sábado, setembro 29, 2012

Capitalismo liberal de Estado


Vender uma empresa pública a peço de saldo a uma empresa chinesa gerida pelo Partido Comunista seria motivo para qualquer liberal ir para o inferno. Mas os nosso liberais são muito liberais na hora de interpretarem os seus princípios liberais e não só fizeram o negócio como o exibiram como uma grande reforma e uma libertação democrática da economia, a excitação liberal foi tanta que até abriram mais uma excepção nos seus valores liberais e fizeram aos comunistas chineses o especial favor e sacrifício de participarem na gestão da empresa.
   
Aliás, o nosso governo é muito liberal na forma de agir, o ministro da Administração Interna tanto manda a polícia dar umas galhetas em jornalistas como chama cigarras à gandulagem que se dá pelo nome de povo português, o ministro Relvas despreza as universidades estatais e faz-se doutor numa privada, a ministra da Justiça é tão liberal nos seus valores jurídicos que até faz o frete de se aparecer com uma juíza de um tribunal plenário na forma como comenta notícias manhosas sobre investigações em curso. Os nossos governantes sõ verdadeiros modelos de liberalismo.
   
O grande exemplo de liberalismo é-nos dado pelo primeiro-ministro, é tão liberal, tõ liberal que vai dar entrevistas na televisão só para imitar o Hugo Chavez, o Chaves ameaça nacionalizar quem o critica e Passos manda os clientes do Belmiro exigir-lhe uma baixa de preços por conta da TSU, em directo na televisão que é para o Belmiro ter mais cuidado com a língua. Este excesso de liberalismo na abertura de excepções ao seu próprio liberalismo só se explica porque Passos está empenhado em exportar mais Magalhães para a Venezuela, Magalhães que um dia destes passarão a chamar-se Laurinhas.
   
Mas o grande ideólogo do liberalismo democrata que nos está libertando da miséria e a abrindo o caminho radioso da democracia económica é o Gaspar, o homem é tão liberal que ia montar um poderoso sistema de controlo empresa a empresa para se certificar de que em vez de manterem amantes os nossos empresário promoviam a criação de emprego indo às putas. Assim, se um empresário comprasse um anel mal a conta do Multibanco chegasse ao conhecimento dos seus assessores requisitava uma Chaimite ao Aguiar e mandava uma equipa dos inspectores do fisco para questionar a forma como se estava a enTSUAr sem criar emprego.
   
Aliás, o nosso Gaspar vai montar um sistema para se assegurar que todos os cidadãos se comportam em conformidade com os princípios liberais do parais que ele decidiu criar para os portugueses e que até já testou num laboratório que instalou na garagem do prédio. ATodos os que tenham benefícios ficais, que recebam dinheiro do Estado sob a forma de subsídios, pensões ou vencimentos deverão dar o seu contributo para o liberalismo e comportar-se enquanto consumidores e aforradores como militantes liberais.
É evidente que gente inteligente, brilhante e muito mais capaz do que os portugueses como o o Relvas, o Gaspar ou essa sumidade intelectual, o grande timoneiro, o grande pai da nação, o mais inteligente entre os inteligentes, o homem de Massamá são verdadeiros liberais. Mas como este país tem um povo de cigarras, gente acomodada, mamadores profissionais é preciso desmamá-los do Estado mesmo contra a sua verdade, na certeza de que um dia vão aplaudir o que lhes foi feito. Como diria Marx a dialética explica a transformação do liberalismo estatal no liberalismo, é como a ditadura do proletariado, é uma fase indispensável para reeducar o povo e convencê-lo, nem que seja no cemitério, de que o paraíso humano está no liberalismo.

Umas no cravo e outras na ferradura-


 
   Foto Jumento
 
 
Górgula da Sé de Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Aparelhando [A. Cabral]   
 
Jumento do dia
  
Marcelo Rebelo de Sousa
 
Temos um primeiro-ministro que tem uma qualidade ímpar na opinião de Marcelo Rebelo de Sousa, ao fim de 18 meses de asneiras recuou numa asneira que ia pondo o país de pernas para o ar, recuou forçado dias depois e a meio de um Conselho de Estado onde a medida ia ser explicada, recuou perante uma boa parte dos portugueses na rua, recuou perante a rejeição da benesse pelos próprios empresários. Mesmo assim, insiste agora que a medida foi mal compreendida, que deve sem implementada aos bocadinhos, isto é, continua a pensar que é o único soldado do batalhão que tem o passo certo.

Mas o professo Marcelo acha que ser cobardolas, incoerente e incapaz de explicar as suas próprias políticas é uma qualidade digna de um grande primeiro-ministro. Pois professor Marcelo estás aqui ainda vais dizer que o Gaspar é uma doçura de homem.
 
«O ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa defendeu hoje que o primeiro-ministro agiu "bem" ao recuar na Taxa Social Única (TSU), considerando que o Governo ainda não anunciou novas medidas porque está a "ajustar" com a "troika`.
   
"Devemos estar naqueles dias finais de acerto (Governo e "troika`)" e, por isso, "é muito difícil que o primeiro-ministro possa dizer aos portugueses aquilo que ainda está a acertar", afirmou o antigo presidente do PSD e conselheiro de Estado, em declarações à agência Lusa.» [DN]
   
 Que cantan los poetas andaluces de ahora?


 Buscas domiciliárias
 
É mais do que evidente que o MP nada encontrou nem esperava encontrar na casa dos ex-governantes que estão a ser julgados na praça pública por iniciativa de quem decidiu dar a conhecer as buscas à comunicação social. Se o MP encontrasse alguma coisa o responsável não deveria ser julgado por corrupção mas sim por estupidez, só alguém tão estúpido tinha a informação à espera que um MP lerdo lá fosse procurar.
  
A experiência da justiça portuguesa mostra que a maioria das buscas domiciliárias apenas servem para iniciar julgamentos na praça pública, para humilhar os supostos suspeitos e para traumatizar familiares, entrar por uma casa a dentro quase de madrugada para nada encontrar nada serve a justiça, apenas serve de petisco para a comunicação social.
  
Era bom que os portugueses já que souberam das escutas pudessem ler os fundamentos com que o MP requereu o mandato judicial e o despacho do juiz que as autorizou, bem como os resultados. É evidente que tudo isto irá saber-se, mas isso sucede muitos meses depois de terem sido feitos os julgamentos por jornalistas com vocação para juízes dos tribunais plenários.
  
