sábado, maio 14, 2011

O programa PSD ainda é uma versão beta troika 2.0

Quem só veste o que lhe dão
Vive sempre num inferno:
Traz sobretudo no v'rão
E anda em camisa no inverno.

António Aleixo


Antes de existir programa eleitoral choviam propostas vindas de todos os lados, era o Diogo Leite Campos a propor o cartão de débito dos pobres, a maralha do Compromisso Portugal transvertido em Mais Esperança a propor os disparates que vinham à cabeça do João Duque ou do Carrapatoso, era o próprio Passos Coelho que tinha chumbado o PEC a dizer que o seu programa seria o acordo negociado entre o governo do PS e a Troika.

Pelo meio realizou-se um conselho nacional do PSD reunido à pressa à pressa para dar um ar sério à coisa e apresentou aquilo a que se designou por pilares do programa, pilares que os da Mais Esperança nem leram e que o professor 0% não levou em grande consideração. Por fim o ministro 0%, agora conhecido por porfessor pentelho, lá apresentou o seu projecto de programa que de uma penada foi aprovado pelo Conselho Nacional do PSD, até duvido que os conselheiros o tenham lido, nunca mais se falou das propostas do Mais Esperança, dos pilares ou do acordo com a troika.

Quando se pensava que o PSD tinha um programa percebeu-se que não era bem um programa, era um elástico, tudo o que lá estava podia ser esticado ou encolhido. O Catroga propôs uma redução de 4% na TSU mas um outro economista e conselheiro de Cavaco disse que era insuficiente e logo passou para 8%, mas como ninguém sabe onde ir buscar o dinheiro voltou aos 4% e de forma gradual. A principal medida do programa troika 2.0 mais parece uma pastilha Gorila, morde-se, estica-se, enche-se o balão, explode-se, morde-se tudo outra vez e volta-se a esticar.
Mas pior do que ser elástico é o programa ser tão definitivo como as propostas dos Mais Esperança, a proposta do cartão dos pobres sobre a qual o Passos Coelho nem se pronunciou, ou grandioso projecto de revisão constitucional, é tudo para esquecer, só falta vir o Relvas informar que sucede o mesmo com o programa que sucedida com as propostas do Mais Esperança, o facto de as medidas lá estarem nem todas são para levar a sério.

Passos Coelho foi à apresentação de um livro do Santana Castilho que agendou o show off do seu novo livro para a campanha e convidou o presidente do PSD, provavelmente porque pensava abichar um cargo ministerial. Só que a vaidade do autor é tanta que nem o programa eleitoral do PSD escapou às suas críticas. EM mais um passe de mágica a lembrar o estilo Miguel Relvas o presidente do PSD informou logo que o capítulo da educação do seu programa era para melhor, dito de outra forma é para esquecer.

É fácil de perceber que se amanhã Passos Coelho reunir com economistas e ouvir críticas ao seu programa responderá que o capítulo da economia será melhorado, se reunir com médicos será o capítulo da saúde a ser esquecido, e por aí adiante. Por outras palavras, o programa eleitoral do PSD é uma versão para testes, não passa de uma versão beta e  nada nos garante que a definitiva seja idêntica ou mesmo que venha a ser colocado no mercado.
Tínhamos um partido em que cada um apresentava as propostas que lhes dava na gana, enquanto o líder ia dizendo banalidades ao mesmo tempo que o Relvas garantia que nem tudo o que se ouvia seria considerado no programa. Agora temos um líder que não sabe muito bem o que propôs no programa e que à primeira crítica promete melhorá-lo, isto é, mudá-lo. Já não bastava a confusão com a taxa da TSU, agora é todo o programa que parece ter sido embalado numa caixa da Lego. Quando se compra um Lego há um plano principal, mas são apresentados vários projectos para as peças que são vendidas e as crianças ainda podem desfazer tudo e construir à sua vontade.

O pior que pode suceder a Portugal é vir a ter um primeiro-ministro que não confia nas suas propostas, que não consegue pôr ordem no seu partido, que se deixa tutelar por emissários de Belém e que não sabe muito bem o que quer para o país. Como pode Passos Coelho saber o que quer para a economia se não sabe o que quer para a educação? Sabia-se que Passos Coelho queria destruir tudo o que se fez no sector da educação com resultados positivos, agora sabemos que o líder do PSD não tem a menor ideia do que pretende com o sector, foi o que sucedeu com a tentativa de suspensão da avaliação dos professores, primeiro destruía-se e depois logo se veria o que fazer.

A dúvida dos portugueses já não é se Passos Coelho vai perder as eleições, é saber se vai ter menos votos do que Manuela Ferreira Leite ou Pedro Santana Lopes, dois ex-dirigentes do PSD que deverão estar corados de vergonha com aquilo a que estão a assistir.

Umas no cravo e outras na ferradura




FOTO JUMENTO


Flor do Parque Florestal de Monsanto
IMAGENS DOS VISITANTES D'O JUMENTO


A natureza, Aldeia de Monsanto [A. Cabral]
  
A MENTIRA DO DIA D'O JUMENTO
  
  
Depois de os vídeos do Catroga no Youtube terem ultrapassado a popularidade do Paulo Futre o marketing do Licor Beirão concluiu que os outdoors estavam a perder eficácia. A solução foi convidar Eduardo Catroga, o conhecido professor pentelho, para dar a cara a uma nova campanha.

