sábado, julho 30, 2011

Espionagem rasca

O Caso Bairrão está muito longe de poder vir a servir de argumento para um filme clássico de espionagem, na melhor das hipóteses daria para uma das Tardes da Júlia ou algo do género, o guião é pobre, as personagens são ridículas e a trama não dá para um segundo de suspense. Um chefe de espiões que investiga um responsável de uma empresa, que dá a informação aos responsáveis de uma empresa concorrente que mais dá tarde o contrata.

A personagem é ridícula, um chefe de espiões que se deixa apanhar facilmente que mal se sente apertado nem precisa de ser torturado para bufar mentiras, nos filmes a sério os espiões resistem à tortura e às portas da morte inventam uma mentira. Este nem levou umas bofetadas e foi logo a correr para o parlamento contar a sua efabulação. Tentou convencer-nos que foi um superior, o maldito Sócrates, que o mandou espiar o Bairrão e o autorizou a enviar a informação à empresa de Moniz, que como toda a gente sabe eram um grande apoiante do governo do Partido Socialista. Imagino que os amigos de Sócrates como o Soares dos Santos, o Belmiro ou o dono da Cofina tinham a secreta ao seu serviço, bastava um sms a Sócrates que este punha os espiões ao seu serviço.

O que não se soube foi que recursos foram usados para espiar Bairrão, imagino que nos tempos que correm a secreta não mandou um agente disfarçado andar a perseguir Bairrão pelas ruas do Bairro Alto ou de Luanda. Recordo-me que há algum tempo Pinto Monteiro disse com as palavras todas que existiam escutas ilegais sem denunciar quem as fazia. Aliás, basta ver as acusações do Ministério Público e da generalidade das polícias para se perceber que em Portugal o único instrumento de investigação são as escutas, feitas com equipamentos cada vez mais evoluídos que dispensam o recurso às operadoras de telecomunicações que, por sua vez, só as faziam mediante a autorização de um juiz.

Começo a perceber os poderes e influências ilimitadas de alguns senadores da República, designadamente, de um que mais aprece um intocável e durante muitos anos mandou nas secretas. Começa-se a perceber que o nosso conceito de segurança nacional é amplo ao ponto de se espiar a TVI para dar a informação à Ongoing e que essa informação é tão secreta que até uma jornalista desempregada a manda por sms para os conhecidos. A segurança nacional está tão protegida que um espião se desmascara em público e defende-se dizendo que os relatórios da secreta estavam ao serviço dos maiores políticos do governo.

Isto é tão mau, tão rasca, tão feito, os seus protagonistas são tão reles, tão sem valores, tão ridículo que a segurança dos cidadãos e do país estaria melhor entregue a uma potência estrangeira ou, como estamos numa vaga de liberalismo, se fosse privatizada e entregue a uma dessas empresas de segurança.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Ponte Vasco da Gama, Lisboa
Jumento do dia


Paulo Macedo, ministro da Saúde

Paulo Macedo concluiu que considerando os hospitais privados há serviços hospitalares a mais. Qual é a solução? Cortar nos públicos. Seguindo esta brilhante lógica por cada hospital privado que seja aberto fechará um hospital Público. É uma pena que não seja possível a uma empresa privada criar um ministério da Saúde, fechava-se o do Paulo Macedo.

 Não me poluam a praia

Parece que lá para as minhas bandas começamos a ter de estar com atenção quando damos uma volta pela praia, começam a aparecer sinais evidentes de poluição. Um dia destes aquilo fica cheio de agentes da secreta, emails de fugas de informação, bactérias que provocam doenças prolongadas e outras coisas má.

PS: Um esclarecimento ao jornalista do CM, a Praia Verde situa-se no concelho de Castro Marim. Vila Real de Santo António é um dos raros concelhos com descontinuidade territorial, a s praias do Cabeço, Praia Verde e Altura pertencem a Castro Marim, depois recomeça o concelho de Vila Real de Santo António que vai até Cacela Velha.

 Será piloto de Fórmula 1?

 
Há algo de estranho nas contratações dos gabinetes divulgadas pelo governo na página há tanto prometida. Passos Coelho contratou três motoristas, o senhor Jorge Morais (46 anos)  que vai ganhar 583,58  €  (brutos), o senhor António Figueira (44 anos) que ganhará 675,78 € e o senhor Paulo Barra (40 anos) que ganhará  772,00  €.
  
Mas parece que Francisco José Viegas, secretário de Estado da Cultura prefere jovens pilotos de Fórmula 1 a cotas e contratou o jovem André Viola de 21 anos que vai ganhar nada mais, nada menos do que 1.866,73€. Isto é, o secretário de Estado paga a um jovens inexperiente quase tanto quanto o primeiro-ministro paga a três motoristas. Ou é um motorista muito culto ou tem mestrado em condução e doutoramento no MIT, ganha muito mais do que um jovem bolseiro a fazer investigação numa universidade portuguesa.
     