Se os magistrados portugueses tivessem de indemnizar o Estado pelo prejuízo dado por certas investigações talvez os recursos cobrados a gente pobre e que sofre fossem melhor gastos, em prol da justiça.


  
 O seu ao seu dono
   
«Da 5ª avaliação da execução do Programa de Assistência Financeira resultou finalmente o reconhecimento de que o Governo, apesar dos sacrifícios pedidos aos portugueses, vai falhar a meta do défice prevista para este ano.
   
Não é ainda claro o valor exacto desse desvio mas o Ministro das Finanças terá dado aos parceiros sociais a indicação de que estaria a contar com um défice real de 6,1% no final do ano, ou seja, 1,6 p.p. acima da meta de 4,5% do PIB. É muito provável que esta seja mais uma previsão errada.
   
Os mais recentes dados da execução orçamental, revelados pela Direcção-Geral do Orçamento, mostram que a quebra das receitas fiscais, em vez de se atenuar, tende a agravar-se. Na verdade, retirando o efeito da antecipação da cobrança do IRS verificada este ano (e que dá uma aparência enganadora de melhoria ao conjunto das receitas fiscais), fica à vista o verdadeiro impacto do que se está a passar com o imposto mais importante - o IVA: o valor acumulado da receita do IVA cobrada desde o início do ano, que em Julho estava a cair 1,1% (em termos homólogos), cai agora 2,2%! Basta lembrar que, ainda há poucos meses, Vítor Gaspar fez o Orçamento Rectificativo prevendo não uma redução mas sim um aumento das receitas do IVA superior a 11% (!) para se perceber que estamos perante um "desvio colossal".
   
Seja como for, o facto é este: foi o falhanço do Governo na execução orçamental deste ano que levou a "troika" a ter de rever as metas do Programa de Assistência Financeira, de tal modo que a meta do défice prevista para este ano (4,5% do PIB) ficou adiada para 2013. Dito de outra forma: o que o Governo não conseguiu este ano, terá de conseguir no próximo. Mas há ainda outra maneira, bem mais reveladora, de dizer exactamente a mesma coisa: a medida da austeridade adicional que o Governo vai exigir aos portugueses no Orçamento para 2013 corresponderá, essencialmente, ao desvio na execução orçamental que se registar este ano. É isto que significa fazer em 2013 o que o Governo não fez em 2012 - e é por isso, aliás, que saber o valor real do défice no final do ano, isto é, saber a expressão exacta do fracasso do Governo na execução orçamental, é tão importante para perceber o Orçamento que vamos ter e os sacrifícios que vão ser pedidos.
   
Sendo assim, há duas conclusões que importa reter. Em primeiro lugar, o seu a seu dono: ao contrário do que alguns pretendem, toda a austeridade adicional que vier aí no Orçamento de 2013 é da total responsabilidade do actual Governo e tem uma única razão de ser - cobrir o fiasco na execução orçamental deste ano, que é consequência da desastrada opção do Governo por uma "austeridade além da ‘troika'".
   
Em segundo lugar, o Ministro das Finanças tem de explicar, de uma forma que se entenda, porque é que anunciou para 2013 um programa adicional de austeridade da ordem dos 4900 milhões de euros ao mesmo tempo que diz estimar para este ano um défice real de 6,1%, o que corresponderia a um desvio de cerca de 2800 milhões de euros - um desvio colossal, é certo, mas muito longe de explicar a dimensão astronómica da austeridade anunciada para o próximo ano. A verdade é que as contas não batem certo e o facto de serem apresentadas por Vítor Gaspar já há muito que deixou de ser garantia suficiente.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.   

 Falando de impunidade
   
«Passaram apenas 18 meses desde que PSD, PP, PCP, BE e PEV se uniram para chumbar o pacote de medidas acordado pelo Governo com o BCE e a UE para garantir que Portugal não seria o terceiro país do euro a recorrer a um resgate financeiro. O chumbo, era sabido, implicaria a demissão do Executivo socialista e, no clima de pressão dos mercados financeiros sobre as dívidas soberanas, o resgate.
   
Na Alemanha, Merkel deu largas à sua fúria num discurso no parlamento, criticando o chumbo do pacote que tinha, frisou, o apoio do BCE e da UE. Os mesmos BCE e UE aos quais o governo demissionário, perante o disparar dos juros, foi obrigado menos de um mês depois a pedir ajuda financeira de emergência.
   
Toda a gente está recordada destes factos; como toda a gente terá presente que o motivo invocado pela oposição para recusar as medidas e derrubar o Governo foi um alegado "excesso de austeridade sobre as pessoas". Afinal, tudo isto se passou apenas há ano e meio. E levou só um ano e meio para se tornar claro - para aqueles para quem não o foi logo - que não existia em nenhum dos partidos que chumbou o PECIV outro propósito que não o de derrubar o Governo, custasse o que custasse, e desencadear eleições. O PSD e o PP fizeram-no porque esperavam, como sucedeu, ter votos suficientes para governar. O PCP, o BE e o PEV fizeram-no porque tinham a esperança de roubar votos ao PS e porque sabem que quanto mais à direita for o Governo mais têm possibilidades de os angariar. Ninguém, nestas cinco agremiações políticas, perdeu um minuto a pensar nos terríveis custos, para o País, desse ato. Ninguém se ralou com o expectável reforço da austeridade de que a Grécia e a Irlanda eram quadro vivo; ninguém quis sequer saber do que mais um resgate significava para a UE e para o euro. Ninguém pensou em responsabilidade, em solidariedade, em nós - ninguém, a começar pelo locatário de Belém.
  
Portugal podia, mesmo com o PECIV aprovado, ter sido, mais tarde, forçado a pedir um resgate? Não sabemos. Não sabemos o que teria sucedido se em vez de um Cavaco tivéssemos um presidente e em vez de um Passos e um Portas, um Jerónimo e um Louçã, gente mais ralada com os portugueses do que com ganhos partidários. O que sabemos é o que sucedeu. Que, a três meses do fim do ano, não fazemos ideia de qual o défice com que aí vamos chegar, nem de como será possível atingir a meta para 2013; que Cavaco humilhou e desautorizou o primeiro-ministro, erigindo o Conselho de Estado em poder executivo; que temos um Governo zombie; que o clamor da rua sobe e que o discurso infeccioso contra "os políticos" e a democracia cresce.
   
