sábado, novembro 26, 2011

Recessão: 3% de verdade e 97% de mentira

 Depois de vender pessimismo para melhor fazer passar a pinochetada económica concebida por um ministro das Finanças fundamentalista o Governo percebeu que exagerou na dose e decidiu ser optimista nas suas previsões económicas para 2012. Primeiro esqueceu-se deliberadamente de dar a conhecer o cenário macroeconómico, depois intentou uma recessão de 2,8% e, por fim, lá percebeu que uma boa mentira tem de conter um pouco de verdade e acabou por reconhecer que 2,8% era uma mentira exagerada passando a aderir à previsão de 3% de recessão avançada logo de início pela Comissão Europeia.

A verdade é que neste momento o Governo começa a evidenciar sinais de incontinência urinária e começa a mudar o discurso, voltaram a haver almofadas para negociar, o Gaspar elogia os funcionários públicos que tramou com um “F” bem grande e o Álvaro até descobre as virtudes da concertação social. Começa a ser claro que o Governo percebeu o risco que Portugal corre de entrar numa espiral de recessão que o levará à bancarrota e ao conflito social generalizado de consequências imprevisíveis. Desde o discurso cínico de Passos Coelho a anunciar as sacanices da pinochetada orçamental até hoje só se ouviram más notícias vinda da economia europeia.

É cada vez mais evidente que o Gaspar exagerou na dose e a sua política fundamentalista vai conduzir a economia portuguesa ao abismo, nenhum economista honesto deste país pode garantir que a recessão se vai ficar nos 3%, e o desastrado ministro aponta para este número na esperança de enganar os agentes económicos tentando evitar a antecipação da recessão. Não há experiência histórica que permita “afinar” um modelo econométrico da economia portuguesa que teste as consequências da pinochetada orçamental do Gaspar, ninguém sabe como vão reagir os agentes económicos, os mais ou os menos atingidos, ninguém é capaz de prever em que medida os agentes económicos já estão a antecipar a pinochetada imposta no ano de 2012.

Ainda o OE não foi aprovado e já o seu falhanço é evidente, já ninguém acredita no cenário macroeconómico que o sustenta e as condições do mercado europeu que estavam a sustentar o crescimento das exportações são bem diferentes das que se registavam há um ou dois meses.

Vítor Gaspar é um falhanço antecipado e resta-lhe agora tentar passar uma boa parte da sua pinochetada com negociações de fim-de-semana como o PS. Se Seguro aceitar encobrir a rendição do Gaspar com falsas negociações comete o erro de colaborar com a sobrevivência de um ministro das Finanças que não passa de uma imitação de má qualidade de um outro que Portugal teve nos anos vinte do século passado.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Mastro de fragata do Tejo
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Garça-branca-pequena (Egretta garzetta) [A. Cabral]
   
Jumento do dia


Álvaro

Já se sente o chuto para cima dado no traseiro da Milu, a jornalista do PSD/DN que foi considerada incompetente para tratar da imagem do Álvaro, com a partida da jornalista para as delícias do turismo o Álvaro que só recebia patrões já parece outro. Um dia depois de a direita ter dito que a greve geral foi um desastre o Álvaro já fala em diálogo com aqueles que desprezou mesmo quando decidiu obrigar os trabalhadores a darem meia hora de trabalho à borla para que os seus patrões possam comprar mais carros e ir a bordeis.
 
«O ministro da Economia e Emprego garantiu esta manhã que o Governo "aposta muito no diálogo social", que considerou "fundamental num momento de emergência".

Um dia depois da greve geral, que terminou com exigências de mais negociação colectiva pelas centrais sindicais, Álvaro Santos Pereira lembrou aos jornalistas que está agendada para segunda-feira uma reunião com os parceiros, mas não quis adiantar se a proposta do Governo sobre a meia hora de trabalho suplementar (prevista no orçamento para 2012) vai incorporar as muitas críticas feitas pelos sindicatos na última reunião.» [DN]

 Os descamisados de Passos Coelho

 
Para ter a sua base social de apoio Passos Coelho está a comprar a simpatia dos que recebem pensões baixas aos que descontaram pouco ou não fizeram descontos com o dinheiro dos que mais descontam. As vítimas do populismo são obrigadas a pagar as balas com que esse populismo está a destruir o Estado Social.

 Nem sequer as empresas de lixo do tio Ângelo?
 
