sábado, maio 19, 2012

Não é asfixia democrática, é asma


Imagine-se que um ministro de José Sócrates telefonava a uma jornalista do jornal Público ameaçando boicotar o jornal e divulgar pormenores da vida íntima da jornalista na Internet.

Cavaco Silva nem teria chegado a Timor e já estaria de regresso a Lisboa quase sem fazer escalas. O presidente do PSD já estaria a dar uma conferência de imprensa acusando Sócrates de asfixia democrática. O senhor do sindicato dos magistrados do Ministério Público já teria vindo a público denunciar que o governante teria cometido meia dúzia de crimes. O José Manuel Fernandes, então director do Público, não se calava e até os cachorros de Passos Coelho não parariam de ladrar não deixando ninguém dormir em Massamá.

Mas como está em causa o luzidio banqueiro cabo-verdiano o fim-de-semana prossegue tranquilo, o Público chega a ser ternurento informando os seus leitores que não é tradição do jornal divulgar ameaças e que nã havendo crime tinha dado o assunto por encerrado. Ficamos a saber que para o jornal público os ministros só são notícia se cometerem algum crime e que ameaçar uma jornalista e fazer chantagem ameaçando-a de divulgar pormenores da sua vida íntima na Internet não é crime.

O jornal Público deu aqui provas de grande generosidade, não encontrou nenhum crime no comportamento de Relvas, a chantagem de um político não é notícia, saber como é que Miguel Relvas conhece a vida privada dos seus jornalistas não se reveste de interesse jornalístico e que recursos tem Relvas na Internet para prejudicar alguém também não é que questão que não deve motivar a curiosidade do jornal. Apresentado o devido pedido de desculpas o assunto está encerrado.

Crime ou não o que Miguel Relva fez é digno de um capo mafioso, sabe da vídi íntima da jornalista porque alguém o informou, tem forma a de fazer disseminar essa informação através da Internet sem ser identificado e usa tudo isto para ele próprio fazer chantagem sobre uma jornalista. É tão mafioso o comportamento do político como o é a a actuação dos responsáveis do jornal que permitiram que um dos seus fosse chantageado por um político, provavelmente porque sendo este poderoso os pode prejudicar ou pagar-lhes bem o silêncio. 

Tudo isto passa-se em Portugal em 2012, um país que tem um governo que por governar num contexto financeiro difícil acha que pode desprezar a constituição, ignorar a oposição, desconsiderar o parlamento, chantagear os jornalistas e sujeitar todo um povo a uma austeridade que mais do que uma imposição do memorando com a troika resulta de uma agenda política de extrema-direita não sufragada pelos eleitores e imposta com recurso a mentiras e à manipulação da informação, como sucedeu com o falso desvio colossal descoberto pelo ministro das Finanças.

Isto não é asfixia, é asma democrática.

Umas no cravo eoutras na ferradura




Foto Jumento


Estátua de Catarina de Bragança, Academia Militar, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Cabaças [A. Cabral]
    
Jumento do dia


O coiso

Este coiso da economia é uma tristeza de homem.

É a coisos destes que se aplica o email que recebi ainda hoje:


«Para qué sirve el latín.

El vocablo maestro deriva de magister y este, a su vez, del adjetivo magis que significa más o más que. Al magister lo podríamos definir como el que destaca o está por encima del resto por sus conocimientos y habilidades.

Por ejemplo, Magister equitum (Jefe de caballería en la Antigua Roma ) o Magister militum (Jefe militar).

El vocablo ministro deriva de minister y este, a su vez, del adjetivo minus que significa menos o menos que. El minister era el sirviente o el subordinado que apenas tenía habilidades o conocimientos.

EL LATIN NOS EXPLICA POR QUÉ CUALQUIER IMBÉCIL PUEDE SER MINISTRO PERO NO MAESTRO.»


«OUÇA O ÁUDIO. O debate parlmentar marcado pelo PS para discutir o problema do desemprego ficou marcado por uma troca de acusações e uma gafe de Santos Pereira, que fala no... coiso.
 Durante o debate, o ministro Economia, no remate da sua intervenção inicial provocou algumas gargalhadas quando deixou escapar a expressão 'coiso' para designar o desemprego.


Uma intervenção que pode ouvir AQUI.


Eis a transcrição: "Eu desafio aqui o Partido Socialista a colaborar connosco na elaboração deste plano nacional de emprego, porque o desemprego não é uma preocupação deste Governo só, destas bancadas da esquerda, do Partido Socialista. O desemprego tem de ser uma preocupação de todos nós e todos nós temos de trabalhar em conjunto, sindicatos, patrões e partidos para conseguirmos ultrapassar este coiso... este problema"» [DN]

 Seguro cede mais uma vez e volta a fazer figura de urso

O lider do PS ou é mole ou é parvo, o primeiro-ministro goza com ele, pior do que isso, goza com o PS  e quando se sente atrapalhado chama Seguro ao gabinete, passa a mão pelo velho amigo e Seguro sente-se renovado, para ser gozado durante mais uns meses.

