sábado, agosto 04, 2012

Universidade de Verão da Praia dos Três Pauzinhos (2)

Nos meus tempos de estudante os que estudavam (que coisa tão estranha esta de precisar de estudar para acabar um curso…) economia brincavam com os de gestão dizendo-lhes que estudavam mercearia. Enfim, mercearia talvez fosse um exagero infeliz ainda que neste país hajam bancos e grandes empresas que são pior geridas que as mercearias de bairro, mas estudavam gestão de empresas, isso mesmo, empresas.
  
Mas desde há algum tempo que andam por aí uns artistas a opinar sobre economia e quando o povo ouve o presidente do conselho directivo (uma espécie de chefe de secretaria mas mais fino) do ISEG discorrer sobre a economia portuguesa ouve-o como se da sua boa saísse a palavra de Deus, como se um modesto católico da última fila da igreja estivesse ouvindo a palavra do presidente da Congregação para a doutrina e Fé. Acontece que muitos destes senhores não são economistas, são gestores de empresas, é como se de repente o serviço de cardiologia do Hospital de Santa Maria passasse a ser ocupado por um veterinário com experiência em coração de equinos.
Os novos gurus da sociedade portuguesa, os verdadeiros salvadores da pátria, deixaram de ser os engenheiros ou os economistas da Quinta da Coelha para passarem a ser os gestores de empresas a opinar sobre as soluções que nos vão desenrascar. Isto é, levaram os bancos quase à falência, deixaram-se comer pelos comunistas chineses, ao longo de trinta anos andaram a coçar os cujos enquanto as suas empresas se afundavam na perda de competitividade e agora são eles que sabem qual a mezinha adequada para salvar o país.

O Pires de Lima, homem especializado em obter lucros com as bebedeiras e o alcoolismo, diz ao submarinista do Portas quem deve ser sacrificado, o presidente do BCP diz quem deve pagar ,mais impostos, o senhor Ulrich, doutorado nas praias da linha, explica aos ministros a que portugueses devem ir buscar dinheiro para financiar o capital do seu banco (seu dos angolanos, claro). Enfim, sempre há algum progresso nisto porque quando o Medina Carreira se mete na política económica é caso para gritar “ó Ilda mete os putos na barraca para não ficarem burros!”, pois este senhor não tem uma hora curricular de estudo da política económica.

A lógica destes senhores é simples, o que é bom para as empresas é bom para o país, se as empresas forem salvas estaremos a salvar o país e se as empresas estiverem bem haverá emprego e bem-estar para os portugueses. Tudo mentiras. Desta forma os indicadores importantes deixam de ser os relativos ao país para passarem a ser os indicadores de gestão das empresas a determinarem as política, pouco importa se aumenta a mortalidade infantil se o lucro do BPI aumentar e o pessoal do avental ajudar o do cruxifixo a sair do purgatório em que se transformou o Millennium-BCP. Os trabalhadores não devem ver nos seus salários se estão bem na vida, para isso o importante é saber se o patrão tem lucros que cheguem para comprar um Ferrari aos filhos.

Isto é uma inversão de valores que nos leva quase ao tempo dos bárbaros, só nos tempos duros do feudalismo se registou tal desprezo pelos mais fracos na história da humanidade, era o tempo em que tudo é feito para prazer do senhor feudal. Por este andar ainda nos vão buscar as filhas a casa para serem desfloradas pelo presidente de um banco ou de uma cervejeira.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

Farol de Vila Real de Santo António
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Pôr do Sol no Samouco, Alcochete [A. Cabral]   

Jumento do dia
  
Nuno Crato
 
Depois do excesso de troikismo este governo parece ter passado a usar fraldas para incontinente, num dia anunciam revoluções radicais, no dia seguinte fazem xixi pelas pernas abaixo. O governo perdeu claramente a capacidade de iniciativa e governa com medo, recua em quase todas as medidas e começa a esquecer as intenções iniciais, os tais que se estavam lixando para as eleições comportam-se como os autarcas e nda fazem sem medo das consequências eleitorais, parece que têm um "eleitorómetros" para avaliar tudo o que fazem.

«O ministro da Educação, Nuno Crato, garantiu hoje aos reitores das universidades públicas portuguesas que a intenção de criar um novo sistema de autonomia reforçada, ontem anunciado, levará e linha de conta "o que as universidades-fundação já conseguiram", disse ao Expresso o reitor da Universidade de Aveiro.
  
"O nome fundação cai, mas mantém-se nesse regime tudo o que as universidades-fundação já conseguiram, nomeadamente, as vantagens do ponto de vista de gestão", disse ao Expresso o reitor de Aveiro, Manuel Assunção, acrescentando: "Penso que não podia ser de outra forma".
  