Que no meio disto a ministra da Justiça comente buscas em casa de ex-governantes como "o fim da impunidade" é um paroxismo de ironia. Cuidado, muito cuidado com o que se deseja. A nossa história recente deveria ter-nos ensinado pelo menos isso.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.
      
 Cortar na despesa pública é tributar os pobres
   
«Passos Coelho cedeu, e bem, aos protestos, deixando cair a transferência de rendimentos do empregado para o empregador, mas manteve firme a intenção de reduzir os salários por via fiscal.
O País rebelou-se quando o primeiro-ministro anunciou um aumento radical das contribuições sociais dos portugueses. A ignomínia de pôr os trabalhadores a financiarem a redução da taxa social única das empresas foi a gota de água, mas o que fez encher o copo de forma tão acelerada foi o simples corte salarial que, curiosamente, de todas as medidas de austeridade anunciadas, foi a mais transversal (excepto o IVA). 
   
Passos Coelho cedeu, e bem, aos protestos, deixando cair a transferência de rendimentos do empregado para o empregador, mas manteve firme a intenção de reduzir os salários por via fiscal. É uma questão aritmética e o plano de ajustamento orçamental negociado com a troika assim o exige. 
   
Começou então a discussão em torno da equidade dos cortes salariais e da necessidade de garantir que os ordenados mais baixos não são afectados. É de saudar esta preocupação, que Passos Coelho e os seus ministros tanto enfatizam nos seus discursos, mas é pena que só se coloque do lado da receita. Quando a austeridade se aplica por via da despesa raramente se fala na distribuição dos sacrifícios. 
   
E por despesa entenda-se a que conta na hora de fazer as contas do Estado: os gastos com serviços públicos prestados na área da saúde, educação, transportes e protecção social. É desta despesa que Passos Coelhos nos falará quando divulgar os seus planos para 2013 e 2014. 
   
Será que os cortes na despesa são justamente repartidos pela população portuguesa? Claro que não. O aumento das tarifas dos transportes públicos, o agravamento das taxas moderadoras, a diminuição de recursos no ensino público não afecta do mesmo modo ricos e remediados porque estes utilizam (e dependem) muito mais os serviços sociais do Estado do que aqueles. 
   
Ora, quando chega a altura de comentar o que é equitativo ou não, o que é justo ou injusto, a avaliação depende sempre, ainda que de forma inadvertida, de quem a faz: além dos valores e ideologia, são determinantes o seu modo de vida e a sua estrutura e dimensão de rendimentos. 
   
Uma coisa é defender, por princípio, o Serviço Nacional de Saúde. Outra coisa é precisar dele para tratar da saúde dos seus filhos; uma coisa é achar-se bem que o Estado disponha de escolas para ensinar os pobres. Outra coisa é ter os filhos a estudar na escola pública; uma coisa é defender a importância dos transportes públicos. Outra é precisar deles para ir trabalhar diariamente. 
   
A despesa (que financia os serviços públicos) é o rendimento dos pobres. Nessa medida, os cortes na despesa pública são impostos sobre os pobres. São, por isso, altamente regressivos porque afectam mais quem menos tem, o que, em Portugal, corresponde também à maioria da população. » [Jornal de Negócios]
   
Autor:
 
Manuel Esteves.
      
  


 É sarna Berta, é sarna!
   
  
«A líder do PSD/Açores, Berta Cabral, recusa ser associada ao primeiro-ministro e presidente do seu partido, Pedro Passos Coelho.
   
Em entrevista à RTP Açores, Berta Cabral lembra que tem um passado e assegura que o PSD/Açores tem autonomia em relação ao PSD do continente.
   
A Antena1 sabe que Pedro Passos Coelho não deverá ir aos Açores. Neste momento não há nada previsto e a campanha para as eleições regionais começa já este domingo.» [RTP]
   
Parecer:

A sarna, também conhecida por escabiosa tem agora uma variante lusa, o Passos Coelho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

        
 Grande Gaspar!
    
«O défice orçamental nos primeiros seis meses do ano atingiu os 6,8 por cento do Produto Interno Bruto, em contabilidade nacional (a que conta para Bruxelas), correspondente a -5.597 milhões de euros, indicou hoje o INE.» [DN]
   
Parecer:
 
Se lhe acrescentarmos o roubo dos subsídios chegamos à conclusão que o competentíssimo Gasparoika é o pior ministro das Finanças desde a implantação da República.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ponha-se o Gaspar no lugar do cavalo do D. José na estátua do Terreiro do Paço.»
      
 A qualidade de Passos: recuou na TSU, ficou desenTSUado
   
«O ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa defendeu hoje que o primeiro-ministro agiu "bem" ao recuar na Taxa Social Única (TSU), considerando que o Governo ainda não anunciou novas medidas porque está a "ajustar" com a "troika`.» [DN]
   
Parecer:
 
Temos um primeiro-ministro em quem ao fim
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
   
 A incompetência do Gaspar é mais cara do que as PPP
   
«Os encargos que o Estado assumiu com as Parcerias Público Privadas (PPP) vão custar os portugueses 13, 1 mil milhões de euros, durante os próximos dez anos, segundo um estudo da Ernest & Young, soube o “Diário de Notícias”.» [i]
 
«O Estado concedeu mais de 1,37 mil milhões de euros em benefícios fiscais a empresas, em 2010, avança o Diário Económico.» [i]
   
Parecer:
 
Se as PPP custarão uma média de 1,3 mil milhões de euros e a incompetência do ministro das Finanças já custou mais de 4 mil milhões em quebra de receitas fiscais só num ano e a procissão ainda vai a meio. à incompetência do Gaspar há que juntar os mil milhões em benefícios fiscais a empresários sem se perceber bem porquê.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Substitua-se o cavalo do D. José pelo Gaspar.»
   
 Pois, os subsídios dos funcionários davam jeito
   
«As estimativas do Executivo apontam para um saldo negativo de quase 700 milhões de euros na Segurança Social este ano.
   
A Segurança Social poderá registar um défice de 694,1 milhões de euros em 2012, de acordo com as estimativas do Governo enviadas pelo INE para Bruxelas.» [DE]
   
Parecer:
 
Compreende-se agora o porque de tanta excitação do Lambretas, que até se esqueceu do CDS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mais um candidato à remodelação.»
   