JUMENTO DO DIA


Pedro Passos Coelho

Agora que os portugueses já se estavam a habituar as asneiras diárias de Catroga e já estavam quase esquecidos do Paulo Futre, o homem parece que vai ser internado na Sibéria para poupar Pedro Passos Coelho. Não defendo que o professor 0% venha ensinar os mais jovens o velho calão da sua aldeia até porque nos tempos que correm é mais fácil encontrar um mamute do que uma pentelheira farfalhuda como as da lá na terra quando um pêlo púbico excitava mais o jovem Eduardo do que a trepidação do 49 a caminho da Rua do Quelhas.
 
Mas é inaceitável que quando o país se estavam a divertir Passos Coelho se tenha inspirado na comparação de Sócrates com Hitler e tenha mandado internar o professor 0% na Sibéria ou talvez num campo de concentração para dementes mentais como fazia Hitler. Com os portugueses não se brinca e a única coisa positiva que Passos Coelho trouxe à política portuguesa foram as bocas de Eduardo Catroga, até porque tinha aquele sabor ficante que fica bem a qualquer piada, quem esperava que o embaixador do Ti SIlva junto do Passos Coelho se sairia com piadas tão desconcertantes.
  
Mas parece que temos que ficar com o discurso com ar sério de Passos Coelho que como se percebeu com o incidente com o Alberto João em pleno congresso do PSD não tem jeito nenhum para piadas.

 CHAMEM OUTRA VEZ O FMI
Talvez porque o país se tem andado a divertir com as baboseira do professor 0% foram poucos os que repararam num acódão do Tribunal da Relação do Porto. Sentem-se e leiam:
  
«O Tribunal da Relação do Porto absolveu o psiquiatra João Villas Boas do crime de violação contra uma paciente sua, grávida de 34 semanas, que estava a ter acompanhamento devido à gravidez.
  
Segundo a maioria de juízes, os actos sexuais dados como provados no julgamento de primeira instância não foram suficientemente violentos. Agarrar a cabeça (ou os cabelos) de uma mulher, obrigando-a a fazer sexo oral e empurrá-la contra um sofá para realizar a cópula não constituíram actos susceptíveis de ser enquadrados como violentos.» [DN]
  
Estes senhores que ganham uma pequena fortuna todos os meses, que andam em vestes medievais. que temos de tratar de meritíssimos e que nos obrigam a levantar-nos quando entram na sala de audiências consideram que não deve ser aplicada qualquer pena a alguém que violou uma jovem grávida de oito meses. Porque forçar agarrando pelos cabelos e empurrando para um sofá à força não é violência.
  
Portanto já sabem violadores deste país, podem agarrar pelos cabelos e empurrar e até violar uma grávida já depois de lhe terem rebentado as águas porque isso merece menos reprovação de alguns magistrados do que um piropo mais ofensivo. De preferência violem as filhas, esposas e familiares dos magistrados da relação porque eles dizem que não há problema.
 
Como ninguém pode tocar nesses senhores resta-nos sugerir que se apele a mais uma intervenção do FMI, pelo que viu até os magistrados meteram o rabinho entre as pernas.

 ALGUÉM OS PERCEBE?

Ainda há poucos dias Cavaco Silva decidiu estragar o jantar dos portugueses para os obrigar a ouvi-lo (a não se que mudassem para o canal Disney) dizer-lhes que era necessário que gastassem menos. Ora, os portugueses e o Estado estão a gastar menos e o resultado só poderia ser um, a recessão.

Agora queixam-se?

 ENTENDAM-SE S.F.F.


 O PARTIDO PIMBA

Não é a primeira vez que gente do PSD fica conhecida pelo tipo de linguagem usada pelo professor zero, nos tempos mais recentes um ex-deputado ficou famoso por ter chamado f.d.p. a Sócrates e um outro deputado do PSD mandou um colega para o c..
 
É evidente que também se pode referir os corninhos com que Manuel Pinho respondeu a sucessivas provocações de um deputado do PCP, mas o facto é que no mesmo dia que o fez o então ministro da Economia demitiu-se.
    
 

 NAZIS, PORTANTO?

«Passos Coelho candidatou-se pela primeira vez à liderança do PSD em 2008, após a queda de Menezes, cujo consulado desastroso finalizara com uma campanha suja que envolvia a vida privada do PM socialista. A ecoar o estilo das insinuações apadrinhadas por Santana nas legislativas de 2005, este ataque suscitou um aparentemente indignado coro de protestos e até a sugestão (por parte António Capucho) de que o PSD deveria pedir desculpas.

Com o apoio de Menezes, Passos Coelho perdeu a eleição contra Ferreira Leite e manteve-se como oposição interna. Enquanto a direcção de MFL reduzia progressivamente o seu programa àquilo que era descrito como "os defeitos de carácter do primeiro-ministro" e à ideia de que este "nunca fala verdade", cavalgando com delícia as insinuações de comportamentos ínvios que foram surgindo nos media, Passos mantinha-se cautelosamente ao largo, insistindo em que o combate contra o PS se devia a ter às ideias. Quando em Agosto de 2009 o Público anunciou que a Presidência temia estar a "ser escutada/vigiada pelo Governo" e MFL, íntima de Cavaco, deu o caso como provado, de Passos nem um ai. Exilado das listas, acabaria, na sequência da derrota da líder nas legislativas de 2009, por ganhar o partido no início de 2010.
 
