DO SENHOR GOVERNO

«Mal cheguei, assisti a um comício do PPD-Madeira no Funchal. No palco, um Alberto João imparável acicatava os fiéis "contra os jornalistas do contenente, servos dos grandes interesses económicos que vêm para aqui tentar destruir a Madeira". Isto enquanto os tais inimigos da Madeira, como eu, estavam ali mesmo, no meio do povo. Um ou dois dias depois, o Público trazia, numa notícia assinada pela sua enviada Áurea Sampaio, o relato de uma cena a que não assisti , em que durante outro comício Jardim mandara um homem levar num certo sítio. Jardim negou a cena e desferiu mais uns elegantíssimos ataques ao Público e ao seu então director, o também madeirense Vicente Jorge Silva. Nessa tarde, entrevistei Jaime Ramos, o braço-direito de Jardim. Entre outras enormidades, certificou-me que se a Áurea aparecesse na sede do PPD na noite das eleições "levava um murro nos cornos". A conversa, reproduzida no artigo que escrevi e não contraditada (fora gravada) levou a que os jornalistas do contenente decidissem, em acção de protesto e solidariedade (apenas furada por Rodrigues dos Santos, da RTP), não ir à sede do PPD na noite eleitoral e fossem, no regresso a Lisboa, recebidos por parlamentares e pelo então PR, Mário Soares.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Algumas memórias de uma passagem de Fernanda Câncio pela ilha do Alberto.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

ACASOS

«É evidente que os sinais vindos do lado da economia e a revisão em alta das previsões internacionais sobre o crescimento económico, a continuidade do aumento das exportações e a quebra ligeira do desemprego são encorajadores para quem governa e de algum modo incentiva a prosseguir no rumo reformista traçado. E essa foi a tónica essencial do discurso do primeiro-ministro. Contudo, no plano político, o que decerto mais terá pesado na margem de manobra de que o Governo beneficiou no balanço do seu segundo ano de governação terá sido a crise em que mergulharam os partidos à sua direita na sequência das eleições intercalares para a Câmara de Lisboa. Com a singularidade de essas eleições terem ocorrido em virtude da crise da autarquia em larga medida provocada quer pelas desavenças entre PSD e CDS quer pela paralisia política da liderança camarária. Factos que levaram à decisão do líder do PSD de provocar o acto eleitoral intercalar. Estaremos assim perante mais um dos tais acontecimentos fortuitos que inflecte o curso dos acontecimentos globais do País? A resposta a esta questão chegará no Outono. E se nesses partidos tudo ficar como antes da crise, bem poderá dizer-se que o "efeito Lisboa" foi afinal um dos tais meros acasos fortuitos. Mas o seu verdadeiro alcance só se descobrirá lá para o final de 2009! » [Diário de Notícias]

Parecer:

Uma análise política curiosa de António Vitorino.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

OS ESPASMOS DO MORIBUNDO

«O meu querido Francisco Lucas Pires disse um dia que em 11 de Março de 1975 uns aviões dispararam sobre um quartel e, em vez de prenderem os aviadores, nacionalizaram a banca. Foi desta ilogicidade tão típica da alma portuguesa que me lembrei a propósito da saga da sucessão de Marques Mendes a si mesmo. Vejamos então porquê. Nas eleições municipais de Lisboa, o PSD sofreu uma pesada derrota. Não foi só, nem tanto, ter perdido as eleições na principal autarquia portuguesa (dando a Sócrates a primeira possibilidade de festejar um sucesso em mais de dois anos), mas sobretudo o facto de seguramente a maior parte dos que votaram em Carmona o ter feito contra o PSD, sendo certo que muitos desses - conheço vários - são tradicionalmente votantes deste partido.

