sábado, março 03, 2012

Nearer My God to Thee


Quando o Capitão Smith, comandante do Titanic, percebeu que não havia resposta aos seus pedidos de ajuda mandou os passageiros embarcar nos botes. Mandou descer o primeiro bote, o bote n.º 7, com apenas 27 passageiros. Para acalmar os passageiros durante pediu que a orquestra viesse tocar para junto do convéns dos botes. A tradição diz que enquanto ia ao fundo a orquestra tocava a música “Nearer My God to Thee”,. Mas segundo o Segundo o testemunho do segundo operador de rádio, estava a tocar "Autumn", um hino episcopal.

O governo de Passos Coelho parece ter-se inspirado na história do Titanic, enquanto a economia se afunda como o paquete inglês sem que de fora nos chegue qualquer ajuda, o primeiro-ministro mantém-se firme e hirto, o ministro das Finanças continua a dar-nos música com as suas previsões idiotas e o homem do leme continua a inspirar confiança apesar de os seus grandes conhecimentos de navegação lhe dizerem que o navio está irremediavelmente perdido.

As micro, pequenas e médias empresas definham e uma atrás da outra vão dispensando trabalhadores ou fechando as portas, mas o ministro da Economia respira optimismo, promete o paraíso ao virar do ano, sem recursos, sem ideias e até sem pastas governamentais o ministro da Economia dá música à economia na esperança de evitar o pânico.

As receitas fiscais afundam-se, o desemprego atinge níveis nunca vistos, as receitas da segurança social afundam, a dívida cresce exponencialmente, a economia caminha a passo acelerado para a bancarrota, mas o ministro das Finanças mantém-se firme e hirto, apesar do medo da revolta da populaça o Gaspar mostra-se um maestro erecto dirigindo a sua orquestra, fazendo crer aos portugueses que ainda não emigraram que brevemente estarão no paraíso.

Vivemos num país irreal, num país com desvios inventados, o orçamento aldrabado, o Presidente desvalorizado, mas todos insistem em não perceber que o paquete sofreu um rombo e está a afundar-se. Todos nos dão música, o Presidente que os ajudou a chegar ao poder, o governo que não sabe o que fazer para reparar o rombo que provocou, os jornalistas que os ajudaram a enganar os portugueses, todos insistem em ignorar a realidade continuando a participar nesta orquestra de zombies.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Igreja do Carmo, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


"Loja das Novidades", Mindelo, Cabo Verde [A. Cabral]
  
Jumento do dia


Sérgio Silva Monteiro, secretário de Estado dos Transportes

Este rapazola ainda não foi demtiido? Se não foi então é o Álvaro que deve ser o demitido.

«O Secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro, autorizou o pagamento de 4,4 milhões de euros à Lusoponte para compensar a empresa pela não cobrança de portagens na Ponte 25 de Abril. Isto, apesar de saber que a isenção em Agosto neste trajecto acabou o ano passado e que a Lusoponte ficou com o dinheiro das portagens - as receitas de todas concessões rodoviárias são das Estradas de Portugal. Assim, a empresa recebeu duas vezes.



A decisão consta de um despacho assinado no dia 21 de Novembro do ano passado, depois de um pedido de compensação da empresa. E tanto o dinheiro das portagens como o dinheiro da compensação continuam nas mãos da concessionária.
 
Dando seguimento a uma decisão do Executivo anterior, o Governo liderado por Pedro Passos Coelho decidiu, em Julho, passar a cobrar as portagens na Ponte 25 de Abril em_Agosto, até então grátis. A medida visava poupar 4,4 milhões de euros por ano entregues à Lusoponte como compensação, pois todas as receitas de portagem da concessão servem de pagamento à empresa da Mota-Engil.
  
Contudo, não ficou claramente definido qual o modelo de compensação à Lusoponte: ou esta entregava o dinheiro das portagens ao Estado, mantendo este os pagamentos inalterados, ou o Estado descontava os 4,4 milhões de euros nos pagamentos anuais que efectua à empresa no âmbito do Acordo de Reequilíbrio Financeiro VIII, celebrado em 2008.
  
Tendo a Lusoponte retido o dinheiro das portagens de Agosto, a empresa pública Estradas de Portugal (EP), gestora de todas as infra-estruturas rodoviárias do país, decidiu descontar os 4,4 milhões de euros ao pagamento normal efectuado à Lusoponte. Pagou 2,3 milhões de euros à Lusoponte, em vez dos 6,7 milhões acordados no Acordo de Reequilíbrio Financeiro VIII, pois este documento não previa a cobrança de portagens em Agosto.
  