 
 Nem tudo o que há na Grécia é contagioso
 

 

 Mais murros no estômago?

«Imagino a perturbação que deve andar no espírito dos membros do Governo. Antes das eleições, recorde-se, um deles - hoje secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro - chegou a garantir que bastaria os mercados tomarem consciência de que tinha havido uma mudança de Governo em Portugal para o ‘rating’ da República subir automaticamente!

Sabemos todos de onde veio essa extraordinária ilusão: da ideia, muito conveniente para efeitos eleitorais, de que a crise internacional era apenas uma desculpa socialista e de que o verdadeiro mal do País, talvez mesmo da Europa e do Mundo, era o Governo de Sócrates. A realidade, porém, insiste no desmentido. Todos os dias. E vai-se encarregando de provar que a verdade sobre a crise que enfrentamos é outra, muito mais complexa e desafiante.

O facto é este: cinco meses depois da mudança de Governo e anunciadas que foram as medidas adicionais de austeridade "para além da troika", o ‘rating' da República, em vez de subir, continua a descer. Depois da Moodys, em Julho, esta semana duas agências - a norte-americana Fitch e a chinesa Dagong - baixaram ainda mais o ‘rating' de Portugal, para BB+, com ‘outlook' negativo, isto é, com tendência para piorar. E ambas convergiram numa justificação: as perspectivas de agravamento da recessão em Portugal.

Nesse ponto, o ministro das Finanças não podia estar mais de acordo: esta semana cometeu a proeza inédita de apresentar a sua quarta (!) previsão económica para 2012 em apenas cinco meses - e sempre com revisões em baixa: em Julho, previa para 2012 uma recessão de -1,7% do PIB: em Agosto, -1,8%; em Outubro, -2,8% e agora, em Novembro, de novo em baixa para -3%. Raro é o mês em que o ministro das Finanças não revê as suas previsões e longe vai o tempo em que isso era sinal de incompetência!

Como se isso não bastasse, o insuspeito Financial Times publicou, também esta semana, o seu tradicional ‘ranking' dos ministros das Finanças e atribuiu a Vítor Gaspar um decepcionante penúltimo lugar em credibilidade - um lugar que a doutrina oficial julgava reservado, por definição, a ministros das Finanças socialistas.

O primeiro-ministro, tudo indica, continua a não ver em tudo isto mais do que sucessivos "murros no estômago". Do que se trata, porém, é de golpes que atingem, isso sim, o tronco da narrativa da crise que o actual Primeiro-Ministro perfilhou. À luz dessa narrativa distorcida, simplista e panfletária, a descida do ‘rating' de Portugal parecerá ao primeiro-ministro destituída de lógica: afinal, é ele e não Sócrates quem está a frente do Governo; nas Finanças está um liberal importado do BCE; as políticas de austeridade vão além do que a própria "troika" sugeriu e até o empobrecimento foi perfilhado como desígnio governativo. Mas onde verdadeiramente não há lógica é na "grelha de leitura" da crise que o primeiro-ministro teima em manter, para não pôr em causa a narrativa que lhe serviu para ganhar votos em Portugal - e que, aliás, é semelhante à que a chanceler Merkel mantém para tentar não perder votos na Alemanha.

E aí o temos: em Portugal, insistindo numa austeridade que ultrapassa em brutalidade e injustiça as exigências de qualquer "troika"; na Europa, recusando, mesmo contra o Presidente da República e a Comissão Europeia, uma resposta efectiva e solidária da zona euro à crise das dívidas soberanas, preferindo fazer coro com a Chanceler Merkel na defesa da prioridade à disciplina orçamental dos países do Sul.

Mas esta semana, quando a Alemanha falhou, pela primeira vez, uma emissão de dívida pública nos mercados financeiros, não consta que a chanceler Merkel se tenha queixado de ter sofrido um "murro no estômago". É mais provável que tenha finalmente compreendido que a realidade lhe estava a dizer alguma coisa. Se assim for, o primeiro-ministro que tome cuidado: em breve pode não ter com quem fazer coro. E ficará a falar sozinho.» [DE]

Autor:

Pedro Silva Pereira.
  
 O novo Ultimatum

«De vez em quando aterram na Portela três homens a quem foi concedida a superior missão de humilhar os portugueses. Têm-no conseguido com esmero e distinção.