 Até tu Rui Rio?
   
«"Como é que os jornais souberam que foram feitas buscas [domiciliárias]? O julgamento na praça pública em nada abona a favor da investigação", disse o presidente da Câmara do Porto, na sessão de abertura da segunda Reunião Anual da Justiça Administrativa (REAJA), subordinada ao tema "A Justiça Administrativa em Tempos de Crise".
  
O autarca referia-se a Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos, os ex-governantes socialistas alvo de buscas domiciliárias no âmbito do inquérito às PPP, lamentando que a informação sobre a investigação tenha passado para a comunicação social.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Agora que a panelinha estava tão bem montada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se o gesto, que haja alguém que diga não.»
      
 Famílias mais troikista do que a troika
   
«A taxa de poupança das famílias cresceu em 0,2 pontos percentuais para 10,9%, no segundo trimestre do ano, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
   
No trimestre em análise verificou-se corte nos gastos do consumo superior à queda do rendimento disponível, o que permitiu que a taxa de poupança aumentasse. “O aumento da poupança reflectiu a redução da despesa de consumo final das Famílias, em cerca de 1,0%, mais intensa que a diminuição do rendimento disponível (0,8%)”, explica o INE.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
É o resultado de tanto disparate do Gaspar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se por cada vez mais recessão.»
   
 O Relvas ainda fala sozinho
   
«“O diálogo social permite o desenvolvimento e permite a coesão. Mas só é possível se de parte a parte tivermos, permanentemente, a preocupação de, ao dia, auditarmos aquelas que são as nossas iniciativas e responsabilidades”, afirmou Miguel Relvas.
   
O ministro dos Assuntos Parlamentares assinou esta sexta-feira o protocolo de colaboração do Plano Estratégico “Impulso Jovem”. Durante a cerimónia, o governante destacou que este plano é “uma verdadeira parceria nacional” naquilo “que é um objectivo comum que é o de combatermos hoje uma realidade muito forte no nosso País e que é uma realidade que nos tem de preocupar permanentemente que é o desemprego e dentro do desemprego, o desemprego jovem”.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Este incompetente ainda não percebeu que já é um cadáver político em adiantado estado de putrefacção.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Enterre-se por uma questão de higiene nacional.»
      

   
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sexta-feira, setembro 28, 2012

Propaganda


A política económica está longe de ser uma ciência exacta e não é nada que se pareça com uma espécie de medicina da economia. Não há aqui génios da economia como o Gaspar se apresenta e muito menos curas únicas como o ministro pretende dar a entender com a convicção de um fanático das medicinas asiáticas. Apesar da construção de modelos e dos múltiplos agentes que interagem também não é um ramo da biologia onde os cidadãos possam ser sujeitos a experiências laboratoriais. Não é certamente um ramo da propaganda como parece ser.
  
Quem orienta a política económica? Um rapaz sem qualquer formação em política económica, com uns rudimentos de gestão adquiridos numa universidade de segunda linha e que julga que a economia segue os estímulos dos spin doctors.
  
Qual a teoria económica subjacente às opções de Passos Coelho? Mais do que uma teoria estamos perante princípios decorrentes de uma ideologia extremista, ideologia nunca assumida e que apareceu pela mão de Vítor Gaspar já depois das eleições e que foi implementada a partir do famoso desvio colossal e que tem sido alimentada pelos desvios cada vez mais colossais. As medidas cada vez mais duras são motivadas pelos desvios cada vez mais colossais, o Gaspar conduz a economia portuguesa à ruína para aparecer como salvador e sugerir as suas ideias mais mengelianas. Os maus resultados são o instrumento de propaganda desta ideologia, o medo é o instrumento de repressão de todo um povo, a vingança em relação a quem critica o governo é uma arma usada sistematicamente, até contra um povo que por protestar é apelidado de cigarra.
   
Quais os princípios orientadores desta política económica? Nenhum, vivemos conduzidos pelas banalidades de um político sem valor que lá vai dizendo umas tiradas que acha que convencem um português a aceitar cair na miséria total. Mais troikista do que a troika, custe o que custar, em 2012 haverá crescimento, em 2013 haverá crescimento, temos de fazer mais sacrifícios. O país não tem norte, os jornalistas andam há dois anos controlados pelos Goebbelzinhos do gabinete do dr. Relvas a intoxicar o país com banalidades.
   
Quais os estudos em que assenta esta política? É uma política que não respeita os valores constitucionais, que não assentam em qualquer programa eleitoral ou de governo, que não é testada em nenhum modelo, que não é explicada. É uma política secreta que assenta em papelinhos do ministro das Finanças que há muito tem estas ideias e que graças a um primeiro-ministro fraco quer testá-las em Portugal, como se isto fosse o Togo ou a Líbia.
   
Esta política económica decorre de uma ideologia que permanece escondida dos portugueses e que tenta impor-se através de pura propaganda, de tentativas elementares de manipulação das vontades. Corta-se nos funcionários públicos para conquistar os do privado, corta-se na TSU para comprar o patrões que começam a dar sinais de nervosismo, gere-se a privatização da RTP em função das necessidades de manipulação da comunicação social, promete-se a privatização da CGD para mudar o tema e conquistar os banqueiros. Tudo segue uma linha que não assenta em qualquer política coerente, estamos perante a tentativa desesperada de manter o poder para conseguir levar até ao fim o projecto de reformatação do país contra a vontade dos portugueses e sem que estes tenham sido ouvidos.
   
É uma política económica em que as previsões são feitas com uma calculadora comprada na loja do chinês pois apenas servem para fundamentar uma política mentirosa, mente-se nas previsões para durante o ano seguinte se poder prosseguir no projecto manhoso e depois invocam-se causas externas para o desastre nas receitas fiscais. E quando se está a perder o poder começa a arder o Reichstag ou aparece outra novela judiciária para que a ministra da Justiça tenha uma mutação estranha e passe de ministra a justiceira radiofónica.
   
Vivemos tempos de pura propaganda.