Como resultado desta derrota clamorosa, Marques Mendes resolveu submeter-se a votos. Até aí, tudo bem. Acto lógico e preventivo, como a boa medicina profiláctica sugere. O que seria de esperar era que, pelo menos os sectores mais esclarecidos do PSD e os mais independentes dos seus quadros, aproveitassem a ocasião para dizer alto o que em pequenos grupos ou em voz baixa afirmam: Marques Mendes não tem a mais pequena hipótese de ganhar as eleições em 2009.

Não foi assim. Convencidos de que seja quem for o seu líder, o PSD perderá as eleições legislativas; receosos de dar a vitória a Luís Filipe Meneses; incapazes de consensualizar o apoio a um nome em concreto; ou por outra qualquer razão (de que falaremos adiante), o certo é que Marques Mendes já encaixou uma grande vitória, tudo indica que ganhará as eleições no partido e sem dúvida que garantiu a sua presença na linha de partida para as legislativas, o que não era óbvio se... não tivesse perdido as eleições em Lisboa!

Uma grande vitória: o cavaquismo - a uma voz, seguindo o sinal de Alexandre Relvas - decidiu dar-lhe apoio. O aparelho (e a certeza de que se não o apoiarem não serão escolhidos para as legislativas e para as autárquicas daqui a dois anos) vai dar-lhe a vitória em Setembro. Fresquinho da vitória, ninguém o desalojará, a não ser quando for derrotado por Sócrates, o que ele já sabia, mas se o primeiro--ministro se imolar pelo fogo, emigrar para Bruxelas, for apanhado a roubar velhinhos, chamar nomes ao Papa ou fizer algo do género, até pode vir a ganhar as eleições.
De tudo isto, o mais curioso é o apoio do cavaquismo institucional, que, em minha opinião, se não baseia apenas nem sobretudo no medo da vitória de Meneses. É que esse receio só poderia basear-se na convicção de que o autarca de Gaia não ganharia a Sócrates, pois, se assim não fosse - se o receio fosse que ele ganhasse -, então é que o ilogicismo no PSD teria chegado a um grau quase perverso.

Esse claro apoio a Mendes só tem uma justificação: Cavaco Silva não quer que José Socrates perca as eleições, ainda que lhe não desagrade que perca a maioria absoluta. O que se compreende: Cavaco Silva sabe que o país precisa de reformas; sabe que, se o PS falhar, nunca seria um PSD dividido e fragilizado, sem rei nem roque, sem rumo nem estratégia, que as faria; sabe que, se isso ocorresse, os portugueses se virariam para ele a pedir-lhe um governo presidencial.

E Cavaco Silva sabe mais: convencido de que só ele pode garantir a estabilidade política - e pelo menos nesta conjuntura assim é -, está consciente de que, se Sócrates ganhar em 2009, as presidenciais de 2011 serão para si um passeio; mas se Sócrates as perder e o PSD voltasse ao poder, então cresceriam claramente as probabilidades de uma aliança de esquerda para as presidenciais que pudesse aspirar a uma vitória. E então, como resultado disso, as condições para reformas desapareceriam, pois, para ganhar em 2011, neste cenário de vitória do PSD, até o Presidente teria de virar à esquerda.

Por isso, e só por isso, é que os cavaquistas - interpretando o pensamento presidencial ou ouvindo-o - se apressaram a apoiar Marques Mendes. Fizeram-no agora como o fariam daqui a um ano, se Marques Mendes não tivesse antecipado o calendário eleitoral. Nenhum deles pensa noutra coisa que não seja em preparar a sucessão do líder do PSD depois de este ser derrotado (sendo ou não trucidado) pelo primeiro-ministro. Todos querem agora um candidato fraco.

