sábado, janeiro 16, 2010

O cônsul do Haiti no Brasil e a tragédia africana


As declarações do cônsul do Haiti no Brasil ensinam-nos mais sobre as causas das miséria em muitos países do mundo, de que o Haiti ou a Guiné Bissau são exemplos extremos. Enquanto os seus concidadãos ainda estavam sem capacidade para racionalizar o que lhes estava a suceder, como muitos deles a assistir impotentes à morte lenta dos seus familiares esmagados nos escombros, o sacana do cônsul segredava a um amigo que a “desgraça de lá está sendo uma boa prá gente aqui, fica conhecido, acho que de tanto mexer com macumba não sei o que é aquilo. O africano em si tem maldição, todo o lugar que tem africano está f…” (ver vídeo no post anterior).

Como seria de esperar o sacana do cônsul justificou-se com o seu mau português, ele que está no Brasil desde 1975 (Veja.com).

A verdade é que as elites destes países, sejam os líderes tribais promovidos a governantes, sejam os mestiços descendentes da combinação entre antigos colonialistas e dirigentes locais sil têm um profundo desprezo pelos seus povos. Seja o cônsul do Haiti no Brasil ou a filha do José Eduardo dos Santos, apenas estão interessados no enriquecimento e em transferir as fortunas para os bancos do Ocidente, pouco se preocupando com as consequências das guerras civis, da repressão de regimes ditatoriais ou de catástrofes naturais.

Para esta gente todas essas situações proporcionam lucros acrescidos, as guerras são excelentes oportunidades para negócios de contrabando de armas, as ditaduras permite-lhes a apropriação abusiva da riqueza do país e as catástrofes proporcionam excelentes oportunidades de desviar a ajuda internacional. A verdade é que as elites destes países enriquecem mais com estas situações ou com a espoliação dos recursos naturais do que com a mera exploração da mão-de-obra.

No caso do Haiti estamos perante uma situação extrema, o país não tem recursos naturais, já nem sequer existem resquícios de floresta, não tem condições para a instalação de actividades industriais. O único negócio para as elites é a ajuda internacional, daí que o cônsul veja no terramoto uma oportunidade, a ajuda internacional proporcionará novas oportunidades de negócio aos sacanas daquela terra.

Umas no cravo e outras tantas na ferradura

FOTO JUMENTO

Pormenor de flor (ampliada 5x)

IMAGEM DO DIA

[Red Huber-AP]

«A manatee surfaces at Blue Spring State Park in Orange City, Fla. Wayne C. Hartley, Blue Spring Park service specialist, says he counted 217 manatees for a two-day statewide survey.» [The Washington Post]

JUMENTO DO DIA

Cavaco Silva, candidato a Belém

O que poderá levar a "boa moeda" a condecorar a "má moeda"? Só pode ser o excelente humor de Cavaco Silva, o senhor "boa moeda" lembrou-se dos tempos em que Santana se comparava a Cristo denunciando os que o tentaram matar à nascença ou sofrendo com as chagas provocadas pelas facadas que ia recebendo, vai daí e lembrou de gozar com o vereador da CML, decidiu-lhe dar-lhe a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.

Depois da perseguição de Herodes, das traições de Judas decidiu meter-lhe a cruz em cima!

Quem diria que Cavaco Silva com aquela "cara de pau" afinal tem um humor refinado.

«Em nota divulgada na sua página na Internet, a Presidência da República adianta que Santana Lopes será agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, que distingue "destacados serviços prestados ao País no exercício das funções dos cargos que exprimam a actividade dos órgãos de soberania ou na Administração Pública, em geral, e na magistratura e diplomacia, em particular", de acordo com a justificação oficial.» [Diário de Notícias]

O QUE O CÔNSUL DO HAITI NO BRASIL PENSA DA TRAGÉDIA

Enfim, um bom exemplo de sacana.

O HAITI É PIOR DO QUE O TERRAMOTO

«A maior tragédia das Américas. E não falo de um desses azares telúricos episódicos, como o terramoto. O maior azar dos haitianos é mais fundo e constante: não têm país. Nos anos 50, Franz Fanon escreveu um livro célebre entre os povos colonizados: Pele Negra, Máscaras Brancas. Fanon era também antilhano (desse grande grupo de ilhas caribenhas a que o Haiti também pertence), mas era da Martinica, ainda hoje território francês. Ele falava do drama dos descendentes de escravos negros que imitavam a sociedade branca. "Emprrregado", diziam eles, carregando nos 'erres' como os franceses, para logo escorregarem na tendência natural: "Emprrregado, uma ga'afa de ce'veja!" A escravatura foi crime, cujas ambiguidades Fanon ilustrou. Só que ele falava de pouco comparado ao que sucedeu ao Haiti. A seguir aos EUA, o Haiti é o primeiro país independente das Américas, foi abandonado aos escravos logo em 1804. Mais que drama, lá foi tragédia, foi "pele negra, máscaras negras". Arrancados de onde vieram, ficaram ao "vudu"- -dará na terra desconhecida. Não tiveram, Fanon, a sorte - afinal, a sorte - de se integrarem num edifício social que, apesar de ambíguo, é um edifício. Hoje, a Martinica é ela, a República Dominicana é ela, a Jamaica é ela - e o Haiti não é nada. » [Diário de Notícias]

