Segunda-feira, Fevereiro 07, 2011

Dinheiro macaco

Ao contrário do que sucede em muitas democracias em Portugal nunca houve uma cultura de preocupação com a forma como se gasta o dinheiro dos contribuintes, nem estes se manifestaram preocupados com a forma como vão ser gastos os seus impostos. A lógica dos portugueses é pagar o menos possível de impostos e exigir que o Estado pague as despesas que não considerando suas devem ser tratadas como despesas sociais. Enquanto o modelo não falhou os portugueses consideravam que ser vítimas de um aumento de impostos é um azar, muitos deles encaram esse facto como a queda de um vaso de um primeiro andar, cai sempre em cima da cabeça dos outros. Foi essa a atitude generalizada dos portugueses em relação ao corte dos vencimentos dos funcionários públicos, enquanto o corte for no vencimento dos outros está tudo bem. Se um português compra um bife de vitela não discute o preço porque considera que o deve pagar, mas se considerar o preço do pão ou do leite elevado queixa-se do Estado, deve ser este a suportar parte do preço ou a aliviar os impostos de forma a compensar o preço das matérias primas. Se usar o carro para ir para o emprego não lhe passa pela cabeça pedir ao Estado que comparticipe na despesa, mas se usar um transporte público considera que deve pagar apenas um preço simbólico, se o preço do combustível aumentar manifesta-se porque acha que o Estado deve diminuir os impostos para que possa continuar a usar o carro. Em reforço desta opinião a Constituição da República institui um regime de borlas para diversos sectores. Assim, os portugueses protestam por qualquer taxa que lhes seja cobrada em sectores como o ensino ou a saúde, mesmo quando determinados cursos lhes permite o acesso à riqueza sem grandes contrapartidas. Os mesmos que consideram um escândalo pagar propinas aceitam de bom grado pagar uma pequena fortuna por um MBA, na condição de que este os coloque em vantagem em relação aos que não o podem pagar. Aceitam ir gastar uma fortuna para tirar o curso de medicina na República Checa ou em Espanha porque os rendimentos gerados depois do curso são largamente compensadores, mas se tiverem que pagar propinas num curso de medicina em Portugal Cai o Carmo e a Trindade. Na cultura dos portugueses a despesa pública é feita com dinheiro macaco, dinheiro que pouco nos custou porque ou os impostos não são altos, ou, mais simplesmente, não os pagam. Esta cultura foi favorecida porque ficamos com a sensação de pagamos muito menos do que no dia a dia recebemos do Estado e é verdade. Só que isso só é possível graças à carga fiscal que incide sobre as empresas e, pior ainda, pelo recurso sistemático e contínuo ao endividamento externo. Agora vamos ter de pagar a factura desta irresponsabilidade social colectiva, não só vamos ter de pagar com juros elevados tudo o que pensáramos que era à borla como vamos ter de suportar os custos reais daquilo que estamos habituados a receber do Estado. E aí descobrimos que estamos a pagar os transporte público do vizinho, pagamos a cirurgia do pequeno empresários que vende sem factura, pagamos o curso do filho do amigo que depois de estudar medicina cobra fortunas por cada cirurgia que faz num hospital privado. De repente os portugueses descobrem que afinal não havia dinheiro macaco e que deveriam ter sido mais exigentes para com o Estado, para com os políticos e para com eles próprios.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Flor de árvore da Quinta das Conchas, Lisboa

IMAGENS DOS VISITANTES D'O JUMENTO

Reflexos [A. Cabral]

JUMENTO DO DIA

José Sócrates

Há um ano atrás o falecido Ernâni Lopes foi às jornadas parlamentares propor um corte de 20% nos vencimentos dos funcionários públicos a que Sócrates respondeu repetidamente que o seu governo não cortaria nos vencimentos. Nas jornadas parlamentares, do PSD, realizadas na semana passada, José Manuel Fernandes fez de lebre foi propor despedimentos na Função Público, a que Sócrates responde prontamente que não o faria.

