sábado, maio 12, 2012

O mentiroso Poul Thompson



Seria muito interessantes se o FMI viesse a público reconhecer a incompetência dos seus economistas, designadamente, do senhor Poul Thompson, reconhecendo a sua responsabilidade no agravamento da situação económica de países como Portugal e Grécia. Num ano foram destruídas milhares de empresas, o país expulsou quadros qualificados cuja formação custou muitos milhões de euros, destruiu centenas de milhares de empregos, piorou a qualidade dos serviços públicos, aumentou a desconfiança dos investidores estrangeiros, estrangulou o investimento nacional.

EM vez de reconhecer os seus erros o senhor Poul Thompson, que em boa hora tinha desaparecido do país mais o seu ar arrogante e de sargento do exército romano, vem dizer com aquele ar de idiota sério que o país está a melhorar muito e que devemos estar grato ao nosso governo.

A tese do senhor Thompson assenta no sucesso das exportações, atribuindo-o às grandes reformas que lhe devemos pois é a ele que as devemos. Alinha o discurso com o dos boches da senhora Merkel que defendem mais austeridade e reformas estruturais e com o nosso tigre Gaspar. Responsáveis pela situação dos países da Europa estes senhores da extrema direita da política económica insistem na sua teses e para isso recorrem à mentira.

Atribuir o aumento das exportações às reformas promovidas pela troika é uma mentira que está a ser repetida até à exaustão e usada para iludir as responsabilidades criminosa destes economistas. O crescimento das exportações portuguesas é anterior ao memorando com a troika e muitas das vendas que foram feitas em 2011 teriam sido negociadas em muito antes.

Será que o senhor Thompson quer convencer-nos que as exportações em 2012 se devem à reforma laboral aprovada esta semana no parlamento? Ou será um resultado de os chineses terem pago a EDP que, como se sabe e garças a um negócio de contornos duvidosos, beneficiou de elevados descontos em cartão, compraram a EDP a troco de subsídios do Estado às energias renováveis e dos dividendos relativos a 2012. 

A que reformas se refere o mentiroso do Thompson? Não deve ser ao aumento do preços dos transportes públicos, à liberalização dos despedimentos também não, muito menos aos quatro feriados que iremos eliminar em 2013, à venda da EDP também não, aos golpes sujos em torno da futura privatização da RTP e sua entrega aos amigos da Ongoing muito menos. Então a que se reformas estruturais a que se referem mentirosos da extrema-direita da política económica, como o Gaspar ou o Thompson, se referem?

Sejamos honestos não há qualquer relação entre o aumento das exportações e qualquer medida deste governo, sejam as mariquices diplomáticas do Portas, os documentos das secretas distribuídos pelos amigos, as patetices do Álvaro ou os discursos ignorantes do jota Passos Coelho. Se algum governo promoveu as exportações não foi este, o governo de Passos Coelho não ajudou a exportar absolutamente nada e mesmo as medidas do memorando de que tanto se orgulha nem sequer foi ele que as negociou com a troika.

Quanto ao senhor Thompson ele que vá para a mãe que o fez e se deixe de pensar que os portugueses são idiotas que vão votar em função do que ele diz ou lhes sugere.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Moura
Imagens dos visitantes d'O Jumento


"Quase tudo na vida tem solução, até o cherrec-cherrec!", Viseu [J. Sousa]
  
A mentira do dia d'O Jumento

Depois de ter pago a 500% aos trabalhadores que se disponibilizaram a aceitar serem exibidos aos seus colegas mais combativos o Pingo Doce vai atribuir um prémio aos fornecedores que venham a denunciar publicamente as práticas do merceeiro holandês. Depois do merceeiro vir à televisão perguntar onde estão os fornecedores que se queixam do seu Pingazedo a empresa vai instituir um prémio da liberdade a atribuir aos fornecedores que tenham a coragem de provar que o Cruiff das mercearias portuguesas maltrata os seus fornecedores se vierem a público queixarem-se das suas práticas comerciais. Há quem proponha que o prémio passe a designar-se por "Prémio Ai Deles".

Jumento do dia


Passos Coelho

Começa a ser irritante ouvir alguém intelectualmente cinzento usar frases combinadas quando se sente atrapalhado, sucedeu quando acusou Mário Soares de querer protagonismo à sua custa (vejam só!), sucedeu novamente neste debate quinzenal no parlamento quando tentou desvalorizar Seguro dizendo-lhe para não confundir incidental com essencial.

A verdade é que o total desprezo deste Governo, com destaque para personagens como Passos, Gaspar ou a outra coisa chamada Álvaro, nada tem de incidental, até hoje o governo não aceitou qualquer opinião do PS e ignora-o de forma sistemática, chegando ao ponto de o fazer em questões cujas decisões vão para além de uma legislatura. Foi o que agora sucedeu com o PEC a que numa manobra digna de idiotas decidiram chamar DEO.