Umas no cravo e outras na ferradura-


 
   Foto Jumento
 
 
Escada, Constância
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Cegonha [A. Cabral]   
 
Jumento do dia
   
Paula Teixeira da Cruz
 
Às vezes esta rapariga diz asneiras que até apetece atirá-la para o tanque do Liceu Camões que ela tão bem conhece desde os tempos em que lá apareceu armada em revolucionária da facção Nito Alves. O problema é que esta rapariga é tão primária que em vez de ministra da Justiça mais parece um cabo da esquadra, sinal de que para andar nos grandes escritórios da advocacia lisboeta o mais importante não é saber de direito.

Uma senhora que a propósito de buscas diz que acabou a impunidade até parece que pediu  equivalência a licenciada em direito depois de ter saído uma noite com um polícia.

Mas se a senhora está dizendo que acabou o tempo da impunidade para processos como a Operação Furacão, o BPN ou os submarinos, então teremos de a elogiar. Mas não deve ser isso que ela pretende dizer, e talvez se perceba isso quando se souber quem vai substituir Pinto Monteiro, talvez aí se perceba porque razão acabou a separação de poderes, deixou de existir qualquer presunção de inocência e a ministra da Justiça faz de justiceira radiofónica lembrando os programas de televisão do general Hugo Chavez.

Mas percebe-se a ansiedade desta ministra e do chefe parlamentar da maioria, à beira do naufrágio alguém lhes atirou uma bóia que agora tentam agarrar com unhas e dentes. Há poucos dias Portas foi incomodado e a justiça emitiu logo um certificado político de inocência, nessa altura ainda não tinha acabado a impunidade?

Digamos que a Justiça liderada pela antiga banhista do Liceu Camões combate os que se opoem a que o país entre na linha, agora só faltam os tribunais plenários para a rapariga se certificar que corre tudo bem e se faz mesmo justiça em conformidade com as suas declarações radiofónicas.
 
«Questionada sobre as investigações no âmbito de um inquérito crime às PPP's, a ministra Paula Teixeira da Cruz afirmou que ninguém está acima da lei e que terminou o tempo de impunidade.» [TSF]
   
 Os processsos são como as telenovelas

As do PS são para exibir em prime time, as da direita são para suspender. O país passou directamente da Casa Pia para o Freeport, do Freeport para o Face oculta, agora que a pedofilia já deu o que tinha a dar e o Sócrates não volta pula para as PPP.  
   
Isto de acompanhar as telenovelas da justiça portuguesa é uma frustração, quando começamos a estar interessados por telenovelas com os artistas da direita a sua emissão é interrompida e impingem-nos outra com os artistas da direita. Estava empolgado com a telenovela "Operação Furacão" e foi o que se viu, deixou de ser emitida. Depois entusiasmei-me pelo "BPN", até porque custou quatro mil milhões aos telespectadores e foi o que se viu, gastaram a massa e só passou o genérico, logo esta que era uma telenovela a sério, cheia de misérias, de poderosos e de Jet Set. Ainda não tinha passado o síndroma da abstinência e já estava a superar o problema quando foi anunciada a telenovela "Submarinos", mas esta era como o filme do combóio que entrou no túnel e o ecrã ficou preto até ao fim, agora o submarino sumergio e só veio uma vez cá acima para assegurar que o Portas não é submarinista, prefere surfar em manifestações espontâneas para lixar o Pedro. Submarino voltou ao fundo e já não deve voltar a submergir pois já começou outra telenovela a dos PPP.
  
Compreendo o interesses da produtora de novelas judiciais, se o Durão Barroso estava à rasca o ideal era inventar pedófilos no PS, se a direita queria regressar ao poder o melhor era dizer que o Sócrates era corrupto, se mesmo assim este sobrevivia então havia que o mandar para a sucata, se o Pedro está morto então que se agarrem os gajos das "PPP", pode ser que o primeiro-ministro consiga enganar a morte e evitar ser metido no caixão e levado para o enterro.
   
 Senhor 1ºMinistro termine as minhas frases
 
 
 A CGD já está a ser vendida

À rasca com a incompetência que tem revelado o Coelho tirou um coelho da cartola para distrair o país e preparar mais um golpe, quando todo o país se unia contra o golpe da TSU Passos Coelho decidiu mudar a agenda para uma proposta que lhe trouxe apoios, a CDG. Veio logo a procissão dos que querem uma CGD  fraca e vendida ao preço da uva mijona, vendida na pior altura e às prestações.
  
O que Passos propõe é não só tornar-se o centro das atenções da banca, controlando os banqueiros da mesma forma que o Relvas controla a Ongoing e todos os interessados na RTP. Vende ao preço da uva mijona, numa má época e uma quota minoritária que vale menos no mercado e que coloca o banco público e os dinheiros públicos ao serviço dos interesses privados.
 
Este é mais um negócio para assegurar que os interessados na sua realização ou na sua realização fiquem nas mãos do governo.
 

  
 Um grande rombo nas fundações para uma pequena poupança
   
«As fundações são instituições dependentes do orçamento, formando um "Estado-Paralelo", consumidor de amplos recursos públicos, servindo apenas para criar lugares clientelares para membros dos partidos. Esta foi a ideia vendida na última campanha eleitoral. Uma ideia totalmente desmentida pelo relatório agora elaborado pelo próprio Governo.
   
No Relatório de Avaliação das Fundações pode-se ler que o montante transferido pelo Estado para todas as Fundações foi de 345 milhões de euros por ano (nos últimos 3 anos), ou seja, menos de 0,4% da despesa pública. 
     
O relatório também revela que em das fundações os recursos públicos contribuem com menos de 50% do financiamento e que, na maioria das fundações analisadas, a nomeação dos administradores é feita exclusivamente pelos privados. O Estado apenas nomeia a maioria da administração em 60 das 800 fundações. O mesmo relatório também revela que um terço dos trabalhadores das fundações não IPSS são voluntários.
   
Na campanha eleitoral de 2011, o PSD elegeu as fundações, a par das PPP, como duas importantes fontes de substanciais cortes na despesa. Um ano e meio depois, o Governo veio anunciar a intenção de fechar 4 fundações e sugerir aos municípios e universidades que encerrem outras 34, num universo de mais de 800 fundações. 
   
No relatório não é apresentada uma seriação das instituições analisadas que fundamente a decisão do Conselho de Ministros. São apenas apresentados cenários de decisão e referido que, dependendo da implementação e do cenário escolhido, as poupanças podem chegar a 150 milhões de euros, sem se explicar como se obtém este número, ou a que cenário corresponde. O cenário escolhido pelo Governo não parece poder gerar tal nível de poupanças. 
   
