sábado, janeiro 07, 2012

O cu e 3 tostões

Quando a comunicação social divulgou a comunicação da EDP com a lista dos membros do novo conselho de supervisão ainda esperei lá ver o nome da Ana Isabel Albergaria. A Ana Isabel é uma eleitora de Passos Coelho que depois de ficar sem subsídios e de ter reduzido os banhos a um por semana ainda se mantinha confiante no primeiro-ministro e este usou a sua carta no seu Facebook. Pensei que Passos Coelho se lembraria de um dos seus apoiantes em dificuldades e cuja carta lhe foi mais útil que o projecto de revisão constitucional do Paulo Teixeira Pinto neste momento da distribuição do dinheiro chinês.

Mas não, o Passos Coelho optou por ajudar alguns ricaços a enriquecerem ainda mais, gente com pensões chorudas vai receber ainda mais uns trocos para poderem morrer descansados. Senti nojo, gente com décadas de defesa dos valores mais queridos da direita a acotovelar-se à porta da EDP para receberem uma gorjeta com o dinheiro dos chineses. Cavaco Silva tem usado as condecorações presidenciais para gratificar amigos e conhecidos, à falta de gratificações distribui o dinheiro dos chineses. Esta direita não tem mesmo vergonha, dá o cu e cinco tostões em troca de uma gorjeta dos comunistas chineses.

Que vergonha, que espectáculo de miséria humana, que falta de respeito pela história, pelos princípios e pelos valores, que falta de lealdade com os aliados ocidentais! Uma direita que se dizia atlantista abriu a porta das traseiras dos EUA aos chineses que tantas vezes têm esbarrado na tentativa de controlar empresas americanas, uma direita que se diz tão europeia esqueceu os que sempre ajudaram Portugal e por meia dúzia de milhões venderam-se aos chineses.

E os chineses aproveitam, querem umas gorjetas para os vossos amigos tomem lá, querem o Mexia na EDF então ele que fique, os chineses devem estar a divertir-se com esta pedincha miserável enquanto percebem que com gente desta podem escolher o que querem de Portugal, para já controlam os recursos hidroeléctricos do país com meia dúzia de milhões de euros, brevemente controlarão a infra-estrutura eléctrica. Já têm mais poder em Portugal se controlassem as forças armadas.

O que fará o governo na próxima reunião do Conselho de Segurança se os interesses da China estiverem em conflito com os da UE? Que princípios, que valores, que grau da independência nacional está Passos Coelho disposto a vender aos chineses a troco de uns lugares nos conselhos de supervisão que vender ao Partido Comunista Chinês, transformando Portugal numa mísera loja dos trezentos?

Percebe-se agora o porquê da venda aos chineses, basta contar os que vivem à custa dos favores da Autoeuropa com os que vão viver à custa da EDP para se perceber que o preço mais apreciado pela venda desta empresa não foram os milhões de que o país carecia, também não foi a liberalização da economia e muito menos a democratização das empresas, a EDP foi vendida ao comité central do Partido Comunista Chinês porque este esteve mais disponível do que os alemães para corromper gente do PSD.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Intervalo na Feira da Ladra, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Soneca [A. Cabral]
  
A mentira do dia d'O Jumento: Novos cartazes do PC Chinês
 
Eufóricos por terem conquistado todos os recursos hidroeléctricos de um país membro e fundador da NATO e pela conquista da maior empresa de energias renováveis dos EUA o PC da República Popular da China decidiu comemorar o feito com uma série de cartazes de propaganda onde são apresentados alguns dos novos heróis que passaram a ter o estatuto de membros do CC do partido.
  




 
  
Jumento do dia
 


António Costa, empregado do maçon da Mozart

António Costa, director do Diário Económico, decidiu chamar a si o papel de porta-voz não oficial de Passos Coelho, cada vez que o líder do PSD tosse o empregado da Ongoing espirra. Mas parece que decidiu alargar as suas competências governamentais, agora além de porta-voz das manifestações gripais de Passos Coelho o assalariado do maçon da Mozart é também o bobo da corte, chamou a si o papel de fazer com que os portugueses consigam rir no meio de tantos sacanas:

«Os accionistas privados da EDP escolheram Eduardo Catroga e António Mexia para o novo mandato, o accionista de referência da PT quer a renovação do mandato de Henrique Granadeiro e Zeinal Bava. São duas notícias mais relevantes do que parecem.

Portugal habituou-se a ver os sucessivos governos a nomearam e ‘desnomearem' presidentes executivos e administrações, por interesses e não por competências, mesmo em empresas já privatizadas. Foi, também, este vício de comportamento, que dava a ministros e secretários de Estado um poder de intervenção muito para lá do desejável e aceitável, um dos factores que contribuiu para a estatização da economia.» [DE]

 A pergunta do dia

E o João Duque não tem direito a nada, só o Catroga? Até parece que há boys de primeira e boys de segunda.
 
Ou o João Duque abicha qualquer coisinha ou um dia destes ainda há uma manifestação de indignados a protestar pelo facto de João Duque ainda estar à rasca, desde que apoia o PSD já paga mais impostos e ainda perdeu os subsídios.
 