Passos Coelho tem considerado que o facto de ter uma maioria absoluta o dispensa de qualquer diálogo com o PS o que significa que não é o PS que vai romper com o acordo, o acordo já foi rompido pelo governo desde que tomou posse e passou a ignorar o PS.

«"Não confunda o que é incidental com o que é essencial", afirmou esta sexta-feira o primeiro-ministro, Passos Coelho, na troca de argumentos com o líder do PS. No debate quinzenal na Assembleia da República, a quebra de consenso político foi o primeiro tema abordado por António José Seguro.

"O facto de não estarmos de acordo não configura nenhuma deslealdade ou quebra do consenso", começou por explicar Passos Coelho. Mas o Chefe de Governo reconheceu que a informação adicional sobre o desemprego, pedida pela Comissão Europeia, deveria ter sido enviada ao Parlamento.» [CM]


 Recordam-se de um tal Bernardo Bairrão?

No caso de não se recordarem de quem era o senhor podem os visitantes deste humilde palheiro ficar tranquilos, por aqui o ministro da Educação não mandam e os métodos de ensino não passam por virar burros contra a parede ou por avivar a memória com a palmatória, a famosa menina dos sete olhinhos, que, como é sabido, não incluíam aqueles que Deus nos deu.
  
Pois o tal Bernardo Bairrão era administrador da TVI (a tal estação de televisão que parecia ser da família Moniz que, como se sabe, anda a fazer a vida na Ongoing, ainda que a madame tenha estado largos meses a debater-se com um atestado médico e a única presença na comunicação ocorreu num blogue de um rapaz que  chegou a adjunto ou assessor de Miguel Relvas, o ministro que parece ter passado à clandestinidade pois consegue andar mais desaparecido do que o Paulo Portas), coincidência das coincidências foi ele que teve de substituir o pobre do Moniz quando este recebeu uma fortuna para desamparar a loja.
  
Pois o nosso amigo Bairrão pediu a demissão de administrador da Media Capital depois de ter sido indigitado para secretário de Estado da Administração Interna deste malfadado governo. Enfim, não se percebia muito bem porque se razão se ia buscar um gestor da comunicação social para secretário de Estado das polícias, mas depois do que se viu no Chiado, com os pitbulls da PSP a desancar em jornalistas (o que será feito do prometido inquérito?), percebe-se que o Macedo, que percebe tanto de segurança como de lagares de azeite até tinha acertado na escolha, sem querer até acertou na escolha, o Bairrão não tem ar de ser grande coisa agarrado a um cassetete mas de jornalistas percebia ele.
  
O Bernardo já devia estar a caminho a caminho do Rosa & Teixeira para comprar o fatinho da sua primeira comunhão governamental acabou por ser excluído da importante eucaristia. Segundo consta a dona Moniz telefonou ou mandou um SMS, ao seu amigo Pedro, o Passos Coelho de São Bento, alertando-o para a elevada perigosidade o Bernardo Bairrão, ao que parece teria negócios em Angola.
  
Sabe-se agora que o nosso agente secreto ao serviço da Ongoing acedia a vária informação confidencial, incluindo informação sobre negócios em Angola e outros países. Acontece que a Media Capital, de onde vinha o Bernardo, era uma concorrente da Ongoing e tinha-se visto livre da família Moniz, dela também se dizia estar feita com o nosso querido Relvas para ficar com a fatia de leão na TVI. 
  
O certo é que na ocasião o Expresso noticiou que o governo tinha mandado a secreta investigar Bairrão e apesar dos desmentidos governamentais o jornal manteve a notícia. É evidente que entre o Expresso e o governo todos sabemos quem é o mentiroso e percebe-se agora o alcance deste triângulo amoroso formado pelo agente garganta funda, a Ongoing e o par formado por Relvas e Passos Coelho.
  

   
Enfim, para bom entendedor meia palavra basta.

O governo já tem culpados para mais austeridade inesperada

Preparem-se, o tal governo que desde há algumas semanas tem vindo a promover o optimismo, secundado por um Cavaco que até prognosticou crescimento económico já no segundo semestre e por uma Comissão empenhada na mentira por ter falhado em Portugal, já tem duas desculpas para o falhanço, a redução do crescimento das exportações e a irresponsabilidade dos gregos. Maldita crise internacional, não é ó Gaspar?

A circular por email: o culambismo


Iremos ter o Cavaco a apresentar a meteorologia?


Uau, estou desempregado!

Num país mergulhado na recessão, em que ninguém cria emprego e todos os dias há novos despedimentos temos um primeiro-ministro que fala do desemprego como uma oportunidade de mudar de vida. Compreende-se, é alguém que tirou o curso aos quarenta, que viveu quase toda a vida à custa dos impostos e quando teve de se empregar beneficiou da generosidade de Ângelo Correia.

Qual é o desempregado que não gostaria de mudar de vida como o tem feito Passos Coelho?
 