Mas a empresa liderada por Joaquim Ferreira do Amaral, antigo ministro das Obras Públicas do PSD, discordou da decisão da EP e pediu à empresa para efectuar o pagamento pelos moldes anteriores à introdução de portagens, apesar de ter retido o dinheiro das portagens. » [Sol]

 Incompetente

De um ministro que no OE prevê uma taxa de desemprego de13,4%, que em finais de Fevereiro admite que no final de 2012 esta taxa se situará nos 14,8% e dois dias depois sabe que as autoridades das estatísticas europeias consideram que no final de Janeiro o desemprego já era de 14,8% tem uma designação: incompetente.
 
Incompetente e irresponsável pois o país encontra-se à beira do colapso ao fim de dois meses de execução orçamental e esta situação só é disfarçada porque está sendo financiado pela troika, uma co-responsável nos excessos de Vítor Gaspar.
   
Os incompetentes só podem ter um destino: a demissão.
  
 

 O equívoco

«É perfeitamente compreensível que o Governo procure valorizar as avaliações positivas da “troika” sobre o cumprimento do Programa de Assistência Financeira.
  
Mas já não é normal esta encenação trimestral de euforia a propósito das avaliações periódicas, sobretudo quando acompanhadas de preocupantes revisões em baixa do crescimento económico e de brutais revisões em alta do desemprego.
  
A atitude do Governo revela um perigoso equívoco sobre o que significa ter sucesso na execução do Memorando. É que uma coisa são as metas de referência, que é necessário cumprir; outra coisa é o objectivo central que se visa alcançar. A redução do défice é uma meta de referência importante, que tem de ser cumprida. Mas o objectivo fundamental do Programa é outro: o regresso de Portugal aos mercados, em Setembro de 2013.
  
Acontece que o regresso aos mercados não depende só da redução do défice. Depende, sobretudo, da confiança dos mercados na capacidade de crescimento da economia portuguesa, em termos que permitam gerar a riqueza suficiente para honrar os seus compromissos. É por isso que foi um erro a austeridade "além da troika", precipitadamente decidida quando já se desenhava um abrandamento da economia europeia e assente num conjunto de medidas adicionais fortemente recessivas, em muitos casos comprovadamente desnecessárias. E só não vê quem não quer: uma recessão agravada, para além de ameaçar as metas do défice, é o caminho mais directo para o fracasso no objectivo de conquistar confiança e conseguir o regresso aos mercados no próximo ano. Nestas condições, a euforia do Governo é simplesmente grotesca.
  
Menos eufórica foi a reacção dos mercados. Decorriam ainda as festividades comemorativas da avaliação da "troika" e já os juros da dívida soberana portuguesa subiam de novo nos mercados financeiros (num movimento apenas acompanhado pelos juros da Grécia), atingindo os 13,8% no prazo a 10 anos e os 16,6% no prazo a 5 anos. A tal ponto que o BCE se viu forçado a intervir mais uma vez no mercado secundário, adquirindo títulos de dívida portuguesa.
  
É certo, numa altura em que os mercados dão sinais de ter percebido que uma austeridade destrutiva da economia não pode inspirar confiança, seria difícil não reparar que o Ministro das Finanças, em apenas oito meses de Governo, cometeu a proeza de apresentar cinco (!) previsões diferentes para o crescimento da economia portuguesa em 2012. E cada uma pior do que a outra: em Julho previa uma recessão de -1,7%; em Agosto de -1,8%; em Outubro de -2,8%; em Novembro de -3% e agora, em Fevereiro, chegou aos -3,3%. Entre a primeira e última destas previsões a diferença já vai em 1,6 p.p. do PIB (!), ou seja, a recessão deste ano vai ser o dobro da inicialmente prevista pelo ministro das Finanças!
  
Ao contrário do que pretende o Governo, uma evolução tão negativa ultrapassa em muito os efeitos do abrandamento da economia europeia. O próprio INE explicou que a recessão de -2,7% registada no 4º trimestre de 2011 se ficou a dever não à Procura Externa Líquida, que até aumentou em resultado da "acentuada diminuição das importações", mas sim ao "significativo agravamento do contributo negativo da Procura Interna". Não vai ser fácil o Governo convencer alguém de que a sua austeridade "além da troika" não tem nada a ver com isto.» [Diário Económico]

Autor:

Pedro Silva Pereira.
  
 Ainda o desemprego

«Voltemos ao tema do momento, que é também o mais grave que hoje em dia se coloca à sociedade portuguesa: o desemprego. No último trimestre de 2011, a população residente era de 10,6 milhões de pessoas, das quais 5,5 constituíam a população activa e 5,1 a população inactiva.
  
E, dentro da população activa, 771 mil estavam desempregadas, o equivalente a 14% do total. É a taxa mais alta de que há memória no país. E tem tendência a subir.
  
Sucede que estes números estão subavaliados. Desde logo, a população empregada, de 4,7 milhões de pessoas, incluía 633 mil com emprego a "tempo parcial". E a dúvida é legítima: parcial como? Metade do tempo? 30%? 70%? Se, por hipótese, admitirmos um emprego a meio tempo, isso significa que, na prática, 316,5 milhares estavam de facto desempregadas. Logo, a taxa de desemprego era da ordem dos 20% e incluía mais de um milhão de pessoas.
  
