sábado, setembro 01, 2012

O preconceito é cena que não me assiste


De repente a direita nascida nas sacristias, conservadora e cobarde tornou-se numa direita modernaça, corajosa, reformadora. O governo e algumas personalidades que o apoiam tentam comportar-se como uma verdadeira vanguarda, o equivalente na direita da vanguarda do proletariado do marxismo-leninismo.
  
Passos Coelho deu o tom, o rapaz cuja vida foi marcada pela coragem, pelo sacrifício, pelo esforço, aliás, qualidades comuns aos amigos que com ele conquistaram o poder, como é o caso do doutoríssmo Relvas. O primeiro-ministro é um homem corajoso, capaz de viver com uma sopa de beldroegas e não percebe a razão de tanta pieguice do povo, daí que nos disse para não sermos piegas. Devemos fazer como ele, tomar banhos de imersão e usar a água para toda a família, comprar asas de frango e servir um janytar de canja, enfim.
  
Outra coisa que não devemos ser é histéricos, se o Relvas tem a brilhante ideia de oferecer a RTP a um grupo de amigos devemos partir do princípio de que o doutoríssimo está velando pelos nossos interesses, o homem até é muito aberto ao estudo e ao conhecimento e enquanto nós andamos na boa vida ele estuda, estuda, estuda que se farta. Se ele diz que oferecer a RTP à Ongoing e/ou à Cofina e ainda lhes pagar algum por fora é a melhor solução então devemos reagir agradecendo a brilhante ideia do doutoríssimo e não sermos hiestéricos, porque isso de opinarmos neste país é e deve ser entendido como histeria.
  
Esta gente está a fazer o melhor pelo país, se o Pires de Lima quer uma reforma é porque é a melhor solução, se o Portas quiser comprar um porta-aviões é porque precisamos mesmo dele, se o Álvaro diz que vamos exportar pastéis de nata para o Nepal é porque vamos mesmo. Devemos acreditar, confiar e acabar com empecilho.
  
É por isso que devemos seguir o conselho da Leonor Beleza e deixarmo-nos de preconceitos.
  
O preconceito é uma cena que nos assiste, a Constituição incomoda, impede o trabalho escravo e proíbe que o Vasconcelos decida o que é serviço público de televisão? Esquece-se a Constituição. O trabalho pago é um obstáculo à competitividade? Acaba-se com o empecilho e restaura-se o trabalho escravo. Os limites ao consumo de álcool impede que a Unicer do Pires de Lima venda mais cerveja? Permite-se que o pessoal ande bêbado que nem um cacho ao volante.
  
Deixemo-nos de preconceitos, o preconceito é uma cena que não nos assiste, neste país não regras, princípios e muito menos preconceitos.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
 
Baixa de Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Medelin [A. Cabral]   
 
Jumento do dia


Sôr Álvaro 
 
Depois da ideia de transformar o Algarve no centro de dia da terceira idade da Europa rica e de invental o cluster do pastel de nata o grandioso Álvaro descobriu ouro.
 
«O ministro da Economia mostrou-se hoje convicto de que a indústria mineira será "um dos pilares" do desenvolvimento económico de Portugal nos próximos anos, referindo que prevê atingir mais de 100 contratos de exploração assinados até final deste ano.

A indústria mineira "é um setor que irá contribuir não só para o crescimento económico", mas também para "diminuir" o défice externo português e para o país "apostar ainda mais na criação de emprego", disse Álvaro Santos Pereira, durante uma visita às minas de Aljustrel.» [i]
   
 A sorte que o Relvas teve

Se nos tempos de estudante do Relvas o ministro fosse o Crato agora em vez de termos um ministro doutor teríamos um canalizador. Miguel Relvas é a excepção que confirma a tese de Crato segundo a qual os burros devem ir para profissões que ele considera adequada a gente de inteligência ou vontade de estudar inferior. Se Crato tivesse sido ministro da Educação quando Relvas estudava agora em vez de termos um doutor da mula russa que é um péssimo ministro, teríamos um excelente canalizador.

É evidente que Miguel Relvas se enganou na profissão e deveria ter ido para canalizador, é mais do que óbvio que tudo onde o Relvas mexe cheira mal, cheira a esgoto e se não tem vocação para ratazana só poderia ser canalizador. Relvas é o exemplo das frragilidades da democracia, se fosse noutro tempo, no tempo que ele parece ser adepto, não teria chegado nem a doutor, nem a ministro, mas como chegou o país parece uma imensa canalização mal cheirosa.
 
 "Digam o que disserem"
 
Os pirralhos da J do PSD tiveram ontem o privilégio de ouvirem o brilhante António Borges, não é todos os dias que ouvem alguém de que se diz ter sido vice-presidente do Goldman Sachs, director do FMI para a Europa e mais outras coisas como assessor ilegal do Governo ou administrador da hipermercearia do Pingo Doce.