Passos diz que só os estúpidos não mudam

Depois de os ventos mudarem na Europa ainda vamos ver o Gaspar gozar com o Álvaro por este não propor medidas que promovam o crescimento. Quanto ao Passos apetece responder que pior do que os estúpidos não mudarem são aqueles que mudam para pior, foi o que sucedeu com ele, há um Passos antes do Gaspar e um Passos depois do Gaspar, um Passos contra cortes de vencimentos e aumentos desnecessários de impostos e um Passos apologista do empobrecimento forçado dos portugueses.

O que faz um primeiro-ministro quando está à rasca?


Não não estamos falando de actividade intestinal, falamos de uma coisa parecida que também se faz em corredores escuros e que habitualmente cheira igualmente mal, falamos das secretas. E quando a sucessão de notícias deixa um primeiro-ministro à rasca este reage com ar de quem não tem nada a esconder, como diria o Cavaco está por nascer o primeiro-ministro que não usou as secretas para chegar ou manter o poder.

Agora resta-nos agradecer a Passos Coelho porque vai permitir uma investigação total e até fazemos como os senhores do sindicato dos magistrados do MP, não exigimos meios para investigar, nem pedimos uma audiência a Cavaco Silva, simplemente fazemos como têm feito com o caso BPN, confiamos.
  
PS: Aqui ficam os agradecimentos ao director do CM por nos tranquilizar quanto às boas intenções governamentais. 
  
 

Maio maduro Maio

«Dezembro. Pedro Nuno Santos, então "vice" da bancada parlamentar do PS, diz "estou-me a marimbar para os credores". Defende que Portugal deve exigir outras condições no pagamento. A direção do PS demarca-se. Abril. Pedro Nuno demite-se, pouco tempo antes de o partido anunciar que vai votar favoravelmente o tratado orçamental que obriga os países europeus a assumir em lei um limite à dívida pública.

Maio. Hollande, com um discurso crítico da austeridade, ganha as eleições em França; na Grécia, o PS, que esteve no poder no últimos tempos, afunda-se de 44% (em 2009) para 13% e o voto de protesto catapulta o Bloco de Esquerda local para segunda força mais votada (atrás, curiosamente, da Nova Democracia, o partido conservador sob cujo consulado se sabe terem sido martelados os números gregos). Fala-se de "viragem à esquerda" e "novo rumo para a Europa". E, de súbito, aquilo que em dezembro era irresponsabilidade e excesso na boca de Pedro Nuno ganha peso na de Soares, que defende dever o PS desvincular-se do acordo com a troika e o País "rasgá-lo". Assis, até ontem defensor de que "uma postura responsável" socialista implicava não votar contra o orçamento e o tratado orçamental, faz triplo mortal com pirueta à retaguarda na sua coluna no Público para apoiar Soares sem parecer desdizer-se - tarefa assaz impossível. E Zorrinho, o líder da bancada que a 25 de abril defendeu "uma rutura democrática" (?), vem pôr água na fervura frisando que "o PS cumpre os seus compromissos" mas "é possível cumprir o memorando sem deixar de pôr em prática uma estratégia de crescimento e emprego, evitando a espiral recessiva".

Ora se é claro que a posição do PS é delicada e prima pela indefinição, não o é menos que o acordo assinado foi-o a contragosto por um Governo demissionário, e que o atual Governo o renegociou e alterou tantas vezes que está praticamente irreconhecível. Não há "um memorando". Há várias versões do documento desse nome. A atual é responsabilidade deste Governo. Um governo que não só nega sempre ser preciso "mais tempo ou mais dinheiro" ou outra receita que não a da austeridade à bruta mas que, no documento de estratégia orçamental 2012-2016, estabelece incrivelmente objetivos para o défice em 2014, 2015 e 2016 -1,8; 1,0; 0,5 - muito abaixo dos previstos no programa de assistência financeira: 2,3; 1,9; 1,8.

Um ano de aplicação dessa receita provou o que ela vale. Um ano de execução orçamental deste Governo provou o que ele vale; as suas previsões delirantes demonstram o quão imune é quer à realidade quer ao sofrimento que causa. Falta ao PS provar a sua valia. Dizer qual a sua proposta. O que mudaria e como. Que acordo assinaria hoje, e porquê. Jogar pelo seguro, que neste caso é esperar, oportunística e cobardemente, pela calamidade, passou de prazo, se alguma vez o teve.» [DN]

Autor:

Fernanda Câncio.
  
A estratégia da confrontação

«Impressiona o compungido ar grave e sério que os membros do Governo põem quando fazem juras de amor pelo consenso político com o Partido Socialista na execução do Memorando da ‘troika’.

Em discursos longos e pausados, referem-se à extrema relevância do "factor distintivo" que esse consenso representa, para terminarem no tradicional apelo ao "sentido das responsabilidades do PS". Mas não impressiona menos a hipocrisia política que vai em tudo isto.