Dizem que vêm verificar as contas do Estado - coisa assaz extravagante no tempo dos computadores e da Internet - mas na realidade passam por cá alguns dias a dar entrevistas e conferências de imprensa com o único propósito de deixar bem claro quem manda agora em Portugal. Eles.

Desde o Ultimatum de 1890 que Portugal não sofria uma humilhação tão grande. Com a agravante de não termos hoje a crítica mordaz de um Rafael Bordalo Pinheiro, nem um movimento social revolucionário tal como sucedeu com os republicanos à época.

É assim que à vista da troika, o governo estende a passadeira vermelha; a oposição resmunga mansamente; os jornalistas engalfinham-se para conseguir uma frase, um sorriso, um aceno, o que for; o povo, sempre passivo e obediente, amocha. Não há no Portugal de 2011 ninguém que se oponha radical e frontalmente a esta situação. Não temos intelectuais nem pensadores. A cultura ressona.

Não se trata aqui de nacionalismo ou de serôdio patriotismo. É a essência da democracia que está em causa. Se os portugueses aceitaram o pedido de ajuda financeira e a inevitável austeridade, votando maioritariamente nos três partidos que o assinaram, ninguém que se saiba votou o trespasse da governação. É ao governo eleito que cabe prestar contas aos cidadãos e explicar todos os trâmites do processo de negociação em curso e do ajustamento financeiro. Não é seguramente a um trio de burocratas que ninguém conhece ou escolheu.

O senhor Poul Thomson e os seus apêndices não representam nada em Portugal. Nunca participaram na nossa vida política, social ou cultural. É aliás bastante duvidoso que conheçam algo da realidade portuguesa. No melhor, conhecem o "lobby" de alguns hotéis e os elevadores do Ministério das Finanças. O que é manifestamente pouco para governar um país. E, no entanto, falam com sobranceria, dão conselhos, repreendem, fazem poses. A sua postura é um ultraje aos mais elementares princípios da democracia. O seu comportamento é repugnante, mais próximo do colonialismo do que de uma Europa democrática e civilizada.

Não é por isso minimamente aceitável que a troika continue a fazer declarações públicas. E ainda é menos aceitável que os principais responsáveis políticos, sobretudo o governo e o Presidente da República, permitam estas sessões de humilhação nacional. Mais uma vez, e tal como sucedeu com D. Carlos I e o governo da época, o poder cede ao Ultimatum. Com o argumento de que não há alternativa - o que não deixa de ser contraditório com o princípio de que em democracia existem sempre alternativas -, Cavaco Silva e o governo, submetem-se à "pirataria", como lhe chamou Bordalo Pinheiro, mesmo se isso significa enormes sacrifícios para o povo que os elegeu. Em suma, é isto a "porca da política" para continuar a citar Bordalo.

O novo Ultimatum, expresso na postura da troika, só é possível através de uma suspensão da democracia, assunto que em tempos mereceu alguma celeuma. Mas foi só conversa. Porque agora que a democracia está mesmo suspensa ninguém parece preocupar-se.

Perante estes poderes fracos e cúmplices, vamos assistindo a um assalto de forças não legitimadas pelo voto popular. São os poderes mediáticos, financeiros, empresariais, organizações supranacionais que ninguém na verdade fiscaliza ou sabe em rigor o que fazem. Agências de "rating", bancos, sociedades de investimento, que determinam cada vez mais os destinos dos povos e do mundo em geral.

Neste contexto, cabe perguntar para que servem as eleições? De que vale eleger deputados e governos se no dia seguinte ficam reféns de uma qualquer troika que ninguém avaliou, não presta contas e não pode ser derrubada por um ato democrático? Assim não se admirem se a única via que resta mesmo seja a da violência social. Não são só os sacrifícios que têm limites. A serenidade, mesmo deste povo pacato e submisso, também o tem.» [Jornal de Negócios]

Autor:

Leonel Moura.
  
 Alerta amarelo

«A greve geral de ontem foi diferente. Não é possível saber com o rigor dos números a dimensão dessa diferença. Mas todos os que já viveram outras greves gerais sabem que a sociedade portuguesa está diferente. Revoltada e desorientada.

Quem conhece a História portuguesa sabe que o país de brandos costumes é uma produção da ditadura salazarista. Quem vai ouvindo este e aquele, pessoas anónimas fora do círculo do poder político, económico ou financeiro, sabe que o discurso vai sendo cada vez menos brando, cada vez mais agressivo. Sobretudo entre quadros superiores que se sentem enganados e injustiçados. E que olham para a classe política como a origem de todos os males de que está a padecer Portugal.