O homem assegurou que "digam o que disserem" a coisa está a correr melhor que alguma vez a troika imaginou, se os pirralhos tinham dúvidas que acreditem pois que quem lhes falou é algum que estava no FMI. Portanto, não acreditem nos dados do INE, nas estatísticas do Eurostat, nos números do Instituto de Emprego, nos relatórios da DGO sobre a execução orçamental, digam o que disserem está tudo a correr bem, é tão certo, tão certo como que os americanos estavam muito longe de Bagdad no tempo da famosa comunicação do ministro da comunicação do Sadam Hussein.

Acreditem pois digam o que disserem neste país de idiotas o único que sabe da poda é o ilustre António Borges!
 
 Procura-se herói

O carteirista que conseguiu roubar a carteira a um tal Alberto Jaeger não devia ser perseguido ou condenado, deveria ser eleito herói nacional, porque roubar a um desses rapazes da troika que nos tempos livres andam a passear e a encherem o bandulho neste pobre país é merecedor de elogio. Aliás, é uma pena que não roubem a carteira do António Borges que ainda deverá andar melhor recheada.

 Uma dúvida
 
Cavaco Silva está em coma nalgum hospital?
 
 Preconceitos

Passos Coelho reagiu às críticas ao trespasse da RTP e Leonor Beleza, mais inteligente fina, vem chamar-lhes preconceitos. Parece que defender os interesses os país dos negócios do Relvas, Borges e companhia é ser histérico e ter preconceitos.
 

  
 A escola da desigualdade
   
«O Governo passou para a comunicação social esta semana a sua intenção de lançar no ano letivo de 2013- -2014 um plano-piloto de abertura do ensino técnico-profissional aos estudantes do 3.º ciclo do ensino básico (7.º, 8.º e 9.º anos de escolaridade), antecipando para esse nível de ensino uma via que, atualmente, vale apenas como alternativa para os estudantes do secundário. De acordo com o dito plano-piloto, além dos alunos que voluntariamente queiram seguir essa via de ensino-formação - decisão com autonomia muito discutível nas idades-padrão dessa fase da escolaridade -, ela será obrigatória para os alunos que, até ao 6.º ano de escolaridade, tenham reprovado duas vezes no mesmo ano ou três vezes intercaladas.
  
Ficamos agora a saber como é que o Governo cumprirá a meta de 50% de alunos no ensino técnico-profissional enunciada pelo ministro da Educação: é por castigo. Alunos "com notas fracas" são condenados - sim, essa é a palavra certa - a aprender ofícios como eletricista, talhante, agricultor ou canalizador. De uma penada, Nuno Crato dá direito de cidade à recuperação de dois velhos estigmas: sobre os ofícios e sobre os alunos.
  
De forma rude e atrabiliária, o Ministério da Educação descaracteriza as vias alternativas de escolaridade e torna-as ícone do seu modelo de escola: a escola a duas velocidades. Para os bem- -sucedidos, com contextos sociais e culturais ricos e desafiantes, a via de ensino. Para os incapazes, os que "não têm jeito para a escola", a aprendizagem de um ofício. Bem pode Crato cantar hinos e hossanas à imprescindibilidade do ensino técnico-profissional: com este plano, ele mostra que a aposta do Governo é numa clara desvalorização social dessa via. O conservadorismo ideológico de Nuno Crato exibe-se aqui em pleno: a existência de vias alternativas de esco- laridade não serve para diversificar saberes e combater hierarquizações de partida, mas sim para cristalizar desigualdades sociais através da punição dos mais fracos a uma "via de segunda".
  
O presidente da CIP foi claro: "O sector empresarial ainda hoje lamenta o fim das Escolas Industriais e Comerciais e por isso subscrevemos esta medida." Bom era o dualismo social vertido em política educativa. Uma elite formada para pensar e para dirigir, a grande massa formada para executar e cumprir, ser mão de obra, sem lugar - e sobretudo sem capacitação - para o luxo de compreender o mundo e fazer perguntas incómodas. Uma escola vocacionada para marcar, bem cedo, o destino social de quem a ela acedia: tu vais para doutor, tu vais para marceneiro. Foi contra este dualismo hierarquizador que a democracia colocou a escola democrática no seu centro. Uma escola com a missão de promover a igualdade onde ela é dificultada por assimetrias de herança. Uma escola capaz de combinar singularidade de cada percurso com igualdade de desafios formativos, cognitivos e sociais. Uma escola que valoriza a complementaridade - e não a oposição - entre ofícios e cultura.
  
O plano-piloto de condenação dos alunos repetentes à punição do ensino técnico-profissional não é, por tudo isto, menos do que o cadafalso da escola para a cidadania democrática. Esta, que forma para a articulação entre saber e fazer, que forma para a inclusão e para a inquietação, é substituída por uma escola excludente, segmentadora, que forma para a desigualdade. Uma escola talhada à medida do programa ideológico de Nuno Crato.» [DN]
   
Autor:
 
José Manuel Pureza.   

