sábado, novembro 03, 2007

E porque não um estatuto do encarregado de educação?


Quando SE debate o ensino em Portugal as conclusões são sempre as mesmas, os professores são culpados de todos os males, os ministros foram todos incompetentes e os alunos não são responsabilizáveis. De fora fica sempre um dos principais actores do processo educativo, os pais.

A ausência dos pais do processo educativo é um dos traços do actual ensino, uma boa parte deles apenas está interessado em que os filhos tenham “positivas” independentemente dos conhecimentos que os filhos obtenham, não são poucos os que fazem pressões para que os filhos sejam aprovados. Em determinados grupos sociais e étnicos são mesmo os principais responsáveis pelo abandono escolar, seja porque desvalorizam a escola em favor do trabalho (infantil), porque não dão valor ao ensino dos filhos ou ainda, como sucede com alguns ciganos, porque acham que as raparigas não precisam de estudar. O fenómeno não é exclusivo dos pobres, conheço gente que faz coincidir as férias na neve com o período escolar para evitarem as enchentes nas estâncias de neve e aproveitar preços mais baixos.

Na minha infância as famílias tinham orgulho na prestação escolar dos filhos, os melhores eram conhecidos na terra, os comportamentos indisciplinados eram motivo de vergonha e condenação social, os professores conheciam os pais e estes respeitavam a escola e os seus agentes. Com a voracidade urbana ele elo foi quebrado, para muitos pais o Estado deve cuidar-lhes dos filhos, os professores dêem aturar-lhe a indisciplina e no fim s filhos devem voltar com um grau académico, de preferência o de doutor.

É tempo de deixar de ilibar os pais, responsabilizando-os pelo comportamento dos filhos e exigindo-lhes uma maior participação cívica no processo de ensino. Tão importante quando o estatuto do aluno talvez seja o estatuto do encarregado de educação.

Não faz sentido chumbar um aluno por faltas deixando de fora aqueles que têm a obrigação de se assegurar que os seus filhos devem participar nas aulas.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Alfama

IMAGEM DO DIA

[JUAN BARRETO/AFP]

«CARACAS, VENEZUELA - Venezuelan President Hugo Chavez (R) holds a baby next to model Naomi Campbell during a visit to a populated neighbourhood on October 31, 2007 in Caracas, Venezuela. » [Tiscali]

Não aprecio Hugo Chavez mas é bom lembrar aos que agora ficam incomodados com a sua existência que durante anos os recursos da Venezuela foram pilhados por uma democracia incapaz de controlar a corrupção. Agora queixem-se...

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Ou estou muito enganado ou se não for "vendida" em breve vai para saldos no fim da estação.

JUMENTO DO DIA

O senhor Sousa meteu os princípios e o centralismo democrático na gaveta?

Quando foi questionado sobre o processo disciplinar que ia ser aberto à deputada Luísa Mesquita o líder do PCP respondeu justificando-se com os princípios. Jerónimo de Sousa tinha razão, o comportamento da deputada que é aceitável em democracia não o era à luz dos princípios do PCP cuja militância pressupõe a perda de alguns direitos pessoais em favor dos objectivos superiores do seu partido, devendo todos os militantes sujeitar-se às regras do centralismo democrático.

Entretanto a deputada não só não respeitou os princípios do PCP como se tem desdobrado em entrevistas em que se entretém a provocar o PCP, um comportamento que noutros tempos e noutras latitudes dava direito a uma viagem numa carruagem para gado do transiberiano.

Só não se percebe a cobardia do senhor Sousa que parece ter metido os princípios e os valores do partido na gaveta, ele que acha que deve vigiar os desvios do PS decidiu dar uma volta de 180 graus, só porque nõ quer ser a quarta força política do Parlamento.

Pela boca morre o peixe.

O REFORMADO DE LUXO

Não critico o facto de os políticos receberem uma pensão, mas considero uma pouca vergonha que alguém que ganha uma pequena fortuna em Londres num cargo de nomeação política acumule as mordomias do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) com uma subvenção paga com impostos dos portugueses. Eu sentiria vergonha de o fazer e só quando tivesse abandonado todos os cargos e me reformasse definitivamente solicitaria a subvenção, mas sei que isto não é o que está na lei, é ética pessoal porque em Portugal deixou de existir ética pública.