A garantia foi dada esta manhã por Nuno Crato aos reitores das universidades públicas, durante uma reunião, ontem convocada, em que também participou o secretário de Estado do Ensino Superior, João Filipe Queiró.» [Expresso]
   
 Borla
 

(English Russia)
 

  
 Cortes nas PPP com aumento dos encargos futuros, não obrigado!
   
«A pressão de apresentar resultados, cria o risco de o Estado perder dinheiro com a negociação das PPP, transferindo mais receitas e direitos para os privados do que a diminuição que consiga nos seus pagamentos
  
O discurso sobre as Parcerias Público-Privadas (PPP) criou expectativas exageradas sobre a dimensão e o tipo de cortes que é possível efectuar. Em primeiro lugar, criou uma ideia errada quanto à escala e montantes envolvidos, nomeadamente relativamente ao peso dos encargos com as PPP na despesa pública ou no PIB. Em segundo lugar, criou a ideia de que é fácil cortar grandes parcelas dos pagamentos das PPP, sem se discutir o que esses cortes podem significar.
  
As expectativas criam riscos de soluções apressadas com falsas poupanças, que apresentem diminuições nos pagamentos de curto prazo, à custa da transferência de obrigações e de maiores encargos futuros para os contribuintes.
  
A Dimensão da Poupança.
  
Nos próximos 30 anos, os montantes brutos pagos a todas as PPP serão em média cerca de 0,6% do PIB do respectivo ano, ou seja, 1,2% da despesa pública, o que corresponde a cerca de 1/8 do investimento público médio anual dos últimos 30 anos. Como as PPP rodoviárias têm receitas (o Estado paga a disponibilidade, mas recebe portagens), o montante líquido de encargos para o Estado resultante das PPP é menor – cerca de 0,3% do PIB, montante que corresponde a 2,6% dos gastos com funcionários públicos ou a 2% das prestações sociais.
  
As despesas brutas com as PPP variam ao longo do tempo, atingindo valores entre os 1 e os 1,2% do PIB, em 6 dos próximos 30 anos, mas também valores entre os 0,1 e os 0,5% do PIB, em 15 dos próximos 30 anos. Assim, um corte de 30% nos gastos brutos com as PPP resultaria numa poupança inferior a 0,25% do PIB em 20 dos próximos 30 anos. Esta poupança seria bem-vinda, mas significa apenas uma pequena parte dos 4 ou 5 pontos do PIB que o défice tem de baixar. Infelizmente os cortes nas PPP apenas podem solucionar uma pequena parte do problema orçamental português, pelo que temos de continuar a melhorar muitos outros aspectos da despesa e da receita. 
  
Cuidado com as falsas Poupanças
  
As despesas com PPP incluem três grandes componentes: o retorno do capital investido pelos privados; serviços (por exemplo: serviços hospitalares ou de manutenção de estradas) e receitas – portagens das PPP rodoviárias. 
  
No que respeita à remuneração do capital investido, há referências a casos de taxas de retorno muito elevadas. Mas também são conhecidos casos em que os privados estão a obter retornos muito baixos, ou mesmo prejuízos (por exemplo, na Saúde). Há espaço para negociar, mas deve haver realismo sobre o nível de poupanças que se pode obter. Baixar a taxa de retorno em 2 ou 3 pontos percentuais não permite poupar mais do que 0,02% do PIB nos pagamentos anuais. E mesmo nos casos em que tal seja justo, será difícil fazer prova e conseguir fazer prevalecer esse ponto como argumento legal. 
  
Assim sendo, é provável que a maioria das reduções de pagamentos negociadas seja feita com contrapartidas nas duas outras componentes (serviços e receitas). 
  
Uma possibilidade será diminuir os encargos brutos das PPP passando as receitas das portagens para os privados. Seria apenas uma manobra contabilística, que não diminuiu os encargos líquidos do Estado no longo prazo. 
  
Outra hipótese será o Estado conceder aos privados direitos adicionais, por exemplo, de aumento de preços das portagens ou de alargamento das concessões que expiram nos próximos anos, com as quais o Estado tem direito a receitas adicionais. Neste caso, é fácil parecer que se está a pagar menos, quando na realidade em termos líquidos a situação pode estar a piorar. 
   
Uma última possibilidade será reduzir os serviços e as obrigações dos privados. Esta solução também é enganadora, pois o Estado pagará menos às PPP, mas ao dispensar os privados de obrigações (como a prestação de serviços de saúde ou a manutenção de infra-estruturas), transfere para os contribuintes encargos futuros eventualmente mais elevados. 
 