O problema desta postura não está na dignidade do líder do PS, está na dignidade do próprio PS e na perda de esperança de muitos cidadãos que confiam no PS e estão a ver que este partido pertence ao governo mas não tem qualquer pasta.

José Seguro ainda não percebeu que esta sua postura vai conduzir a mais uma derrota do PS e, pior ainda, à cisão da sua área política. Sem ideias, sem projecto político e tendo por projecto político funcionar como amaciador do detergente PSD/CDS o PS vai esgotar-se. Isso começa a ser evidente nas sondagens, por pior que o PSD governe, por mais que os seus ministros se revelem incompetentes, por mais desgraçada que seja a situação económica, por mais brutais que sejam as medidas de austeridade o PS não ganha um único voto.

«O secretário-geral do PS considerou hoje, no final de uma reunião com o primeiro-ministro, que foi retomado o "diálogo político" entre o Governo e o seu partido, que será agora testado no Parlamento, na próxima semana.

"Houve um retomar do diálogo político. Agora esse diálogo político será testado em termos concretos nas votações que vão ocorrer no Parlamento", afirmou António José Seguro, na residência oficial de São Bento, em Lisboa, onde foi recebido por Pedro Passos Coelho durante cerca de duas horas.

Segundo o secretário-geral do PS, "o diálogo político pelo diálogo político é pouco, precisa de ser traduzido em medidas e em propostas concretas" e "cabe agora à maioria de direita que existe no Parlamento a resposta à iniciativa e às propostas" dos socialistas.» [DN]

Um dia excitante

Os portugueses tiveram um dia excitante, o Duarte Lima voltava ao edifício Valmor, junto à sede da CGD, os jornalistas encavalitavam-se, o país acompanhou o assunto em directo, como se em vez do reformado do cavaquismo estivesse a chegar o Obama. Havia grandes dúvidas, se a pulseira é de ouro ou de prata, se tinha diamantes, se a ministra da Justiça teria mandado inscrever alguma dedicatória. Uma jornalista entendida na coisa explicava como funciona a pulseira, dizia que se Duarte Lima saísse pela porta apitava algures na polícia, esqueceu-se de dizer que se em vez de sair pela porta saísse pela janela além de apitar na polícia também apitaria na ambulância pois Duarte Lima mora no enésimo piso. Tudo ridículo.
  
No mesmo dia em que Duarte Lima chegava a casa eram interrogados os responsáveis por uma rede de branqueamento de dinheiro que ele tramou, até se fica com a impressão de que foram os amigos que se juntaram para lhe oferecer a preciosa pulseira, coisa muita na moda pois usa-se no tornozelo, até já estou a ver o Duarte Lima a passear na praia do Tamariz com a pulseirinha na perna mais o seu velho amigo Cavaco,enquanto o Nunes liberato vem um pouco mais atrás a passear o cão,o Bo cá do sítio.

O Passos Coelho deve estar muito à rasca para dar graxa ao Seguro

Será que estamos mesmo melhor do que a Grécia?

Se Relvas cair

Se Relvas cair o governo cai, não porque Passos Coelho seja uma invenção política de Relvas pois o primeiro-ministro ganhou vida própria na pessoa do seu ministro das Finanças que é o verdadeiro primeiro-ministro e presidente (o outro não passa de um mísero professor que vive no centro de dia de Belém) do país. O problema de Passos Coelho é que todos os negócios para facilitar a sua chegada ao poder, desde os bloggers até aos jornalistas que apoiam o governo são gente de mão do Miguel Relvas.
  
Quando Relvas cair os apoios secretos caem, a começar pelos que negociaram o festim da privatização da RTP. Relvas não pode cair, se isso suceder é uma questão de tempo até Vítor Gaspar ascender a primeiro-ministro.
  
Passos Coelho não vai nem pode deixar cair o Relvas, se o fizer equivale a uma daquelas velhotas que não conseguem viver com o cachorro passar-se e ir abandoná-lo no meio da Serra da Arrábida. Se Passos Coelho abandonar Miguel Relvas ainda alguém vai dizer que é da crise, com a austeridade deixou de ter com que o alimentar e decidiu abandoná-lo.
  
PS: Isto de ser blogger independente em vez de (como dizia alguém) ser arrastadeira do Relvas ou de quem quer que seja tem as suas vantagens. Tem, não tem pessoal?

Dúvidas sobre o caso Relvas

O caso Relvas obriga a colocar algumas interrogações:


  • Algum deputado do PSD vai subir à tribuna parlamentar acusar o governo de asfixia democrática?
  • O Jornalista Manuel Fernandes vai escrever algum livro a publicar pela Fundação Soares dos Santos?
  • Cavaco Silva vai chamar o presidente do sindicato dos jornalistas para se inteirar das pressões e ameaças à jornalista do Público?
  • O presidente do sindicato dos magistrados do Ministério Público vai teorizar sobre a existência de crime?
  