Parecer:

Por Ferreira Fernandes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

A HIPÓTESE DA CALÚNIA

«Segundo as notícias, o livro "lança a suspeita de que os pais da criança terão participado na ocultação do cadáver". Moita Flores tem razão quando diz que não é o facto de essa tese não ter sido acolhida judicialmente que impede a sua abordagem: muito do jornalismo de investigação aborda teses que a justiça não logra provar. Se o livro é ou não calunioso depende da seriedade e da lealdade da abordagem. Ora o que sei é que enquanto Amaral era o principal investigador do caso as notícias publicadas com base em "fontes" policiais acusavam os McCann de terem ocultado o cadáver da filha e até da sua morte. O facto de, após sair da PJ, Amaral publicar um livro nesse sentido faz suspeitar de que seria uma das fontes dessas acusações. A confirmar-se, essa suspeita faria dele o rosto de um dos crimes mais cometidos e menos investigados, o de violação do segredo de justiça, e caracterizá-lo-ia como um polícia mais preocupado com o linchamento dos que considerava suspeitos que com o cumprir da lei e o apurar da verdade - uma vergonha de polícia, portanto.

Mas, claro, isso é apenas uma hipótese. Afirmá-lo sem provas seria calúnia. E se para Moita Flores (e Amaral e sua editora) explorar num livro a hipótese de uma mãe e um pai serem autores de uma coisa hedionda é tão aceitável, não se entende porque se insurge contra um julgamento que, segundo ele, "enxovalha" Amaral ao colocar a hipótese de este ter decidido fazer dinheiro e fama à conta do enxovalho dos McCann. A não ser que tenhamos para a liberdade e a honra pesos diferentes conforme estão em causa "os nossos" e "os outros". Uma questão de simpatia, portanto - mas, até ver, a simpatia não é um direito constitucional.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Por Fernanda Câncio.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

ICH BIN EINE LESBE

«Chamo-me Joana Manuel. Sou actriz de profissão, é verdade, ao contrário da minha amiga e companheira de activismo Raquel Freire, que é realizadora de cinema e nada obscura enquanto tal. No dia 10 de Outubro de 2008 estive nas escadarias da Assembleia da República, vestida de noiva e com uma barriga falsa, para participar numa acção de protesto e cidadania contra o desfecho antecipado da discussão que no Parlamento decorria acerca das propostas de BE e PEV para a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. A acção era simples, directa e clara nos seus objectivos: mediatizar um protesto contra uma injustiça social e política, radicada no preconceito e na discriminação de cidadãos da República em função da sua orientação sexual, em desrespeito claro do artigo 13.º da nossa Constituição Democrática. Encenámos dois casamentos, entre mim e a Raquel Freire, e entre o Paulo Jorge Vieira e o Marlon Francisco, que também se dispuseram dar a cara pela luta naquela acção. O objectivo foi alcançado, as imagens surgem sempre que se debate o tema, e durante o ano que entretanto passou foram objecto de discussão e questionamento. No passado dia 8 de Janeiro foi com uma alegria incompleta que assisti nas galerias à quase totalidade do debate parlamentar que resultou na aprovação desta lei para o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, e, na sequência do protesto de 2009, participei num brinde e expressei-me em boa consciência sobre o dia apesar de tudo histórico que estávamos a viver. Naturalmente, os media deram-nos atenção. Mais uma vez o objectivo foi alcançado.

Espantou-me, no entanto, e entristeceu-me assistir à noite à reportagem da jornalista Ana Romeu para o Telejornal da RTP. Ao rever a dita reportagem na Internet ficou-me ainda o sabor amargo da manipulação e do mau jornalismo. Mas isto são dissertações para outras repartições. Sucede que a jornalista termina a sua reportagem dizendo, em off, o seguinte: "Talvez por isso se explique que estas imagens que vão correr mundo reflictam essa vergonha e o preconceito que ainda subsiste: estas duas mulheres são actrizes, nenhum casal homossexual se disponibilizou a assumir este papel". Durante os dias que se seguiram, foram vários os ecos que recebi desta reportagem: acudam, a mulher não é lésbica, é uma actriz contratada, isto é tudo uma palhaçada. Reservo-me, reserva-me a democracia o direito de responder.