Ao responder a uma proposta de José Manuel Fernandes o que José Sócrates fez não foi tranquilizar os funcionários públicos mas sim colocar a questão em debate em cima da mesa. Uns dirão que sim, outros que não, alguns que apenas em certas circunstâncias, no final teremos uma medida que já terá sido aceite por muito boa gente, uma medida impensável à um ano que passa a ser uma medida razoável e bastará o governo pensar que os juros baixarão ou que a Merkel ficará contente para avançar com ela.

Se o PSD não propôs a medida porque razão Sócrates a introduziu no discurso pondo uma boa parte do país a discuti-la? Como é que os portugueses conseguirão distinguir as garantias de que não haverão despedimentos das que há um ano deu de que não haveriam cortes nos vencimentos? Sócrates que o explique.

«José Sócrates garantiu ontem que a função pública não vai sofrer despedimentos. O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado critica as declarações, dizendo que os trabalhadores "não ficam descansados, antes pelo contrário".

A garantia dada pelo primeiro-ministro de que não vão existir despedimentos na função pública foi recebida com criticas pelo sindicalista Bettencourt Picanço, que referiu que os trabalhadores "não ficam descansados, antes pelo contrário".» [Expresso]

TEMPESTADE PERFEITA

«Se ser grande estadista inclui capacidade para transmitir ideias-chave, Hillary Clinton deu ontem mais um passo para a imortalidade. Em Munique, virou-se para a audiência de especialistas sobre segurança mundial, e definiu o que pode vir a sair das revoltas do Norte de África: "Tempestade Perfeita." Ninguém se deixou iludir pela palavra final gentil. Perfeita junto a tempestade é aterrador, ponto final. Mesmo aqueles que ignoram o que seja cientificamente a conjugação de vários fenómenos meteorológicos, todos a trabalhar para o mal, têm Hollywood para ajudá-los a imaginar o que nos pode esperar: em Tempestade Perfeita (filme de 1991), George Clooney combatia ondas de dez andares. Estão a ver uma coisa assim a vir pelo mar fora, humm, deixa-me ver, pelo Mediterrâneo... Um que percebeu o sentido da fórmula de Clinton foi David Cameron, também presente em Munique. Pediu desculpa pelas ligações ao Reino Unido dos recentes ataques terroristas islâmicos na Suécia e Dinamarca: "Os nossos governos têm sido demasiado condescendentes com quem não dá valor à democracia e igualdade de direitos", disse o primeiro-ministro britânico. Que acrescentou: "A Europa precisa de despertar para o que está a ocorrer nos nossos países." Repararam? O Egipto, a ferro e fogo, e Cameron a falar do que "ocorre nos nossos países..." Não é egoísmo a mais? Não, é acordar para a realidade. » [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

E QUANDO É QUE VOLTAS?

«Só voltarei se a minha empresa quiser abrir uma filial em Portugal, gosto de viver e de trabalhar aqui, sou reconhecido e tenho uma óptima qualidade de vida. Não sei se sabes, mas a Alemanha precisa de mão-de-obra qualificada. A população está envelhecida e as previsões apontam para que, a partir de 2015, sejam necessários 500 mil imigrantes por ano para assegurar o ritmo a que a economia vai crescendo. Sim, a previsão é que a economia cresça 2,3% este ano e que o desemprego baixe dos 7,7% para os 7%. Por isso, não sei se leste o Der Spiegel e viste as notícias em Espanha sobre o encontro entre a Merkel e o Zapatero, mas não se fala noutra coisa que na oferta de trabalho que a Alemanha está neste momento a fazer a jovens engenheiros, arquitectos, informáticos e médicos que sejam oriundos do Sul e do Leste. É uma oportunidade fantástica! Ganha-se mais e é uma experiência única. Há que saber um pouco de alemão, mas para nós portugueses é fácil desenrascamo-nos bem com as línguas, e eles até fomentam a aprendizagem através de formação gratuita.