Percebe-se, mas não pode deixar de se lamentar. A democracia exige alternância potencial e não que a oposição queira perder as eleições. O PSD nasceu como partido do "porque sim" e está transformado num partido do "porque não". Não é saudável que todos os "laranjinhas" com que me cruzo achem que Marques Mendes não serve, que Meneses é um perigoso populista a deter a todo o custo e que, apesar disso, se resignem a este estado de coisas. Ou talvez seja compreensível. O PSD está moribundo, e apenas vai fazendo - numa espécie de espasmos cadavéricos - movimentos que, de longe, parecem sinais de vida.» [Público assinantes]

Parecer:

José Miguel Júdice acha que Cavaco já decidiu o resultado das próximas legislativas e que o PSD está moribundo. Tem razão.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

A PRODUÇÃO DE UMA PERSONAGEM

«O eng. Sócrates resolveu apresentar no Centro Cultural de Belém um "Plano Tecnológico da Educação", de que espera, como de costume, maravilhas. Nada de extraordinário, como se vê. Sucede que a essência da apresentação era uma sala de aula, inteiramente inventada por uma agência de casting. Havia crianças disfarçadas de crianças, "professores" disfarçados de professores, perguntas disfarçadas de perguntas, respostas disfarçadas de respostas. Correu tudo da melhor maneira. Mas parece que isto chocou a consciência de alguns puristas. Sem razão. A realidade é aleatória, imperfeita e caótica. Numa palavra, incontrolável. O eng. Sócrates fez muito bem em não confiar na realidade. Suponho que também ele estava, para o efeito, disfarçado de primeiro-ministro.

Desde os debates da campanha para secretário-geral do PS que Sócrates não é Sócrates. Na sua inocência Alegre e João Soares continuaram a ser Alegre e João Soares. Sócrates foi transformado em primeiro-ministro por especialistas. De repente, apareceu hirto, prudente, moderado, medido. Para não dizer nada que o comprometesse, não disse rigorosamente nada; e ganhou. Ganhou a seguir a maioria e a produção da personagem pôde continuar por outros meios. Para começar, a necessidade (a redução do défice), que em princípio o teria liquidado, serviu para o promover a uma espécie de herói: determinado, decidido, corajoso. E, como isso corria obviamente o risco de se gastar, veio a correcção, ou o contraponto, do espírito reformador: o Sócrates moderno, iluminado, visionário. Portugal inteiro engoliu esta imagem e ninguém pensou se alguma coisa substantiva a justificava.» [Público assinantes]

Parecer:

Vasco Pulido Valente acha que Sócrates também é um produto de uma empresa de casting.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

PREÇO DOS PRODUTOS ALIMENTARES VAI AUMENTAR

«A escalada do preço dos cereais e a canalização desta matéria-prima para os biocombustíveis vão provocar um aumento do preço de alimentos básicos em Portugal, alerta a Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA). Entre os produtos mais afectados encontram-se as rações para animais (e consequentemente a carne), pão, óleo, massas, cereais para o pequeno-almoço, farinhas e ovos. A Associação do Comércio e Indústria da Panificação (ACIP) já anunciou que o pão vai voltar a subir este ano entre os 8% e os 10%. Aumentos de outros produtos são esperados para breve. » [Diário de Notícias]

Parecer:

Ainda vamos pagar bem caro esta mania do bio-combustível.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Questione-se o ministro da Agricultura sobre se já avaliou o impacto na nossa agricultura).»

O NOVO NEGÓCIO DA AGRICULTURA

«A corrida à produção de biocombustíveis está ao rubro. Em Portugal, existem actualmente duas unidades com dimensão relevante, a Iberol, em Alhandra, e a Torrejana, em Torres Novas, a produzir com uma capacidade da ordem das 200 mil toneladas, que é toda comprada pela maior petrolífera nacional, a Galp. Uma produção que hoje garante o abastecimento de 3% do consumo nacional de combustíveis. Mas com os vários projectos já anunciados - Martifer, Enersis, Galp, entre outros -, a produção nacional deverá aumentar para as 650 a 700 mil toneladas. Um valor suficiente para satisfazer a ambiciosa meta nacional de 10% para incorporação bio até 2010 e provavelmente até para exportar.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Esperemos para ver o que isto dá.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se.»

