sábado, dezembro 22, 2012

O fim do mundo


Andou por aí muita gente incomodada com a previsão dos Maias de que o mundo deveria acabar na passada sexta-feira, até o governo americano se preocupou com o assunto e não faltaram os que depois de passado o susto gozaram com o alvoroço que se fez sentir.
 
Bem mais grave do que o erro dos Maias são os erros do Gaspar, se os Maias se enganaram com uma previsão a mais de 500 anos de distância, o que dizer das previsões do nosso Gaspar que antes de começar o período a que se referem já estão declaradas erradas. Os erros de previsão do Gaspar são tão colossais que se alguém se lembrar de lhe perguntar que dia ele prevê que seja amanhã corre um sério risco de o ouvir dizer que segundo as suas melhores previsões amanhã será quarta-feira, dia 2 de Janeiro de 2013.
 
Talvez pareça exagero, mas a verdade é que estamos a 9 dias do fim do ano e o ministro não tem a mais leve ideia de qual deverá ser o défice de 2012, o homem que se notabilizou a inventar desvios colossais para mais facilmente impor as suas propostas extremistas, é agora vítima dos seus próprios desvios colossais e perdeu o controlo das contas do Estado.
 
O desvio entre a realidade e as previsões do Gaspar é de tal forma colossal que o país deixou de ser governando segundo princípios de política económica, o Estado não passa de uma imensa taberna onde um taberneiro já meio bêbado tenta chegar ao fim do dia com mais receitas do que despesas, apesar de se revelar incapaz de saber a quantas anda.
 
Quando o país mais precisaria de ser governado com rigor está a ser governado sem leme e por um patrão de costa incapaz de se afastar. Destroem-se empresas e emprego, sacrificam-se portugueses e destrói-se um modelo social que levou décadas a ser desenvolvido só para que o Gaspar possa governar com base em falsas previsões, seguindo ideias para as quais é necessário um drama resultante dos seus falsos desvios colossais.
 
Os Mais erraram numa previsão feita à distância de cinco séculos e falharam, mas daí não veio mal ao mundo. O Gaspar falha em todas as suas previsões à distância de semanas ou meses e não acerta uma única, não é capaz de saber a quantas anda a uma semana do fim do ano e com isso lixa os portugueses. É uma pena que os Maias ainda cá não andem, talvez dessem alguma utilidade ao Gaspar, como adivinho da tribo.

Umas no cravo e outras na ferradura

 
 
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Devoto de Miguel Macedo no Rossio, Lisboa
   
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Janela [A. Cabral]
 
Jumento do dia
  
Passos Coelho
 
Depois de ter metido na cabeça que queria refundar o país Passos Coelho parece querer refundar a língua portuguesa e nada como começar a inventar palavras. Inventou a palavra tosque, agora vamos ficar a aguardar o que quererá dizer "tosque"! Há tosquenejar e de seguida o dicionário passa para a tosquia.
 
«O primeiro-ministro defendeu hoje a transparência do governo no processo de privatização da TAP. No debate quinzenal, Passos Coelho não escondeu a irritação com a pergunta do líder do Bloco de Esquerda João Semedo sobre qual o papel que desempenhou o ministro Miguel Relvas no processo de privatização da RTP. Invulgarmente fora de tom, Passos respondeu: “A insinuação de que existe qualquer falta de transparência de membros do governo no processo de privatização não passa de uma calúnia tosque”.» [i]
    
 Oportunismo

Anda por aí muita gente que não se cansa de dizer que nos devemos distanciar dos gregos, mas agora que as taxas de juto baixam graças à evolução do processo grego deitam foguetes elogiando o Gaspar. Isto é oportunismo de gente sem rpincípios e sem o mais pequeno respeito pela inteligência dos outros. Esperem pela fatura do IRS e depois veremos se gostam assim tanto do Gaspar.
  
E nem reparam que as contas de 2012 estão longe de estarem fechadas, sabendo-se mesmo que Bruxelas aceite o negócio estatístico da ANA dificilmente se cumprirão as metas. EM relação a 2013 nem vale a pena falar, o aumento brutal dos impostos e a falsificação da previsões fazem recear o pior. Cá estaremos para os ver festejar e dizer que não querem ser como os gregos.
 

  
 Incrivelmente é pouco
   
«Não há como negar: temos o primeiro-ministro mais aldrabão, incompetente, irresponsável e perigoso de sempre (desde que há eleições livres, bem entendido).

