sábado, julho 07, 2012

Até onde irá esta gente?


Dizem que Relvas fez chantagem sobre uma jornalista, o Macedo contrata enfermeiros a trezentos euros, o Gaspar escolhe sem critério quem deve passar fome e quem fica dispensado da austeridade, o Costa esquiva-se à austeridade no Banco de Portugal e consulta Bruxelas, o presidente interrompe a democracia para promulgar o OE. A dúvida está em saber até onde irá esta gente, do que já terá sido capaz de fazer e o que poderá vir a fazer para se manter o poder?
  
Quem é capaz de fazer chantagem sobre uma jornalista do que será capaz de fazer para se manter no poder? Quem me garante que um qualquer rabo-de-palha não possa servir para que um ministro sem escrúpulos possa fazer chantagem sobre um magistrado, sobre uma televisão ou mesmo sobre um presidente?
  
Do que serão capazes de fazer os que partilham informações íntimas com agentes secretos? Que credibilidade tem uma política brutal de austeridade quando é conduzida por um economista modesto que não respeita os mais elementares princípios de equidade e igualdade. Quem nos garante que não seremos as próximas vítimas desta gente?
  
Em poucos meses o governo de Passos Coelho lançou a desconfiança sobre as instituições, neste país deixou de se poder confiar. Quando o governo nos aumenta um imposto, nos corta o salário ou nos impõe outra medida não sabemos se foi necessária, se resultou de um falso desvio, se é consequência da incompetência do ministro, se fomos os escolhidos porque não costumamos votar neste ou naquele partido.
  
O pedido de ajuda internacional permite a gente incompetente ou sem escrúpulos pensar que este país deixou de ter regras, os valores constitucionais podem ser ignorados e desprezados, não há limites para a indecência na forma como se abusam de quem precisa de emprego, no momento de adoptar medidas difíceis escolhem-se vítimas como se fossem escravos para servirem o espectáculo num circo romano. Gente sem nível, falsos doutores, gente de competência duvidosa, está transformando aquilo que era um país, um povo com princípios, uma Nação, numa tasca da coxa.
  
Nunca se assistiu a tal espectáculo, ministros que desaparecem, outros que são acusados de fazer chantagem e têm diplomas universitários impressos em papel higiénico usado, um primeiro-ministro que se vinga do Tribunal Constitucional dizendo que corta os rendimentos a todos os que tinha perdoado, superministros que não sabem o que estão fazendo.
  
Do que será capaz esta gente, o que poderá resultar desta mistura perigosa de loucura, oportunismo, incompetência e maldade?

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Mosca, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Espigueiro no Minho [A. Cabral]
    


 A mentira do dia
   
   
Jumento do dia


Nuno Magalhães, deputado do Paulo Portas

Cavaco não pediu a fiscalização preventiva do OE porque não havia antecedentes, isto é, seguindo esta lógica nunca nenhum presidente teria pedido a fiscalização preventiva de qualquer diploma pois houve sempre uma primeira vez.

Cavaco sabia que o corte dos subsídios era inconstitucional e se não pediu a fiscalização preventiva isso significa que não cumpriu com as suas obrigações de respeitar e fazer respeitar a Constituição. Não o tendo feito só tem um caminho a seguir, o da Quinta da Coelha, que resigne e permita que no seu lugar fique alguém com a categoria para o cargo que ele não tem.

«Cavaco Silva lembrou que nunca nenhum Presidente da República requereu a fiscalização preventiva da lei do Orçamento do Estado. O chefe de Estado respondia aos jornalistas que perguntavam se não devia ter questionado o Tribunal Constitucional sobre os cortes dos subsídios há um ano, antes de promulgar o diploma.» [DN]
 

 Numa aula da Lusófona
 
Miguel Relvas: Sr. Professor, posso ir ao WC?
Professor: Ok, mas volta antes de acabares a licenciatura senão terá de sair já com o doutoramento!

Bardamerda para o senhor  Simon O'Connor

O senhor  Simon O'Connor é um funcionário de Bruxelas que deve achar que os portugueses são uns idiotas a quem ele deve dar instruções. Este canalha não esperou nem um dia para vir a público dar instruções a Portugal porque o Tribunal Constitucional decidiu e muito bem considerar inconstitucional uma medida discriminatória. 
  
Este merdas do O'Connor deveria saber que neste país não somos nem atrasados mentais nem aldrabões pelo que não precisamos que venha dizer a Portugal e aos portugueses o que devemos ou não fazer.
  
«A Comissão Europeia pediu hoje ao governo português que avance com outras medidas para conseguir cumprir a meta do défice no próximo ano, depois de o Tribunal Constitucional ter ontem considerado que o corte dos subsídios de férias e Natal a funcionários públicos e pensionistas é inconstitucional, devido à desigualdade no tratamento, tendo-o viabilizado apenas este ano porque as consequências da aplicação da inconstitucionalidade poderiam colocar em causa as metas do défice.
  