 A democratização da EDP

Nunca um processo de nomeações para uma empresa privada foi tão democrático, respeita rigorosamente o peso dos dois partidos do governo!

 Isto está a ficar divertido

Até os antigos neo-nazis do Liceu Camões que eram admiradores da Falange espanhola estão apaixonados pelo dinheiro chinês.
     
 

 Embuste colossal

«Talvez por terem sido divulgados entre o Natal e a passagem de ano, ou por serem inconvenientes para a doutrina oficial (que alegou um “desvio colossal” supostamente ocorrido no 1º semestre), certo é que não foi dado o merecido destaque aos últimos dados publicados pelo INE sobre o défice em 2011.

Os novos dados, porém, são muito reveladores e não podem passar sem um comentário.

Segundo o INE, no final do 3º trimestre o défice (em contabilidade nacional) estava em 8.635 milhões de euros, correspondendo a 6,8% do PIB. A meta estabelecida com a troika para o final do ano é, recorde-se, de um défice de 10.068 milhões de euros, correspondente a 5,9% do PIB. Sendo assim, três conclusões ficam agora à vista de todos.

Em primeiro lugar, decorridos nove meses de execução orçamental (incluindo todo o famigerado 1º semestre, do Governo anterior), o défice está apenas 0,9% acima da meta acordada, isto é, o "desvio colossal" está reduzido a 9 décimas. E todos sabemos que a dívida escondida da Madeira contribuiu para isso com quase 5 décimas (mais de metade!), sendo que o restante não resulta de nenhum despesismo mas sim dos encargos financeiros não previstos que o País teve de assumir em consequência directa da rejeição do PEC IV (efeito da descida dos ‘ratings' sobre os empréstimos das empresas públicas e comissões pagas pelo pedido de ajuda externa). De qualquer modo, a tentativa de responsabilizar o Governo anterior por um "colossal" desvio na execução orçamental do 1º semestre, justificativo de duríssimas medidas de austeridade adicionais, está definitivamente reduzida a pó. Tudo não passou de um embuste do Governo. Um embuste colossal.

Em segundo lugar, os dados mostram que o Orçamento para 2011 impulsionou, desde o início do ano, uma dinâmica consistente de redução do défice, que se foi acentuando ao longo dos três trimestres. Assim, o que devemos esperar do Governo na execução do 4º trimestre é que esta dinâmica se mantenha e o défice continue a convergir com a meta fixada pela troika, aproximando-se mais dos 5,9%. Aliás, no último trimestre o défice até pode aumentar ainda mais 1.433 milhões de euros sem violar o tecto fixado (para termo de comparação, refira-se que no 3º trimestre o défice cresceu 1.615 milhões, pouco acima do que seria preciso conseguir no 4º trimestre). Trata-se, portanto, de uma tarefa que está longe de ser impossível - embora as desnecessárias medidas adicionais de austeridade tomadas pelo Governo só compliquem.

Em terceiro lugar, tudo isto põe gravemente em xeque a mais recente estimativa do ministro das Finanças, de que o desvio orçamental seria de 3.400 milhões de euros, correspondentes a 2 p.p. do PIB (Relatório OE 2012, pág. 27). Tendo em conta as metas referidas, isto significaria um défice de 13.468 milhões de euros no final do ano, equivalente a 7,9% do PIB. Ora, se o INE garante que no fim do 3º trimestre o défice está em 8.635 milhões de euros e 6,8 % do PIB, para que o ministro das Finanças tenha razão é preciso que no 4º trimestre o défice aumente 4.833 milhões de euros! Isto é, seria preciso que o défice do último trimestre fosse quase metade do previsto para o ano inteiro e três vezes superior ao verificado no 3º trimestre (de 1615 milhões de euros), rompendo com a trajectória de redução registada até aqui.

Em suma, das duas uma: ou o ministro das Finanças errou nas contas, como tudo indica, quantificando um desvio orçamental que os factos não confirmam e levando ao engano o País e o Governo, na imposição de graves medidas de austeridade completamente desnecessárias; ou o ministro das Finanças tem razão e o desvio de que fala aparece no final do ano - mas para isso será ele próprio a falhar no controlo da execução orçamental do 4º trimestre. De qualquer modo, já não haverá embuste que lhe permita disfarçar as suas próprias responsabilidades» [DE]

Autor:

Pedro Silva Pereira.
  
 Uma história anacrónica

«Há quatro anos (quase dia por dia, 4 de janeiro de 2008), escrevi aqui sobre Yoani Sánchez, então com 32 anos, opositora cubana que mantinha um blogue livre. Ela esteve refugiada na Suíça mas regressara a Havana: "A vida não está noutra parte, está em outra Cuba", disse ela, em frase admirável. Citei o seu jeito manso de se opor: "Se me dissessem: ou fechas o blogue ou vais para a prisão, fechava o blogue." A esse ser heroica sem alardear, classifiquei: "Provavelmente a mais difícil das coragens é essa, sem gritos." E contei como ela combatia: "No Natal, pôs no blogue a fotografia do irmão Adolfo (há cinco anos preso) e pôs a cadeira dele, vazia, no topo da mesa." Concluí: "O meio século de castrismo encontrou, enfim, o seu adversário - os resilientes. Contra Yoani, Fidel está irremediavelmente desarmado"... Quatro anos depois, Yoani continua resiliente, mas o castrismo também continua teimoso: ela foi convidada a ir ao Brasil, mas não lhe dão autorização para viajar. Quase todos os dias, Yoani entra-me em casa (a resiliência dela é inteligente) mas o castrismo não a deixa ir ao Brasil (a teimosia dele é burra). Ontem, o jornal inglês Guardian publicava um apelo de Yoani Sánchez à Presidente Dilma Rousseff: "No século XXI, não poder sair e entrar livremente no seu país..." De que serve encafuar uma pessoa pelas suas ideias e deixar as suas ideias a passear? Ditadura burra.» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.
  
