sábado, setembro 17, 2011

E agora?

Agora não vão dizer que tinham escrito um artigo há dez anos alertando pela situação.

Agora não vão enviar cartas à troika insinuando que há esqueletos no armário?

Agora o Pingo Doce não publicar livrinhos da fundação do Barreto assustando os velhinhos com o perigo de não haver dinheiro para pensões.

Agora não vão dizer com ar de espanto que há um desvio colossal nem o Gaspar vai explicar melhor as palavras e muito menos dizer que gosta da expressão.

Agora não vão dizer que os responsáveis pelas fraudes financeiras que resultam em dívida soberana deverão ser responsabilizados criminalmente.

Agora não vão dizer que há limites para a austeridade.

Agora não vão aparecer na campanha eleitoral madeirense e muito menos beber ponchas em Chão da Lagoa.

Agora não vão a Belém entregar ao homem da Quinta da Coelha uma petição onde se diz ser necessário um governo de salvação nacional.

Agora vão dizer que a situação portuguesa não tem nada em comum com a grega, algo que se dizia há uns meses.

Agora não vão exigir orçamentos que apostem no crescimento.

Agora o Presidente da República vai fugir da comunicação social como o diabo foge da Cruz?

Agora o Passos Coelho passa a vida em reuniões europeias a tentar dar ares de líder europeu em vez de ir em busca de mercados para as nossas exportações.

Agora que vão haver eleições na colónia do Idi Amin Dada ninguém fala em asfixia democrática.

Agora os magistrados deixaram de dar entrevistas e o sindicalista dos magistrados não defende a criminalização das decisões políticas que conduzam a uma crise financeira.

Agora os professores contratados estão felizes por serem despedidos pelo Passos Coelho, é melhor serem despedidos do que trabalharem e serem avaliados.

Agora corre tudo bem neste país.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Cais palafítico da Carrasqueira, Alcácer do Sal
Imagens dos visitantes d'O Jumento




Cabeçudo, Viseu [AJ Carvalho]
   
 A mentira do dia 
 
Passos Coelho vai cumprir uma das suas grandes promessas eleitorais, convocou os jornalista para lhes dar a conhecer o esqueleto que até aqui tem andado escondido nos armários e que insistia em esconder-se sem ser apanhado:
 

Jumento do dia


Alberto João, aldrabão madeirense

Depois das eleições passou a ser pouco honesto confundir a situação de Portugal com a da Grécia, ao contrário do que sucedeu naquele país por cá as contas públicas não eram aldrabadas de forma premeditada. aqui era tudo gente honesta  a partir do momento em que gente rigorosa chegou ao poder. Mas graças ao Alberto João o país deixou de ter o estatuto de honesto para poder ser tratado internacionalmente como um país aldrabão.

Resta agora esperar para ver se para Passos Coelho a credibilidade e honorabilidade externas do país vale mais do que os laços partidários e se no momento de ajudar a Madeira vai sobrecarregar todos os portugueses com mais impostos para ajudar Alberto João a sobreviver, mantendo-o no poder à custa de votos "comprados" com o dinheiro dos que são sistematicamente ofendidos pelo governador da madeira.

O que já se sabe é que por conta de um buraco colossal, em grande medida provocado pelo Alberto, os portugueses ficaram sem dinheiro para as prendas de Natal. Será que Passos Coelho vem agora dizer que encontrou outro desvio colossal e nos leva (a quem o vai receber) a outra metade do subsídio de Natal ou mesmo o vencimento do mês de Janeiro?
 
Recorde-se que Passos Coelho fez tudo para forçar um pedido de ajuda ao FMI em plena campanha eleitoral. Esperemos para ver se é coerente e em vez disso invoca as eleições regionais para ajudar Alberto a ter um daqueles resultados eleitorais dignos do Idi Amin Dada.
 
 Já faltou mais...
 
    
 E saberá Passos Coelho dançar o "Bailinho da Madeira"?
 
 
Se não sabe então sugere-se que ouça a "Mula da Cooperativa", sugerindo-se que onde se ouve "dois coices no telhado" ouça "dois coices colossais nas contas públicas" e em vez de "Zé da Adega" ouça-se "Passos de Massamá":
 
   
 Em vez de poncha beba medronho, sabe quem o está a pagar...
  
 
 Sentido de Estado

 
Sentido de Estado é a Angela Merkel abraçar e dar dois beijinhos a Berlusconi na próxima reunião do Conselho Europeu [via CC].
    
 Reflexão
 
O governo acabou de passar do estado de graça para o estado de engraçado.
  
 Republicar o acordo com a troika

A publicação do acordo com a troika e depois s sua tradução foram exigências feitas pelo PSD durante a campanha eleitoral, exigências que, aliás, faziam todo o sentido. Mas a transparência das decisões do Estado não é um exclusivo dos períodos eleitorais, nem deve ser exigida apenas durante as campanhas eleitorais e se fazia sentido a divulgação do acordo com a troika, também faz agora todo o sentido que toda e qualquer alteração do acordo, bem como todas as exigências feitas pela troika que entretanto vão sendo aceites aceites pelo governo, sejam igualmente objecto de divulgação.
 