 

 Portugal 2010

«Antes de ligar o computador espalhei sobre a secretária as projecções dos organismos que mais me interessavam: Governo, Banco de Portugal, INE, Eurostat e Troika.

A imagem que delas sobressai está ligada a cortes. Vamos cortar em tudo: no consumo, no investimento e no produto; no emprego, na educação e na saúde; nos salários, nos subsídios e nas pensões. Lembrei-me do Eça: se V.Exas. nos cortam tudo, que poderemos nós cortar a V.Exas?

O corte que mais me preocupa é o do investimento. Medido em percentagem do PIB, este indicador representava 27% em 2000 e era dos mais altos da Zona euro. Depois foi caindo, caindo, e em 2010 estava reduzido a 19%. A cumprirem-se as actuais projecções, o percurso mantém-se e chegará aos 16% em 2012, um número arrepiante. Como o investimento é o principal motor do crescimento económico, adivinha-se o abismo para que nos estão a empurrar.

Acresce que ao investimento está associado o emprego, um fenómeno muito sensível e que mexe com toda a gente. Nos últimos 10 anos terminados em 2010, a taxa de desemprego subiu seis pontos para os 10,8% da população activa. E para 2011-12 admite-se a destruição de mais 100 mil postos de trabalho, o que elevará aquela taxa para os 13,2%. Consultei registos até aos anos sessenta do século passado: não há memória de um pesadelo assim.

O problema dos salários é diferente. Ainda que muito baixos em termos absolutos, não se pode dizer o mesmo quando os comparamos com a produtividade, já que o seu peso no PIB tem andado pelos 50%, dos mais elevados da Europa. Mas a crise da dívida alterou tudo: as expectativas baixaram tanto que bem poderemos dar-nos por satisfeitos se mantivermos os salários nominais, o que só por si significa uma perda equivalente à taxa de inflação.

O cenário é desolador. E na sua origem está a necessidade imperiosa de travar as dívidas. O problema é que as dívidas mantêm uma trajectória de subida que parece não ter fim. Não se pense que isto é uma crítica ao Governo; ele não tinha alternativa. O que eu critico são as três entidades que se propuseram "ajudar-nos" e escolheram como instrumento a asfixia. Como economista, tenho extrema dificuldade em perceber como é que se pára uma recessão profunda promovendo uma recessão ainda maior.

Que modelo é este?» [DE]

Autor:

Daniel Amaral.
   
 Gizem, Yasin

«Na primeira lista dos mortos de Utoya, várias dezenas não tinham foto. Só o nome e a idade. Em contraste com a imagem encenada do seu matador, os mortos não esperavam ser notícia. Não deixaram testamentos, manifestos, vídeos. E, nestes primeiros dias, é normal que quem os conhecia não esteja disponível para falar deles. É tempo de chorar, de aprender a aceitar que aconteceu mesmo, que houve mesmo alguém com uma arma automática a caçar miúdos de esquerda num ilhéu da Noruega.

Era, no entanto, de conhecer cada uma destas caras, cada um destes nomes, cada uma destas histórias que precisávamos. Por exemplo, Yasin Jamil Rafal, 20 anos, origem iraniana. Por exemplo, Gizem Dogan, turca, 17 anos. Quem eram? Que queriam? Que pensavam? Tão bonitas as duas, cabelos negros soltos e rostos descobertos, que Breivik caçou e abateu em Utoya, talvez não acreditando na sua sorte - fora para matar noruegueses "traidores", "multiculturalistas e politicamente correctos", desses que "aceitam" imigrantes "de outras raças" e que acham (incrível) que somos todos iguais e apanhou gente com origem nos "países muçulmanos", ainda por cima mulheres, as mulheres que no seu vídeo de propaganda histérico e básico são, gravidez representada como bomba-relógio, veículo da jihad (guerra santa) reprodutiva. No vídeo de Breivik, aliás, as mulheres são ou isso - exército de reprodutoras - ou vítimas de "violações de muçulmanos". E não é só no machismo que o vídeo e as ideias de Breivik se encontram com as do líder da Al-Qaeda, à qual tantos acorreram a atribuir os actos terroristas de 22 de Julho. Porque aquilo que Laden, Breivik e apaniguados querem destruir é exactamente o mesmo: a democracia ocidental, com o seu ideal de abertura, paz, diversidade, liberdade individual, laicidade, cosmopolitismo. O oposto dos mundos tribais, tradicionalistas, fechados e autoritários, de "verdadeiros cristãos" ou "verdadeiros europeus" e "verdadeiros muçulmanos" que são o seu reino mítico.

