sábado, junho 23, 2012

A oportunidade perdida


Sacrifício por sacrifício quanto mais depressa o país recuperar a sua soberania e reequilibrar as contas públicas melhor, se este fosse o objectivo do Gaspar e de Passos Coelho teriam o meu apoio. Mas eles foram gulosos e oportunistas, aproveitaram-se da crise financeira e usando a estratégia do medo tentaram impor pela porta do cavalo um modelo económico e social que o país rejeita, cuja implementação implica a violação da constituição e que não constava do programa eleitoral de Passos Coelho.
  
Foi por terem sido gulosos que neste momento a economia portuguesa está pior do que estava antes do resgate, o desemprego atingiu níveis brutais, milhares de empresas fecharam, o Estado está paralisado, a evasão fiscal é visível a olho desarmado, o investimento foi reduzido a zero. Usaram as exportações como estandarte do seu sucesso mas apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo, o aumento das exportações é anterior a qualquer medida deste governo e tende a cair, as reformas implementadas foram três, os 50 mil euros que o Catroga passou a receber, os feriados que serão eliminados e a reforma laboral conseguidas com chantagens e a ajuda de pressões de Cavaco Silva.
  
Temos mais dívida, menos riqueza, menos emprego, menos empresas, menos direitos laborais e sociais, menos qualidade na Saúde, uma escola digna do salazarismo e um governo pequeno mas cheio de totós, idiotas incompetentes e más figuras.
  
O governo podia ter reestruturado o Estado mas optou por manter os tachos, a lei para eleger directores-gerais apenas serve para assegurar que os boys do PSD que ganharão os concursos sobreviverão ao próximo governo, podendo continuar a conspirar, a dar informações às Ongoingues e outros bandos e gangues da sociedade portuguesa e a ajudar os Relvas a regressar ao poder. Esses concursos não passarão de uma fantochada que custará dinheiro aos contribuintes e resultarão na consolidação de grupos mafiosos e corruptos.
  
O governo podia ter aumentado a receita fiscal diversificando as fontes e usando os impostos para promover alguma justiça social. Mas não, não era esse o projecto do Gaspar, a estratégia da ugandização de Portugal passava pelo empobrecimento dos mais pobres, pela destruição da classe média e pela transferência forçada de riqueza para os mais ricos, isto num dos países da OCDE onde há mais injustiça na distribuição do rendimento. Por isso o aumento dos impostos se concentrou nom IRS e no IVA com resultados desastrosos, os ricos ficaram mais ricos, os pobres ficaram mais pobres e o Estado está sem dinheiro.
  
O governo podia ter cortado em muitas despesas do Estado, podia ter eliminado alguns dos institutos e acabado com a pornografia fiscal que são a maioria das fundações privadas. Mas isso entrava em conflito com a ugandização do país defendida pelo Gaspar, as fundações mafiosas, a evasão fiscal e a manutenção corrupta de institutos são instrumentos complementares da estratégia do enriquecimento fácil dos mais ricos, sem subsídios para lhes dar e como tirar aos pobres para dar aos ricos pareceria mal, há que criar mecanismos de enriquecimento fácil, mantendo os já existentes independentemente de violarem ou não a lei.
  
Em Portugal a lei só é respeitada quando estão em causa os interesses dos ricos, a prova disso foi a forma como Cavaco andou a estudar eventuais indícios de inconstitucionalidade na legislação laboral, mas quando estes indícios eram mais do que evidentes no corte dos subsídios optou por assinar de cruz e com os olhos fechados.
  
Este governo é mau mas pior do que mau é incompetente, está conduzindo o país a um beco sem saída e no fim de tudo isto já não seremos o Portugal que éramos nem seremos a Uganda que o Gaspar deseja.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Carrasqueira, Alcácer do Sal
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Filho descontente, aldeia do concelho de Vouzela [J. Sousa]



Ilha do Corvo [T. Diniz]
   

Jumento do dia


Gaspar

Em Janeiro as receitas fiscais cairam e Gaspar desvalorizou dizendo que estava previsto, o mesmo sucedeu nos meses de Fevereiro, Março, Abril e Maio e Gaspar voltou a dizer o mesmo, que tudo estava a correr bem. Agora, de repente, o mesmo Gaspar vem dizer, bem longe do país para não ser incomodado por perguntas inconvenientes dos jornalistas, que tudo está a correr mal.