Mas há mais. Ao desdobrarmos os 5,1 milhões da população inactiva, vamos encontrar 203 mil "disponíveis" para trabalhar, mas que não conseguem arranjar emprego. E mais 83 mil "desencorajados", que nem sequer o procuram porque lhes falta motivação. Também aqui a dúvida é legítima: estes 286 mil indivíduos são "inactivos" ou "desempregados"? Se optarmos pela segunda hipótese, a taxa de desemprego sobe para 24% e envolve 1,4 milhões.
  
Observemos agora os diferentes grupos. Mesmo assumindo como boa a taxa de desemprego de 14% no quarto trimestre de 2011, há situações mais chocantes do que outras. Por exemplo: 53% dos desempregados estão nessa situação há mais de um ano; nos jovens de 15-24 anos, a taxa é de 35,4%; e 10,6% dos desempregados têm um curso superior. Sejamos frontais: as classes políticas que nos últimos anos nos governaram deveriam corar de vergonha.
  
O problema é que, entretanto, os centros de decisão saíram de Portugal e transferiram-se para os controladores do euro, em especial a Alemanha. São eles que ditam as leis. E a ‘troika' que nos impingiram adora a asfixia - com o apoio entusiástico do primeiro-ministro português. Se exceptuarmos o crónico problema espanhol, as situações mais graves de desemprego estão hoje nos países que eles "ajudaram" - a Grécia, a Irlanda e Portugal.
  
Até quando?» [Diário Económico]

Autor:

Daniel Amaral.
  
 Coisas que não mudam

«Nunca percebi certos ditos. Como "em política não há amigos" ou "não há memória", ou "não há traições". Sendo a política uma atividade humana entre tantas outras, se delas se deve distinguir, acho, é pela nobreza e não, pelo contrário, funcionar como terra de ninguém sem leis nem regras mínimas de decoro, honra e verdade. Sei, porém, que como em todas as áreas em que as apostas são altas e os confrontos aguerridos, o oportunismo e as alianças de circunstância campeiam. E aquela máxima "o inimigo do meu inimigo meu amigo é" será muito praticada, como afinal na vida de tanta gente.
  
Vem isto a propósito do conflito, em escâncara escalada, entre o presidente e o Governo, na pessoa do primeiro-ministro. Sabíamos todos há muito que Passos e Cavaco não morrem de amores um pelo outro. Mas todos assistimos à aliança tácita que fizeram para o derrube do Governo Sócrates e à forma como o PR, inimigo tão figadal da austeridade imposta pelos socialistas a ponto de apelar a "um sobressalto cívico" e de rasurar nas suas análises a crise internacional e europeia, alterou o seu discurso no pós-eleições ante o acometimento de fúria austeritária do Governo Passos. Até que, precisamente, resolveu recuperar as suas preocupações de antanho e começar a afrontar as opções do Governo, linha que inaugurou com as críticas ao orçamento de 2012 antes de este ser sequer discutido.
 
Com episódios pícaros como o da fuga do PR ante a manifestação numa escola secundária versus o arrojo de Passos, na mesma semana, face a gente que o apupava, ou a reação cortante do PM às críticas do PR à "excessiva austeridade" - "Não vou entrar num ping-pong público com o Presidente", como quem diz, e bem, "o que eu e o PR temos a dizer um ao outro não deve ser espetáculo mediático" -, esse confronto teve na entrevista que Cavaco deu à TSF no aniversário da rádio um momento alto, quando o Presidente afirmou que existe "cobardia dos líderes europeus face às agências de rating".
 
Todos, presumo, nos recordamos do que Cavaco dizia antes da queda do Governo PS sobre as agências de rating: não deviam ser afrontadas e era "um erro culpar os mercados". Claro: a culpa tinha de ser todinha do Governo em funções porque era isso que convinha a Cavaco, mesmo se em nada convinha ao País. Agora, de repente, as agências são más da fita e Passos cobardolas (por acaso, logo a seguir ao episódio das "manifs"). Estas cambalhotas devem-se a quê? Partindo do princípio de que o PR está no domínio das suas capacidades, só podem ser fruto do mais desbragado oportunismo, o de alguém que só pensa em si e no modo, num momento em que caiu como nenhum PR da história nas sondagens, de se posicionar da forma que lhe parece mais favorável. Que perante isto o PS se perfile, a várias vozes, como seu aliado-mor, defendendo "a dignidade do Presidente", é um pouco de mais para estômagos sensíveis. Mas, lá está: o mundo muda muito. E não.» [DN]

Autor:

Fernanda Câncio.
 Apague-se a história

«O corpo de delito é esta linha, entre as 22 que integram a entrada da palavra "cigano" no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa: "5. pej[orativo], que ou aquele que trapaceia, velhaco, burlador". Pelo facto de o Houaiss ter informado os seus leitores que a palavra "cigano" é às vezes usada, na língua portuguesa, com o sentido pejorativo referido, um procurador brasileiro quer que a obra seja retirada de circulação e a editora pague 200 mil reais de indemnização por "semear a intolerância étnica".
  