Para mim, que tenho 32 anos e sou licenciado em Engenharia Electrotécnica e Computadores pelo Técnico, não foi difícil vir para cá. Há três anos, disponibilizei o meu CV online e fui logo chamado por uma empresa que fabrica sistemas microelectrónicos completos integrados em silício. Estou contente, é uma outra cultura, outra mentalidade. Aqui, a opinião de uma pessoa que está no início de carreira é tida em conta, é um contributo valioso e incentivado. Somos parte da decisão e recompensados por isso. Em Portugal, era exactamente o contrário. Imagina que estava a trabalhar numa empresa que pagava muito mal e que, pior que tudo, me tratava como um mentecapto, que apenas ali estava para clicar uns quantos botões e permanecer caladinho. Não convinha dar muito nas vistas porque os chefes de divisão, os que recebiam os prémios, apressavam-se logo a pisar-te com medo que lhes roubasses o lugar. Fartei-me! Tenho a certeza absoluta de que se passas muito tempo a trabalhar num emprego abaixo da tua qualificação e se ainda por cima te tratam mal o acabas por aceitar como algo natural. E isso eu não queria. Sair foi a decisão mais acertada da minha vida.

Ganho hoje um ordenado que seria impossível em Portugal. Os jovens qualificados podem receber entre 30 e 40 mil euros por ano, o que chega e sobra para viver em Munique, viajar e divertir-me. Tenho aqui amigos portugueses, encontramo-nos de vez em quando num restaurante português (nunca se esquecem as raízes!) e os alemães, esses, que são demasiado racionais, não percebem como é que eu fui capaz de deixar um país maravilhoso com tanto sol e um clima ameno...

Abraços, Miguel.» [DN]

Autor:

Maria de Lurdes Vale.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

BUSH PODE SER PROCESSADO POR TER AUTORIZADO TORTURAS

«A Amnistia Internacional (AI) afirmou hoje que o antigo Presidente norte-americano George W. Bush pode ser processado em qualquer país depois de ter admitido publicamente que tinha autorizado torturas nos interrogatórios dos serviços de segurança norte-americanos.

Bush cancelou no sábado uma visita privada à Suíça prevista para a próxima semana no meio das pressões de grupos activistas que tinham convocado protestos e pedido ao governo suíço para abrir um processo judicial contra o ex-Presidente, segundo a imprensa helvética. » [DN]

Parecer:

Duvido.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

AFGHANISTAN, JANUARY 2011 [Boston.com]

GOOGLE WEB FONTS

TWILIGHT LANDING AT LAX (COCKPIT VIEW)

STANKO MRAVLJAK

IGUALDADE

KIA

Domingo, Fevereiro 06, 2011

Semanada

Esta foi uma má semana na perspectiva da educação dos portugueses, não me estou a referir a mais um movimento dos professores que desta vez dizem estarem preocupados com a defesa da escola pública, refiro-me a pequenos factos como a transmissão do último jogo do Sporting frente ao Naval e às declarações de Pedro Passos Coelho. As Liga deveria começar a equacionar a possibilidade de alguns jogos a horas mais tardias e com recurso à bolinha vermelha dado que a linguagem das claques não são muito próprias para transmissões feitas antes da hora do Vitinho ir para a cama. Neste tempo em que as elites educadas do futebol disputam a linguagem aos gangs não me admira que Pedro Passos Coelho comece a utilizar expressões como “andar com o governo ao colo”, um dia destes ainda o vou ouvir dizer que “a brincar, a brincar o macaquinho abusou da mãe”.

Curiosamente nas Antas, durante o jogo em que o Porto recebeu o Benfica, para além dos mimos com que os Super Dragões costumam brindar o SLB foram poucos os contributos para o novo dicionário do Português, estranhamente nem sequer choveram bolas de golfe apesar da irritação da derrota. Parece que os marqueses de Alvalade se mudaram para as Antas e trocaram com o pessoal da noite do Porto.