"Cabe agora às autoridades portuguesas apresentarem propostas para uma consolidação equivalente para 2013 e para os anos subsequentes", afirmou o porta-voz da Comissão Europeia Simon O'Connor, citado pela Bloomberg.» [DE]

Eu ainda sou do tempo...

Em que se para ter um curso superior era preciso estudar muito e fazer avaliações a todas as cadeiras e nenhum bom chefe de família aceitaria ser doutor sem o ser e teria vergonha de dizer a um filho que o seu canudo era falso. 
  
 

Indecência certificada

«Ao contrário do que nos dizem os clássicos infantis, não há em regra moral na história. É assim que podemos assistir, boquiabertos - como anteontem - a um Santana Lopes, na TVI24, a perorar, a propósito do curso de Relvas, sobre deverem ser os políticos julgados pelos seus atos em funções e não por episódios do seu percurso privado (cito de memória), sem que algum dos presentes, de Constança Cunha e Sá a Assis e Rosas, pigarreasse sequer. Que o homem que nas legislativas de 2005 fez insinuações explícitas sobre a orientação sexual do adversário e exigiu a audição do depois primeiro-ministro no Parlamento sobre a respetiva licenciatura possa, sem lhe cair tudo em cima, afetar lições de fineza e elevação é bem elucidativo, não apenas da sua comprovada desvergonha, como da amnésia amoral da audiência.
  
De vez em quando, porém, a realidade faz-se fábula de La Fontaine. E vemos então alguém como Miguel Relvas, que em abril de 2009 afirmou "se fosse parente do engenheiro Sócrates escondia que era parente dele", acrescentando "depois de ganhar as eleições todos os dias quero que a minha filha tenha orgulho" a, numa audiência parlamentar do caso das secretas, três anos depois, lamentar--se, olhos e voz tremeluzentes, pelo "muito que custa" e "o tão injusto é" ser julgado na praça pública, concluindo: "Todo o cidadão tem direito ao bom nome; [...] tenho família, tenho amigos, tenho uma posição na sociedade..." 
  
Tem Miguel Relvas toda a razão: todo o cidadão tem direito ao bom nome. Até ele, que o negou a outros. Curioso que só se dê disso conta quando é à sua porta que as acusações e insinuações batem, depois de tudo ter feito, como tantos "notáveis" do seu partido, de Santana a Ferreira Leite, de Marques Mendes a Menezes, de Pacheco Pereira a Passos, para que a doença do ad hominismo infetasse o combate político, banalizando as considerações sobre "o carácter", o percurso académico e até a família dos adversários.
  
Estamos a falar do partido cujo líder Marques Mendes pediu, em 2007, uma comissão independente para investigar a licenciatura de Sócrates (o qual, recorde-se, fez cinco anos de Engenharia em universidades públicas); que exigiu uma audição da ministra Lurdes Rodrigues para explicar a suspensão de um funcionário por supostamente ter feito uma piada insultuosa sobre o diploma do então PM, considerando, a priori, estar ante "uma atitude intimidatória, persecutória e opressora dos mais elementares direitos, liberdades e garantias." Um partido, enfim, especializado na calúnia, no insulto e na perseguição pessoal, cujo grupo parlamentar rejubila com menções "a licenciados de domingo" ou "discursos encomendados em cafés de Paris".
  
Num tal partido, a revelação da licenciatura "Novas Oportunidades" (ah, a suprema ironia - "certificação da ignorância", não era, senhor primeiro-ministro?) de Relvas deveria ter o efeito de uma bomba de tinta negra - tudo com a cara pintada de preto. Isto, claro, se face houvesse.» [DN]

Autor:

Fernanda Câncio.
  
Sobredotados

«Que a educação está desfasada da realidade é uma evidência. A sociedade tem andado muito mais depressa do que a academia. O ensino está obsoleto. Os professores impreparados. Os alunos desorientados.
  
Os ministros imaginam que resolvem o problema com "medidas" e "revisões curriculares". Por isso elas surgem umas atrás das outras, com uma tal velocidade e ímpeto, que nem tempo dá para avaliar da sua eficácia. Por estes dias é a vez do ministro Crato. Na sua ingenuidade e conservadorismo, pensa ser possível resolver a equação com disciplina, exames e uma ideia do antigamente que dá pelo nome de "disciplinas nucleares", a saber o português e a matemática. Como se existisse algo de nuclear na era da combinatória de todos os saberes.
  
Mas, verdade seja dita, os ministros agem na rama. Chamam revoluções a pequenos exercícios inconsequentes. O problema do ensino é muito mais profundo e de natureza civilizacional. Dou um exemplo.
   
