sábado, abril 02, 2011

Sejamos honestos

Quando há uns anos atrás alguém considerava a Ponte Vasco da Gama, a auto-estrada para o Algarve, a Expo ou a segunda metade da Via do Infante como obra de António Guterres ouviam-se muitas vozes indignadas em defesa de Cavaco Silva dizendo que a obra foi feita durante o governo de Guterres mas que tinha sido projectada e decidida por Cavaco Silva tendo Guterres feito pouco mais do que concluir.

Quando em tempos Cavaco Silva cedia aos sindicatos a troco de acordos de concertação social que agora exibiu para efeitos de campanha das presidenciais trocava a decisão dos sindicalistas por normas de pouco impacto durante os seus governos. Foi assim que, por exemplo, os antigos professores de trabalhos manuais (eram designados mestres) que tinham pouco mais do que o curso geral de indústria passaram a ser equiparados a licenciados e a ganhar como tal depois de um falso curso e de um exame da treta, foi também assim que foi possível a muitos funcionários públicos comprar anos de serviço com o argumento de que tinham trabalhado sem fazer descontos. Foi por estas e por outras que muitos de reformaram com cinquenta anos e a ganhar mais como pensionistas do que ganhavam como funcionários, não sendo por acaso que alguém designou Cavaco Silva como pai do monstro.

Não vale a pena acusarem agora José Sócrates de défices elevados quando há poucas semanas ainda acusavam o orçamento por não apostar no crescimento quando se sabe que tal só é possível pelo aumento do consumo e/ou do investimento público, logo com mais despesa do Estado. Num dia vota-se contra o PEC IV porque significa mais recessão e no dia seguinte diz-se à Reuters que se pretendia um PEC ainda mais restritivo.

Tanto quanto me recordo a crítica que sempre foi dirigida aos orçamentos dos governo de José Sócrates foi a de não apostar no investimento público e a orgia da defesa da despesa pública atingiu o máximo quando foi necessário combater as consequências da crise do sub-prime, na ocasião todos exigiram mais medidas, nenhum avisou para as consequência no plano da dívida pública. Aliás, em todos os orçamentos o argumento foi sempre o mesmo, eram restritivos.

Não é muito bonito ganhar votos à custa das alterações do regime de pensões do Estado e depois vir insinuar-se que o ponto a que se chegou a dívida se deve apenas a Sócrates. Sejamos mais honestos, Ferreira Leite não enfrentou qualquer crise financeira internacional, não teve o petróleo a 150 dólares , não enfrentou a especulação no mercado financeiro, não teve que enfrentar nenhuma crise internacional e o seu défice orçamental mesmo disfarçado com a venda do património e a absurda venda de dívidas ao fisco a um banco em condições muito duvidosas, atingiu patamares inaceitáveis.
 
Tudo quanto é gato pingado do cavaquismo ganhou com o BPN, até o próprio Cavaco Silva sem perceber nada de acções como o próprio afirmou ajeitou a sua pequena fortuna, levaram o banco à exaustão ao ponto de pôr em causa a estabilidade do sistema financeiro. Quando o banco foi nacionalizado ficaram caladinhos que nem uns ratos e esperaram pelo esquecimento e pela certeza de que as investigações ficariam em águas de bacalhau para agora explorarem as consequências financeiras dos actos dos seus amigos. Quanto do défice de 2010 que fizeram o país soçobrar nos mercados financeiros resultam das diatribes do cavaquismo no BPN e da compra dos submarinos?

Sejamos honestos, a direita tem tantas ou mais responsabilidades do que qualquer outro partido na actual situação do país e o pai da desgraça nacional dá agora lições ao país a partir da Presidência, cargo para o qual foi eleito em má hora.

Umas no cravo e outras na ferradura




FOTO JUMENTO


Borrelho-de-coleira-interrompida [Charadrius alexandrinus], Praia do Cabeço, Algarve
IMAGENS DOS VISITANTES D'O JUMENTO


Óbidos [A. Cabral]

JUMENTO DO DIA


  
Pedro Passos Coelho

Derrubar um governo e lançar um país numa das situações mais difíceis que este teve de enfrentar na sua história para dias depois sugerir ao governo que recorra à ajuda internacional garantindo que dará apoio às medidas que acordar com o FMI é de um cinismo atroz. Pedro Passos Coelho acha que chegar ao poder justifica tudo incluindo sacrificar os portugueses e o país e é tão idiota que nem esconde a sua estratégia.
 
Acontece que neste país não há só presidente e PSD, há uma Constituição e esta é clara sobre os limites impostos a um governo de gestão e nem Cavaco nem Passos Coelho estão autorizados a atribuir ao governo poderes que não tem. Resta-lhes assumir as consequências políticas das suas estratégias pessoais e responder por elas perante os portugueses.
 