Mas não porque o ministro foi incompetente e aumentou os impostos para além do aceitável, não porque a recessão foi superior à prevista, não porque as previsões do OE têm a mesma credibilidade do que as feitas pelo Prof. Kizomba, não porque o ministro provocou um aumento de desemprego com impcto no IRS. Tudo está a correr mal por causa do IRC, por causa dos factores externos.

Com este argumento o ministro mostra que não só foi incompetente como é dado a mentiras, o IRC é um imposto cobrado com base em lucros, isto é, resulta da actividade do exercício anterior, a situação internacional actual não tem impacto nos lucros de 2012. O ministro não quer admitir que se os portugueses tiverem de se sujeitar a mais um pacote de austeridade é porque o ministro falhou, falhou nas suas concepções económicas e falhou porque se revelou incompetente a gerir a fiscalidade.

«Vítor Gaspar, que falava no Luxemburgo, no final de uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro, indicou que “a informação disponível sobre o comportamento das receitas não é positivo”, pois “de facto, verificaram-se valores abaixo do esperado para a receita fiscal e para as contribuições para a segurança social”. “Estes dados disponíveis traduzem um aumento significativo nos riscos e incertezas que estão associadas às expetativas orçamentais.
  
O Governo está determinado a cumprir o teto para o défice de 4,5 por cento para 2012, mas estamos totalmente conscientes de que o esforço necessário para atingir este valor é muito importante”, declarou.
  
Vítor Gaspar sublinhou que está em curso no país “um ajustamento sem precedentes na história recente de Portugal”, e a execução orçamental para 2012 é “muito exigente”, pelo que, deste ponto de vista, “não é surpreendente” que se tenha de enfrentar mais riscos e incertezas.» [DN]
   
Portugal nas meias-finais


Recebido por email, de autor desconhecido mas com um excelente sentido de humor.

O excesso de austeridade está a destruir o país

Hoje já é evidente o fracasso de Vítor Gaspar e Passos Coelho tem duas alternativas, ou continua embeiçado com as ideias extremistas do ministro das Finanças e conduz o país ao desastre económico ou demite o ministro por incompetência. A estratégia do empobrecimento que o ministro das Finanças testou em Portugal aproveitando-se da situação difícil do país está a conduzir o mercado interno ao colapso, a economia definha, os impostos deixam de entrar nos cofres do Estado, as empresas despedem.
  
Como se tudo isto fosse pouco a actuação do ministro na gestão da máquina fiscal roça o criminoso, uma fusão idiota que não trouxe quaisquer benefícios e que foi conduzida por gente incompetente e oportunista conduziu a máquina fiscal à inércia e desorganização, o abandono do combate à evasão fiscal tornou o país num imenso paraíso fiscal, quase não fazendo sentido discutir os benefícios da zona franca da Madeira, todo o país está transformado num imenso paraíso para os incumpridores. Mas isto não preocupa o Gaspar, acaba por ser uma forma de conceder benefícios fiscais ocultos aos mais ricos, aos patos-bravos, aos senhores das fundações privadas que continuam a multiplicar-se, aos senhores dos BPN, a tudo quanto é bandido do jet set nacional.
  
A queda da receita fiscal não se explica apenas com a recessão ou com fenómenos conjunturais, o que está sucedendo é o colapso do sistema devido ao aumento exponencial da evasão fiscal.

Desabafo de uma vítima dos abusos do fisco

Pode ser que alguém leia, medite e adopte soluções para que o fisco tenha mais consideração pelos que pagam e se comece a preocupar com os que não pagam porque não declaram, porque mandam as dívidas para os tribunais ou porque têm fundações para as suas despesas privadas.

«Não paguei o meu IMI em, ABRIL só foi possível em 19 de JUNHO paguei 152, 47 € 
  
IMI em ABRIL era de 132,58€ mais Custas 19,10€ e juros de mora de MAIO a 19 de Junho é mais ou menos 0,79€ que perfazem 152,47€..PAGO EM 19de JUNHO.
  