Mais, sabendo-se que o fecho das fundações não extingue obrigatoriamente os seus custos, as poupanças que esta operação pode trazer não são claras e dificilmente poderão ultrapassar as dezenas de milhões de euros por ano. 
   
Depois de ter conseguido diminuir em 30 a 40 milhões por ano os pagamentos às PPP, em parte transferindo encargos futuros para as Estradas de Portugal, a redução de despesa proposta com a outra grande componente do Estado Paralelo, também parece residual. Somando as reduções nas PPP, com estes cortes nas fundações não temos sequer 1% do actual défice ou 0,1% da despesa pública. 
   
Falta Benchmarking 
   
O que o relatório não faz é uma análise clara aos serviços prestados pelas fundações e a sua relevância, para comparar os benefícios destas instituições com o que custam ao orçamento. Não faz uma verdadeira análise custo/benefício. Para o fazer deveria fazer um exercício de benchmarking, comparando fundações com instituições com fins similares do Estado ou dos municípios. 
   
Por exemplo, muitas das fundações que se pretendem extinguir ou reduzir financiamento são museus. Um rácio simples para avaliar os 340 museus seria a relação entre os encargos líquidos para o sector público e o número de visitantes (1). Se este fosse um dos critérios de seriação, dificilmente a Casa das Histórias (Paula Rego), estaria na lista de museus a fechar, ou a Fundação Oriente seria uma candidata à cessação do total de apoios financeiros públicos. 
   
Estou claramente a favor de que se corte toda e qualquer despesa para as quais há alternativas mais eficientes. Mas que se faça uma análise de benchmarking honesta que determine quais são as soluções mais e menos interessantes. 
   
Não só nos museus, nem cingindo-se às fundações. É preciso que seja feita por áreas comparando o que custa cada serviço e apoio e que benefícios trazem à sociedade. Se for feita e for pública vai revelar disparidades enormes entre escolas do Estado, com custos por aluno 3 ou 4 vezes superiores a outras do mesmo nível, museus com variações de custo por visitante de mais de 30 vezes, custos de financiamento por passageiro das linhas da CP/REFER com diferenças de mais de 20 vezes, diferenças nos custos de tratamento da mesma doença entre hospitais (de 4 ou 5 vezes), etc. 
   
Este exercício já começou a ser feito em alguns ministérios, mas não foi feito no relatório sobre as fundações. Em muitos casos, se se comparar a prestação dos mesmos serviços (seja museus, seja apoio social nas IPSS), chegaríamos à conclusão que muitas fundações conseguem melhores resultados com menos meios. E fazem-no com maior independência e liberdade, juntando trabalho voluntário e financiamento privado ao público. Esta análise poderá vir a demonstrar que as poupanças agora anunciadas vão custar caro à cultura e ao apoio social, eventualmente mais caro do que outras reduções em instituições do Estado com os mesmos fins.» [Jornal de Negócios]
   
Autor:
 
Manuel Caldeira Cabral.   

 Notas em torno da política orçamental
   
«Estou a escrever no momento em que está a decorrer o Conselho de Ministros relativo à preparação do Orçamento do Estado para 2013.
   
Não conheço, pois, o que vai resultar deste Conselho. É natural! Conheceremos todas estas medidas a 15 de Outubro próximo.
  
Mas há uma perplexidade que ainda não consegui compreender e resolver. As propostas iniciais de diminuir a TSU para as empresas e correlativamente aumentar, em 7%, as comparticipações dos trabalhadores para a Segurança Social foram "abandonadas".
   
Pareceu-me uma boa decisão de política, não pela medida em si que foi proposta, mas pelas regras de financiamento da mesma. Além de poder ser entendida como experimental, dado que este modelo, ao que se sabe, não vigora em qualquer outro país, significava também uma "transferência directa" de recursos dos trabalhadores para as empresas, sem que estas, ao que afirmaram publicamente, assumissem qualquer utilidade ou incentivo à criação de emprego.
   
Pois bem! O Governo decidiu não insistir na aprovação desta medida.
   
Mas, do que nos tem sido dito, parece ser necessário aprovar outras e diferentes medidas que visam "compensar" a diminuição /aumento da TSU.
   
Vamos ver se nos entendemos! O regime proposto para a TSU não tinha influência significativa na diminuição do défice orçamental, na medida em que, ao que se sabe, apenas "contribuiria" para o mesmo em cerca de 500 milhões de euros, ou seja, uma parcela muito pouco relevante face ao volume de cerca de cinco mil milhões de euros que é necessário "encontrar" para tapar o "buraco" das contas públicas.
   
A TSU não era uma medida nuclear da actual política de combate ao défice. Neste sentido, parece até ser possível entender que era neutra.
   
Claro que não era. Em todos os países que a aplicaram (não no modelo que foi proposto), esta medida pode ser concebida como traduzindo uma política de incentivo ao aumento da produtividade e, nessa medida, tendente a contribuir para o crescimento. Lembram-se da "agenda para o crescimento"?
   
Não sei se em termos práticos assim seria, mas que era uma medida que visava tais objectivos, parece não restar dúvida! É, pelo menos, o que nos dizem "os especialistas".
   
Sucede que, dizem-nos agora, temos de "compensar" a sua não aplicação, mas em termos orçamentais. Não percebo!
   
Se a dita "compensação" é necessária, não é para diminuir o défice, outrossim poderá ser para definir outro modelo, outro sistema que tenha por finalidade combater o desemprego, incentivar o crescimento e possibilitar o desenvolvimento económico, travando, por isso, a recessão que nos continua a ameaçar de forma muito intensa.
   
Em síntese, porque "isto" é confuso. O Governo deu-nos a conhecer no princípio de Setembro um conjunto de medidas que se traduziam em "cortes" nos rendimentos com o objectivo de cumprir as metas do défice impostas pelos nossos credores (a troika).
   
Cortes nos salários dos funcionários públicos e privados, diminuição do "leque" das taxas do IRS com o consequente aumento de impostos, quer pela via do regime de retenção quer pela via do acerto final anual.
   