A ESTRATÉGIA DO GALO DA ÍNDIA

Ou porque ficou velho, ou porque não conta com o Independente ou ainda porque deixou de ter ideias, Paulo Portas já não tem o brilho de outros tempo, a sua passagem pelo governo de Durão Barroso desmistificou-o mostrando-o aos portugueses como um político vulgar. Mesmo com a ajuda de Pinto Balsemão e de amigos dos jornais e televisões o líder do CDS não consegue descolar das sondagens, afundando-se de dia para dia.

Resta-lhe o recurso à estratégia do galo da Índia, aproveitando situações correntes para ganhar visibilidade. Um bom exemplo dessa estratégia foi o seu pedido de demissão da ministra da Educação por uma questão absolutamente secundária. O líder da direita, diria que quase da extrema-direita, um tradicional defensor da estabilidade acha que os ministros devem ser demitidos por tudo e por nada.

Já se esqueceu de quando fez cara de parvo ao saber que ia ser ministro do Mar em plena cerimónia de tomada de posse. Quer melhor exemplo de desautorização, neste caso do então primeiro-ministro Santana Lopes?

ACIDENTES E BRINCADEIRAS DE MAU GOSTO

Os mesmos cidadãos da aldeia onde um homem foi morto de forma bárbara que agora tenta desculpabilizar os seus dizendo que se tratou de uma brincadeira defenderiam o linchamento de outros criminosos como, aliás, sucede quase todos os dias neste país. Algo está mal quando um aldeia tenta desculpabilizar criminosos que torturaram e mataram um cidadão indefeso, sabendo-se que esse cidadão há muito que era vítima de abusos sistemáticos perante a cobardia e total ausência de solidariedade humana. Esperemos que a justiça aplique as penas adequadas a um homicídio bárbaro e gratuito.

Se na aldeia do norte é o povo que assume uma postura cobarde no caso do acidente ocorrido ontem em Lisboa é a lei que protege uma criminosa que transforma o seu carro numa arma perigosa e mata dois cidadãos (ou três) indefesos. Passado o choque esta condutora vai pedir um carro novo à seguradora e até que alguém lhe tire a carta de condução vai circular livremente. Com um bom advogado e alguma sorte estaremos daqui a dez anos a ouvir testemunhas para se tentar apurar se o sinal estava mesmo vermelho.

Qualquer estabelecimento prisional deste país está cheio de gente que cometeram crimes bem menos graves do que o homicídio bárbaro do norte ou o acidente criminoso de Lisboa.

CARTOON: A SENTENÇA DO 11M

THERE'S SOMETHING ABOUT PROCURADORES

«Certo é que no Parlamento, sorridente sob as câmaras, o procurador se mostrou satisfeito com "toda a atenção que este assunto está a merecer", atribuindo-a ao facto de ter feito as "revelações" numa entrevista, em vez de usar os canais institucionais. A mesma entrevista em que se vangloriou, sublinhando não ser de se vangloriar, de ter conseguido "acabar com o sentimento de impunidade". Num ano - o mesmo em que não conseguiu mandar investigar os profissionais, privados ou públicos, que suspeita fazerem escutas ilegais e no qual considerou ser possível estar ele próprio sob escuta, Pinto Monteiro acha que acabou com o sentimento de impunidade. Não há dúvida: há algo com os procuradores, há.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Fernanda Câncio questiona a actuação de Pinto Monteiro.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

O LEÃO E O SENDEIRO

«Um dos dramas que define melhor a realidade política portuguesa é que, muitas vezes, o debate que se estrutura é feito de acrimónia e acusações mútuas, cada um dos contendores acusando o outro e sobre o mesmo assunto das piores falhas e erros ... e tendo ambos razão. O famigerado Estatuto do Aluno é um caso exemplar para o demonstrar.