A verdade é que o Governo optou, desde o início, por uma sistemática estratégia de confrontação com o Partido Socialista, que é totalmente incompatível com um esforço sério de valorização do consenso político. E quem semeou ventos não pode agora surpreender-se com as tempestades.

Recordemos os factos. Foi o Governo que inventou a teoria do "desvio colossal" no 1º semestre de 2011, como forma de tentar responsabilizar o PS pela sua decisão de cortar no 13º mês (versão, aliás, desmentida pelos dados do INE, que provam que essa medida não era necessária e que o desvio orçamental, sem receitas extraordinárias, foi até maior no 2º semestre do que no 1º). Foi o Governo que, unilateralmente, escolheu prosseguir uma errada política de austeridade "além da troika", feita de cortes nos subsídios, aumentos adicionais do IVA e reduções drásticas nos serviços públicos e nas prestações sociais - medidas que estão a ter sérias consequências no agravamento da recessão e do desemprego. Foi o Governo que decidiu rejeitar todas as propostas construtivas do PS para melhorar o Orçamento de 2012. Foi o Governo que decidiu negociar com a ‘troika' três revisões substanciais do Memorando, ignorando sempre a existência do PS. Foi o Governo que decidiu excluir o PS da negociação do resgate financeiro da Madeira. Foi o Governo que, através do Ministro das Finanças, resolveu passear-se pelo Mundo para vender a extraordinária tese de que, mais do que uma crise sistémica das dívidas soberanas na zona euro, a actual crise financeira é culpa das "políticas expansionistas" do PS para enfrentar a crise internacional, o que faz de Portugal, e cito, "um exemplo a não seguir". Foi o Governo que optou por rejeitar liminarmente a proposta do PS para que, em complemento do Tratado intergovernamental, se promova na Europa um Pacto para o Crescimento. E, finalmente, foi também o Governo que optou por ignorar o PS na elaboração do Documento de Estratégia Orçamental 2012-2016, recentemente entregue em Bruxelas, permitindo-se dar por adquirida, certamente por telepatia, a "consensualização" com o Partido Socialista - mesmo sabendo que o Documento apresentado reincide na austeridade além da ‘troika' e que o seu horizonte vai muito para lá da vigência do Memorando e até da própria duração desta legislatura!

A verdade é esta: ao sentido das responsabilidades de que o PS deu provas, respondeu o Governo com uma absurda estratégia de confrontação - e é aí que está a raíz do problema. Essa estratégia de confrontação cavou uma divergência política, e de políticas, cada vez mais insuportável, hoje agravada por sucessivas revisões de um Memorando que, manifestamente, já não é o que era. Torna-se necessário, portanto, lembrar o que deveria ser óbvio: é preciso escolher entre confrontação e consenso, pela simples razão de que não é possível uma coisa e outra ao mesmo tempo. Sucede que os factos aqui recordados provam, para lá de qualquer dúvida razoável, que o Governo, diga lá o que disser, já fez a sua escolha. Há muito tempo.» [DE]

Autor:

Pedro Silva Pereira.
  
A democracia é uma chatice

«Quando a esquerda ganha é uma festa. Quando a direita ganha é uma depressão. A esquerda, diga-se o que se disser, pense-se o que se pense, tem um capital de esperança que falta claramente à direita. Sobretudo nestes tempos de capitulação face aos interesses privados. A direita parece ter abdicado de qualquer programa de progresso e bem-estar para as populações. É certo que argumentos não lhe faltam. Que não se pode continuar a gastar o dinheiro que não se tem. Que é preciso pagar as dívidas primeiro e só depois tratar da barriga. Que há, acima de tudo, que agradar aos mercados. Mas a história demonstra que tais simplismos não são a única verdade possível. A política existe para encontrar alternativas. Não para seguir cartilhas. E depois há um grande escolho. Vivemos em democracia. Uma verdadeira chatice para quem pensa único.

Por estes dias confirma-se a maçada que é a democracia. Estava tudo tão bem encaminhado, com Portugal à frente a dar o exemplo, e eis que umas quantas eleições vêm estragar o arranjinho. Na França vence um homem que não gosta de tanta austeridade. Na Grécia, a esquerda radical abala o poder estabelecido. A mancha cinzenta que ainda cobre a Europa, com uma vasta maioria de países a serem governados pelos partidos da austeridade, gerou um excesso de arrogância nas hostes. Deixou de haver debate ou alternativa. A direita imagina-se dona exclusiva da razão austera, mesmo que o resultado seja o empobrecimento acelerado de milhões de europeus. Precisamente naquela zona do globo que, até há bem pouco, era vista como uma bandeira da civilização e da qualidade de vida. Pior, a Europa da austeridade está a arrastar o mundo para uma crise sem precedentes. A economia estagna por toda a parte, as multidões desanimam. Até a China já abranda.