O mínimo que se espera de quem exigiu com tanta insistência a divulgação do acordo é que agora crie uma página oficial onde além do acordo inicial vão sendo colocadas todas as medidas acordadas ou ordenadas pela troika, bem como todos os desvios colossais que vão sendo encontrados.

 Recado de Maria da Conceição Tavares aos jovens economistas


(via Expresso)

 Pela boca morre o peixe

Primeiro diziam que haviam esqueletos no armário, depois escreveram-se cartas onde se faziam perguntas cujo objectivo era provocar desconfiança da troika em relação à contas públicas, a seguir festejaram as correcções do défice resultantes de meras alterações metodológicas (chegou ao ponto de ter sido a senhora Merkel a esclarecer isso), mais tarde encontraram desvios colossais, agora ficaram calados. Pela boca morre o peixe.

 Uma pergunta a Cavaco Silva

Já ouviu falar da ocultação das dívidas do governo do Alberto? Ou será que alertou para as mesmas num artigo escrito há uns anos?

 A triste lição dada pelos professores

A verdade é que para a maioria dos nossos professores efectivos e respectivos sindicais desde que a avaliação seja mais simpática para os professores estabelecidos o Crato já pode despedir tantos professores contratados quanto quiser! Uma verdadeira lição de miséria humana.

 A ejaculação precoce do deputado Carlos Abreu Amorim

Pobre deputado, agora é ele que sofre da ejaculação precoce que andava a diagnosticar aos outros:
 
«Só que a bancada laranja, através do vice-presidente Carlos Abreu Amorim, lembra que o “buraco” hoje conhecido se deve às diligências do Governo para avaliar as contas daquela Região Autónoma e nega que o executivo tenha escondido a situação.» [Público]
 
Lá que ele invoque o estatuto de independente tudo bem, mas nem mesmo alguém que andou pelo PND pode ignorar que o executivo da Madeira pertence tanto ao PSD quanto o da República. Logo ele que veio de um partido que tanto se bateu e bate contra o Alberto...
  
 A dúvida do dia
 
  
Alguém falou em esqueletos no armário?
  
 São as eleições que vão decidir a confiança política no Alberto João
  
Será que Passos Coelho vai pedir desculpa a Isaltino Morais e convidá-lo para voltar a ser ministro e participar no Conselho Nacional do PSD?
       
 

 Gastar palavras

«Eleito secretário-geral do PS em 22/23 de Julho, Seguro parece ter decidido rivalizar com Passos no afastamento da ribalta política até ao início de Setembro. Um período estival, é certo, mas no qual o Governo se estreou com uma série de medidas brutais. Guardando-se para a rentrée e para o congresso do PS - inexplicavelmente escolhido para o décimo aniversário do 11 de Setembro -, Seguro pode ter querido mostrar que se preparou para uma oposição ponderada, mas correu o risco de dar a ideia de moleza e hesitação.

Regressado, quis vincar a sua "diferença" em relação ao PSD e ao Governo e também, de modo no mínimo bizarro, quando não mesmo nebuloso, ao seu próprio partido, anunciando "uma forma de fazer política diferente, com ética e transparência" (sob pena de ser opaco, não quer elaborar sobre de que opacidade e imoralidades fala?) e a assinatura de "um código de ética" por parte dos membros do secretariado (é preciso assinar códigos para se ser ético? Que se passou para isto ser preciso?). Foi feliz em algumas distinções entre a sua visão e a adoptada pelo Governo, nomeadamente no que respeita à atitude perante os mais desfavorecidos. Mas, após tão prolongado silêncio, deveria demonstrar como a sua diferente ideologia se traduziria na prática - desde logo, nos cortes: onde, quais, como, quando. Disse isso mesmo, que para cada crítica ao Governo o PS apresentaria propostas, dando um exemplo: alargar o imposto extraordinário às empresas com lucros acima de dois milhões de euros para obstar à subida do gás e electricidade de 6% para 23%. Isso evitaria aumentar o IVA nesses consumos, garante - "este ano". Oposição construtiva, sem dúvida, até acrescentar: "O Governo pode evitar um aumento sobre bens essenciais que vai penalizar as famílias, em particular as mais desfavorecidas." Seguro não só sabe que o memorando estabelece, para 2012, um aumento (não quantificado) para o IVA nesses bens e que portanto o Governo não o pode evitar, como não ignora que mesmo passando o imposto para a taxa intermédia (de 6% para 13%) o acréscimo é de mais de 100%. Como afirmar que se pode evitar a penalização?

E que pensar da sua exigência de que o Governo cumpra as suas promessas eleitorais, "cortando mais nas gorduras e consumos intermédios"? Estará a ser irónico ou preconiza mesmo que é possível chegar às metas do memorando dessa forma, assumindo assim a cartilha eleitoralista PSD/PP? E quando fala dos 700 mil desempregados e da saída de jovens para o estrangeiro, acusando um Executivo com dois meses e pouco de nada fazer para obstar a isso? Momentos houve do discurso de Seguro em que se diria estar a ouvir os de Passos e Portas pré-5 de Junho.