Estes exemplos salientam que a pressão de apresentar resultados, cria o risco de o Estado perder dinheiro com a negociação das PPP, transferindo mais receitas e direitos para os privados do que a diminuição que consiga nos seus pagamentos. É importante estar atento, pois estas falsas poupanças podem custar caro aos contribuintes. 
» [Jornal de Negócios]
   
Autor:
 
Manuel Caldeira Cabral.
   
 Despedir evidências
   
«Na quarta-feira, coincidindo com a entrada em vigor da nova lei laboral, o secretário de Estado do Emprego, Pedro Silva Martins, publicou um artigo no Público em que explica de que modo a desproteção dos trabalhadores através da redução brutal das indemnizações nos despedimentos (sem justa causa, frise-se) vai "melhor defender a segurança no emprego".
  
Silva Martins começa por justificar a urgência da intervenção (a terceira reforma laboral em oito anos) afirmando que até agora as empresas portuguesas se encontravam "numa situação de desvantagem nos vários indicadores de rigidez laboral". Ilude assim o facto de, desde 2009, a OCDE colocar o País a par da Alemanha em matéria de flexibilidade (e isso apenas cotejando as legislações nacionais: os valores das indemnizações para os alemães são geralmente determinados por acordos sectoriais muito mais favoráveis aos trabalhadores do que o estipulado na lei). Não surpreende pois que prossiga o texto indiferente à evidência de que mexidas consecutivas nas leis laborais no sentido da flexibilização e da redução dos custos do despedimento sem justa causa não lograram aquilo que, garante, esta vai garantir: "Ser amiga da criação de emprego, promovendo a flexibilidade necessária para que os desempregados tenham oportunidades para se integrar na economia."
  
Nada de novo nisto, dir-se-á: estamos cada vez mais habituados a ver os membros deste Governo ignorar olimpicamente a realidade. Sucede que não é todos os dias que se vê alguém afirmar como governante aquilo que enquanto académico negara. É que Silva Martins, que se doutorou em Economia pela Universidade de Warwick, Reino Unido, publicou em 2009, no Journal of Labour Economics, um artigo intitulado "Despedimentos com causa: a diferença que apenas oito parágrafos podem fazer", no qual analisa o impacte da reforma que em 1989 reduziu os custos dos despedimentos sobretudo nas firmas de menos de vinte trabalhadores. "Dos 12 parágrafos da lei que estabelecem os caros procedimentos que as firmas têm de seguir para despedir um trabalhador invocando causa, oito não se aplicam às firmas pequenas", dizia o ora membro do Governo, que considerou a distinção uma espécie de "experiência quasi-natural".
  
Verificou, assim, uma descida significativa dos salários nas empresas mais pequenas, que atribui à perda de poder negocial dos trabalhadores, e um incentivo na eficiência que no entanto concede poder dever-se a melhorias na gestão. Mas no que respeita à criação de emprego e à fluidez de trabalhadores, foi forçado a concluir o contrário do que esperava - ou, como escreve, "do que a teoria predizia": "Não foi encontrada evidência robusta de que a maior facilidade em despedir tivesse efeitos significativos na criação de emprego ou no fluxo de trabalhadores."
  
A diferença que três anos podem fazer: o Pedro secretário de Estado despediu o Pedro académico. Ou isso ou é viciado em experiências.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.
     
  
     
 Fome de dinheiro
   
«Nas últimas semanas o Fisco tem exigido indevidamente aos contribuintes o pagamento do antigo selo do carro em situações em que a obrigação de pagar já prescreveu, denuncia à Lusa o Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI).
  
"Foram milhares de notificações de Imposto Único de Circulação (IUC) [o imposto que substituiu o antigo selo do carro] emitidas automaticamente em julho, algumas das quais de impostos relativos a 2006 ou 2007, já prescritos por ultrapassar o prazo de quatro anos, mas cujas notificações de pagamento foram emitidas por falta de cruzamento informático dos dados", afirmou à Lusa Paulo Ralha, presidente do STI.» [Dinheiro Vivo]
   
Parecer:
 
Com os cortes orçamentais é tudo a tentar "sacar" o mais possível aos portugueses, ora para o orçamento, ora para alimentar a máquina do Estado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
      
 A Primavera árabe já começou a dar flores
   
«Abriu um novo canal televisivo no Egito: Maria TV emprega apenas mulheres cobertas por um véu. A estreia, no Cairo, já está a dar que falar.
  
Maria TV é um canal gerido exclusivamente por mulheres cobertas com niqab, o véu preto que cobre a totalidade da cara, deixando apenas ver os olhos.
  
Há vários anos que o uso do niqab alimenta debates sobre discriminação, no Egito. Algumas universidades públicas chegaram mesmo a banir os véus durante os exames e nos dormitórios, levando a inúmeras batalhas judiciais.» [Expresso]
   
Parecer:
 
É uma questão det tempo para vermos o Egipto a cair no fundamentalismo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   
 Não acertam uma!
   