Mas a crise não é só económica. É sobretudo de futuro. A ideologia da austeridade tem as vistas curtas. Veja-se como Passos Coelho tem muita dificuldade em anunciar dias melhores. Umas vezes é já para o ano, outras talvez lá para 2018. O crédito da palavra política da atual maioria é zero. A esperança, essa, está abaixo de zero. Em suma, para além de sacrifícios a direita não tem mais nada a oferecer.

Como isto é evidente, nos próximos anos iremos assistir a uma alteração substancial no panorama político da Europa. Os promotores da austeridade irão cair uns atrás dos outros. Mas não basta. Falta claramente na Europa um pensamento alternativo e inovador. Para já, o tão citado "rassemblement" à esquerda vai-se fazendo em torno da anti-austeridade. A direita cai porque as pessoas são contra as suas políticas e não porque sejam a favor de alguma coisa em concreto. Por isso votam tão disperso.

A valsa da mudança precisa de dois andamentos. No primeiro, acelerado, trata-se de desenhar uma oposição à austeridade. Daí que concorde plenamente com Mário Soares quando diz que o PS se deve demarcar, desde já, das políticas de empobrecimento. Se não o fizer sofrerá as consequências. Depois, é urgente desenvolver uma outra visão da evolução social. Poderão ser políticas de crescimento ou uma melhor distribuição da riqueza, pode ser o investimento público ou uma radical reforma do estado, que bem precisa, mas de qualquer modo terá de se pensar na generalidade das pessoas e não nos interesses privados. Esta ideia, que se instalou como uma virose, de que só as empresas geram riqueza é falsa. Numa sociedade, a riqueza gera-se de muitas maneiras, desde os contributos individuais, através da iniciativa ou do trabalho, até ao conhecimento, ciência, cultura, inovação, criatividade, cooperação, solidariedade.

Em qualquer dos casos, está claro que a esquerda europeia precisa de um novo programa. Não basta ser contra. Em tempos foi o estado social que conduziu ao bem-estar europeu. Hoje poderá ser a sociedade da inovação com políticas de forte investimento na ciência, na educação, na cultura. Esta é, aliás, uma das poucas áreas em que a Europa tem ainda vantagens competitivas. A continuar com o regime de austeridade depressa as perderá. O mundo não para nunca.» [Jornal de Negócios]

Autor:

Leonel Moura.

"Eles comem tudo"

«Começam a vir a público as notícias (para já do sector das bebidas e da Centromarca, que reúne as empresas de produtos de marca) que eram de esperar: na badalada promoção do Pingo Doce no 1º de Maio, Alexandre Soares dos Santos é que pôs as barbas e o barrete vermelho mas o Pai Natal foram os seus fornecedores.

Soares dos Santos nega tudo e desafia, em tom de velada ameaça: "Eu gostava de saber quem são esses fornecedores que se queixam". O que se passa, diz ele, é que alguns fornecedores "estão alinhados" com o Pingo Doce... Só que, segundo a "Agência Financeira", os fornecedores "receiam que os seus produtos sejam retirados dos supermercados do grupo, caso não alinhem".

Já no sector agroalimentar, o oligopólio da distribuição propicia a proletarização dos produtores nacionais, a quem Pingo Doce e demais supermercados impõem os preços que entendem, sob pena de irem comprar ao estrangeiro (mais caro, mas "castigando-os" com o não escoamento dos produtos). Albino Silva, da Associação de Lavoura do Distrito de Aveiro, não pode ser mais claro: "É a nossa custa que o Pingo Doce está a dar os produtos praticamente de graça (...) acaba[ndo] com a nossa agricultura".

Por algum motivo, o Pingo Doce pode vender 43 milhões (vendas brutas) em produtos com descontos de 50% e, mesmo assim, continuar, como afirma Soares dos Santos, a vender acima do preço de custo.» [JN]

Autor:

Manuel António Pina.
     

Desemprego chegará aos 15,5% em 2013

«A taxa de desemprego em Portugal vai atingir os 15,5 por cento este ano e diminuirá apenas para 15,1 por cento em 2013, anunciou esta sexta-feira a Comissão Europeia nas suas previsões de Primavera.» [CM]

Parecer:

Só? Há poucos dias o Eurostat dizia que estava em 15,3%...

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cavaco se ainda acredita na recuperação no segundo semestre.»
  
O coxo já fala da saída da Europa

«O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, afirmou hoje, em entrevista ao jornal Rheinische Post, que a zona euro "está mais resistente" e tem condições para suportar uma saída da Grécia da moeda única.» [DN]

Parecer:

Nunca a Europa teve governantes de tão baixo nível, a começar pelos portugueses e incluindo o triste traste que está à frente da comissão.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
Mais uma nódoa na justiça

«A Procuradora Geral Adjunta, Cândida Almeida, recusou, esta sexta-feira, quaisquer responsabilidades do Ministério Público na prescrição dos crimes imputados ao autarca Isaltino Morais, atribuindo a culpa aos "abusos" que foram praticados no ato da defesa.
  