Mas as cenas pornográficas não se fica pelos campos da bola, desde que Passos Coelho lidera o PSD as jornadas parlamentares instituíram a semana da linguagem desbragada. Desta vez o convidado de serviço foi um ex- director de jornal que foi lá propor o despedimento de funcionários públicos. Perante a proposta o líder do PSD disse nim deixando os portugueses com a sensação de que o actual líder do PSD é um iceberg, só conhecemos 10% das suas intenções.

Quando já se sabia que Cavaco Silva é um arguto investidor no mercado das acções não cotadas, os portugueses descobriram que fizeram bem em apostar num Presidente da República que tem vastos conhecimentos em economia. Esta semana foram surpreendidos com a sua argúcia para o negócio imobiliário e, o que dá sempre jeito, para minimizar a carga fiscal aplicada a este tipo de negócios. Não só conseguiu trocar a sua velha vivenda por uma bem mais cara como na hora de pagar a SISA beneficiou de uma artimanha que levou a que o imposto incidisse sobre uma ficção e não sobre a nova vivenda. Como os portugueses costumam gostar de quem engana o fisco se as eleições se realizassem hoje Cavaco Silva teria passado a fasquia dos 60%.

À medida que os portugueses têm vindo a saber pormenores da marmelada em que se transformou o financiamento público de colégios privados, com algumas madrasas a serem financiadas com o dinheiro dos contribuintes, o pessoal do SOS tem indo a esmorecer. É uma pena que não exista o conceito de abuso político de menores pois foi isso o que alguns papás, padres e empresários andaram a fazer durante estes dias, usaram as crianças numa tentativa política de forçar o governos a continuar a alimentar os seus interesses com o dinheiro dos outros.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Flor do Parque Florestal de Monsanto, Lisboa

JUMENTO DO DIA

Jerónimo de Sousa

num momento em que à direita se fala em encerrar empresas públicas, em liberalizar os despedimento e em despedimentos de funcionários públicos o que levará Jerónimo de Sousa a manifestar-se aberto a uma aliança com a direita para derrubar o governo? A resposta é simples, mais do que as suas bandeiras importa-lhe a estratégia de destruição de alternativas à esquerda e daqui a uns meses o mesmo Jerónimo de Sousa que apoia a ascensão da direita ao poder vai aparecer armado em líder da oposição ao governo, a protestar contra uma política que agora está disponível para ajudar.

Cinismo? Nem por isso, esta sempre foi a estratégia do PCP e é decalcada do que aconteceu há mais de cem anos, o ódio do PCP a tudo o que seja de esquerda é bem maior do que o suposto ódio à direita. Sempre assim foi.

«O secretário-geral do PCP abriu ontem a porta ao derrube do Governo de José Sócrates, através de uma moção de censura. Numa entrevista à Antena 1, disse-o claramente: "Não daremos qualquer sustentação a este Governo PS." Maria Flor Pedroso, a entrevistadora, quis precisar: "Se houver alguma altura em que o Governo precise do apoio do PCP para não cair, os senhores não darão esse apoio?" Jerónimo repetiu: "Em nenhuma circunstância votaremos a favor da sustentação e do prolongamento do Governo." Mais, se necessário for, o próprio PCP apresentará essa moção.» [DN]

PIMENTA NO RABO DOS OUTROS É REFRESCO

O povo do Irão ergueu-se e todos os "democratas" do mundo levantaram-se em seu apoio, o povo do Iraque levantou e os "democratas" de todo o mundo levantaram-se em seu apoio, os mesmos que hoje se levantam em apoio das manifestações do Cairo.

