sábado, novembro 01, 2008

Dia de Finados


Se no nosso calendário hoje é Dia de Todos os Santos, também conhecido por Dia de Finados, no nosso calendário político, já que o Holloween ainda não pegou poderia ser o dia dos mortos vivos, tantos são os que vão sobrevivendo na nossa vida política. Nem sequer me estou a referir a Pedro Santana Lopes, esse parece-se mais com uma matrioshka, aquela boneca russa que volta sempre a ficar em pé.

A não ser o PS e o BE todos os nossos partidos estão entregue a políticos que há muito que não são deste tempo, são mortos vivos que insistem em recusar o lugar aos mais novos. Mesmo no PS a oposição interna escolheu como alternativa alguém que insiste em pensar que o mundo de hoje se pode governar com chavões do início do século vinte, ainda que devidamente adornados com as utopias dos anos setenta portugueses.

O caso do PSD é paradigmático, entre um jovem, um zombie e uma morta viva os militantes optaram por eleger a última, dois terços apostaram mesmo em líderes que fazem da ressurreição periódica a solução para nunca abandonarem a liderança política. O argumento foi o de que Manuela Ferreira Leite tiraria a maioria absoluta a Sócrates e num cenário de crise institucional haveria toda a conveniência em ter na liderança do PSD alguém que Cavaco Silva aceitasse. Não escolheram uma líder para o país, optaram por um ajudante para Cavaco Silva que é outro caso sucesso na longevidade política.

Do PCP não se esperaria outra coisa senão a escolha do camarada mais velho, até porque a experiência com o jovem Carvalhas não tinha sido boa, tal como o Vaticano está a recuar a tempos anteriores ao do Vaticano II também o PCP descobriu que o caminho não estava na modernização mas sim no recuo aos velhos princípios. Tem um morto vivo na liderança mas o voto de protesto lá vai alimentado as sondagens.

O resultado é que a democracia portuguesa não é um caso de ciência política, para a perceber é necessário ter uma formação sólida em geriatria. Para perceber, por exemplo, o que pensam Manuel Alegre, Ferreira Leite, Mário Soares, Jerónimo de Sousa, Cavaco Silva e muitos outros que desempenham papéis menos importantes não podemos questionar que projectos propõem os políticos deste tempo. Teremos que raciocinar tendo em consideração o quadro mental de políticos que se formaram nos anos cinquenta/sessenta, que pensam como se os portugueses fossem netos ou bisnetos, que problematizam as situações com base nos paradigmas ideológicos e políticos dos finais do século XIX, princípios do século XX.

Sem renovação a política portuguesa começa a ser um mundo de mortos vivos, todos os dias são dias de finados. Quando Ferreira Leite propõe que o salário mínimo não aumento não sabemos se é a economista que fala ou se é um sintoma de Parkinson, quando Jerónimo diz que pensa em alianças com o BE começo a recear que esteja com um problemas de esclerose e quando Manuel Alegre vem dizer que o Marx é que tinha razão lembro dos sintomas da doença de Alzheimer.

Umas no cravo e outras tantas na ferradura

FOTO JUMENTO

Fazendo pela vida na Rua Augusta, Lisboa

IMAGEM DO DIA

[Hannibal Hanschke / Reuters]

«Último vuelo. Un avión Junkers Ju-52, uno de los que participó en el Puente de Berlín entre 1948 y 1949, despega del aeropuerto berlinés de Tempelhof. Despide así al histórico aeródromo, que cierra sus puertas tras 85 años de servicio.» [20 Minutos]

JUMENTO DO DIA

Gonçalo Castilho dos Santos, secretário de Estado da Administração Pública

Ficámos a saber que o afilhado de Teixeira dos Santos que mo ministro das Finanças promoveu a secretário de Estado da Administração Pública tem um grave desvio psicológico, está convencido de que é um comboio.

«"Trabalhadores, serviços e dirigentes que não estejam com a reforma serão trucidados", afirmou o governante, no encerramento do Congresso Nacional da Administração Pública. Para Castilho dos Santos, os funcionários devem ter a noção de que "a reforma já não pode andar para trás", pelo que "trucidará quem não estiver com ela".» [Correio da Manhã]

ESPECTÁCULO TRISTE

É um espectáculo triste ver um capitão de Abril ameaçar o governo de uma democracia com a força das armas se este não mantiver as mordomias dos oficiais das armadas. Foi isso que fez Vasco Lourenço ao afirmar que "quando quem faz uma asneira e tem uma arma a asneira é muito pior". Nunca um militar foi tão longe nas ameaças veladas.

É triste por que já vi greves e manifestação de muitos grupos profissionais que poderiam usar o poder das suas "armas", sem que algum ameaçasse o país. São precisamente os militares que o fazem. Alguém devia perguntar a Vasco Lourenço se pensa que está na Venezuela e que o facto de ter dado o seu contributo para a democracia não significa que detenha uma quota maioritária na democracia portuguesa.