«O relatório de avaliação das fundações divulgado pelo Governo tem erros, nomeadamente na identificação de algumas instituições e no respectivo número de beneficiários. A Tutela, porém, diz que “não há qualquer erro” no documento, ressalvando que “eventuais imprecisões, caso sejam apuradas” são imputáveis a “deficiências” na informação prestada pelas entidades avaliadas.
O documento foi publicado ontem e as reclamações não tardaram. A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), por exemplo, foi identificada como sendo pública, quando na verdade é totalmente privada e “não recebe apoios do Estado para a sua gestão e funcionamento”, esclarece a instituição em comunicado.
  
Sobre essa falha, o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, esclarece por email que a classificação jurídica da fundação já foi alterada e resultou de “diferentes interpretações de análise”. Esta “questão”, afirma, não terá “qualquer influência no sentido da avaliação/resultados da fundação”. O grupo de trabalho que avaliou as fundações atribuiu à Gulbenkian 53,5 pontos em 100.
  
Mas a FCG não se fica por aqui nos pedidos de esclarecimento. No comunicado, sublinha ainda que o valor inscrito no relatório como apoios financeiros públicos recebidos – 13,4 milhões de euros entre 2008 e 2010 – destinou-se “exclusivamente” a apoiar a investigação científica e projectos sociais e de ajuda ao desenvolvimento, realizados em parceria com organismos públicos.
  
No documento, discrimina os valores gastos, por áreas de projecto: para investigação e divulgação de Ciência, foram gastos 8,2 milhões de euros; para projectos de apoio ao desenvolvimento foram encaminhados 2,5 milhões de euros; e na área social foram investidos 1,04 milhões de euros. Os restantes1,6 milhões de euros foram destinados a outros pequenos projectos que tiveram o apoio da fundação, segundo fonte oficial da instituição.» [Público]
   
Parecer:
 
É incompetência a mais.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Sex-shop na hora?
   
«O Governo reviu a legislação relativa aos estabelecimentos de venda de artigos pornográficos, vulgarmente conhecidos como sex-shops. O licenciamento torna-se mais ágil, estendem-se as regras à venda na Internet, ao domicílio e exposições e aumentam as coimas.» [Público]
   
Parecer:
 
A ideia terá vindo da diplomacia económica do Paulo Portas?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
      

   
   

  

   

   

  

sexta-feira, agosto 03, 2012

Universidade de Verão da Praia dos Três Pauzinhos (1)

Se Castelo de Vide tem a sua universidade, se o Alberto João é reitor da universidade de Verão do Porto Santo, se em Entrecampos tira-se uma licenciatura com menos regas do que as necessárias para fazer nascer malmequeres, então porque razão este humilde palheiro não se auto-promove a Universidade de Verão da Praia do Cabeço? Se as coisas correrem mal e saírem daqui uns licenciados em física nuclear é certo e sabido que o Marcelo não questionará nem a responsabilidade do palheiro nem os conhecimentos dos doutores, vai dizer que a culpa é da lei e estabelecer os devidos paralelos com Sócrates.
 
Num tempo em que Portugal conhece níveis de destruição de empregos como nunca se tinha visto será interessante questionar se a CGTP tem razão de acusar os programas de emprego jovem de promover a escravatura. Curiosamente, fez-se silêncio e os especialistas em mercados continuaram a fazer de conta que estavam todos de férias.
  
Poder-se-ia contestar a CGTP dizendo que a escravatura seria para muitos portugueses um progresso, o salário mínimo pago em Portugal e que tanto preocupa os nossos ministros já não daria para manter uma família de escravos. Se um patrão português tivesse escravos e fizesse contas chegaria à conclusão de que seria mais barato ter assalariados, a esta hora a senhora Merkel e a troika estaria a exigir uma importante reforma estrutural, o fim da escravatura! Alguém consegue ter enfermeiros escravos e mantê-los com trezentos euros por mês? É óbvio que não, esse dinheiro mal chegaria para mandar lavar as batas a uma lavandaria.
  
Deixando a questão das desvantagens económicas da escravatura de lado é evidente que a CGTP tem razão, se um empregado custa a uma empresa cem ou duzentos euros por mês graças aos falsos incentivos a programas jovens nenhuma empresa estará disposta a pagar mais do que isso a alguém cuja contratação não dá lugar à obtenção de subsídios. Numa situação de desequilíbrio do mercado de trabalho, com a procura a exceder largamente a procura esses subsídios levarão a que o preço de equilíbrio nesse mercado se verifique a um nível salarial mais baixo.
  