Vejamos as suas últimas declarações sobre as pensões: um chorrilho de inexatidões, mentiras e acinte. Diz Passos que a denominada "contribuição especial de solidariedade" (CES) é pedida aos que recebem "pensões muito altas". Exime-se, desde logo, de explicitar que para ele as "pensões muito altas" começam nos 1350 euros - primeira aldrabice. E prossegue: esse "contributo especial" é devido por quem recebe essas pensões "por não ter descontado na proporção", quando "hoje os que estão a fazer os seus descontos terão a sua reforma como se esta fosse capitalizada - tendo em conta todos os descontos". Refere-se ao facto de as regras de cálculo terem mudado em 2007, com o primeiro Governo Sócrates (e uma lei aprovada apenas com votos do PS), quando antes se referiam aos melhores dez dos últimos 15 anos ou mesmo ao derradeiro ordenado.

Sucede que, ao contrário do que esta conversa dá a entender, a dita "solidariedade" imposta às pensões a partir de 1350 euros vai direitinha, como aliás esta semana o insuspeito Bagão Félix frisou no Público, para o buraco do défice. Não vai para a Segurança Social e portanto não serve para "ajudar" nas pensões futuras - segunda aldrabice. E se as pensões "mais altas" não foram calculadas com base na totalidade dos descontos, as mais baixas também não - aliás, as pensões ditas "mínimas" referem-se a carreiras contributivas diminutas. Pela ordem de ideias de Passos os seus beneficiários têm o que merecem: pensões baixas por terem descontado pouco. Mas faz questão de repetir que lhas aumentou em 1,1%, dando a entender que a CES serve para tal (terceira aldrabice), enquanto a verdade é que o faz com o corte do Complemento Solidário para Idosos. Ora se nem todos os que recebem pensões mínimas são pobres, o CSI, fulcral na diminuição da pobreza dos idosos nos últimos anos, foi criado para somar às pensões muito baixas de quem não tem outros meios de subsistência. E é aí que Passos tira, com o desplante de afirmar que é tudo "em nome da justiça social" (esta aldrabice vale por cem).

Mas a maior aldrabice, implícita em todo este discurso, é de que a Segurança Social é já deficitária e urgem medidas hoje. Citando de novo Bagão, "o Regime Previdencial da SS, além de constitucionalmente autónomo, até é superavitário (mais receita da TSU do que as pensões e outras prestações de base contributiva)! E tem sido este regime a esbater o défice do Estado e não o inverso, como, incrivelmente, se tem querido passar para a opinião pública".

Sim, Bagão está a falar do seu camarada de partido, Mota Soares, e a chamar-lhe mentiroso. Incrivelmente? Não: devíamos estar todos a repetir o mesmo, todos os dias, em todo o lado, até que este pesadelo acabe. E possamos, finalmente, discutir estas coisas tão sérias com seriedade.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.   

 A garantia bancária era o calendário Maia
   
«A primeira-ministra australiana foi à televisão brincar com o fim do mundo. Depois, o Presidente Putin disse que o fim do mundo será só daqui a milhões de anos... Conversa barata, a da australiana e do russo, e até a NASA se limitou a pedir calma. Mas o mundo continuou em pânico. Porque uma coisa é uma sexta-feira 13 de vez em quando e outra, fatídica, é uma sexta-feira 21 de dezembro de 2012. De todos, porém, só conversa. Todos? Não! O nosso primeiro resolveu. Começou Passos Coelho por marcar a decisão da venda da TAP para ontem. Golpe de mestre, uma coisa é acabar com o fim do mundo a frio e outra, na véspera - o mundo, em suspense e agonia, ficaria mais agradecido. Para quem é acusado de não saber vender bem a sua política, Passos deu uma bofetada de luva branca aos comentadores nacionais. Claro que estes já começaram a dizer que a decisão de não vender a TAP não foi a pensar no mundo e que o Governo não teve outro remédio porque Efromovich, o comprador brasileiro-boliviano-colombiano, não apresentou garantias. Falso, posso revelar. Há dias ele naturalizou-se também guatemalteco e apresentou a maior das garantias: o calendário maia. E, segundo o calendário dos maias, hoje, 21 de dezembro, Efromovich podia comprar a TAP, o Banco de Inglaterra e o Fort Knox. A decisão de Passos, pois, foi mesmo por esta questão simples: vender a TAP seria o fim do mundo. Vai daí, não se vende a TAP e não há fim do mundo. Lógico e eficaz.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
      
 Também não somos a Irlanda
   
«Cada caso é um caso, já se sabe. E também é verdade que, lamentavelmente, a igualdade de tratamento já não é o que era.