Esta posição só mostra que Pedro Passos Coelho não teve capacidade para avaliar todas as consequências da sua estratégia e que em Belém parece que é a dona Maria que pensa, lembra-nos a famosa terça-feira de Carnaval.
  
«O presidente do PSD afirmou hoje que o seu partido respeitará os compromissos que o Governo tiver de assumir no exterior para um eventual pedido de ajuda financeira.



"Se o Governo achar que, por qualquer razão, é preciso contrair um empréstimo especial para evitar incumprimento de Portugal no exterior, o Governo tem todas as condições para o poder fazer, e não é o PSD que vai pôr isso em causa. O PSD apoiará isso", declarou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, durante uma visita a uma escola secundária no concelho de Vila Franca de Xira.» [DN]

 APOSTA
  
aposto quem quiser em como nos próximos dias algumas personalidades do cavaquismo vão aparecer a defender uma coligação eleitoral da direita.

 UMA SUGESTÃO A CAVACO SILVA


Se Cavaco queria que um governo de gestão deveria pedir ajuda e considera que isso não viola os preceitos constitucionais porque razão não demitiu Sócrates e nomeou um primeiro-ministro cavaquisa? É para isso que servem os presidentes, para assumirem a responsabilidade quando acha que estão em causa os superiores interesses da nação.


 

 HOJE SINTO-ME MAURICE DUVERGER

«Aquilo que faço aqui é cronicar, o que alguns confundem com o ofício de nome estrangeiro e tudo, opinion maker, mas Deus me livre. Aqui só caço episódios. Faço por trazer episódios que indiciem e destapem, mas meros episódios. Longo intróito para tão curta crónica porque hoje vou, aparentemente, falar de questões metendo leis: a demora a que somos obrigados até votar. Ontem, que foi 31 de Março, soubemos que iremos viver com semi-Governo, Governo trôpego ou de gestão, até 5 de Junho (um bocadinho mais, porque há que reunir o novo parlamento, etc., mas não quero complicar). Dois meses e uma semana semigovernados! E quem decidiu teve de o fazer porque a Lei Eleitoral assim manda: depois de o Presidente aceitar a demissão do Governo, há que respeitar um prazo mínimo de 55 dias para novas eleições. 55 dias foi quanto o Charlton Heston e a Ava Gardner aguentaram cercados em Pequim e deu direito a filme. Eu, como todas as almas simples, nunca tinha pensado no assunto mas faz-me impressão que os constitucionalistas não tenham previsto: vivendo com um meio Governo, não seria prudente encurtar os prazos para remediar o assunto? É que podemos estar cercados pela revolta dos Boxers (ou ansiados pela entrada do FMI) e o País de mãos atadas... Vou abrir um leilão: partido que prometa resolver essa questão óbvia (que até eu entendo), encurtando o prazo, ganha simpatia para o meu voto.» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.
 ESPERAR, QUÊ, QUEM, E PORQUÊ?

«O que se sabe do projecto de Pedro Passos Coelho para Portugal é pouco, é vago, é impreciso.

"Que Portugal e espera em Portugal?"

Jorge de Sena

Ideologicamente, segundo o presidente do PSD, «acabará com o paradigma estatizante.» Significa, em palavras simples, que vai deixar de haver Estado na Educação, na Saúde, na Segurança Social. Cada qual entregue a si próprio. O breviário neoliberal encontra, neste conceito, a dureza do seu propósito: o individualismo mais feroz, a opor-se à relação tradicional dos laços sociais.
  
Ensinam-nos os mestres que menos Estado menos democracia. Uma nação transformada num imenso condomínio, com aplicados gestores e zelosos vigilantes, eis o que nos espera. As conquistas sociais obtidas na Europa no imediato pós-guerra parecem estar condenadas. Irremediavelmente? O que se passa, nos grandes países europeus, configura uma farsa pesada (a Itália de Berlusconi), um vaudeville grotesco (a França de Sarkozi) ou o arbítrio ignorante (a Alemanha de Merkel).
  
Tudo isto resulta de uma falta de visão de conjunto e da ausência de conhecimento da História, como há meses, lucidamente escreveu Antonio Tabucchi. A soma destas aventuras desditosas é o retrato das convulsões sociais, das múltiplas misérias e da carência de ética, que nega e condena todas as formas de sonho e de progresso como de desdenháveis utopias se tratasse.
  
Pedro Passos Coelho, independentemente da simpatia pessoal que possa suscitar, é outro daqueles políticos do «sigamos o cherne» [Alexandre O'Neill], destinados ao desastre por inexistência de projecto nacional. A internacional neoliberal é que manda, dirige, pune e estimula. Não será preciso grande esforço intelectual para que vejamos o quadro. E o quadro é sinistro.
  