Teria que receber de reembolso do IRS 105,63 que entretanto foi penhorado, mas!...., também paguei o IMI com custas e juros.
  
Agora, as Finanças, pela voz do Chefe de Finanças Adjunto, Sr. JM 'SF Lisboa 1' , acaba de me informar via mail, que, não vou ser reembolsado do meu IRS esclarecendo: “O reembolso foi aplicado na dívida existente pelo que não irá receber reembolso.” Cito.
  
Hoje, 22 de Junho, “……na dívida existente ……”que dívida existente? Existente ou existiu? Sr. Chefe de Finanças Adjunto, Sr. JM muito cuidado com a sua análise e observações acho levianas próprias de quem é incompetente.
  
Há tantos exames psicotécnicos para analisar, qualidades psicológicas, capacidade e vocação profissional porque não se aplicam a estes senhores? É que hoje já não tenho dívidas ao FISCO…... 
  
Uma duvida?!... próprio dos senis ou deficientes!....os espertos e perspicazes só, os que trabalham no Ministério das Finanças começando pelo Ministro, então, expliquem?... , paguei o meu IMI com JUROS à razão de 7,007% ano, a lei assim o diz julgo, e CUSTAS, Depois, de ter pago o IMI em 19 de Junho, não venho receber o reembolso do IRS?!.. que tenho por direito?....será que estou enganado? Será que já não se tem direitos neste país?
  
Na minha análise..o valor total do IMI foi de 152,47€ + 105,63€ reembolso IRS penhorado, perfaz valor total de 257,10€ para o pagamento de um IMI!... diga-se é muito caro!!!!!, ou há alguém a aproveitar-se desta verba para almoçaradas pelo que se visto neste país tudo é admissível e ajuizar assim.

FARTAI VILANAGEM!....:
   
MFP
Cidadão português de 2ª»
 
 

"E não se pode exterminá-los?"

«A montanha de audições dedicada pela ERC a averiguar o caso das "alegadas pressões ilícitas" do ministro Miguel Relvas sobre o "Público" pariu, como não poderia deixar de ter parido, um tíbio rato: o anúncio de que a ERC formou a convicção de que não formou convicção alguma acerca das tais "pressões ilícitas" e não as deu como "provadas".
  
Formou, contudo, a convicção de que a actuação do ministro "poderá ser objecto de um juízo negativo no plano ético e institucional". Mas, antecipando-se a interpretações maldosas, rapidamente se pôs de fora, como também não poderia deixar de se pôr: "não [cabe] à ERC pronunciar-se sobre tal juízo".
  
O actual Conselho Regulador da ERC é constituído por membros indicados pelo PSD (três) e pelo PS (dois). E, mais significativo do que as convicções que formou ou não formou ou do teor da deliberação que aprovou é o facto de essa deliberação ter tido votos a favor dos membros indicados pelo PSD e contra dos indicados pelo PS. O previsível, num caso envolvendo um ministro do PSD. E que tutela... a ERC.
  
A partidarização de organismos como a ERC ou o Tribunal Constitucional retira-lhes qualquer credibilidade e fere de morte a independência com que deveriam exercer as suas funções, tornando-os inúteis. Perguntarão justificadamente os contribuintes: "E não se pode exterminá-los? Não. Porque quem poderia exterminá-los seriam o PSD e o PS.» [JN]

Autor:

Manuel António Pina.
  
Não regular de todo

«A ERC tem como principal objetivo "assegurar o livre exercício do direito à informação e à liberdade de imprensa". Convém lembrar isto quando a deliberação sobre o caso Relvas/Público evidencia que a maioria dos seus membros não sabe distinguir entre regulador e tribunal, confundindo um juízo de aceitabilidade/legitimidade com o de legalidade, e não hesita em fazer o pino para safar o ministro de uma censura explícita.
  