É verdade que é diferente ouvir quem dá a cara entre amigos ou conhecidos e quem se protege no anonimato. Mas as caixas de comentários, como muitas vezes também se lê neste espaço online, reflectem essa mesma realidade de agressividade e revolta. E com uma dimensão de irracionalidade que só é racionalizável pela desorientação e pela busca de um culpado ou de uma saída.

Sociedades como a islandesa, a norte-americana e até a irlandesa expulsaram os seus demónios por via do sistema judicial. Há culpados, julgados e condenados, nos casos de comportamentos manifestamente criminosos.

Não vale a pena dizer que todos fomos e somos culpados. Sim, racionalmente todos sabemos que estamos aqui por responsabilidade colectiva. Quisemos, muitos de nós, acreditar que se podia viver eternamente a crédito bancário. Em duas décadas, desapareceram valores básicos da sociedade, tão simples como pagar o que se deve a tempo e horas. Fomos, por acção ou omissão, cúmplices dos caminhos que o País seguiu. Racionalmente, não podemos condenar os políticos. Fomos nós que os escolhemos. Mas nenhuma sociedade se reinventa, se revaloriza ou se reencontra em discursos de autoflagelação. Para que serve dizer que vivemos acima das nossas possibilidades e que agora temos de sofrer? Absolutamente para nada. Até porque há muitos que sabem que esse "viver acima das possibilidades" foi viabilizado por discursos e políticas públicas.

Porque há uns mais culpados do que outros, os desastres sociais e políticos evitam-se com válvulas que libertam a revolta. O julgamento e a condenação de quem cometeu crimes é uma das libertações. A outra são as greves e as manifestações. Umas e outras, as manifestações e as condenações, libertam os fantasmas, permitem transições mais serenas para sociedades mais justas e maduras.

Não há manifestações na Irlanda como as da Grécia, por razões que podemos adivinhar. A sociedade irlandesa funciona. Portugal está, nesse domínio, mais perto da Grécia do que da Irlanda. A justiça, em Portugal, não funciona. E a cunha, o favor ou as pequenas benesses de alguns grupos, para as quais todos olharam durante anos encolhendo os ombros, assumem hoje dimensões gigantescas, alimentando a revolta.

O que vivemos ontem foi um alerta amarelo, ou o primeiro som agudo da pressão a que já estão submetidos muitos portugueses. As manifestações e as greves libertam a revolta. Ajudam até, no limite, os governos a encontrarem forças para enfrentarem os grupos de pressão mais fortes. Mas quando ultrapassam esse limite e se transformam em violência, as greves e as manifestações apenas destroem. O perigo de Portugal se transformar na Grécia está na fragilidade das instituições e da justiça em Portugal. A justiça é fácil de melhorar rapidamente.» [Jornal de Negócios]

Autor:

Helena Garrido.
  

 Passos atira os cachorros de pitbull contra Soares?

«O presidente da JSD, Duarte Marques, e a jovem politóloga Ana Margarida Craveiro, responderam esta sexta-feira ao manifesto lançado esta semana encabeçado por Mário Soares, considerando que este chega "bastante atrasado" e propõe "que tudo fique na mesma".» [CM]

Parecer:

Não seria mais elegante ser alguém co estatuto responder a Soares do que mandar a cachorrada ladrar?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 Esta direita ibérica é muito pedinchona

«Citando fontes do Partido Popular, a agência Reuters avança que o governo espanhol está a ponderar pedir ajuda internacional.

"Não acredito que a decisão [de pedir ajuda] tenha sido feita, mas é uma das opções em cima da mesa, porque questionaram-me nesse sentido. Precisamos de mais tempo e de mais informação sobre a actual estado das coisas", adiantou uma fonte do Partido Popular espanhol à Reuters.» [DE]

Parecer:

Pobres espanhóis.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se.»
  