"É preciso esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares", diz o secretário- -geral do PS. "As palavras em política estão gastas." Seguramente, devia ouvir-se mais.» [DN]

Autor:

Fernanda Câncio.
  
 A economia estúpida

«Não percebo nada de economia. Mas não sou o único. Os economistas também não percebem muito. Ao contrário da matemática, da química ou da biologia a economia não é uma ciência. É mais uma ideologia ou, se se preferir, uma visão do mundo, parcelar e conjuntural como todas. A economia baseia-se em pressupostos subjetivos, tendências aparentes, movimentos fluidos. A economia é líquida, instável e imponderável.

Basta ver o tipo de linguagem que se usa para descrever as situações. Os mercados estão invariavelmente nervosos, temerosos, irritados. Por dá cá aquela palha os investidores mostram-se agitados, impacientes, furibundos. Um banal discurso, de um qualquer político, basta para provocar hecatombes nas bolsas e fazer a vida negra a milhões de pessoas. Obama falou, mas não falou bem, falou de mais, não disse coisa com coisa, tanto faz e aí temos, na manhã seguinte, o crash ao pequeno-almoço. A senhora Merkel "acha que" e aí temos subida dos juros e desvalorização do Euro. E, depois, há ainda o capítulo da mais absoluta cretinice. Strauss-Kahn atirou-se a uma empregada de hotel e logo a bolsa caiu a pique. O furacão Irene aproximou-se de Nova Iorque e a bolsa também caiu. Steve Jobs foi para casa e a empresa teve uma enorme desvalorização. Que lógica pode existir neste tipo de comportamentos?

A economia, enquanto pseudociência, também não é nada eficaz no capítulo das previsões. Acerta menos do que a meteorologia. Com a agravante das consequências de tais erros serem substancialmente mais gravosas para a maioria das pessoas do que uma inesperada borrasca.

A economia tem muito de experimentalismo e de "trial and error". A base estatística não basta para garantir objetividade. Boa a analisar o que sucedeu, a teoria económica não consegue atinar no que aí vem. Dir-se-á que a culpa é da teoria do caos e da mecânica da emergência, mas por isso mesmo seria de esperar uma muito maior cautela e humildade. Pelo contrário, cada economista acha por bem publicitar, tanta vez com o selo da verdade suprema, os seus palpites, pois é disso mesmo que se trata. A cacofonia é fatal. Os economistas não se entendem, nem, diga-se, se podem alguma vez entender dada a natureza contingente do seu saber.

Veja-se, por exemplo, o que sucede nestes dias de crise. Há quem, com um prémio Nobel na mão, defenda um forte investimento público e quem, com um diploma de Harvard, ache que ele deve ser reduzido ao mínimo. Há quem pense que a redução drástica das chamadas dívidas soberanas resolverá todos os problemas e quem afirme que isso nos conduzirá a uma profunda recessão. Há quem veja as eurobonds como salvação e quem jure que isso iria enfraquecer a economia em toda a zona Euro. Ou, na mais recente novidade na linha das ideias soltas, quem proponha limites constitucionais ao défice, como se os parlamentos nacionais não pudessem em qualquer momento de aflição dizer que afinal a coisa ficava sem efeito. O acordo de Schengen, sobre a livre circulação e abolição de fronteiras, já foi suspenso diversas vezes por vários países. E até, recentemente, nos Estados Unidos se conseguiu ultrapassar o sacrossanto limite de endividamento.

É por tudo isto que espanta como a nossa sociedade, supostamente avançada, se deixou conduzir à situação de total dependência de uma pretensa ciência que não o é, e vai sendo determinada por soluções que na realidade nunca passam de simples palpites.

A teoria económica domina, na média e nas vidas. Antigamente tínhamos alguns jornais especializados nesta temática, de que este em que escrevo é um bom exemplo, ou, nos chamados generalistas, existiam umas secções atiradas para as últimas páginas ou uns suplementos semanais. Hoje todos os jornais são essencialmente económicos, a que se junta outro noticiário avulso. Também na televisão os economistas passaram de esporádicas aparições a uma presença constante de manhã à noite.

Só que tanta sarrazina não está claramente a ajudar. A famosa frase de James Carville "é a economia, estúpido", ganha hoje outros contornos. É que a economia está mesmo cada vez mais estúpida.» [Jornal de Negócios]

Autor:

Leonel Moura.
  