Nos últimos anos tem-se registado um aumento significativo nas crianças, mesmo bastante pequenas, que exibem uma inteligência acima da média. Alguém lhes deu o nome de sobredotadas. Em Portugal calcula-se que existam umas quantas dezenas de milhar, mas o número é incerto dado o desconhecimento da matéria e o preconceito associado.
  
A designação sobredotado é, à partida, ideológica e nefasta. Cheira e resulta em discriminação. E ela tem sucedido num sistema que favorece a normalidade. Separados das restantes crianças, detestados pelos professores que não os entendem e lhes estragam as rotinas, analisados pela pseudociência que é a psicologia, os sobredotados são genericamente vistos como uma espécie de "doentes" que é preciso tratar. Ou seja, demasiado inteligentes para a idade há que os tornar estúpidos como deviam ser.
  
Li recentemente um artigo acerca dos sobredotados que tinha como título "não ignore os sinais de alerta", ou seja, a coisa é vista pelo senso comum como perigosa. E, no entanto, estamos a falar de crianças perfeitamente normais em si, ainda que excecionais do ponto de vista da espécie. Explico.
  
A evolução humana não parou. A cada geração vamos acrescentando pequenas alterações qualitativas, ora determinadas por impercetíveis mutações genéticas, como por exemplo uma maior resistência à malária detetada em certas populações, ora por efeito ambiental, o que nos humanos significa sobretudo a componente cultural e tecnológica.
  
No espaço de poucas gerações, o aumento do acesso à informação e ao conhecimento foi exponencial. A televisão, a Internet, os telemóveis são tecnologias muito recentes. A minha geração teve televisão em criança, mas não Internet, nem telemóveis. Uma criança (ocidental) de hoje nasce num mundo repleto de mensagens, visuais, auditivas, cognitivas, manipula gadgets de toda a ordem que lhe aceleram o desenvolvimento do cérebro (os tais joguinhos que os conservadores detestam), recebe constantemente informação, acede a conhecimentos muito variados. Daí que estas crianças desenvolvam capacidades tidas por excecionais, como saber ler muito cedo, relacionar e combinar coisas, ter uma enorme curiosidade, excelente memória, criatividade. Na verdade, nada disto é excecional mas "natural" em qualquer criança. Tudo depende do estímulo exterior. A capacidade de absorção de conhecimentos numa criança é enorme. São os pais e o sistema que acham que elas são pequenos idiotas a quem se deve falar imbecil.


Ao tratar estas crianças como "anormais" a sociedade e o ensino em particular mostram a sua incapacidade em evoluir. Na realidade, a questão não está em saber o que fazer com estas crianças, mas o que fazer com as outras. Porque todas podem e devem atingir tais níveis de desenvolvimento mental. Nem está em saber o que fazer para adaptar estas crianças ao sistema de ensino, mas sim o que fazer com um ensino tão infradotado.
  
Os chamados sobredotados são o sinal eloquente de que o processo de evolução da inteligência na espécie humana continua em marcha. Mesmo contra a estupidez da conjuntura. » [Jornal de Negócios]

Autor:

Leonel Moura.
     

Qual desvio colossal

«A Comissão Europeia espera que o Governo português apresente uma proposta que compense, em termos orçamentais, o corte de subsídios de férias e de Natal já em 2013, foi esta sexta-feira anunciado em Bruxelas.» [CM]

Parecer:

Está provado de que o desvio colosssal atribuído a José Sócrates era uma mentira.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se o ministro das Finanças por mentira e incompetência.»
  
Gostas da receita

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, foi hoje recebido com apupos e assobios por mais de uma centena de manifestantes, junto a uma empresa vidreira da Figueira da Foz, mas não falou com os participantes no protesto.» [DN]

Parecer:

O PSD divertia-se muito quando a vítima era Sócrates, até mandava os seus guerrilheiros da política ajudar aos apupos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se por se ver o cão a ser tratado com o seu próprio pêlo.»
  
Outro

«O Secretário de Estado do Emprego, Pedro Silva Martins, foi hoje apupado e vaiado por sindicalistas e representantes da Comissão de Utentes da Via do Infante (A22) à chegada à Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António.» [DN]

Parecer:

O autarca local do PSD esbulhou o orçamento com obras, palhaçadas e a boite da astróloga e agora anda a inventar programas de emprego.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
Fraca é a tua tia

«O presidente da Comissão Europeia disse, esta sexta-feira, em Nicósia, que os programas de ajustamento têm menores possibilidades de sucesso quando os líderes políticos que os implementam são "fracos" e preferem culpar Bruxelas, em vez de assumirem as suas responsabilidades.» [JN]

Parecer:

Quem assim fala é um antigo primeiro-ministro que fugiu dos problemas do seu país.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
Relvas mentiu à Universidade Lusófona?