Assim, vindo do mesmo sítio - o ódio e o pavor do "outro" - que a motivação de Breivik, as acusações iniciais ao terrorismo islâmico que surgiram nos media faziam afinal um sentido, mesmo se tristemente irónico. Uma tão triste ironia como a do facto de a presença de Gizem e Yasin naquela ilha simbolizar o contrário absoluto daquilo que Breivik diz combater - não a "colonização do mundo ocidental pelo Islão" mas aquilo que Ben Laden mais receava, o triunfo das ideias liberais junto daqueles que acreditava serem o "seu" reduto, ideias cujo apelo e força ecoam nas revoluções que desde a Primavera abalam o mundo árabe.

Cada um dos 76 mortos desta tragédia é um símbolo e um aviso. Mas Gizem e Yasin podem bem ser a sua imagem mais pungente, aquela que nos diz que podemos vencer esta guerra contra o medo e o terror e o ódio. E que o caminho é o anunciado pelo deslumbrante PM norueguês: mais liberdade, mais igualdade, mais fraternidade. Mais e mais e mais democracia. » [DN]

Autor:

Fernanda Câncio.
  
 Leitura de Verão: Balsemão e Ongoing

«Luta livre entre dois poderosos grupos de imprensa: à minha esquerda, com o peso da tradição, a Impresa; à minha direita, com o peso da ambição, a Ongoing. A coisa anda à volta de um alvo externo, a RTP, mas já meteu política (com uma vítima colateral, Bernardo Bairrão) e já meteu espiões (com um chefe da secreta que abjurou o secretismo e agora já faz capas de jornais). Este último aspecto, claro, é o que mais me excita. Desde a II Guerra Mundial (Hotel Aviz, Avenida Palace, MI-5, Abwehr...) que não se falava tanto de espiões em Portugal. O ex-chefe do SIED, uma história de espiões tem de ter siglas, Jorge Silva Carvalho, falou para o DN e lançou-nos outra sigla, aquela para onde agora trabalha: OSS (Ongoing Shared Services). Até agora, confesso, percebia pouco dos escândalos à volta deste caso (culpa minha por insistir em ler jornais), mas tudo se me iluminou com as três letrinhas: OSS. É que houve outra: a Office of Strategic Services, a americana OSS que por cá andou, na II Guerra, a treinar-se para ser CIA. Essa OSS dos anos 40 teve uma glória. Aliciou os notários portugueses - de cada vez que havia uma transacção de 100 contos os americanos ficavam a saber - e, no fim da guerra, a OSS tinha o rol dos testas-de-ferro que ficaram com os bens alemães. Sobre questões financeiras, aqueles espiões foram admiráveis. Chave para este livro de espionagem: ontem e hoje, do cifrado para os cifrões o caminho é curto.» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.
  
 Socialismo Tecnológico - II

«A Internet, em duas décadas, contribuiu mais para a libertação dos indivíduos e dos povos do que o movimento comunista ao longo de um século.

Por uma razão. O comunismo sempre se entendeu como um movimento de cima para baixo; enquanto a Internet como um processo de baixo para cima.

Na teoria, de Marx, o comunismo é uma boa ideia. Abolição das classes e do Estado, livre associação dos indivíduos, economia distributiva segundo as necessidades de cada um. Na prática, contudo, o comunismo, sobretudo após Lenine, entendeu-se como conquista do aparelho de Estado a partir do qual se implementam top-down as grandes mudanças sociais e culturais. Resultado: regimes ditatoriais, opressão generalizada, ausência de liberdade e iniciativa, incompetência económica.

Pelo contrário, a Internet, criação libertária que nunca se pensou como vanguarda de coisa nenhuma, tem vindo a realizar parte significativa do projeto comunista. Aboliu fronteiras, diferenças de classe, étnicas e culturais, gerou uma economia do talento, da dádiva e da troca, permitiu a mais livre e total expressão de ideias (mesmo as que se opõem ao próprio meio). Mais do que uma nova ideologia, a Internet criou uma nova cultura.

A esquerda atual é ainda, na sua essência, herdeira do comunismo leninista. Ou seja, continua a pensar que só é possível realizar as transformações, que julga ser necessário empreender na sociedade, a partir da conquista do Estado.

Ora a realidade vem demonstrar que as novas tecnologias da informação, e sobretudo a Internet, têm um poder de transformação muito superior a qualquer ação via máquina do Estado. Aliás, a política corrente mostra como o Estado é um aparelho no mínimo conservador e em geral opressivo e prejudicial à vida e liberdade dos cidadãos.

A força da Internet reside em dois grandes pilares que estão ausentes da prática partidária e da atividade do Estado. Partilha e cooperação. Fomos educados na convicção de que as pessoas estão agarradas à posse, à propriedade, e detestam a ideia de partilhar com os outros aquilo que lhes pertence. Esquece-se contudo que a partilha, enquanto ação de muitos, dá origem a uma efetiva cooperação de que todos beneficiam. A partilha neste sentido é sobretudo um ato de pragmatismo, serve para aprender e melhorar capacidades próprias. É isso a rede. Veja-se o sucesso das redes sociais ou o extraordinário sucesso da Wikipedia, do Creative Commons, em que os autores autorizam o uso por outros das suas criações ou do Open Source, verdadeiro modelo de uma economia não-capitalista.