 Passos Coelho vai saber como está a crise europeia

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse esta sexta-feira esperar que na sua reunião desta tarde, em Paris, com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, "seja possível ter uma leitura mais rigorosa" da evolução da crise europeia nos últimos dias.» [CM]

Parecer:

Isto está a ficar lindo!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Passos Coelho que leia os jornais, que telefone ao Cherne ou que consulte o economista-chefe do país na Quinta da Coelha.,»
  
 Aumento de 30% na electricidade

«A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) vai propor um aumento de 30% nas tarifas eléctricas já para Janeiro, ao qual acresce o agravamento do IVA de 6% para 23% nas contas da luz.» [CM]

Parecer:

Vamos ter de regressar aos candeeiros a petróleo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Ainda há escravatura em Portugal

«Trabalhava do nascer ao pôr-do-sol, nas vindimas e na apanha da maçã, em Espanha. Dormia em tendas de campismo, alimentava-se apenas de arroz ou massa e tomava banho em riachos.

O homem de 29 anos que o escravizou deixou de lhe arranjar trabalho e decidiu fazer negócio com o sogro, de 53 anos: entregou-lhe a vítima de 43 anos e em troca recebeu uma Ford Transit. O escravo foi sujeito a trabalhos forçados durante mais de cinco anos. Foi libertado pela Polícia Judiciária do Porto e os dois exploradores, residentes em Moimenta da Beira, presos.» [CM]

Parecer:

As notícias de casos de escravatura começam a ser demasiado frequentes para que possam ser ignoradas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se o fenómeno.»
  
 E não defendem que deve ir para a cadeia?

«Défice de 2010 sobe 0,5%. Região Autónoma contribui não revelou às autoridades estatísticas 1,11 mil milhões de euros nos últimos três anos.

A Madeira escondeu 915,3 milhões de euros em Acordos de Regularização de Dívidas (ARD) com empresas de construção, em 2010. Segundo os dados revelados hoje pelo Banco de Portugal e o Instituto Nacional de Estatística (INE), esse montante não foi reportado e tem um impacto de 0,5 pontos percentuais no défice do ano passado.» [DN]

Parecer:

Por onde andam os que defendiam que os responsáveis pelo descalabro financeiro deviam ir presos?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Procurem-se.»
  
 O iceberg madeirense

«Ainda não se vê o fundo no buraco da Madeira nas contas públicas deste ano. Segundo as Finanças, o desvio de 568 milhões de euros detectados este ano pode muito bem engordar ao longo do próximo mês à medida que as autoridades forem reunindo as informações "omitidas" pelo governo do Funchal.

Depois de esta manhã se ter ficado a saber através do INE e do Banco de Portugal que a Madeira escondeu mais de 1100 milhões de euros em 'novas' despesas entre 2008 e 2010 (destes, 915 milhões dizem respeito a 2010 e agravam o défice desse ano), as Finanças confirmam agora que o exercício deste ano tem "riscos" que ainda vão ser avaliados. Os próximos anos também são uma incógnita.» [JN]

Parecer:

Por enquanto só se viu a ponta.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Atire-se o aldrabão ao mar.»
  
 Professores à hora?

«"O que diz a legislação é que os contratos não podem ter um período inferior a um mês", afirmou João Casanova de Almeida aos jornalistas, sublinhando que os mesmos "não têm termo certo" e que um mês "é a referência mínima".» [JN]

Parecer:

Um dia destes o contrato de um professore tem menos dignidade do que o de uma empregada doméstica.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Mário Nogueira como se sente.»
  
 Alvarices

«À margem de uma conferência no Rio de Janeiro, Álvaro Santos Pereira prometeu que "tudo será apurado" e salientou que "o caminho deste Governo é um caminho de responsabilidade e transparência, e depois de apurado [o resultado da auditoria em curso às contas da Madeira] será encontrada uma solução para que a Madeira ultrapasse esses obstáculos".» [DN]

Parecer:

Este Álvaro tem azar sempre que abre a boca, nunca entra mosca. Agora tenta iludir os portugueses atribuindo a descoberta da fraude madeirense à acção do seu governo quando se sabe que foi o INE e o BdP, entidades independentes do Governo a denunciar a situação. Além disso todos os portugueses sabem que o Governo apropriou-se de metade do subsídio de Natal por conta de um desvio colossal e só quando a troika cá veio é que abriu o jogo e ficou a saber-se que o subsídio de Natal destinou-se a financiar as alarvidades do Alberto João.
 
Mas quando o desvio colossal vem da Madeira o Álvaro já sabe fazer milagres, agora já diz que se há-de encontrar uma solução. Todos sabemos qual é, aumento de impostos ou despedimento de funcionários públicos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Álvaro que se demita a tempo do início do ano lectivo na sua universidadezinha, de onde nunca devia ter saído.»
  

   




sexta-feira, setembro 16, 2011

A humilhação

Ouvir uma ministra do governo francês dizer que vais mandar uns técnicos à Grécia para ajudar este país a ter uma administração fiscal (ou o que quer que seja) digna desse nome deveria encher de vergonha não só qualquer grego como qualquer europeu. Da mesma forma, ver alguns países europeus com museus cheios de peças pilhadas na Grécia exigir garantias financeiras a este país na hora em que atravessa uma grave crise deveria motivar-nos indignação.

Parece que alguns países do norte da Europa, entre os quais alguns novos-ricos como a Finlândia, exigem ao sul da Europa é a humilhação, os velhos bárbaros invadem-nos agora com um euro traiçoeiro que nos obriga a ajoelhar-nos perante as suas condições.