 

Pobreza estrutural

«Dia sim dia sim, ouvimos um membro do Governo perorar sobre as reformas estruturais que o mesmo estará a levar a cabo. Já era talvez altura, uma vez que estamos quase a celebrar-lhe o primeiro aniversário, de tentar perceber de que fala o Executivo quando fala de reformas estruturais.

Comecemos pelo princípio: o Governo encolhido. Era o mais pequeno de sempre, não era? Era. Também é o primeiro de sempre a ter ministros "à solta" para tomar conta de dossiês tão fundamentais e delicados como o das privatizações, ministros cujo salário ninguém conhece e que podem até, com a bênção do PM, integrar conselhos de administração de empresas privadas, eximindo-se a todas as incompatibilidades, obrigações de transparência e de sindicância que se exigem a membros formais do Governo. Inovador, sem dúvida. Talvez a palavra mais adequada seja escandaloso, porém.

Depois, a famosa lei do arrendamento, que vinha de uma vez por todas acabar com o estrangulamento do mercado de aluguer, facilitando os despejos por incumprimento e atualizando rendas antigas. Passados meses sobre a apresentação da dita, continua sem se perceber em que é que altera o existente. Qualquer situação em que não haja acordo entre proprietário e inquilino vai para os tribunais, como antes; e aparentemente os aumentos das rendas, além de limitados pelos proventos dos inquilinos e respetiva idade, só podem ocorrer ao fim de um período alargado. Ou seja: como antes, o Estado continua a impor aos senhorios com alugueres anteriores a 1990 regras que são na prática uma expropriação soft e os obrigam a fazer de segurança social. Onde está a reforma?

O licenciamento zero, então. Do qual o ministro Álvaro adora falar. Incrível, então não é que é uma medida do Governo que tanto execra? A lei que o criou é de abril de 2011. Mas espera, temos a grande reforma na educação: acabar com a avaliação dos professores, essa medida tão socialista, de "Estado gordo" (liberal é não avaliar, claro) e reintroduzir os saudosos exames de 4.ª classe, com os quais todo o mundo civilizado acabou. E desmantelar o programa Novas Oportunidades (NO) antes mesmo de estar pronta a avaliação que deveria concluir se presta ou não, enquanto, à cautela, se retira o País do estudo da OCDE que avalia a aquisição de competências por adultos (estranho, não é? Se afinal se tem a certeza de que o NO não serviu para nada, deveria haver todo o interesse em deixar a OCDE concluir isso mesmo. A não ser que...).

Empobrecimento. Ora bem: aqui temos a grande reforma estrutural, a da redução dos salários, do consumo e do ânimo. Conseguimos já uma belíssima recessão e um fabuloso nível de desemprego, que, aliados à sempre crescentemente admirável (Passos, por lapso, chamou-lhe insuportável) carga fiscal, constituem a soberba obra deste Executivo. Tão soberba que só a modéstia pode explicar que PSD e CDS não tenham baseado a campanha na promessa dela.» [DN]

Autor:

Fernanda Câncio.
  
A Europa teve pais mas está orfã

«É um belo edifício, o Centro Jean Monnet, no largo do mesmo nome, ao lado do Parque Mayer e do Jardim Botânico. É a "embaixada" da União Europeia e quando a Europa acabar talvez venha a ser, magnífica ironia, a sede de um banco (mata-se a ideia, fica-se com os despojos). E o largo, irá continuar a chamar-se Jean Monnet? As placas toponímicas, sendo românticas - tantos poetas, tão poucos administradores - é bem possível que sim. Jean Monnet nasceu em Cognac e talvez por isso passou a vida a ver a dobrar. Foi o inspirador da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, a mãe da União Europeia. O que Jean Monnet via e fez os outros ver foi a França e a Alemanha juntarem-se para um projeto comum, apesar de duas guerras em meio século. Num dia de 1950, Jean Monnet, do país vencedor, foi a Bona encontrar-se com Konrad Adenauer, do país destruído. Monnet, perito em finanças, soube encontrar o tom lírico e sincero para convencer o alemão desconfiado. Simples: mostrou-lhe que era coisa mútua. Ontem, o espanhol Rajoy criticava o Banco Central Europeu de só ajudar à beira do abismo - e estava a ser otimista, a alemã Merkel, patroa do BCE, é capaz de esperar mesmo o abismo. E a francesa Christine Lagarde, patroa do FMI, já passa receitas post mortem: a saída da Grécia do euro "deverá ser feita de forma ordenada". Como se eles fossem capazes de ordem em alguma coisa. A esta gente Jean Monnet não teria convencido de nada.» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.
  