 Recessão e retrocesso
   
«A poucos dias de conhecermos os planos do Governo para o Orçamento do Estado (OE) de 2013 importa avaliar o Orçamento de 2012 e a acção do Governo nos últimos 16 meses. Só a avaliação do OE 2012 e da sua concretização torna possível a avaliação da proposta de OE para o próximo ano.
   
O Governo falhou na sua estratégia de ir além da ‘troika' e de acelerar o processo de ajustamento. O desemprego é bem mais alto do que o Governo esperava, a economia abrandou mais do que o Governo previa, a receita esteve abaixo do previsto apesar do aumento generalizado de impostos e o défice anunciado pelo Governo não vai ser cumprido. Resumindo: mais sacrifícios trouxeram piores resultados orçamentais.
   
O governo reincide no erro quando reivindica o sucesso pela "poupança" do lado da despesa, enquanto se desresponsabiliza do fracasso das suas previsões do lado da receita e responsabiliza a "economia" pela recessão. Com esta reivindicação, o Governo mostra que não compreende que é tanto da sua responsabilidade a execução da despesa, como a cobrança da receita. Foi assim que nasceu o Orçamento do Estado.
   
O Governo falha no plano orçamental e falha também no plano da promoção da competitividade. Enquanto o falhanço no plano orçamental é já visível e será provavelmente compensado por mais políticas recessivas, o falhanço na promoção da competitividade revelar-se-á mais lentamente mas será, infelizmente, mais duradouro. Três exemplos do retrocesso económico e social que Portugal atravessa.
   
Na energia, ao recuar na aposta nas energias renováveis o Governo abandona objectivamente o propósito de redução da dependência energética, pondo em causa a criação de um ‘cluster' nacional inovador na área das energias renováveis.
   
Na educação, ao abandonar o objectivo de qualificação de todos os jovens num quadro comum e de qualidade, testando soluções há muito abandonadas e contra as recomendações internacionais e, mais recentemente, regressando a uma associação entre insucesso escolar e ensino profissional que prejudicou o desenvolvimento deste último durante décadas.
   
No QREN, ao submeter a política de modernização económica e social à prioridade única da consolidação orçamental, suspendendo todos os concursos e congelando todas as decisões durante mais de metade do ano.
   
Bramindo o discurso da inevitabilidade e apoiado num moralismo retrógrado e na ideologia cega contra o Estado, o Governo vai desmontando, uma por uma, as políticas do Governo anterior: apouca o plano tecnológico e a modernização económica, demoniza a política energética que fez a dependência energética descer de 87,2 para 76,8% em cinco anos, desiste de uma política de educação que fez o abandono escolar descer de 38,8 para 23,2%.
   
E o que propõe este Governo em alternativa? Um mercado sem regras, uma competitividade assente nos salários baixos, retrocessos económicos e sociais acentuados e a recessão. Tudo isto... e um défice acima do previsto.» [DE]
   
Autor:
 
Mariana Vieira da Silva.
      
 A falta que faz gritar
   
«Digam o que disserem, o programa está a correr melhor do que se pensava." Isto foi António Borges, ontem, na Universidade de Verão do PSD, o programa, sendo a aplicação do ditado da troika para Portugal, na sua atual versão (o memorando original, assinado em abril de 2011, já foi revisto quatro vezes), conjugado com as medidas, "além de", que Passos entendeu associar-lhe. Digam o que disserem, diz Borges, referindo-se, supomos, aos números da execução orçamental, que dizem o contrário. Mas, alerta, ele é que sabe. Porquê? Porque tem "conhecimento de causa": "Estava no FMI quando o programa foi desenvolvido."
  
É vero: Borges era diretor do FMI para a Europa quando o memorando foi negociado. E, apesar de a 15 de abril de 2011 ter invocado uma norma do FMI de não envolvimento de nacionais nas questões dos seus países - "Não vou estar muito envolvido com o processo português - na verdade, vou distanciar-me do programa português e não me vou envolver com Portugal" - a sua proposta enquanto "vice" do PSD na era Ferreira Leite, de baixar dramaticamente a taxa social única, que não estava nos memorandos negociados antes com Grécia e Irlanda, tornou-se não só a medida estrela do português, imposta ao governo de então, que dela discordou abertamente, como do programa do PSD para as legislativas de junho de 2011. Coincidência, claro. Como terá sido feliz coincidência para Borges, que em 2009 defendia "a privatização total" até da Segurança Social, a imposição de privatizações de sectores estratégicos no memorando português - privatizações que, como reconheceu nas declarações de abril de 2011, não estavam noutros acordos. E se concedia que "nem tudo pode ser privatizado e o processo leva tempo porque há interesses nacionais muito importantes a ter em causa", logo a seguir concluía: "As privatizações podem suceder muito depressa. Se se contratar externamente o processo e se se encontrar as pessoas certas para o fazer, pode acontecer muito muito depressa, asseguro-vos."
  