Nestas circunstâncias os subsídios estatais apenas promovem a desvalorização generalizada do factor trabalho, sendo duvidoso que promova a criação de emprego. A verdade é que até promove a preguiça nos empresários, terminado o programa muitos empresários adiarão a contratação de novos trabalhadores porque espera que o governo volte a conceder subsídios.
  
A direita que tanto criticou estes programas recorre agora a este estratagemas para pagar a alteração das estatísticas do desemprego. Usa o dinheiro dos que trabalham para financiar concorrentes que irão trabalhar por muito menos e, em limite, chegará o momento em que deixará de arrecadar contribuições sociais e impostos em montantes suficientes para financiar a mentira pois está a desvalorizar o factor trabalho.
  
Os que criticaram o governo anterior por recorrer a este estratagema usam-no agora em circunstâncias ainda mais duvidosas  e com consequências bem mais perversas. É legítimo questionar se o governo está preocupado com os jovens ou se está usando o seu desespero para promover o empobrecimento dos trabalhadores. A CGTP parece ter razão. 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
 
Rio Guadiana, Vila Real de Santo António/Ayamonte
   
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Lisboa espera (e desespera) por ti [J de Sousa]   
A mentira do dia d'O Jumento
 
DD

Jumento do dia
  
Vítor Gaspar e António Borges
 
Ao dizer que interveio directamente no negócio do BPN Passos Coelho assumiu o falhanço neste processo do Competente Gaspar e do supra sumo da alta finanças. Há qualquer coisa de errado, o modesto funcionário do Ângelo Correia sabe mais de negócios de vendas de bancos do que o ex-presidente da Goldman Sachs e que o futuro prémio Nobel da economia.

«O primeiro-ministro diz que tomou a iniciativa de intervir na venda do BPN, após a rutura das negociações com o BIC, pela importância do negócio para o Estado português e pelos despedimentos que implicaria a liquidação do banco.
  
"A minha intervenção foi justificada pela importância que este negócio tinha para o Estado português, designadamente por se tratar de um compromisso firmado no âmbito do Programa de Assistência Económica e Financeira", lê-se nas respostas que Passos Coelho enviou hoje aos deputados da Comissão parlamentar de Inquérito à nacionalização e privatização do BPN.» [CM]
   
 Poupar 

Poupar, poupar seria a Assunção Cristas ter publicado no mesmo decreto-lei o novo regime de arrendamento urbano e a venda a preço de saldo do Pavilhão Atlântico. Tudo seria mais fácil.
 
 Por onde anda o Relvas
 
Se o Relvas não se deixar ver é porque está a combinar mais quatro exames e no fim ano já teremos mestre Relvas!
 

  
 E agora, desiste-se?
   
«A reforma da saúde de 1971, o 25 de Abril e a Constituição de 1976 foram pilares fundamentais para a criação do SNS, formalizado pela Lei 56/79, que estabelece o direito de todos os cidadãos a um sistema de saúde universal, geral e tendencialmente gratuito.
  
Vale a pena olhar para os dados existentes e perceber que muitas das "verdades inquestionáveis" sobre gastos, eficácia e eficiência do SNS não passam de mitos não sustentados pela realidade. Entre 1960 e 2009, a mortalidade infantil passou de 29‰ para 3‰, valor inferior à média da OCDE (4,4 ‰). Nas últimas décadas Portugal foi o país da OCDE que mais melhorou neste indicador, com uma média de redução anual de 6,8% (média da OCDE, 4,5%). Quanto à esperança média de vida, passou de 63,9 para 79,5 anos, atingido a média da OCDE. 
  
Num estudo sobre eficiência dos sistemas de saúde, Portugal apresenta melhores indicadores de qualidade e tem menos despesa per capita que a média da OCDE, estando entre os seis países mais eficientes e em que os custos administrativos do sistema são menores em termos percentuais do custo global (abaixo dos 2%).
  
O crescimento da despesa em saúde não é uma singularidade portuguesa, sendo o crescimento médio anual per capita, entre 2000-2009, um dos mais baixos na OCDE (1,5% de crescimento médio anual vs. 4% de média). O país está abaixo da média em despesas de saúde per capita, quer se trate de despesa pública quer de despesa privada.
  
Os indicadores de saúde são públicos, sendo real a sua melhoria consistente aos longo das últimas décadas, associada a uma combinação de factores: a melhoria das condições de vida, da tecnologia e das terapêuticas e a generalização dos cuidados de saúde à população. A melhor prestação dos cuidados médicos contribuiu para esse resultado, feito à custa do investimento na formação e no desenvolvimento de um trabalho consertado multidisciplinar, assente em equipas sólidas e avaliações do desempenho. Não deixar cair o que já se conseguiu e não pactuar com a criação de um sistema de saúde de 2ª são, a par da defesa da qualidade da formação, da dignidade do trabalho e do aumento da eficácia, os fundamentos da mudança.
  