Tudo isto significa que a esquerda histórica e convencional está a ser claramente ultrapassada, nas suas próprias premissas, pela cultura da Internet. Ou seja, enquanto os partidos e organizações que se pretendem da esquerda continuam a perseguir o velho sonho da conquista do aparelho de Estado, como forma de realizar uma sociedade mais justa e mais livre, esta já está a ser criada, todos os dias, por milhões de utilizadores da Internet em todo o mundo.
 
O socialismo da ação política e partidária está definitivamente obsoleto, enquanto um novo socialismo on-line e de base tecnológica vai crescendo e realizando, sem moralismos nem fanatismos, verdadeiras revoluções económicas e culturais.

Não penso, como alguns, que basta integrar na prática política corrente estes novos meios e novas ideias. Não é criando meros sites e páginas no Facebook que os partidos se adaptam à realidade. Não será, por essa via ingénua, que os velhos partidos "falam" com os jovens. Como se a Internet fosse uma coisa exclusiva da juventude e não um movimento civilizacional global.

Em suma, um novo socialismo, e mesmo se se quiser um novo comunismo de perfil libertário (tal como o foi na origem), vai emergindo completamente à margem das velhas ideologias, do papel do Estado e do próprio capitalismo.

Assim, mais do que reformar partidos e organizações de classe, importa sobretudo sociabilizar por todos os meios as novas tecnologias, tornando-as ainda mais acessíveis, pois é dessa sociabilização que nascerá uma sociedade mais justa, mais livre, mais participada e, já agora, mais criativa.» [Jornal de Negócios]

Autor:

Leonel Moura.
     

 Estava no céu...

«Conseguiu-o há duas semanas e, além de ter fintado toda a segurança, ainda roubou a Taça Cândido de Oliveira (Supertaça) e a Taça do Campeonato 2010/2011, que estavam no gabinete da presidência. Com os troféus erguidos, deu seis voltas ao campo e fingiu ser Villas--Boas, dando ordens a jogadores imaginários. Depois voltou ao gabinete de Pinto da Costa, onde dormiu 10 horas. Foi apanhado após ter ligado do telefone fixo e ter dito à mãe "que estava no céu". A segurança percebeu que alguém estava no local e surpreendeu-o.» [CM]
     
 Desta vez foi uma loira de verdade, não foi a das anedotas
  
«Uma loira ao volante de um Bentley Azure de 285 mil euros tornou um desfile de carros de sonho no Mónaco num pesadelo para as seguradoras. É que a expedita condutora conseguiu fazer embater o seu carro num Ferrari F430 (159 mil euros), num Porsche 911 (91 mil) e num Aston Martin Rapide (160 mil). A carambola, feita a pequena velocidade, vai, ainda assim, custar mais 45 mil euros em despesas de oficina. O acidente promete dar que falar no principado, onde se adivinha que será tema de novas anedotas sobre os dotes das loiras ao volante.» [CM]
     
 Jornal Público mentiu

«"A notícia [do Público] é completamente falsa", disse à Lusa um porta-voz do ex-primeiro-ministro, que se encontra em Espanha, acrescentando que "não só nunca foram dadas orientações como as que são referidas na notícia, como José Sócrates nunca teve relações directas com o ex-director do SIED".

O Público noticia hoje que o anterior director do SIED "transmitiu informações ao grupo Ongoing, para o qual foi contratado após ter saído das 'secretas', com autorização do então primeiro-ministro, José Sócrates".» [Expresso]

Parecer:

Já é um hábito o Público fazer manchetes com mentiras.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Esqueça-se o pasquim belmirista.»
  
 E Marques Mendes também é um grande mentiroso

«A administração da Caixa Geral de Depósitos vai "ainda hoje emitir um esclarecimento sobre a política de recursos humanos" para demonstrar que as declarações de Marques Mendes sobre a nomeação de 300 pessoas depois das eleições "não correspondem à realidade".

As declarações do doutor Marques Mendes não correspondem à realidade, porquanto não houve qualquer alteração no normal funcionamento da instituição, no que diz respeito à política de recursos humanos", afirmou à Lusa uma fonte oficial da Caixa Geral de Depósitos, que acrescentou que ainda hoje será emitido um esclarecimento sobre a política de gestão de recursos humanos, no qual será feito um comparativo sobre as nomeações antes e depois das eleições legislativas de junho.» [Expresso]

Parecer:

Pobre Marques Mendes ainda anda com mentiras infantis. Um idiota.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Homem pequenino ou é velhaco ou é dançarino.»
  