Permaneceria fiel ao guião "debater ideias e não pessoas" até, perante sondagens que, malgrado a crise e o desgaste de mais de cinco anos de Governo, davam o PS à frente, embarcar na senda da "política da verdade" e retomar, a partir do comício do Pontal e como se nunca o tivesse abjurado, o discurso da antecessora. Expôs assim a solidez dos seus princípios, que, um ano depois, tornam possível ao porta-voz do PSD para a área de economia e finanças, escolhido para negociar com o Governo, FMI e Europa, comparar, sem ser de imediato desautorizado, o PM a Hitler e quem nele tenciona votar aos alemães que elegeram o líder nazi.
  
Sim, isto parece estúpido de mais para ser levado a sério. Mas também os corninhos de Manuel Pinho foram estapafúrdios (mesmo se infinitamente menos ofensivos) e nem por isso ele deixou de sair do Governo. Há coisas que não podem suceder e, quando sucedem, tem de haver consequências. O PS exigiu ao PSD um pedido de desculpas; está certo. Cabe lembrar, porém, que o indivíduo Catroga não se limitou à sordidez de comparar Sócrates a Hitler; insultou de igual modo a democracia e os portugueses, o que lhe deveria valer reacções indignadas de todos os quadrantes. Mas não: a menos de um mês das eleições, parece aceitável a todos os adversários do PS sugerir-se que a maioria que elegeu o Governo em funções é uma cambada com simpatias nazis e que a democracia portuguesa é uma palhaçada. Anotemos. E que o partido que há seis anos nada mais faz que chafurdar no enxovalho, na calúnia e na injúria continua, com Passos, sem fazer contrição.
 
É nestas alturas que se nota a falta de um Presidente da República.» [DN]

Autor:

Fernanda Câncio.
 
 PALAVRA SIMPLES E PALAVRA SEM HONRA

«Gosto do resgate de palavras reféns. Daquelas desusadas porque vamos ficando pobres no falar, e daquelas que, quando acontece serem ditas, só são servidas em privado. Ou reféns do nosso descaso ou do sermos cágados. Há anos, na Assembleia da República, Freitas do Amaral lançou a um deputado: "Que topete!" Discutiam-se os cartoons anti-islâmicos, e Freitas, por convicção ou função (era, então, ministro dos Negócios Estrangeiros), era contra os cartoons, posição diferente da minha. E, no entanto, exultei porque ele ressuscitava uma palavra em vias de extinção. Tintin tem um penteado com topete e a palavra também é usada em acusação de falta de vergonha. Eça lá a tem, em Os Maias: "É preciso ter topete!" Fiquei agradecido a Freitas do Amaral, cavaleiro da palavra perdida, como agora fico a Eduardo Catroga. Este destapou uma palavra, pentelho, o que vale mais do que trazer os pêlos púbicos para a praça pública. E disse-a com propriedade, como todos o percebemos porque quase todos estamos carecas de a usar, à palavra pentelho. Prefiro-a a minudência, confesso. E espanto-me que entre as palavras recentes de Catroga seja essa, exacta e frágil, que tenha sido ontem tão comentada, quando outra, imprópria e grosseira - "Hitler", lançada e repetida em comparação a José Sócrates -, tenha passado em quase silêncio.» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.

PS: compreendo e concordo com o raciocínio de Ferreira Fernandes, mas o facto é que não dedicou a sua coluna a criticar a comparação de Sócrates com Hitler e, pior do que isso, a comparação dos portugueses com os alemães que levaram Hitler ao poder e o apoiaram na guerra, acabou por fazer o mesmo que aqueles que muito bem critica, não condenou o professor 0% pelo Hitler mas defende-o por causa de um pentelho.
 
 SARILHOS GRANDES

«Ao declarar que não governam com o PS, Passos Coelho e Paulo Portas usam um pequeno truque de linguagem para esconder a realidade.
 