A União Europeia, não o esqueçamos, é dominada pelo Partido Popular Europeu, que reúne um conjunto de partidos de Direita e de Extrema-direita. Deles emanam as orientações repressivas a que temos vindo a ser submetidos. E o PSD pertence a essa agremiação política, configurada numa poderosa expressão de poder. A Europa não responde drasticamente, porque o não deseja, porque feria os seus interesses, ao manobrismo financeiros dos grandes grupos económicos. A imoralidade atinge índices nunca vistos.
  
Ignoro o modo e o estilo que Passos Coelho adoptará, dando o caso de ganhar as próximas legislativas. Mas não ignoro nem o modo nem o estilo de uma Esquerda incapaz de dar resposta à maior ofensiva de domínio unilateral de que há memória. Adicione-se-lhe a traição dos partidos socialistas, de que o nosso é penoso exemplo.
  
Sócrates ganha as eleições no seu partido com uma expressão tão impressionante que faz lembrar os índices obtidos pelo falecido Kim Il Sung, glorioso timoneiro. Lá dentro é o bem-amado; no exterior, é uma das criaturas políticas mais odiadas desde tempos imemoriais. Chegou-se ao ponto de fogosos teóricos (e não só de Direita) admitirem, como salvação da pátria, uma coligação PSD-PS-CDS, apenas com um ligeiro pormenor: sem a presença do engenheiro. As coisas estão na mesma porque as coisas são o que são. «O país é pequeno, e as pessoas que lá vivem maiores não são», disse Garrett, e acertou no alvo.
  
Esperemos. Mas esperemos, quê, quem e porquê?
 
Isto não vai lá com coligações que se entendem. Vai, isso sim, com políticas que vaticinem o futuro, com políticos que possuam o estofo de estadistas e com uma alteração de mentalidades tão grande que seria precisa uma barrela de dimensões inauditas. » [Jornal de Negócios]

Autor:

Baptista-Bastos.




 ACONTECE
  
«A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) alertou esta quinta-feira, durante um protesto em frente ao ministério da Educação, para a possibilidade de milhares de professores ficarem desempregados em Setembro, com a eliminação de horários de trabalho e a criação dos mega-agrupamentos. » [CM]

Parecer:

Porque será que Mário Nogueira acha que há portugueses que são mais do que os outros e por isso o governo deve assegurar-lhes emprego? Porque razão o Estado não fica obrigado a empregar todos os arquitectos, engenheiros, economistas e outros licenciados, mas apenas os professores?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Mário Nogueira»

 DÍVIDA PORTUGUESA É QUASE LIXO
 

«O 'rating' de Portugal passou de de A- para BBB-.
  
"A severidade do corte do 'rating' em três níveis reflecte sobretudo a preocupação da Fitch de que um pedido de ajuda externo atempado é muito menos provável no curto prazo, na sequência do anúncio de eleições legislativas antecipadas para 5 de Junho", escreve Douglas Renwick, diretor de 'ratings' soberanos numa nota da agência.
  
"A Fitch já considerava que apoio externo atempado era um mecanismo-chave para o rating quando baixou Portugal para 'A-' a 24 de Março. A agência encara a ajuda externa como necessária para aumentar a credibilidade da consolidação fiscal de Portugal e o esforço de reforma económica, bem como para assegurar a sua posição financeira", acrescenta a mesma nota.» [DN]
Parecer:

temos de agradecer aos senhores que o conseguiram.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Agradeça-se a Pedro Passos Coelho, a Cavaco Silva e à dona Maria.»

 ORA LÁ APARECEU UM NACIONALISTA CORAJOSO!
  
«O ex-líder do PSD Luís Filipe Menezes afirmou hoje que "parece que é a senhora Merkel quem manda em Portugal", defendendo que, apesar de ser necessário "cumprir regras internacionais", a chanceler alemã deve "mandar na terra dela".
  
"Parece que é a senhora Merkel quem manda em Portugal. O engenheiro Sócrates já não manda, é a senhora Merkel que o chama lá de três em três meses. É uma espécie de governador de uma colónia e aplica o programa da senhora Merkel", criticou Menezes, à margem da viagem inaugural do teleférico de Gaia.» [DN]

Parecer:

Parecia que ninguém teria coragem de dizer o que lhes vai na alma, já que Cavaco não o fez veio Mezenes, presidente por presidente falou o de Gaia. Faz sentido, com a direita liderada por gaiatos o homem de Gaia ganha protagonismo.
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada e informe-se a senhora Merkel.»