 Está explicado o corte do Gaspar

«Pedro Passos Coelho, questionado sobre as implicações do corte na despesas, afirmou que na administração indirecta do Estado haverá despedimentos. No caso dos funcionários públicos haverá rescisões amigáveis, mas noutros casos como fundações e instituições o governo vai proceder à sua extinção, diminuindo as transferências do Estado para as indemnizações compensatórias, garantiu o primeiro-ministro.» [i]

Parecer:

A procissão ainda vai no adro.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
 

   




sexta-feira, julho 29, 2011

Rumo à Praia dos Três Pauzinhos

Por estas horas já estou a caminho da Praia dos Três Pauzinhos, pulo o Tejo pela 25 de Abril, sigo por auto-estrada até ao cruzamento para Beja e depois nem pago portagem nem faço os outros pagarem por mim, vou direito a Ferreira do Alentejo, Beja, Mértola, atravesso a fronteira na Ribeira da Foupana, altura em que o rádio começa a ficar baralhado, saltando do flamenco para as sevilhanas, mais uma hora e estou em Vila Real de Santo António aquela. Ironia do destino, saio de uma Baixa iluminista e vou cair na terra que serviu de modelo para a reconstrução dessa mesma Baixa, terra que foi povoada à força por ordem do Marquês de Pombal que mandou arrasar Santo António de Arenilha, junto à foz do Guadiana, porque os habitantes se recusavam a mudar de local. Nesse tempo não havia nem TVI nem Manuela Moura Guedes, o SIS não bufava e tudo se passou com a devida normalidade, sem asfixia democrática, sem os gestos hilariantes do Gaspar e sem um Cavaco preocupado com os mais pobres.

Até aqui é tudo verdade, a mentira começa depois, se político deste país que se preze diz as suas mentiras, também este humilde Jumento tem o direito de mentir ao dizer que vai para a Praia dos Três Pauzinhos, local ermo e desconhecido que durante muito tempo animou as dúvidas entres os que têm a pachorra de visitar este palheiro. O sítio da costa existe, era assim conhecido um daqueles postos isolados da antiga Guarda Fiscal que dantes pontilhavam a fronteira, situava-se no pinhal, já junto às dunas, entre a Ponta da Arei e Monte Gordo. Agora já não pertence à Guarda Fiscal ou ao Estado, Manuela Ferreira Leite vendeu-o por uma tuta e meia, talvez para pagar rolos de papel higiénico macio para o rabinho dos seus adjuntos. Curiosamente, o saudoso Jorge Ferreira apanhou-me, o falecido dirigente do CDS e depois do PND conhecia o local.
Na verdade vou para uma praia um pouco mais para Ocidente, vou para a Praia do Cabeço, terra dos Dragos, latifundiários locais, também conhecida como Praia do Alemão desde os tempos em que os militares da Base Aérea de Beja por ali passavam ou por Praia da Retur, por causa da urbanização ali construída por gente do antigo regime, que por causa do 25 de Abril venderam tudo à pressa, os alentejanos de Beja e arredores aproveitaram e há alturas em que aquilo parece a Praia da Messejana. Anda por ali tanto alentejano que quando digo aos companheiros de praia que sou algarvio de Vila Real olham para mim como se estivessem a admirar um panda recém-nascido no Zoo de Lisboa. Não é a primeira vez que isso me sucede, quando vivia em Santo André, o cenro urbano construído para apoiar o complexo de Sines, todos esperavam que tivesse vindo do Lobito ou da Gorongoza, ser algarvio por ali transformava-me num espécime exótico.
Um pouco mais ao lado fica a Praia da Altura, mas essa deve ser muito perigosa além de muito mal fequentada, o que stá a suceder com a Praia Verde onde corremos o risco de nos assustarmos se tivermos a infelicidade de nos cruzarmos com um conhecido canastro televisivo. Foi na Praia da Altura que, há poucos anos, o Dr. Macedo, o grande opus ministro que nos vai tratar da saúde,  estava por lá e partiu um braço por causa de uma onda, mais provavelmente por causa do cachão. Se o pobre homem partiu um braço na Praia da Altura imaginem o que lhe vai suceder quando for embrulhado nas vagas de despesa da Saúde. Vai apanhar um cagaço ainda maior do que aquele que apanhou no BCP isto depois de se ter dado mal com as águas alterosas do BCP de onde parece ter fugido com medo de perder o pé.

Nos próximos dias a redacção d'O Jumento terá sede em Vila Real, com vista para Isla Cristina, terra de onde vieram uma boa parte das minhas costelas. Terá sotaque de Vila Reá, os amigos serão tratados por mó e aos que me chatearem (desculpem lá o calão local) mando-os fazer um “xalavar de punhetas”. Não sabem o que é um xalavar? Também não devem saber o que são griséus ou ervilhanas, quanto ao resto penso que sabem o que é, ainda que para nossa infelicidade Eduardo Catroga, o único licenciado do mundo que é professor catedrático a tempo parcial zero (esta do tempo parcial zero só mesmo um Einstein conseguiria explicar com uma revisão da teoria da relatividade), tenha interrompido as suas lições sobre calão antigo, é uma pena, os "bicos"e o "fogo" vieram empobrecer a nossa língua.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento

  
Panteão Nacional
  
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Ponte Vasco da Gama [A. Cabral]
  
Jumento do dia


Jorge Silva Carvalho, assalariado da Ongoing

Este senhor tem um fino sentido de humor, o problema dele é que nem tem graça nem os portugueses são parvos.
 