 Beco sem saída

«Agora que entrámos num novo ano, com o país assustado, vale a pena recuar um pouco. O défice orçamental de 2011 aproximou-se dos 4% do PIB.

E Passos Coelho sorriu de orelha a orelha: foram 1,9 pontos abaixo dos 5,9% do PIB que a ‘troika' nos impusera como limite. É obra! Sucede que estes números escondem uma mentira: sem os 6.000 milhões de euros dos fundos de pensões da banca, o défice subiria para os 7,5% do PIB. Haverá razões para sorrir?

Vale a pena fazer as contas. Para um PIB estimado de 170.000 milhões de euros, aquele défice de 4% equivale a cerca de 6.800 milhões, o que parece um número excelente. Mas não se pense que existe aqui qualquer mérito. O que de facto devemos atribuir ao Governo é um défice de 12.800 milhões de euros, que correspondem a 7,5% do PIB, já depois dos cortes nos salários e do aumento dos impostos. É um dos piores desempenhos de que há memória em Portugal.

O recurso a fundos de pensões para cobrir os défices sempre foi uma tentação. Começou em MF Leite, passou por Bagão Félix e Teixeira dos Santos e acabou em Vítor Gaspar: 3 a 1 para o PSD. Mas não consta que alguém se tenha preocupado com o outro lado da equação, que é pagar as pensões àqueles que para isso contribuíram. Parafraseando um jovem deputado do PS, este Governo, como os anteriores, está-se "marimbando" para os pensionistas.

Como já tive oportunidade de referir, o PIB nominal de 2012 vai ser inferior ao de 2011, dado que a queda em volume excede o deflator do produto. E, sendo assim, se excluirmos a almofada dos impostos e dos subsídios que o Governo já acautelou, as receitas de 2012 serão inferiores e as despesas no mínimo iguais às de 2011, o que coloca o défice acima dos 7,5% do PIB. Como aquela almofada não chega, nem de longe, para o fazer regredir até aos 4,5%, percebe-se que a festa está estragada.

O cenário é complexo, porque sugere a ideia de que o Governo não nos tem dito a verdade. É um facto que se comprometeu com a ‘troika' a um défice não superior a 4,5% do PIB em 2012, sem recurso a medidas extraordinárias. E é óbvio que, sem medias extraordinárias, este objectivo não será exequível. Então, para o Governo, uma de três: ou falha o compromisso; ou recorre ao que não deve; ou ataca uma vez mais os contribuintes, à revelia do que sempre prometeu. Entrou num beco sem saída.

Como é que vai descalçar a bota?» [DE]

Autor:

Daniel Amaral.
  
 Comunistas

«Um comunista da Coreia do Norte é mau. Aliás, é péssimo. Não só professa uma ideologia contrária a todos os valores do Ocidente, os melhores e mais civilizados como se sabe, como ao longo dos anos ajudou a erguer uma dinastia em que se mistura o mais anacrónico culto da personalidade com o efeito aparição de Fátima. Não por acaso, a família Kim surge invariavelmente representada em grandes altares ou projetada nos céus, tendo aos pés milhões de submissos fiéis.

O conceito de alienação não está muito em voga, em parte porque a alienação é agora um estado "normal" (as pessoas acreditam em tudo que passa na televisão), mas o comunismo da Coreia do Norte pode ser descrito como alienado. Alienado enquanto comunismo, já que deixou de ter qualquer vontade de realizar uma sociedade mais justa e solidária, e alienado também porque promove ativamente a insanidade do povo. Se isto ainda é comunismo vou ali e já venho.[Jornal de Negócios]

Um comunista português não é bom nem mau, é irrelevante. Há três décadas que repete os mesmos chavões sem qualquer eficácia prática. Não conseguiu atingir um único objetivo a que se propôs; não conseguiu evitar lei, medida ou ação que disse serem as mais prejudiciais para o povo e os trabalhadores; não foi capaz de impedir nenhuma revisão constitucional, nem evitar a formação dos governos de direita, todos no seu entender. E, como se não bastasse, também nunca conseguiu convencer mais do que 10% dos cidadãos. O PC é um partido falhado.

Quanto a ideias verdadeiramente comunistas, também não vamos muito longe. O internacionalismo original foi transformado num nacionalismo não muito diferente daquele que advoga a extrema-direita. O progressismo resultou num regressismo que promove tudo o que é antiquado e anacrónico, a velha agricultura, a velha pesca, as velhas fabriquetas, e rejeita qualquer coisa que seja inovadora e tecnologicamente avançada. Os comunistas detestam a Internet, coisa que imaginam ser obra do grande capital americano.