Fala-se por aí da minha heterossexualidade como se a comunicação social tivesse descoberto um facto extraordinário e obscuro. Não descobriu, ele nunca foi escondido, desde a acção original dos casamentos encenados em Outubro de 2008. Sabem que não sou lésbica porque eu o disse. A luta é minha porque os homossexuais deste país são meus concidadãos e eu respeito-os e defendo-os como tal. Ao fazê-lo estou a defender-me a mim. Eu sou eles. Eles são parte do meu nós.

A acção original - ou deveria dizer o pecado - foi planeada pelas Panteras Rosa (das quais a Raquel Freire é membro desde a formação do grupo em Portugal em 2004) face à inevitabilidade do chumbo das propostas de Outubro de 2009, em resultado da disciplina de voto imposta pelo PS aos seus deputados. No Verão de 2004, um mês antes da primeira acção das Panteras contra a discriminação e a homofobia, na qual participou a Raquel, eu cantei a convite da ILGA - Portugal no Arraial Pride, então atirado por Pedro Santana Lopes para o Parque do Calhau, em Monsanto. À clandestinidade sempre convieram as matas mais do que as praças públicas, imagino que tenha sido o raciocínio. O nosso percurso paralelo, meu e da Raquel, de algum modo começou nesse ano. E cinco anos depois, cinco anos de luta e de expressão contínua acerca da igualdade de direitos, foi natural o gesto que fez a Raquel convidar-me para ser o seu par nesta performance interpelante. Esclareçamos então de uma vez: nenhuma outra mulher, lésbica ou não lésbica, se recusou a "assumir o papel", porque a nenhuma outra mulher foi proposto que "assumisse o papel". Ninguém me contratou. Ninguém me pagou. Assumi uma luta que é minha e dei a cara por ela naquele momento porque assim se proporcionou. E orgulho-me disso.

Não estive em frente à AR como actriz, mas como activista. Sou - ou estou - heterossexual, é verdade, mas isso é do meu foro privado. Do meu foro público é a cidadania e a luta por uma sociedade mais democrática e mais igual. Esta luta é tão minha como de qualquer lésbica, e ir para a cama com homens não me retira o direito de dar a cara por aquilo em que acredito. Sou cidadã eleitora e contribuinte da República Portuguesa e ofende-me essa discriminação. Para nós, naquele momento como hoje, a orientação sexual dos intervenientes foi absolutamente irrelevante, mas vejo que há muitas pessoas que perfilham um estranho conceito de cidadania. Como dizia Brecht, depois de levarem os ciganos, os judeus, os pretos, os homossexuais, os comunistas, talvez levem essas mesmas pessoas e elas comecem a perceber do que falo. Lagarto, lagarto, lagarto. » [Público]

Parecer:

Por Joana Manuel.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

ARROGÂNCIA ESPANHOLA

«As autoridades espanholas já fizeram saber ao Governo português o seu desagrado pela forma como está a decorrer o processo de extradição dos dois presumíveis membros da ETA detidos no sábado em Portugal. Fonte do Ministério do Interior considera negativo o facto de a justiça portuguesa ter decidido dar mais 20 dias ao advogado dos presos José Galamba para que prepare as alegações de Garcia Arrieta e Iratxe Yanez Ortiz de Barron contra a sua transferência para Espanha.

O ministro do Interior, Alfredo Rubalcalba, vaticinou há dois dias que o mandado de detenção europeia , emitido no domingo pelo Juiz da Audiência Nacional, Grande Marlaska, apressaria a extradição. A ETA é um caso sempre urgente para o Executivo espanhol, ainda mais numa altura em que Espanha assume o semestre da Presidência da União Europeia e receia que os terroristas aproveitem este "palco" para cometer um ou vários atentados.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Para as autoridades espanholas os tribunais portugueses deveriam despachar por encomenda do governo espanhol.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se Zapatero que em Portugal todos os cidadãos, incluindo aqueles de que o governo espanhol não gosta, têm direitos.»

PJ INVESTIGA HÁ NOVE ANOS

«A Polícia Judiciária está a investigar eventuais crimes de abuso de poder e participação económica em negócio num caso que remonta a 2001 e que envolve, já como arguidos, Jorge Coelho e Luís Parreirão, ex-secretário de Estado das Obras Públicas. Ambos já rejeitaram publicamente terem cometido qualquer tipo de ilegalidade. No processo há mais três arguidos.