A pessoa certa, pois. O homem que saiu da direção do FMI Europa direto para se ocupar do aspeto mais lucrativo do programa português (entre o anúncio da saída, em novembro de 2011, e o de que iria supervisionar as privatizações portuguesas passaram 47 dias - incrivelmente, o FMI não impõe regras para tais "transferências"), é sem dúvida um prodígio de rapidez. Já o provara ao passar da Goldman Sachs, no centro da crise financeira internacional, para o FMI; mas ao impor as suas ideias ao País e aplicá-las sem se submeter à prova das urnas, e ser ministro sem nenhuma das desvantagens - da baixa retribuição à interdição de flagrantes conflitos de interesses e ao escrutínio público -, Borges bateu todos os recordes.
  
Que isto suceda, sem escândalo, no País onde se exige a responsáveis políticos um período de nojo de três anos antes de trabalharem no sector que tutelavam só pode levar-nos a concluir que andamos muito lentos - parados, mesmo. A precisar de uma boa gritaria.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.
     
 Privatizar o governo
   
«Há uma expressão na língua inglesa de que gosto muito. Um pouco ordinária, mas não muito. É "Bullshit", que em português se pode traduzir por treta, embora sem a mesma qualidade gráfica. 
   
Os governos são todos, sem exceção, grandes produtores de "Bullshit". Umas vezes de propósito, para esconder coisas aos cidadãos, outras porque não sabem mesmo o que dizer. A população, maioritariamente crédula, pensa, contra toda a evidência, que os governos reúnem os melhores e sabem o que estão a fazer. Na verdade, os primeiros-ministros convidam pessoas para ministro pelas razões mais diversas, fidelidades partidárias, recompensa política, amiguismo, mero acaso. Não existe, na política, um sistema de recrutamento racional ou uma avaliação rigorosa das capacidades. Predomina a tentativa e erro. Daí que seja tão frequente o erro de "casting". O atual governo tem vários, de que se destacam Miguel Relvas e Álvaro Santos Pereira, mas, vendo bem as coisas, o próprio chefe também não foi grande escolha.
   
Ao ouvir o Dr. António Borges na televisão, naquela sua dissertação sobre a chatice e despesa que é o serviço público, por oposto ao excelso talento dos privados, pensei que se aplicássemos esta ideologia ao exercício do governo, então o melhor seria privatizá-lo, ou, arranjar uma concessão. Entregavam-se os impostos dos portugueses a um grupo privado com a contrapartida contratual de ele garantir que o país dava lucro. Era um excelente negócio para todos. 
   
Não é, aliás, uma ideia assim tão estapafúrdia. Já está a acontecer, só que a retalho. Contudo, tal como na questão da RTP, o óbice reside na interpretação do que é serviço público. Enquanto as empresas existem para dar lucro, o serviço público é por natureza uma contrapartida dos impostos e não tem por objetivo gerar receita. Quando assim acontece, há um claro duplo pagamento pelo mesmo serviço. 
   
Agrada-me a redução do Estado a funções básicas que garantam segurança, oportunidades iguais, liberdade de escolha e a iniciativa dos cidadãos. O Estado cresceu demais, imiscui-se em tudo e cobra impostos claramente exagerados para alimentar o polvo. Apesar da ideologia, dita neoliberal, nunca um governo como o atual foi tão longe no saque aos rendimentos. E promete continuar. Ao mesmo tempo que manda os Borges debitar elogios à iniciativa privada, na realidade limita-a fortemente ao retirar da economia os meios necessários para essa iniciativa. Por isso, gostaria que alguém fosse capaz de fazer uma coisa simples. Definir o serviço público essencial, em todas as áreas, e proceder em conformidade. E, já agora, contabilizar, o que qualquer folha de Excel consegue fazer. É assim tão difícil? 
  
Temos, por isso, cada vez mais "Bullshit" e menos racionalidade. Ninguém é capaz de explicar a situação de forma clara, fazer uma previsão fundamentada, estabelecer um objetivo concreto. Um dia diz-se que a crise está no fim e a recuperação já espreita em 2013, no outro que nem pensar e são necessários mais sacrifícios. 
  
A nível governamental, as coisas também não podiam estar piores. O ministro Relvas deixou de poder falar e evita aparecer em público. Arrisca-se a levar com apupos ou cartazes que dizem "vai estudar Relvas", que emergem nos mais incríveis cantos do globo graças à natureza viral das redes sociais. Daí os papagaios que falam por ele. O ministro da Economia vai insistindo que está tudo a correr muito bem, com aquele ar de pastel de nata, não conseguindo, contudo, explicar como é que está tudo bem com o número crescente de desempregados e falências em catadupa. A ministra da Agricultura deve estar de férias. O ministro da Educação, infelizmente, não está de férias e entretém-se a fazer regredir o ensino ao tempo da tabuada e das reguadas. O secretário de estado da Cultura afirma que está arrependido por ter aceitado o cargo. Nesta ronda de vulgaridades, o ministro da Saúde não se arrepende de nada e anda mesmo a tratar da saúde aos portugueses.