Em vez de avaliar o essencial - o ministro agiu ou não com o objetivo de restringir ilegitimamente a liberdade de informar? - todo o texto visa conduzir à conclusão de que as pressões do ministro (porque, admite-se, pressões houve) "não foram ilícitas". Fá-lo negando as principais acusações - "não foram comprovadas as denúncias de que Relvas tenha ameaçado promover um blackout informativo de todo o Governo em relação ao jornal e divulgar na Internet um dado da vida privada da jornalista" - e invocando a opinião do advogado do jornal de que estas não configuram uma conduta ilegal. Ou seja: as ameaças não existiram, mas mesmo que existissem não eram ilícitas. Chega-se até, a propósito da acusação mais grave - a de que o ministro teria ameaçado divulgar com quem a jornalista Maria José Oliveira vive -, a perorar sobre a distinção entre vida privada e íntima. Para concluir que tal ameaça só seria ilegítima se visasse afirmar que o trabalho da jornalista estava a ser condicionado pela relação, pois "essa possível informação pessoal seria de fácil acesso público". Quer isto dizer que para a ERC é pressão legítima ameaçar divulgar com quem vive um jornalista, desde que os vizinhos saibam?
  
É mau de mais para ser verdade? Não. Dando como provado (porque este o assume) que o ministro ameaçou deixar de falar com o jornal, a deliberação considera que tal conduta "poderá ser objeto de um juízo negativo no plano ético e institucional, ainda que não caiba à ERC pronunciar-se sobre esse juízo". Portanto, dizer que uma conduta pode ser objeto de juízo negativo não é pronunciar-se eticamente sobre ela e à ERC cabe mesmo é ajuizar sobre gravatas. Aliás, afirma, compete às direções dos meios de comunicação social decidir como reagem "a pressões que consideram inaceitáveis" - é portanto "lícito" esquecer que existe uma obrigação legal, por via do Estatuto de Jornalista, de denúncia de tentativas (graves, claro: que outra coisa é "inaceitável"?) de restringir a liberdade de informação.
  
Aqui chegados, só podemos perguntar-nos por que raio a ERC não se interessa em perceber o que poderia levar o Público, nas pessoas da diretora e da editora de política, a inventar esta tramoia, e como se explica que se exima de o admoestar. Será que julga "lícito" um jornal imputar tais enormidades a um ministro? Ou estava tão focada em "ilibar" Relvas - a quem, por acaso, apanhou a faltar à verdade sobre o número de vezes que falou com a editora no dia em causa - que não se deu conta de estar a acusar o jornal?» [DN]

Autor:

Fernanda Câncio.
    

Começam as desculpas

«O líder parlamentar do PSD considerou hoje que a execução orçamental deste ano é uma "tarefa hercúlea" a cargo do Governo e que o processo de consolidação das contas públicas não tem paralelo na História democrática portuguesa.
  
Luís Montenegro falava aos jornalistas, depois de confrontado com as declarações do ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, na quinta-feira, em Bruxelas, sobre a existência de incertezas ao nível da execução orçamental, sobretudo no domínio das receitas fiscais.» [DN]

Parecer:

Hercúlea seria sem o aumento brutal dos impostos e o corte dos subsídios, as contas estãoa derrapar porque o Gaspar foi guloso demais e, portanto incompetente em matéria fical e porque se "esqueceu" de cortar nas famosas gorduras do Estado.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se para cima do aldrabão.»
  
Quantos professores vão ser "dispensados"?

«O ministro da Educação, Nuno Crato, reiterou hoje no Parlamento que não serão despedidos professores do quadro, perante a insistência da oposição para revelar quantos docentes a menos terá o sistema a partir de setembro.
  
"Não queremos despedir nem um professor, não queremos que nem um professor do quadro saia", disse Nuno Crato, acrescentando que também não pretende "mandar para a mobilidade professores do quadro".
  
O ministro voltou a não revelar qualquer estimativa sobre os professores contratados que poderão não ter trabalho, limitando-se a dizer que é preciso aproveitar da melhor forma os recursos existentes.» [DN]

Parecer:

Pobre Mário Nogueira, anda, anda e ainda vai pedir desculpa à Lurdinhas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
Desorientação

«O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, será ouvido em audição ordinária na Comissão parlamentar para a Ética, Cidadania e Comunicação no próximo dia 10 de julho, confirmou à Lusa o presidente do organismo, José Mendes Bota.
  