Um comunista chinês já é outra coisa. Principalmente se tiver 2,7 mil milhões de euros no bolso, então não é mau, é excelente. Tão maravilhoso que a semana passada foi ver alguns dos principais representantes do nosso arruinado capitalismo a saltitar à sua volta. Muitos deles a magicar na melhor forma de lhe vender alguma coisa. Aliás, uma jornalista, prestável e ingénua, perguntou ao senhor Cao Guangjing se ele não queria comprar também o BCP. Ao que este respondeu que não comprava bancos mas empresas de energia, mas que tinha uns amigos do ramo que talvez queiram vir aos saldos.

Não sei se no fim do jantar oferecido em honra de tão excelente camarada se cantou a Internacional, mas se tal aconteceu foi em privado. Em público, este comunista pareceu-me igual a qualquer capitalista.

A China representa hoje um comunismo que é também um capitalismo, realizando o oximoro. E fica a questão. Será que este capitalismo chinês é um meio para se atingir o comunismo, ou este comunismo é o meio ideal para se chegar a um capitalismo de tipo totalitário?

Enfim, quem hoje queira encontrar um verdadeiro comunista tem de ser mais persistente do que Diógenes. É claramente uma espécie em vias de extinção. Dir-se-á que se trata de uma ideologia obsoleta e sinistra. Que inevitavelmente resulta em sociedades bárbaras, persecutórias e totalitárias, ainda mais injustas do que as capitalistas. Tudo verdade, comprovada pelos factos históricos. O comunismo teórico, de Marx e Engels, é interessante e até evolutivo, mas o comunismo prático, a partir de Lenine, foi sempre um desastre que desbaratou por completo algumas boas ideias da origem.

Há alguns anos, a NASA encomendou um estudo ao MIT para saber como deveria ser a organização social nas colónias do espaço. Depois de analisar as várias hipóteses, para grande surpresa, chegou-se à conclusão que só podia ser de tipo comunista, ou seja, sem propriedade privada, já que esta promove conflitos que poderiam tornar-se devastadores num meio tão delicado. Imagine-se os colonos a tiros dentro de uma cúpula de vidro. Enfim, tudo leva a crer que a existir verdadeiro comunismo, só mesmo em Marte. »

Autor:

Leonel Moura.
  
 Um Mi(ni)stério Público

«Parece que o Ministério Público abriu, após queixa de um "grupo de cidadãos", um inquérito às declarações de Otelo, que, em entrevista à Lusa, terá dito: "Para mim, a manifestação dos militares deve ser, ultrapassados os limites, fazer uma operação militar e derrubar o Governo".

Não disse contudo que os "limites" tenham sido ultrapassados neste momento mas, sim, em 1974: "Esse limite foi ultrapassado em 1974 e culminou com a "Revolução dos Cravos".

Otelo é, como se sabe, um criminoso. Cometeu um imperdoável crime na madrugada de 25 de Abril de 1974, que hoje seria punido com 5 a 15 anos de prisão. O MP não abriu, porém, qualquer inquérito. Talvez, que sei eu?, porque não tenha sabido ou nenhum "grupo de cidadãos", dos muitos que não gostaram da coisa, se tenha queixado.

Agora, que os tempos vão de feição, já apareceu quem se queixasse. Tudo indica que dando as declarações de Otelo como "instigação pública a um crime", punida pelo artº 297º do Código Penal, se não pelo 326º. Estranho é que o MP, vinculado pelo seu Estatuto, "a critérios de legalidade e objectividade" e não de conveniência política, não tenha também aberto um inquérito às declarações de Belmiro de Azevedo segundo as quais "quando o povo tem fome, tem o direito de roubar", puníveis, com muito menos boa (ou má) vontade, pelo mesmo artº 297º e em que a acção penal não depende sequer de queixa. Mistérios públicos do Ministério Público...» [JN]

Autor:

Manuel António Pina.
  

 Mais uma democrata EDPiana

«A ex-ministra da Justiça Celeste Cardona será um dos nomes indicados para o futuro conselho geral de supervisão da EDP. Segundo apurou o Dinheiro Vivo, a lista de nomes será apresentada hoje ao mercado e incluirá, além de Cardona, os novos membros nomeados pela China Three Gorges.

A eléctrica chinesa fechou na semana passada o acordo de privatização com o Estado português e terá direito a nomear até quatro representantes. Depois da passagem pelo governo de Durão Barroso entre 2002 e 2004, Celeste Cardona foi nomeada administradora da Caixa Geral de Depósitos, acumulando como deputada. » [Dinheiro Vivo]

Parecer:

Porca miséria.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 Passos Coelho porta-voz do merceeiro

«O primeiro-ministro negou hoje que o Governo tenha sido informado da operação do grupo Jerónimo Martins e disse que as informações que recolheu indicam que a empresa "vai continuar a pagar os seus impostos em Portugal", nomeadamente o IRC. » [DN]

Parecer:

Nunca um primeiro-ministro desceu ao ponto de fazer de porta-voz de um empresário.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 2012 é um obstáculo que vamos ultrapassar

« [Expresso]

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse hoje que o Governo encara 2012 como "um obstáculo" que vai ser ultrapassado e manifestou-se convicto de que Portugal sairá mais forte "deste ano difícil".»