Enfim, privatize-se o governo que a "Bullshit" não seria muito diferente.» [Jornal de Negócios]
   
Autor:
 
Leonel Moura.
      
  
     
 Ricaça dá raspanete aos pobres
   
«A mulher mais rica do mundo decidiu dar conselhos aos mais pobres: “Gaste menos tempo a beber, fumar ou socializar e mais tempo a trabalhar”. Gina Rinehart, milionária por herança, referiu ainda que está farta da inveja dos mais pobres.
   
“Se tem inveja dos que têm mais dinheiro, não se limite a ficar aí sentado e a queixar-se. Faça qualquer coisa para ganhar mais dinheiro para si - gaste menos tempo a beber, fumar ou a socializar e mais tempo a trabalhar”, disse à Business Review Weekly.» [i]
   
Parecer:
 
A ricaça tem mesmo nome de funcionária do Elefante Branco.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se à senhora que vá trabalhar, talvez consiga emagrecer e deixar de ter esse ar idiota de Miss Piggy.»
      
 Relvas já pode nomear arrastadeiras para a RTP
   
«O pedido da demissão da administração da RTP, liderada por Guilherme Costa, surge na sequência do anúncio pelo consultor António Borges, que na semana passada disse numa entrevista à TVI que uma das propostas em cima da mesa é a concessão do grupo de media público a privados e o previsto fecho da RTP2.
   
"O modelo que foi tornado público é o modelo que está em cima da mesa e é o modelo que cumpre os objectivos do Governo", disse à Lusa fonte do gabinete de Miguel Relvas, ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, que tutela a comunicação social, um dia depois do anúncio.» [DE]
   
Parecer:
 
Começa a sentir um intenso fedor a Relvas na democracia portuguesa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Carteirista octogenária
   
«Uma mulher de 82 anos foi apanhada, por um agente da PSP, a roubar a carteira a outra mulher de 45 anos, no Campo da Feira, em Barcelos.
   
Tudo aconteceu no largo do Campo da Feira, durante a feira semanal de Barcelos, por entre a confusão habitual, adensada pela presença (habitual nas feiras de agosto) de emigrantes e turistas, a octogenária, natural de Fafe e a residir em Ermesinde, preparava-se para surripiar a carteira de uma mulher de Barcelos que ali fazia compras.
     
Não fora a presença de um agente da PSP que se encontrava de férias e, também ele a fazer as compras no imenso mercado, e a ladra teria concretizado os seus intentos. O agente apercebeu-se da conduta estranha da octogenária "de mão leve" e, mesmo de férias, não conseguiu abstrair-se da sua movimentação. Viu a mulher a retirar a carteira da bolsa que a mulher levava ao ombro e intercetou-a.» [JN]
   
Parecer:
 
Ao ter sido apanhada prova-se que já devia estar reformada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Pobre Mário Nogueira
   
«Segundo Mário Nogueira, que falava esta sexta-feira em conferência de imprensa no Porto, as listas estão disponíveis desde as 18.56 e, numa primeira apreciação, é possível apurar que, relativamente à renovação de contratos, há uma diminuição 43,5 por cento em relação a 2011.
   
De acordo com Mário Nogueira, em 2010 foram renovados 9.998 contratos de professores, em 2011 desceu para 7.915 e este ano as listas permitem apurar, numa primeira análise, a renovação de 4.471 contratos.» [JN]
   
Parecer:
 
Depois de tudo quanto lutou mais os seus professores não merecia isto, já só falta enforcar-se numa fogueira.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
     

   
   

  

   

   

  

sexta-feira, agosto 31, 2012

O Goebbels ainda anda por aí...


Se o Goebbels passasse fosse reincarnado e passasse por este país iria perceber que apesar de se ter suicidado com a esposa, que por sua vez matou todos os seus filhos, teria deixado uma forte herança, perceberia que enquanto no reino animal essa herança é passada por via genética, no reino dos humanos mais do que a raça ou os credos são as ideias que se herdam.
  
É evidente que já não chegaria a tempo de sugerir que elegêssemos os judeus como culpados da crise ou que lhes ficássemos com os bens como fez a Alemanha que dessa forma financiou 30% das despesas da guerra. Muito antes da Alemanha ter perseguido os judeus já o nosso país tinha dado o exemplo, expulsando os que insistiram em não converter-se e matando ou chacinando os que se converteram, a diferença é que por cá iam para a fogueira.
  