É que vão mesmo ser obrigados a fazer um acordo com o Partido Socialista após as eleições, qualquer que seja o resultado. E terá de ser com Sócrates, quer ganhem ou percam. Os três partidos podem não vir a estar todos no governo, e ainda bem, mas terão inexoravelmente de partilhar a governação.
E isto porque não assinaram com a troika simplesmente um documento com um conjunto de medidas. Assinaram sobretudo um pacto de regime para as implementar. Sem esse pacto o próximo governo, qualquer que ele seja, não conseguirá fazer nada. Sem o acordo expresso dos três partidos nada passará no parlamento.
É claro que este tipo de malabarismo resulta da campanha eleitoral. A direita não pode diabolizar Sócrates e, ao mesmo tempo, dizer que aceita governar com ele. Entende-se. Mas este facto ilude algumas questões críticas que se colocam após as eleições. Destaco três.
A primeira é precisamente a da formação do governo. Não vai ser fácil reunir um consenso entre os três partidos. O nível de conflito a que se chegou, sobretudo pessoal, não facilita a tarefa. Ainda recentemente o Dr. Catroga, sempre ele, comparou Sócrates a Hitler. O que, para além de muito mau gosto, revela bem como a argumentação foi substituída pelo ódio mais irracional. A febre eleitoral está a esticar demasiado a corda. Penso mesmo que já se chegou ao ponto de não retorno.
Sucede que o País não pode perder tempo com este grau zero da política. Se os atuais dirigentes não têm capacidade de diálogo terão de dar lugar a outros. Neste contexto Passos Coelho é o que apresenta maior debilidade. Se perder sai de imediato. Mas mesmo que ganhe pode não conseguir formar um governo estável. A inexperiência política, o amadorismo e as ininterruptas catrogadas não ajudam.
A segunda questão prende-se com a execução do programa da troika. Uma coisa é escrever medidas num papel, outra é aplicá-las numa sociedade onde proliferam a mentalidade corporativa e a miríade de pequenos e grandes lobbies. Basta pensar como já se levantam vozes contra a redução do número de autarquias. Medida fundamental não só de poupança mas de eficácia administrativa. Uma dessas vozes, influente, a Associação Nacional de Municípios, afirma que dará luta. Adivinham-se Marias da Fonte. Também na justiça há quem se antecipe dizendo que as reformas não são viáveis. Entenda-se, são contra, como sempre foram contra tudo. O encerramento de empresas públicas, o desmantelamento de muitas parcerias público-privadas, que agora todos advogam, não se fará sem enormes resistências. De funcionários e empresas privadas.
Diz-se com frequência que Portugal não tem sociedade civil. É falso. Por esse país fora proliferam grupos de interesse, sindicatos, agremiações de gente instalada, associações do mais diverso, bandos de resistentes a qualquer mudança. O que, em si, não é de todo negativo, mas promete que por cada medida a implementar temos um tumulto. Não vai ser fácil.
Por fim, temos a situação da comunicação social. Nestes últimos anos, jornais, rádios e televisões encheram-se de críticos acérrimos de José Sócrates e do PS. Promoveu-se os que se profissionalizaram na má-língua e no bota-abaixo. As pessoas sérias e independentes têm sido sistematicamente marginalizadas. A censura regressou. Basta olhar para o friso dos principais comentadores. Não será, mais uma vez, o resultado das eleições que os vai demover da sua sanha. A democracia nada vale neste campo minado. Em particular, se o PS ganhar de novo, como é o mais provável, esta gente não aceitará aquela que será também a sua derrota. E voltarão à carga ainda mais rancorosos.
A informação é hoje o grande motor da instabilidade política. Não se prevê que ganhe bom senso nos tempos mais próximos.
Enfim. Perto de Lisboa, no concelho da Moita, existem duas terras com nomes apropriados. Chamam-se Sarilhos Grandes e Sarilhos Pequenos. A nossa situação atual pode ser descrita da seguinte maneira. Saímos há pouco de Sarilhos Pequenos e estamos a caminhar velozmente em direção a Sarilhos Grandes.» [Jornal de Negócios]
Autor:

Leonel Moura.
 

 A PSP NO SEU PIOR

«A operação da PSP que levou esta sexta-feira à detenção de quatro polícias e um civil e à constituição de outros três arguidos, numa investigação a crimes de tráfico de droga e exercício de segurança ilegal, envolveu buscas a residências e locais de trabalho em flagrante delito de posse de arma ilegal.
  
Numa conferência de imprensa realizada esta tarde, a PSP negou que qualquer um dos detidos ou arguidos tenha sido apanhado com estupefacientes mas confirmou que os detidos incluem um oficial, um chefe e dois agentes, havendo mais um oficial e dois agentes no activo que foram apenas constituídos arguidos.» [CM]

Parecer:

Quando há oficiais da PSP envolvidos no tráfico de droga algo começa a estar mal na PSP.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Apliquem-se penas duras aos criminosos.»

 CATROGA DIZ QUE ANDA ACELERADO

«Eduardo Catroga admitiu: "Ando um bocado acelerado." A confissão do coordenador eleitoral do PSD surgiu depois da polémica que geraram as declarações que fez nos últimos dias. Entre outras, Catroga comparou o primeiro-ministro, José Sócrates, a Hitler, e acusou os jornalistas de discutirem "pentelhos".» [CM]

Parecer:

Terá metido uns ácidos ou quereria dizer que tem andado desesperado com as expectativas de uma derrota eleitoral.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao professor pentelho.»

 MAGALHÃES PODE LEVAR MICROSOFT A ABANDONAR A VENEZUELA

«Com o título de capa "Microsoft deixa a Venezuela, [Hugo] Chávez não quer receber Bill Gates", o semanário venezuelano As Verdades de Miguel (AVM) explica que a não inclusão do sistema operacional Windows nos portáteis comprados a Portugal "significa um revés na expansão da célebre empresa norte-americana".
 
"O projecto Canaima. Este é um acordo assinado com Portugal em função do software livre, que será usado nos computadores que se comprarão mediante esse tratado com os lusitanos, o que significa que um milhão de computadores não virão com o sistema operacional que vende [Bill] Gates", diz".» [DE]

Parecer:

Quem diria...

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»

 PASSOS COELHO MANDOU "INTERNAR" O PROFESSOR 0% NA "SIBÉRIA"

«Na sequência da polémica levantada pelo comentário na SIC-Notícias - em que afirmou que "em vez de andarem a discutir as grandes questões que podem mudar Portugal, anda a discutir, passo a expressão, pentelhos" - Eduardo Catroga declarou ontem à TVI não estar arrependido, mas que a expressão lhe saiu.