O caso remonta a 2001, quando a autarquia vendeu, por cerca de 4,5 milhões de euros, um terreno ao Estado para a construção da actual via circular de Santarém, com o compromisso de que essa verba iria ser canalizada para regularizar as contas do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA). Só que, segundo o próprio CNEMA, o dinheiro nunca chegou às suas contas, por decisão do anterior presidente da Câmara de Santarém, José Miguel Noras. As negociações entre a Câmara de Santarém, o CNEMA e o Instituto de Estradas de Portugal começaram em 1998» [Diário de Notícias]

Parecer:

Começo a achar que deviam equipar a PJ com cascos de carvalho para melhorar a qualidade dos processos envelhecidos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Ministério Público se está à espera de que Jorge Coelho se candidate a um cargo público para relançar o processo.»

COREIA DO SUL DÁ DE COMER À COREIA DO NORTE

«Em finais de 2009, o Programa Alimentar Mundial (PAM) advertira para nova escassez crónica de alimentos na Coreia do Norte, após uma série de colheitas fracassadas. Um terço das mulheres e crianças sofrem de subnutrição crónica, segundo o PAM.

É a primeira vez em dois anos que o regime de Kim Jong-il aceita ajuda da Coreia do Sul. A atitude de Pyongyang surge num momento em que este regime volta a acenar com a possibilidade de negociações sobre o seu programa nuclear e para reduzir a escalada de tensões na península coreana.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Recorde-se que a Coreia do Norte é o regime maravilha do Bernardino Soares, aquele deputado emproado que é líder parlamentar do PCP.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Solicite-se uma explicação para tanta fome na Coreia do Norte a Bernardino Soares.»

ANGOLA: JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS PRESIDENTE VITALÍCIO

«As recomendações feitas por organizações da sociedade civil, no sentido de que "não houvesse retrocesso" e o Presidente da República continuasse a ser eleito directamente pela população, como previa o texto constitucional até agora em vigor, não foram ouvidas. O Presidente de Angola passa a ser eleito pela Assembleia Nacional, contra o que era inclusive o parecer de alguns dirigentes no MPLA, partido no poder desde a proclamação da independência, em 11 de Novembro de 1975.

O recente congresso daquele partido (que abandonou a designação por extenso Movimento Popular de Libertação de Angola, para ser pura e simplesmente MPLA), consagrou o projecto de o respectivo líder se apresentar às eleições encabeçando a lista dos candidatos a deputados. E lançou a ideia de, consequentemente, o Presidente só ser eleito, para um mandato renovável de cinco anos, na sequência das legislativas de 2012.

Até agora, José Eduardo dos Santos ainda nunca foi eleito, uma vez que as presidenciais de 1992 se ficaram pela primeira volta, nas quais não chegou a averbar 50 por cento dos votos expressos. O reatar da guerra movida pela UNITA ao MPLA fez com que já não houvesse segunda volta, entre José Eduardo dos Santos e Jonas Savimbi.» [Público]

Parecer:

Por este andar a filha é dona de Angola e Arredores.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a expulsão do MPLA da Internacional Socialista.»

MAIS UM EMPURRÃO NA CANDIDATURA DE ALEGRE

«Manuela Neto, da comissão coordenadora do Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC), que esteve na origem da candidatura de Manuel Alegre às presidenciais de 2006, disse que o encontro “é inequivocamente um apelo à sua recandidatura”.

“Existe um desejo colectivo de mudança, e Manuel Alegre reúne todas as condições para mudar Portugal”, frisou Manuela Neto, acrescentando que o militante socialista é a única pessoa “com ideias que extravasam os partidos políticos, desde a esquerda à direita”. “A corrente de apoio tem aumentado significativamente em todo país, porque as pessoas acreditam que podem mudar o rumo do país, invertendo aquilo a que assistimos nos últimos quatro anos”, observou.» [Público]

Parecer:

Uma boa parte dos seus apoiantes aposta

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver se Alegre se candidata à margem e contra o PS.»

OBAMA APLICA TAXA A WALL STREET

«O Presidente norte-americano Barak Obama lançou ontem um forte ataque aos banqueiros de Wall Street - que acusou de estarem a regressar aos "lucros maciços" e aos "bónus obscenos" -, numa declaração em que anunciou uma nova taxa sobre as instituições financeiras com activos acima de 50 mil milhões de dólares (34,4 mil milhões de euros).

O objectivo desta colecta extraordinária é recuperar as perdas originadas pelo plano de auxílio ao sector financeiro, o chamado TARP (Troubled Asset Relief Program). Mas as palavras de Obama mostram que pretende que a taxa funcione como uma espécie de penalização sobre as instituições que estiveram na origem da crise mundial.