 BASÍLIO HORTA SENTE-SE HUMILHADO
  

«"A vinda do FMI já não é o problema mais complicado que temos, mas a imagem que estamos a dar, de um país inconsistente, sem Parlamento, sem Governo, com declarações contraditórias. Um país que não se governa nem deixa governar, como alguém disse", apontou Basílio Horta. O presidente da AICEP admite que "esta imagem prejudica-nos muito" na hora de "vender" o país aos investidores estrangeiros
  
E leva o descontentamento ainda mais longe: "Para pessoas da minha geração há um aspecto mais sensível que é a dignidade nacional. Senti-me um bocado humilhado quando vi uma líder de um pais estrangeiro [Angela Merkel], por muito respeito que se tenha pela pessoa, a dizer 'entendam-se lá, digam que PEC querem apresentar' ".».   [DN]

Parecer:

Ele e a maioria dos portugueses.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 A ANEDOTA DE FREITAS DO AMARAL
  
«Em declarações à Antena 1, Freitas do Amaral defende que a oposição é “corresponsável pela tomada de decisões importantes”, que sejam necessárias implementar, uma vez que o Governo se encontra numa situação em que não tem plenitude de poderes.
 
Contudo, “a competência é, juridicamente, do Governo”, sublinha o ex-ministro de Sócrates.
  
O Governo “deve actuar em maior concertação com o Chefe de Estado e com os partidos da oposição, do que se fosse um governo em plenitude de funções”, isto porque neste contexto, “a responsabilidade dos partidos da oposição aumenta. Tornam-se corresponsáveis pela tomada de decisões importantes que sejam necessárias.” » [Jornal de Negócios]
 
Parecer:

Digamos que agora temos um parlamento informal.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Freitas do Amaral se foi Cavaco que lhe encomendou os parecer.»

 MERCADO COMPRA DÍVIDA PORTUGUESA
  

«Isto “apesar do difícil contexto político e económico que o País atravessa”, diz o Ministério em nota enviada ao Negócios.
  
“O leilão de dívida pública (...) apresentou resultados positivos, uma procura superior à oferta em 1,4 vezes” e uma taxa média que representa “um ‘spread’ em relação ao mercado secundário de 67 pontos base”, pode ler-se no comunicado.
  
O Governo “compromete-se, deste modo, a continuar a realizar os esforços necessários junto dos mercados financeiros, com o objectivo de continuar a assegurar a colocação de dívida pública e a garantir a liquidez do Estado Português”.» [Jornal de Negócios]
  
Parecer:

Isto significa que o país pode sobreviver até que um novo governo proponha um novo PEC.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Cavaco, Passos Coelho e à dona Maria que tenham calma.»

 PORTUGAL NÃO MENTIU

«As revisões efectuadas aos défices orçamentais de Portugal nos últimos anos não representam qualquer engano ou mentira, esclareceu hoje o porta-voz da Comissão Europeia.
  
“Não, Portugal não mentiu nas suas estatísticas”, afirmou o porta-voz, quando questionado pelos jornalistas em Bruxelas sobre a revisão dos valores dos défices orçamentais de Portugal nos últimos anos.
  
Citado pela agência Dow Jones, a mesma fonte esclareceu que “o instituto de estatística de Portugal está simplesmente a implementar os métodos contabilísticos europeus”.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Lá se vai a estratégia de Pedro Passos Coelho de não dizer o que propõe porque não se conhecia a situação real das contas públicas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se Pedro Passos Coelho de que já pode divulgar as medidas que defende, ao contrário do último governo do seu partido este não aldrabou as contas.»

 COMISSÃO "ATACA" AGÊNCIAS DE RATING

«“A CE não está aqui para banir as agências de notação financeira”, declarou hoje um porta-voz do Executivo comunitário, Amadeu Altafaj, citado pela Bloomberg.
   
Segundo este responsável, a Comissão Europeia está em vias de reformar o sector do “rating” e há mais desenvolvimentos a caminho.
  
Esta declaração surge depois de ontem as três principais agências de notação financeira terem demonstrado que não gostaram da ideia de Bruxelas as responsabilizar juridicamente por erros de avaliação, tendo aludido à possibilidade de deixarem de atribuir notações aos países de risco.» [Jornal de Negócios]
  
Parecer:

Afinal a Comissão Europeia não concorda com a aceitação incondicional  por parte de Cavaco Silva em relação aos ditames das agências de rating.
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se Cavaco SIlva e a dona Maria.»

 E CAVACO JÁ CRITICA AGÊNCIAS DE RATING

«O Presidente da República considerou esta sexta-feira que o corte de notação financeira da dívida portuguesa pela Fitch é «injustificado».
  
Cavaco Silva, que falava em Cascais, numa visita a uma unidade hoteleira, considerou que as circunstâncias «não justificam de forma nenhuma» o corte de três níveis anunciado pela agência Fitch, de A- para BBB-, que deixa a dívida portuguesa no último degrau antes da categoria de «lixo». »  [Portugal Diário]
  
Parecer:

Pois, agora que já demitiu o governo até já critica as agências de rating que tanto tinha defendido.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Até tu Cavaco?»