Outros dois aspectos que têm sido demagogicamente defendidos dizem respeito à defesa do implemento na concorrência entre público e privado como factor de poupança e do pagamento diferencial dos actos médicos na altura do acesso de acordo com os rendimentos. A ideia de que a concorrência seria mais favorável que a complementaridade assenta no mito de que os dois sectores têm os mesmos direitos e obrigações, o que é falso. A outra falsa questão determina uma perda da equidade e perverte o princípio da universalidade do serviço, estigmatizando a desigualdade: os mais ricos já pagam mais no acesso à saúde através dos impostos.» [DE]
   
Autor:
 
Ana Matos Pires.
     

   
   

  

   

   

  

quinta-feira, agosto 02, 2012

Mestre é o teu pai


A Vila Real de Santo António da minha infância era uma terra de muitos mestres, mas não eram mestres em direito ou com o MBA XPTO da Católica/Nova/MIT, eram mestres das fábricas de conservas de peixe, das oficinas e das traineiras. Os únicos mestres nas escolas eram os mestres de trabalhos oficinais já que a escola loca, era uma das antigas escolas industriais e comerciais.
  
Se hoje ser doutor justifica as maiores vigarizes quando o nível intelectual está entre o do deficiente e o do imbecil, com um pedido de desculpas para ambos, e ser mestre é quase como ser bispo da Igreja, naquele tempo os mestres estavam no topo social dos mais pobres e um degrau abaixo do primeiro degrau dos mais ricos. É por isso que ser mestre na escola não justificaria um pedido de equivalências, os mestres das escolas industriais não eram doutores nem ricos.
  
Sendo uma terra de castas a cada café no centro da vila correspondia uma determinado tipo de clientela do mesmo estatuto social. O Café Império era o café do regime, por lá parava desde o Baía da PIDE aos notáveis da terra, ali se concentravam em amenas cavaqueiras (um pouco como se estivessem na Quinta da Coelho) enquanto as suas dignas esposas estavam na missa.
  
Um dos mais “distintos” clientes era um mestre de trabalhos oficinais, tinha a pronuncia com sotaque menos acentuado, não usava os mós, nem trocava as ordenes rigorosas da gramática portuguesa, falava como se fosse de Coimbra. Mas tinha um problema, transportava a chaga de ser mestre, ninguém poderia adivinhar que um dia os mestres não teriam fedor a sardinhas nem cheirariam a ferrugem, ser mestre era uma desvantagem.
  
É por isso que sempre que um aluno tratava o tal senhor por “Mestre” ouvia invariavelmente a resposta “Mestre é o teu pai”, versão local da famosa expressão “manso é a tua tia”. O ilustre professor de trabalhos oficinais tinha pela palavra mestre a mesma aversão que todos deverão ter ao estatuto de corno na versão de manso.
Como mudam os tempos, se dantes a designação de mestre desencadeava tanta frustração social, agora há quem esteja disposto a entrar num barril de alcatrão e ser coberto de penas de frango de aviário só para ser doutor e ser tratado como tal, quando agora o estatuto de doutor está um degrau abaixo do que antes era o mestre da traineira ou da escola.
  
Aliás, toda este debate em torno do elevado estatuto académico de Miguel Relva, um herdeiro do meu patrício, mostra como em maior ou menor grau todos temos a cultura do antigo mestre, todo um povo discute o mérito académico de um inútil e ninguém questiona a inutilidade deste substituto luso do “don” espanhol. Este debate teve a vantagem de muitos dispensarem o tratamento de doutor, pensando no Relvas muitos dirão “trata-me antes por corno, mas por doutor é que não”. Aliás, com a forma como o João Duque promoveu o Catroga a catedrático a 0% não admiraria nada que um dia destes seja igualmente ofensivo o tratamento por professor.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
 
"Campino", Rio Guadiana
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Convento de Varatojo [A. Cabral]   
 
Jumento do dia

Passos Coelho
 
A única explicação para que os gestores da CGD estejam dispensados da aplicação das medidas de austeridade adoptadas para o Estado, passando a ser os melhor pagos e ainda por cima a entrar na off shore sem austeridade onde já está gente como o pessoal do BdP é que Passos Coelho tenha negociado apoios políticos no passado e agora não pode recuar aplicando aos administradores da CGD.

O velho argumento da eficácia da gestão é digna de um imbecil ou mesmo de um atrasado mental, há no Estado quem movimente mais dinheiro e tenha mais responsabilidades do que o presidente da CGD e ganhe pouco mais do que a sua secretária. É o caso, por exemplo, do presidente da Autoridade Tributária e Aduaneira. Ou alguém duvida que o futuro do país depende mais da competência de alguns directores-gerais do que dos amigos de Passos Coelho?
     