«Miguel Relvas conseguiu a equivalência a 11 das 36 disciplinas do curso de licenciatura com base, essencialmente, na experiência profissional que declarou ter obtido anteriormente em quatro empresas privadas. Mas a sua ligação a essas empresas tinha apenas alguns meses. E o cargo de administrador que disse à Univerdade Lusófona desempenhar numa delas devia ter sido declarada ao Tribunal Constitucional (TC) em 2009, mas não o foi.
  
De acordo com a edição desta quinta-feira do jornal i, a universidade considerou as "competências adquiridas ao longo da vida" pelo então deputado equivalentes a 32 das 36 cadeiras do curso. O documento citado pelo i, que o ministro não autorizou o PÚBLICO a consultar – ao contrário do que José Sócrates fez em 2007 quando autorizou a consulta do seu processo individual de aluno da Universidade Independente –, refere que 13 dessas equivalências foram dadas com base na experiência obtida em cargos públicos, nomeadamente de deputado. Já o desempenho de funções políticas, como as que teve na direcção do PSD, deu-lhe direito a quatro equivalências, enquanto que o currículo no sector privado lhe proporcionou mais onze.» [Público]

Parecer:

Eu teria vergonha de dizer à minha filha que tinha um canudo tirado desta forma e sentiria vergonha de ter um familiar como o Relvas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se em nome dos familiares de Miguel Relvas.»
  
Paulo Macedo tenta comprar os médicos

«O ministro da Saúde anunciou em entrevista à RTP que quer reduzir o número de horas contratadas a empresas de prestação de serviços e que para isso serão abertas este ano 1000 vagas nos quadros e outras 1000 no próximo ano.
  
Paulo Macedo comentou também a greve dos médicos e os baixos salários que as empresas de prestação de serviços pagam a enfermeiros. Em relação aos médicos, o governante garantiu que "não serão aceites situações abaixo do mínimo da tabela salarial". O que significa que não existirão pagamentos "de quatro, cinco ou seis euros por horas".» [DN]
Parecer:

A divulgação desta medida tem um único objectivo, tentar travar uma greve dos médicos que está a aterrorrizar o governo e, em particular, o Opus ministro Macedo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
Flatulência intelectual de um deputado do CDS


«Nuno Magalhães acusou os juízes do Tribunal Constitucional de "induzirem" um corte nos subsídios dos trabalhadores do sector privado e de assumirem "poderes orçamentais".
  
Em conferência de imprensa, o líder parlamentar do CDS questionou os fundamentos do acórdão que declara inconstitucional os cortes nos subsídios do sector público e dos pensionistas.» [DN]

Parecer:

Há indivíduos sem qualquer vergonha nas trombas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
Mais um reformado

«O atual presidente da Câmara Municipal de Faro vai receber da Caixa Geral de Aposentações uma pensão no valor de 2321,44 euros, segundo o "Jornal de Notícias".» [DN]

Parecer:

Mais um  que vai viver à custa do pouco dinheiro dos seus concidadãos.
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   

   




sexta-feira, julho 06, 2012

Mudar de governo


A reacção de Passos Coelho ao acórdão do Tribunal Constitucional relativo aos subsídios diz muito não só sobre a fraca capacidade intelectual do primeiro ministro, com também sobre os seus valores.

Seria de esperar uma declaração de aceitação da decisão do Tribunal Constitucional, seria mesmo aceitável que o primeiro-ministro demonstrasse alguma preocupação com a necessidade de adoptar medidas. Mas Passos Coelho optou pela vingança.
  
Passos Coelho começou por adoptar o corte dos subsídios com um falso argumento, que os funcionários públicos ganhariam mais do que os outros portugueses. Um argumento premeditadamente falso e que não explicava o porquê da suspensão dos subsídios dos pensionistas do sector privado.
  
Se a justificação dos subsídios assentava em falta de honestidade intelectual, o mesmo tinha sucedido com a razão que terá levado a tal decisão. Tudo começou com um falso desvio colossal que de forma desonesta foi atribuído ao anterior governo. Veio a provar-se que tal desvio não existia e que o corte dos subsídios visava tapar o buraco da Madeira e promover a partir do Estado uma estratégia de empobrecimento dos trabalhadores portugueses.
  
Se a forma como a decisão foi tomada era imprópria em democracia, a desonestidade foi ainda mais longe ao dizer-se que a medida vigoraria durante dois anos quando foi público e notório que para a troika a medida foi tomada por definitiva. Aliás, ainda recentemente o governo dizia que talvez lá para 2015 se pudesse equacionar a hipótese de pagar uma pequena parte dos subsídios.
  