Não sabe, não responde, não dorme

«Segundo os dados revelados esta semana pelo INE, desde que o actual Governo entrou em funções, com a sua opção por uma política de austeridade além da ‘troika’, a taxa de desemprego aumentou de 12,1% (no final do 2º semestre de 2011) para 14,9% (no final do 1º trimestre deste ano).


Foi um aumento de 2,8% em apenas nove meses (2,5% em termos homólogos). Nunca se viu nada assim! Mesmo sem haver uma recessão global como a que ocorreu em 2009, o desemprego está a crescer em Portugal a um ritmo que não tem paralelo no passado: em menos de um ano, o número de desempregados passou de 675 mil para cerca de 820 mil. Ou seja: temos mais 145 mil desempregados em apenas três trimestres (48 mil só no último trimestre). E o pior é que as coisas tendem a piorar, sobretudo com os efeitos devastadores do aumento do IVA na restauração e do colapso no sector da construção.


Perante isto, que é dramático, o mínimo que seria de esperar era que o Governo dissesse ao País o que tenciona fazer para dar resposta a esta situação - ainda que isso pudesse implicar corrigir políticas (a começar pela absurda austeridade além da ‘troika' e pela passividade nas políticas activas de emprego) ou alterar o seu alinhamento europeu (juntando a sua voz ao grupo crescente dos que pretendem complementar o Tratado Orçamental com um Pacto para o Crescimento). Contudo, por estranho que pareça, nada disto aconteceu. Confrontado com esta inédita subida do desemprego, a resposta do Governo não podia ser mais decepcionante: o ministro das Finanças diz que não sabe, o primeiro-ministro diz que não responde e o ministro Miguel Relvas diz que não dorme. Maneiras diferentes de não dizer nada.


Nas Finanças, a desorientação é total: o ministro confessa que não entende o que se está a passar com o desemprego e o Ministério já nem arrisca previsões. Para Bruxelas, ainda seguiu (discretamente) a "previsão técnica" de uma taxa de desemprego de 14,5% este ano e de 14,1% no próximo. Mas nem Vítor Gaspar acredita nisso - e ficou de estudar melhor o assunto. Espera-se que estes 14,9% do 1º trimestre o ajudem a compreender que o caso é mesmo sério - e, sobretudo, que não o é só para as metas do défice.


O primeiro-ministro, por seu turno, sempre tão solícito para os jornalistas, preferiu desta vez fugir das câmaras de televisão para não comentar os números do desemprego. E menos ainda esteve disponível para dizer se o Governo tenciona fazer alguma coisa - ou se vai apenas ficar à espera que os 820 mil desempregados encontrem as imensas "oportunidades" que o primeiro-ministro, sabe-se lá porquê, imagina existirem nesta economia em recessão.


Quanto a Miguel Relvas, perde o sono com o desemprego - mas ainda não foi desta que anunciou o arranque do programa de combate ao desemprego juvenil, do qual ainda só se conhece a nomeação de um grupo de trabalho. Pelo mesmo tom alinharam também os ministros do Emprego e da Solidariedade Social: muita preocupação, poucas medidas.


Não pode deixar de impressionar este tom geral de resignação. Perante a maior taxa de desemprego de sempre, tendo-se chegado aos 820 mil desempregados, tudo o que os portugueses ficaram a saber é que o Governo "não sabe", "não responde" e "não dorme". Mas, sabendo isso, ficaram a saber outra coisa: assim não vamos lá.» [DE]

Autor:

Pedro Silva Pereira.
  

Filha de uma grande ... !

«Angela Merkel sugeriu ontem a possibilidade da Grécia realizar um referendo sobre a permanência na zona euro em paralelo com as legislativas de 17 de junho. A sugestão foi feita numa conversa com o presidente grego, Carolos Papoulias, e surgiu num comunicado emitido pelo gabinete do novo primeiro-ministro interino. Em Outubro, Merkel reagira de forma muito crítica à sugestão do então primeiro-ministro George Papandreou de realizar um referendo sobre o euro, mas a ideia da líder alemã pode ser interpretada à luz das pressões que a Europa está a exercer sobre o eleitorado grego. Para muitos observadores, as eleições legislativas já serão um autêntico referendo.» [DN]

Parecer:

Quando o ex-primeiro-ministro grego disse que ia sujeitar o memorando com a troika a um referende foi um escândalo, a senhor Merkel e os seus beija cus fizeram chantagem sobre a gréscia, agora querem que os gregos façam um referendo, isto é, ou aceitam tudo o que a boche exige ou são corridos do euro e provavelmente da UE. Isto começa a estar pior do que no tempo de Hitler.

Quem é esta boche para sugerir referendos, eleições ou quaisquer outros actos soberanos a outro país europeu?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se a boche à merda.»
  
Agora é que o Relvas vai à máquina zero

«A direcção do jornal “Público” classificou de “inaceitável” a pressão que Miguel Relvas fez sobre o jornal e também o comunicado do Conselho de Redacção do jornal, onde esta pressão foi tornada pública.