Parecer:

Pois, são 365 dias e depois são mais 365 de 2013.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Passos Coelho que se deixe de dizer patacoadas.»
  
 Coitada da Ongoing

«"O Grupo Ongoing está, de novo, a ser alvo de ataques, cuja única motivação visa afetar negativamente a sua reputação", refere o conselho de administração do grupo num comunicado distribuído hoje ao fim da tarde. » [Expresso]

Parecer:

O que é a Ongoing?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 O Paulo Teixeira Pinto também vai para a EDP

«Entre os 23 membros, encontram-se Celeste Cardona, ex-ministra da Justiça do Governo liderado por Durão Barroso e ex-administradora da CGD e Paulo Teixeira Pinto, ex-presidente do BCP, de acordo com a proposta que enviada pela EDP para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) - ver proposta abaixo.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Que grande democratização da EDP!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Passos Coelho se é para pagar o projecto de revisão constitucional.»
  
 LAdrões devolveram quadro que não conseguiram vender

«Esta não é mais uma história de uma obra roubada e depois recuperada. Esta é a história de uma obra roubada e depois devolvida.

Os ladrões da obra de René Magritte, “Olympia”, avaliada entre 3 e 4 milhões de euros, foi roubada no museu de Jette há dois anos.

De acordo com o “El Mundo”, que cita meios de comunicação belgas, o especialista de arte Janpiet Callens foi contactado há duas semanas, de forma anónima, com o objectivo de lhe ser dada a obra, para posterior devolução. Callens terá ficado com o quadro e devolveu-o às autoridades do país.

O facto de a obra ser bastante reconhecida a nível internacional terá dificultado a venda no mercado negro, segundo especialistas com quem falou a AFP. » [Jornal de Negócios]
 

   




sexta-feira, janeiro 06, 2012

O polvo

 
Os últimos dias foram reveladores da existência na sociedade portuguesa de um imenso polvo que controla o poder político e a comunicação social que permite transformar a democracia numa verdadeira face, só faltou sabermos da existência dos tentáculos desse polvo em sectores como a justiça, ainda que ninguém duvide de que nesta a independência é muito semelhante à da comunicação social.

Soubemos que o imenso polvo une deputados do poder a deputados da oposição, líderes parlamentares de partidos opostos, patrões da comunicação social, agentes secretos e outros agentes. Percebemos que se o polvo quiser queima um cidadão, seja ele um modesto funcionário ou mesmo um primeiro-ministro que lhe desagrade. Se o polvo o desejar investiga a vida de um cidadão incómodo, com jeito até lhe pode encher uma gaveta da cómoda com marijuana ou expor algum pecadilho íntimo na comunicação social. O polvo pode actuar impunemente porque quem o controla é um dos seus tentáculos e quem o vigia na comunicação social é outro dos seus tentáculos.

Vimos também como um ricaço cuja empresa investe milhões em publicidade consegue juntar mais gente em manifestações de solidariedade do que as vítimas de qualquer tragédia que ocorra em Portugal, mal os interesses do super merceeiro foram postos em causa assistiu-se a uma verdadeira procissão de directores de jornais, comentadores, jornalistas e opinion-maker dos mais diversos tipos e calibres em defesa do mais recente emigrante português. Uns terão sido pagos, outros estarão a contar com a participação num bónus de publicidades outros apenas têm a esperança de que o ricaço repare neles para lhes enviar uma gorjeta, talvez a encomenda de um livro para a fundação do Barreto ou mesmo um cabaz com pacotes de arroz e garrafas de azeite no próximo Natal. Alguns até o fazem porque já nasceram sem coluna e acham que estão no mundo para bajular e lamber os ditos dos mais poderosos.

Quando os trabalhadores do Pingo Doce fizeram protestos públicos em Agosto de 2009 ou em Outubro de 2011 ninguém escreveu em sua defesa, nenhum jornal dedicou um editorial ao tema, nem o Expresso fez uma entrevista a um trabalhador. Mas agora que o senhor Santos põe o dinheiro e os lucros longe do alcance do fisco do seu país chovem as manifestações de solidariedade, tudo se faz para poupar o ricaço a qualquer boicote.

Estes são dois casos que mostram até que ponto a corrupção moral está a apodrecer o país, como o poder é controlar e gerido por um imenso polvo que se alimenta do país e, por sua vez, se apropria da riqueza colectiva para alimentar e enriquecer uma imensidão de gente que, como diria Cavaco Silva, não produzem bens transaccionáveis, vivem sim da tráfico de influências, o único negócio que em Portugal parece ser competitivo, a a matéria-prima dos políticos é barata e a competitividade está assegurada.

É este imenso polvo que escolhe políticos e ajuda a elegê-los, que escolhe governantes ou ajuda a derrubá-los, que torna a justiça ineficaz, que apodrece o país com corrupção e que ajuda a manter um imenso esquema que impede o desenvolvimento do país e mantém uma economia prisioneira de esquemas que matam a concorrência e a competitividade alimentando a desigualdade social.