 Banca portuguesa é lixo

«A Fitch baixou hoje em um nível o ‘rating' atribuído à Caixa Geral de Depósitos, ao BCP e também ao BPI. A notação individual dos três bancos passou de BBB- para BB+ e integra agora a categoria de investimento especulativo, conhecida nos mercados como ‘junk' (lixo). A principal justificação para este ‘downgrade' foi o corte, anunciado ontem, do ‘rating' da República Portuguesa, também para a categoria de ‘lixo'. A Fitch fala mesmo em "consequência directa". As classificações do Montepio (BB) e do Banfi (B) foram mantidas.» [DE]

Parecer:

Pobres banqueiros, esão a ser vítima da falta de previsão de que acusaram Sócrates.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 Como mudou o Moedas

«"Algumas pessoas partem do principio de que Portugal está pior do que o que está", continuou.» [DE]

Parecer:

Depois de anos com o PSD a falar mal do país o Moedas não se pode queixar a não ser do seu partido e do seu primeiro-ministro.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 Independência sim, separatismo não

«Miguel Sousa, vice-presidente do PSD e da Assembleia Legislativa na Madeira, defendeu hoje, uma autonomia “em todas as suas expressões” que dê ao arquipélago “poder a 100 por cento sobre o que nos interessa”. E, por não querer “dar ideia de que o separatismo é a solução”, subscreveu um slogan catalão: "independência sim, separatismo não".» [Público]

Parecer:

Enfim, proxenetas sim, prostitutas não.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Declare-se unilateralmente a ilha dos sifões de retrete.»
  
 Itália paga juros de 6,504%

«A Itália vendeu oito mil milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a seis meses com um juro recorde de 6,504%, o mais elevado desde Agosto de 1997 e 3,535% acima do último leilão, realizado a 26 de Outubro» [Público]

Parecer:

Nenhuma economia com um Estado endividado como o italiano suporta estes juros.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se pela crise financeira à escala europeia.»
  
 Este Álvaro anda armado em durão

«A greve geral e o tom de forte constestação com que o regime da meia hora de trabalho diária adicional foi tratado, fez crescer alguma expectativa de que o Governo pudesse recuar nesta matéria. Mas a proposta que os parceiros ontem receberam e que servirá de base à reunião de segunda-feira, é ainda mais dura do que a inicial, não deixando ninguém nem nenhuma situação de fora do aumento do horário de trabalho.» [Dinheiro Vivo]

Parecer:

Este vai recambiado para o Canadá antes de receber o subsídio de sem-abrigo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Batanete da Rua da Horta Seca que tenha juízo.»
  
 Cavaco já fala de defender coesão social

«O Presidente da República recomendou hoje "uma atenção muito especial" à "agenda da coesão social", que tem de incluir a repartição equitativa dos sacrifícios e um "diálogo frutuoso" entre Governo, maior partido da oposição e parceiros sociais.

"Esta agenda da coesão social deve merecer uma atenção muito especial porque ela pode exercer uma influência muito decisiva sobre o crescimento económico", afirmou o chefe de Estado, numa intervenção na abertura do Conselho para a Globalização, iniciativa organizada pela COTEC que decorre em Lisboa.» [Diário Digital]

Parecer:

Para este governo coesão social é dar quase tudo aos ricos, dar umas migalhas aos mais pobres e sacrificar todos os outros. Só que depois de ter derrubado o Governo do PS o Presidente da República tem agora pouca autoridade para apelar ao diálogo.
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se pelo pior.»
  
 Mais um país europeu em queda livre

«A agência de notação financeira Standard & Poor's cortou hoje a avaliação da Bélgica de AA+ para AA, com perspetiva negativa, devido às dificuldades financeiras crescentes daquele país.

A Standard & Poor's apontou, em comunicado, para três motivos principais como fatores que levaram a este corte, sendo o primeiro dos quais a «renovada pressão dos mercados e de financiamento, que tem aumentado a perceção de dificuldades no setor financeiro belga e subido a probabilidade de que este vai requerer mais apoio».» [Diário Digital]
Parecer:

É uma questão de tempo para que os juros aplicados à Bélgica a façam vergar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se tempo ao tempo.»
 

 Coolest Pix Of Week 47 [Link]










 NASA Prepares to Launch Curiosity [The Atlantic]

 



  





sexta-feira, novembro 25, 2011

Sinais de corporativismo

As semelhanças entre as personalidades, políticas e argumentos do tempo do Estado Novo com as deste Governo são cada vez mais, o que, aliás, não é motivo de admiração, a direita é a mesma, a cultura do país não mudou muito e algum revanchismo devido a anos de recalcamento leva muita gente a não resistir à imitação dos tiques do passado. A única novidade é que os ministros que supostamente eram mais à direita estão a resguardar-se, talvez porque se sentem envergonhados com aquilo que estão fazendo, são aqueles que se disfarçam de social-democratas a liderar esta versão século XXI do Estado Novo.