Hoje os iranianos são asfixiados por uma ditadura que transformaria o regime do Xá numa democracia exemplar e os "democratas" de todo o mundo estão na espreguiçadeira a brincar com o seu novo iPad. Hoje os iraquianos morrem que nem moscas e os nossos "democratas" estão mais interessados no próximo jogo do Sporting. Não os vi correr riscos para ajudar os democratas daqueles países, nunca os vi fazerem grandes denúncias das novas ditaduras, mas ferozes do que as que as antecederam. Nunca os irei ver sair do conforto da sua vida quando aquelas jovens com ar ocidental que vemos na praça do Cairo serem vergastadas ou andarem na rua presas a um véu ou uma burqa.

Ou alguém pensa que daqui a seis meses o Egipto viverá nas melhores das democracias?

ASSUMIDAMENTE SEM ME EMPOLGAR

« Estirado no sofá (confesso), sigo o desafio. Portanto não o sigo, apanho- -lhe episódios. De um lado, povo; do outro, ditador. Mas é um jogo com regras complicadas: façam zoom àquelas caras sem véu nem lenço. Estão do lado do povo mas amanhã podem ter de ter véu e lenço em nome de mais alto que o povo. Seria um resultado péssimo (definição de péssimo: pior que mau). Não tenho mestrado em Relações Internacionais mas já vi um filme parecido em 1979. Sei que um jogo ganho precipitadamente pode dar cabo do campeonato. Já vos falei do filme de 1979? Há meses voltei ao lugar da desilusão, empolguei-me com cabelos ao vento, marquei "Povo, 20 - Ditador, 0", mas o jogo foi adiado e elas ainda hoje esperam. Há 32 anos - uma vida para os cabelos, muitos só vão reaparecer mortiços e brancos. Abandono a TV Memória e volto ao Cairo. Continuam, ditador versus povo, em jogo esfíngico. Que o ditador perde as estribeiras nota-se quando ele manda, em cima de camelos, camelos atacar a multidão, perderem as estribeiras e serem linchados. O jogo acabou? Mas logo vejo o novo vice-presidente Omar Suleiman garantir à CNN: "Não vamos expulsar o povo da praça Tahrir." Já me agarro à palavra de um secreta? Não, mas se ele tem cara inteligente e bigode mais vale continuar a conversar com ele. Pelo menos enquanto a probabilidade de barbudos alucinados continuar tão forte. » [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

ACTRIZ ALEMÃO ORGANIZOU FESTAS BUNGA BUNGA A BERLUSCONI

«A actriz alemã Sabina Began admitiu ter organizado festas ‘bunga bunga’ (de cariz sexual) para o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi.

"Sou a culpada. Organizei essas festas. Sou a senhora ‘bunga bunga'", afirmou a actriz ao ‘London Evening Standard'. Sabina, de 36 anos, que confessou estar apaixonada pelo chefe do governo, de 74, acrescentou que pretendia apenas que Berlusconi, "um homem muito só", se divertisse um pouco.

As declarações da actriz foram proferidas após a modelo Sara Tommasi, namorada do futebolista Mario Balotelli, do Manchester City, ter vindo a público declarar que ‘Il Cavaliere' lhe ofereceu o cargo de eurodeputada durante uma festa com prostitutas. A modelo, de 29 anos, que afirma ter sido convidada para o Palazzo Grazioli, em Roma, pelo empresário Gian-paolo Tarantini, garante ter estado noutras festas do político, nos arredores de Milão. » [CM]

FRAUDE ONLINE COM PIRILAMPO MÁGICO

«A Campanha Pirilampo Mágico 2011 está a ser usada num esquema fraudulento na internet. O alerta partiu da Fenacerci - Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social que ontem teve conhecimento da prática do crime de phishing, já participado às autoridades policiais.