"A minha determinação é conseguir recuperar todo o dinheiro que pertence ao povo americano. E essa determinação resulta da constatação de que a banca regressou aos lucros maciços e aos bónus obscenos", afirmou Obama. A mesma banca que "deve a sua existência ao povo americano", acrescentou. Com esta nova colecta, o presidente norte-americano pretende recuperar até um máximo de 117 mil milhões de dólares (80,6 mil milhões de euros), no prazo de dez anos. Feitas as contas, é o valor que os bancos abrangidos pelo TARP receberam, mas ainda não devolveram ao Tesouro.» [Público]

Parecer:

Pelos vistos a aplicação de taxas aos bancos não põem em causa o mercado financeiro.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Adopte-se uma taxa idêntica em Portugal.»

POLÍCIAS BRITÂNICOS MULTADOS POR BRINCAREM NA NEVE

«Varios policías de Oxford fueron filmados mientras utilizaban sus escudos como improvisados trineos para deslizarse por la nieve en Boars Hill, una colina de Oxford (Reino Unido), durante su horario de servicio, según publica la BBC.

Un ciudadano llamado Rick Latham grabó las imágenes y subió la filmación al canal de vídeos Youtube. En éstas se puede ver cómo uno de los policías se desliza por una pendiente, mientras que sus colegas lo observan sonriendo.» [20 Minutos]

FIRE AND ACE [Link]

CHIP POLINO

FORD

sexta-feira, janeiro 15, 2010

A culpa é do Convento de Mafra


Sinto-me um pouco esmagado neste debate sobre a viabilidade do TGV e quando leio posts na blogosfera envolvendo toda a artilharia pesada da econometria vejo-me encolher-me intelectualmente, há muito que digeri os modelos econométricos com equações simultâneas, equações quadráticas e equações em RN. Não me passa pela cabeça discutir com o Carlos Santos qual o melhor modelo para sabermos quantos madrilenos virão daqui a dez anos degustar as famosas corvinas da marca Lisboa que o Zé da Câmara Municipal vai promover.

Mas como mais importante do que construir o TGV é encontrar os culpados da nossa situação financeira atrevo-me a dizer que o culpado disto tudo foi o D. João V por ter mandado construir o Mosteiro de Mafra, onde gastou uma boa parte do dinheiro que tinha nos cofres.

Imaginem que o Sócrates se decidia pela construção do TGV em homenagem a Fernanda Câncio por a ter conhecido a bordo de uma automotora numa viagem de finalistas que fez quando ainda era estudante na Covilhã, o que não seria demais porque D. João V mandou erigir o Convento de Mafra para cumprir uma promessa que tinha feito se a Dona Maria Ana da Áustria lhe desse descendência. Era um escândalo.

O Convento de Mafra deve ter custado tanto ao país como vai custar o TGV, pelo que a actual situação financeira só lhe pode ser atribuída já que na construção do TGV ainda só foram gastos uns trocos em projectos, remunerações de afilhados e beberetes. O Convento de Mafra, esse sim que foi um disparate, custou uma fortuna, fica no meio de nada, não se sabe muito bem para o que serve e no fim de tudo nem é utilizado para a sua função inicial, acabou por ser quartel de infantaria.

Será que o rei D. João V teria construído o convento se tivesse feito os devidos estudos econométricos, se tivesse ouvido a douta opinião do João Salgueiro ou se tivesse seguido os conselhos de Cavaco Silva e procedido ao devido estudo da relação custo benefício. O facto é que os cofres ficaram sem dinheiro, o convento lá está para que os magalas possam aprender a marcar passo e desde então que o país não passou da cepa torta.

O pior é que o Convento de Mafra não é o único mono que não resistiria ao mais elementar estudo da relação custo benefício ou à mais simples projecção econométrica, temos ainda outras grandes obras como o Mosteiro dos Jerónimos, o Convento de Crista, a Catedral da Estrela, a Sé de Lisboa, só não acrescento o Castelo de Guimarães porque esse até deve ter dado algum lucro, trouxe mais espanhóis a Portugal do que alguma vez virão de TGV, com a vantagem de já estar pago e de não termos que dar explicações a uma missão de controlo financeiro de Bruxelas pois na sua construção não foram utilizados fundos comunitários.

Eu sei que este post não é um grande contributo para o debate em torno das potencialidades turísticas do TGV, mas não deixa de ser curioso que num país onde durante séculos se gastaram rios de dinheiro para que os espanhóis não viessem (da última vez que apareceram travámos a famosa Batalha das Laranjas e ficámos sem Olivença) vemos agora um ministro a justificar uma obra com o argumento de que será viável porque transformará Lisboa na “playa” dos madrilenos.