O TINO DE RANS DO OHIO

«Samuel Wurzelbacher é daqueles tipos que vivem de apanhar boleias. Encosta-se a quem tem motor próprio e aí vai ele. Quando, amanhã, se falar nas presidenciais de 2008 - na eleição do homem mais poderoso do mundo -, ocorrer-nos-ão os quatro nomes dos pares democrata e republicano, e o dele. Quer dizer, o nome artístico de Samuel Wurzelbacher: Joe, O Canalizador. No entanto, Joe, O Canalizador, é um sub-Tino de Rans. Se bem se lembram, o nosso Tino saltou para a arena depois de um discurso que fez num congresso do PS. Joe, O Canalizador, nem isso: levou uma pergunta fisgada num bolso e soletrou-a perante o adversário Obama. Porque lhe dava jeito, McCain citou--o num debate e lançou-o para o estrelato. Tino de Rans teve um contributo social: pôs Portugal a escrever bem o nome da sua freguesia, Rans, não Rãs. Joe, O Canalizador, nem isso. Mas agora já tem um relações públicas, vai editar um disco e lançar um livro. A última vez que o ouvi já estava a perorar sobre Israel. Felizmente para ele, ninguém trazia um mapa fisgado no bolso e lhe pediu para apontar onde ficava o país. Nada pior na política porca que um pequenino amador.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Por Ferreira Fernandes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

ASSIM SE COMEÇA

«No essencial, a eficiência da máquina de propaganda de Sócrates não vem do exército de assessores que trabalham directamente para ele, de "gabinetes de comunicação", de empresas de comunicação que o Estado contratou (e contrata) ou de jornalistas "colaborantes". Não vem sequer do oportunismo, ou do temor, de certa imprensa e de certa televisão, ou da RTP e da RDP ou de "pressões" de vária ordem, que alegadamente os maiorais do regime aplicam com grande regularidade e método. Tudo isso ajuda e é com certeza indispensável. Mas já houve quem quisesse fazer o mesmo, sem resultado que se visse. Porquê? Porque a eficácia de uma máquina de propaganda depende antes de mais nada da disciplina política. O que Sócrates conseguiu foi impor uma disciplina, e uma disciplina severa, ao Governo, à burocracia e ao partido. Como no comunismo clássico, Sócrates tem uma "linha" sobre qualquer assunto que interesse à saúde e sobrevivência da maioria. Ninguém sabe quem decide a orientação e os pormenores dessa linha.

Provavelmente, o próprio Sócrates, com a sua eminência parda, Pedro Silva Pereira, um ou outro ministro (conforme a ocasião e o assunto) e um pequeno grupo de "peritos". Por natureza, a "linha" não pode "dar" muita informação. Se "desse", não entrava na cabeça dos gnomos que a repetem e, principalmente, do público em geral. Para cada pergunta (sobre o Orçamento, a oposição, o mundo) basta uma resposta: simples, curta, final. Não é grave se a resposta for falaciosa ou hipócrita, ou não for, como costuma suceder, resposta nenhuma: a insistência, a convicção e a unanimidade acabam sempre por convencer os tolos. Quem leu a longuíssima entrevista de Sócrates (na semana passada) ao Diário de Notícias ficou certamente espantado com a vacuidade da coisa. O primeiro--ministro, também ele, não saiu um milímetro da "linha" oficial: da crise financeira a Manuela Ferreira Leite disse e redisse o que diria um "militante consciente" (para usar a antiga expressão do PCP). E, no dia seguinte, na TVI, Augusto Santos Silva voltou a servir a ladainha. Pior ainda: ao fim de quatro anos, pouca gente escapou à "língua de pau" deste regime. Claro que, entretanto, a realidade desapareceu de cena. A realidade económica e financeira, e a realidade política. Os portugueses, por exemplo, estão longe de perceber o sarilho em que os meteram e a humilhação do Presidente da República é reduzida a uma insignificância e atribuída à democrática vontade do PS. Assim se começa.» [Público assinantes]

Parecer:

Por Vasco Pulido Valente.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

O BARULHO DAS LUZES

«Por que é que vamos ter, sem concurso, sem explicações ao povão, uma muralha de contentores entre Lisboa e o Tejo?

No barulho das luzes passam por nós coisas importantes, sem lhes prestarmos a devida atenção. Nos tempos que correm, em que todos falam da Crise, há muitas coisas (boas e más) que se perdem na confusão.

Primeira, na confusão da apresentação e discussão do Orçamento (já de si, ele próprio, muito confuso) alguém pretendeu fazer aprovar uma impensável alteração à lei do financiamento dos partidos. Felizmente, foi um "erro" sem autor, porque a culpa tem de morrer solteira.

Fica, agora, claro por que é que o Orçamento de Estado (OE) deve ser apenas isso: uma lei orçamental. Leis para serem alteradas devem sê-lo sempre fora do contexto do OE; neste devem figurar apenas alterações às taxas de impostos, actualizações de escalões, autorização de despesas, etc. Mas alterações à legislação, como alterações ao sigilo bancário ou financiamento dos partidos, têm mérito para serem discutidas por si. Se o Presidente da República quisesse vetar a alteração ao financiamento dos partidos teria que vetar o próprio OE. Seria absurdo.