O Conselho de Redacção do “Público” acusou o ministro Miguel Relvas de pressionar uma jornalista do meio de comunicação para que uma notícia não fosse publicada no jornal. A notícia está a ser avançada pela RTP, que cita o comunicado do Conselho de Redacção do “Público”, onde é dito que a jornalista Maria José Oliveira relatou uma ameaça de Miguel Relvas caso “fosse publicada uma determinada notícia, relacionada com o caso das ‘secretas’”.

Segundo este comunicado, “Relvas terá dito que, se o jornal publicasse a notícia, enviaria uma queixa à ERC, promoveria um “black out” de todos os ministros em relação ao Público e divulgaria, na Internet, dados da vida privada da jornalista”.

Depois do comunicado do Conselho de Redacção, também a direcção do Público já reagiu. No comunicado, também citado pela RTP, a direcção liderada por Bárbara Reis diz-se “surpreendida” com o comunicado do Conselho de Redacção, classificando-o de inaceitável por representar “uma manipulação intolerável dos factos”.

De acordo com a direcção do “Público”, a noticia em causa não foi publicada apenas por razões editorias, por não conter “nenhum facto relevante”, nada estando essa decisão relacionada com as pressões de Miguel Relvas.

Não revelando os conteúdos da ameaça, a Direcção do Público diz que, depois de ter contactado o advogado do jornal, “a directora do jornal, Bárbara Reis, protestou junto do ministro Miguel Relvas por ter exercido uma pressão que toda a direcção considera inaceitável”.

Quanto ao facto de não ter tornado pública essa ameaça, o Público diz que a sua posição “ao longo dos anos, tem sido a de não reagir ou denunciar publicamente as ameaças ou pressões feitas a jornalistas. Não se trata de desvalorizar essas pressões. Esta prática foi seguida quando estivemos sob fortes pressões, como aconteceu recentemente no caso do Sporting”.

A direcção do jornal finaliza o seu comunicado afirmando que a divulgação do comunicado do Conselho de redacção “equivale à quebra do diálogo no interior da redacção”.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Se o rapaz ainda é ministro é porque ada com falta de uma esferográfica para escrever a carta de demissão.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ofereça-se uma Bic fino ao Relvas.»
  
Duarte Lima perdeu a vontade de fugir?

«O bastonário da Ordem dos Advogados desafiou o Ministério Público a explicar as razões para que o perigo de fuga de Duarte Lima "subitamente" tenha desaparecido, após a confissão. Marinho Pinto diz que utilizar a prisão preventiva para obter confissões é voltar "aos tempos da Inquisição".» [JN]

Parecer:

Ou trocou a prisão preventiva pela confissão, pergunta o bastonário doa advogados.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»


   




sexta-feira, maio 18, 2012

Ter vergonha de ser português


Quando vejo um ministro dos Negócios Estrangeiros exibir a crise política para onde os gregos foram empurrados depois de lhes ter sido imposta uma política económica incompetente a troco de ajuda financeira sobre a qual se cobraram juros dignos de agiotas sinto vergonha de ser português.

Quando vejo os representantes dos patrões chorarem pela competitividade perdida e pedirem ao governo que use o medo colectivo da crise financeira para impor aos trabalhadores dias feriados e horas adicionais de trabalho escravo e depois é notícia que em 2011 os gestores das empresas cotadas tiveram aumentos de rendimentos acima dos 5% sinto vergonha de ser português.

Quando vejo um governo português vender uma participação de uma empresa pública estratégica para a segurança nacional ao Estado comunista da China com o argumento de que se está a democratizar a economia ao eliminar-se a participação do Estado português nessa empresa e depois sabe-se que o Catroga vai ganhar quarenta mil euros à conta dos chineses, o mesmo que Catroga que dias depois muda de opinião em relação aos pagamentos do Estado à EDP, sinto vergonha de ser português.

Quando se ouve um primeiro-ministro que foi eleito com um programa onde prometeu soluções e progresso económico sugerir aos jovens que abandonem o país e dizer ao milhão de portugueses que não encontram emprego que o desemprego foi uma grande oportunidade que a vida lhes deu, quando vejo um primeiro-ministro que só destruiu emprego congratular-se com a miséria humana que grassa na família dos que não têm Ângelos Correias para lhes dar de comer, sinto vergonha de ser português.

Quando fico a saber que o mesmo sindicato dos magistrados do Ministério Público que se desdobrou em ataques a um governo e que tanto se emprenhou em exigir desenvolvimentos nalguns processos judiciais se cala noutros e depois organiza um luxuoso congresso patrocinado por entidades envolvidas em processos criminosos cuja investigação cabe ao Ministério Público sinto vergonha de ser português.

Quando vejo ministros quase festejarem a desgraça grega, sabendo que se deve aos erros de uma receita igualmente aplicada em Portugal onde também dá sinais de falhanço, mas ignoram essa realidade para evidenciarem supostas diferenças propondo-se como saída para a troika se ilibar de responsabilidades a troco do branqueamento dos excessos de austeridade decididos pelo governo sinto vergonha de ser português.
  