Nos últimos dias a direita reagiu à greve geral com argumentos do tipo “o país precisa é de trabalho”, um argumento que cheira a Estado Novo. O político que deu o mote foi precisamente o ideólogo do regime, entre declarações de respeito pelo direito á greve o ministro dos Assuntos Parlamentares lá foi dizendo que o país precisava de trabalho e na hora do balanço da greve aproveitou para voltar a falar em muito trabalho, só se esqueceu que isso deve ser conseguido com mais horas de trabalho remunerado e com cortes salariais. O facto de Relvas afirmar o respeito pelo direito à greve até sugere que na cabeça do ministro pode estar a hipótese de pensar que tem poder para o recusar, da mesma forma que o governo tem feito noutros domínios e à margem da Constituição.

Vítor Gaspar também comentou a greve em termos duvidosos ao dizer «Não é tempo de conflitos e divisões», como se os portugueses que defendem os seus direitos estivessem a dividir o país. Se o discurso político e Miguel Relva está inquinado por resquícios ideológicos do Estado Novo o mesmo sucede com o de Gaspar, os argumentos dos dois políticos revelam um pensamento ideológico mais próximo do Estado Novo do que da democracia.

A insinuação de que quem faz uma greve por discordar de uma política de austeridade violenta está a dividir os portugueses ou insinuar que os que fazem greve não querem trabalhar são argumentos com a marca ideológica do Estado Novo. Estes ministros esquecem que não o são por obra e graça de Deus, mas porque foram realizadas eleições democráticas e fazem parte de um governo aprovado por um parlamento, por isso os seus juízos de valor sobre a forma como os cidadãos livres deste país exercem os seus direitos constitucionais é imprópria de uma democracia.

Se já sabemos que a consideração do ministro das Finanças pelo parlamento deste país não é muito grande, ao menos que um ministro dos Assuntos parlamentares se comporte com respeito pelos cidadãos que o elegeram, votando ou não no seu partido.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Leitura matinal
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Fragata "Alcatejo", Alcochete [A. Cabral]
  
Jumento do dia


Luís Montenegro

Quando o líder parlamentar do PSD vem dizer aos jornalistas de que o outro partido da coligação de direita substituindo-se aos seus deputados para dizer que o CDS não se está a resguardar das duas uma, ou o CDS está msmo a resguardar-se ou o líder parlamentar do PSD não tem a noção do ridículo.
 
«O líder parlamentar do PSD negou hoje a ideia que o CDS-PP esteja a tentar "resguardar" a sua imagem, considerando que a coligação entre os dois partidos tem funcionado na "perfeição".

Questionado se existe dentro do PSD algum desconforto com a "salvaguarda da imagem" do CDS-PP, que se tem "exposto menos", o presidente do grupo parlamentar social-democrata recusou a ideia que haja qualquer tentativa dos democratas-cristãos se "resguardarem".» [DN]

 Quem atacou os serviços de finanças 

É uma questão de ver quem mai ganhou com isso.

 O PSD não festejou a queda no rating?

 
Longe vão os tempos em que indiferentes às consequências a direita festejava cada má notícia para o país, sempre que uma agência descia o rating da dívida soberana portuguesa ouviam-se os festejos do PSD e do CDS. QUando a direita chegou ao poder o Relvas chegou a prognosticar uma subida do rating. Está-se a ver.
 
Nesse tempo pouco importava que o país fosse a única vítima de uma crise financeira internacional que o próprio Cavaco Silva ignorava, Cavaco Silva que chegou a defender que não se devia criticar os mercados. Para a direita o poder justificava uma bancarrota, agora percebe-se que o projecto era destruir toda a estrutura de direitos sociais constrúida ao longo de décadas, a direita queria usar a crise para se vingar do país e do seu povo e não hesita sequer perante a possibilidade de estar a conduzir o país para um grave confronto interno.

 O que os russos pensam de Obama


 Um Vladimir Ilich de Massamá?