Foi este imenso polvo que arruinou bancos, que levou o Estado quase à falência, que se aproveitou das vantagens do euro enquanto estas duraram e que agora conspira para que sejam os pobres a pagar uma crise que eles provocaram. Os italianos têm uma máfia a que numa famosa série televisiva chamaram polvo. Nós temos um polvo tão mau ou pior do que as máfias italianas mas sem qualquer designação, é simplesmente um imenso polvo que aprisiona o país do Algarve a Trás-os-Montes, da Madeira aos Açores.

Umas no cravo e outras na ferradura



Foto Jumento


Olaria do Desterro, Desterro (Freguesia da Pena), Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Está muita coisa a parecer arame farpado [A. Cabral]
  
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Jumento do dia


Eduardo Catroga, professor catedrático a tempo parcial 0%

À beira dos 70 anos e depois de uma carreira bem remunerada e devidamente recompensada com chorudas pensões, Eduardo Catroga deveria ter o bom senso de descansar e se deixar de conversas sobre pentelhos ou de promoções a catedrático da treta. Mas parece que o velho senhor não quer descansar e ainda se sente com forças para mais uma mordomia governamental, desta vez fruto da democratização da economia portuguesa.
 
Eduardo Catroga é o símbolo daquilo a que Passos Coelho chamou de democratização das empresas, vendeu uma empresa pública ao preço da uva mijona e conseguiu agradecer os serviços prestados por Eduardo Catroga com um salário a pagar pelos chineses. Resta agora que Cavaco Silva condecore o seu velho amigo e vizinho na Quinta da Coelha com a Ordem da Liberdade.

Além de já ter idade para ter juízo Eduardo Catroga é suficientemente rico para poder poupar o país a este espectáculo pouco honroso.
  
  Momento musical 
  
   
 O Pingo Doce precisa de talhantes

Numa das suas boas crónicas Ferreira Fernandes preocupa-se com a falta de talhantes no Pingo Doce e sugere que tal é um problema do sistema de ensino. Não me parece, no passado nunca faltaram talhantes e as escolas, mesmo as profissionais, não ensinavam a profissão. Eram os talhos que tinham aprendizes que aprendiam a profissão.

O problema é que os talhos foram à falência muito por força da concorrência muitas vezes desleal feita pelo Pingo Doce, na minha terra dos muitos talhos que existiam sobreviveu um único depois da abertura da loja do Pingo Doce. A par da falência dos talhos que ensinavam a profissão muitos cortadores optaram pela emigração, nos outros países da Europa esta é uma profissão bem paga e o Pingo Doce se os quer que lhes pague.
 
Ora, se os velhos talhantes pagavam impostos e ainda formavam os seus empregados porque razão uma organização como o Pingo Doce não investe um tostão em formação profissional de talhantes? Fará algum sentido quando um empresário como o Pingo Doce vai em busca de menos impostos para a Holanda alguém sugerir que sejam os contribuintes a pagar-lhe a formação dos talhantes? Parece que desta vez Ferreira Fernandes acertou ao lado, deveria ter sugerido a Soares dos Santos que procurasse talhantes na Holanda, talvez encontrasse outros portugueses que também preferiram a Holanda, precisamente os talhantes que não encontra em Portugal, disponíveis para receber ordenados miseráveis para que o senhor Soares dos Santos tenha muitos lucros para pagar impostos aos holandeses. Ironia do destino, a Holanda leva-se os impostos baixos e os talhantes caros.

«Voltando à vaca fria, isto é, ao talho. Ontem, por razões de atualidade (a emigração para a Holanda dos impostos do patrão do Pingo Doce), lembrei uma crónica minha, de há um ano, em que criticara o destaque que os jornais e conversas de café haviam dado a uma opinião política de Alexandre Soares dos Santos, quando se ignorou outra frase sua: "Quero talhantes para as minhas lojas e não os encontro." As reações à minha crónica de ontem foram idênticas às da primeira: falou-se da opinião política de Alexandre Soares dos Santos. Dos talhos, está quieto! Ora é sobre os talhantes que eu quero ouvir falar o dono do Pingo Doce (talvez a empresa que mais talhos tem em Portugal), como é a relação ancas-mamas que me interessa nas misses Mundo, não as opiniões delas sobre a extinção das focas. O problema, infelizmente, não está em Alexandre Soares dos Santos, está no nosso país (e deste não nos vamos livrar, não consta que emigre para a Holanda). Portugal adora bitaites de amadores e não ouve os profissionais que falam de assuntos substantivos de que entendem. E a ironia é que se tivéssemos só ouvido o profissional de supermercados a falar de talhos teríamos ouvido uma crítica política bem mais sólida do que aquela a que demos eco. "Quero talhantes para as minhas lojas e não os encontro" é arrasador sobre a política educativa portuguesa que em décadas de ensino desfasado da realidade não formou os profissionais necessários. » [Ferreira Fernandes DN]

 O André ajuda o Pingo Doce

André Macedo decidiu ajudar o Pingo Doce na sua coluna no DN, com alguma ginástica e misturando alhos com bugalhos deu uma justificação que terá agradado ao velho senhor cheio de massa:

«Calha sempre bem este rigor informativo numa notícia de evidente cariz económico. Ficaram, no entanto, várias perguntas por responder. O leite tinha sido comprado no Pingo Doce? A velhinha era eleitora do Sócrates e tinha conta na Caixa desde o tempo do Vara? O engenheiro era paciente da médica assaltante? Às vezes, na vida, a riqueza de pormenores disfarça a pobreza das ideias. Muitas vezes, no jornalismo, a riqueza de pormenores esconde a verdade da notícia. No caso do Pingo Doce, para não cairmos no erro de olhar para o dedo e não para Lua, o essencial é que a holding dos Soares dos Santos mudou-se para a Holanda porque o sistema fiscal português é um assalto à mão armada. Ou será um caso de psiquiatria?» [DN]
 
O problema de André Macedo é que foi tão esperto que não reparou como a sua tese se vira contra Soares dos Santos. Antes de mais porque o assalto à mão armada a que se refere é uma mentira, em segundo lugar porque enquanto jornalista sabe como os mais riscos têm sido ajudados à custa dos mais pobres, em terceiro lugar porque ao assumir que o patrão fugiu dos impostos está a dar razão aos que defendem o boicote ao Pingo Doce. Uma boa parte dos portugueses, principalmente os mais atingidos pela austeridade e pelo empobrecimento forçado defendido pelo Gaspar, pagam taxas de impostos bem superiores às pagas pelos lucros da família Soares dos Santos.
 
O André acha que há dois grupos de portugueses: os que devem cá estar para trabalhar mais meia hora, serem despedidos quando dá jeito e suportarem a austeridade e o grupo dos que estão onde mais lhes convém.
  
 Dúvida

Depois de ter sugerido aos professores sem emprego que emigrassem para Angola o Passos Coelho também sugeriu aos empresários sem vontade de pagar impostos para emigrarem para a Holanda?
 
 Uma pergunta a Soares dos Santos e a todos os cachorros cá da praça
    
Se a Holanda é tão boa a favorecer os negócios porque razão não enriqueceram lá mas em Portugal? Se facilita tanto os negócios porque não abrem lá lojas do Pingo Doce e preferem países como Portugal, Polónia ou Colômbia?
 
Há um negócio que todos sabemos que é mais facilitado na Holanda, é o da Holanda. Enfim, a família Soares dos Santos levou o dinheiro para um bairro da lanterna vermelha?
  
 

 Uma modesta proposta

«Não sou quem o diz, é a Comissão Europeia: "Entre os seis países da UE mais afectados pela crise, Portugal é o único onde as medidas de austeridade exigiram um esforço financeiro aos pobres superior ao que foi pedido aos ricos, revela um estudo recente publicado pela Comissão Europeia".

A notícia vem no "Jornal de Negócios" e suscita uma questão: sendo o empobrecimento do país a estratégia de saída da crise publicamente assumida pelo actual Governo, não se justificaria que a austeridade incidisse fortemente sobre os ricos até fazer deles pobres? Democratizando a pobreza ao mesmo tempo que democratiza a economia, o Governo realizaria o suave e patriótico milagre da multiplicação dos pobres mais eficazmente do que limitando-se a empobrecer ainda mais os pobres que já são pobres.

Imagino até um "slogan" para convencer os ricos, que costumam ser renitentes quando se trata de deixarem de ser tão ricos: "Faça algo pelo seu país: não vá empobrecer para a Holanda".» [Jornal de Negócios]

Autor:

Manuel António Pina.
     

 Grande Macedo!

«Segundo a estação de rádio, alguns Centros de Saúde dizem que esta cobrança está prevista na portaria com as novas taxas moderadoras. De acordo com a portaria do Governo, estas “consultas sem a presença do utente” são identificadas como actos de assistência médica que podem resultar num “aconselhamento, prescrição ou encaminhamento para outro serviço”. Casos que podem acontecer através correio tradicional, email, telefone ou por uma terceira pessoa.» [CM]

Parecer:

O Macedo não brinca em serviço.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 Como consumimos acima do que podemos

«Fernando Monteiro disse que a queda de 31,3 por cento das vendas de carros em 2011 comparando com 2010, conjugado com a importação de usados, "que não caiu e aumentou a sua quota de mercado de 9 para 13 por cento", a previsível quebra de vendas em 10 por cento este ano e ainda a forte componente fiscal em Portugal "irão contribuir para um maior envelhecimento do parque automóvel". » [CM]

Parecer:

Estes e outros dados negam a tese com que a direita defende o empobrecimento forçado da classe média e dos mais pobres.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento a Passos Coelho.»
  
 Está explicada a presença de Catroga no negócio da EDP

«Está desfeito o mistério da proeminente posição ocupada por Eduardo Catroga durante a cerimónia de assinatura do contrato de venda de parte do capital da EDP aos chineses da Three Gorges.» [DN]

Parecer:

Começa a compreender-se o que Passos Coelho entende por democratização da economia, ele vende o património público em saldo e o comprador dá um tacho a um amigo. Quando alguém questionou a proeminência de Catroga na cerimónia da venda este humilde bem dizia:

«O Câmara Corporativa interroga-se sobre a razão da "proeminência" de Eduardo Catroga na cerimónia de saldos da EDP. Pelas palavras do militante comunista chinês a quem meio governo foi dar graxa a razão parece ser simples, a presença do lienciado promovido a professor catedrático a tempo parcial 0% deve-se ao facto de o preço dado pela EDP ter sido pentelhos. Ou será que alguém o foi apresentar aos chineses?