Não admira que um primeiro-ministro desonesto tenha reagido a uma decisão do Tribunal Constitucional com uma vingança, o corte dos subsídios serão estendidos a todos os portugueses. Começou por dizer que os funcionários públicos ganham mais do que os trabalhadores por conta de outrem, agora diz z estes que vão ficar sem subsídios por culpa dos funcionários públicos, porque estes foram protegidos pelo Tribunal Constitucional.
  
Quando o país está á beira do colapso económico, quando toda a Europa anseia por crescimento económico, quando o desemprego cresce exponencialmente e quando todos os economistas (excepto o Gaspar) consideram que o excesso de austeridade está a inviabilizar a economia portuguesa a mensagem vingativa de Passos Coelho é que vai aumentar a austeridade, além dos funcionários públicos serão todos a ficar sem subsídios.
  
Isto prova duas coisas, que o país tem um primeiro-ministro que julga que pode ser um ditador desde que a senhora Merkel goste dele e que perante o falhanço da sua política fiscal aproveita-se agora da decisão do Tribunal Constitucional para aumentar brutalmente a austeridade para compensar a grande queda da receita fiscal, resultado da incompetência do seu ministro das Finanças.
  
Quis o destino que no mesmo dia em que um católico apostólico romana se babava junto dos jornalistas dos elogios dos líderes comunistas chineses à austeridade aplicada aos portugueses, os juízes do Tribunal Constitucional de uma pequena democracia europeia reafirmasse um valor constitucional que está na génese da democracia na Europa, o valor da igualdade.
  
Compreende-se a reacção de Passos Coelho, foi a reacção de quem parece ser alérgico aos valores da democracia e parece ficar com urticária quando se sente incomodado com as instituições democráticas.
O país precisa de um novo governo, com gente que tenha apego à democracia, governantes que tenham consideração pelos seus concidadãos e não os gostem de ver transformados em escravos, um primeiro-ministro capaz de ser competente em democracia, um ministro das Finanças que faça previsões sérias. Não está em causa se é um governo de direita, de esquerda, ou de salvação nacional, que seja competente, honesto e formado por gente que goste do seu país e do seu povo.
  
Se Passos Coelho não consegue ou não quer governar em democracia e tratando os portugueses com igualdade então que se vá embora, que vá trabalhar para as empresas do padrinho.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Burros mirandeses em Lisboa (Castelo de São Jorge, 2005)
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Bote, Peniche [J. Ferreira]
  

A mentira do dia d'O Jumento
 
 
O Jumento apurou que depois de terminar a legislatura o ministro Miguel Relvas vai regressar à universidade Lusófona para actualizar as suas habilitações académicas, se o seu curriculo miserável permitiu um canudo de Bolonha com quatro anos de governo Miguel Relvas espera um doutoramento. Só ainda não se sabe se vai doutorar-se em comunicação social ou em serviços secretos, está dividido entre o seu desempenho no Público e as suas amizades com o garganta funda.

Aliás, as universidades portuguesas já esperam uma verdadeira invasão, não apenas de ministros mas de todos os portugueses que tenham habilitações profissionais idênticas às de Miguel Relvas. Assim, por exemplo, quem tenha o costume de levar o cão à rua poderá candidatar-se a uma licenciatura em veterinária, quem tenha o hábito de ler jornais terá direito a uma licenciatura em comunicação social, os que costumam assistir aos boletim meteorológicos poderá requisitar a equivalência a um curso em geografia.

Jumento do dia


Miguel Relvas

Portugal tem um ministro que mesmo quase sem ter currículo consegue enganar-se ao fazê-lo quando foi deputado. É admirável que um rapaz que não consegue fazer um currículo sem se enganar e sem enganar os outros tenha habilitações profissionais para levar um canudo de licenciatura quase sem ter de estudar.

Mas Miguel Relvas pode ficar descansado porque se queria ser tratado por dr. é assim que vai passar a ser tratado. Porque a vergonha não é para ele que queria ser doutor a qualquer custo, a vergonha é para a universidade portuguesa e para os muitos professores universitários sérios deste país, a vergonha é para um país que é governado por um doutro da mula russa, a vergonha é para um governo que impediu muita gente com verdadeiras habilitações profissionais de as converter em diplomas para agora verem um ministro exibir-se como licenciado sem ter estudado.

O problema destas situações não é mais um ou menos um canudo, é que com políticos destes há muita gente que já começa a sentir vergonha de ser português. Nada mau para gente que anda sempre a dizer que não é como os gregos, a verdade é que na Grécia onde se diz haverem muitas mentiras não conta que haja licenciaturas honoris causa e muito menos licenciados destes no governo.