  
Finalmente Passos Coelho fez uso dos seus robustos recursos intelectuais e explicou a sua política económica da forma brilhantes com que habitualmente explica as suas grandiosas ideias:

“Temos de dar um passo atrás para dar dois à frente”, disse Passos Coelho, durante a sessão de abertura do congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), em Lisboa.» [Público]
 
Finalmente se percebeu que não foi o Gasparoika que inspirou Passos Coelho, foi Vladimir Ilicha Ulianov, mais conhecido por Lenine, que explicou a Nova Política Económica nos seguintes termos:
 
«"Um passo atrás para dar dois à frente".» [Wikipedia]
 
Enfim, se Passos Coelho não tivesse aprendido economia numa universidade cujos diplomas de licenciatura estão ao nível das Novas Oportunidades saberia que estava a dizer uma asneira. Mas o homem sabe tanto de história cconómica como eu sei de lagares de azeite.
 
Enfim, se temos de tratar o Batanete da Economia por simplesmente Gaspara, parece que já o primeiro ministro deverá ser tratado por camarada Pedro, o Grande Vladimirde Massamá.
  
 Descida do rating: mais um murro no estômago do  Vladimir de Massamá!


 Caro Henrique Raposo

Porque razão o Henrique Raposo em vez de inventar um primo imaginário não coloca no Expresso as suas condições, se tiver a coragem de o fazer será mais honesto e dá a cara ao mesmo tempo que ataca os outros. O que está fazendo é uma cobardia, inventa um coitadinho para lhe ser mais fácil ter razão, porque não compara a situação do seu primo coitadinho com a sua? Vá lá, não seja cobarde!

 Vamos mudar de banco!

Quando tinham lucros às centenas de milhões quase limpinhos de impostos divertiam-se a distribuir dividendos, agora que estão em dificuldades pedem ajuda aos contribuintes e querem cortar os vencimentos. Está na hora de os portugueses reagirem a sacanas, se o BES e o BPI cortarem nos vencimentos como sugerem os seus presidentes devemos mudar de banco, devemos dar primazia aos bancos ou a quaisquer empresas que respeitem os trabalhadores.

Vamos criar uma lista negra de empresários esclavagistas e oportunistas!
  
 

 Uma greve pela Europa

«Todos os sofrimentos podem ser suportados se forem colocados dentro de uma história, ou se contarmos uma história acerca deles." Estas palavras da grande escritora dinamarquesa Karen Blixen poderiam aplicar-se a uma leitura da greve geral que não fique pelo registo da baixa política. Não sei se Carvalho da Silva e João Proença concordarão comigo, mas vejo esta greve sobretudo como a recusa de uma política pública que não responde à necessidade de sentido e esperança credível exigida pelos portugueses, numa altura em que os sofrimentos associados à austeridade, ao desemprego, à insegurança dos contratos, não pára de aumentar. O Governo não tem sido capaz de ir para além do caderno de encargos da troika. Tem até ficado aquém dele no que respeita à justiça fiscal, pois continua a ser cúmplice da evasão fiscal organizada, como o demonstrou o economista João Pedro Martins. Se é verdade que o programa de ajustamento marca o falhanço das políticas públicas dos governos anteriores, será um tremendo erro pensar que Portugal poderá recuperar a liberdade de acção perdida apenas pelo cumprimento desse programa. Um erro que poderá levar o País ao desastre económico e à desordem social.

Paradoxalmente, esta é uma greve pela permanência de Portugal na Zona Euro. Ela apela ao Governo para não seguir a cartilha suicidária da espiral de austeridade e recessão, que só agravará os grandes indicadores, em particular o da dívida pública, que vai continuar a crescer em relação a um PIB decrescente. Passos Coelho não pode continuar a falar aos portugueses como se Berlim tivesse razão, ignorando as propostas da Comissão Europeia e dos maiores economistas mundiais. O Governo tem de lutar por uma resposta europeia, solidária e integrada, se não quiser que algures no futuro o protesto ordeiro dos sindicatos seja substituído pela violência antieuropeia nas ruas.» [DN]

Autor:

Viriato Soromenho-Marques.
     

 Os portugueses são mansos, pensam eles

«Duas repartições de Finanças foram atacadas com cocktails molotov, esta quinta-feira de manhã, em Lisboa. A primeira situação aconteceu na rua Amelia Rey Colaço, em Benfica, pelas 08h25. Poucos minutos depois, uma lata de tinta foi lançada na repartição da avenida General Roçadas. Em Alvalade, o arremesso de um engenho incendiário partiu a montra da repartição de Finanças.» [CM]

Parecer:

Se o Gaspar e o passos Coelho não são nada mansos a tratar os portugueses tudo pode ser possível e com um primeiro-ministro irresponsável que usa argumentos para atirar uns portugueses contra os outros tudo é possível.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Já somos lixo!