O deputado social-democrata indicou que o Partido Socialista entregou nos serviços da comissão um pedido de audição do ministro com o objetivo de prestar esclarecimentos no âmbito do denominado caso Relvas /Público, não tendo recorrido à figura do agendamento potestativo.» [DN]

Parecer:

Começam por dizer que Relvas não vai ao parlamento mas quando se apercebem de que a fantochada da ERC não conseguiu abafar o assunto mudam de ideias.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ofereça-se uma esferográfica a Relvas para que assine o pedido de demissão.»
  
Riscos?

«"Neste momento o que posso dizer é que o objectivo do défice continua a ser exequível, apesar dos riscos terem aumentado", afirmou Miguel Frasquilho quando questionado sobre se estava aberta a porta a mais austeridade.» [DE]

Parecer:

Que é isso de riscos? O Gaspar roubou os subsídios aos funcionários e pensionistas para ter margem de segurança, ainda juntou o fundo de pensões dos bancários, andou a dar dinheiro aos amigos como os das autarquias e ainda falam em riscos?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
Mais uma gorja para um boy do PSD

«Em comunicado, a REN informa que na sequência da renúncia de Luís Palha da Silva ao cargo de administrador, o conselho de administração da empresa decidiu hoje nomear José Luís Arnault para o cargo de administrador não executivo para o mandato do triénio 2012-2014.» [DE]

Parecer:

É um triste espectáculo de miséria humana, esta gente anda tudo à gorja para receberem sem trabalhar, impoem austeridade aos outros e depois andam a distribuir benesses pelos amigos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
  
Relvas tentou favorecer empresa de Passos Coelho

«Miguel Relvas tentou favorecer uma empresa em que trabalhava Pedro Passos Coelho quando foi secretário de Estado da Administração Local, entre 2002 e 2004, do Governo de Durão Barroso. A acusação foi feita ontem pela ex-presidente da Ordem dos Arquitectos na SIC Notícias.
  
Helena Roseta recordou ao Expresso o episódio que se passou com o agora ministro: "O senhor secretário de Estado chamou-me porque havia a possibilidade de Portugal se candidatar a um programa comunitário de formação para arquitetos municipais, mas a única condição era que fosse a empresa do dr. Passos Coelho a dar a essa mesma formação".
  
Helena Roseta, então presidente da Ordem dos Arquitetos, não se recorda do ano em que o episódio se passou, nem da empresa a que Miguel Relvas se referia, mas considerou que a condição não era aceitável, que se deveria realizar um concurso público, e o acordo não avançou.
  
"Considero importante recordar este episódio para se perceber a personalidade de uma pessoa que agora está envolvida numa polémica em que há afirmações contraditórias", disse Helena Roseta referindo-se ao caso em que o ministro é acusado de fazer "pressões inaceitáveis" ao jornal "Público".
  
"Na altura, percebi que era uma pessoa que não sabia distinguir fronteiras", frisa ao Expresso.» [Expresso]

Parecer:

Que novidade....

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se enquanto os que habitualmente falavam muito contra a corrupção agora vão adiantar argumentos para desvalorizar o assunto ou ilibar Relvas.»
  
Grande Duarte Lima!

«O antigo deputado social-democrata Duarte Lima terá recebido, em 2002, cerca de um milhão de euros do contra-almirante Rogério d’Oliveira no âmbito do negócio da compra de dois submarinos pelo Governo português (PSD/CDS-PP) a uma empresa alemã, adianta o semanário Sol na edição desta sexta-feira.» [Público]

Parecer:

Ganhou um milhão e o pobre Paulo Portas que era ministro só ganhou 80.000 fotocópias!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   

   




sexta-feira, junho 22, 2012

Hoje somos todos gregos



Como seria bom ver os gregos derrotat os alemães com a senhor Merkel nas bancadas, ela que só apareceu depois de se certificar que a super Alemanha passava a fase de grupos enfrentando nos quartos de final uma equipa supostamente muito inferior.
  
Como seria bom ver os gregos encherem-se de raiva e mostrar a Ângela Merkel que os povos não se medem peloas contas bancárias.
  
Como será bom se hoje os gregos de quem os alemães dizem viverem à custa do seu dinheiro nos fizerem lembrar os jogos olímpicos de Verão de 1936, quando o afro-americano Jess Ownes humilhou Hitler usando sapatilhas Adidas!
  