É o método de recalcamento típico das hordas do politica e linguisticamente correcto: matar o mensageiro quando ele dá notícia de acontecimentos que... não deveriam ter acontecido. Tem sido tentado com os melhores: Mark Twain, Hergé, Steinbeck, Conrad, Melville, Malcolm Lowry... Haveria inevitavelmente de chegar a vez dos dicionários. Enquanto não chega (já faltou mais) a descafeinização das línguas de todos os usos e sentidos preconceituosos que nelas se foram acumulando ao longo dos séculos.
  
A língua portuguesa, por exemplo, seria limpa do uso de "judeu" ou "escocês" no sentido de avarento, "judiarias" no sentido de maldades, ou ainda de expressões como "trabalhar como um negro", "trabalhar como um mouro", "trabalhar como um galego", "gozar como um preto", etc.. Isto é, seria limpa da sua História. E, já agora, porque não limpar a própria História dos factos feios e deixar só os bonitos e "correctos"?» [JN]

Autor:

Manuel António Pina.
   

 O governo pode ser responsável pela morte de alguns portugueses

«O presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública considera que o impacto de algumas medidas políticas na área da Saúde poderão também ter contribuído para uma taxa de mortalidade acima da média.» [TSF]

Parecer:

Matar pela pobreza não é crime.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à JSD se vai entregar queixa ao Procurador-Geral.»
  
 Rajoy menos troikista do que a troika

«Espanha tem permissão para ter um défice de 5,8% este ano mas terá de cumprir 3% em 2013. Comissão mantém pressão alta. » [DE]

Parecer:

Nem toda a direita é idiota e aprecia pinochetadas económicas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao Gasparoika.»
  
 O que é que abranda no segundo semestre?

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse hoje que a taxa de desemprego de 14,8% registada em Portugal atingiu "um valor muito elevado" mas alertou que a "tendência é para continuar a subir antes de abrandar no segundo semestre".» [DE]

Parecer:

A taxa de desemprego ou o ritmo a que aumenta?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao licenciado em gestão por uma universidade da treta.»
  
 As coisas que preocupam a loura da justiça

«"Sem deixar de punir tais condutas, já que a propriedade é um direito reconhecido por lei e a sua ofensa lesa um bem jurídico, importa que a lei distinga as situações em que os furtos ocorrem em estabelecimentos comerciais onde os produtos se encontram expostos e acessíveis ao público", anunciou a ministra da Justiça durante a sua intervenção no XI Congresso do Ministério Público, que está a decorrer em Vilamoura.
 
Paula Teixeira da Cruz explicou que a "opção comercial de exposição de produtos ao público não pode deixar de ser acompanhada dos meios necessários a sua vigilância", pelo que entende que a justiça penal "não deve ser chamada a intervir nestes casos". Até porque, argumentou a ministra, muitos destes furtos, "de pequeno valor", são casos de 'justiça social.» [DE]

Parecer:

Tudo por causa de dois casos mediáticos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Quais previsões de retoma

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, garantiu esta sexta-feira que, se o Governo decidisse "aligeirar" e "flexibilizar" a aplicação do programa de ajuda externa, tal levaria a que as previsões de retoma económica não se concretizassem.» [CM]

Parecer:

Alguém previu a reoma da economia?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Passos Coelho se não estará a ser optimisa.»
  
 Câmara de Aveiro trama os que residem pero das SCUT

«O Ministério da Economia esclareceu hoje que a advertência da Comissão Europeia sobre as portagens diz respeito aos descontos que o Governo faz aos residentes das localidades junto às ex-SCUT e não à cobrança em si.» [Diário Digital]

Parecer:

Grande conquista!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns ao idiota de Aveiro.»
  
 Vítor Gaspar está em pânico

«O ministro das Finanças está preocupado com a quebra das receitas do IRS e da Segurança Social. E razões não faltam para este estado de espírito de Vítor Gaspar. Com um desemprego galopante, que os últimos números do Eurostat estimam em 14,8% – contra os 13,4% previstos no Orçamento –, os cortes salariais nas empresas e o fim do 13.o e do 14.o mês para muitos trabalhadores, está cada vez mais difícil manter os níveis de receita fixados no Orçamento deste ano. As previsões das Finanças apontam para um crescimento de 2,9% nas receitas totais relativamente a 2011. Mas só no IRS e nas contribuições da Segurança Social a contabilidade pública regista uma quebra de 6,1% relativamente ao mesmo mês do ano passado.» [i]

Parecer:

E desta vez nem o batalhão da GNR nem os seguranças da PSP lhe podem valer.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se pelo pior.»

sexta-feira, março 02, 2012

Não nos deixem!