«A biografia académica de Miguel Relvas, ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, suscitou dúvidas nas redes sociais, a partir de artigos do jornal "Crime". As explicações de Relvas - que o DN procurou desde terça-feira - mantêm dúvidas sobre como foi possível ao ministro ter sido no mesmo ano letivo caloiro e finalista do curso de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Lusófona.
  
O ministro reconheceu ontem ao DN ter corrigido a sua biografia parlamentar, em 1991, por se tratar de um "lapso" a informação inicial declarada na Assembleia da República.» [DN]
   
 Isto vai de mal a pior
   
Tivemos um senhor que recebia o ordenado na Universidade Nova e passava o tempo a dar aulas na Universidade Católica. Depois tivemos um licenciado promovido a professor catedr´tico a tempo zero que ficou famoso graças à teoria económica dos pentelhos. Agora temos um licenciado honoris causa. Um dia destes quando um português nascer recebe uma colecção de canudos universitários e quando for crescido escolhe os que não quer.

Eu ainda sou do tempo em que ....

José Sócrates não podia ir a lado nenhum sem que lá estivesse uma manifestação organizada para o vaiar, sindicalistas como o Mário Nogueira usavam a agenda do primeiro-ministro para o perseguir. Sócrates nunca deixou de entrar pela porta onde era esperado mesmo sabendo que se sujeitava à vaia, nem sequer desvalorizou os manifestantes dizendo que estavam organizados.
  
Também sou do tempo em que cada medida do governo dava lugar a uma manifestação popular, realizaram-se centenas para protestar contra o encerramento de centros de saúde arcaicos, maternidades assassinas ou escolas primárias mais parecidas com solitárias do que com outra coisa. Nesse tempo os amigos de Passos Coelho não só organizavam as manifestações espontâneas como se disfarçavam de populares.
  
Também sou do tempo em que Menezes recebia e ia cumprimentar os sindicalistas que perseguiam Sócrates e que agora são acusados por um primeiro-ministro pouco dado a valores democráticos de estarem a organizar manifestações organizadas, como se organizar uma manifestação fosse algo de condenável.
 
 O corte inconstitucional dos subsídios

Em Portugal os funcionários públicos e os pensionistas foram roubados em dois subsídios porque um primeiro-ministro inventou um desvio para tapar o buraco da Madeira, o ministro das Finanças foi pouco honesto ao atribuir o desvio ao governo anterior e o Presidente da República se demitiu da sua obrigação de cumprir e fazer cumprir a Constituição.

Um crime destes não pode ficar impune, o governo deve ser demitido e o Presidente da República deve resignar, se Passos Coelho quer ajudar o negócio dos sifões de retrete na Madeira que o faça com o seu dinheiro e se Cavaco Silva quer ignorar a Constituição então que vá para a Quinta da Coelho jogar à sueca com os seus amigos do BPN.


Sindicatos e outras organizações

Foi assim que o primeiro-ministro referiu-se aos supostos organizadores das vaias que se vai ouvindo. Para este iluminado da política o seu governo é tão competente que para se ouvir uma vaia só se for organizadas por sindicatos e outras organizações de má índole.

Para este primeiro-ministro organizar manifestações é coisa própria de gente de má nota e as organizações sindicais só pela sua função desvalorizam qualquer iniciativa, designadamente, o exercício do direito à manifestação. Agora espera-se que tudo o que é gente

Cá se fazem...

Passos Coelho que fez das Novas Oportunidades um dos principais assuntos da campanha eleitoral diz agora que a falsa licenciatura de Miguel Relvas é um não assunto. O país ficou a saber que o número dois do governo que pôs fim à certificação de conhecimentos profissionais tem um curso com a certificação de conhecimentos académicos que nunca foram avaliados.

Como se lixa um Chico esperto


A forma como o jornal "i" abordou a questão da falsa licenciatura do Doutor Miguel Relvas mostra como se agarra um Chico esperto. Miguel Relvas deixou o assunto da licenciatura correr nos blogues até se certificar de que não existiam dados novos e comprometedores, resolvido o problema do Público e quase esquecido o seu envolvimento com o garganta funda das secretas o ministro, espertalão, decidiu arrumar com a única ponta que parecia estar de fora, a falsa licenciatura.

Quem leu a capa do jornal "i" de há dois dias chegaria à conclusão de que aquele jornal tinha sido o escolhido para o jogo sujo do Doutor Miguel Relvas, a sua imagem era branqueada e os portugueses ficaram mesmo convencidos de que o ministro é um dr de verdade.

Com o Miguel Relvas devidamente temperado e depois de estar a marinar dois dias o jornal "i" decidiu que estava na hora de levar o Doutor Miguel Relvas ao lume e divulga a informação que muito provavelmente já tinha, que o doutor da mula russa tinha conseguido 32 duas equivalências, isto é, que o seu canudo vale menso de um bilhete do Metro usado que, como se sabe, pode ser usado mais de uma vez.