Quando num país com um milhão de cidadãos sem emprego o ministro das Finanças não diz uma única palavra sobre o assunto, o Presidente da República fugir a comentários e o ministro da Economia a dizer que somos todos idiotas porque ainda não há uma multinacional das sandes de courato ou dos pastéis de nata, sinto vergonha de ser português.

Quando vejo um presidente alemão apresentar a demissão por suspeitas de favorecimento num negócio e por cá o presidente diz disparates como o ser um mísero professor que nada sabe dessas coisas de acções escritas em inglês para depois dizer que está por nascer alguém mais honesto do que ele, sinto vergonha de ser português.
 
Como se tudo isto fosse pouco começo a ter vergonha enquanto europeu por ver os políticos eleitos em eleições nas quais participei ajudarem a destruir a Europa.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Corvo-marinho-de-faces-brancas [Phalacrocorax carbo] no Terreiro do Paço, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Repouso [A. Cabral]
  
A mentira do dia d'O Jumento


Ao contrário do que muita gente pensa quando Passos Coelho sugere aos jovens que emigrem ou afirma que o desemprego é uma bênção divina para quem tem aí a oportunidade de mudar de vida, sabe muito bem do que fala, foi essa a sua experiência.

Os seus detractores costumam dizer que ele não fez nada até aos quarenta anos e que nessa altura foi um padrinho que lhe deu emprego e de comer e sugerem a leitura do seu currículo oficial. Mas nem toda a vida consta desse currículo e Passos Coelho optou por ser modesto e omitir muito do que foi obrigado a passar na sua vida.

A imagem prova que Passos Coelho foi emigrante em Nova Iorque e nessa ocasião já se percebia que ele iria muito alto, bem mais alto do que se pode ir encavalitado numa das Doce. Na imagem também se percebe a lealdade a Relvas, um amigo que nunca abandonará mesmo que venha a saber que é empregado da Ongoing, como se pode ver na imagem nem a cento e tal metros ae altura Passos Coelho se separava do seu fiel amigo e nunca o deixou cair.

Quando terminou o seu curso superior Passos Coelho viu-se como um jovem (ainda que já entradote e com quase idade para ser avô) enrascado, com um canudo que vale menos do que um daqueles rolos de papel da Renova com que os americanos apreciam a suavidade dos eucaliptos portugueses, o agora primeiro-ministro teve mudar de vida, emigrou para a América e acabou na construção civil. Foi num Correio da Manhã com três semanas que encontrou num café português que Passos Coelho viu o anúncio de emprego da Fomentiveste.

Pedia-se alguém com experiência no lixo coisa que não faltava a Passos Coelho, até o jornal onde leu o anúncio era prova disso. Foi assim que Passos Coelho acabou por conhecer Ângelo Correia e desde então toda a gente conhece o percurso deste português modelo das virtudes nacionais como a vontade de trabalhar, a coragem e a abertura à mudança.

Jumento do dia


Cavaco Silva

Numa altura em que país enfrenta grandes dificuldades Cavaco Silva leva a sua comitiva a um longo passeio organizado pela nossa diplomacia turística, desta viagem não resultarão quaisquer resultados para o país, serve apenas para tirar fotografias e gastar dinheiro de contribuintes que passam fome.

Num momento em que a Europa atravessa dias difíceis o Presidente da República ausenta-se durante dez dias, arriscando-se a partir com uma Europa e regressar com uma bem diferente.

O exemplo grego


  
O FMI, a gaja alemã e os gasparzinhos da Europa elegeram a Grécia como o exemplo de castigo a dar aos que ousem não cumprir as regras europeus. O resultado está à vista, a Grécia transforma-se rapidamente numa jangada revolucionária que não tarda começará a navegar em direcção ao centro da Europa.

As universidades católicas dos Gasparzinhos ensinam religião e moral a mais e história a menos, os Gasparzinhos saem convencidos de que a justiça é coisa dos padres e a economia é matéria de gente que tanto se lhes dá se governam em democracia ou se servem o Pinochet.

Agora correm um sério risco de estarem a atear um incêndio que não saberão apagar.


Gregos sem direitos

Os franceses tiveram o direito de mandar o Sarkozy apaparicar a Bruni, os alemães vão escolher a Merkel por ser sacana para os seus parceiros, os portugueses aturam o Passos Coelho, todos puderam escolher os políticos que bem entenderam. Mas os gregos não podem votar um programa de austeridade em referendo e para muito boa gente que escreve neste país e nos arredores a democracia é um luxo para países sem problemas.
  
Esta Europa, os seus líderes e uma boa parte dos seus opinion makers começam a meter nojo.

Grande Lambretas!