Por favor Passos Coelho, não partas, não remodeles o governo, não demitas o Gasparoika, não dispenses a Cristas, não mudes o Portas de pasta, mantém o Relvas onde está, se quiseres mudar então muda de casa, muda de mulher, muda de padrinho mas, por amor de Deus, não mudes o governo.

Todos sabemos que o Álvaro há muito que deixou de ser um super-ministro, tem a designação pomposa de ministro de uma data de coisas mas está transformado num ministro sem pasta, por este andar ainda vai ser conhecido pelo ministro do saco de super-mercado. Mas dispensar o Álvaro e devolvê-lo aos serviços de emigração do Canadá? Nem pensar, primeiro porque corremos um sério risco de não aceitarem a devolução, depois porque este país anda tão macambúzio que seria um erro perder um dos poucos motivos de humor. O Solnado já lá está, o Herman já deu o que tinha a dar, seria uma desgraça ficarmos sem o Álvaro.

E o que dizer de perder esse valor acrescentado chamado Gaspar? Os país não pode viver sem o seu gesticular de pessoa fina e inteligente, o seu humor requintado, o seu brilhantismo intelectual tão luminoso que quase dispensa os candelabros dos salões do ministério. Sabemos que as coisas estão difíceis, que um dia destes ainda vão dizer que no Terreiro do Paço o Passos tem o Gaspar e o D. José tem um cavalo porque este escolheu primeiro. Mas se perdermos o Gaspar far-se-á escuro neste país, isto fica tão cinzento que parece que temos o sol da meia noite.

Caro Passos, nem pense em mudar o Portas de pasta, apesar de o país já não ter dinheiro para tanta viagem ministerial vale a pena o sacrifício, depois de tanta austeridade, desemprego e miséria o pior que nos poderia acontecer era aturar aquele discurso balofo, aquela voz esganiçada. Governar desta forma é não gostar dos portugueses, em cima de tudo o que estamos a sofrer obrigarem-nos a ouvir o Portas todos os dias é odiar os portugueses.

E quem poderia passar sem a nossa Cristas? O primeiro-ministro não sabe nada, o Álvaro é uma anedota, do Portas só se aproveita aquela madeixa louraça, o Gaspar é uma desilusão, no meio de toda esta desgraça colectiva só nos resta rezar e ter uma ministra que reza é uma mais-valia, imagine-se o que seria este governo estar num barco e quando o naufrágio estava eminente concluía-se que nenhum dos tripulantes sabia rezar um pai nosso. Isto pode estar uma desgraça, a seca pode ser tão severa como o desemprego e o discurso do primeiro-ministro ser o fado do desgraçadinho, mas tudo se pode compor graças às rezas da Cristas. Se a senhora num dia disse ser crente e acreditar que iria chover e dois dias depois levei o maior banho da minha vida imagine-se o que de bom pode suceder ao país se a Cristas conseguir pôr o governo a rezar o terço.

A verdade é que até o Relvas faz falta, custa a admiti-lo mas é a mis pura das verdades, tão pura quanto virgem é o azeite Galo. Ainda houve a esperança de o Gaspar ser o herdeiro do homem de Santa Comba, mas falhou. À falta de bordoada fina, com o requinte de quem sabe melhor do que ninguém explicar os desvios colossais de Passos Coelho, teremos de nos conformar com um paquiderme, teremos bordoada mais grossa porque na hora dar o Relvas parece a cavalaria do Aníbal, o de Cartago proue para os lados de Boliqueime as cavalgaduras são burros. Com um ministro da Administração Interna desaparecido, com a secreta trespassada por adjudicação directa para a Ongoing, com o ministro da Defesa convencido de que a guerra se faz com espingardas de pressão de ar, resta o Relvas para manter a ordem na casa, sim, porque quem se mete com o governo leva, o Rosa Mendes que o diga.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Campo das Cebolas, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Palmela [A. Cabral]
    
Jumento do dia


Gaspar, (até ver) ministro das Finanças

O nosso Gaspar já conseguiu alcançar uma das metas mais desejadas pro este governo, apanhar a Irlanda. O problema é que não foi bem apanhar, foi mais uma pega de cernelha, apanhou a Irlanda no desemprego. O que fazer de um ministro que há dois dias teorizava sobre a previsão de uma taxa de desemprego de 13,5% e hoje se ficou a saber que em Janeiro essa taxa já ia nos 14,8%? Devolvê-lo novamente à Universidade Católica para fazer revisões de econometria não faz muito sentido pois burro velho não aprende línguas. Sugere-se o seu envio para sacristão da santinha da Ladeira, talvez tenha mais sucesso como devoto da santinha do que como economista. Em alternativa, se a capela fica fora de mão pode muito bem substituir o cavalo do D. José.