À falta de judeus o Goebbels sugeriria outros grupos, certamente que se lembraria dos maçons, gente que na Alemanha nazi também foram eliminados. Nesse capítulo os Alemães foram mais eficazes do que a nossa Santa Inquisição ou a PIDE, por cá os maçons sobreviveram da mesma forma que também sobreviveu o ódio instigado pelo Santo Ofício e pelo salazarismo. Se mesmo depois de termos eliminados ainda estamos inquinados de um antissemitismo que até tem  expressão no significado de algumas palavras de uso corrente.
Os nazis ensinaram-nos que a melhor forma de resolver uma crise financeira era elegendo culpados, condenar esses culpados a ficarem sem recursos e até a serem escravos. Ora, os maçons não são assim tantos e como foram infiltrados por gente que mais próximas dos valores do fascismo do que da maçonaria portuguesa também estão no pder. Assim sendo e como os ricos estão excluídos e os pobres já deram o que tinham a dar restam os funcionários públicos.
  
Se o Goebbels estivesse por cá e lhe pedissem a opinião ele diria que escolhêssemos, por exemplo, os funcionários públicos. E como o justificaríamos? Goebbels acrescentaria “digam ao povo que eles ganham mais do que os outros!”. E assim seria feito, aliás, assim se fez.
  
Aliás, se o Goebbels fosse vivo até poderia ser útil, já sem os prestígio de outros tempos e sem um grande cargo que já teve ainda poderia ser contratado em segredo para assessor especial do governo, uma espécie de ministro sem pasta ou mesmo ministro dos fretes. Como para fazer fretes ao Miguel Relvas ou para assessorar o governo nas privatizações o lugar já está ocupado o Goebels poderia ser precioso noutros domínios.
  
Seria uma mais-valia no combate a gente como o D. Januário ou o pessoal da RTP que anda por aí a dizer que discorda da brilhante ideia que o Relvas teve e que o Borges divulgou a título de atirar barro à parede. O Goebbels perceberia que nos dias de hoje já não se pode mandar as SA malhar nessa gente como se fazia com os judeus e todos os opositores ao nazismo, especialista em manipulação e propaganda o Goebels diria logo “arranjem um jornal amigo e difamem essa gente”. E assim se faria.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
 
Aldraba na Lapa, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Grafiti, Faro [A. Moura]   
A mentira do dia d'O Jumento
 
DD

Jumento do dia
   
António Borges
 
António Borges, que mais parece um sobreiro queimado do que a vedeta de outros tempos assegura que não tem mais nada a dizer sobre a RTP. Tem toda a razão não tem nem nunca teve e convenhamos que a sua vocação para moço de recados não é das melhores, ainda bem que não está em idade escolar, senão teria de ir paa um dos cursos profissionais do Crato. Mas se não te nada a dizer teria alguma coisa a fazer, teria, por exemplo, de se demitir se o seu critério de avaliação da dignidade fosse o da maioria das pessoas, depois da forma como Passos o desautorizou até parece que foi contratado para saco de boxe.
 
«António Borges recusou prestar mais declarações sobre o caso da RTP à entrada para a Universidade de Verão da JSD. "Não tenho nada a acrescentar. O que disse é suficiente", respondeu o conselheiro do governo para as privatizações aos jornalistas que o questionavam, no dia seguinte ao primeiro-ministro se ter pronunciado sobre o tema, parecendo contrariar o que o consultor tinha afirmado na semana passada.
   
Passos Coelho, manifestando-se contra a "histeria" suscitada pelas afirmações de António Borges, deixou ontem claro que o encerramento da RTP 2 e a concessão a privados da RTP 1 é apenas um dos cenários dos que estão a ser estudados. Desde a entrevista de António Borges à TVI, na passada quinta-feira, em que o assessor do governo considerou que aquele cenário era "muito atraente", o tema marcou a agenda política.Do porta-voz do CDS, João Almeida, que logo criticou a forma como aquela medida foi divulgada, ao líder socialista, com António José Seguro a ameaçar que um futuro governo do PS revogaria aquela concessão, as críticas foram-se sucedendo.O Conselho de Administração da RTP assumiu a sua discordância, Jorge Miranda e outros constitucionalistas consideram que a opção contrariava o art. º 82 º da Constituição, o ex-Presidente Mário Soares rotulou aquela hipótese como "uma pouca vergonha", o antigo líder do CDS, Adriano Moreira, advertiu que o Tribunal Constitucional "deve ser ouvido" e o ex-candidato presidencial Manuel Alegre sustentou que "há todas as razões para o Presidente da República vetar o diploma".A 10 ª Universidade de Verão da JSD está a decorrer em Castelo de Vide até domingo, dia em que Pedro Passos Coelho ali proferirá o seu discurso da rentrée política.» [DN]

Mas o problema é que António Borges é um devoto fanático do Santinho de Massamá e para ele onde o santinho toca torna-se numa relíquia milagrosa, a tal ponto que se sujeita a tudo e num momento em que a ruina é evidente o homem que até era do FMI garante que em 2013 poderá haver crescimento. Anda, anda e deixa de ser assessor para ser promovido a bispo da Igreja Universal do Santinho de Massamá:

«O consultor do Governo António Borges afirmou hoje que o programa de ajustamento financeiro está “a correr melhor do que se pensava”, que a bancarrota “desapareceu” e que, apesar de não estar "garantido", há “boas probabilidades” de relançamento económico em 2013.