Enquanto o seu guru Portas parece ter passado à clandestinidade o Lambretas, talvez porque tem um espelho que lhe diz que não há ministro como ele, tem-se desdobrado em aparições públicas para ajeitar a sua imagem, enquanto a Assunção Cristas ganha tempo para rezar mais uns terços nos intervalos dos leilões das hortinhas da sua reforma agrária.
 
 

A sopa de letras é uma oportunidade

«Há dias, entrei numa loja da Avenida da Liberdade. Estranhamente, apesar dos preços, cheirava a sopa. Apesar de o assunto dar pano para mangas, convenci-me de que deveria ser o ar condicionado ou um novo perfume inspirado na sopa juliana. Há gente para tudo. Menos de 24 horas depois, fui à sede de uma empresa. Logo que apanhei o elevador, detetei o mesmo rasto inconfundível, embora neste caso com uma mistura de massa cozida com um ligeiríssimo travo a poejo (seria manjericão?).

As minhas investigações prosseguiram e vários amigos confirmaram-me que lhes tem acontecido o mesmo. Nas empresas onde trabalham, no contabilista, no cabeleireiro, em quase todo o lado, há este evidente cheiro a sopa. Não é preciso ter acesso ao clipping do SIS para perceber o que se passa: é a marmita, são os almoços aquecidos nos micro-ondas das empresas, é a decisão (certa, inteligente, respeitável) de reduzir as despesas, até na alimentação. Por causa da Grande Recessão, Portugal transformou-se numa enorme cantina.

Estou certo de que o Governo encontrará uma maneira positiva de encarar esta mobilização geral, criticando os insensíveis que opinam sobre o assunto. A marmita faz bem à saúde, aumenta o espírito de equipa, potencia o pulsar coletivo, permite a troca de receitas originais e o conhecimento de novos temperos e, claro, aumenta a produtividade nacional. A marmita é, na verdade, um luxo, não uma consequência da crise. É uma escolha pessoal, não uma inevitabilidade económica.

Realmente vivemos tempos extraordinários. A propósito disto, li numa revista italiana uma descrição daquilo que será Portugal (e talvez Itália) muito em breve: "Sob iniciativa dos mercados internacionais, Espanha e Portugal, reduzidos à fome e com um número de desempregados já superior ao total da população, são oferecidos à Esquerda sem serem precisas eleições. Perante a impossibilidade de resolver qualquer problema económico, os dois Governos dedicam-se aos direitos civis. Depois de proibidas as touradas, são também proibidas as corridas de cães. Além do casamento gay, é introduzida a extrema unção gay. Espanha e Portugal tornam-se países pobríssimos e civilizadíssimos. Nas filas (ordenadíssimas), à frente dos abrigos para pobres, as pessoas leem livros da Hannah Arendt."

Ora aqui está uma grande ideia: o empobrecimento geral é uma oportunidade nacional. Na verdade, pobreza é cultura. Está disponível nos livros ou, em alternativa, numa sopinha de letras (aquecida) numa loja de roupa perto de si.» [DN]

Autor:

André Macedo.
  
Jogos de guerra

«Os gregos vão de novo para eleições, em junho. Nesse mês, se falharem as transferências ao abrigo do segundo resgate, a Grécia entrará em incumprimento. O provável futuro primeiro-ministro helénico, o presidente do Syriza, o jovem Alexis Tsipras, já conseguiu uma quase vitória. Se os pagamentos não forem efetuados, a Grécia não sairá da Zona Euro, ela será expulsa de facto pelos credores, com a Alemanha à cabeça. Trata-se de um triplo ónus: legal, político e económico, que cairá inteiramente sobre Berlim. Vejamos melhor. Lincoln aceitou entrar em guerra contra os Estados Confederados na base de uma razão jurídica simples: a Constituição federal dos EUA não prevê a saída legal de nenhum estado. Ora, a lei europeia está do lado dos gregos. Na formação da Zona Euro há um silêncio total sobre a possibilidade de saída dos Estados. E no Tratado de Lisboa, o artigo 50.º só prevê a possibilidade de saída voluntária dos países da UE, nunca a sua expulsão. Em segundo lugar, expulsar os gregos numa altura em que eles estão em processo de eleições seria violar o sacrossanto princípio da soberania popular, o princípio de ética pública que separa a democracia de todos os tipos de barbárie. Em terceiro lugar, expulsar a Grécia nesta altura, quando a Itália e a Espanha estão debaixo de fogo no mercado da dívida, e quando a banca espanhola vê os seus ativos fortemente desvalorizados pelo impacto duradouro da bolha imobiliária, seria lançar a UE num vendaval de perdas de rating, forçando o BCE a abrir desesperadamente a bolsa, em muito mais do que os escassos milhares de milhões de euros que Atenas vai precisar para flutuar. Nos jogos de guerra, pisam-se os direitos, mas é sempre preciso fazer bem as contas. Hollande e Merkel já terão jantado sobre o assunto.» [DN]

Autor:

Viriato Soromenho-Marques.
    