Relvas, o espertalhão, rapaz experiente e capaz de tramar jornalistas desta vez lixou-se, caiu que nem um patinho. Miguel Relvas pode ter tramado a jornalista do Público, mas agora tem toda uma classe a queimá-lo em lume brando.

Alargar o prazo para o reajustamento

A proposta de alargamento do prazo do reajustamento em mais dois anos feita por Miguel Frasquilho, um dos vice-presidentes do PSD, não só é a  admissão de que as opções de política económica de Vítor Gaspar falharam, como revela incompetência e sacanice.
 
Vítor Gaspar tentou iludir os agentes económicos com falsas previsões, exagerou nas receitas fiscais e foi optimista nos indicadores macro-económicos, Tudo falho como era previsível e aqui se defendeu, as falas prevsiões revelaram-se um desastre e as contas públicas apresentam um desvio colossal que só pode ser atribuída à incompetência, teimosia e autismo do ministro das Finanças, que ainda não percebeu que não é ele que manda na economia, é a economia que manda nele.

Alargar por mais dois anos o programa significa crucificar a actividade económica durante mais dois anos e forçar os funcionários públicos s suportarem os custos desse ajustamento com a perda de rendimentos. O programa não falhou por falta de tempo, falhou por falta de competência e antes de qualquer discussão deve ser demitido o ministro das Finanças, deve ser demitido por incompetência e grandes responsabilidades na stuação de miséria em que muitos portugueses vivem. Deveria ainda ser julgado pelas mentiras de que se socorreu para fundamentar as suas opções bem como pelos prejuízos resultantes para a economia e para os agentes económicos em consequência das suas previsões de honestidade duvidosa.
 
 

Macedo & Macedo: eu sei do que falo

«O ministro da Saúde transformou-se no ministro da Administração Interna: todas as semanas há notícias de suspeitas, detenções e fraudes nos hospitais e nas farmácias. Agora quando olho para um médico de caneta e receita em punho só consigo ver um contrafator de cheques carecas. Eu sei que é exagero meu, mas sou um tipo influenciável. Estava habituado a ouvir os ministros da Saúde falar na redução das listas de espera, em melhores blocos operatórios, na diminuição dos erros clínicos. Detalhes, não é?
  
Nos últimos anos, também os ouvi falar muito em reduções obrigatórias da despesa, em melhor gestão, em menos dispersão de meios humanos e técnicos, mas sempre como pano de fundo para uma discussão mais ampla sobre a qualidade e viabilidade do Serviço Nacional de Saúde. Paulo Macedo fala pouco destas coisas. Fala de detenções e fraudes - disso fala muito, parece que ainda é o competentíssimo chefe do fisco. Imagino a satisfação que lhe daria se apanhasse o Al Capone do SNS (haverá?). A festa que seria no Ministério da Saúde e a inveja na Administração Interna. Definitivamente, Macedo não gosta de se meter com as batas brancas. Talvez lhes tenha horror e lhe suba a tensão só de as topar. Sente-se mais à vontade com as fardas policiais.
  
Os contribuintes agradecem o zelo investigativo. Sempre são milhões (cem, diz o ministro) que desaparecem todos os anos e que podem servir para fins mais importantes e legítimos, mas parece--me que o que sobra em músculo neste Ministério da Saúde falta em políticas públicas de saúde. Há um enigmático silêncio político (vazio?) nesta área e já lá vai um ano de governação. Por exemplo, ouvir Macedo dizer que não está preocupado com o aumento das listas de espera - nas quais os casos mais graves de cancro são tratados com uma lentidão assustadora - pode ser apenas uma frase tirada do contexto, mas casa com esta atitude de fiscal em que a saúde não é gerida, é apenas racionada.
  
Eu não duvido de que Vítor Gaspar se sinta tranquilo ao ter quem tem à frente do SNS, mas o problema é que as pessoas também têm de se sentir seguras. Reduzir as fraudes é um caminho, sim, mas isso devia estar nas mãos do outro Macedo - o Miguel Macedo, da Administração Interna -, para que este (o da Saúde) deixe de parecer apenas uma espécie de posto avançado da PJ no interior dos hospitais. Cada Macedo no seu galho dá sempre melhor resultado - neste caso, é evidente que eu sei do que falo. A saúde não é um caso de polícia, é um caso de políticas. E essas têm de ser discutidas, não escondidas.» [DN]

Autor:

André Macedo.
    

 

 Corte dos subsídios é inconstitucional
   
«O Tribunal Constitucional (TC) anunciou hoje que viabiliza os cortes nos subsídios de férias e de Natal para os funcionários públicos e pensionistas decretado no Orçamento do Estado para 2012.  
   