A verdade é que os chineses já levaram e o original catedrático ainda não levou nada deste governo, nem mesmo pentelhos.»
 
Está explicada a presença do homem dos pentelhos na cerimónia, foi inscrever-se como militante do Partido Comunista da China.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao professor catedrático a tempo parcial 0% quantos pentelhos vai ganhar por mês.»
  
 Assis critica colagem do PS a Cavaco
  
«Francisco Assis, ex-líder parlamentar socialista, advertiu hoje contra "colagens excessivas" de dirigentes do PS em relação às intervenções do Presidente da República, considerando que essa opção "subalterniza" o papel político do seu partido enquanto oposição.» [DN]

Parecer:

Pobre Seguro, se não se colar a Cavaco o que poderá fazer?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 Acções do BES a 12 cêntimos

«Os títulos do BES e BCP continuam sob pressão vendedora pelo segundo dia seguido, seguindo a afundar 8,33% e 7,58% para 1,11 euros e 0,122 euros, respectivamente. No mesmo sentido, o Banif perdia há momentos 5,85%, ao mesmo tempo que o BPI cedia quase 2%.» [DE]

Parecer:

Já é renável oferecer uma com cada bica, até se poderia perguntar aos clientes "com açúcrar ou prefere uma acção do BCP que não faz nem bem nem mal à saúde?"

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a sugestão no café do bairro.»
  
 Soares dos Santos está a ser manhoso

«O Presidente da Jerónimo Martins confessa que, esta ação, a longo prazo, poderá ter benefícios fiscais, ainda assim defende que não foi esse o objetivo da deslocação e diz estar no meio de uma guerra política: "Aceito perfeitamente que não gostem daquilo que represento. A iniciativa privada nunca foi nada de que o português gostasse. O que não aceito são ataques pessoais".» [Dinheiro Vivo]

Parecer:

Quem tanto exigiu um pedido de ajuda ao FMIO sabia que daí resultariam medidas fiscaios e não está em causa a sua pessoa ou o facto de ser empresário, está em causa um dos políticos mais activos deste país ainda que se esconda sob a capa de empresário e use o poder financeiro para ter fácil acesso à comunicação social e para financiar uma fundação que tem por objectivo servir os interesses estratégicos do Pingo Doce intervindo na política.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Rejeitem-se as declarações do senhor.»
  
 O grupo parlamentar do PSDparece uma "orquestra"

«Miguel Santos, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, é "irmão" maçom de Luís Montenegro, o número um da bancada social-democrata, na Mozart, a loja de que faz parte Jorge Silva Carvalho, o ex-diretor do SIED (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa) e atual quadro superior do grupo Ongoing que foi protagonista de uma série de irregularidades nos serviços secretos, acabando por ser alvo de uma investigação por parte da comissão de assuntos constitucionais da Assembleia da República, cujas conclusões estão a levantar polémica esta semana por causa de referências à maçonaria.
 
Miguel Santos, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, é "irmão" maçom de Luís Montenegro, o número um da bancada social-democrata, na Mozart, a loja de que faz parte Jorge Silva Carvalho, o ex-diretor do SIED (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa) e atual quadro superior do grupo Ongoing que foi protagonista de uma série de irregularidades nos serviços secretos, acabando por ser alvo de uma investigação por parte da comissão de assuntos constitucionais da Assembleia da República, cujas conclusões estão a levantar polémica esta semana por causa de referências à maçonaria.

O jurista e deputado, eleito pelo círculo do Porto, consta de documentos a que o Expresso teve acesso e que expõem a lista completa dos membros da Mozart, um grupo fechado de 41 maçons formado em 2006 no seio da Grande Loja Legal de Portugal, uma das duas correntes da Maçonaria em Portugal.

Contactado pelo Expresso, Miguel Santos recusou fazer comentários sobre o assunto, não negando, no entanto, a sua ligação à loja maçónica.

Além de Montenegro e Miguel Santos, surgem outras oito figuras da Mozart ligadas ao PSD: Pedro Duarte (ex-líder da JSD, ex-vice-presidente da bancada social-democrata e ex-secretário de Estado), Vasco Rato (ex-membro da comissão política do PSD e administrador da Ongoing Brasil), Agostinho Branquinho (ex-deputado e também administrador da Ongoing Brasil), José Amaral Lopes (ex-deputado e ex-secretário de Estado), António Lourenço dos Santos (ex-secretário de Estado), António Neto da Silva (ex-secretário de Estado e fundador da loja maçónica) e José Cal Gonçalves (ex-chefe de gabinete de Carmona Rodrigues).» [Expresso]

Parecer:

Começa a ser musica a mais.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
        


 Eve Arnold [21.04.1912 - 04.01.2012]
 




 
 2012: Marking the New Year [Boston.com]










 Winter arrives  [The Atlantic]