sábado, junho 25, 2011

Um chinês para o governo!

  
Com um primeiro ministro africanista, um ministro da Economia que quer transformar Portugal na Flórida europeia, um secretário de Estado inglês e mais uns quantos portugueses percebe-se que a grande falha do governo de Passos Coelho é mesmo o imperdoável esquecimento dos chineses. Até ao momento e apesar do regime de aguaceiros com que estão a cair secretários de Estado falta o famoso chinês na equipa de Passos Coelho. Imaginem só o sainete que daria o primeiro-ministro quando fosse à China em classe executiva (porque isso de fazer longas viagens em turística quase nos impede de voltar a ter filhos e como se sabe esse ainda é um dos seus desejos) e abrir o discurso oficial dizendo a Hu Jintiao que não só é o mais africanista dos governantes europeus, mas também o mais chinês.

Os charters vindos da China fariam fila atrás dos charters vindos da dos países nórdicos de velhos nórdicos a tiritar de frio. Aí sim que Passos Coelho voltaria a pedir ajuda ao prestimoso Durão Barroso para arranjar uns trocos e contaria com a cooperação activa de Cavaco Silva para explicar aos portugueses que era mesmo urgente construir o aeroporto de Alcochete. Imaginem só as filas de chineses junto à Zara da Rua Augusta! O António Costa até fechava a Avenida da Liberdade só para que os chineses conseguisse chegar ao Parque Eduardo VII para apreciar o monumento fálico ali mandado erigir por João Soares, o terceiro da dinastia Soares.

Aliás, para que os chineses nos resolvessem os problemas bastaria que cada um deles comesse um pastelinho de Belém dia sim dia não, dividam os trezentos e sessenta e cinco dias do ano por dois e multipliquem por um bilião e meio e vão ver quantos pastéis de nata são, qualquer coisa como 273.750.000.000 pastéis de nata. Imaginem que os vendemos a cinquenta cêntimos, para fazermos a coisa por baixo, 136.875.000.000 euros, ou seja, quase centro e trinta e sete mil milhões de euros, nada mais, nada menos do que o dobro daquilo que foi preciso uma troika de europeus para nos emprestarem a juros de mais de 5%.

Só com um chinês que nos ajudasse a convencer os outros a comer um pastel de nata dia sim dia não conseguiríamos o dobro do em exportação de produtos transaccionáveis quase o dobro do que nos emprestaram para três anos. Imaginem agora que a Dona Maria conseguisse convencer os chineses a comerem carapaus alimados quanto é que a coisa não dava. Até poderíamos gozar com os finlandeses pois ao contrário dos Nokia os pastéis de Belém e os carapaus alimados não vão à falência, não precisam de sistema operativo nem sofrem a concorrência do iPhone. E se viessem charters de chineses a coisa era melhor ainda, para cá vinham chineses e na viagem de regresso os aviões levavam os pastelinhos que chegavam a Pequim ainda quentes.

Até poderão perguntar o que faríamos aos chineses que não poderiam regressar nos aviões cheios de pastéis de nata, iam para a Finlândia fazer a borra depois de andarem por cá a comer salada de pepino, que é para da próxima não andarem a gozar connosco.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Mértola
Imagens dos visitantes d'O Jumento


"FMI I love you", Porto [A. Moura]
     
Jumento do dia


Pedro Passos Coelho

É evidente que viajar em classe económica é uma mera manifestação de populismo, mas se Passos Coelho assim o decidiu só lhe fica bem, ainda que corra um sério risco de um dia destes entrar algum emigrante pelo Conselho Europeu dentro para lhe levar umas sandes de courato e sinal de solidariedade com o primeiro-ministro e um país tratado como se fosse um miserável.
 
Mas, afina, Passos Coelho vai poupar no farnel e já veio esclarece que essa coisa de poupar nas viagens de avião é mesmo populismo, nas viagens intercontinentais onde a diferença de preços pode ser significativa vai viajar em classe executiva.
 
Como serão os voos para fora da Europa? Já estou a imaginar o Relvas & Friends a viajar para  destinos longínquos...
 

 Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, muito provavelmente uma má escolha

No governo todos os governantes têm por função gastar menos um, o secretário de Estado a quem cabe cobrar para que todos os outros gastem. Isto significa que do sucesso ou do insucesso do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais depende em grande medida o sucesso ou insucesso de um governo, dificilmente um governo é bom se não tiver dinheiro, isto é, dificilmente um governo tem imagem de competente se o secretário de Estado for incompetente, o José Sócrates que o diga pois pagou bem cara a escolha pouco criteriosa dos titulares desta pasta.