"O DCIAP [Departamento Central de Investigação e Ação Penal] investigou, acusou, ele foi julgado e condenado. O nosso sistema é muito bom, agora o abuso que dele é feito é que é muito mau", afirmou Cândida de Almeida.» [JN]

Parecer:

Quando um português está doente vai a um hospital e é bem tratado, nas escolas temos excelentes professores, até o fisco já brilha no estrangeiro. Mas temos uma instituição incompetente que está mais perto da incompetência de uma república das bananas do que de um país europeu.

Os magistrados portugueses têm um estatuto de órgão de soberania que ninguém elege, ninguém controla e a quem ninguém pede compras, têm uma rede de edifícios mais luxuosos do que as salas de operações dos hospitais, estão entre os portugueses melhor remunerados, beneficiam de um regime especial de férias, têm subsídios de residência vitalícios (até quando estão com Alzheimer os magistrados podem vir a ser necessários e por isso beneficiam do subsídio) livres de impostos porque eles próprios assim o decidiram, metem medo a todos os governos, usam os seus falsos sindicatos para intervir na política, fazem congressos em hotéis de cinco estrelas patrocinados e financiados ou co-financiados pelos bancos que julgam em numerosas acções no dia a dia.

Depois de terem de andar com medo da justiça, de pagar impostos a torto a direito e de terem de pagar fortunas em custas judiciais quando precisam dos favores dos tribunais os portugueses ficam a saber que o Estado gastou uma fortuna em impostos para que um qualquer Isaltino fique a gozar do país.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 

   




sexta-feira, maio 11, 2012

As muito e boas razões que me levam a não comprar no Pingazedo

  
Há largos meses que boicoto activamente o pingo Doce e só muito excepcionalmente entro numa das suas lojas, o senhor Soares dos Santos pode fazer os descontos que quiser, pode promover as fundações manhosas que bem entender, pode comprar os sociólogos de esquerda que estiverem á venda, até se pode pintar de amarelo, a minha resposta a todas as suas campanhas é só uma: vá á bardamerda.
Recuso-me a comprar no Pingo Doce por muitos e bons motivos:
  
Não aceito ser ofendido nas minas convicções políticas, mesmo não sendo um manifestante habitual no dia 1.º de Maio e muito embora evite ser cliente nas grandes superfícies não me oponho a que quem assim o entender trabalhe ou faça o que bem entender nesse dia. Mas não posso aceitar que um qualquer labrego enriquecido pague principescamente aos seus empregados e venda quase á borla para humilhar as minhas convicções ou os que pensam como eu. É inaceitável que alguém pague, ainda que sob a forma de descontos, para boicotar uma efeméride política fazendo passar a mensagem de que os que pensam de forma diferente só estão à espera que lhes paguem para mudarem de opinião. Da mesma forma acharia inaceitável que desse descontos de 95% durante a hora da missa dominical só para provar que os católicos troam Jesus por uma perna de porco ou por um quilo de bifes do lombo. Só alguém de muito baixo nível ético e moral faz uma manobra destas, um dia destes ainda vai oferecer um vaucher para o Elefante Branco a quem lhe comprar mais de 100 € em carne de vaca!
  
Não aceito que não possa fazer o que quero com os meus impostos e o merceeiro possa desviar uma parte dos impostos que devia pagar para financiar uma fundação, comprando quem está à venda, para usar a fundação para promover as suas opiniões políticas transformando o meu voto numa espécie de moeda desvalorizada, já que com os milhões que investiu na política ajudou a eleger um governo e um Presidente da República. Não posso aceitar que uma empresa use o dinheiro que ganha comigo para manipular a democracia em meu prejuízo ou em desrespeito pelos meus valores.
  
Não sou grande apreciador de zonas comerciais com elevados índices de violência, prefiro espaços comerciais tranquilos onde se possa comprar em segurança, quando quiser violência vou para uma claque de um clube de futebol e quando quiser fazer comprar num ambiente de feira vou à feira do relógio.
  
Há muito que a Green Peace acusa o Pingo Doce de não ter mais pequena preocupação com a sustentabilidade dos oceanos, tendo uma estratégia comercial em que apenas considera o objectivo lucro. Depois de ter visto o Pingo Doce fazer uma promoção de espadarte fresco, vendido ao peço das sardinhas, não tenho a mais pequena dúvidas de que aos responsáveis do Pingo Doce pouco importa se uma espécie está ou não em risco ou à beira da extinção.
   
Para além de todas estas razões o Pingo Doce não é melhor, nem mais barato ou mais confortável do que os seus concorrentes directos. Diz-me quem sabe que não são melhores parceiros nos negócios com os seus fornecedores do que as outras empresas de distribuição. Tanto quanto me apercebi no passado uma boa parte dos seus empregados têm contractos precários e a qualidade do atendimento deixa a desejar, sendo evidente o reduzido número de caixas abertas para poupar em salários.
  