«Portugal alcançou a Irlanda com a terceira taxa de desemprego mais elevada da União Europeia ao registar uma subida para os 14,8 por cento em janeiro deste ano, mais duas décimas que em dezembro de 2011, segundo dados do Eurostat publicados hoje.» [DN]

 Afinal era montagem

    
 

 Os Pritzker-Krugman

«1 O dr. Mexia, da EDP, é um judoca mediático de alto recorte. Se a UNESCO tem dúvidas sobre o impacto da barragem na paisagem do Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial da Humanidade, a solução passa por fazer das fraquezas, forças: em vez de um mostrengo de betão, a EDP passa a fazer obras de arte nas barragens. Até dá para sonhar: venha a Portugal ver o roteiro das barragens assinadas pelos "nóbeis" da arquitetura (os Pritzkers)! Arte patrocinada pela empresa que controla o essencial do consumo elétrico nacional e cujo preço do tarifário nos faz interrogar se, com mais estes inquestionáveis e milionários Pritzkers a caminho, não estamos já a ser avisados que o preço por barragem subirá e, a reboque, o preço a cobrar pela energia. Coisa que na sede da empresa, na Marquês do Pombal, talvez não seja muito relevante. O importante é boa imprensa. Os Pritzkers! Inquestionável...
  
2. Os autarcas do Douro (e os outros), entretanto, ficarão na história como os senhores que recebem a moeda à porta e veem os convidados entrar para o banquete. Os Pritzkers! Que bom que é ter, por agora, algumas pessoas a trabalhar nas pedras das margens dos rios. Quantas sandes e noites em pensões locais, a isto chamado desenvolvimento... Claro que, depois de prontas, tudo funciona remotamente, sem ninguém, desde a mais longínqua barragem até ao centro de operações, algures, três pessoas por turno, o interior - que longe, empregos?, pois sim... Ah, e o desastre natural na qualidade da água nas albufeiras não é agora para aqui chamado. O mito do turismo de qualidade em barragens... É hora de festejos: os PRITZKERS! E entretanto, o Douro fica sem os rios Sabor, o Tua, o comboio do Tua e tem em risco o Património Mundial.
 
3. Desculpem a interrupção. Educadamente insisto: precisamos de novas barragens? Os especialistas que se opõem têm dito repetidamente o mesmo: era mais barato, e com menor impacto para o ambiente, ampliar a produção das que já existem. Joanaz de Melo, professor da Universidade Nova de Lisboa, voltou a sublinhá-lo no "Expresso" de sábado: "O Programa Nacional de Barragens é uma fraude - um favorecimento das grandes empresas de eletricidade, da construção e da banca à custa dos consumidores/contribuintes e do tecido económico". Em termos concretos: "As nove grandes barragens propostas, com uma potência de 2,5 GW e uma produtibilidade 1700 GWh/ano seriam usadas apenas 680/h ano (8% do tempo). Isto representa um acréscimo de 48% da potência hidroelétrica instalada (parece muito), mas apenas 19% da produção hídrica, 3% da procura de eletricidade e uns míseros 0,5% da energia primária do país". Matar nove rios é igual a gastarmos individualmente menos 3% energia.
 
4. Nunca me surpreendeu que os ambientalistas ficassem sós no tema. Se os partidos do sistema (PSD, PS, CDS) têm tios interessados na coisa, a coisa anda. Mas é preciso acrescentar à lista dos coniventes o PCP, cujo forte núcleo da EDP leva o partido a fazer a despesa através da deputada dos Verdes sem que o partido se meta no assunto. E assim se gera uma conta energética para o país, insustentável por muitos anos, que até a troika e o Governo já notaram, mas a que vai ser difícil fazer frente.
 
5. O país paga os Pritzkers... e o Krugman. Quem não gosta de ler o Prémio Nobel de Economia a anunciar, do outro lado do Atlântico, semanalmente, que se a Europa continuar por esta via de austeridade, o euro acaba? Nós, os que sofremos a austeridade e não gostamos dela, estamos com o Krugman... Mas há um problema: para quem fala o Krugman? Com a sua vinda a Portugal desfiz as minhas dúvidas: o Nobel fala para os europeus (alemães) e não para europeus (portugueses). A receita de 'menos austeridade' não se aplica cá. Ele até sugeriu um corte nos salários de 20% e achou o país difícil de explicar. Que terramoto! Peço então um favor a todos os que gostam de ler o Krugman: não tirem conclusões em Português. Leiam--no apenas em Alemão. » [Jornal de Notícias]

Autor:

Daniel Deusdado.
  