O que Portugal mais precisa neste momento é de um secretário de Estado que faça contas, que arregace as mangas e olhe para o fisco como uma grande organização humana que precisa de ser bem gerida, cujos funcionários devem ser estimulados a empenharem-se. Nada me move contra o futuro secretário de Estado pois desconheço-o, mas sendo um advogado vindo de um escritório de advogados receio que tenha o mesmo insucesso dos seus antecessores com o mesmo percurso.

Preferia alguém com dimensão de gestão, que deixasse de brincar às leis fiscais e concentrasse a sua acção em melhorar a eficácia do fisco e a promover a justiça e equidades fiscais. Diz-nos a experiência que os muitos juristas que passaram pelos Assuntos Fiscais estiveram mais empenhados no interesse da classe e, em particular, dos seus escritórios no que no interesse do Estado.
 
 C'était un rendez vous


 Um beijo entre bastões, agora o vídeo

     
 

 O 'harakiri' do Bloco

«Em 2008, num debate com Louçã promovido pela editora Tinta da China, confrontei-o com o facto de o Governo PS ter, até então, posto em prática uma parte considerável do programa do Bloco. Ele não negou, limitou-se a dizer qualquer coisa como: "Ainda bem, significa que conseguimos fazer valer o nosso ponto de vista." Sucede que as medidas em causa não se limitavam às áreas que fizeram desde o início a imagem do BE, relacionadas com questões de género, de sexualidade e de regulação legal das relações (e que estapafurdiamente os media insistem em denominar de "fracturantes", sem se darem conta de como estão, nessa denominação, a abandonar a propalada objectividade e a tomar posição). Incluíam a aposta nas energias "limpas" como alternativa aos combustíveis fósseis; o aumento do salário mínimo; a alteração das regras de legalização dos imigrantes; a restrição da prisão preventiva; a generalização do acesso à banda larga e às tecnologias da informação; o reforço das pensões (com convergência com o salário mínimo) e do apoio social aos idosos; a limitação da concentração na comunicação social; o reforço do ensino profissional e "a certificação de competências numa lógica de aprendizagem ao longo da vida".

Pouco havia, de resto, no programa eleitoral do BE de 2005 que fosse incompatível com o do PS; à excepção de propostas como a da "nacionalização da energia", da contestação aos limites de défice orçamental fixados pela UE e da exigência de retirada da GNR do Iraque, quem lesse um e outro podia sem dificuldade imaginar um governo de coligação entre os dois. Foi aliás uma hipótese muito explorada no período pré-eleitoral. Mas o PS não só teve maioria absoluta como, ao pôr em prática uma parte substancial do programa "moderado" do BE e assumindo como suas bandeiras que fizeram a imagem do partido de Louçã, da legalização do aborto até às dez semanas por decisão da mulher à lei da paridade, passando pela procriação assistida e pela alteração do regime jurídico do divórcio, pôs o Bloco perante o dilema de apoiar o Governo e correr o risco de ser "engolido" ou de se radicalizar. Escolheu a segunda via, investindo na ideia de que o PS deixara de ser um partido de esquerda e tentando crescer à custa do seu eleitorado. Nesse caminho ficou Sá Fernandes, o independente que se candidatara pelo BE à Câmara de Lisboa e que o partido depositou nos braços do PS, e a tragicomédia da candidatura de Alegre. Para terminar na moção de censura ao lado da direita e na recusa de negociação com o FMI. O episódio Rui Tavares - que sempre defendeu as pontes com o PS - é o último do longo harakiri que o Bloco se infligiu desde 2005. Na cegueira megalómana de se afirmar "a única alternativa de esquerda", provou não ser alternativa nenhuma. E ou muda, e rápido, ou morre. A fileira dos irredutíveis lunáticos já está muito bem representada pelo PCP, obrigada. » [DN]

Autor:

Fernanda Câncio.
  
 Nascido para falhar

«A ideia que mais se ouviu na posse do Governo foi a de que este “não pode falhar”. Isso significa três coisas: evitar a bancarrota, gerar crescimento e cumprir a legislatura.

Como sempre, o discurso procura fazer com as palavras o que a prática dificilmente alcança. Na minha opinião, este Governo insiste em que não pode falhar precisamente porque já intui a proximidade do fracasso.

Em primeiro lugar, a estratégia de Passos Coelho de formar Governo à direita está errada à partida. Se aquilo que se pretendia era salvar o país, implementando o memorando de entendimento e procurando diferenciar Portugal do caso grego, então o que se impunha era a formação de um Governo de unidade nacional, no qual o PS pós-Sócrates estivesse representado. Deixar o PS de fora e até hostilizá-lo - como tem feito o PSD - é um erro que sairá caro a todos nós.