“O programa está a correr bem, digam o que disserem, o programa está a correr melhor do que se pensava. E digo isto com conhecimento de causa porque estava no FMI quando o programa foi desenvolvido. E acompanhar agora a execução mostra que há muitas dimensões em que estamos bem à frente daquilo que se esperava e muito melhor que outros países em situação semelhante”, afirmou o economista, durante uma conferência na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide.

Borges, que é o consultor do Governo para as privatizações, ressalvou que “não está ainda tudo ganho”: “Há ainda questões muito importantes e a mais importante de todas é relançar o crescimento económico. Para o ano, no fim deste ano, em 2014… Não sabemos, há boas probabilidade que seja para o ano, mas não está garantido”, afirmou.» [i]
   
 Quem se mete com o Relvas leva!


Depois de personalidades como o Bispo das Forças Armadas já terem experimentado a vingança por terem ousado criticar o governo, agora é a vez da RTP e de todos os que critiquem o negócio mais do que duvidoso da venda ou aluguer da estação pública de televisão a serem massacrados em público. Nuno Santos ousou questionar o negócio e aqui tem a resposta.

Adivinhem qul é o grupo da comunicação social empenhado em ficar com a RTP.

 Se tu o dizes...
 
 
 Não há margem para mais impostos?
 
O mesmo CDS que defende que depois do aumento das contribuições, do corte de 10% do vencimento feito no tempo de Sócrates e dos aumentos dos impostos aplicados a todos os portugueses os funcionários públicos ainda podem suportar um corte de dois meses de vencimento, dizem agora que os pobrezinhos como o Pires de Lima, presidente da UNICER, e muito boa gente que se escapou à austeridade não conseguem suportar mais impostos. Há uma forma de designar gente que pensa assim: canalhas.
 
 Manta Rota
   
   

  
 O erro Crato
   
«O ministro da Educação quer desenvolver o ensino vocacional. Muito bem. Como seria bom que os estudantes pudessem escolher formações técnicas capazes de lhes transmitir (também) um saber profissional. Como seria excelente que estes cursos respondessem (também) às necessidades do mercado de trabalho. Como seria bom que não se desperdiçasse recursos atirando para cursos superiores pessoas que não os querem fazer. Já se pensou no tempo que poderíamos poupar? Na inteligência, energia e talento que um plano assim libertaria? Aposto que seríamos um país mais feliz e competitivo.
  
Mas se é assim tão evidente, porque nunca se deu este passo como deve ser? Porque será que a concretização se revela tão difícil? Porque será que as famílias e os alunos evitam esta escolha? A resposta está no projeto macabro de Nuno Crato. De acordo com o ministro, quem irá para estes cursos? Ora bem, além dos voluntários - coitadinho, tem 14 anos, mas não dá para mais... -, os que chumbarem duas vezes no ensino secundário também têm o destino traçado. É um castigo: és uma besta, vais já para jardineiro; sim, terás mais uma oportunidade para voltar ao ensino regular, mas para já ficas-te por aqui. Depois, se passares os exames do 9.º ou 12.º anos, logo veremos.
  
Não há dúvida: se a via profissional é apresentada como uma punição, é lógico que poucos - entre os bons e talentosos - quererão juntar-se a este gueto onde a qualidade será ridiculamente baixa. É lógico que só as famílias mais pobres ou desinformadas aceitarão este afunilamento precoce, cruel e estúpido das perspetivas. Os outros nem por um segundo pensarão em seguir este caminho (a segunda divisão!) que o próprio Governo se encarrega à partida de desvalorizar. O que isto revela de Nuno Crato é apenas um terrível cheiro a naftalina.
  
Na Alemanha, pátria do ensino vocacional, ninguém é chutado da "escola regular". Não se fecham portas. Não se elevam barreiras aos 14 anos em lado nenhum do mundo civilizado. Avaliam-se competências, oferecem-se alternativas. Não se apressam escolhas à reguada. A ligação às empresas é uma das maneiras de fazer isto com algum êxito: são as associações de empresários que, na Alemanha, ajustam a oferta de cursos profissionais às necessidades do mercado. Não há rigidez, há flexibilidade e oportunidade - a oportunidade de, na idade adequada, estagiar numa empresa. É por isso que 570 mil alunos alemães se inscreveram nestes cursos em 2011, contra os 520 mil que preferiram a universidade. Não foi porque lhes enfiaram orelhas de burro na adolescência.
  