Já estou a ver o António Costa voltar atrás nas obras do Terreiro do Paço e encher aquilo de de areia importada da Líbia, para ali instalar uma praia igual à que o Alberto João instalho na Madeira. Depois os espanhóis descem em Santa Apolónia e dez minutos depois já estão a apanhar conquilhas à sombra dos tomates do cavalo do D. José!

Umas no cravo e outras tantas na ferradura

FOTO JUMENTO

Barco, Alcochete (Imagem enviada por A. Cabral)

IMAGEM DO DIA

[Mathieu Belanger/Reuters]

«FIELD TEST: Canadian army Capt. Blaise Lapointe walked between cones during his rehabilitation in Quebec Wednesday. Capt. Lapointe stepped on a landmine while he was defusing a bomb under heavy fire in Afghanistan last year.» [The Wall Street Journal]

JUMENTO DO DIA

António Mendonça, ministro das Obras Públicas

Isto deve ser sina dos ministros das Obras Públicas, Mário Lino recorreu à invenção de um deserto na margem sul para justificar a construção do novo aeroporto na Ota, agora é António Mendonça que para diz que Lis justificar o TGV boa vai ser a praia dos espanhóis de Madrid, uma espécie de Monte Gordo dos de Ayamonte.

Se dantes o país ficou a imaginar caravanas de camelos com partida em Almada e chegada em Setúbal, agora estou a imaginar um Madrilista a apanhar o TGV, descer em Santa Apolónia e ir às conquilhas no Terreiro do Paço.

Digamos que obras de tão grande importância merecem argumentos menos idiotas.

A CONDIÇÃO DO PCP PARA APOIAR O ORÇAMENTO

Como era de esperar o PCP foi negociar o orçamento com o único objectivo de aproveitar o tempo de antena. Para que o PCP apoiasse o orçamento o governo teria que pedir a adesão de Portugal ao extinto COMECON.

RED BULL CORTOU AS ASAS A ANTÓNIO COSTA

António Costa deve explicar aos lisboetas o negócio que fez com o objectivo de trazer a Red Bull Air Race para Lisboa. Ou prova que os argumentos da oposição camarária são falsas e estamos perante uma vingança do PSD porque Rui Rio perdeu o negócio ou fica em maus lençóis. Não é aceitável que uma autarquia que quase esquece que os lisboetas existem com o argumento fácil das dificuldades financeiras, venha agora gastar uma fortuna para dar festa ao povo.

O HAITI, O DIABO E O TERRAMOTO

«O televangelista Pat Robertson foi um falhado candidato à presidência americana, em 1988. Se calhar não lhe perdoaram ter anunciado o fim do mundo para 1982, o que não aconteceu. Ontem, ele explicou-nos o Haiti: "O país estava sob o domínio dos franceses, do Napoleão, acho que o III, então, fez um pacto com o diabo." É uma explicação razoável, embora tenha sido Napoleão I que foi derrotado pelos haitianos, em 1804. A verdade é que o país nunca funcionou e, agora, isto. O Haiti é metade de uma ilha, a outra funciona e ele, não. País católico, foi previdente em dar-se a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro para padroeira, mas ela deve fartar-se com tanto pescoço de galinhas cortado nas cerimónias vudus. Tirando o terramoto, vou tentar outra explicação, que não a de Robertson, para a infelicidade haitiana. Ele foi fundado por escravos. Camponeses, analfabetos e escravos, vindos de outro continente, viram-se com um país nas mãos. Um país ou já tem raízes ou é enxertado - arrancado aqui para ir plantar ali é que não. Camponeses, analfabetos e escravos ibéricos, enviados para Taiwan, onde acabariam por mandar em meia ilha, também seria uma desgraça. O Haiti é o único país de escravos das Américas que cresceu sem tutela - não cresceu. Com terramoto isso nota-se mais ainda.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Por Ferreira Fernandes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

LEGISLAR COM RESERVA MENTAL

«Na sexta-feira passada, fui parte, pela primeira vez, de uma sessão parlamentar em que a maioria de esquerda estabeleceu a sua unidade, para uma vitória pírrica, numa declarada reserva mental. Todos sabemos que o Parlamento e a actividade parlamentar estão hoje, aqui como em outros lados, prisioneiros de coreografias, efeitos especiais, dependências de interesses diversos, cálculos de sobrevivência, negociações forçosas, enquanto a representação dos cidadãos vai ficando mais adulterada em nome de um pseudopragmatismo político. Mas apresentar uma proposta de lei cuja substância é contraditória com o subterfúgio de que essa contradição se resolva por portas travessas, ou apoiar essa proposta, após dura crítica, por força de acordos de bastidores, não é pragmatismo nem realismo político, mas um logro indecoroso.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Se Maria José Nogueira Leite tem esta opinião da democracia e do parlamento porque não deixa de ser deputada? Toda gente perceberia, perdidas as eleições não é por estar na AR que chega a ministra, até porque Ferreira Leite que saneou bons deputados para a meter lá deve estar de partida.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Arquive-se e sugira-se à senhora que dê o lugar a quem aprecie melhor a democracia parlamentar.»