É cada vez mais evidente que a Europa está sem líderes à altura e muitos países são governados por uma nova geração de políticos sem qualquer visão histórica e que condicionam o processo de integração europeia a meras sondagens eleitorais. Com o argumento do respeito pela vontade dos seus eleitores ou do dinheiro dos seus contribuintes estão condicionando as soluções às motivações mais egoístas, aos sentimentos mais retrógrados das suas maiorias eleitorais ignorantes.

Sem uma liderança europeia à altura das circunstâncias, de que o Durão Barros é o exemplo mais patético, resta-nos o sentido da dignidade enquanto Nação, mas se isso implica fazer sacrifícios colectivos em nome do país implica um modelo de governação diferente, capaz de mobilizar a maioria dos portugueses e que tenha por base um contrato social que assegure não só uma repartição dos sacrifícios por todos os portugueses, como uma distribuição equitativa dos resultados.

Infelizmente não da disto está sucedendo, as elites empresariais estão aproveitando a crise para conseguir o modelo de relações laborais do tempo em que tinham uma polícia política para assegurar a submissão dos trabalhadores, alguns dos que mais lições de moral dão ao país empanturram os tribunais com recursos para adiarem o pagamento de impostos e como se isso não bastasse ainda instalam as suas holdings noutros países onde pagam menos impostos, a autonomia permitiu que uma região pratique um autêntico proxenetismo financeiro.

Por onde andam os bem pensantes que em tempos promoveram um manifesto defendendo um governo de unidade? Conquistada a maioria absoluta remeteram-se ao silêncio e agora concluíram que tal á não é necessário e que os problemas se resolvem com bordoada. Um deles até já defende uma constituição por referendo, se calhar até já tem uns livrecos preparados para serem publicitados nos altifalantes do Pingo Doce, como sucedeu durante as legislativas quando os velhinhos que iam às compras ouviam todos os dias um empregado do Soares dos Santos perguntar-lhes se sabiam se iriam ter pensão de reforma ao mesmo tempo que lhes sugeria a compra de um borda d’agua da sua fundação.

O país está transformado numa serva onde a regra é o salve-se quem puder, uns pagam mais impostos e recebem menos salários, outros aguardam ansiosos pela redução da TSU e já fazem contas a quanto vão ganhar com as águas privatizadas ao preço da uva mijona. A troco do enriquecimento fácil proporcionado pela crise financeira está a perder-se o sentido da vergonha, troca-se a soberania por uma redução da TSU ou por um lote de acções da GALP, troa-se o sentido de Nação por uma conta numa qualquer off-shore.

Deveríamos ter vergonha enquanto portugueses, somos cobardes como nunca fomos, somos subservientes como nunca sucedeu na nossa história, somos demasiado pequeninos para sermos dignos do povo que fomos.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Coruche
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Fechada a cadeado [A. Cabral]
  
A mentira do dia d'O Jumento
DD

Jumento do dia


Carlos Abreu Amorim, ejaculador precoce de serviço

Os apoiantes mais radicais dos governos que se reivindicam do centro (uns porque o são e outros porque têm de vergonha de assumir os seus valores) costumam ser os que receberam a sua educação política nos meios mais extremistas. Revelam nestes momentos as consequências do extremismo na sua deformação política.

É um fenómeno recorrente a que assistimos com a mudança de gente de PCP e, com muito mais frequência, dos movimentos da extrema-esquerda. Um bom exemplo deste extremismo na defesa dos novos patrões políticos está a ser dado pelo deputado (dito) independente Carlos Abreu Amorim, um dos mais extremistas defensores de Passos Coelho.

Mas este deputado não veio da extrema-esquerda, veio dos bons círculos da extrema-direita do PND, tradicional defensora dos valores cristãos. É por isso que não se entende porque para este deputado se mede em termos de ejaculação e sempre que se refere à oposição acusa-a de ejaculação precoce.
 
Começa a parece que este deputado, cuja figura não será das mais apelativas, terá um problema com a sua sexualidade. Começa a parecer que em vez de passar as tardes no parlamento seria mais saudável para o deputado dito independente passar as noites no Elefante Branco, ali poderia dar mostras das suas aptidões e fazer testes de velocidade à sua própria ejaculação.

«Passos Coelho calou hoje, na AR, os que sofrem de ejaculacao precoce com as criticas à propalada lacuna nos cortes da despesa do Estado.» [Twitter]
 
 Obrigadinho Passos Coelho

 
Se estivesse ao lado do Passos Coelho quando abri esta notícia do Público ter-lhe-ia dado um beijinho, sói ele conseguiria o feito de criar emprego num ambiente económico tão adverso. Mas quando se lê a notícia com mais cuidado fica-se a saber que tal feito ocorreu no segundo trimestre, ainda no tempo do maldito Sócrates.
 