Apareceu também, segunda noticiazinha, o negócio dos contentores em Alcântara. Estou certo de que este facto e o anteriormente relatado não estão relacionados. Mas não basta à mulher de César ser honesta, é preciso também parecer. E também é verdade o seu converso: não basta à mulher de César parecer honesta, é preciso também ser. Na barafunda da crise parece valer tudo, mas não vale. Só por ser legal, não passa a ser legítimo sem se darem as devidas satisfações aos lisboetas. Se o fizessem na cidade do Porto caía a Torre dos Clérigos, porque no Norte não são para brincadeiras e com razão. Por que é que vamos ter, sem concurso, sem explicações ao povão, uma muralha de contentores entre Lisboa e o Tejo? Miguel Sousa Tavares está a organizar um abaixo--assinado contra tal projecto, que eu já subscrevi. Ficamos a dever-lhe a coragem cívica e, desde ontem, também a coragem física em defender esta causa. (Quem mandou os estivadores para a frente da câmara?). O dr. Mário Soares chamou-lhe "Uma vergonha, que só pode resultar, como se suspeita, de amplas negociatas...". Eu não diria melhor, com reticências e tudo.

Uma terceira referência, no barulho das luzes e na confusão da crise: é sempre refrescante ler os artigos de Desidério Murcho, no P2 deste jornal. Têm o tamanho certo e levam-nos a pensar, o que é sempre útil, especialmente, neste mundo de sensações e de reacções. Um mundo de pouca ponderação e pouco pensamento e vivido mais pelo instinto do que pela razão. Aconselho a leitura e agradeço-lhe, mesmo sem o conhecer.

Já que falo de ponderação e pensamento, em quarto lugar, vale a pena chamar à atenção (lá vem a crise) que Keynes não foi ressuscitado pela Crise. Pela simples razão de que Keynes não tinha morrido e só um ignorante em macroeconomia poderia pensar tal coisa. Ele foi o fundador da Macroeconomia como corpo de conhecimento dentro da teoria económica. Todos os fundadores de alguma disciplina do conhecimento, 70 anos volvidos, estão na história do pensamento, mas não morrem. Não conheço nenhum macroeconomista que não tenha começado por Keynes, depois Hicks, Samuelson, Friedman, seguido de Tobin, Mundell, Solow, Lucas, Phelps, etc. A ordem é razoavelmente indiferente e a lista é infindável, só refere alguns nobelizados e que, portanto, já fazem parte da História.

E, já agora, a fúria de regulamentação que se avizinha podia (e devia) esperar pela análise da crise. Mas os políticos andam felizes e estão impacientes. Parece-me que vão amputar a perna quando o braço é que estava partido e deviam esperar pelas análises antes de passarem a receita. Tenho para mim, mas estou totalmente disponível para ser convencido do contrário, que, genericamente, o que precisamos é de melhor regulação e de regulação mais abrangente. Duvido que precisemos de mais regulação. Há dias, um colega de finanças informou-me que os CDO (Collateralized Debt Obligations) tinham ou têm um prospecto com 750 mil páginas! Agora digam-me: precisamos de mais regulação ou melhor regulação? Os bancos de investimento americanos (e afins) que estiveram no centro da crise, aliás, basicamente já não existem enquanto tais. Mas a banca de investimento não estava regulada pelo Fed, contrariamente à banca de retalho. Ou seja, não precisamos de mais regulação o que precisamos é de regulação mais abrangente. E este problema nem se coloca no caso da Europa continental onde, genericamente, toda a banca é supervisionada pelos respectivos bancos centrais.

Por último quero salientar o novo blogue da SEDES: blog.sedes.pt. É costume dizer-se "passe a publicidade", eu não digo tal porque não minto; estou mesmo a fazer publicidade e de borla. Mas recomendo a visita ao blogue pelas pessoas que nele participam; são pessoas de sensibilidades políticas muitíssimo diferenciadas, gerações misturadas, umas muito conhecidas outras nem tanto, com interesses muito díspares, da arte à ecologia ou à economia... É um blogue aberto à participação de quem quiser, onde se discutem assuntos mas não se atacam pessoas. (1)

Aqui ficam algumas notas sobre assuntos da crise e fora da crise, mas assuntos que nos passam ao lado por causa da Crise. É que no barulho das luzes às vezes toca-se música, da boa e da má. Professor universitário

(1) Já agora, para alguns que estão já a pensar que me estou a gabar por, agora, ser o presidente da SEDES, aqui fica: os louros da coisa são, antes de mais e acima de tudo, do meu colega e amigo Pedro Pita Barros. » [Público assinantes]

Parecer:

Por Luís Campos e Cunha.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

MELHOR FOTOGRAFIA DO ANO DA VIDA SELVAGEM

«Vive nas montanhas da Ásia central e é muito difícil de ser apanhado, sobretudo por uma câmara fotográfica. Foram precisas 14, com controlo remoto, feitas num material especial para resistirem a 40 graus negativos, colocadas em 45 sítios (tantos quantos o leopardo marcou como seu território), durante 13 meses, a 3962 metros (13 mil pés) de altitude, no Hemis National Park, na Índia, para que Steve Winter conseguisse, numa manhã, ter a surpresa de ter "apanhado" o leopardo-das-neves. Mas valeu a pena tanto esforço, já que o fotógrafo norte-americano da revista National Geographic ganhou o prémio de Melhor Fotografia do Ano, no prestigiado concurso promovido pelo programa da BBC sobre vida selvagem e pelo Museu de História Natural, de Londres, no Reino Unido.» [Diário de Notícias]

MFL AUMENTAVA O DÉFICE

«Manuela Ferreira Leite assumiu que as propostas que o PSD vem defendendo para o Orçamento do Estado de 2009 poderiam vir a aumentar o défice nacional. Em entrevista ao programa Negócios da Semana, na SIC Notícias, a presidente do PSD disse que as medidas sociais-democratas iriam ter um custo acrescido de 780 milhões de euros, com uma repercussão de 0,4% no défice.

A conversa de Ferreira Leite com os dois jornalistas só foi para o ar na quarta-feira à noite, já bem tarde, mas ontem foi motivo de discussão nos vários sectores do partido. Do grupo de Pedro Passos Coelho ao de Luís Filipe Menezes, passando pelos acólitos de Pedro Santana Lopes, hoje em dia recolhidos no mais profundo dos silêncios à espera da decisão sobre a candidatura à Câmara de Lisboa. A ideia geral é a de que houve "recuos" em relação à posição sobre o aumento do salário mínimo nacional e "confissões arriscadas" no que toca às declarações sobre o OE/2009.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Foi o que fez no governo com Durão Barroso.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver o debate orçamental.»

JÁ ESTÃO À PROCURA DE OUTRO LÍDER PARA O PSD

«Cinco meses depois dos militantes sociais-democratas terem escolhido Manuela Ferreira Leite como sucessora de Luís Filipe Menezes, os críticos internos da actual liderança já procuram uma alternativa, preocupados com a descida do partido nas sondagens e com a perda de "simpatia" do eleitorado por posições como a contestação ao aumento do salário mínimo nacional. Apesar disso, a presidente do PSD manterá o discurso de defesa das empresas e das propostas de alteração ao Orçamento, que ontem lhe valeram duras críticas do Governo. » [Jornal de Notícias]

Parecer:

Faz sentido, MFL chegou à liderança do PSD graças às más sondagens no tempo de Luís Filipe Menezes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Reserve-se lugar na primeira fila.»

DURÃO BARROSO TIRA TAPETE A FERREIRA LEITE

«Bruxelas vai avançar a 26 de Novembro com um plano para relançar a economia europeia. O principal objectivo é minimizar os efeitos da crise sobre o emprego e o poder de compra dos cidadãos. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da Comissão Europeia depois da reunião extraordinária do colégio de comissários, em Bruxelas.

Durão Barroso apelou à procura de fontes alternativas de rendimento, apontando as parcerias público-privadas como forma de colmatar a falta de orçamentação dos governos europeus, bem como o investimento público para promover o crescimento e o emprego.» [Jornal de Notícias]

Parecer:

Só mesmo MFL se lembraria de suspender o investimento público num ambiente de crise como a actual.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento a MFL.»

DIRIGENTE DO PNR ACUSADO DE APOIO À EMIGRAÇÃO ILEGAL

«O seu partido destaca-se pelos ata-ques à presença de imigrantes no nosso país, mas o Ministério Público (MP) quer levá-lo a julgamento pela prática de crimes de apoio à imigração ilegal. António Frazão é um destacado militante do Partido Nacional Renovador (PNR), tendo mesmo fundado no ano passado o núcleo de Sintra, altura em que seria já responsável pelo funcionamento de quatro casas de prostituição na zona da Grande Lisboa, onde eram exploradas cerca de três dezenas de mulheres ilegalmente imigradas em Portugal.» [Público assinantes]

Parecer:

Maroto.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Leve-se o xulo a julgamento.»

O JUMENTO NOS OUTROS BLOGUES

  1. O "Direito de Opinião" sugeriu o post " a devassa".
  2. O "Spotmeter 98" foi incluído na lista de links.
  3. O "Aberratio Ictus" faz uma pergunta interessante.
  4. O "Arre Macho " acha que eles andam aí.

A NIGHT WITH THE JERSEY DEVIL

A música de Bruce Springsteen para o Holloween 2008

SVETLANA FIL

WASSUP

2000

2008

sexta-feira, outubro 31, 2008

Silêncios

Há uns meses um professor. Ex-deputado, do PSD chamou “filho da puta” a Sócrates e uma boa parte das personalidades do PSD quase o transformaram num herói da democracia por ter apanhado um processo disciplinar instaurado por uma senhor da DREN. Só faltou o PSD propor o nome do professor Charrua para ser condecorado com a Ordem da Liberdade ou mesmo para que recebesse o prémio Sakharov.