Em segundo lugar, ao contrário do que é dito explicitamente, este Governo é o mais ideológico de sempre à direita, precisamente no momento em que o que mais interessava era um executivo pragmático. Isso nota-se no facto de o actual Governo não querer "apenas" cumprir o memorando de entendimento, mas também "mudar", "ir mais longe", o que significa privatizar no pior momento, cortar serviços públicos sem critério e pôr as classes médias e baixas a pagar a crise.

Em terceiro lugar, este Governo é excessivamente voluntarista e auto-suficiente. Compreende-se que Passos Coelho tenha vontade em romper com o (falso) argumento de Sócrates de atribuir todas as culpas à crise internacional. Mas a verdade é que a crise existe, com diferentes camadas de profundidade - financeira, económica, social, ambiental, etc.. Há também, de forma mais imediata e brutal, uma crise do euro e da própria União Europeia. É mau sinal que o Governo e o seu líder estejam tão ufanos em relação às suas próprias capacidades porque, ainda que elas existissem, não seriam só por si suficientes para "não falhar".

Em quarto e último lugar, falta a este Governo aquela mistura de veterania e juventude que permite o sucesso. Diz-se que a falta de experiência política ou administrativa de vários ministros será compensada pelos secretários de estado. Mas isso equivale, como se diz em linguagem popular, a "pôr o carro à frente dos bois". Quem deve ter veterania são os ministros, não os secretários de estado. Caso contrário, corremos o risco - como já aconteceu várias vezes no passado - de ter uma série de ministros manietados pelos secretários de estado e pessoal administrativo, por falta de conhecimento e experiência sobre a tarefa de governar. Não é ministro quem quer, mas apenas quem pode.

Apesar da retórica do momento, este Governo parece mesmo nascido para falhar.» [DE]

Autor:

João Cardoso Rosas.
  
 XIX Governo - Ponto de vista

«Que raio de governo é este?! 5 OPUS + 5 MAÇONS + 1 Portas para baralhar!



XIX Governo - Ponto de vista (-)

Que raio de governo é este?! 5 OPUS + 5 MAÇONS + 1 Portas para baralhar! Temos um governo que parece os Onda Choc! É o governo XIXi , cama, que já passa das nove. Ainda para mais, com a quantidade de ministérios que têm de gerir, dava jeito gente mais velha: ministros com mais de setenta anos, que são pessoas que não têm necessidade de ir à cama porque já dormem pouco; e normalmente no sofá. Nem o Professor Marcelo com uma transfusão de RedBull dava conta do trabalho do novo ministro da Economia.

A ideia, peregrina, de um governo pequenino para poupar acabou por dar nisto: um governo que parece aquelas pessoas que insistem em comprar roupa dois números abaixo, porque a seguir ao Verão vão emagrecer. Não serve para nada e é dinheiro deitado à rua. O mini-governo sub-41 é um anão que quer ir ao Mundial de sumo.

O problema deste governo foram os sondados - os sondados eram muito melhores que o resultado final. O XIX foi feito por Portas e Passos Coelho na presença de cinco senhores do governo civil e com a ajuda de uma tômbola.

Nas Finanças temos Vítor Gaspar. Um técnico… que acredita na sorte. Não podemos ter um ministro das Finanças que diz: "preciso de imensa sorte". Mas desde quando é que Portugal tem sorte?! Vê-se mesmo que está há uma data de anos lá fora. Vítor Gaspar é um defensor radical do euro, se não nos portarmos bem ele põe-nos fora!

Álvaro Santos Pereira é um macro-economista, num governo que se diz pequenino. É um miúdo que tem estado a fazer "inter-rail" num comboio de gente chata. E usa barbicha. Este país é muito pequeno para dois génios - que sabem qual é o melhor caminho para Portugal -, e já cá temos o António Barreto.

Paulo Macedo na Saúde é um escândalo! Vai para a saúde mas tem medo de agulhas! Com Paulo Macedo a Saúde vai ter missa do sétimo dia. E será que posso confessar, ao ministro da Saúde, que as minhas dores de cabeça são causadas pelo BCP?

Paula Teixeira Cruz, na Justiça, é a russa da salada. Miguel Relvas vai ser uma tragédia, e quanto a Nuno Crato, na Educação, acho que os professores vão levar sete anos a descodificar a fórmula de avaliação dos professores de Nuno Crato.

Pedro Mota Soares ainda agora chegou e já vai trocar a vespa por "sidecar" com motorista. Para terminar, Assunção Cristas no ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território… ainda bem que ela é crente porque só lá vai com um milagre. Se ainda fosse para o ordenamento do Mar. Agora, pôr na Agricultura uma pessoa que não acredita no boletim meteorológico porque acha que Deus é que sabe e ninguém pode prever o tempo... Vai ser bonito. Dou quatro meses a este governo.

PS - até para presidente da AR, Coelho tem de ir a segundas escolhas. Neste Portugal de faz-de-conta, só nos faltava a Fada Sininho a PAR!