PS SOBE NAS SONDAGENS

«Poucos dias depois das eleições para a Câmara de Lisboa e da vitória de António Costa, o PS parece ter recuperado o fôlego para uma maioria, essa sim, absoluta. O partido do Governo subiu quatro pontos nas intenções de voto relativamente ao mês anterior, atingindo os 44%. Em Junho, os socialistas tinham dado um tombo na popularidade junto dos portugueses e José Sócrates ainda deu um trambolhão mais valente de 16 pontos. Em Julho, o primeiro-ministro também recupera quatro pontos.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Com as alternativas que existem o PS ainda vai chegar aos 80%, mesmo com drenistas a fazerem asneiras.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento a Marques Mendes.»

PARECERES DA TRETA

«É um parecer arrasador para a política de simplificação administrativa do Governo, através dos vários programas em que se desdobra o Simplex. Para o constitucionalista Joaquim Gomes Canotilho, medidas como a Empresa na Hora ou o Casa Pronta são verdadeiros atentados aos notários, de contornos inconstitucionais, que legitimam uma reacção forte da classe.

O parecer foi pedido pela Ordem dos Notários e vem ao encontro das suas preocupações. Depois da privatização do sector, em 2004, Canotilho considera que está a proceder-se a uma "inversão da reforma", senão mesmo uma contra-reforma, que viola os princípios da confiança, da igualdade e da concorrência. Uma espécie de renacionalização, em que são esvaziadas, em pequenos passos (a que chama a "táctica do salame"), as funções notariais. Isto depois de a esmagadora maioria dos notários ter feito grandes investimentos em imóveis, equipamento e pessoal, na legítima expectativa de manter o nível de rendimentos.» [Público assinantes]

Parecer:

Não passa de um parecer pago, vale tanto quanto isso.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Canotilho quanto ganhou com o parecer e qual a encomenda que lhe foi feita.»

MINISTRO DAS FINANÇAS NÃO DÁ DE MAMAR A ALBERTO

«O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, recusou a hipótese da transferência de verbas adicionais para a Região Autónoma da Madeira no âmbito da nova lei da interrupção da gravidez, que o governo regional entende que só pode ser cumprida com mais fundos do quadro orçamental.» [Público]

Parecer:

Fez muito bem, logo se viu que os senhores do PSD usam tudo para sacar dinheiro ao Estado.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao ministro que mande antes garrafões de água de malvas, é disso que o Alberto, o Jaime Ramos e o Marques Mendes andam a precisar.»

JAIME GAMA NÃO QUER ALIMENTAR BURROS A PÃO-DE-LÓ

«"A Assembleia da República, como órgão legislativo, deve dar o exemplo da política de controlo da despesa pública", disse ontem aos jornalistas, durante um almoço de fim da sessão legislativa. Frisando que a alteração ao Regimento da AR não define a forma como serão pagos os novos assistentes individuais, Gama deixou claro: "Serão os grupos parlamentares que terão de gerir os plafonds de que dispõem para contratar os seus assistentes".» [Público assinantes]

Parecer:

Faz bem, se os deputados querem assistentes pessoais que lhes paguem com o dinheiro que já recebem. Se não chegar que paguem do seu bolso.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se mais um garrafão de água de malvas, desta vez para o autor da ideia brilhante.»

O ALBERTO MANDA SÓCRATES TRATAR-SE DA OBSESSÃO DA MADEIRA

«Alberto João Jardim contra-ataca na polémica da lei da interrupção voluntária do aborto (IVG) e diz que é o Governo de José Sócrates "quem não está no cumprimento da Constituição e da lei, com omissões e exigências que contra aquelas atentam".Declarando não querer alimentar "o folhetim do aborto", Jardim apenas comentou: "Quem tem obsessões com a Madeira - e que indicia já um aspecto doentio nessas mesmas obsessões - quem está doente trata-se." » [Público assinantes]

Parecer:

O melhor local para Sócrates se tratar é na sede nacional do PSD onde todos têm medo do Alberto e estão dispostos a lamber-lhe as botas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Meta-se uma cunha a Marques Mendes para que arranje vaga para tratar Sócrates.»