 Dias de servidão

«A tese do aluno bem comportado, o que papagueia a "sebenta" do professor e vai até mais longe do que ele exige, esteve em voga nos governos de Cavaco e deu no que hoje se sabe.
  
O Governo PSD/CDS adoptou idêntica estratégia de submissão acrítica. Foi humilhante ver os olhos luzentes de alegria com que Vítor Gaspar deu conta ao país que os capatazes dos mercados que, por intermédio da actual maioria, nos governam, lhe deram nota positiva (um 10 interrogado mas, de qualquer maneira, uma nota positiva). E, quando Olli Rehn, depois de umas carícias ("Lindos meninos..."), anunciou ainda mais "desafios" e "sacrifícios", Gaspar há-de decerto ter murmurado: "Venham eles!".
  
Diogo Feio, eurodeputado do CDS, é um bom intérprete dessa estratégia. Ao "Público" diz que "Portugal é bem visto por ter uma maioria de governo sólida" e uma situação social "pacificada". O único problema, parece, é haver (ainda) direito à greve: "Nós somos observados ao mais pequeno pormenor e cada greve que é feita mancha a imagem de Portugal".
  
Não mancham "a imagem de Portugal" o empobrecimento generalizado que em tempos o primeiro-ministro anunciou como objectivo político do Governo, o desastre social, os afrontosos números do desemprego, mas o facto de os trabalhadores serem mal comportados e lutarem pelos seus direitos. A sra Merkel deve ter gostado de ouvir, afinal sempre há portugueses "mais alemães do que os alemães".» [Jornal de Negócios]

Autor:

Manuel António Pina.
     
     
 primeiro-ministro grego renuncia ao vencimento

«O Primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, revelou esta quinta-feira que renunciou ao seu salário, desde a sua nomeação em Novembro, num contexto de grave crise económica e financeira.» [CM]

Parecer:

Uma boa ideia para o nosso Coelho, até porque o tio Ângelo certamente estaria disponível para o patrocinar com o apoio da empresa do lixo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Passos Coelho.»
  
 O CDS quer saber quanto ganham na RTP
 
«O CDS-PP pediu hoje informações ao Governo sobre quantos trabalhadores ou colaboradores da RTP têm um vencimento superior ao do Presidente da República, admitindo que pode ser preciso "repensar a estratégia de remunerações" no serviço público de televisão.
 
"O objetivo é conhecer a dimensão dessa realidade, no fundo saber se existe alguma realidade na RTP que nos faça ou que nos obrigue a olhar para ela no sentido de verificar-se se se justifica no âmbito do serviço público de televisão repensar a estratégia de remunerações", afirmou à agência Lusa o deputado centrista Adolfo Mesquita Nunes.» [DN]

Parecer:

Por este ão querer saber quanto ganham os motoristas dos membros do governo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 Reza Cristas, reza!

«O Instituto de Meteorologia prevê chuva para hoje e sexta-feira, mas admite que os aguaceiros não serão suficientes para minimizar os efeitos da seca que se regista em Portugal, disse à Lusa uma meteorologista.» [DN]

Parecer:

A ministra disse ser crente e acreditar que iria chover e caíram umas pingas. Conclusão: Deus ouviu a ministra mas esta rezou pouco.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se à ministra que intensifique as orações e o fervor com que reza.»
  
 Uma ideia para a Cristas

«O município de Rasquera, Tarragona, tomou a decisão de arrendar terrenos à Asociación Barcelonesa Cannábica de Autoconsumo (ABCDA) para plantar cannabis. A autarquia prevê a criação de 40 postos de trabalho e receber cerca de 1,4 milhões de euros em dois anos. » [DN]

Parecer:

Não mata a fome, mas ajuda a esquecer a política deste governo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a sugestão.»
  
 Um Álvaro com sentido da história

«Os números sobre o desemprego em Portugal, hoje divulgados pelo Eurostat, são "muito preocupantes", e fazem parte de uma "tendência crescente" que começou há uma década, disse hoje o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira.
   
"Já referi várias vezes que os números do desemprego são muito preocupantes. Tem havido uma tendência de crescimento nos últimos dez anos. É preciso relembrar que a crise não começou em 2008, nos últimos dez anos tivemos uma tendência crescente de desemprego e de emigração, e por isso é que é fundamental levar a cabo as reformas estruturais" que o Governo propõe, disse Santos Pereira numa conferência de imprensa após a reunião do conselho de ministros.» [DN]

Parecer:

Depois de descobrir que a crise é internacional o Álvaro descobre agora que resulta de uma tendência história.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Álvaro porquê só dez anos.»
  