Governo - Ponto de vista (+)

Que maravilha de governo! É só gente jovem, sem problemas de próstata; que fazem perder tanto tempo que podia ser usado a trabalhar. São pessoas que vão aproveitar a oportunidade para levar o País para diante e para sair de casa dos pais. Com a quantidade de ministérios que têm de gerir, este trabalho só seria possível ser feito por pessoas ainda habituadas a fazer directas. São ministros que ainda estão habituados a marrar e, essencialmente, o que este governo tem de fazer é decorar o acordo da troika e tê-lo na ponta da língua. Estão numa idade em que olham para as contas públicas com a mesma desconfiança com que vão ao concerto da Amy Winehouse, e Portugal precisa disso. Passos Coelho começou muito bem quando disse: "não existem varinhas de condão", porque, realmente, eles ainda são muito novos e podem acreditar nessas coisas. Mas convém que continuem com medo do Papão da saída do euro.

A ideia, fantástica, de ser um governo pequenino para poupar acabou por resultar num governo de tamanho ideal, em termos de custos caso a RTP queira voltar com o Contra-Informação. 11+1 é o meu número da sorte.

Nas Finanças, temos Vítor Gaspar. Um técnico brilhante que tem tanto prestígio lá fora que surpreendeu tudo e todos quando foi nomeado ministro das Finanças de Portugal, porque as pessoas pensavam que ele não era português.

Na Economia temos o grande Álvaro Santos Pereira, um macro-economista, muito melhor que o Catroga, que já não teria capacidade para decorar o nome completo do ministério. Catroga havia de andar, todos os dias, horas, à procura do Ministério do Trabalho até alguém lhe lembrar que já não se usa.

Na Saúde não podia haver melhor que Paulo Macedo - Consta que ele é capaz de curar doenças só com o auxílio do Powerpoint. Com Macedo, acabam os exageros na febre; ele descobre alhos por mais que os escondam.

Paula Teixeira Cruz, na Justiça, é o ideal porque a Justiça deve ser cega e ela tem um olhar meio pitosga. Miguel Relvas… vai ser uma tragédia. Quanto a Nuno Crato, na Educação, é a garantia de uma poupança brutal em livros escolares porque a maioria dos alunos vai ficar sete anos sem passar de ano.

Pedro Mota Soares mostrou que é um homem que sabe onde se vai meter: chegou de vespa e trazia capacete que, ao contrário da mota, não vai deixar de usar.

Para terminar, Assunção Cristas no ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território não podia ser melhor escolha. Ela acredita na omnipresença. E até pode ser "poster" central do "Borda d'Água" de Agosto!! O melhor de tudo é que, segundo fui informado, o novo secretário de Estado dos Assuntos do Mar vai ser o Facebook de Cavaco Silva! Vai ser bom. Temos governo para 45 anos.
 
PS - Que bela escolha para PAR. Assunção Esteves traz alegria e pode abrir a sessão com um: Supercalifragilisticexpialidocious» [Jornal de Negócios]

Autor:

João Quadros.
     

 Acabo a pressa para formar governo

«O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, garantiu esta sexta-feira, em Bruxelas, que a posse dos secretários de Estado do XIX Governo Constitucional ocorrerá "muito em breve", tendo apenas demorado um pouco mais precisamente devido ao Conselho Europeu.» [CM]

Parecer:

Ao que parece Passos Coelho já está a recorrer às Novas Oportunidades para encontrar candidatos a secretário de Estado.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 A bruxinha de Alfragide adivinhou os nomes dos secretários de Estado

«Luís Marques Mendes acredita que a lista de secretários de Estado será maior do que o previsto. "Entre 29 e 30 nomes. O CDS terá sete Secretários de Estado e o PSD 22 ou 23", explicou.

No habitual comentário na TVI24, esta quinta-feira, o comentador disse que a maior surpresa que se adivinha é o nome de Marco António Costa, vice-presidente do PSD.

"Marco António Costa vai ser secretário de Estado das Obras Públicas ou da Segurança Social", adiantou Marques Mendes.» [DE]

Parecer:

Isto está bonito, até o 'ganda nóia' faz palpites.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Administrador dos CTT demite-se por ter desobedecido a si próprio