Agora que Portugal ficou a saber da maior operação de devassa da vida privada, com o Inspector-Geral de Finanças a atropelar a Constituição e a abusar das suas competências para tentar identificar quem andava a incomodar do dr. Macedo o PSD ficou calado. Porquê? Por uma razão muito simples, todos os envolvidos ou são do PSD ou foram nomeados pelo PSD, até o secretário de Estado veio directamente do governo de Santana Lopes par o de Sócrates, bastou-lhe levar uns borrifos na pia baptismal das Novas Fronteiras.

O PS, que quando formou o governo não se cansou de falar de ética republicana e fica calado quando o ministro das Finanças despreza toda e qualquer tipo de ética, permitindo ao inspector-geral de Finanças gastar o dinheiro dos contribuintes a para devassar a vida íntima dos mesmos funcionários que tanto têm ajudado Teixeira dos Santos a ser um ministro bem sucedido. Porquê? Porque o inspector-geral de Finanças foi chefe de gabinete de Durão Barroso e os negócios privados estão acima dos direitos constitucionais dos cidadãos.

E porque está calado o Provedor de Justiça, não terá lido os jornais?

De fora deste silêncio fica o Procurador-Geral da República pois a devassa da vida privada é crime previsto no Código Penal, mas para sua tranquilidade não é um crime público, portanto a abertura de um processo exige queixa. Como é lógico nenhum funcionário do fisco vai apresentar queixa contra um inspector-geral, para além do medo isso custa dinheiro, funcionário que ousasse fazê-lo ficaria no fim de todas as listas. Além disso o Procurador-Geral também não deve estar muito interessado em mexer num tema que cheira mal pois o MP deixou-se envolver nesta vendetta macediana.

Mesmo na comunicação social foram muitos os órgãos de comunicação social que falaram do tema com o mesmo empenho que fizeram no caso Charrua. Falar do assunto obrigava a falar do BCP e isso é mau em tempos de crise, o orçamento publicitário daquele banco é indispensável às sopas (e não só) de muitos jornalistas. No dia em que a notícia foi publicada as agências de comunicação que trabalham para o BCP não devem ter tido sossego, lembrando os tempos em que promoveram o Macedo, essa figura cinzenta, a herói nacional.

Portugal, mais do que um país de medos como alguns dizem, é um país de silêncios, silêncios cobardes, silêncios comprometedores e silêncios oportunistas, enfim, silêncios para todos os gostos.

É por isso que os blogues incomodam tanta gente, por aqui é mais difícil calar quem pensa diferente e nem sempre a Interpol pode ajudar.

PS: Se o dr. Macedo pensa que está esquecido desengane-se, para a semana O Jumento vai sugerir ao administrador do BCP como no exercício das suas funções, incluindo a devassa dos maisl dos seus funcionários, pode ajudar o país, principalmente no combate à evasão fiscal.

Umas no cravo e outras tantas na ferradura

FOTO JUMENTO

Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa

IMAGEM DO DIA

[Kevin Kolczynski / Reuters]

«Reconciliados. Barack Obama, candidato demócrata a las presidenciales estadounidenses, junto al expresidente Bill Clinton en un mitin en Kissimmee, Florida. Es la primera vez que aparecen juntos tras los duros ataques de Clinton a Obama durante la precampaña.» [20 Minutos]

A MENTIRA DO DIA D'O JUMENTO

O ministro das Finanças ordenou que fosse calculado quanto é que o Estado gastou com a mega operação de devassa da vida privada dos funcionários do fisco, para que o dr. Macedo, o tal das missas, se pudesse vingar dos que contrariava a ideia unânime de que era um gestor brilhante. Deverão ser considerados todos os custos, desde instalações, informáticos e em pessoal, incluindo os dispendidos pela PJ (onde se incluem os custos do pedido à Interpol para identificar o ou os autores deste humilde palheiro), do Ministério Público e do Tribunal de Instrução Criminal.

A intenção do ministro não é saber quanto é que o disparate custou aos contribuintes, pelas respostas que deu aos jornalistas Teixeira dos Santos ficou agradado, não se apanharam os perigosos funcionários que pensam demais, mas sempre se lhes meteu medo.

A ideia é instituir um prémio a atribuir ao responsável da Administração Pública que mais se distingui na violação dos direitos dos cidadãos portugueses que trabalham no Estado. EM homenagem a um antigo modelo da boa Administração Pública o prémio terá o nome de 'Silva Pais', consistindo num prémio em dinheiro equivalente ao gasto na perseguição aos "jumentos" do fisco. Já quem faça apostas nos corredores do ministério para acertar no primeiro contemplado, tudo leva a crer que o primeiro a ser distinguido com o distinto galardão 'Silva Pais' será o inspector-geral de Finanças. Alípio Ribeiro, ex-director nacional da PJ também é apontado para receber uma menção honrosa.