 O PAÍS NÃO ESTÁ PARA TER FILHOS

«Ao contrário do que aconteceu na maior parte dos países da União Europeia (UE), a fecundidade diminuiu em Portugal, entre 2003 e 2009. Portugal está mesmo entre os três países da UE com as menores taxas de fecundidade (1,32), valor semelhante ao da Hungria e só ultrapassado pela Letónia (1,31), nesse ano.» [Público]

Parecer:

Já nem a procriar somos bons.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Será que o FMI tem pastilhas de viagra para países.»



 AFGHANISTANM MARCH 2011 [Boston.com]


  

  

  

  

TÍTULO 43 [Link]

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 JERRY SUNDIN 






 WWF

 
  

sexta-feira, abril 01, 2011

Vou votar em Pedro Passos Coelho

Como dizem os jogadores de futebol “prontsh” rendo-me, vou votar Pedro Passos Coelho, até porque outra coisa não poderia fazer.

Quando leio o livro ”Mudar” escrito por Passos Coelho e nele vejo uma luz quase tão brilhante como a que sinto quando folheio a Bíblia ou quando Felícia Cabrita, a jornalista mais bem informada do país e com acessos aos segredos melhor protegidos, me garante que o líder do PSD é um “homem invulgar” que outra coisa poderei decidir senão votar em Pedro Passos Coelho?

Quando Manuel Maria Carrilho, esse político que é um exemplo de humildade, diz cobras e lagartos de José Sócrates, como poderia eu escapar à sedução da sua argumentação eloquente, ele que seduziu a Bárbara Guimarães, algo bem mais difícil do que o próprio Passos Coelho a convencer-me a votar nele, como poderia eu resistir a tão grande poder de engate?

Quando o senhor Soares dos Santos, um homem bem intencionado, que nunca tentou escapar-se às obrigações fiscais do seu grupo empresarial, que defende a vinda do FMI a bem da nação, que me poupou o último aumento do IVA nos bens alimentares ao decidir que o Pingo Doce ficava com o prejuízo, que cedeu um gestor para ajudar a eleger um patrício meu para presidente e que até usa os altifalantes das suas mercearias para alertar as velhinhas para o risco de ficarem sem reforma promovendo a venda de um livro promovido pelo insuspeito António Barreto, como poderia fazer outra coisa senão votar Passos Coelho?

Quando um homem tão desinteressado como Pinto Balsemão, tão desinteressado que nem sequer foi a pensar nele que Passos Coelho já prometeu arrasar a RTP, se dá ao sacrifício de contratar Manuela Moura Guedes, que já não é propriamente uma das “boas abertas” que dantes apresentavam a meteorologia na SIC, correndo um sério risco de um destes dias ter de lhe pagar uns milhões para a ver pelas costas, para que esta destrua as audiências da SIC para fazer campanha contra Sócrates como poderei eu vir em defesa do primeiro-ministro com o fraco poder deste pequeno blogue, ainda por cima quando tudo o que aqui escrevo é desmontado pela minha amiga Andreia?

Quando o próprio Cavaco Silva, um velho sabichão que quer ajudar o país apesar de se considerar um mísero professor que nada sabe dessas coisas das acções com nomes ingleses, cede aos encantos intelectuais do líder do PSD, como poderei eu continuar a duvidar do brilhantismo intelectual do líder do PSD?

Quando Mário Crespo, esse modelo de virtudes do jornalismo português, que se não fossem os dentes parecerem o teclado de um piano numa banda desenhada seria o sorriso mais sexy da televisão portuguesa e a sua voz estaria carregada de uma inebriante sensualidade, ele que em tempo indicava aos moçambicanos os caminhos da RENAMO, se até tu senhor dos 60 minutos o queres, como poderei eu rejeitar Pedro Passos Coelho?

Perante esta avalanche de luz invade o túnel ao ponto de ofuscar de reduzir a uma lamparina a luz da sua saída como poderia eu decidir outra coisa senão votar Passos Coelho? Peço desculpa ao Sócrates, digo ao Louçã que tenha paciência que não é desta, o Paulo Portas que tenha paciência porque não é desta que as suas feromonas me levam à certa, assim como também o Jerónimo de Sousa terá de ter paciência porque ainda não me decidi a ir comer o pudim Boca Doce ao seu colo, desta vez tenho mesmo de votar nesse homem invulgar, nesse gestor experiente, nesse professor que não adere a greves gerais, nesse líder que escreve livros e sobre o qual são escritos outros livros, desta vez voto Pedro Passos Coelho e ergo os dedos em “V”.

Umas no cravo e outras na ferradura




FOTO JUMENTO


Vista de Lisboa a partir do miradouro da Senhora do Monte, Graça
IMAGENS DOS VISITANTES D'O JUMENTO


"A propósito da situação actual" [A. Cabral]

JUMENTO DO DIA


António Barreto, empregado de Soares dos Santos

No mesmo dia em que Cavaco Silva vai anunciar a sua decisão (tomada há muitos meses) de dissolver o parlamento, António Barreto vem dizer de cima da sua sabedoria que a crise foi um golpe de Sócrates. Provavelmente António Barreto não soube da entrevista de Passos Coelho à Reuters onde o líder do PSD disse que tinha provocado a crise política chumbando o PEC porque este era mole em matéria de austeridade.