Em declarações ao jornal "i", o coordenador do programa eleitoral do PSD, declarou: "Sou muito natural. Aquilo é uma das expressões da minha aldeia. É a mesma coisa que dizer que andam aí com assuntos de caracacá em vez de discutirem o país".
 
Catroga disse ainda ao "i" ter recebido muitas mensagens de pessoas que gostaram, ao contrário da sua mulher, que lhe terá dito que irá ficar envergonhada quando sair com ele à rua.
 
O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, declarou ao "Correio da Manhã" que a expressão utilizada por Catroga foi "pouco feliz".
 
Entretanto, a Antena 1 procurou obter o comentário do coordenador do programa do PSD sobre a intenção do partido de que descida da taxa social única não se fique pelos 4% (como inicialmente referiram), mas que atinja os 8% (num corte a efetuar em duas fases). A resposta de Catroga foi que não fala mais de política porque já "entrou férias". » [Expresso]

Parecer:

Se o ministro das Finanças estava trabalhando com a troika e fizeram tantas insinuações imaginem o que diriam do desaparecimento de Catroga se o professor 0% fosse um braço direito de Sócrates impostos pelo Presidente da República.
 
A verdade é que esta semana sentia-se alívio pela ida de Catroga para o Brasil.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Passos Coelho a razão do "internamento" de Catroga na Sibéria.»

 POBRE SENHORA

«"Pentelho" (sim, com "e", de acordo com o dicionário) foi a última das palavras polémicas a sair pela boca de um político no espaço público. "Sou muito natural. Aquilo é uma das expressões da minha aldeia. É a mesma coisa que dizer que andam aí com assuntos de caracacá em vez de discutirem o país", explicou ontem Eduardo Catroga ao i.

Depois de três dias a discutir e a explicar a redução da Taxa Social Única - "mas vocês não têm mais nada para falar?", pergunta ao i - o coordenador do programa do PSD, em declarações na SIC Notícias, surpreendeu o país: "Em vez de andarem a discutir as grandes questões que podem mudar Portugal, andam a discutir, passo a expressão, pentelhos". O dicionário dá-lhe razão. Trata-se também de, no calão uma "coisa mínima ou de pouca importância".» [i]

Parecer:

É uma pena que a senhora fique tão incomodada com uma pentelho, palavra comum na aldeia do marido, mas não fique incomodada com a comparação dos portugueses aos alemães que apoiaram Hitler.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Se a senhora tem vergonha que fique em casa, eu também não sairia com o professor 0% mesmo sem pentelhices.»

 ESTÁ O CALDO ENTORNADO

«O PS ultrapassa o PSD nas intenções de voto. Nesta última sondagem da Intercampus para a TVI e jornal «Público», divulgada esta sexta-feira, os socialistas chegam aos 36,8% e os sociais-democratas ficam-se pelos 33,9%. Mesmo assim, e tendo em conta a margem de erro de 3,05%, os dois partidos continuam em empate técnico.
Nesta última projecção, o CDS-PP regista uma forte subida, chegando aos 13,4%.
Segue-se a CDU com 7,4% e o Bloco de Esquerda com 6%, enquanto que os restantes partidos recebem 2,4% das intenções. » [Portugal Diário]
Parecer:

Confirma-se que o professor 0% é um infiltrado de Sócrates na campanha do PSD.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao Ti Silva.»
  

   




sexta-feira, maio 13, 2011

Cotas

Por vezes interrogo-me sobre a razão por que alguns dos nossos “cotas” não se reformam e vão usufruir da fortunas que conseguiram, umas maiores do que as outras, umas ganhas de forma mais ou menos honesta do que as outras. Se eu tivesse a fortuna do Catroga em vez de andar a dizer disparates aos 69 anos vendia a vivenda na Lapa com piscina e ia gozar os anos que me restassem no Algarve, aproveitava o bom clima, as boas praias e a comida saborosa.

Compreendo que a rainha de Inglaterra se arraste no trono, a pobre senhora é prisioneira do trono, mas o mesmo não sucede com esta nova vaga de políticos que apareceu por cá, é o caso de Cavaco Silva e esposa, Manuela Ferreira Leite, Mário Soares, Eduardo Catroga, Diogo Leite Campos e outros. Alguns até parecia já terem decidido descansar mas regressaram, como é o caso do Catroga.

O que levará Catroga a chamar a si o papel de bobo da corte, expondo-se ao ridículo ser um licenciado promovido a professor catedrático a tempo parcial 0% e a discutir o país usando linguagem de taberna de outros tempos? Por este andar as televisões ainda vão ter de instalar escarradores junto às mesas das entrevistas.

Andam tão preocupados com as novas gerações que se recusam a passar-lhes o testemunho, recusam a largar a liderança dos partidos, recusam aos mais jovens a decisão sobre o seu futuro e transformam o debate político no recreio de um centro de dia para a terceira idade.

Não me admiraria nada se um dia destes for a um ministério ou a Belém em vez de encontrar os carros pretos de alta cilindrada com o motorista encostado à espera de Sua Excelência, dou com uma ambulância do 112 com um motorista dos Bombeiros Voluntários de Belém ou da Ajuda. Também não me admiraria se os quadros de pessoal dos gabinetes ministeriais passassem a contemplar pessoal de enfermagem e fisioterapeutas.
  