Paralelamente, avançou com a diminuição da TSU, esta com o objectivo de tornar mais competitiva a nossa economia, através da baixa dos salários. Não é essa a minha visão, como já tive ocasião de dizer, mas era este o "fundamento" (tanto quanto foi possível perceber do que nos foi transmitido) dela legitimadora.
   
Então e agora? Para cumprimento das metas do défice acordadas e "tapar" a falta de 500 milhões de euros vão ser precisos cerca de cinco mil milhões?
   
Não são já suficientes as medidas antes anunciadas? O que se passou entretanto?
  
Dizem os "peritos" que é só uma questão de fazer contas (lembram--se de quem dizia isto, assim?). 
  
Parece, dizem, que é simples concluir que afinal o actual défice das nossas contas já passa dos 6%.
E o acréscimo de austeridade resulta, justamente, da necessidade de compensar não o abandono da TSU, mas resolver a derrapagem orçamental verificada!» [DN]
   
Autor:
 
Celeste Cardona.

PS: O melhor é sugerir à Celeste Cardona que tenha o cuidado de andar de capaacete, vão chover pedradas.
      
 Os órfãos da Europa
   
«A bolsa já perdeu mais de metade do valor. As casas desvalorizaram-se. Os salários estão congelados. Perdem poder de compra por causa da inflação, mas não só. Muitas empresas fizeram cortes diretos de 10,20%. O que está a acontecer aqui já aconteceu noutros países, noutras recessões, sempre com enormes custos sociais e políticos, manifestações, imigração, desemprego, até violência. Nós é que não ligámos nenhuma.
   
Foi assim durante a crise asiática dos anos 90. Nós aqui nem demos por ela (afinal, eram chineses ou achinesados), como também não ligámos ao drama económico brasileiro de há 20 anos que nos devia ter sido um pouco mais familiar. Mas não. Nessa altura, estávamos preocupadíssimos com os dentistas e com as brasileiras que aterravam na Portela. Oralmente era apenas isso que manifestávamos: incómodo por recebermos tantos imigrantes numa época em que nos sentíamos tão alemães.
  
Estávamos preocupados com o tamanho da maçã europeia e em agradar aos estúpidos burocratas de Bruxelas com as suas regras estúpidas. Só agora percebemos a burrice: para agradar aos outros, fechámos a porta aos que agora nos podiam dar uma alternativa qualquer. Agora... agora há milhares de pessoas a mendigar por um visto, um emprego, uma oportunidade no Brasil, em Angola, onde for, tudo serve. Sabemos engomar camisas, regar flores, sorrir. Hablamos inglés, temos cursos, disponibilidade imediata. Estamos na fila dos desvalorizados, ao lado dos gregos e tantos outros náufragos.
   
Entre amigos, nesses tempos parvos, sorríamos (com embaraço) da cardiologista ucraniana que fazia as lides lá de casa e do engenheiro espacial que arranjava os eletrodomésticos. Que luxo. Andávamos na Lua. Aquilo era gente de outro mundo, gente capaz, cumpridora, culta. Coitados, até português falavam, os ucranianos, os moldavos, os outros. Nós merecíamos. Éramos europeus. Hoje sabemos: somos europeus de segunda.
   
Tivesse Portugal moeda própria e a receita de Gaspar teria custos sociais enormes, mas teria também virtudes. Não há ciência nisto: num par de anos voltaríamos a ser uma economia mais competitiva, capaz até de atrair investimento estrangeiro interessado em aproveitar os custos de trabalho - e não só - mais baratos. Não é verdade que isso, o custo do trabalho, seja o que mais importa, mas qualquer empresário sabe que isso conta sempre alguma coisa.
   
O que pode não estar aqui em breve é o euro. Ora, esse risco neutraliza qualquer esforço. O esmagamento em curso está a ser em vão por isso mesmo: ninguém investe num país em risco de implosão. O dinheiro foge, as pessoas fogem, as empresas fogem. A dívida fica, a dívida aumenta, a dívida destrói. Sofrimento teria de haver sempre, mas isto, assim, é um suicídio coletivo.» [DN]
   
Autor:
 
André Macedo.
     
     
 O FT diz que está tudo mal!
   
«Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal, queixou-se recentemente no Facebook do quanto lhe custa anunciar cortes e mais cortes e mais cortes.
   
Cerca de 99 mil mensagens depois, a maior parte hostis, deve estar arrependido do desabafo. A reacção, a que se soma a oposição dos sindicatos a qualquer descida nas contribuições para a Segurança Social por parte das entidades empregadoras, mostra que a polarização em Portugal se agravou enquanto todos tinham os olhos postos em Espanha. É preocupante.
   
O mais estranho é que os indicadores de Portugal dão a entender que está tudo bem: as ‘yields' das Obrigações a dez, cinco e dois anos estão abaixo dos máximos de 2012. Mas, um olhar mais atento mostra-nos que o país combina alguns dos piores problemas gregos e irlandeses: tendência para falhar as metas acordadas com os credores e um sector bancário aniquilado. As metas para o défice orçamental de 2012 e 2013 foram revistas em alta para 5% e 4,5%, e o FMI estima que a economia recue 3% este ano e 1% no próximo. A escassez de crédito também continua a ser um problema.
   
A difícil situação financeira e económica do país paralisou o mercado de acções. O PSI20 teve pior desempenho face ao mercado europeu em cerca de um quinto, este ano. Perto de 70% da sua capitalização bolsista, no valor de 15 mil milhões de euros, é da responsabilidade de quatro empresas: EDP, Galp, PT e Jerónimo Martins.
   
A decisão de deixar cair a subida das contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social revela a timidez do Governo face à pressão da opinião pública. O resgate de Portugal sempre teve muita Europa e pouco FMI. É fundamental que o FMI ajude Portugal a manter-se no rumo traçado para evitar que venha a transformar-se numa nova Grécia.» [DE]
   
Parecer:
 
Mas o Gaspar discorda, aumentaram as exportações e só porque há meia dúzia de chineses ou alemães a usar cuecas portuguesas o nosso primeiro-ministro vai dar seminários promovidos pelo governo alemão e ainda se lembram de o candidatar a Prémio Nobel da Economia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Emigre-se, este governo tem cigarras a mais e formigas a menos.»
      