     
 Festa do Pontal vai ser num parque aquático
   
«Depois de muitos anos a realizar-se na marginal de Quarteira, a Festa do Pontal vai passar para um salão fechado num parque aquático. O PSD alega motivos financeiros e logísticos.» [TSF]
   
Parecer:
 
É uma ideia louvável, com a fazer tanta água o PSD evidencia um sentido ecológico ao levar os seus dirigentes a fazer as palhaçadas na água. É uma pena que o CDS não entre na festa, seria uma excelente oportunidade de exibir um dos submarinos cujo negócio envolveu corrupção mas que em Portugal ninguém sabe muito bem como está a investigação do MP.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
      
 Continua o exercício de bandalheira estatal
   
«O despacho que exclui sete administradores executivos da Caixa Geral de Depósitos (CGD) das limitações remuneratórias aplicáveis ao sector público foi esta quarta-feira publicado em Diário da República, permitindo-lhes ganhar mais do que o primeiro-ministro, Passos Coelho.» [CM]
   
Parecer:
 
Isto é uma ofensa aos portugueses.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Praias mal frequentadas
   
«Primeiro-ministro e Presidente da República vão de férias para o Algarve, com segurança reforçada.» [CM]
   
Parecer:
 
Praias como a dos tomates e da Manta Rota são praias a evitar, estão politicamente poluídas e tem demasiados polícias a mijar na água. Mas não deixa de ser curioso que o presidente escolha uma praia onde supostamente há tomates e o primeiro-ministro se tenha de servir de uma manta já rota. São escolhas que condizem bem com as personagens, nem Passos Coelho tem mantas rotas, nem Cavaco Silva tem griséus no sítio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Come-se primeiro e sabe-se o que se comeu depois
   
«Uma auditoria de Bruxelas sobre controlo de resíduos em animais vivos e em produtos de origem animal para consumo concluiu, em dezembro, que os laboratórios acumularam atrasos significativos, segundo o relatório a que a Lusa teve acesso.
  
O Serviço Alimentar e Veterinário (SAV) da Comissão Europeia concluiu que "os laboratórios acumularam atrasos significativos em termos de análise das amostras devido a problemas orçamentais e a uma decisão política de prosseguir em 2011 a análise de amostras de 2010 (a expensas das amostras de 2011)".» [DN]
   
Parecer:
 
A bandalhice chegou ao controlo da qualidade alimentar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «A jurista combatente do anti--aborto ainda é super ministras de pastas para as quais não tem competência mas foi nomeada por causa da mania do Portas de promover uma mulher a super-mulher sempre que está no poder?»
   
 Grande Relvas!
   
«O célebre cartaz amarelo criado pelo professor José Santos, de Cantanhede, voltou a aparecer nas televisões de todo o mundo, desta feita na prova de contrarrelógio dos Jogos Olímpicos.» [DN]
   
Parecer:
 
Começa a ser tempo de a Lusófona começar a estudar a possibilidade de dar o canudo de mestre ao ilustre dr. Miguel Relvas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a proposta e promova-se uma petição pública a exigi-lo.»
   
 Eurico de Melo faleceu
   
«Eurico de Melo, antigo vice-primeiro-ministro pelo PSD, morreu esta quarta-feira de madrugada, aos 86 anos, no Porto, disse à Lusa fonte partidária. Segundo afirmou o deputado social-democrata Mota Amaral, na SIC Notícias, aquele que era conhecido por "vice-rei do Norte" estava doente. E há muito que se havia retirado da vida política.» [DN]
   
Parecer:
 
Convenhamos que ter sido a segunda figura de Cavaco mais o ar de senhor do Norte é muito pouco para assegurar um lugar na história, digamos que não atingiu os mínimos. Se é ofensivo os adversários políticos não respeitarem um momento de dor para a família também é abusivo que os amigos do partido se aproveitem da morte dos seus militantes para os transformarem a todos em grandes estadistas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Manifeste-se o pesar.»
   
 FMI convida a Espanha a pedir ajuda
   
«"Quando olhamos para o que Espanha já fez e para o que se comprometeu a fazer, não haveria muito mais a exigir ao país caso estivesse num programa apoiado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI)", declarou hoje Cristhine Lagarde aos jornalistas, em Washington.
  