Talvez seja um sonho, mas sempre que os Jess Ownes vencem é a realização de um sonho e a certeza de que nem sempre o mundo segue as regras das senhoras Merkel.
  
Aditamento:
  
Os deuses gregos não apareceram para derrotar a bruxa alemã, a velha boche apostou em exibir-se no jogo fácil ao mesmo tempo que se exibia ao povo grego. É uma pena.

Parabéns


O ministro das Finanças e o secretário de Estado estão de parabéns, Portugal é um paraíso fiscal, não porque por cá não se pagam impostos mas porque somos o país que mais e melhor os cobra.
  
A máquina fiscal está oleada e apesar da profunda crise financeira o governo conseguiu fazer a única fusão de serviços públicos que pode exibir à troika. Não se poupou um único tostão, não se eliminou um único cargo de chefia, não se melhorou a eficácia de nenhum serviço, mas podemos mostrar à troika que é possível brincar com a máquina fiscal, mesmo em plena crise financeira. Compreende-se porque o ministro Gaspar disse que esta fusão era um modelo, porque ao não poupar um único tostão serve para justificar à troika porque razão não faz sentido reestruturar o Estado como o PSD sempre exigiu e prometeu.
  
A máquina fiscal é tão eficaz que pode brincar às fusões não resultando daí qualquer aumento da evasão fiscal. É verdade que as receitas fiscais estão em queda vertiginosa apesar do aumento das taxas, mas isso não se deve à evasão fiscal ou à recessão,. Aliás, como se pode perceber do discurso do nosso ministro tudo isso estava previsto. A única variável que lhe escapou e que justifica a queda das receitas fiscais é o exterior e o pobre do Gaspar ainda não manda em tudo e em todos, manda no Passos, no Relvas e no Cavaco, mas ainda não pode chegar a Paris e enfiar uma garrafa de vinho português pela goela de um francês.
  
Os restaurantes estão pagando o IVA que cobram até ao último tostão, os trabalhadores por conta de outrem não recebem um único tostão por fora, a crer no discurso oficial Portugal deverá ser o único país do mundo onde não existe evasão fiscal, não existe nem se prevê que venha a existir pois no discurso do governo não se faz uma única referência ao fenómeno. Se o IVA cair a culpa é dos estrangeiros, se o IRC cai a culpa é dos estrangeiros, se o IRS sumir a culpa é da emigração, da evasão fiscal é que não.
  
O sucesso no combate à evasão e fraude fiscais é o maior feito deste governo, Portugal era um país onde não se falava de outra coisa, o tema da evasão fiscal era recorrente. O Gaspar deu uma conferência de imprensa e com uma frase matou o assunto, de cima dos seus cento e vinte metros de sabedoria disse que o fenómeno em Portugal não era problema e fez-se silêncio. Até o primo Francisco Louçã que anda há dez anos a exigir reduções de impostos com o argumento de que essas reduções podem ser compensadas acabando com a evasão fiscal se calou, nunca mais se falou do assunto.
  
O ministro está de parabéns, acabou com a maior chaga da economia portuguesa, a economia paralela, a evasão fiscal, o trabalho clandestino. Parabéns.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Flor da Quinta das Conchas, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento




Mães d'água, Aqueduto das Águas Livres, Lisboa [A. Cabral]
     
Jumento do dia


Mário Nogueira

A Fenprof assinala o ano de governo num protesto contra os despedimentos e o corte dos subsídios. Há aqui qualquer coisa de errada, quem se lembra da forma desabrida como a Fenprof e Mário Nogueira lutaram para derrubar o governo, quem se recorda da forma como Mário Nogueira aceitou a avaliação de professores, quem viu Mário Nogueira quase elogiar o encerramento de pequenas escolas que tinha negado anteriormente, quem ainda não esqueceu a ida de Mário Nogueira à Madeira num claro apoio a Alberto João esperaria não um protesto mas uma festa de aniversário.

Se um dia Passos Coelho e Paulo Portas quiserem agradecer aos que os ajudaram a chegar ao poder irão reconhecer que à frente de todos está Mário Nogueira.