 Agora a culpa é do povo
   
«O primeiro-ministro dramatizou hoje a importância da disponibilidade dos portugueses para prosseguirem o "esforço de ajustamento" da economia portuguesa, afirmando que "se isto vai tudo correr bem ou tudo correr mal" depende muito da vontade coletiva.» [DN]
   
Parecer:
 
Não há políticas erradas, o certo é o custe o que custar e se tudo falhar é porque o povo é parvo e não quer fazer os sacrifícios que o brilhante Passos sugere, e a cigarra de Massamá acha que é com saídas de propaganda à Goebbels da Baixa da Banheira que desmobiliza quem se lhe opõe e enfraquece a adesão às manifestações.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Mira Amaral que cabelos brancos no governo
   
«Luís Mira Amaral considerou hoje que Portugal "tem que trazer para o Governo pessoas com experiência política", pagando-lhes a "média declarada no IRS nos últimos três anos".
   
O ex-ministro da Indústria de Cavaco Silva, numa alocução muito crítica na conferência "Portugal em exame, ideias para um pacto de crescimento", organizada pelo grupo Impresa, apelou ainda ao Governo que "cumpra o programa do PSD" em que disse ter votado "e não está a ser cumprido". "É o que tenho a dizer a este Governo", afirmou.» [DN]
   
Parecer:
 
Ainda mais, não bastam os da cigarra do Miguel Macedo ou os do do Aguiar Branco, isto para não referir os da louraça da Justiça ou mesmo os do assessor Borges mais o guru dos pentelhos. Bem, só se metermos a Zita Seabra.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se a nomeação da camarada Zita Seabra, a experiente líder do antigo MJT, para ministra com a pasta da contra informação para evitar que se faça espionagem a Passos Coelho pelo sistema de esgotos ou pela canalização da água da companhia.»
   
 O povo agiganta-se quando é violado na sua integridade
   
«O papel das populações na Batalha do Buçaco foi hoje enaltecido pelo coronel do Exército Luís Albuquerque, que evocou a vitória luso-britânica sobre os invasores franceses, há 202 anos, quando "se agigantou" o povo "violado na sua integridade".
   
O Buçaco "representou o primeiro passo vitorioso na senda da derrota do invasor, dado pelo exército anglo-luso, mas também pelo povo português, que, nesta ocasião, se agigantou, como sempre faz quando se sente violado na sua integridade", afirmou Luís Albuquerque.» [DN]
   
Parecer:
 
O recado a eventuais invasores está dado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Registe-se.»
   
 Problemas sindicais no MP?
   
«O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público considerou hoje "gravíssimas" as afirmações de quarta-feira do Procurador-Geral da República sobre a politização do processo Freeport e o facto de ter dito que não conseguiu despolitizar o Ministério Público.
   
"Dizer que o processo Freeport foi um processo político, é uma afirmação gravíssima", disse à agência o presidente do SMMP, Rui Cardoso, reagindo à entrevista de Fernando Pinto Monteiro à RTP.
   
O mesmo responsável adiantou que este processo "investigou, acusou e depois julgou suspeitas de corrupção", apesar de ter existido uma absolvição [dos dois arguidos], ainda que "nem todas as pessoas de quem muito se falou estarem envolvidos nesses factos e não terem sido acusados", numa alusão a José Sócrates.» [DN]
   
Parecer:
 
Este é o sindicato que mais se manifesta por questões laborais ainda que Às vezes se pareça mais com um sindicato a quem Estaline atribuiu a tarefa de estabelecer a ligação entre o partido e os justiceiros.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Mais uma anedota da justiça portuguesa
   
«O Ministério Público (MP) arquivou o inquérito relativo aos documentos bancários (constituição de offshore e movimentos de dinheiro) de Celestino Monteiro, tio do ex-primeiro-ministro José Sócrates, por não revelaram, só por si, qualquer ilícito criminal.
   
"Realizado o inquérito não foi carreado para os autos quaisquer elementos que nos permita concluir que os documentos em apreço nos autos são elementos de prova indiciadores da prática de ilícitos criminalmente punidos, nomeadamente dos crimes de corrupção ou de branqueamento de capitais", refere o despacho de arquivamento do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), a que a Agência Lusa teve acesso.» [DN]
   
Parecer:
 
A extrema direita inventou, o CM divulgou e a justiça investigou, tudo correu bem, o objectivo não era fazer justiça, o objectivo da direita era difamar e lançar a suspeição.

Enfim, abre-se um, arquiva-se outro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Bons ventos diz ele
   
«A probabilidade de incumprimento da dívida portuguesa fechou hoje em 36,99%, quase quatro pontos percentuais acima do valor de fecho de há uma semana, segundo dados da CMA DataVision.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Com ventos tão bons este Passos vai parecer-se ao Camões, no mar depois do naufrágio do país e sem um olho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Bento quer que se trabalhe mais anos
   
«"Se a população vive mais tempo, tem de trabalhar mais tempo. É a única forma de ajudarmos a geração dos pais que é a mais entalada", afirmou Vítor Bento na conferência anual do conselho empresarial para o desenvolvimento sustentável-BCSD Portugal, que decorreu esta manhã no Centro de Congressos do Estoril, concelho de Cascais.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Tem razão, quando chegarmos aos 69 e começarmos a falar de pentelhos vamos todos para a EDP.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se»
   
 Igreja manuelina de Olivença é o melhor recanto de Espanha
   
«O passatempo “O Melhor Recanto de Espanha 2012”, promovido pela petrolífera Repsol, e que contou na sua fase final com votações online, elegeu na noite de quarta-feira este monumento do século XVI de estilo manuelino para o top de sítios a visitar. A igreja portuguesa que fica na Extremadura espanhola conseguiu, assim, destronar a Lagoa da Cigana (em Castela-La Mancha), que ficou em segundo lugar, e o Forau de Aiguallut (Aragão), o terceiro mais votado.
  
Mas a votação reacendeu, sobretudo, uma guerra antiga, com a comunidade portuguesa a mobilizar-se para eleger a igreja portuguesa. Tudo isto porque Olivença é palco de uma disputa, velha de mais de dois séculos, sobre ser portuguesa ou espanhola. Espanha anexou o território em 1801 mas ainda hoje Portugal não reconhece tal anexação desta cidade fronteiriça localizada na Extremadura espanhola, repleta de história e traços da cultura lusa, incluindo monumentos como a Igreja de Santa Maria Madalena (conhecida como Igreja da Madalena).» [Público]
   
Parecer:
 
Pobre Espanha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»