A questão nuclear é simples de apresentar. Alunos (muitos? Alguns?), nos vários graus de ensino, faltam muito às aulas e/ou não têm aproveitamento, passando apesar disso de ano e acumulando desse modo iliteracia e incapacidades de forma exponencial, e contribuindo para nivelar por baixo o ensino em Portugal. Confrontados com este problema, os sucessivos governos - do PSD, do PS, do PSD e do PS - alternam soluções há mais de 20 anos, só aparentemente diversas e manifestamente não opostas: de uma forma ou de outra (ou porque os pais justificam todas as faltas, ou porque as criancinhas sofrem de problemas psicológicos - mas depois da belíssima canção de Carlos Tê-Rui Veloso quem é capaz de dizer que há adolescentes sem problemas? -, ou porque se trabalha apenas para as estatísticas, ou porque serão feitas provas de recuperação, ou seja pelo que os teóricos da pedagogia moderna consigam inventar) os estudantes não são obrigados a criar hábitos de trabalho e de disciplina, baldam-se às aulas (como eu o fazia até ao limite a partir do qual reprovava...), não estudam, sabem que nunca chumbam, pois não têm exames, e não duvidam que lhes basta entrar na cadeia de montagem aos 6 anos para chegar à universidade.

Por isso é insuportável ver os partidos de governo - sem vergonha nem moral - a acusarem-se mutuamente como se estivessem inocentes e como se, no fundo, não comungassem todos do mesmo absurdo e criminoso paradigma pedagógico: como não há coragem de enfrentar as causas do abandono escolar e o poderoso lobby dos sindicatos de professores, como no fundo não percebem o mundo em que vivemos e a concorrência feroz que o caracteriza, como raciocinam com a lógica dos empregos garantidos para a vida em sociedades paradas no tempo, a solução é assegurar de forma administrativa que todos progridem na escolaridade, mesmo sem aprenderem realmente a ler, escrever e contar.

O resultado desta atitude é a acentuação das desigualdades sociais em função da capacidade que tenham ou não as famílias para colocar os filhos em colégios particulares ou para os auxiliar com explicações. O regime saído do 25 de Abril - e que muito justamente colocou a igualdade de oportunidades e a democratização do ensino na lista de prioridades absolutas - está a construir e a reforçar todos os anos uma sociedade cada vez mais injusta, cada vez mais dualista, cada vez mais estruturada na diminuição da capilaridade social. E isto, além de inadmissível socialmente, é economicamente terrível, pois priva Portugal da dinâmica histórica dos que pelo estudo e pelo trabalho árduo conseguem libertar-se de aparentes destinos de carências e provocam as mudanças que os já instalados abominam.

Não sou defensor de nenhuma forma de darwinismo social e considero a escola pública - de que beneficiei desde a 1ª classe da primária até à licenciatura em Direito - um elemento essencial do Estado de direito. Não desconheço a realidade escolar do antigo regime - todos os meus colegas da escola da Sé Velha, em Coimbra, com excepção de menos de meia dúzia, foram trabalhar depois de fazer o exame da 4ª classe - e a injustiça social em que se baseava a qualidade do ensino público. Percebo que a democratização do ensino leva consigo implícita um abaixamento do nível médio, mas apesar disso vale muito a pena apostar nela. Acho que o abandono escolar é uma tragédia e que a desestruturação de muitas famílias e a miséria de tantas outras está no caminho crítico da péssima realidade de parte relevante do ensino público. E também concordo que se não pode pedir à escola que, milagrosamente, corrija os males sociais e tenha sucesso, quando tudo à volta se esboroa.

Só que a questão é outra e os partidos e os grupos de pressão ligados ao ensino apenas tentam sofismá-la. Uma cultura de laxismo, de facilitismo, de falta de rigor, que recusa a disciplina e o trabalho, que nivela por baixo, serve os mais desfavorecidos ou prejudica-os? A percepção dos jovens - baseada em factos inequívocos - de que não precisam de se esforçar para passar de ano provoca uma tendência crescente para a diminuição do esforço, ou motiva os estudantes a trabalhar? No mundo moderno basta a escolaridade formal para progredir ou, pelo contrário, os hábitos de trabalho e a aprendizagem real é que fazem a diferença? Manter na escola os que não vão às aulas, não estudam, não aprendem e que ninguém castiga é bom para eles e para os que querem trabalhar? Para os mais desfavorecidos (e com excepção do Euromilhões) existe algum meio mais eficaz de progresso do que uma escola pública de excelência?