«Em Junho de 2010, os CTT vivem uma situação caricata. O então presidente dos CTT, Estanislau Mata Costa, renuncia ao cargo que acumulava de presidente da Tourline Express - empresa do grupo CTT de correio expresso e estafetagem localizada em Espanha. Na carta de renúncia, a que o i teve acesso, Mata Costa justifica a saída com o facto de o conselho de administração da Tourline - por ele presidido - não ter posto em prática uma série de orientações definidas pelo conselho de administração dos CTT - único accionista da empresa -, do qual também é presidente. Estamos perante alguém a queixar-se a alguém (o próprio) de alguém (o próprio, que também é o primeiro) de não cumprir as deliberações que ele emitiu e que ele (o mesmo) não conseguiu cumprir. O caso pode fazer rir, mas também poderá ser revelador de uma série de situações pouco claras na empresa. Na origem da demissão estava o facto de o conselho de administração da Tourline, presidido por Mata Costa, não ter levado a cabo a redução do número de membros do conselho de administração e do conselho executivo da Tourline e a separação dos cargos de membros do conselho executivo dos cargos de directores regionais, como tinha sido definido pelo conselho de administração dos CTT, do qual Mata Costa também era presidente à altura. Recorde-se que Mata Costa abandonou os CTT no final do ano passado, pouco tempo antes de ser revelado um relatório da Inspecção Geral de Finanças (IGF) que denuncia a acumulação de reformas com salários deste administrador.» [i]

Parecer:

Anedótico.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 Isto promete

«Álvaro Santos Pereira, o novo ministro da Economia, revelou um desejo no livro "Portugal na Hora da Verdade", editado este ano. O titular da pasta da Economia escreveu que "gostaria que Portugal se transformasse numa verdadeira Florida da Europa."
  
Ou seja, tal como aquele estado americano, Portugal devia ter como uma das principais riquezas os reformados. "O Estado português ainda não descobriu o verdadeiro filão dos reformados dos países nórdicos, da Europa do Leste ou das ilhas britânicas."» [DE]

Parecer:

Há duas vantagens em ter um ministro da Economia "criado" no Canadá, pensa como os canadianos e lembra-se da Flórida em vez de outros destinos europeus e desconhece o país senão saberia que acabou de descobrir a pólvora, o Algarve já é um destino de muitos pensionistas europeus, foi necessário vir um "Chico esperto" canadiano para descobrir aquilo que todos os portugueses há muito que sabem.
 
Ó senhor ministro, bom, bom seria se o senhor conseguisse transformar a Rua do Ouro no Fort Knox cá do Sítio ou então as minas de sal-gema de Loulé nas minas de diamantes do Árctico canadiano ou transformar o Beato no Texas português.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  

   




sexta-feira, junho 24, 2011

1986-2011

Em 1986 entrei para o ministério das Finanças, em 2011 ainda por lá me arrasto. Aqui fica a comparação do que então encontrei com a realidade dos nossos dias.

Secretaria de Estado:

Em 1986 o gabinete do secretário de Estado do Orçamento tinha como chefe de gabinete um funcionário experiente e contava com um número reduzido de assessores e adjuntos, a maioria dos quais funcionários das direcções-gerais. Nesse tempo fez uma imensa reforma fiscal na sequência da adesão à CEE (criação do IVA, do IRS e do IRC), a secretaria de Estado tinha o fisco e o orçamento, existiam fronteiras intracomunitárias e as Alfândegas adoptaram a legislação comunitária, e ainda existia a Guarda Fiscal na dependência do ministério das Finanças.

Em 2011 a secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais apena tem as duas direcções-gerais do fisco (DGAIEC e DGCI), o chefe de gabinete era um menino de família de uma casta superior do partido no governo sem qualquer experiência no Estado e uma reduzida experiência profissional, o gabinete conta(va) com um grupo numeroso de adjuntos e assessores, a maioria dos quais jovens tigres inexperientes, vindo de consultoras e escritórios de advogado.

Em 1986 fez-se uma profunda reforma fiscal, em 2011 possibilitou-se a negociação das dívidas ficais em tribunais arbitrais cujos membros são pagos a peso de ouro estando o estatuto limitados a dourados e mestres em direito fiscal, situação que garante futuros rendimentos ao secretário de Estado, precisamente um doutorado em direito.

Directores e subdirectores-gerais:

Em 1986 os directores e subdirectores-gerais era, em regra, escolhidos pelo mérito e capacidade, eram tratados com dignidade com os governantes e sobreviviam nos cargos para além das mudanças de governo.

Em 2011 os directores-gerais são cargos de nomeação política, são tratados abaixo de cão, em muitos casos o critério da competência é ignorado na escolha, chegam aos cargos porque são do partido, da família ou do círculo de amigos dos governantes, uma boa parte deles são uns bananas.

Chefe dos serviços:

Em 1986 o meu chefe de divisão era um técnico experiente, partilhava o gabinete com mais dois técnicos, não tinha secretária de apoio ou pessoal não existiam telemóveis, era o primeiro a entrar e o último a sair do serviço, não tinha qualquer remuneração assessória. Os chefes de divisão eram escolhidos por critérios de competência e quando um saia a escolha para o substituir recaia sobre um dos técnicos mais competentes, era uma escolha quase natural e na generalidade dos casos inquestionável.