JUMENTO DO DIA

Loureiro dos Santos, general reformado

Um general a promover um levantamento de rancho?

A GARANTIA BANCÁRIA

Se bem ouvi o presidente do BCP este banco vai recorrer à garantia do Estado em duas situações possíveis, se houver dificuldades no acesso ao crédito e se tal garantia lhe proporcionar juros mais baixos. Quanto à primeira situação não há dúvidas sobre a transparência do processo, o mesmo não se pode dizer da segunda.

Se recorrer à garantia do Estado para obter condições mais vantajosas o BCP está a usar a garantia dada pelos portugueses para alcançar maiores lucros, já que esses juros são mais baixos porque o risco de crédito é nulo. Como é lógico o BCP alcança um ganho de competitividade que não só lhe permitirá obter vantagens em relação a outros bancos, como consegue lucros à custa dos portugueses.

Será isto legítimo?

LAPSOS E TRAPALHADAS

«O dr. Santana Lopes está de parabéns: em quatro meses de Governo, conseguiu assegurar o exclusivo de todas as "trapalhadas". É verdade que se esforçou. O "menino guerreiro", enquanto foi primeiro-ministro, superou as expectativas mais elevadas: engasgou-se a ler o discurso de posse, fez um comunicado sobre uma sesta (que parece que não tinha feito), caiu em desgraça com o dr. Rui Gomes da Silva e o seu famoso "contraditório" e terminou, em beleza, com a saída intempestiva de um dos seus ministros mais próximos. Pelo meio, ainda teve tempo para elaborar umas teses sobre "facadas nas costas", traições avulsas e "bebés" que na "incubadora" eram maltratados pela família chegada. Foi o suficiente para lhe garantir o monopólio das gaffes, das "peripécias" e, claro está, das "trapalhadas" que levaram à sua queda. Depois dele, tudo isto acabou. Com o eng. Sócrates, eleito por maioria absoluta, o Governo ganhou ares de Estado e as "trapalhadas" do passado desapareceram de cena e fugiram para parte incerta, deixando o país entregue à "coragem" e à "determinação" do novo primeiro-ministro.

A partir daí, esta imagem sobrepôs-se sempre às contingências da realidade. Nem agora quando o Governo, fazendo o seu melhor, entregou na Assembleia da República uma pen vazia que devia conter o Orçamento do Estado houve motivo para grandes indignações. Uma hora depois, o ministro das Finanças dissertava, em directo, para as televisões sobre um Orçamento que não tinha apresentado, explicando com naturalidade, que não podia responder aos jornalistas, porque não se lembrava de alguns números fundamentais que constavam do documento. Um imbróglio inadmissível que põe em causa a dignidade dos deputados e o papel das instituições? Nem tanto! Pelo que se percebeu, houve "uns problemas técnicos" que, embora tenham transformado a entrega do Orçamento do Estado na Assembleia da República numa verdadeira fantochada, foram rapidamente digeridos, sem sobressaltos de maior. Para todos os efeitos, o que é que interessa uma pen vazia, quando o país está a braços com uma crise internacional? No dia seguinte, num gesto de grande altruísmo, o ministro dos Assuntos Parlamentares pediu desculpa ao Parlamento. Os deputados aceitaram, comovidos, as explicações do Governo e os jornais exultaram com a "humildade" do dr. Santos Silva e puseram-no imediatamente "a subir" nas colunas que registam os altos e baixos das personalidades do mundo. E assim se enterrou uma mais do que previsível "trapalhada" do passado para se começar a falar das grandes medidas tomadas pelo eng. Sócrates e das permanentes contradições em que se enterra a dra. Ferreira Leite.

Uma semana depois, surgiu o "lapso" orçamental sobre o financiamento dos partidos. O "lapso", detectado pelo Diário Económico, altera, por via do Orçamento, a Lei do Financiamento dos Partidos, permitindo o financiamento por particulares em dinheiro que a lei tinha, entretanto, proibido. Num primeiro momento, o Governo negou peremptoriamente esta versão dos factos; num segundo, recuou; e, num terceiro, criou a doutrina do "lapso", atribuindo a uma misteriosa mão invisível as alterações introduzidas no Orçamento. Confrontado com a matéria, o primeiro-ministro mostrou-se "surpreendido" e "surpreendido" ficou sem que ninguém se incomodasse com o facto. O ministro das Finanças, por sua vez, recusou-se a explicar o caso, recusando-se simultaneamente a responder sobre qualquer apuramento de responsabilidades. Uma "trapalhada"? Depende! Se o "lapso" era uma forma de confrontar a Assembleia da República com um facto consumado, a um ano das eleições, pode-se ir mais longe e descortinar uma tentativa enviesada de alterar as regras do jogo através de um expediente inaceitável. Se, pelo contrário, o Governo tem razão e o "lapso" se deve à livre iniciativa de alguém indeterminado, capaz de introduzir à socapa umas linhas no Orçamento do Estado, tem que se reconhecer que nem mesmo o dr. Santana Lopes, nos seus melhores tempos, conseguiu criar uma "trapalhada" desta envergadura. Como é que se consegue explicar que o Orçamento do Estado, elaborado pelo Governo e entregue na Assembleia da República, esteja sujeito às intervenções criativas de um ser desconhecido, capaz de surpreender o primeiro-ministro com o alcance das suas medidas? E diz o ministro das Finanças que não tem nada a dizer sobre qualquer apuramento de responsabilidades. Há limites - mesmo para a impunidade de que goza o Governo do eng. Sócrates.» [Público assinantes]