Ou te portas bem ou vais para longe

«O Governo recuou no regime de mobilidade e estabeleceu que é dispensado o acordo do trabalhador para efeitos de mobilidade interna, "desde que o local de trabalho se situe até 60 km, inclusive, do local de residência".

Esta alteração consta da proposta final enviada pelo secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, aos sindicatos da Função Pública e à qual a Lusa teve acesso.

De acordo com o documento, "em regra, a mobilidade interna depende do acordo do trabalhador e dos órgãos ou serviços de origem e de destino, podendo ser promovida pelas entidades empregadoras públicas ou requerida pelo trabalhador", mas o Executivo refere, no artigo 61, que "é dispensado o acordo do trabalhador para efeitos de mobilidade interna, em todas as suas modalidades (...), desde que o local de trabalho se situe até 60 km, inclusive, do local de residência".» [DN]

Parecer:

Mais do que um instrumento de gestão este regime de mobilidade do rapaz do BdP é um instrumento de repressão.

PS: Este raio do Rosalino tem um daqueles nomes de quem nem os correctores ortográficos gostam!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a sua adopção para o BdP do Rosalino e do Gaspar.»
  
Paris não ratifica pacto sem medidas de crescimento

«A França não vai ratificar o Pacto Orçamental Europeu se o documento não contemplar medidas de estímulo ao crescimento da economia, reiterou hoje o novo ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici.
  
"O que já foi dito muito claramente foi que o tratado não será ratificado, e que deve ser complementado com um capítulo dedicado ao crescimento, com uma estratégia para o crescimento", afirmou hoje o ministro, no canal de notícias francês BFMTV.» [DN]

Parecer:

Como Portugal dispensa tais medidas, não as quer nem gosta delas já aprovou o pacto sem quaisquer condições.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Passos quantos beijinhos da  Merkel custou o pacto.»
  
Bolsa afunda-se

«Bolsa nacional regista um dos piores desempenhos na Europa, numa altura em que as acções do BES afundam 9% e a Renováveis cai 7%.
  
Os investidores voltam a afastar-se dos mercados e a bolsa portuguesa está a ser das mais castigadas na Europa. O PSI 20, o principal índice da Euronext Lisbon, cedia 2,22% para os 4.781,65 pontos, a registar a quinta queda consecutiva.» [DE]

Parecer:

O ministro das Finanças só tem boas notícias, o empobrecimento prossegue enquanto a economia se afunda a bom ritmo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao Gasparzinho.»
  
STE chega a acordo com o governo

«O Sindicato dos Quadros Técnicos (STE) já tomou uma decisão e vai assinar a proposta do Executivo para a Lei que regulará as relações laborais na Administração Pública, revelou ao Expresso Bettencourt Picanço, responsável do STE.

Esta proposta, que tem vindo a ser discutida nas últimas semanas com os sindicatos, faz um alinhamento com as regras do Código de Trabalho discutidas e aprovadas na concertação social, em janeiro, e inclui outras matérias específicas da Administração Pública, como a mobilidade dos trabalhadores e as rescisões por mútuo acordo.» [Expresso]

Parecer:

Digamos que os TSD chegaram a acordo com o Rosalino.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
Onde é que já vimos isto?

«A Moody´s anunciou esta noite, depois do fecho de Wall Street, o corte ao “rating” de 16 bancos espanhóis, citando a deterioração do perfil de crédito de cada um, bem como da capacidade do Governo espanhol em conceder apoio ao sector financeiro.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

O filme repete-se mas desta vez a direita não exije a Rajoy que recorra à ajuda internacional.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
  
Ainda há mais para cortar na Grécia

«A Fitch anunciou um corte de dois níveis do “rating” da Grécia. A notação financeira passou de “B-”, que já é considerado “lixo”, para “CCC”, um nível considerado “extremamente especulativo” e que fica a apenas um patamar do “incumprimento com poucas perspectivas de recuperação”.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Aquilo que se está a passar na Grécia ficará para a história da Europa como a maior nódoa do século XXI.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
Até tu Manela?

«Numa intervenção na Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) sobre o tema "Que arquitectura para um novo modelo de Estado social?", a antiga ministra das Finanças sublinhou a importância do contrato estabelecido entre os cidadãos e o Estado para garantia das reformas.

"Tudo o que seja alterar ou violar, não cumprir este contrato, é algo que é extremamente delicado, direi que de alguma forma perigoso e que se tem que levar a que não haja uma definitiva quebra de confiança entre os cidadãos e o Estado", frisou a também ex-presidente do PSD.

Ferreira Leite repetiu diversas vezes ser "absolutamente necessário" que a questão da Segurança Social seja tratada com "o máximo dos cuidados", porque há o risco de se criar "uma nova classe de pobres que são os pobres sem capacidade para recuperar", algo que pode "fazer perder a confiança entre as pessoas".» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Volta Manela, estás perdoada.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»