As declarações da responsável surgem numa altura em que se discute na Europa a utilização dos fundos de resgate, mediante uma acção coordenada com o Banco Central Europeu (BCE), para aliviar os juros espanhóis e italianos de níveis insustentáveis.» [DE]
   
Parecer:
 
Com a declaração a responsável do FMI sugere aos mercados que não devem recear a Espanha mas na verdade acaba por instalar a desconfiança, não só porque acaba por sugerir que exigiria mais medidas ainda que poucas como parece admitir que a Espanha precisa mesmo de ajuda e mais tarde ou mais cedo acabará por ser incapaz de cumprir. Isto é um empurrão à Espanha para que este país solicite ajuda internacional, é uma questão de tempo para que isso suceda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   
 Ainda se consegue vender automóveis?
   
«As vendas de automóveis novos em Portugal continuam a cair acima dos 30%. Em Julho, as vendas de carros de ligeiros, comerciais e pesados caíram 37,7%, para um total de 10.549 unidades, de acordo com os dados divulgados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP).
  
No segmento de automóveis ligeiros de passageiros registou-se uma contracção de 35,1%, tendo sido vendidos 9.257 veículos."Importa salientar que esta variação homóloga não foi tão acentuada como nos meses anteriores, o que se deve ao facto de o mercado ter começado a acentuar uma evolução fortemente negativa a partir do segundo semestre de 2011", explica a ACAP. O decréscimo das vendas de comerciais foi de 54,8% para 1.114 veículos, enquanto que os pesados caíram 11,9%, para um total de 178 viaturas.» [DE]
   
Parecer:
 
A tendência será para a queda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se o encerramento de Stands e a sua conversão em templos da IURD.»
   
 Até tu Manela
   
«"Não me espanta [a derrapagem do défice] porque sempre achei que não era possivel em dois anos e meio conseguirmos uma consolidação orçamental desta dimensão", disse Manuela Ferreira Leite à Sic, acrescentando que a "troika" foi demasiado optimista, ao impor um tempo tão curto para a consolidação das contas.
  
"Não é possivel atingir-se os 4,5% este ano e os 3% em 2013", afirma Ferreira Leite. "Mas não há aqui nenhuma desilusão, os sacrificios valem a pena, esta correcção tem ser feita, pode é demorar um pouco mais", conclui.» [DE]
   
Parecer:
 
OO divertido é a Manuela Ferreira Leite ilibar o PSD quando há pouco tempo criticava as opções do Gaspar em matéria de fiscalidade.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Gasparoika se prefere o Tejo com a maré cheia ou com a maré vazia.»
   
 Médicos à Relvas
   
«Miguel Guimarães, presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, alerta que o futuro da formação médica especializada em Portugal está "seriamente comprometido" com a criação de cursos privados e possibilidade de equivalências de licenciaturas de qualidade duvidosa.
  
Em causa está a possibilidade de os alunos que tenham concluído três anos da licenciatura em Ciências Biomédicas da Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (CESPU) poderem licenciar-se em Medicina a partir do próximo ano, entrando diretamente para o 4.º ano deste curso na Universidade Espanhola Aloinso X, El Sabio.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Pobre famílai Relvas, ver o apelido associado a produto falso ou de má qualidade não deve ser fácil. Agora quando se quer dizer que não presta ou é falsificado é à Relvas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Relvas se ainda não percebeu que a sua demissão é inevitável.»
   
 Eu também quero estar na lista negra
   
«Existem 322 mil particulares ou empresas incluídos em pelo menos uma das listas negras oficiais que foram criadas ao longo dos últimos anos em Portugal. Sejam cheques carecas, seja o não pagamento de serviços de telemóveis, seja por acumularem dívidas às Finanças ou à Segurança Social, todos estes casos dizem respeito a um incumprimento. O número de portugueses nestas listas, contudo, irá crescer a olhos vistos nos próximos meses. Não só porque vão ser criadas mais duas listas de devedores, para as contas do gás e da luz, mas também porque a dívida mínima no caso das telecomunicações vai ser reduzida para 75 euros (ver texto ao lado), limite idêntico ao que vai ser imposto no gás e luz.
  
A estes 322 mil casos há ainda a juntar as quase 700 mil famílias com créditos em incumprimento, por exemplo, que, apesar de não estarem incluídas numa lista oficial, não conseguem omitir o seu caso a nenhum banco, já que todos têm acesso a estes dados.» [i]
   
Parecer:
 
É uma pena que Ângelo Correia não tenha emprego para todos, se todos tivessem um emprego à Passos não haveriam listas negras, andariam todos com muito dinheiro e ainda estariam descansadinhos quando chegassem as féria..
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
   
 A anedota do dia
   
«O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, criticou o "discurso doentio" de quem atribui culpas a Lisboa pelos atuais problemas do Norte e lembrou como tem defendido a região desde "há 20 anos".» [JN]
   
Parecer:
 
É divertido ver este Menezes a lamber as botas ao poder liberal de Massamá.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»