Nuno Crato vive preocupado em exibir autoridade. Quer chumbar, punir, travar. Vê a escola como um centro de exclusão, não como espaço de desenvolvimento de competências sociais, culturais e técnicas - com regras, competição e exigência. Não tem um plano educativo desempoeirado: sofre de reumatismo ideológico. Engaveta os alunos. Encolhe o País. Reduz a riqueza. É matemático.» [DN]
   
Autor:
 
André Macedo.
   
 Serviços e interesses
   
«O ministro Relvas é o contrário do Rei Midas. Em vez de ouro, tudo aquilo em que ele toca fica transformado numa espessa trapalhada cor de chumbo. A privatização, aliás "concessão", da RTP deixou de ser um assunto sério para descer ao nível rasteiro das coisas venais. Como nenhum dos decisores parece interessado em falar na questão do interesse público, permitam-me que recorde duas das principais razões para a sua manutenção e aperfeiçoamento. Portugal precisa de um serviço público de rádio e televisão, em primeiro lugar, porque um povo tem o direito de reinventar e alimentar permanentemente uma narrativa identitária, plural, que não fique à mercê das forças de mercado e dos interesses de fação. Em segundo lugar, o serviço público é indispensável para estar à altura da herança transmitida pelos nossos antepassados. Portugal é a única pequena potência que criou uma "língua imperial", que é idioma oficial em amplas e descontínuas áreas geográficas. O alemão e o russo, embora línguas importantes, não correspondem à característica "imperial". As numerosas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo têm direito a um serviço público de radiotelevisão que não deixe apenas à iniciativa dos nossos irmãos brasileiros a defesa e progresso da nossa diversificada língua comum. É natural que, no longo prazo, a hegemonia do Brasil seja esmagadora, também no plano linguístico. Mas a vontade política de um país que não abdica do exercício do seu poder cultural, sobretudo quando a sua soberania está tutelada, deveria ir no sentido de retardar ou contrariar esse processo "natural". Mas em Lisboa parece que o interesse nacional e a visão estratégica se transformaram em coisas bizarras e bizantinas.» [DN]
   
Autor:
 
Viriato Soromenho-Marques.
     
  
     
 Grande Gaspar
   
«O cenário está traçado: o défice vai este ano derrapar para 5,3% do PIB. São 1,2 mil milhões de euros a mais, face ao que estava previsto, já depois de descontadas as poupanças adicionais que o Governo conseguiu alcançar. Foi este o cenário que o ministro das Finanças apresentou à ‘troika' na terça-feira, início da quinta avaliação do programa de ajuda português, apurou o Diário Económico. As autoridades internacionais admitem que a meta de 4,5% dificilmente será atingida, mas ainda não descartaram a hipótese de mais medidas de austeridade para tapar pelo menos parte do buraco.» [DE]
   
Parecer:
 
O Gaspar merece uma estátua.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se que enquanto não houver uma estátua que lembre aos portugueses o seu desvio colossal o ministro fique a substituit o cavalo da estátua do d. José, no Terreiro do Paço.»
      
 Alguém errou?
   
«"A arrecadação da receita não é a esperada, alguém errou na avaliação porque a terapia não terá sido a melhor", disse António Saraiva aos jornalistas à entrada para a reunião com a 'troika', que está a decorrer no Ministério das Finanças.
  
Para este encontro, ao qual já tinham chegado os representantes do Fundo Monetário Internacional, do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia, o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) disse que este não é apenas um problema de Portugal e considerou necessário que a União Europeia encontre novas formas de crescimento económico.» [DN]
   
Parecer:
 
Alguém foi incompetente!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Gaspar se já escreveu a carta de demissão assumindo a responsabilidade pelo desvio colossal.»
   
 Arrufos de namorados
   
« O clima de tensão entre CDS e PSD adensa-se na coligação governamental e Paulo Portas já fez saber a Passos Coelho que o seu partido e ele mesmo não concordam com a solução de concessão da RTP e não aceitarão que haja qualquer aumento da carga tributária sobre os cidadãos no Orçamento do Estado para 2013.» [Público]
   
Parecer:
 
Ainda bem que estes políticos se estão lixando para as eleições e não abrem crises a pensar nos votos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Esta direita está a merecer uns tabefes bem dados
   
«António Pires de Lima diz que a Constituição está a travar o desenvolvimento do país e que a troika devia obrigar a que PSD, PS e CDS chegassem a um acordo para rever o texto fundamental.
  
«Eu não sei se o PSD e CDS devem assumir a responsabilidade de continuar a governar se tudo aquilo que é preciso fazer em Portugal para relançar a economia e controlar a despesa pública for impossibilitado pela Constituição Portuguesa», disse num debate na TVI24. » [TVI24]
   
Parecer:
 
Os idiotas da direita já estão a perder a vergonha e acham que a incompetência do governo é um problema de limites da Constituição. Este canalha está a disfarçar o falhanço do seu pupilo POrtas à custa da Constituição.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se e sugira-se a Pires de Lima que emigre, que emigre para o Borundi pois lá deve ter uma constituição ao seu nível.»