Sabe-se que houve uma fuga, quem a promoveu, quem dela beneficiou, a matéria a que respeitava essa fuga aparece num sms que serviu para tramar alguém e no fim disto a estratégia do ex-agente secreto é confundir o caso com as escutas no Reino Unido e ainda justifica a passagem da informação a empresas como é normal.
 
O ex-agente tem razão mas confunde as situações, a colaboração entre as secretas e as empresas é dentro dos limites do interesse nacional e não para que essas empresas usem a informação para ganharem vantagem em relação a outras empresas nacionais. E no Reino Unido foram privados e jornalistas a violar a lei e não o chefe do MI5 a mandar emails para amigos que, coincidência das coincidências, vão ser os seus patrões.
 
É curioso que o agente secreto diga emn seu favor que enviou a informação a partir do computador de casa e que o fz com autorização superior. Se é normal enviar informação para empresas e estava autorizado a fazê-lo porque não o fez a partir do computador do serviço? Bem, ou o senhor acha que o seu endereço Gmail ou Netcabo é mais seguro ou então teremos de concluir que a sua casa era o SIS2. É evidente que o que o senhor pretende é insinuar que a comunicação feita a partir do computador pssoal deve ser tratada como uma comunicação privada e que a sua divulgação constituirá uma violação de um direito individualmente constitucionalmente garantido. Argumento ridículo demais para ser invocado por um agente secreto.
 
A sugestão de que foi superiormente autorizado é um truque manhoso em que pretende confundir a sua actuação com o famoso caso do negócio da TVI, quando se sabe que o que está em causa são negócios privados de um administrador da Media Capital. Mas o homem acha que Sócrates tem as costas largas e estando "à rasca" socorre-se desta manobra de diversão. É evidente que o homem estava auorizado a exercer as suas atribuições, o problema é que se excedeu e agora não sabe como se explicar.
   
 «Jorge Silva Carvalho, ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), foi acusado publicamente de ter passado informações, quando dirigia as "secretas", à Ongoing, em cujos quadros entrou pouco mais de um mês após ter saído oficialmente do SIED.



Numa entrevista exclusiva, assume que enviou e-mails de sua casa, sobre matéria revelada pelo Expresso, sem confirmar se o destino foi a Ongoing, mas garante que não violou nem o dever de sigilo nem segredos de Estado. Revela que, sempre que o interesse nacional se impõe, as "secretas" podem passar informações a empresas privadas. "Posso garantir que tudo foi feito dentro da lei, registado, documentado, com autorização superior."» [DN]
 
«O ex-director do Serviço de Informações Estratégias de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, vai apresentar até amanhã uma queixa-crime no DIAP contra terceiros. Em causa, está a alegada violação de correspondência e privacidade, além da utilização abusiva da informação obtida.
 
"A queixa-crime nada tem a ver com eventuais tensões accionistas entre empresas [Impresa e Ongoing] nem com a parte funcional do SIED", segundo disse ontem ao CM o advogado do ‘superespião’, Nuno Morais Sarmento.
 
Segundo explicou ao CM, "foi tornado público o conteúdo de um e-mail pessoal (correio electrónico) sem conhecimento e autorização do próprio, configurando uma violação de privacidade e correspondência, e posterior utilização abusiva".» [CM]

 O vírus do BPN anda por aí...

Num país a sério todos os que tive impediram responsabilidades de algum tipo no caso BPN deveriam estar impedidos de gerir ou participar num órgão social de um banco público. Não estão apenas em causa os que podem ser acusados criminalmente, estão também aqueles que emprestaram o seu nome para que os responsáveis do BPN ludibriassem os clientes.
 
Rui Machete não terá tido responsabilidades criminais no caso BPN, mas ver o seu nome como presidente da assembleia geral da CGD, precisamente o mesmo cargo que exerceu no BPN é uma triste coincidência.
  