«Foi a forma escolhida pela Fenprof para assinalar um ano de Governo. Às 16h, junto à enorme bandeira nacional que se ergue no alto do Parque Eduardo VII, os professores - que foram chamados a vestir-se de preto - vão "mostrar ao mundo" a situação do desemprego em Portugal e, em particular, no sector docente.» [Expresso]
 
 Europeu

Ironia do destino, se Portugal chegar à final do Europeu há uma grande probabilidade de se vir a defrontar com a Grécia ou com a Alemanha. Se ocorrer a final com a Grécia recordará a que perdemos em 2004, o mesmo sucede se enfrentarmos a Grécia pois tal como em 2004 vamos à final com a equipa que defrontámos e com que perdemos no primeiro jogo.
    
Artista de rua


Comboio na neve

     
 

 Ovos & estatísticas

«Em países como Portugal, onde o fosso entre ricos e pobres é cada vez maior, as estatísticas trazem sempre boas notícias. Assim, os portugueses ficaram ontem a saber pelo INE que vivem num país onde o rendimento médio líquido (líquido!) das famílias é de 1984 euros por mês.
  
Muitos hão-de estar a matutar sobre quem lhes ficou com o que falta aos 1984 euros líquidos mensais que a sua família terá recebido entre Março de 2010 e Março de 2011, e esse é o lado bom das estatísticas: dão que pensar. É conhecido o dito segundo o qual, se alguém comeu dois ovos e outrem não comeu nenhum, para as estatísticas comeram ambos um. Infelizmente, a maioria dos portugueses apenas tem hoje para comer os ovos estatísticos de que se alimentam os discursos políticos, que passam quase sempre ao largo do facto de, por cada família a auferir, por exemplo, 19 840 euros mensais (já nem falo das que auferem 198 400), ter que haver dez outras a sobreviver com 198,4.
  
Os números do INE dão também uma ideia do que é a evasão fiscal entre nós: em 2009, enquanto os trabalhadores por conta de outrem ganharam em média 11 378 euros anuais, os profissionais liberais ganharam... 1593 (isto é, 132 miseráveis euros por mês). O meu coração sangra de comiseração: como é que os médicos, advogados, economistas, engenheiros, etc., que trabalham por conta própria conseguem pagar as rendas dos consultórios?» [JN]

Autor:

Manuel António Pina.
  
 Editorial sobre decisão da ERC: Uma deliberação vazia

«Espanta pelo vazio o documento de deliberação que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social emitiu ontem. Em 50 páginas e depois de um mês de audições, reuniões e mais de dez pessoas ouvidas, a ERC não concluiu nada sobre a questão mais relevante.
  
Não sendo a ERC um tribunal, não se esperava do processo de averiguações encontrar provas irrefutáveis sobre este ou aquele facto, nem sequer concluir se a pressão do ministro Miguel Relvas sobre o PÚBLICO era ou não "ilícita" - como estranhamente a ERC anuncia no próprio título do documento. Para este jornal, o que esteve em causa foi sempre uma questão ética e não de legalidade. O inaceitável é que um membro de um governo eleito, para mais tratando-se de o responsável pela comunicação social no executivo, se tenha comportado desta forma.
  
Tratava-se sim de ouvir as pessoas envolvidas no grave episódio do telefonema do ministro e formar uma convicção. Era sobre isso que se esperava uma deliberação da ERC. Alguém imagina que o PÚBLICO ia inventar uma coisa destas? O que concluiu a entidade reguladora sobre isto? Não se consegue perceber.
  
A ERC dá como provado que o ministro Miguel Relvas estava "visivelmente irritado" quando telefonou à editora de Política do PÚBLICO e conclui que a "actuação" do número dois do Governo de Passos Coelho "poderá ser objecto de um juízo negativo no plano ético e institucional". E pouco mais.
  
Ao optar por fazer uma divisão entre o que se dá por provado e não provado, e ao dar por provado apenas aquilo onde existe uma absoluta coincidência entre as partes, a ERC passa ao lado da única coisa que estava em causa - houve ou não uma pressão inaceitável do ministro Miguel Relvas sobre o PÚBLICO? Mantemos que sim, como de resto afirmamos desde que a questão se tornou pública.
  