Ora, se Passos Coelho podia ter aprovado o PEC sem problemas a não ser o facto de ser insuficiente como explica António Barreto a sua tese? A não ser que considere que Passos Coelho como um débil mental que sem querer fez o jogo do golpe de Sócrates.
  
Depois de trinta anos a ler e ouvir António Barreto de forma equilibrada e tendencialmente à esquerda faz-me alguma confusão ver as suas entrevistas quase articuladas com as do patrão e o seu pensamento ao nível do da dona Maria, sempre respeitei a opinião de António Barreto mesmo quando dela discordava, agora começo a sentir algum desprezo e já raramente o ouço, aliás tudo começou com um lamentável artigo que escreveu no Público onde faltava à verdade. Quase me apetece dizer "até tu, António?".
  
«O sociólogo António Barreto afirmou que a demissão do Governo foi um “golpe” do primeiro-ministro José Sócrates para provocar eleições, vitimizar-se e que aumenta as dificuldades para Portugal se financiar nos mercados.
  
“Estamos a pedir em más condições, depois de um golpe de Sócrates que provocou eleições para tentar continuar no deslize e no agravamento em que estávamos”, afirmou Barreto, que preside à Fundação Francisco Manuel dos Santos, em declarações à agência Lusa, à margem do lançamento do livro de Vítor Bento, “Economia, Moral e Política”.» [i]
  
 VELHACARIA INSTITUCIONAL
  
Numa estratégia clara de destruição das Alfândegas o ministério das Finanças deixou de nomear chefias ou de as reconduzir desde o dia em que o ministro em vez de acabar com os cargos inúteis que criou decidiu dar um exemplo de grande poupador lançando a confusão na máquina fiscal com uma fusão absurda. Trata-se de uma sacanice institucional pois o ministro poderia muito bem assegurar o regular funcionamento das instituição e quando publicasse a lei todas as chefias cairiam automaticamente.
  
Mas, como se sabe, o ministro além de ser um incontinente em matéria de política de austeridade adoptando as medidas às "mijinhas" é um desastre no que toca a previsões e nem com as contas feitas consegue acertar num défice. Não admira, portanto, que também tenha falhado na previsão da sua duração enquanto ministro, pelo que além de desorganizar a máquina fiscal com esta estratégia de asfixia ainda impediu o regular funcionamento das instituições, chegando mesmo a impedir os exportadores e importadores de recorrer a direitos estabelecidos na lei e que já existem há décadas.
  
É o caso do recurso por parte dos operadores económicos que podem recorrer ao Conselho Técnico Aduaneiro sempre que discordem das decisões das Alfândegas em matéria de classificação pautal das mercadorias, do seu valor (determinante para a determinação de direitos ad valorem) ou da sua origem (importante para determinar o regime pautal e, consequentemente, as taxas de direitos aduaneiros aplicáveis). Este Conselho Técnico técnico tinha três vogais, um aposentou-se, o outro não foi reconduzido e o terceiro foi nomeado director-geral, pelo que todos os recursos que não estavam decididos ou que entretanton deram entrada ficaram por resolver, em prejuízo dos operadores económicos, do Estado e da economia.
  
Agora o governo passa a estar em gestão e deixa uma instituição importante para a economia decapitada, incapaz de dar resposta às obrigações legais e a aguardar pelo próximo governo, isto depois de terem gasto uns milhares largos de euros a produzirem leis que não entrarão em vigor. Mas quanto à aplicação da arbitragem o secretário de Estado foi bem mais célere e uma semana antes de o governo entrar em gestão fez publicar uma portaria que restringe o negócio aos doutores e aos mestres em direito fiscal, isto é ao próprio secretário de Estao e ao grupo da Faculdade de Direito de Lisboa que há muito se instalou na sala de ordenha da Adminisdtração Fiscal.
  
Isto não é incompetência, isto é velhacaria institucional e nem sequer me passa pela cabeça que tal comportamento resulte de instruções do primeiro-ministro para que os membros do seu governo prejudiquem o país recorrendo a sacanices destas, mesmo que delas resultem prejuízos para a economia nacional.

 PEDIR AJUDA FINANCEIRA?
  

Os que defendem que um governo de gestão pode pedir ajuda financeira internacional ou são ignorantes ou estão de má-fé, estão a esquecer deliberadamente que essa ajuda é negociada e tem como contrapartida decisões de ordem económica que nenhum governo de gestão poderia decidir.

A não ser que Cavaco use dos seus limitados poderes e conhecimentos de economia para presidir a uma reunião do conselho de ministros onde essa ajuda fosse aprovada. Aqui fica a sugestão, que seja Cavaco a assumir a responsabilidade do pedido, a condução das negociações e adopção das medidas negociadas.