PS: Acho que os engenheiros do Blogger estavam a ver a TVI quando o professor 0% e o resultado foi o que se viu, um pentelho encalacrou o blogger e os blospot estiveram off e perderam posts.

Umas no cravo e outras na ferradura




FOTO JUMENTO


Cacilheiro, Lisboa
IMAGENS DOS VISITANTES D'O JUMENTO


Monumento à capeia raiana, Alfaiates, Sabugal [A. Cabral]
  
JUMENTO DO DIA


Francisco Louçã

O líder da extrema-esquerda parece não ter percebido que a decadência do BE é um processo que não consegue converter e que não será evitado com os debates eleitorais, toda a gente está farta do bloco que nunca apresentou uma solução para o que quer que fosse e está também enjoada com as manobras como o apoio a Alegre, a moção de censura ou as diversas alianças com a direita.
  
Os putos da classe média cresceram, a direita deixou de patrocinar a extrema-esquerda porque os ataques aos outros partidos de esquerda lhe eram úteis, os jornalistas esqueceram Louçã e decidiram que agora Passos a estar na moda, o bloco está cada vez mais reduzido à extrema-esquerda pura e dura, os velhos trotskistas e estalinistas.
 
Desesperado por votos Louçã parece ter surpreendido Sócrates com uma suposta carta do ministro das Finanças ao FMI. O primeiro-ministro parece ter sido apanhado de surpresa e Louçã aumentou os seus índices de arrogância. O problema é que agora se desmente que tal carta exista e que não tenha passado de uma invenção de Francisco Louçã.
  
Agora aguardamos a divulgação da carta para sabermos se Louçã falou verdade ou montou uma mentira porque um venerável líder comunista não podia perder este debate com o primeiro-ministro burguês.

 POBRE EDUARDO CATROGA
  
A um mau político até os pentelhos empatam!
  
 

 NÃO, NÃO PODE, UM PONTO É TUDO!

«Vítor Bento, economista e membro do Conselho de Estado (nomeado por Cavaco Silva), disse à Renascença: "Se ninguém quiser casar com ninguém, o partido mais votado terá oportunidade de formar Governo minoritário. Há muita gente que para aí diz que o Presidente se deve recusar a dar posse a um Governo minoritário. Obviamente que isso não faz sentido nenhum." Fim de citação. Há uma norma fundamental, não escrita mas que é aceite pelos líderes partidários, que é a de não bitaitar sobre cenários a vir. Não é nenhuma lei moral, é só conselho prudente: não se deve comprometer o futuro com frases de arrepender. Como Vítor Bento não é líder de partido, não está obrigado à norma. Mas, como é conselheiro de Estado, está obrigado a perceber a lógica da coisa. Isto é, não pode aceitar falar sobre hipóteses catastróficas. Pode haver um Governo minoritário? Pois pode. Como pode, em hipótese absurda, o Presidente ficar tão irresponsável para , sei lá, incitar para que haja um Governo sozinho, do partido mais votado, apesar de minoritário. E, no entanto, um conselheiro, sobretudo economista, não pode epilogar sobre essas alternativas parvas. Se lhe perguntarem sobre um governo minoritário, um conselheiro só pode responder: "Quem ganhar, quem quer que seja, tem a obrigação de propor um Governo alargado e quem perder tem a obrigação de discutir a hipótese de participar nele." Isto, claro, no cenário de se tratar de um bom conselheiro.» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.
  

 LOUÇÃ INVENTOU A CARTA

«Nesse debate, Francisco Louçã confrontou José Sócrates com o teor de uma alegada missiva dirigida por Teixeira dos Santos ao FMI, mas o ministro da Presidência considerou falsa a existência dessa missiva, contrapondo que o coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda apenas leu excertos do teor do acordo celebrado entre o executivo e as instituições internacionais para a concessão de ajuda externa a Portugal.
  
"O truque [de Francisco Louçã] foi o de procurar sugerir que [os excertos que lia] não estavam no memorando estabelecido com as instituições e que se trataria de uma coisa escondida - essa ideia é falsa. O que o dr. Francisco Louçã leu não foi carta nenhuma e apenas leu o memorando estabelecido com o FMI e com as outras instituições internacionais", contrapôs Pedro Silva Pereira.» [DN]
Parecer:

Se isso for verdade este Loução é um canalha ainda pior do que pensava.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Confirme-se.»

 ANEDOTA JUDICIAL

«O Tribunal da Relação do Porto absolveu o psiquiatra João Villas Boas do crime de violação contra uma paciente sua, grávida de 34 semanas, que estava a ter acompanhamento devido à gravidez.
 
Segundo a maioria de juízes, os actos sexuais dados como provados no julgamento de primeira instância não foram suficientemente violentos. Agarrar a cabeça (ou os cabelos) de uma mulher, obrigando-a a fazer sexo oral e empurrá-la contra um sofá para realizar a cópula não constituíram actos susceptíveis de ser enquadrados como violentos.» [DN]

Parecer:

Isto é demais!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se aos magistrados que se jubilem.»

 JÁ ESTAVA A ESTRANHAR A AUSÊNCIA

«O Movimento 12 de Março, que resultou da manifestação "Geração à Rasca", organiza uma acção de rua a 22 de Maio, em Lisboa, no primeiro dia da campanha para as eleições legislativas, revelando apenas o mote.» [DN]

Parecer:

Depois de terem andado a fazer trabalho sujo nas caixas de comentários voltam à intervenção política.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-nos pedir aos papás que os desenrasquem.»