Portanto, o senhor Soares dois Santos bem pode fazer fundações, exibir Antónios Barretos e Josés Manuel Fernandes, colocar gestores à frente de campanhas políticas, comprar a simpatia dos jornalistas com milhões em publicidade, pode pintar-se de amarelo ou de cor-de-laranja, as cores da sua Holanda, porque não tenho a intenção de lhe comprar. O meu dinheiro não serve para alimentar burros a pão-de-ló, não compro o SKIP para ajudar pagar ordenados a sociólogos de esquerda e muito menos compro manteiga para financiar as campanhas do Cavaco Silva.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Leme de fragata do Tejo
Imagens dos visitantes d'O Jumento


A olhar o Tejo [A. Cabral]
  
A mentira do dia d'O Jumento
 

Jumento do dia


Miguel Relvas

Quando já se pensava que o desaparecimento de Miguel Relvas significava que o ministro teria passado à clandestinidade, eis que o braço direito e cérebro de Passos Coelho é apanhado em intimidades com o agente secreto da Ongoig. As coisas começam a estar confusas, Miguel Relvas, Ongoing da família Moniz e Secretas é uma mistura duvidosa que pode levar muita gente a pensar se estamos perante contactos circunstanciais ou se a relação é mais antiga, podendo envolver mesmo o então candidato a primeiro-ministro, Passos Coelho.

«Algum tempo depois das eleições legislativas de 2011, Jorge Silva Carvalho, então quadro da Ongoing, enviou, por correio electrónico, ao ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, um relatório detalhado com um plano para reformar os serviços de informação, propondo para directores do SIS (Serviço de Informações de Segurança) e do SIED (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa) funcionários da sua confiança e apontando ainda os nomes daqueles que não deveriam assumir cargos dirigentes.

O conteúdo deste email surge num dos apensos do despacho de acusação do Ministério Público (MP), no qual Silva Carvalho, Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, e João Luís, ex-agente do SIED, são acusados da prática de diversos crimes. O documento confirma a notícia do PÚBLICO de 28 de Janeiro, que foi desmentida publicamente por Miguel Relvas e, no dia anterior, pelo gabinete do primeiro-ministro. Na resposta enviada ao PÚBLICO, os assessores de Passos Coelho escreveram que o chefe do Governo, que tutela as secretas, só iria comentar “matérias de facto”, recusando “alimentar mais folhetins a este respeito”.» [Público]
   
 As dúvidas do dia
 
A colaboração entre o chefe da secreta e agente da Ongoing da família Moniz só se iniciou depois de Miguel Relvas chegar ao poder?~
 
Passos Coelho não sabia das relações entre Relvas e o homem da Ongoing?
 
Porque razão Relvas tem andado desaparecido?
 
Porque motivo nunca mais se falou da RTO e do interesse da Ongoing na sua privatização?
 
Passos Coelho só conhece o agente da Ongoing de vista?
 
O homem das secretas foi leal ao governo da República antes da direita chegar ao poder ou a sua relação com a Ongoing ia  mais além do que meras informações úteis para os negócios?
 
Haverá alguma relação entre o famoso caso TVI e aquilo a que estamos a assistir?
 
 

Privatizar espiões é emagrecer Estado

«O cerco aperta-se. O Ministério Público já deve ter reparado que as minhas crónicas estão cheias de "li no Público...", "como dizia Le Monde..." Os magistrados não são tolos, vão relacionar-me com o escândalo do SIED e de Jorge Silva Carvalho. Este, depois de se demitir de superespião e ter ido para a Ongoing, continuou a receber o clipping dos serviços secretos e distribuía-os por privados. Ora, apesar do nome inocente, clipping não quer dizer entortar fios de arame para material de escritório: esse serviço consiste em fornecer recortes de jornais. É das aventuras mais perigosas de um espião português: contactar um agente adormecido, que é como costumam estar os velhotes dos quiosques, e depois de municiado de resmas de jornais, ir, rasando os muros, para a sede. No gabinete sem janelas, o agente secreto recorta os jornais. Como só há uma coleção (crise...), os segredos locais (por exemplo: "o gato de Honório Novo chama-se Gaspar") vão para o SIS, segurança interna, e os internacionais, para o SIED, segurança externa. Aqui entra outra coincidência que me incrimina: no meu jornal há quem me chame "grande recórter" por andar a cortar jornais e a distribuir notícias... Ainda vou acabar por ser o único incriminado no processo. Sim, porque o ex-espião Silva Carvalho, acusado de pôr atuais espiões a trabalhar para os privados, tem álibi: não é essa a moda? Se se fala de privatizar cemitérios e prisões, por que não, espiões?» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.
  
O estranho caso do anexo

«Foi "com tranquilidade mas com convicção" que o ministro das Finanças assegurou ao Parlamento, onde estava a ser ouvido sobre o controverso Documento de Estratégia Orçamental: "Eu não minto, eu não engano, eu não ludibrio" (poderia ter usado mais sinónimos, mas ficou-se sensatamente por aqui).