REPÓRTERES SEM FRONTEIRAS DENUNCIAM AUMENTO DA CENSURA NA CHINA

«La organización Reporteros Sin Fronteras (RSF) acusó este viernes a China de aprovechar un reciente escándalo periodístico para lanzar una dura campaña contra los profesionales de la información y aumentar el control.

El escándalo, en torno a un supuesto falso reportaje sobre bollos para consumo humano rellenos de cartón, ha sido usado para "reforzar su control sobre el contenido de las noticias" e injerir una vez más en los medios, indicó RSF en un comunicado. » [20 Minutos]

NASA PERMITIU QUE ASTRONAUTAS VOASSEM COM OS COPOS

«Un grupo investigador independiente ha encontrado que en un par de ocasiones la agencia espacial de EEUU permitió que astronautas que estaban ebrios salieran en alguna misión, informó este jueves la revista Aviation Week and Space Technology .

La Administración Nacional de Aeronáutica y el Espacio (NASA, por sus siglas en inglés) presentará los resultados del estudio hoy, en una rueda de prensa. » [20 Minutos]

UMA PROSTITUTA NO TRONO DA DINAMARCA

«A la reina Margarita de Dinamarca se le ha colado una 'mujer de buen vivir' en casa: la revista Se og Hør publica este jueves las imágenes eróticas de una prostituta tomadas en el salón del trono del Castillo de Christiansborg, en el mismísimo centro de Copenhague, denunciando así la falta de seguridad de las instalaciones reales.

En la portada de la citada publicación se puede leer 'Porno en el trono', 'Cuatro páginas con las fotos prohibidas', 'La seguridad no funciona' y 'La Casa Real, sin comentarios'. Seguramente si se tratara de España, sacarían la Policía a la calle para secuestrar la revista a la vista de los últimos aconteciemientos. » [El Confidencial]

Parecer:

Por cá, como isto é uma república há quem diga que ficámos com os filhos, pelo menos parece que terá sido isso que o Charrua disse.

PAULO MACEDO QUEIXA-SE DE PEDRO ARROJA

«Na base desta queixa-crime está um e-mail enviado em Julho do ano passado por Pedro Arroja a Paulo Macedo, mas também para o e-mail geral da DGCI, onde o economista anexa um texto que ameaça publicar num jornal, mas que nunca o chegou a ser. No referido texto, o economista tece violentos comentários pessoais sobre Paulo Macedo, acusa-o de fugir ao fisco e critica a sua actuação enquanto director-geral dos Impostos. A motivação para o envio do e-mail, ao que o Público apurou, reside num diferendo entre a Administração Fiscal e Pedro Arroja com origem em 2005, mas que se arrastou até ao envio da mensagem considerada ofensiva por Paulo Macedo. Na queixa apresentada pelo director-geral dos Impostos juntam-se algumas das expressões alegadamente utilizadas por Pedro Arroja: "Ele [Paulo Macedo] é importante porque é o director-geral dos Impostos e, nessa qualidade, tem poder para abusar ou perseguir qualquer cidadão"; "O serviço de Impostos é uma máquina feita para abusar dos cidadãos", são algumas das expressões utilizadas. Mas Pedro Arroja terá ainda acusado o actual sistema de ser desumano, de não ser feito por pessoas de bem nem para pessoas de bem e de ser gerido por canalhas.» [Público assinantes]

Parecer:

Esta coisa das queixas-crime está a ficar na moda.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao PGR que analise tudo, a começar pelos funcionários do fisco que ganham pequenas fortunas na banca.»

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