Além disso e ao contrário do que o líder parlamentar do PSD parece fazer crer um pedido de ajuda não é feito de manhã, negociado à tarde e aprovado à noite a tempo de Cavaco decidir a dissolução do parlamento às 20h30.

 ABUTRES
  
A imagem que a direita dá ao não esconder o desejo de que o país se afunde ainda antes das eleições é a de abutres a pairar no ar, mas no solo não Sócrates a vítima do festim, são os portugueses. A única coisa que diferencia os abutres da direita não é o facto de estes serem necrófagos, mas sim não serem predadores, ao contrário do que sucede com a direita que provocou a crise para ferir Sócrates pouco se importando com as consequências para os portugueses.


 

 GARROA, MORRINHA, CACIMBO, CHUVISCO

«Em duas crónicas seguidas lembrei que a vinda de Lula e Dilma era muito mais do que um "empresta um dinheirinho aí". Portugal e Brasil é assunto tão íntimo que nunca desperdiço uma ocasião de falar dele, por mais que haja portugueses e brasileiros a tresler. Ontem, um comentário de um leitor brasileiro atirava--me à cara a língua que se fala no Brasil, e que segundo ele não era o português, mas a língua do "popular poeta brasileiro Adoniran Barbosa, transmitida de forma oral, nas fábricas, sindicatos e botecos onde se reúnem os rústicos produtores, [e que] desconhece os calhamaços chatíssimos do poeta medieval português Camões". Deixando o resto de lado, quem lhe disse que a minha língua não é a de Adoniran? Quando o sambista escreveu "Não posso ficar/ Nem mais um minuto com você/ Sinto muito amor/ Mas não pode ser...", eu apanhei esse Trem das Onze logo nas vozes iniciais dos paulistas, como Adoniran, Demónios da Garoa, em 1963 ou 64. E pouco depois apanhei-o nas vozes dos angolanos, como eu, Duo Ouro Negro. Essa língua de Adoniran que diz "um palacete assombradado" (no samba Saudosa Maloca), essa língua que fala com humor e alegria, muitos falantes de português, embora não pronunciando "dispois que nóis vai, dispois que nóis vorta", herdaram-lhe o essencial. Adoniran não só fala português, mas fala do melhor português. Ele é dos que fizeram com que o Brasil não ficasse no seu cantinho pequeno.» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.



 PREPAREM-SE PARA O DISCURSO DE CAVACO
  

«A comunicação do chefe de Estado é quase imperativa, face à dissolução já pré-anunciada da Assembleia - mas que só hoje será oficicializada.
  
No encontro do Conselho de Estado, mas também na comunicação do Presidente, há pelo menos duas questões importantes a reter: a primeira se Cavaco Silva fala já, ou não, da necessidade de haver um Governo maioritário após as eleições, que assegure a governabilidade do país num tempo de crise financeira e económica - e por pelo menos quatro anos. E, ao nível das formalidades, se convocando para 29 de Maio ou 5 de Junho (mais possivelmente esta última) deixa a assinatura da demissão de José Sócrates para o último dia possível, 55 dias antes da data da eleição, de modo a assegurar que o Governo fica até lá com plenos poderes. Mais importante em tempos de absoluta necessidade.» [DN]
   
Parecer:

Depois de na tomada de posse ter apelado a manifestações agora quase aposto que vai apelar ao voto na direita, ainda que

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Depois de lido o discurso não se aposte, Cavaco foi cuidadoso com a sua imagem evitando colagens.»

 PSD RECUA NA PRESCRIÇÃO POR SUBSTÂNCIA ACTIVA
  
«Na quarta-feira, a comissão já tinha aprovado quase todos os artigos deste diploma que instituía a prescrição por substância ativa, apenas com os votos contra do PS. Mas hoje, o PSD decidiu retirar o seu apoio ao texto e irá votar contra caso o projeto ainda vá a tempo de ser votado em plenário da Assembleia da República.
 
Clara Carneiro explicou que o PSD não concorda com um diploma "que deixa de fora os doentes crónicos", defendendo que não devia ser necessária justificação do médico para mudar a terapêutica nestes doentes.
  
CDS-PP, Bloco de Esquerda e PCP sublinharam estranheza com a mudança de posição do PSD, insinuando que o partido cedeu a pressões, nomeadamente da indústria farmacêutica e da Ordem dos Médicos.» [DN]
  
Parecer:

Muito estranho.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se que interesses levaram o PSD a recuar.»

 O OPORTUNISMO ANDA À SOLTA NO PARLAMENTO
  
«Para o líder parlamentar Pedro Mota Soares esta é a última "oportunidade" para evitar que 200 mil pessoas que estão no último contrato não "sejam empurradas para os recibos verdes ou para o desemprego".
 