Em 2011 fazem-se concursos para escolher os chefes, procedimento caro e demorado, são ministrados cursos pagos a peso de ouro nos INA aos escolhidos, recebem ajudas de representação, muitos mal são vistos nos serviços, têm telemóvel, gabinete individual e muitos não prescindem secretária e se não lhes puserem travão ainda se vão lembrar de ter chefe de gabinete, adjuntos e assessores. O nível de competência dos actuais chefes dos serviços é uma sombra do que era no passado.

Funcionárias administrativas:

Em 1986 não existiam computadores e tudo tinha que ser “batido” na máquina de escrever, para isso a direcção de serviços contava com duas dactilógrafas, O director de serviços contava ainda com uma administrativa de apoio que assegurava todo os secretariado do serviço.

Em 2011 há batalhões de administrativas a apoiar as chefias, fazem coisas muito importantes como, por exemplo, ir fazer os recados pessoais das chefias pois são gente muito atarefada, abrem-lhes as janelas nas ausências para arejarem os gabinetes e protege-nos de estranhos e dos funcionários com lealdade canina.

Uma boa parte tira licenciaturas nessas universidades onde o diploma vale tanto em termos académicos como uma embalagem de lenços de assoar e depois ascende ao estatuto de técnico superior graças a mecanismos de queiparação.

Valores:

Quando terminou o estágio de ingresso em 1986 o director-geral foi encerrar o curso, quando entrou todos os estagiários se levantaram, ouviram o discurso e questionaram-no com respeito.

Em 2010 coordenei um estágio e fiz questão de insistir com o director-geral para que o encerrasse, quando entrou só levantaram uns quantos estagiários, os que eram provenientes das forças armadas e militarizadas, e muitos dos que depois o questionaram fizeram-no como se estivesse a beber uns copos na discoteca.

Em 1986 tinha-se um grande respeito pelos funcionários no topo da carreira, hoje somos todos iguais.

Avaliação:

Em 1986 a avaliação era simbólica, os concursos de promoção eram exigentes e chegar ao topo da carreira era um processo que levava mesmo o tempo de uma carreira, os bons técnicos eram conhecidos e reconhecidos e os resultados dos concursos costumavam corresponder ao prestígio reconhecido pelos serviços e pelos pares dos concorrentes.

Em 2011 há uma avaliação da treta, consome recursos infindáveis, transforma os quadros em estatísticos de trabalho, os objectivos e os resultados são manipulados e acabam por ser os chefes a avaliar os funcionários de forma discricionária, se dantes sabia-se quem eram os bons, hoje também se sabe, dantes os bons eram os que mereciam o reconhecimento colectivo e nada ganhavam por sê-lo, hoje os bons são os escolhidos pelos chefes e recebem pequenas mordomias.

Formação:

Em 1986 a formação era escassa, a divisão de formação era diminuta, não havia informação em rede, cabia a cada técnico organizar a informação e estudá-la de forma a ser capaz de dar resposta a qualquer solicitação profissional.

Em 2011 os funcionários quase não estudam, os serviços de formação são mega serviços, organizam-se acções de formação em grande quantidade, sem grande qualidade e com avaliação simbólica, apenas para adornar os relatórios de actividade., Os funcionários são agoira “altamente” especializados, o que significa que sabem pouco sobre um pequeno segmento de matéria.

As mudanças de governo:

Em 1986 uma mudança de governo não criava sobressaltos nas direcções-gerais.

Em 2011 os serviços quase paralisam quando o governo se aproxima do fim do mandato ou quando o parlamento é dissolvido, a mudança de governo determinará quem sobe e quem desce nos próximos anos, o futuro de uma boa parte dos funcionários depende do nome do novo ministro ou secretário de Estado.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Safara, Moura
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Avis [A. Cabral]
  
A mentira do dia d'O Jumento
  
Depois de terem usado lambretas para irem tomar posse, de terem comprado esferográficas no supermercado para assinarem o termo de posse e de terem viajado em classe económica os nossos ministros vão continuar a dar provas de franciscanismo à frente dos cargos, vão passar a almoçar nas cantinas e às sextas-feiras passarão a usar indumentária casual, vão deixar em casa as camisas e gravatas e apresentar-se nos ministérios em camisolas de alças aos buraquinhos.

Jumento do dia


Cavaco Silva

De um Presidente (com letra grande) da República espera-se que o seja de todos os portugueses e que defenda a união dos portugueses em todos os momentos. Ora, Cavaco é um presidente de cada vez menos portugueses e começa a ser evidente que a sua preocupação com o país apresenta um discurso que difere em função de quem está no governo.