SÓ 200 MIL MILHÕES?

«No PÚBLICO de anteontem, Luísa Pinto dava notícia do "estado calamitoso a que chegou o património edificado em Portugal". Segundo um estudo da associação das empresas de construção civil (AECOPS), custará 200 mil milhões de euros reabilitar e conservar os edifícios degradados. E levará 20 anos.

Embora os números sejam redondos de mais, parece pouco. Embora inclua infra-estruturas e exclua as barragens, é pouco porque não inclui a demolição dos mamarrachos e o realojamento das vítimas deles. Nem tão-pouco se devem demolir todos os mamarrachos nem restaurar todos os edifícios bonitos porque a beleza da paisagem portuguesa assenta em contrastes, sobretudo no contraste entre a realidade prática, a antiguidade desprezada, a arquitectura despropositada e os poucos edifícios bonitos.

As cidades excessivamente preservadas, como Óbidos, são creepy. A última vez que lá estive, no Natal do ano passado, à procura de uma única ginjinha caseira (que não encontrei), senti o mesmo arrepiante desconforto de artificialismo e de regimentação que senti quando visitei a Disneylândia da Califórnia. Idealmente, a parte desses 200 mil milhões que se pouparia em não reabilitar edifícios que, apesar de degradados, ficam melhores como estão, poderia ser gasta na demolição dos mamarrachos de que nem sequer os habitantes gostam.

Preservar a paisagem portuguesa não é só reabilitar. É também demolir e construir. Para não falar na obstipação e no barulho das obras.» [Público]

Parecer:

Por Miguel Esteves Cardoso.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

QUANDO A ESMOLA É GRANDE...

«Em nome do interesse nacional, o eurodeputado do PSD Paulo Rangel afirmou ao CM que o partido dará "apoio sem reservas" à candidatura do governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, à vice-presidência do Banco Central Europeu.» [Correio da Manhã]

Parecer:

Paulo Rangel não faz mais do que o seu dever, com Durão Barroso o PSD há anos que ocupa a vaga de comissário europeu que pertence a Portugal.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Agradeça-se a generosidade de Paulo Rangel.»

MAIS UM PACOTE PARA CRIAR EMPREGO

«A Iniciativa Emprego 2009 renova algumas das medidas aprovadas no ano passado e reforça parte dos apoios.

A redução da taxa social única para as empresas com trabalhadores que no ano passado recebiam o salário mínimo será também estendida aos casos de trabalhadores que no ano passado recebiam 475 euros em resultado da negociação colectiva e que este ano tenham um aumento de, pelo menos, 25 euros.» [Diário de Notícias]

Parecer:

O problema destes pacotes é que custam muitos milhões de euros e no fim ninguém avalia o seu impacto, ficando-se por saber que emprego foi criado, quais foram os beneficiários e quanto receberam.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Desaprove-se todo e qualquer pacote que não seja transparente e para o qual não esteja prevista qualquer avaliação final.»

ERC CONDICIONA NEGÓCIO DA TVI

«O parecer da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), aprovado pela unanimidade dos membros do conselho regulador, é vinculativo quando é negativo, o que significa que o processo só poderá avançar quando a Ongoing vender a sua participação na Impresa.

"Se não houver alterações" na participação da Ongoing na Impresa, "o parecer continuará a ser negativo. Se e quando a situação for alterada nos termos em que está descrito, então passa automaticamente a positivo", explicou à Lusa o presidente da ERC, José Azeredo Lopes.» [Diário de Notícias]

Parecer:

A decisão da ERC faz todo o sentido.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

SANTANA JÁ TEM ASSINATURAS SUFICIENTES PARA LANÇAR A CONFUSÃO NO PSD

«"Posso confirmar que já tenho o número de assinaturas suficiente para convocar um congresso extraordinário do partido. Já tenho um número de assinaturas que ultrapassa o mínimo exigível. Julgo que nunca aconteceu na história do PPD/PSD", disse, em declarações à agência Lusa.