"Atendendo a que a execução orçamental de 2012 já se encontra em curso avançado, o Tribunal reconheceu que as consequências desta declaração de inconstitucionalidade, poderiam colocar em risco o cumprimento da meta do défice público imposta nos memorandos que condicionam a concretização dos empréstimos faseados acordados com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional, pelo que restringiu os efeitos da declaração de inconstitucionalidade, nos termos permitidos pelo artigo 282.º, n.º 4, da Constituição, não os aplicando à suspensão do pagamento dos subsídios de férias e de Natal, ou quaisquer prestações correspondentes aos 13.º e, ou, 14.º meses, relativos ao ano de 2012", lê-se na nota do TC.» [DN]
  
Parecer:
  
Isto significa que o ajustamento foi abusivamente feito com uma medida ilegal que não constava do memorando e que só passou porque o Presidente da República ignorou ostensivamente a Constituição.
    
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Cavaco Silva que resigne do cargo.»



Quem quer mais?

«O vice-presidente do grupo parlamentar do PSD Miguel Frasquilho defende que a 'troika' devia flexibilizar os prazos do ajustamento financeiro de Portugal, concedendo mais dois anos para o cumprimento das metas fixadas e financiamento adicional.» [DN]

Parecer:

Isto começa a ser ridículo, parece que estamos num leilão de austeridade.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Miguel Frasquilho se aceita um corte dos seus subsídios no banco pelo tempo que propõe ou se está a contar que sejam terceiros a suportar tantos anos de austeridade.»
  
Pobre senhora!

«"Houve uma tentativa de instrumentalização dos membros do conselho regulador, indireta, triste, através do poder editorial, por quem não faço a mínima ideia, mas por quem queria que a deliberação tivesse um determinado resultado", denunciou Raquel Alexandra, na comissão parlamentar para Ética, Comunicação e Cidadania, no âmbito de um requerimento feito pelo Bloco de Esquerda (BE).» [DN]

Parecer:

A amiga de Relvas foi vítima de chantagens e de ameaças e em vez de se queixar às entidades de investigação criminal sofreu em silêncio, pobre senhora!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
Uma cadeira de direito equivale a 32 da Lusófona!

«O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, obteve 32 equivalências e teve ainda de fazer exames a quatro disciplinas para poder concluir num ano a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Lusófona de Lisboa. No despacho assinado por Fernando Santos Neves, director do curso – que em 2006 também era reitor desta instituição de ensino privado -, são descritos todos os cargos e funções públicas ou privadas desempenhados pelo governante que serviram para justificar as unidades de crédito que lhe foram concedidas para a sua inscrição e matrícula no curso.
  
Os cargos públicos que Miguel Relvas ocupou desde os seus 26 anos valeram-lhe a equivalência a 14 disciplinas. De acordo com o documento que o i teve acesso, a sua avaliação das “competências adquiridas ao longo da vida” teve em conta os nove cargos que o ministro ocupou seja como membro da delegação portuguesa da NATO, entre 1999 a 2002 ou como secretário da direcção do grupo parlamentar do PSD entre 1987 e 2001.» [i]

Parecer:

Será que a Lusófona estava integrada na rede das Novas Oportunidades?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Miguel Relvas como se sente quando o tratam por dr..»
  
Confusão entre Estado e CDS

«O ministério liderado por Paulo Portas nomeou para adjunto da subsecretária de Estado dos Negócios Estrangeiros João Carvalho, de 42 anos, funcionário do CDS-PP nos últimos 12. A origem partidária consta mesmo do despacho de nomeação publicado em Diário da República no passado 24 de Junho. João Carvalho é um dos funcionários do partido que são arguidos no processo Portucale por causa dos recibos de justificação de depósitos bancários no valor de um milhão de euros e que eram passados em nome de "Jacinto Leite Capelo Rego". 
  
No despacho de nomeação, a subsecretária de Estado adjunta dos Negócios Estrangeiros, Vânia Dias da Silva, que foi dirigente do partido, designa para adjunto do seu gabinete "o licenciado João Paulo da Silva Carvalho, do partido político CDS-PP". Na nota curricular anexa ao despacho publicado em Diário da República é possível verificar que a proveniência de João Carvalho é mesmo do partido, onde foi funcionário desde 2000 até à data da nomeação.
  
O porta-voz do CDS-PP, João Almeida, não quis comentar a nomeação, mas no Largo do Caldas a situação gerou incredulidade, sobretudo por se escrever a origem partidária no despacho de nomeação. "Não comento nomeações de membros do Governo", disse João Almeida ao PÚBLICO, rejeitando, no entanto, que se trate de uma "nomeação partidária", mas sim de uma "nomeação de um membro do Governo".» [Público]

Parecer:

É o estado a que o país chegou, um estado de merda onde vale tudo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»