Para tudo isto a ministra da Educação dá resposta idênticas às que deram os seus equivalentes dos governos do PSD. Mas ela faz parte de um governo de esquerda, de um governo que tem de estar emocional e culturalmente forjado na luta pela qualidade e rigor do ensino público como instrumento de igualdade. Por isso é inconcebível o que diz, o que justifica, o que propõe. Como é incompreensível que se mantenha no Governo. É que entradas de leão são, em regra, previsíveis. Como, está a ver-se, são fáceis as saídas de sendeiro.» [Público assinantes]

Parecer:

José Miguel Júdice não é propriamente um admirador da ministra da Educação.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

O FUTURO, QUE FUTURO?

«Quarta-feira à noite Lisboa parecia abandonada. Por quê? Por causa das "férias". Mais precisamente do feriado (quinta-feira), da "ponte" (sexta-feira), do fim-de-semana e da tradicional tolerância de segunda-feira. Não sei quanto tempo de trabalho se perdeu (milhões de horas, com certeza), por causa de um calendário religioso que já ninguém respeita e já ninguém sabe sequer o que significa. Tudo serve para as pessoas se precipitarem para longe do lugar onde trabalham e vivem. Em muitas regiões do país, a taxa de ocupação de hotéis passou os 90 por cento; no Algarve (apesar do frio e da ameaça de chuva) chegou quase aos 100 por cento. Até a serra da Estrela está, por assim dizer, "cheia". A Madeira também. Nem o Alqueva (para passeios de barco) escapou. E parece que não há um lugar numa única pousada.» [Público assinantes]

Parecer:

Vasco Pulido Valente não sabia sobre o quê escrever, escreveu uma colher de pau. Saberá o nosso rezingão analista que em Espanha e outros países o Dia de Todos os Santos também é feriado e que os seus cidadãos fizeram o mesmo que os portugueses? Sabe mas esquece, escreve um artigo onde se pode concluir que o Dia de Todos os Santos deveria ter sido convertido em Dia de Trabalho a Bem da Nação.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Arquive-se por manifesta pobreza intelectual.»

MAIS TRÊS PENSIONISTAS

«João Cravinho, Odete Santos e Marques Mendes, ex-deputados do PS, PCP e PSD, pediram, no decurso deste ano, a atribuição da subvenção mensal vitalícia, uma pensão concedida para toda a vida aos ex-titulares de cargos políticos. O antigo parlamentar socialista, que renunciou ao mandato de deputado em Janeiro deste ano para assumir o cargo de administrador no Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), já tem a subvenção atribuída, mas os processos de Odete Santos e Marques Mendes estão ainda em fase de apreciação.» [Correio da Manhã]

Parecer:

Que lhes faça bom proveito ou como diriam os "cuicos" de Monte Gordo, que tenha uma dor de estômago tão grande, tão grande que unto mais doesse mais corressem, quanto mais corressem mais doesse e quando parassem rebentassem!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cravinho como se sente a receber uma pensão paga por cidadãos que nunca beneficiaram de tachos políticos.»

DN TAMBÉM NOTICIA O CASO DO FOTÓGRAFO DE FARO

«Um fotógrafo amador acusou ontem a PSP de Faro de o ter detido ilegalmente durante quatro horas, algemado e confiscado a máquina, alegando que estava a fotografar menores em carrosséis numa feira da cidade, mas a Polícia afirma que o homem foi levado à esquadra para identificação.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Depois do Jumento foi a fez do DN dar conta do protesto de um fotógrafo amador de Faro. Pela resposta da PSP de Faro é evidente que a PSP não conhece a lei e, pior do que isso, dá expressão à paranóia colectiva.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Abra-se um inquérito ao abuso por parte dos agentes da PSP de Faro.»