 O PROBLEMA É DA ILETRACIA FINANCEIRA, DIZ NOGUEIRA LEITE

«Para Nogueira Leite um dos principais problemas de Portugal é o facto de as pessoas não terem "consciência da dimensão nem da génese do problema", o que, para o responsável, justifica também as sondagens sobre as intenções de voto, que colocam PS e PSD perante um empate técnico, nas eleições de dia 5 de Junho.
  
O economista sublinhou ainda que "não há muita literacia financeira dos portugueses" e que "as pessoas não têm, muitas vezes, a noção da responsabilidade em que incorrem quando compram uma casa com um endividamento que tem um plano de amortização que não conseguirá satisfazer se, por exemplo, um dos cônjuges ficar desempregado", ilustrou.» [DE]

Parecer:

Eu pensava que eram as fragilidades do Passos Coelho e as pentelhices do Catroga.
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso condescendente.»

 OS DISPARATES DO CATROGA

«O Negócios recorda os sete temas polémicos lançados esta semana pela voz do ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva, que vieram animar ainda mais a vida política nacional quando falta menos de um mês para a ida às urnas.

Aumentar IVA na cerveja… aliás, no vinho

Na segunda-feira de manhã, Eduardo Catroga participa no Fórum TSF, onde defende a reestruturação do IVA, passando alguns produtos para taxas superiores do IVA e dá como exemplo “a cerveja que não deve estar na taxa reduzida”. Acontece que este é um produto que já paga taxa máxima de 23%, o que obrigou o economista a esclarecer ao Económico que "foi um Lapsus Linguae”, pois “estava a pensar no vinho”, enquanto produto para subir de escalão.

Eliminar taxa intermédia do IVA

A intensa semana mediática começou na terça-feira, com uma entrevista ao Negócios em que afirmava que “deve-se caminhar para apenas duas taxas” no IVA, lembrando numa entrevista posterior ao Público que foi António Guterres quem criou a taxa intermédia deste imposto e questionando mesmo: “a taxa intermédia serve para quê? Há aqui um grande potencial de aumento da receita”. A discussão em torno deste tema é politicamente delicada, pois discute-se como é que o PSD propõe compensar a redução da taxa social única já a partir de Janeiro de 2012.

Horas depois, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, garantiu que é ele quem toma as decisões políticas e que é “absolutamente falso” que os social-democratas queiram terminar com a taxa intermédia. A opinião de Catroga é apenas técnica, justificaram os assessores do partido, mas a máquina do PS não deixou escapar a diferença de opinião para lançar a suspeição de que o PSD poderá avançar com um substancial aumento de impostos no pós-eleições.

Sócrates “demagogo” e “com o povo atrás de si até à derrocada”… como Hitler

Na quarta-feira concede uma entrevista o Público em que compara José Sócrates a Hitler, ao responder a uma pergunta sobre as sondagens. “O Hitler tinha o povo atrás de si até à derrocada, até à fase final da guerra. Faz parte das características dos demagogos conseguirem arrastar multidões. José Sócrates, honra lhe seja feita, é um grande actor, um mentiroso compulsivo, que vive num mundo virurtal em que só ele tem razão”. A reacção do PS foi enérgica, com lamentos de dramatização sobre a forma de fazer política.

Crítica feroz à Caixa deixou a administração “profundamente chocada”

Em entrevista ao Económico, Eduardo Catroga abre o livro das críticas à Caixa Geral de Depósitos, acusando o banco público de não ser transparente e de ter uma gestão dependente do Governo e pouco profissional. Em resposta, hoje publicada pelo mesmo jornal, o conselho de administração liderado por Faria de Oliveira expressou “choque profundo” por estas declarações. “Não as esperávamos de tão conceituada figura pública. Terão sido infelizes, com considerações muito injustas e injustificadas, afectando uma instituição de referência, que se rege por critérios de ética, isenção, rigor e competência”, reagiu o banco através de comunicado.

A mágoa por um País a discutir “pentelhos”

Ontem à noite, em entrevista à SIC Notícias, Eduardo Catroga volta a surpreender, ao criticar os políticos e os jornalistas porque “em vez de andarem a discutir as grandes questões que podem mudar Portugal andam a discutir, passo a expressão, pentelhos”. A expressão está a dominar as conversas nas redes sociais esta manhã.

“Apresentámos medidas das mais importantes que foram apresentadas neste país. Pois ninguém discute. O PS não tem programa, anda-se a agarrar, quando o próprio PS assinou a redução da taxa social única”, lamentou na estação televisiva o coordenador do programa eleitoral social-democrata, depois de um dia em que várias vozes socialistas criticaram a proposta do PSD, que afinal está também no memorando assinado pelo governo com a troika.

Na mesma entrevista, Catroga revela uma conversa que teve com Teixeira dos Santos antes das legislativas de 2009, afirmando que o ministro das Finanças tentou convencer José Sócrates a reduzir esta taxa em vez do IVA. "Esta foi uma primeira confissão de um verdadeiro economista. Uma segunda confissão foi que foi ele [Teixeira dos Santos] que sugeriu à OCDE aquilo que a OCDE sempre defendeu que é baixar a Taxa Social Única", disse Catroga na entrevista à SIC Notícias.
  