Parecer:

Por Constança Cunha e Sá.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

A ANEDOTA DO DIA

«A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, afirma que aceitará governar com maioria relativa e que considerará como uma derrota qualquer resultado nas legislativas de 2009 que não seja a vitória dos sociais-democratas. » [Correio da Manhã]

Parecer:

Par o futuro fica a definição de derrota, esperemos que não se esqueça.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Elogie-se o humor de Manuela Ferreira Leite.»

SÁ FERNANDES E LOUÇÃ ZANGADOS

«O líder do Bloco de Esquerda não gostou de ver o vereador José Sá Fernandes, da CML, solidarizando-se com a vereadora do PS Ana Sara Brito, envolvida no 'Lisboagate'. "Acho lamentável", afirmou. Para 2009, os bloquistas recusam alianças com o PS. Em Lisboa e no País» [Diário de Notícias]

Parecer:

O Zé saiu melhor do que a encomenda.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aposte-se que o Zé vai ser candidato independente na lista do António Costa.»

FOI HÁ UM ANO O ATROPELAMENTO NO TERREIRO DO PAÇO

«Na altura, vozes houve que atribuíram a causa do sinistro ao estado do asfalto à saída dos barcos provenientes da Margem Sul, outras que acusaram a Câmara Municipal de Lisboa (CML) de não "tomar medidas de protecção para os peões", mas, um ano depois, o vereador do trânsito da CML afirmou ao DN: "São importantes todas as medidas que possam proteger os peões, mas quando os acidentes ocorrem pelo comportamento incorrecto do condutor não há nada a fazer. Foi o que aconteceu neste caso. Ao que sabemos, segundo os dados recolhidos pelas seguradoras que participaram na investigação, a condutora circulava a cerca de 140 km/h." » [Diário de Notícias]

Parecer:

Desde então não houve a mais pequena melhoria naquele cruzamento e durante vários dias um dos sinais vermelhos esteve derrubado. Compreende-se a actuação da CML, se tivesse implementado alguma melhoria do local estaria a admitir que poderia ter sido feito mais para evitar acidentes como o que ocorreu.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se a negligência da CML.»

SÓCRATES FEZ PROPAGANDA DO MAGALHÃES

«Mais tarde, o presidente da Bolívia, Evo Morales (que passou grande parte da sessão a navegar na Internet usando um Magalhães) não resistiu a fazer uma referência às palavras de Sócrates: "Se o Magalhães é ibero-americano então que seja distribuído nas escolas da América Latina, nas comunidades indígenas".» [Jornal de Notícias]

Parecer:

E obteve-se resultados.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ouça-se o comentário de Pacheco Pereira.»

UMA BOA INICIATIVA

«Uma padaria de Vila Verde está a oferecer um pão aos clientes que prescindirem da saca plástica, por entender que aquele material, não sendo biodegradável é prejudicial para o ambiente, disse hoje à Lusa o seu proprietário.

Manuel Arantes adiantou que a ideia é poupar o ambiente ao desgaste provocado pelo plástico deitado fora e abandonado a céu aberto: "a quem levar 13 pães, por um euro, eu ofereço um, se não quiser o saquinho de plástico", revelou.» [Jornal de Notícias]

Parecer:

Uma iniciativa de fazer inveja aos responsáveis pelo marketing das grandes superfícies.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

PRÉMIO "IDEIAS SIMPLEX"

«Chama-se Prémio "Ideia.Simplex", aceita candidaturas até 30 de Novembro e tem por objectivo valorizar as melhores ideias de simplificação legislativa ou administrativa. A criação deste prémio foi esta quarta-feira anunciada pela secretária de Estado da Modernização Administrativa, e podem concorrer os funcionários públicos.» [Jornal de Notícias]

Parecer:

O Jumento vai apresentar uma ideia muito simples, designar dirigentes competentes e com formação democrática.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se.»

PSD PORTO APOIA AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO

«Em clara divergência com Manuela Ferreira Leite, o líder do PSD-Porto, Marco António Costa, veio aplaudir a intenção do Governo de aumentar para 450 euros mensais o salário mínimo nacional em 2009, declarando mesmo aquele valor "sabe a pouco". "É verdade que a líder do PSD disse que o aumento do salário mínimo é uma medida não sustentável. Mas o líder da distrital do PSD-Porto também tem vontade própria e pensamento próprio." "Na minha região, é muito importante que o salário mínimo aumente", defendeu Marco António Costa em entrevista ao Rádio Clube Português (RCP). » [Público assinantes]

Parecer:

Mais uma facada em Manuela Ferreira Leite.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ofereça-se uma caixa de pensos rápidos à líder do PSD.»