"Há pessoas a receberem e-mails, nos quais se pede apoio para a campanha do Pirilampo Mágico deste ano e se encaminha para um site fraudulento", alertou Rogério Cação, vice--presidente da Fenacerci, que organiza a verdadeira campanha do Pirilampo Mágico, explicando: "Na página pedem informações pessoais, como nome, idade e morada, e dados sobre o cartão de crédito. Com isto conseguem sacar o dinheiro às pessoas".» [CM]

MORREU A BURRA ANAPKA

«A burra Anapka, que ficou conhecida ao voar num pára-quedas no passado Verão sobre o Mar de Azov, no sul da Rússia, morreu esta sexta-feira em Moscovo devido a ataque cardíaco.» [CM]

Parecer:

Esta foi a notícia mais importante da edição do CM de ontem.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

PROFESSORES PREPARAM REVOLTA

«O apelo circula nos emails, nos corredores das escolas, nos encontros marcados ao fim-de-semana, nos plenários organizados ao final da tarde ou à mesa dos restaurantes. Os professores conspiram quando e onde é possível, sem esperar pelos sindicatos para preparar os protestos contra a vaga de despedimentos e os cortes anunciados para o próximo ano lectivo. Querem ir para a rua depressa e a falta da logística das organizações sindicais não os impede de acreditar que vão conseguir mobilizar milhares de colegas nas praças ou nas avenidas de Lisboa. O comboio já está em movimento e a cada dia ganha mais velocidade.» [i]

Parecer:

Esperemos que a defesa da escola pública não signifique mais ordenado, menos horas de trabalho e mais empregos públicos, que é o que os professores bloquistas habitualmente defendem.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver o que professores propõem para melhorar a qualidade do ensino que não passe pelo aumento prévio dos seus benefícios.»

ESPANHA: APOSTAS NA INTERNET VÃO PAGAR IMPOSTO

«O governo espanhol aprovou um imposto para apostas na Internet , noticia hoje, sábado, o jornal El Pais.

O projecto de lei foi aprovado na sexta-feira e as receitas do imposto destinam-se às comunidades autónomas.» [JN]

Parecer:

E porque não em Portugal? Talvez porque é mais fácil, cómodo e arbitrário cortar nos vencimentos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao secretário(zinho) de Estado dos Assuntos Fiscais.»

UMA MÁ NOTÍCIA

«O primeiro-ministro José Sócrates afirmou hoje que o Governo não vai fazer despedimentos na função pública. As alegações foram feitas durante uma convenção do PS, referindo-se à agenda liberal que o PSD apresentou durante as suas jornadas parlamentares.

“O que é que se ouve? Sempre as mesmas duas coisas. Por um lado, a ideia de despedimentos na função pública. É esta a agenda deles. Claro, depois passam toda a semana a explicar que não é bem assim porque temem essa impopularidade, mas é isso que está na cabeça deles, é a ideia de que deve haver despedimentos na função pública”, alegou José Sócrates, na qualidade de secretário-geral dos socialistas, durante a Convenção da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, num hotel de Lisboa. » [Público]

Parecer:

Da última vez que Sócrates prometeu não cortar vencimentos foi o que se viu, agora que se começa a falar em despedimentos corre-se um sério risco de isso vir a acontecer, basta que alguém se lembre que isso pode dar votos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver»

ANTÓNIO COSTA MUDA-SE PARA O INTENDENTE

«Presidente da Câmara Municipal de Lisboa quer ajudar a acabar com a fama desta zona da capital e prepara novo gabinete para dois anos. A sede do município será só para cerimónias.

Foi um António Costa, de alcunha Lamego, quem em 1849 fundou no Largo do Intendente uma oficina de olaria, que mais tarde passou a designar-se por Viúva Lamego. Mais de século e meio passado outro António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, está de malas praticamente feitas para mudar o seu gabinete de trabalho para um antigo armazém da oficina. O objectivo, diz, é "dar confiança às pessoas para investirem" nesta zona de "má fama". » [Público]

Parecer:

E a seguir vai mudar-se para o Conde Redondo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se»

RUDY CHORVAT