MAIS UMA IDEIA PEREGRINA

«A ideia é da empresa Peres & Partners e quer dividir os condutores em três níveis: verde, laranja e vermelho. É uma espécie de semáforo que quer dizer risco mínimo (para aqueles que nos últimos três não tenha originado nenhum sinistro com culpa ou que, nos últimos dez anos, só tenham sido culpados por um desses acidentes); médio (quando os automobilistas já tiveram dois acidentes, com culpa, no último ano ou três nos últimos dez anos); e finalmente risco máximo (mais de dois acidentes no último ano ou aos que, nos últimos dez anos, tenham provocado quatro ou mais sinistros). » [Portugal Diário]

Parecer:

Um dia destes cada cidadão deve colocar dísticos na camisola para sabermos quais os que devem à mercearia, quis os que cometeram adultério, os que devem ao fisco, os que não pagam o condomínio, etc.. E o mais grave é que o governo se dá ao trabalho de estudar o assunto.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Conceba-se uma camisa capaz de transportar uma dúzia de dísticos.»

LUÍSA MESQUITA AMEAÇA LEVAR COBARDIA DO PCP AO TRIBUNAL

«A deputada Luísa Mesquita disse esta sexta-feira à agência Lusa que se o PCP tentar impedir que faça o seu trabalho tomará «todas as medidas legais e constitucionais, sem nenhuma excepção, para cumprir os deveres e obrigações» que assumiu perante o eleitorado, noticia a Lusa.

Frisando que foi a própria direcção do partido que assumiu que a sua expulsão significaria a passagem do PCP de terceira para quarta força parlamentar, Luísa Mesquita admite que a estratégia seja deixar arrastar o processo no tempo ou a adopção de medidas que visem inviabilizar o seu trabalho. » [Portugal Diário]

Parecer:

Desta vez os extremistas do PCP tramaram-se, a vítima quer ser julgada e eles reagem com cobardia.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao senhor Sousa se meteu os princípios e o centralismo democrático na gaveta.»

O PENSAMENTO SANTANISTA ESTÁ DE VOLTA

«O vice-presidente do PSD Gomes da Silva propôs esta sexta-feira o reforço das verbas destinadas à segurança interna para a «reposição dos efectivos» policiais e dos meios, sem que seja aumentada a despesa pública, noticia a Lusa.

«O sr. primeiro-ministro ainda vai a tempo de, sem aumentar a despesa pública, transferir as verbas necessárias para a reposição de efectivos e o reequipamento das forças de Segurança», defendeu Gomes da Silva. » [Portugal Diário]

Parecer:

Com um pouco de jeito as verbas a consultoria davam pare resolver todos os problemas do país.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao G.S.. se a ideia foi mesmo dele ou foi o Santana que a soprou.»

CRIADO O BANCO DO SUL

«Um dos sonhos que o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, há anos mais acalenta é a criação de um banco regional que ultrapasse pela esquerda as três instituições financeiras internacionais que acusa de condicionarem a economia do seu país e da América do Sul - o Banco Mundial (BM), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Dois anos depois de muitas negociações, o Banco do Sul (BS) vai nascer.» [Público assinantes]

Parecer:

Trata-se de uma rotura com o tipo de relações financeiras internacionais, a acompanhar com atenção.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Acompanhe-se a evolução do Banco o Sul.»

SECRETÁRIO DE ESTADO QUASE MATA O GEAGP

«Um caso de "injustiça, falta de consideração e de má-fé", acusam os cerca de 45 licenciados que assinaram um protesto sobre o desfecho do curso de preparação para o exame da 8.ª edição do Curso de Estudos Avançados em Gestão Pública (CEAGP) que é realizado pelo Instituto Nacional de Administração (INA).O presidente do conselho directivo do INA, Rui Afonso Lucas, admite devolver o dinheiro do curso que decorreu em Junho aos candidatos afectados pelas novas regras impostas no acesso ao CEAGP. O concorrido curso habilita licenciados para o preenchimento de eventuais vagas na administração pública.» [Público assinantes]

Parecer:

É uma decisão lamentável esta medida de um secretário de Estado que diz modernizar o Estado, com esta medida pode-se concluir que há que prefira os mecanismos da cunha para admitir funcionários do Estado. O lógico seria usar o CEAGP como bolsa de funcionários que poderia ser usado para preencher vagas do Estado, dispensando concursos onde impera o factor cunha.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se esta medida incompetente,»

DIRECTOR MUNICIPAL GANHA MAIS DO QUE ANTÓNIO COSTA

«O director municipal encarrega-do de mandar embora parte dos tra-balhadores precários da Câmara de Lisboa aufere um salário superior ao do presidente da autarquia. Luís Centeno Fragoso ganha um ordenado da ordem dos 5500 euros mensais brutos, enquanto a figura máxima da câmara não leva para casa mais de 3200 euros líquidos.Centeno Fragoso explica o facto, que está a indignar muitos funcionários da autarquia, por ter sido requisitado aos CTT, tendo-lhe por isso sido dada a possibilidade de optar pelo salário do lugar de origem.» [Público assinantes]

Parecer:

No mesmo país onde nenhum director-geral pode ganhar mais do que o primeiro-ministro é ridículo que qualquer funcionário de uma autarquia possa ganhar mais do que o presidente.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Devolva-se o homem aos CTT, ainda que isso nos possa custar selos mais caros.»

CHINESA DE 60 ANOS CRIA BLOGUE PARA DEFENDER HOMOSSEXUALIDADE DO FILHO

«Una mujer de 60 años se ha convertido en la primera madre en defender la homosexualidad de su hijo explicando su experiencia en un blog (bitácora de internet), a pesar de que en China los gays todavía sufren discriminación, informó hoy el diario 'Xin Jing Bao'.

La cantonesa Wu Youjian espera que leyendo su blog otros padres de homosexuales en China acepten la condición de sus hijos. » [Canárias 7]

VOO DA 'LAIKA' FAZ 50 ANOS

«La hazaña de la perra callejera 'Laika', el primer ser vivo en volar al espacio y que fue precursora de los vuelos tripulados por astronautas, cumple mañana 50 años entre la admiración y el agradecimiento del mundo entero. "Aún hoy en día, no sé si yo soy el 'primer hombre' o 'el 'último perro' en volar al espacio", dijo Yuri Gagarin, el primer cosmonauta de la historia, poco después de dar la vuelta a la Tierra el 12 de abril de 1961. » [Canárias 7]

O JUMENTO NOS OUTROS BLOGS

  1. Obrigado aos que deram os parabéns a'O Jumento: Desnorte, Macroscópio, Notícias d'Aldeia,
  2. O Oeiras Local concordou com a escolha da ministra da Educação para Jumento do Dia.
  3. O WEHAVEKAOSINTHEGARDEN e o Navego, Logo Existo também não gostou da actuação dos polícias de Faro que acham que uma máquina fotográfica é uma arma perigosa para os bons costumes.
  4. A Grande Loja do Queijo Limiano deu destaque ao post onde se defendeu que o sistema de ensino público é gerador de desigualdades sociais.
  5. O WEHAVEKAOSINTHEGARDEN cita o post dedicado ao crédito oportunista concedido no Banco de Portugal.
  6. O Buzeirão gostou de uma imagem alusiva ao Halloween.

A_TER

SERGEY BRAGA

YULIYA SHEVCHENKO

M.H.

JOANNA JOY

JUST FOR LAUGHS

ASSOCIAÇÃO PARCERI CONTRA DROGAS

[2][3]

Advertising Agency: D/Araújo, Florianópolis, Brazil
Creative Director: Edu Borges
Art Director: Alexandre Amaral
Copywriter: Igor Becker
Photographer: Jeferson Caldart

LEGO

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Advertising Agency: Saatchi Stockholm, Swed
enArt Director: Andres Maldonado
Copywriter: Robin Stam

SONY

[2][3][4][5]

Advertising Agency: FP7 Dubai, UAE
Diector: Ali Ali
Art Director: Maged Nassar, Ali Ali
Copywriter: Ali Ali, Maged Nassar
Photographer: Jaime MandelbaumRetouch: Furia