JORNAL DE NEGÓCIOS DÁ VOZ AO JUMENTO

«Blogue investigado por Finanças e Judiciária responde na Internet "Se o objectivo foi ver os meus emails só fico ofendido porque um qualquer (…) responsável pela IGF chegou a pensar que eu era burro ao ponto de confiar nestas novas "pides" administrativas. Ainda por cima nesse tempo a rede informática do fisco era lixo electrónico. Mais valia ter pegado no dinheiro dos contribuintes e ter ido almoçar com a ex-administradora da Gebalis." Foi deste modo que o autor anónimo do blogue O Jumento reagiu segunda-feira às notícias que diziam ter sido um dos alvos das investigações do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa e da Inspecção-geral das Finanças (IGF). O processo divulgado pelo diário "Público" iniciou-se em Outubro de 2005 com uma queixa à Polícia Judiciária do anterior director-geral dos Impostos, Paulo Macedo. Para além de milhares de mensagens de email de centenas de funcionários dos impostos, numa auditoria da IGF apoiada pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, o DIAP pretendia desvendar a identidade do autor ou autores d’ O Jumento, blogue que costuma divulgar situações ocorridas na Direcção-geral dos Impostos (DGCI). Pergunta O Jumento: "que fugas de informação preocupariam o dr. Macedo? A famosa missa de acção de graças não deve ter sido pois foi pública. A notícia de que havia funcionários do fisco a ganhar muito dinheiro com a banca? Também não deve ser, seria muito fácil ao dr. Macedo saber qual o banco que estava em causa. A sua situação fiscal? Talvez seja, mas essa foi publicada no ‘Diário de Notícias’. Um famoso despacho que dispensava a banca, incluindo o seu BCP, de pagar alguns milhões em impostos sobre o património? Também não, a informação estava disponível na net." Mais: "O certo é que ninguém foi incriminado e, graças a Deus, o dr. Macedo e os seus métodos já não estão no fisco. Fica para a história a concordância do ministro das Finanças com esta atitude do dr. Macedo." Conclusão do autor do blogue: "Não deixa de ser curioso que quando foi questionado sobre as conclusões de uma auditoria ao duplo emprego de alguns funcionários, o Ministério tenha dito que estava em causa o sigilo fiscal desses funcionários. Pelos vistos neste país o sigilo fiscal é mais protegido do que a intimidade dos funcionários." » [Jornal de Negócios]

Parecer:

É perigoso tentar calar um blogue.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se cópia ao ministro das Finanças.»

UM VÍDEO DEDICADO AO INSPECTOR-GERAL DE FINANÇAS

Não resisti à tentação de dedicar um vídeo ao Inspector-Geral de Finanças, o critérioi de escolha foi um único, o mais simples de perceber, até tem legendas para acompanhar:

O JUMENTO NOS OUTROS BLOGUES

  1. No "Pátio das Conversas" escreve-se sobre o salário mínimo.
  2. O "Aberratio Ictus" diz que enquanto aos jumentos mandam a Interpol aos golfinhos mandam a NSA.
  3. O "Wilson Blog" pergunta o mesmo que o Macedo perguntou durante nos, quem é o Jumento?
  4. O "Xadrezismo" fez uma excelente recolha dos artigos relativos à devassa promovida pelo dr. Macedo e faz uma pergunta muito interessante a que darei resposta brevemente:

    «É igualmente curioso que os Partidos do Governo que nomeou o Dr. Macedo (PSD e CDS), nada digam sobre o caso: MFL, ainda percebo, pois a estratégia do silêncio é boa não só quando não se sabe o que dizer, mas também quando um assunto nos é incómodo. Já Paulo Portas, normalmente tão lesto em debitar “sound bytes” sempre que vislumbra um microfone ou o gravador de um jornalista... perder uma oportunidade destas para se atirar ao Ministro ou exigir que o PM se pronuncie... o que será que os faz estar calados sobre este assunto?»

NO HUNGER


Depois do sucesso alcançado por Al Gore com o seu documentário dedicado ao ambiente a organização não governamental Acción contra el Hambre pretende que o mediático ex vice-presidente de Clintom realize um documentário sobre a desnutrição aguda, que provoca a morte de cinco milhões de crianças todos os anos.

Para isso até já deu o nome ao filme e produziu um cartaz, tendo ainda lançado a página "No Hunger" para apelar a Al Gore.

ÁRVORE NUM JARDIM JAPONÊS [Flickr]

O ÚLTIMO VÍDEO PUBLICITÁRIO DE OBAMA

PÔR-DO-SOL SOBRE SINGAPURA [Photo.net]

PATRICK SMITH

zzz

PRIMEIRA TENTATIVA

MITSUBISHI STRAKAR L200