O projecto-lei que prolonga de três para seis anos o limite máximo de tempo que um trabalhador pode estar a prazo acabou o período de consulta pública. Hoje, na última conferência de líderes antes da dissolução do Parlamento, os centristas vão colocar o diploma na agenda parlamentar.» [DN]
  
Parecer:

Puro oportunismo da parte de quem teve um ministro do Trabalho responsável por uma boa parte da legislação laboral em vigor..

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 BERLUSCONI ESPIRITUOSO

«Na ilha italiana para anunciar que no prazo de dois ou três dias os cerca de 6200 imigrantes ilegais que lá chegaram devido à revolta nos países do norte de África serão deslocados para outras regiões, Sílvio Berlusconi fez uma piada sobre as chamadas "festas bunga-bunga".
  
"De acordo com um inquérito, quando questionadas se gostariam de ter sexo comigo, 30% responderam que sim e as restantes 70% perguntaram "O quê? Outra vez!".» [DN]
  
Parecer:

Muito engraçado este Berlusconi.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Berluconi que não fique com as namoradas todas, que mande algumas para o Paulo Portas já que o outro líder da direita é casado.»


 GOLDMAN SACHS: PORTUGAL NÃO PRECISA DE REESTRUTURAR A DÍVIDA
  
«O banco de investimentos Goldman Sachs considera que Portugal e a Irlanda não irão precisar de reestruturar os pagamentos da sua dívida com os credores. No caso da Grécia, deverá acordar o prolongamento dos prazos de pagamento da sua dívida já no próximo ano, de acordo com a Bloomberg.
  
“Não antevemos uma reestruturação do endividamento que envolva a crise da dívida soberana de Portugal ou da Irlanda. No caso da Grécia, os investidores irão com certeza aceitar voluntariamente os acordos para prolongar a maturidade dos seus títulos, uma vez que o crescimento estabilizou e o excedente primário foi alcançado, provavelmente em 2012-2013”, referiu hoje o economista de Londres Francesco Garzarelli.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Uma má notícia para direita.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Bom, bom era isto ir ao fundo.»
  

 MAIS UM CAVAQUISTA QUE ENCHEU A MULA À CUSTA DO BPN
     
«O antigo líder parlamentar do PSD Duarte Lima beneficiou em 2003 de um empréstimo de dois milhões de euros do Banco Insular de Cabo Verde, então controlado pelo Banco Português de Negócios, segundo um documento hoje exibido por uma testemunha no julgamento do caso BPN.
  
Da lista de empréstimos concedidos pelo Banco Insular então presidido pelo arguido José Vaz Mascarenhas consta ainda um crédito de 177 mil euros ao arquiteto Eduardo Capinha Lopes, que foi arguido no processo Freeport.
 
Outros empréstimos foram concedidos no primeiro semestre de 2003 a dezenas de sociedades 'offshore' do grupo Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que detinha o BPN, a várias empresas portuguesas (incluindo a Imobiliária Marquês de Pombal, responsável pelo envio de um contentor com documentos do BPN para Cabo Verde por altura das buscas da operação Furacão) e a empresários em nome individual.» [DN]

target="_blank" Parecer:

E não deve ser o único.
 
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento a Cavaco Silva.»

 EIS UM JOVEM DESENRASCADO     
  
«Marcos Baptista, antigo sócio do secretário de Estado dos Transportes Paulo Campos, terá adulterado as habilitações académicas e suspendeu hoje o mandato.» [Público]

Parecer:

O secretário de Estado e ex-sócio jusitificou a escolha pela competência, percebemos agora no quê o rapaz era desenrascado.
 
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Não vale a pena pedir a demissão do secretário de Estado, já está demissionário»


 ALGARVE VAI PRODUZIR CAVIAR

«A ideia desta produção partiu do ucraniano Valery Afilov, que a propôs ao biólogo marinho Paulo Pedro, da Universidade do Algarve. Juntos delinearam as bases do projecto e levaram-no ao concurso de ideias realizado por aquela mesma universidade. Resultado: ganharam e, na semana passada, receberam o Prémio Especial Economia do Mar, neste concurso que teve o apoio da Caixa Geral de Depósitos.
  
O prémio traduz-se num conjunto de apoios não financeiros "e ajuda a abrir portas ao investimento", diz Paulo Pedro, que vai precisar de 1,5 milhões de euros para os primeiros sete anos de investimento.
  
A primeira embalagem de caviar português poderá estar na mesa dentro de três a quatro anos, o tempo necessário para que o esturjão que vai ser criado em aquacultura produza as ovas. A equipa irá comprar peixes com um centímetro de comprimento, porque comprar espécimes adultos seria inviável - seriam muito caros e não se adaptariam ao cativeiro.» [Publico]



 LOLITA FASHION IN JAPAN [Link]


 

  

  

  

  





 ONDREJ PAKAN 






 ARMANI