 Hospital de Faro faz guerra à Roche

«O Hospital de Faro tentou comprar medicamentos à Roche há uma semana e a encomenda veio devolvida, mesmo antes de a farmacêutica comunicar a metade dos hospitais do SNS que têm dívidas superiores a 500 dias, que teriam de passar a pagar a pronto. A informação chegaria por faxe na sexta-feira à noite, mas só foi vista segunda, dia em que a nova política comercial foi anunciada. O Hospital de Faro voltou a fazer a encomenda, depois de decidir que daqui para a frente só comprará à Roche medicamentos para os quais não haja alternativa. Ontem ao final do dia a encomenda continuava pendente, porque a Roche ainda não tinha enviado a factura pró-forma.
 
“Não só a nova política comercial entrou em vigor antes do tempo como a farmacêutica não estava preparada para emitir facturas pró-forma”, disse ao i o novo presidente do conselho de administração do Hospital de Faro, Pedro Nunes. “Propuseram que fizéssemos a transferência mediante outro documento e depois enviavam a factura definitiva.”
  
Além de restringir as compras, o Hospital de Faro proibiu a entrada de delegados comerciais da empresa na unidade e não irá autorizar a participação dos seus profissionais em congressos patrocinados pela farmacêutica. Comunicou ainda ao Infarmed o “ilícito” na encomenda, de 190 mil euros.» [i]

Parecer:

Faz sentido boicotar a Roche mas se a posição for de todos os hospitais e médicos, a Roche nada tem a ganhar nem em Portugal nem com a publicidade negativa que um boicote nacional representaria para a sua imagem.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver o resultado.»
  
 Não seria melhor avaliar os imóveis por sorteio

«Meio milhão de edificações não rurais têm de ser avaliadas até ao fim do ano por imposição do memorando da troika. Um número significativo desses prédios que têm de ser reavaliados até ao final de 2012 para fins de actualização do imposto municipal sobre imóveis (IMI) nunca tiveram qualquer valor atribuído pelas Finanças. Ou seja, não existe qualquer tipo de informação em sistema, o que obriga os peritos encarregues desta tarefa a uma pesquisa exaustiva para encontrar elementos que lhes permitam determinar o valor das casas.
  
Esta é uma das principais dificuldades com que se defrontam os 900 engenheiros e arquitectos externos à Autoridade Tributária Aduaneira, ex-Direcção Geral das Contribuições e Impostos. Estes técnicos foram contratados para que Portugal consiga satisfazer a exigência da troika no prazo acordado.
  
A somar a esta tarefa ciclópica, os avaliadores ficaram a saber no final do mês passado que não vão receber sequer 2 euros pela análise de cada fracção. Há casos, como o de uma propriedade horizontal com cem fracções, em que o pagamento da avaliação de cada uma para efeitos de IMI é paga pela Autoridade Tributária a 86 cêntimos. » [i]

Parecer:

As remunerações são ridículas e ofensivas.
 
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao DG quanto ganha.»
  
 Compreende-se o apoio do Alberto a Passos Coelho

«As dívidas comerciais da Região Autónoma da Madeira estão estimadas em dois mil milhões de euros, revelou ao PÚBLICO o secretário do Plano e Finanças, Ventura Garcês. A dívida global da região deve assim ultrapassar a barreira dos 8000 milhões.» [Público]

Parecer:

Mais um desvio colossal para os cubanos pagarem.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Passos Coelho se prometeu ao Alberto perdoar-lhe a dívida.»
  
 A coisa está a complicar-se

«Os militares da GNR que hoje participam no "passeio contra as injustiças" derrubaram as barreiras de proteção montadas na Praça do Comércio, em Lisboa, conseguindo assim chegar à porta do Ministério da Administração Interna (MAI).

Gritando "invasão, invasão", os militares derrubaram a barreira enquanto uma delegação da Associação dos Profissionais da Guarda (APG) e da Associação Nacional de Sargentos da Guarda (ANSG) entregava um documento reivindicativo.» [DN]

Parecer:

Quando são as forças da ordem a invadir o ministério...

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao ministro qual a marca das fraldas que usa.»
  
 Cavaco está assustado

«Questionado sobre os números divulgados hoje pelo Eurostat, que apontam para uma taxa de desemprego em Portugal de 14,8 por cento em janeiro, o chefe de Estado defendeu a união dos portugueses para conseguir "que a realidade seja melhor do que as previsões".
  
"Algumas previsões que foram apresentadas assustam qualquer pessoa e, para isso, nós temos que melhorar a competitividade do país para exportar mais e temos que ganhar a confiança de empresários portugueses, estrangeiros, empresários da diáspora para que eles possam investir mais no país, principalmente produzindo bens que podem ser exportados", afirmou, em declarações aos jornalistas à saída da sessão de encerramento I Congresso Mundial de Empresários das Comunidades Portuguesas e Lusofonia, que decorreu num hotel de Lisboa.» [DN]

Parecer:

Cavaco enganado, os do governo não pareceram assustados e até deverão estar contentes pois o processo de empobrecimento rápido e forçado está a ter um grande sucesso.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cavaco se não sente um pontinha de saudades de José Sócrates.»