A solene declaração de Vítor Gaspar foi suscitada pela intervenção do deputado do PCP Honório Novo, que o acusara daquelas coisas feias todas por o documento entregue em Bruxelas ter chegado à AR sem o Anexo II, com previsões sobre o desemprego nos próximos anos.

Fosse Vítor Gaspar teólogo, e não economista, e Honório Novo filósofo, e não engenheiro, e a Assembleia teria ontem assistido a um estimulante debate acerca das singularidades do conceito de "verdade". Não mentir, não enganar, não ludibriar implicará falar verdade? E omitir?, terá omitir, além de semelhanças fonéticas, afinidades semânticas com mentir? Será a verdade "toda a verdade e nada mais que a verdade" ou uma parte da verdade já é verdade que baste?

Seria um diálogo de surdos, tão instrutivo como o diálogo que também houvesse sobre o conceito de "ajuda" aplicado ao chamado memorando da "troika". Poderiam ser ambos enviados para Bruxelas como Anexo III, mas Bruxelas ligar-lhes-ia tanto quanto a realidade liga aos números do desemprego do Anexo II.» [JN]

Autor:

Manuel António Pina.
    

Já se pode tocar o hino do Benfica num funeral

«Não estranhe se em breve começar a ouvir os acordes do "Ser benfiquista" durante um funeral. A agência funerária Servilusa assinou um protocolo com o SL Benfica que vai permitir aos sócios do clube da Luz usufruírem de descontos e de serviços personalizados.» [DN]

Parecer:

Com o Jesus à frente da equipa corre-se o risco de ser o funeral do futebol benfiquista.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
O DEO deu asneira

«O líder parlamentar do PSD lamenta a forma como decorreu a apresentação do DEO, mas considera que isso não é razão para o PS falar em "quebra de consenso".» [DE]

Parecer:

Começa a ser evidente que a competência do Gaspar é uma treta e que o ministro das Finanças é mais um problema do que a solução. O homem não tem o mais pequeno respeito pela democracia e o que sucedeu com o DEO foi mais um exemplo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Exija-se a demissão do ministro das Finanças.»
  
Que Pena, o Pingazedo não repete a brincadeira

«Presidente do Grupo Jerónimo Martins garante em entrevista à SIC-Notícias que a campanha promocional do 1.º de maio não se repetirá, mas admite que o Pingo Doce vai "continuar uma política agressiva" de vendas.» [Expresso]

Parecer:

É uma pena, da próxima o merceeiro holandês arriscava-se a ficar com umas quantas lojas fechadas para reparações.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
Soutien funcional

«Em resposta ao desejado iphone, foi agora criado por uma empresa norte-americana um sutiã que permite acolher no seu recheio o famoso telemóvel. A descrição comercial do Joey Bra resume-o como " o primeiro soutien sexy, mas funcional com bolsos que lhe permitem atacar a pista de dança sem se preocupar com a segurança dos seus valores. Este modelo foi desenhado para acolher telemóveis, mas também serve para identificação ou chaves"...» [JN]

Parecer:

Ontem foi o soutien fresquinho que pode ser guardado no frigorífico, agora é o soutien funcional. Uma excelente ideia, daria jeito à ministra da Agricultura para trazer consigo o missal e à ministra da Justiça para ter sempre à mão a agenda dos familiares e amigos do gabinete.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ofereça-se um a cada ministra.»
  
O PP espanhol também tinha o seu BPN

«La fuerte exposición al sector constructor y promotor inmobiliario ha sido la losa que ha condenado a la nacionalización a la entidad surgida de la fusión de siete cajas de ahorros y liderada por las dos principales cajas controladas por políticos del Partido Popular: Caja Madrid y Bancaja. Banco Financiero y de Ahorros (BFA), la matriz de Bankia, tenía a cierre de 2011 un total de 31.800 millones de euros en activos problemáticos del ladrillo, según las cuentas consolidadas sin auditar que la entidad entregó la semana pasada a la Comisión Nacional del Mercado de Valores. Con ello, es el grupo con más riesgo inmobiliario. La filial, Bankia, tiene una exposición algo menor a dicho sector, pero también cuenta con menores coberturas.

Esos activos problemáticos corresponden a dos grandes grupos. Por un lado está el crédito problemático a las promotoras, que ascendía a unos 17.850 millones de euros a cierre de año. De ellos, 10.564 millones eran créditos morosos y otros 7.283 millones calificados subestándar (en riesgo de impago). BFA contaba con unas provisiones específicas, o fondos para hacer frente a esos posibles impagos, de unos 7.000 millones de euros y con un colchón de otros 1.288 millones en provisiones genéricas (sin asignar a ningún crédito en concreto). Quedan, pues, unos 9.500 millones sin cubrir y, en todo caso, esas provisiones son insuficientes ante la nueva normativa financiera.» [El Pais]

Parecer:

São todos iguais estes gatunos da direita.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»