O apoio mais activo que Cavaco Silva poderá dar ao governo é evitar intervenções, encerrar a sua página no Facebook, despedir os assessores intriguistas como Fernando Lima, comprar um bom anti-vírus e esperar que termine o seu mandato. A evolução da economia condenou-o como primeiro-ministro e os seus mandatos presidenciais são pobres, resta-lhe preservar a dignidade possível à frente do cargo e esperar que o mandato chegue ao fim sem se dar muito por ele.

«Reforçando a ideia também deixada na sua intervenção, Cavaco Silva insistiu que "as expectativas geradas são extremamente elevadas e as exigências impostas não têm paralelo na nossa História recente". Por isso, sublinhou, "o tempo é de união e de coragem". "Temos de trabalhar sem medo do futuro", advogou.» [DN
  

 Extinguir primeiro e pensar depois

«As competências dos governos civis na organização do processo eleitoral são o "principal entrave" à extinção destas estruturas descentralizadas do Estado. "Sem revisão da lei eleitoral os governos civis não poderão acabar", diz ao DN um ex-governador do PSD.
 
"Transferir competências como a emissão de passaportes ou a autorização para a realização de manifestações é fácil. Mas quando está em causa o processo eleitoral as coisas complicam-se."» [DN]

Parecer:

Esperemos que Passos Coelho consiga crescer de dirigentes de associações de estudantes para primeiro-ministro.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Cavaco já fala em união dos portugueses

«O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, defendeu hoje que o tempo actual deve ser de "união e de coragem", sublinhando que os portugueses têm de "trabalhar sem medo do futuro".

Numa mensagem colocada ao final da tarde na sua página na rede social Facebook, o chefe de Estado recorda que terça-feira deu posse ao XIX Governo, liderado por Pedro Passos Coelho, iniciando-se, assim, "um novo ciclo político".» [DN]

Parecer:

Agora é tarde.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Deseje-se a Cavaco Silva que termine o mandato quanto antes e com dignidade.»
  
 Entreguem a gestão dos estaleiros de viana do Castelo a Carvalho da Silva!

«"Se eu fosse membro do Conselho de Administração, solidário com o meu líder, era um ato nobre pedir a demissão e ir embora", desafiou Branco Viana. O sindicalista reagia ao anúncio de demissão feito por Carlos Veiga Anjos. O ainda presidente dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, um dos dois elementos não executivos, além de três administradores executivos, confirmou, quarta-feira, à Lusa, que vai pedir a demissão depois das tentativas de agressão de que diz ter sido alvo. O Coordenador da União de Sindicatos, e quadro dos estaleiros, diz tratar-se de uma "tentativa de vitimização" do presidente, que queria sair da empresa no preciso momento em que os trabalhadores tentavam chegar à administração.

"Mesmo na hora da saída não apresenta dignidade", criticou. Em causa o plenário que decorreu na empresa e no qual mais de 650 trabalhadores aprovaram uma moção exigindo a suspensão imediata do processo de reestruturação que prevê a saída de 380 funcionários, de um total de 720, até final do ano. Os trabalhadores dirigiram-se, depois, ao edifício da administração para entregar o documento, em mão. "O que se passou esta tarde foi uma vergonha, inqualificável. Fui impedido de sair da empresa pelos trabalhadores, que depois tentaram forçar a entrada no edifício da administração, onde me refugiei. Naturalmente queriam molestar os elementos da administração", afirmou Carlos Veiga Anjos à Lusa. De seguida, enquanto representantes dos trabalhadores entregavam a moção, no exterior do edifício da administração instalava-se a confusão, com outros funcionários e forçarem a entrada, altura em que partiram, inclusive, os vidros de uma das portas.» [DN]

Parecer:

Muito inteligentes estes sindicalistas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Os sindicatos devem estar interessadíssimos nas comissões sobre as indemnizações dos despedidos pois parece que estão empenhados em levar os estaleiros à falência.»
  
 Não é boy nem é girl, é filho

«Carlos Beato justificou a decisão de não nomear um chefe de gabinete e um adjunto, como é seu direito pela lei que define o regime jurídico do funcionamento e as competências dos órgãos dos municípios e das freguesias, com a necessidade de "encontrar alguém com o perfil profissional e pessoal que garantisse a qualidade, a eficácia e a confiança que o desempenho destes cargos exige".

Tendo em conta "a dinâmica de desenvolvimento" que o concelho tem sentido, "as novas exigências ao nível das responsabilidades e atribuições dos municípios" e "as medidas de gestão cada vez mais rigorosas que têm de ser tomadas no âmbito da crise que o país e a região atravessam", o autarca decidiu nomear "o licenciado e pós-graduado Pedro Miguel Correia de Morais Beato", seu filho, para seu adjunto, tendo iniciado funções esta segunda-feira.» [DN]

Parecer:

E os outros filhos da terra e do país, não merecem a confiança do autarca? Por este andar as autarquias vão passar a ser monarquias autárquicas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Reprove-se.»
  