Com este documento, a ERC tentou agradar a todos e revelou falta de coragem.
  
A estratégia da ERC de partir o telefonema do ministro Relvas em quatro partes - frase a frase - afasta a entidade da questão central. Não interessa analisar as frases do ministro de forma isolada. O que importa é a atitude, e o telefonema como um todo, e concluir-se que um ministro não pode fazer telefonemas deste teor para um jornal.
  
Escudando-se na ideia de não ter poderes legais para esclarecer as versões antagónicas das duas partes - e de facto não há uma gravação dos telefonemas -, a ERC foi incapaz de formular um juízo e, assim, absteve-se de emitir uma opinião sobre o que se passou. Ou seja, demitiu-se das suas funções públicas.» [Público]

Autor:

Jornal Público.

  

Relvas perdeu a vontade de ir ao parlamento

«O anúncio foi feito pela deputada Francisca Almeida, na sequência de um pedido do PS para novos esclarecimentos do ministro adjunto sobre o conflito que o opôs ao jornal Público.
  
"O PSD votará contra o requerimento do PS" para ouvir o ministro Miguel Relvas, no caso das alegadas ameaças ao jornal Público e à jornalista Maria José Oliveira, disse a deputada, hoje, no Parlamento.» [DN]

Parecer:

Estranho.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Diga-se a Miguel relvas que quem não deve não teme.»
  
Até tu Berlusconi

«Sílvio Berlusconi não está calado. Na sua página no Facebook colocou um comentário: "A Alemanha deve convencer-se de que o BCE (Banco Central Europeu) deve aceitar prestar garantias à banca e comprar títulos (soberanos) e emitir euros. Se a Alemanha não o fizer, pode colocar-se a hipótese de Berlim sair do euro. Conversei com alguns especialistas alemães que seriam favoráveis". Noutro comentário a seguir acrescentou: "Não é uma blasfémia sair do euro".» [Expresso]

Parecer:

Um dia destes restam apenas a Alemanha e o Gaspar a defender este euro gerador de miséria e injustiça.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
Sindicato dos Impostos dá cursos de ninja

«Por isso mesmo, trabalhar no fisco passou a ser uma profissão de alto risco. Mais de 50 mil funcionários públicos com ordenados penhorados em Abril e cerca de 2500 imóveis na lista de venda electrónica de bens das Finanças levaram o Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos a organizar cursos de formação em defesa pessoal (incluindo manuseamento de armas de fogo) para sócios e não sócios. A medida de emergência procura fazer frente à agressividade e ao desespero de quem vê o fisco penhorar salários, carros, casas e outros bens.» [i]

Parecer:

Ridículo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
Espanha já paga acima dos 6% 

«O leilão de dívida de longo prazo realizado esta manhã por Espanha fica marcado por uma subida pronunciada dos juros e pela emissão de mais dinheiro do que estava inicialmente previsto.
  
Na emissão de dívida com maturidade em 2017 a Espanha pagou uma “yield” de 6,072%. Colocou 602 milhões de euros, sendo que a “yield” paga compara com os 4,96% verificados numa emissão similar registada no mês passado. A procura superou a oferta em 3,44 vezes, o que representa um reforço na procura dos investidores por dívida espanhola.
  
Nas outras emissões realizadas hoje, Espanha colocou 700 milhões de euros em divida com maturidade em 2014m tendo pago um juro de 4,706%, mais do dobro da “yield” do leilão realizado em Março (2,069%). Nas obrigações com prazo em 2015 Espanha colocou 918 milhões de euros, com uma “yield” de 5,547%.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Isto significa que a dívida se tornará insustentável e que a Espanha vai pedir um resgate mais cedo do que muitos apostam.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
Inocente dizia o amigo

  
«A Procuradoria Geral da República comunicou à comissão de inquérito sobre o Banco Português de Negócios que estão a correr processos crime contra os ex-dirigentes sociais-democratas Dias Loureiro, Duarte Lima e Arlindo de Carvalho.» [DN]

Parecer:

Enfim, passou de inocente a presumível inocente

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento aos amigos da Quinta da Coelha.»