Mas como é sabido os jornalistas do Público não gostam do Sócrates o que, aliás, não é de estranhar, o seu patrão Belmiro de Azevedo também não gosta mesmo nada, gostaria e diria maravilhas dele se tivesse instalado um terminal do aeroporto em Tróia e se lhe tivesse permitido comprar toda a PT por um valor inferior ao da participação na Vivo, mas Sócrates foi um malandro e não lhe fez a vontade. E por isso quando lemos o Público temos de ter muito cuidado para não sermos enganados a qualquer momento.
  
 

 Um desviou 600€ e suicidou-se. Outro roubou 90 milhões e está na maior

«Fiquei estupefacto, para não escrever o que proferi na altura em alto e bom som, com uma notícia avançada aqui no Expresso:

"Carlos Marques, o principal arguido de um dos processos saídos do caso BPN, devolveu mais de €16 milhões, que tinha recebido de forma fraudulenta. O dinheiro encontrava-se em contas na Suíça, segundo avança o site da SIC" "... "No total, com os juros incluídos, o empresário terá obtido um financiamento fraudulento do BPN de mais de €90 milhões, ainda de acordo com a SIC." "O arguido deverá passar para prisão domiciliária no final desta semana, tendo em conta a colaboração com as autoridades."

Pelo meio tivemos umas garantias falsas, contas no BES, transacções para aqui e para ali, compras e vendas de terrenos em Angola (esse país politicamente impoluto como se anda a descobrir) e sei mais lá o quê. Nada de especial. Pergunto:

Este senhor Carlos, pessoa idónea que devemos respeitar enquanto cidadão, um individuo que através de trabalho árduo amealhou em pouco tempo vários prémios do euromilhões que após algumas voltinhas pelo mundo obscuro das finanças, foi "estacionando" com carinho em várias garagens suíças, um individuo que ajudou a levar ao charco um banco que os portugueses estão a pagar vai assim, sem mais nem menos, para casa? Como? "Colaborou"? Desculpem? Será que li bem?

Há pessoas encarceradas que assim permanecem indefinidamente, algumas sem acusação, sem direito a nada, sem que ninguém os PROTEJA, alguns porque roubaram meia dúzia de tostões para aguentarem mais um dia e este senhor, um burlão de milhões, vai para o quentinho do lar à espera de destino porque, veja-se bem, se dignou a devolver 16 milhões dos 90 milhões que roubou? ROUBOU! Mas era suposto agradecermos-lhe a bondade do acto? Chamem já o Malato e vamos fazer-lhe um "Especial Carlos Marques" no Coliseu... E que tal erguer-lhe uma estátua, não? Ele e Oliveira e Costa, os dois abraçados, a fazerem um manguito de bronze ao Fernando Pessoa ali no Chiado - era bonito.

Recentemente, em Coimbra, Nuno - um funcionário das bilheteiras dos serviços municipalizados, desviou alegadamente 600€ das contas camarárias. O mesmo funcionário parece ter-se prontificado a restituir a "fortuna" que havia desviado. Politiquices rascas e a denúncia de um vereador socialista de nome Carlos Cidade,guerrinhas de faca e alguidar, levaram este caso directamente para a capa dos jornais mal terminou a reunião de câmara onde este confrontou o Presidente. Resultado: o funcionário chegou a casa no dia seguinte, fechou-se na garagem, meteu uma corda no pescoço e matou-se. Finito. Com apenas 35 anos e sem se despedir da mulher e do filho, Nuno pôs termo à vida.

As diferenças entre estes dois casos são simples. A primeira é óbvia: são 90 milhões de euros do Carlos menos 600 euros do Nuno, enfim..."é fazer as contas". A segunda tem a ver com o facto de uma pessoa ter ou não vergonha na cara, coisa que não abunda neste país. Nuno, que infelizmente já não está entre nós para dizer a vergonha que sentiu, e que fez com que pusesse termo a própria vida. Já o senhor Carlos Marques, novo colaborador da justiça portuguesa, um verdadeiro justiceiro, um altruísta, estará certamente instalado no seu "Palacete da Quinta da Casa Branca, em Carnaxide, avaliado em €5 milhões", que certamente terá, não uma, mas várias garagens.» [Expresso]

Autor:

Tiago Mesquita.
  
 A TSU e o FMI
 
«Ganhar menos do que há dois ou três anos ou ter um corte no salário são histórias que cada um de nós vai ouvindo ou, mesmo, sentido no seu quotidiano. A economia está a fazer, lentamente, é verdade, mas com efeitos virtuosos, aquilo que o FMI insiste em concretizar com uma acentuada descida da taxa social única (TSU), num caminho de custos muito elevados e benefícios muito incertos.

O chefe da missão do FMI, Poul Thomsen, está a criar um problema desnecessário e perigoso, num país que iniciou agora um caminho de ajustamento que vai ser muito violento e sem garantia de resultados, dada a elevada instabilidade financeira e política que se vive na Zona Euro.