 

 Pelo direito de se mentir um bocadinho

«Uma empresa de cosméticos fez um anúncio com Julia Roberts, de 44 anos, sem uma ruga. As autoridades britânicas proibiram a campanha da L'Oréal porque as fotos foram retocadas. Eu também me senti ofendido com a foto. Prefiro a Julia Roberts, aquela de Pretty Woman, olhos expressivos e boca viva, à foto de um tampo liso de fórmica. Mas, na verdade, aquele anúncio não falava para mim, vale de pouco a minha opinião. Aquele anúncio dirigia-se a mulheres que gostariam de ter a pele de uma lisura imaculada. Como todas as empresas que recorrem à publicidade, a L'Oréal, nas suas fábricas, faz produtos; nos seus anúncios, vende uma esperança. Disseram as autoridades britânicas: justamente, com as fotos retocadas estão a vender esperanças falsas. Respondo: vender esperanças falsas seria pôr nos anúncios a Julia Roberts de Um Sonho de Mulher. Essa só Deus pode prometer e cumprir. Já anunciar simples cara sem rugas é uma esperança mínima que não se pode negar a uma cliente. A publicidade, que é a arte honesta de esconder toda a mentira de uma meia verdade, tem todo o direito de acalentar pequenas esperanças ao género humano. A tal autoridade, a Advertising Standards Authority (ASA), pode vir a chamuscar-se se os políticos ingleses perceberem o precedente perigoso (revolucionário, até) que é banir um anúncio por causa de uns retoques. Se entrar em vigor a política de verdade pura e dura, o mundo moderno desmorona. » [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.
     
 Dores de parto
  
«Meia dúzia de semanas de Governo não chegam para perceber grande coisa sobre o que nos espera. Já dá, no entanto, para vislumbrar uma atitude, uma postura, que até parece que vai correr bem mas que, inevitavelmente, vai dar asneira. Indo por partes.

Acho muito bem que os membros do Governo viajem de avião em classe económica. É a opção racional e não conheço ninguém que ache normal pagar o triplo para viajar em executiva de Lisboa para o Porto, ou Madrid, ou Bruxelas; além disso, fica bem na fotografia. E mal também estaria eu, que aboli a gravata diária há uns anos (por razões certamente menos ecológicas), se não achasse bem - e bastante óbvia até - a medida tomada pela ministra Assunção Cristas. E acho também lindamente que todos chamemos Álvaro ao novo ministro da Economia - eu fá-lo-ei se um dia tiver o gosto de o conhecer e, naturalmente, acho muito vem que o Álvaro me chame Jorge, que é precisamente aquilo que - pelo menos à minha frente - todos me chamam. E também acho bem que o ministro das Finanças chegue a horas às conferências de imprensa e não as prolongue mais do que é necessário. Tudo isto está muito bem.

Claro que, pelo meio, vão algumas coisas que não me parecem tão bem, tendo no entanto de reconhecer que a vida é assim. Já não acho tão bem, por exemplo, que o Governo entenda poupar no número de ministros - provavelmente a mais deslocada fonte de poupança a que poderíamos recorrer neste momento; ou que, quando o mercado paga mais juros pela dívida da República que pela do Sporting, o primeiro-ministro fique perplexo com o ‘downgrade' da Moodys e dê um soco no seu próprio estômago com a candura de quem pensava que, afinal, aquilo de que os mercados não gostavam era da personagem do anterior primeiro-ministro e não da real situação da economia portuguesa que, ao que sei, não melhorou nas últimas semanas.

Mas depois há, no verso de muitas destas posturas, o que vai dar asneira - e fascina-me que alguém ache normal. Por exemplo, que a primeira medida anunciada - que deu direito a entrevistas e tudo - pela ministra Assunção Cristas, de quem tanto dependemos para o sucesso deste Governo, seja a abolição das gravatas, como se não concordasse que se trata de uma banalidade e que, como banalidade que é, será o que simbolicamente ficará registado. E que a primeira coisa que o Álvaro tem a dizer - e esperamos ouvir tanto do Álvaro - seja sobre a forma de tratamento da sua pessoa; outra banalidade. E que, antes de viajar em económica, o Governo anuncie que vai passar a viajar em económica e abra um debate público sobre o tema; outra banalidade. E que faça gala dos ministros independentes, numa crítica velada aos quadros emergentes dos partidos. E mais, e mais.

E se não acho estas coisas não é certamente por birra. É que para jogar o jogo do populismo tem que se ser bom na coisa - é um jogo que não se joga com candura. Não dá mesmo para ser moralista com as nomeações dos outros para, a seguir, transformar administrações de empresas públicas em retalhados quintais.

Há um registo em que o Governo terá de acertar e, de facto, pouco mais de um mês depois de ter tomado posse, não sei se há alguma coisa que me perturbe mais que a aparente candura e inocência que tem pautado o seu comportamento.» [DE]

Autor:

Jorge Brito Pereira.
     
 Exactamente 10 807

«Assustam-me pessoas obsessiva-compulsivamente minuciosas, gente que, quando se lhe pergunta as horas, responde: "São 16 horas e 1 minuto" (e só não diz os segundos por minúcia, pois, quando acabasse de dizê-los, já teriam mudado) em vez de tão só responder: "São 4 horas", e que, quando, em início informal de conversa entre amigos, alguém lhe diz "Então?" precisa de mais esclarecimentos: "Então o quê? Que queres exactamente saber?".