Lamentos pela “muita porcaria” feita pela sua geração desde 1995
  
Em entrevista ao jornal “i”, hoje publicada, Catroga traçou o perfil do futuro ministro das Finanças, que até poderá ser ele próprio – “não comento cenários” –, caso o PSD vença as eleições: “Alguém com capacidade de gestão que perceba quadros macroeconómicos e a economia portuguesa”.
  
Para o ex-ministro de Cavaco Silva, “é altura da nova geração assumir o poder”, já que a sua própria geração, que está no poder desde o 25 de Abril, “fez a revolução, fez coisas boas, mas tem feito muita porcaria nos últimos 15 anos”. O seu regresso à colaboração política, resume, é precisamente por querer “deixar para os meus filhos e netos um futuro”.
 
Novo ataque à “bandalheira” na CGD, com relatos de conversas privadas com Manuel Pinho
 
Em declarações citadas pelo “i”, Catroga insiste nas críticas à Caixa e lembra uma conversa privada com Manuel Pinho, ex-ministro da Economia, onde afirmou que a gestão do banco ficou “abandalhada” quando entrou o actual administrador, Francisco Bandeira.
  
“A Caixa tem de alterar o modelo de governance, estar ao serviço do financiamento das empresas, não pode ter interferência política e viver em regime ‘agora dêem lá a mão aos Berardos para comprarem acções do BCP’”, disse Catroga, defendendo “uma revolução” no banco público.
  
De seguida, relata uma conversa privada que manteve com Manuel Pinho, quando foi noticia que o antigo ministro poderia ser o próximo presidente da CGD. Pinho terá dito a Catroga: "dizem que vou para a CGD, mas aquilo só dá 350 mil euros e o carro também não é grande coisa...".
  
Na resposta, Catroga diz que respondeu o seguinte: "Ó Manuel, a CGD nunca deu dinheiro, dava prestígio. Quem ia para administrador tinha status. Agora vocês abandalharam o banco todo! Meteram lá o Vara e o Bandeira [presidente do BPN e vice-presidente da CGD]! Abandalharam aquilo tudo! Meteram lá o aparelho que controla os movimentos de crédito da CGD. A Caixa está ao serviço de interesses!”, relatou o antigo ministro.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

É uma telenovela.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um intervalo para as gargalhadas»

 A CP VOLTA ÀS GREVES

«Os trabalhadores da CP decidiram retomar as greves, depois de terem suspendido a vaga de paralisações, no final de Abril. A decisão foi tomada em reacção à ausência de luz verde por parte das Finanças a um acordo estabelecido com a empresa.
 
A transportadora pública tinha negociado com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) uma adaptação às exigências previstas no Orçamento do Estado para 2011. Tratava-se de substituir as regras aplicadas na função pública pelas normas inscritas no actual Acordo de Empresa (AE) da CP, no que diz respeito à gestão das horas extraordinárias e nocturnas e dos dias de descanso.
 
O acordo foi enviado ao Ministério das Finanças, que, no final de Abril, chegou a afirmar que “a aplicação de algumas das regras previstas no AE poderá ter lugar se mais favorável para as contas da empresa”.» [Público]

Parecer:

Isto só acaba quando a empresa for privatizada ou for declarada a sua falência, até lá os trabalhadores da CP farão chantagem sobre os contribuintes que terão de pagar tudo incluindo as consequências da greve.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Declare-se a falência da CP.»

 FINALMENTE APARECERAM OS MAGISTRADOS DO MP

«O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) apontou esta quinta-feira como «prioridade absoluta» para a Justiça um novo modelo de coordenação da investigação criminal, com a colocação da Polícia Judiciária na dependência orgânica e funcional do MP.
 
Em conferência de imprensa, em Lisboa, João Palma e Rui Cardoso, presidente e secretário-geral do SMMP, respetivamente, apresentaram 50 «propostas para melhorar a Justiça e dar maior eficiência com menores custos» e criticaram a versão «economicista» apresentada pela «troika» internacional.» [tvi24]

Parecer:

Sempre é melhor que apareçam com propostas do que surjam processos como tem sucedido.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Elogie-se o comportamento do senhor Palma ainda que se estranhe que sendo do PSD (a crer numa entrevista que Ângelo Correia deu ao Expresso) não tenha dado os seus contributos para o programa do partido..»

 PROBLEMA DE PORTUGAL É AUTO-INFLIGIDO

«O secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Angel Gurría, disse hoje que o recurso de Portugal ao pacote de resgate é mais um “problema político auto-infligido”, do que um caso de dívida elevada.
 
Em entrevista ao canal televisivo norte-americano CNBC, Angel Gurría afirmou que a Europa não tem um problema generalizado de dívida. “Tem, sim, um problema grego que tem a ver com a performance fiscal, e um problema irlandês que tem a ver com a falência da banca”. Depois, continou Gurría, a Europa “tem um problema mais recente, auto-infligido, no caso de Portugal”. “As dificuldades [destes três países] foram identificadas e precisamos de tempo para ver os progressos”, disse.» [Público]

Parecer:

Alguém ali para os lados de Belém estava farto do Sócrates.
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao Eduardo Catroga e este que dê conhecimento ao outro.»