 Uma boa notícia ... para a GALP

«O preço do barril de 'brent', que é a referência para as importações portuguesas, afundava 6,15% para 107,19 dólares, em Londres, depois de já ter estado a perder mais de 7% durante a sessão.

No mesmo sentido, o preço do barril de crude, perdia 5% até aos 90,66 dólares, em Nova Iorque, mas também já esteve a recuar 6%. São as maiores quedas desde 5 de Maio e as cotações do 'ouro negro' estão em mínimos de Fevereiro.» [DE]

Parecer:

Se fosse ao contrário os combustíveis aumentariam 6% amanhã.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Silva Sebastião se a Autoridade da Concorrência acompanha essa coisa dos preços do petróleo.»
  
 BCP quase ao preço da uva mijona

«Desde o início do mês, as acções do banco liderado por Carlos Santos Ferreira já desvalorizaram mais de 12%, o que representa uma perda de quase 500 milhões de euros na capitalização bolsista. O BCP vale agora 2,85 mil milhões de euros.

Na base da derrocada do BCP está sobretudo a incerteza quanto ao futuro da Grécia: "A incerteza nos mercados está a afectar a banca. Um possível incumprimento da Grécia e a revisão em baixa das estimativas de crescimento dos EUA para este ano e o próximo estão a pressionar os títulos do sector financeiro", disse ao Económico Nuno Milheiro, da DIF Broker.» [DE]

Parecer:

Começa a perceber-se porque Paulo Macedo deixou o ordenado milionário de opus-banqueiro para ganhar enquanto ministro quatro vezes menos do que ganhava quando era director-geral.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver o futuro do BCP.»
  
 TAP pode ter de fechar devido à concorrência das low cost

«A TAP poderá perder dois mil milhões de euros de euros, devido à transferência de passageiros para companhias low-cost, como a Ryanair e a Easyjet, e à consequente pressão para reduzir preços.

A análise foi feita num estudo, divulgado pelo jornal Público, e aponta para um cenário que poderá conduzir a despedimentos e a um provável encerramento da transportadora área nacional.

Segundo o documento, realizado no início deste ano a pedido da administração, são estimadas perdas a longo prazo que levarão a uma quebra abrupta da receita, com consequências drásticas que se poderão traduzir em despedimentos e culminar no encerramento da companhia.

"O valor da empresa seria dramaticamente afectado e a sobrevivência posta em causa”, refere o relatório, que prevê que a companhia seja obrigada a "reduzir a frota”, conduzindo à “reafectação de recursos e, caso a situação se agrave, a despedimentos”. A comprovar-se este cenário, diz o documento, a TAP transformar-se-ia numa “operadora de menor importância”, facto que poderia “culminar no seu encerramento”.» [i]

Parecer:

Os maiores adversários da viabilidade da TAP não são as low cost, são os seus trabalhadores que com greves sistemáticas em períodos sensíveis estão a matar a credibilidade da transportadora nacional junto dos seus principais clientes, os portugueses só se forem doidos marcam viagens de férias na TAP pois não há período de férias em que um qualquer grupo de trabalhadores não faça uma greve chantagista.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Privatize-se a TAP quanto antes e enquanto existe.»
  
 Carvalho da Silva quer auditoria à dívida soberana

«O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, e o economista da Universidade de Coimbra José Castro Caldas são duas das figuras que subscrevem uma petição para que seja feita uma auditoria à dívida portuguesa com participação da sociedade civil.

A petição, intitulada "Por uma auditoria à dívida portuguesa", é assinada por 38 figuras ligadas ao movimento sindical, associativo e ao ensino universitário e defende uma auditoria da dívida "com participação da sociedade civil e do movimento dos trabalhadores" como forma de "determinar que partes da dívida são ilegais, ilegítimas, odiosas ou simplesmente insustentáveis".» [i]

Parecer:

Também seria interessante fazer uma auditoria aos seus sindicatos para se saber quanto têm ganho com comissões sobre as indemnizações dos despedimentos ou para se saber quantos sindicalistas estão há décadas sem trabalhar à conta dos contribuintes ou dos acordos de empresa.
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a proposta.»
  
 A SAAB não tem dinheiro para salários

«"A Swedish Automobile, ex-Spyker, anunciou hoje que a Saab Automobile está incapaz de pagar os salários dos seus empregados, por não ter ainda recebido o financiamento a médio prazo necessário", anunciou a empresa.

A 13 de Junho, a Saab anunciou uma parceria, que incluía 245 milhões de euros de investimento, com duas empresas chinesas, o distribuidor automóvel Pang Da e o construtor Zhejiang Youngman Lotus Automobile.» [Jornal de Negócios]