Há teorias que são lindíssimas e muito elegantes mas, em situações de grande dificuldade, é de toda a sensatez deixá-las a viver no papel. Como explica um professor de política macroeconómica, a desvalorização fiscal - redução da taxa social única - é muito interessante numa sala de aula, onde se mostra, com as curvas da procura e da oferta, como é possível obter os mesmos efeitos de uma desvalorização cambial. O problema é que, com a desvalorização da moeda, há um efeito automático e límpido nos preços: o preço das importações aumenta e o das exportações diminui. Na desvalorização através da redução de custos do factor trabalho - via corte da TSU - temos de pressupor que vão ocorrer uma série de acontecimentos para obter o mesmo resultado - uma queda de preços que aumente a competitividade. Por exemplo, é preciso pressupor que as empresas reflectem a descida da TSU nos preços e que não a usam para subir as margens de lucro. Mas, com situação difícil em que vivem a maioria das empresas, o comportamento racional é aumentar a margens. E há ainda toda a gama de produtos e serviços que não estão expostos à concorrência internacional. Aí, ninguém, obviamente, vai baixar preços. E como se sabe, não é possível, no quadro da União Europeia, descer a TSU só para quem exporta.

Mesmo que Portugal não estivesse na pressão financeira em que se encontra, a desvalorização fiscal é uma via de benefícios muito incertos, com o custo certo de perda de receita. Na situação em que Portugal se encontra, é de uma enorme irresponsabilidade reduzir a TSU.

Poul Thomsen quer um corte na TSU, de uma só vez, da ordem dos 8 pontos, o que equivale a quase 3,5 mil milhões de euros. É dinheiro que se retira à Segurança Social num país que já está a cortar no Estado Social, que aumentou e ainda vai aumentar mais os impostos e que se encontra numa corrida contra o tempo para reduzir as suas necessidades externas de financiamento e para reconquistar a confiança dos investidores internacionais. Depois de este ano ter já ficado provado - como aliás diz o FMI - que é extremamente difícil controlar a despesa. Imagine-se a dificuldade que será cortar despesa pública, o grande desafio de 2012.

O FMI sabe bem que só a médio e longo prazo se pode contar com os incertos efeitos benéficos da desvalorização fiscal. Mas, no curto prazo, pode colocar Portugal em risco de não cumprir os objectivos de redução do défice público, de enfrentar a contestação social que até agora não se viu e de destruir a segurança social.

Com a desvalorização fiscal, Portugal iria também confirmar a tese recentemente desenvolvida pelo ex-presidente da confederação da indústria alemã. Defendendo a separação do euro em dois, Hans-Olaf Henkel escreveu no Financial Times que, desta forma, países como Portugal poderiam prosseguir as suas tradicionais políticas de desvalorização cambial para ganharem competitividade. É exactamente por isto que é difícil compreender a posição assumida por António Borges, em entrevista ao Diário Económico. Quando foi vice-governador do Banco de Portugal, Borges foi um dos grandes defensores do fim da desvalorização para que assim se provocasse uma reestruturação do tecido empresarial português. Hoje, no FMI, defende a desvalorização fiscal.

Portugal já tem problemas suficientes. Não precisa de mais problemas criados porque o FMI, teimosamente, quer provar a teoria da desvalorização fiscal num país em dificuldades financeiras.» [Jornal de Negócios]

Autor:

Helena Garrido.
  
 Opte pela maçã de Alcobaça

«Não sou fã de banhos de imersão. Passam-se anos sem tomar um. O meu duche matinal é rápido. Dura pouco mais de um minuto. E gosto dele mais para o frio do que para o quente. Não consumo, por isso, muita energia. Apesar disso, estou inclinado para seguir o exemplo da Susana Fonseca que, sempre que toma duche, guarda num balde a água que sai da torneira antes de ficar morna. "Sempre é uma descarga a menos que faço no autoclismo", explica a dirigente da Quercus.

O truque doméstico de meter uma garrafa vazia no depósito de água, para diminuir o desperdício na descarga do autoclismo, foi já incorporado pela indústria. A Cerâmica de Valadares produz e comercializa com sucesso uma sanita ecológica, que permite grandes poupanças de água. Não compreendo porque é que ainda não foi industrializada a ideia simples e genial de abastecer os depósitos das sanitas com as águas escoadas do lavatório.

De certo está familiarizado com o conceito de pegada ecológica e as suas assustadoras implicações. Seria impossível todos os habitantes da Terra terem um padrão de consumo igual ao nosso, pela simples razão de que os recursos naturais do planeta se esgotariam antes disso poder acontecer. Aterrador, não é?

Só há uma Terra. Os recursos são finitos. Temos de os poupar. Seria tremendamente egoísta continuarmos a comprometer irremediavelmente a qualidade de vida dos nossos filhos.

Caminhamos para a catástrofe se não mudarmos o paradigma de predação da Natureza. Há grandes decisões tomar, que infelizmente estão fora do nosso alcance, como, por exemplo, manter a Amazónia. Sabia que se a desflorestassem, em poucos anos deixaria de haver peixe, porque os oceanos são alimentados com a matéria orgânica que cai no rio e é transportada pelo Amazonas?