Santana Lopes adiantou ainda que "a partir de amanhã [sexta-feira]" irá entregar o pedido para a convocação da reunião magna social-democrata, que espera possa realizar-se no início de Março.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Vai começar mais um espectáculo de Santana Lopes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Rserve-se lugar.»

O QUE É FEITO DA ESQUERDA

«»O Governo manifestou abertura em relação às propostas que o CDS-PP levou para a reunião com o ministro das Finanças.

Por isso, deverá ser agendada para os próximos dias, uma nova reunião para discutir aspectos concretos. Foi esta informação foi comunicada hoje, quinta-feira, aos jornalistas pelo dirigente democrata-cristão, Luís Queiró, que se mostrou confiante num futuro acordo com os socialistas. [Jornal de Notícias]

Parecer:

Perante o oportunismo político do PCP e do BE só resta negociar com a direita.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Negocie-se.»

BRITÂNICO RECUSA-SE A ANDAR VESTIDO

«Nos últimos sete anos, Stephen Gough passou a maior parte dos dias preso na Escócia. Ontem, quarta-feira, recebeu um aviso da Justiça britânica de que poderá passar o resto da sua vida na prisão. Tudo porque se recusa a andar vestido...

Stephen Gough, tem 50 anos e é um ex-fuzileiro naval britânico. Segundo uma reportagem do jornal inglês "Independent", Gough foi considerado, em Dezembro, culpado por andar nu.» [Jornal de Notícias]

QUANTO VAI CUSTAR A RED BUL AIR RACE

«O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, admitiu ontem que existe uma cláusula contratual relativa ao exclusivo publicitário da corrida de aviões Red Bull que pode vir a inviabilizar a prova na capital, prevista para Setembro.

O autarca falava no final de uma reunião de câmara em que todos os vereadores da oposição criticaram, com veemência, o contrato "leonino" firmado entre a Associação Turismo de Lisboa (ATL) - de que o município faz parte - e a Red Bull, com vista à realização do espectáculo aéreo. Diz o documento que as Câmaras de Lisboa e de Oeiras terão, juntamente com a ATL, de pagar à Red Bull 3,5 milhões de euros pela corrida, assegurando também todas as suas necessidades logísticas. O acordo é bastante diferente daquele que vigorou nas anteriores edições, que tiveram lugar no Douro. As Câmaras de Gaia e do Porto nunca pagaram mais de 400 mil euros cada uma aos organizadores da prova, cujo risco comercial esteve sempre do lado de uma empresa privada, a Extreme, que intermediava o negócio.

Já as autarquias de Lisboa e de Oeiras, que se preparam para acolher a edição deste ano, vão ficar dependentes do apoio de patrocinadores para conseguirem reunir pelo menos parte significativa dos 3,5 milhões. Só que o contrato assinado pela Associação de Turismo de Lisboa estabelece que o exclusivo publicitário da área onde se realiza a prova, entre Alcântara e Algés, pertence à Red Bull - tal como os direitos de transmissão televisiva. Toda a área ou apenas uma parte? Redigido em inglês [ver caixa], o documento levantou ontem grandes dúvidas quer aos vereadores quer a António Costa, que vai pedir esclarecimentos à ATL.» [Público]

Parecer:

Começo a concordar com Pedro Santana Lopes, fico com a impressão de que assinaram o contrato à pressa.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Solicitem-se explicações a António Costa.»

MAIS UMA BATALHA POPULISTA?

«O Governo diz desconhecer quantos serviços fechariam na área do cancro se os critérios que anunciou para a sua reorganização fossem cumpridos, mas o PSD fez as contas e vai hoje apresentá-las no Parlamento no debate que, por sua iniciativa, visa discutir a situação da oncologia em Portugal. Estimativa: pelo menos 21 das 55 unidades de saúde que prestam cuidados na área do cancro fechariam, afirma a vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Rosário Águas. "É uma política no mínimo leviana deixar sair um documento sem pensar no que resultaria da sua aplicação cega."

Há muito que os especialistas defendem que o tratamento do cancro está demasiado fragmentado e que para haver maior qualidade é necessária concentração. Nesse sentido, a Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas (CNDO) fez sair este mês um documento onde surgem os requisitos necessários para que uma unidade preste cuidados em oncologia. Um deles define como 500 o número mínimo de novos casos por ano para que um serviço se mantenha aberto.» [Público]

Parecer:

O melhor é deixar tudo como está, neste país é impossível reformar seja o que for.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mantenha-se tudo como está enquanto não passar a vaga bloquista que parece dominar até os partidos à direita.»

HAITI 48 HORAS DEPOIS [Link]

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