«A agência de notação financeira Fitch cortou esta quinta-feira o 'rating' de Portugal em um nível, de 'BBB-' para 'BB+', passando a nota do país para um nível já considerado 'lixo’. Contudo este corte pode ainda ser maior caso a economia portuguesa ou o desempenho orçamental seja pior que o esperado.» [CM]

Parecer:

Pobres Passos Coelho e Gasparoika.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Relvas e outros porque deixaram de festejar as descidas no rating.»
  
 Já há almofadas?

«O líder parlamentar do PSD reiterou hoje a "abertura" do partido em relação às propostas do PS de alteração ao Orçamento do Estado para 2012, caso essas propostas evoluam no sentido de permitir a sua viabilização.» [DN]

Parecer:

Este PSD é muito pouco honesto a negociar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Recuse-se qualquer negociação com o governo ou com os partidos que o apoiam no parlamento, empobrecem-nos mas não nos compram a dignidade.»
  
 10% de adesão à greve
 
«O número de funcionários públicos em greve hoje estava, pelas 18h, nos 43.600, ou 10,48%, de acordo com o Governo.» [DE]

Parecer:

Positivos ou negativos?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Gaspar se viu o número no termómetro.»
  
 Mais uma vítima (esta merecedora) da crise financeira?

«António José Seguro vai no sábado a Bruxelas participar na convenção dos partidos socialistas europeus. O encontro será dominado pela crise na zona euro, mas na agenda está também o início da discussão sobre o nome do candidato comum para liderar a Comissão Europeia a partir de 2014.» [DE]

Parecer:

Se a Merkell e o Sarkozy perderem as eleições o Durão Barroso tem os dias contados.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Barroso se já sabe à custa do quê vai viver quando for corrido de Bruxelas.»
  
 Grande Gasparoika!

«Entre os problemas apontados está a revisão do crescimento previsto pela agência para a economia portuguesa, que reviu as suas projeções apontando agora para uma recessão na ordem dos 3% em 2012, tal como o Governo e a troika, e que a recessão nos próximos dois anos irá complicar muito a tarefa do Governo em reduzir o défice orçamental e que terá um impacto negativo na qualidade dos ativos dos bancos.» [Expresso]

Parecer:

Graças aos seus excessos Portugal foi promovido a lixo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Vladimir de Massamá se vai correr com o Gaspar antes ou depois da bancarrota.»
  
 Vai mobilizar a tua tia para trabalhar!

«"O que queremos é ver um país mobilizado não para se manifestar, ainda que possa emitir todas as suas opiniões políticas, mas um país mobilizado, concentrado em fazer o seu trabalho, em ser mais produtivo e em eliminar todos os bloqueios que hoje temos na nossa economia para poder crescer mais e ter mais emprego", afirmou o líder da bancada social-democrata, Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas no Parlamento.» [i]

Parecer:

Idiota, quer empobrecer os portugueses e ainda se dá ao luxo de falar em mobilização para trabalhar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se à bardamerda o ilustre deputado eleito com um programa e que está a aprovar um outro bem diferente.»
  
 Se o BES cortar salários mudo de banco!

«Ricardo Salgado, presidente do BES, e Fernando Ulrich, CEO do BPI, fizeram as honras nesta matéria, sendo expectável que, a avançarem com cortes, os restantes ‘players’ do sector decidam seguir o exemplo.» [i]

Parecer:

Está prometido.
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se o Ricardo Salgado.»
  
 E agora Ulrich

«Ao mesmo tempo que a recomendação caiu de “neutral” para “vender”, o “target” desceu para 0,25 euros, que tem implícito um potencial de desvalorização de 45% face à cotação actual.

“Apesar de o BPI ter accionistas fortes, acreditamos que o banco terá de recorrer ao programa de recapitalização da troika, cujos termos ainda não são conhecidos”, diz o analista Ignácio Sanz. Isso faz com que “venha aí um efeito massivo de diluição”.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Parece que o Ulrich está a engolir todas as acusações que fez ao governo de Sócrates, foi incapaz de prever as consequências do recurso ao FMI e da crise financeira para a ruina dos accionistas do seu banco.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se o grande Ulrich que pela boca morre o peixe e depois do falhanço nas suas previsões deveria pedir a sua demissão e regressar ao jornalismo ou às lides na Linha de Cascais.»