Mas podemos contribuir para salvar o planeta se incluirmos na nossa rotina diária pequenos hábitos como o de separar o lixo, fechar a torneira enquanto nos ensaboamos ou escovamos os dentes, não deixar o computador e os electrodomésticos em "stand by", usar lâmpadas eficientes, comprar apenas o indispensável, andar de transportes públicos e não ter preconceitos em recorrer a bens em segunda mão.

E, lembre-se, quando estiver a comprar maçãs, opte pela de Alcobaça. Não só por patriotismo, mas também por razões ambientais . Já pensou na enorme pegada ecológica, só em transporte e frio, de cada Royal Gala argentina?

Para as gerações futuras poderem beneficiar do conforto de abrirem a torneira e sair água, premirem o interruptor e fazer-se luz, temos de aprender a viver com mais frugalidade e menos sofreguidão. Quando comparamos os rankings do desenvolvimento humano com o da pegada ecológica, temos a surpresa de ver que Cuba é quem está mais próximo do ponto de equilíbrio. Surpreendente, não é?» [JN]

Autor:

Jorge Fiel.  

 Favas depois de almoço?

«A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) leva na sexta-feira para a rua os protestos contra o desemprego entre os docentes, com concentrações de norte a sul do Continente e também na Madeira.» [DN]

Parecer:

O Mário Nogueira fez todos os fretes ao Crato, até assinou uma acta simbólica porque não assinou o acordo da avaliação, e agora organiza manifestações para limpar a face.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorrisinho.»
  
 Bandalhice no Estado

«A Direcção-geral do Orçamento (DGO) adiou, pela segunda vez, o prazo para entrega das propostas de orçamento para 2012.

É um novo sintoma do atraso dos trabalhos de preparação do Orçamento do Estado para 2012. Isto porque depois de um primeiro adiamento, de 9 para 14 de Setembro, a DGO decidiu dar mais um dia para os serviços do Estado entregarem as suas propostas.

O segundo prazo para os 611 serviços entregarem os seus orçamentos terminava ontem, mas, uma vez que cerca de metade dos serviços ainda não o tinha feito, a DGO decidiu que os orçamentos em falta podem ser entregues entre até às 18h de amanhã.» [DE]

Parecer:

E não sucede nada aos faltosos?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Gaspar.»
  
 A universidade do copianço
 
«70% dos alunos do ensino superior confessaram já ter copiado, revela o estudo "Integridade Académica em Portugal", de Aurora Teixeira, citado pela revista "Visão ".

Os primeiros resultados da investigação realizada por Aurora Teixeira, professora da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, mostram ainda que apenas 2,4% dos estudantes afirmam que foram apanhados a prevaricar.» [Expresso]

Parecer:

Se no Centro de Estudos Judiciários foi toda uma turma de futuros magistrados infalíveis e endeusados a safarem-se à custa do copianço não é de estranhar que o mesmo suceda na universidade. Aliás, foi lá que os nossos meritíssimos aprenderam a copiar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 Berardo deve 20 euromilhões à CGD

«A Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem um buraco de €300 milhões derivada de créditos concedidos a Joe Berardo, escreve hoje o "Público."

De acordo com o jornal, o empresário madeirense tem uma dívida de €360 milhões à CGD, sendo que o valor que está em risco é de cerca de €300 milhões, fora as garantias. O valor da dívida foi divulgado num dossiê do banco estatal que foi entregue à PriceWaterHouseCoopers e ao Executivo.» [Expresso]

Parecer:

Deve ser o cliente mais bem tratado nos balcões da CGD.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Experimente-se ir a um balcão da CGD solicitar um crédito, vão exigir-lhe um depósito a prazo com o dobro do montante do crédito e um quarto dos juros.»
  
 Um ladrão ainda maior do que o O. Costa e Cia.

«Kweku Adoboli. Este é o nome do operador do UBS preso hoje, em Londres, por estar relacionado com as operações “não autorizadas” que poderão levar o banco suíço aos prejuízos no terceiro trimestre.

O “Financial Times” avança que o UBS não quis confirmar este nome, dizendo apenas que a perda de 2 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros) tinha sido causada por um “operador” e que este é um assunto em discussão interna. A polícia londrina falou apenas num homem de 31 anos.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

É de ficarmos cheios de pena do UBS...

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mais um sorriso.»
  
 Espanha vai buscar mil milhões aos ricos

«São 160.000 os contribuintes espanhóis que serão “contemplados” com o imposto espanhol sobre o património que tinha sido suspenso em 2008 e que foi reformulado para incidir apenas sobre as grandes fortunas, avança o “El País”, citando a ministra da Economia, Elena Salgado (na foto).

O Executivo espanhol, que aprovará a medida amanhã em conselho de ministros, decidiu elevar o montante mínimo que isenta o pagamento deste imposto, dos actuais 120.000 euros para 700.000 euros, e prevê-se que só esteja em vigor este ano e no próximo.» [Jornal de ]
Parecer:

Aqui até parece que temos de lhes pagar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Adoptem-se regras idênticas às de Espanha.»
 

   








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