Num dos quartéis por onde andei havia um coronel que, ao fim da tarde, arrumava minuciosamente os lápis e esferográficas por tamanhos na gaveta da secretária; só que, apesar do cuidado com que fechava a gaveta, temia que, ao fechá-la, algum lápis ou esferográfica tivesse saído do sítio e, por isso, voltava a abri-la, verificava se tudo permanecia alinhado e fechava-a mais uma vez; ocorria-lhe então que, desta segunda vez, sim, alguma coisa podia ter ficado desalinhado, abria a gaveta e recomeçava. Acabou na "Casa Amarela" de Barcelos.

Breivik, o monstro de Oslo, dir-se-ia também um atormentado da ordem só que em versão brutalmente "gore": cristãos para um lado, muçulmanos para outro. No seu "Manifesto", o número de "traidores" a assassinar em Portugal é, exactamente, de 10 807 (provavelmente alinhados por tamanhos). E a sua minúcia é tal que, ao enumerar os partidos portugueses pró-multiculturalistas, consegue mesmo distinguir o PCP do Partido Ecologista "Os Verdes".» [JN]

Autor:

Manuel António Pina.
  

 Só dois segundos?

 
«Crystal Harris revelou que o ex-noivo não a excitava, que nunca tirava a roupa e que teve uma única relação com ele que durou dois segundos. O dono da 'Playboy' garante que ela está a mentir.

Crystal Harris, de 25 anos, cancelou o casamento com o magnata de 85 anos poucos dias antes da cerimónia prevista para Junho e esta semana falou sobre o sucessido ao provocador Howard Stern.

Na conversa garantiu que Hefner não a excitava, que nunca o viu nu, pois ele "não tira a roupa" para ter relações, que teve uma única relação com ele e que terá durado dois segundos. » [DN]
    
 quem não foi para a cama com o Khan que levante o braço

«Dominique Strauss-Kahn teve um caso secreto, de nove meses, com uma advogada de 23 anos. O ex-director do FMI deixou-a, o que a levou a tentar matar-se.
 
Marie-Victorine M, agora com 38 anos, conta como o político gostava de "fazer amor à força" durante os seus encontros secretos em Paris. Segundo Marie, o romance aconteceu em 1997, já Strauss-Kahn era casado com Anne Sinclair. O caso foi contado pela própria à revista suíça 'L'Illustre'

Com ascendência espanhola e angolana, a advogada é mais um caso na lista de pelo menos seis mulheres que confessaram terem mantido relações sexuais com o ex-director do FMI, que em Maio foi acusado de tentativa de violação de uma camareira de um hotel nova-iorquino.» [DN]

Parecer:

Parece que é moda dizer que se foi para a cama com Strauss Khan.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se uma associação das amantes de Strauss Khan.»
  
 Sem cuecas não há casório

«Um padre brasileiro recusou-se a celebrar um casamento porque a noiva não estava a usar roupa interior. A união foi cancelada perante 230 convidados que, estupefactos, ouviram o sermão do pároco sobre "o respeito pelo altar sagrado".

O episódio ocorreu em Maceió, Alagoas, Brasil e foi desencadeado pelo enorme decote nas costas do vestido que a noiva envergava. Esse facto desagradou de imediato o padre Jonas Mourinho, de 68 anos, que chamou a noiva à atenção quando esta chegou ao altar.

Desconfiado, o padre encaminhou a nubente, de 25 anos, para a uma sala da sacristia, onde solicitou a uma 'ministra' daquele espaço para confirmar se a jovem tinha roupa interior vestida.

"Depilação púbica incentiva pedofilia"

As suspeitas do padre confirmaram-se, sendo que a jovem não usava nem sutiã... nem cuecas. E a revelação na 'ministra' foi ainda mais longe, ao acrescentar no seu relato que a noiva tinha os pelos púbicos totalmente depilados.

Aqui, o padre alegou ser este um incentivo à pedofilia: "Os pelos púbicos marcam a transição entre a infância e a vida adulta, portanto, retirá-los seria incentivar os pedófilos à prática sexual".» [Expresso]

Parecer:

O que impressiona mais neste caso foi a atenção do padre aos "pormenores" e considerar que a depilação incentiva a pedofilia. Este sim, esteve a discutir pentelhos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Quem levar gravata tem um processo disciplinar

«A sugestão de Assunção Cristas foi vertida em despacho, publicado hoje no Diário da República. A partir de amanhã e até 30 de Setembro, os funcionários do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território ficam dispensados de usar gravata. » [Jornal de Negócios]

Parecer:

É muito mau quando uma doutorada em direito desconhece as regras da Função pública e transformar o populismo em decreto.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 China tem responsabilidades na fome na Somália

«O delegado do governo alemão para os assuntos africanos, Gunter Nooke, acusou a China de co-responsabilidade na fome no Corno de África, "porque muitos investidores chineses compram terras e retiram aos pequenos agricultores a base de existência".» [JN]

Parecer:

Um problema que o mundo está a ignorar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Adoptem-se medidas no plano internacional.»