Seja como for, vale a pena prestar atenção aos recentes resultados da oitava avaliação do programa de ajustamento da Irlanda, em particular no que se refere às metas traçadas e à estratégia definida para responder a eventuais desvios na execução do Programa. Tudo visto e ponderado, não pode deixar de impressionar a enorme diferença entre o caminho definido para a Irlanda e o caminho definido para Portugal.

Comecemos por recordar um facto importante: na 5ª revisão do nosso Programa de ajustamento, negociada com a "troika" em Setembro passado, o Governo de Passos Coelho e Vítor Gaspar, indiferente ao desvio nas contas públicas provocado pela má execução orçamental de 2012, comprometeu-se com metas muito exigentes para o défice orçamental dos próximos anos: 4,5% em 2013 e 2,5% em 2014. O custo brutal desta opção é conhecido: um "enorme aumento de impostos" no próximo ano e um violento corte no Estado social no ano seguinte - com todas as suas devastadoras consequências económicas e sociais. Já para a Irlanda a trajectória é bem diferente: a meta do défice ficou fixada em 7,5% para 2013 (uma redução relativamente suave, de apenas 0,8 p.p. face aos 8,3% deste ano), passando para 5% em 2014. A Irlanda terá assim de alcançar daqui a dois anos o mesmo défice que Portugal tem de atingir já este mês! Mais: a Irlanda só prevê baixar dos 3% de défice em 2015 e, de acordo com o previsto, não chegará aos 2,5% antes de 2016 - dois anos depois de Portugal!

Em face disto, e não obstante todas as diferenças entre as situações de partida e a estrutura económica de Portugal e da Irlanda, é incontestável que a Irlanda dispõe de um quadro de ajustamento muito mais favorável e mais compatível com o crescimento da sua economia. E os resultados aí estão: prevê-se que a economia irlandesa cresça 1,1% em 2013 e 2,2% em 2014, enquanto a estratégia de austeridade "além da troika", promovida desastradamente pelo Governo português e acentuada a cada revisão do Memorando inicial, nos conduziu a uma recessão de pelo menos 3% este ano e provocará o prolongamento da recessão em 2013, sendo que, mesmo a fazer fé nas previsões optimistas do Governo, só teremos um crescimento ligeiro da economia (de 0,8% do PIB) lá para 2014.

A preocupação de conciliar o crescimento económico com a consolidação orçamental está igualmente patente no modo como se tenciona gerir os eventuais desvios na execução do Programa irlandês, num período que é de muitos riscos e incertezas. No caso português, como é sabido, perante um Orçamento em cujo cenário macroeconómico ninguém acredita, o Governo anunciou a preparação de medidas adicionais de austeridade para 2013 (cerca de 850 milhões de euros de cortes adicionais na despesa) para o caso de a recessão superar o valor previsto pelo Governo (de 1%), com novo prejuízo para as receitas fiscais e, consequentemente, para as metas do défice. Até parece razoável, não é? Veja-se então o que disse o FMI no seu comunicado de 17 de Dezembro sobre a Irlanda, depois das negociações com o Governo irlandês no âmbito da oitava avaliação: "se no próximo ano (de 2013) o crescimento económico for decepcionante, qualquer consolidação orçamental adicional deve ser adiada para 2015 de modo a salvaguardar a recuperação da economia". Podia alguma vez uma frase destas ser dita pelo Governo português? Poder podia, mas não era a mesma coisa.

Moral da história: é impressionante o que um Governo melhor poderia fazer por Portugal com esta mesma 'troika'.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
     
     
 Dois?
   
«O presidente da República, Cavaco Silva, concedeu esta sexta-feira dois indultos, um de pena de prisão e outro de expulsão, depois de analisar 205 pedidos, divulgou a presidência da República.» [JN]
   
Parecer:
 
Dois indultos é brincar com o sistema, mais valia fazer um sorteio entre o pessoal das prisões e poupar o velhorte à análise de 205 processos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
      
 Privatizar a TAP para?
   
«"A privatização para a TAP é uma oportunidade importante, temos mais acesso a capital, uma maior velocidade de crescimento e de nos posicionarmos melhor, mas ele não é uma necessidade absoluta para a sobrevivência", afirmou hoje o gestor em conferência de imprensa, depois de ontem o Governo ter decidido não vender a transportadora aérea a Gérman Efromovich por falta de garantias financeiras.
   
"Temos aqui um orçamento para o próximo ano e temos um plano de negócios para os próximos cinco anos que mostra crescimento sustentável, que a empresa se está desenvolvendo", destacou.» [DE]
   
Parecer:
 
Só para acabar com as greves na Páscoa e no Natal e para ser mais barato ir ao Funchal do que à Praia da Caparica.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   
 Doentes portugueses vão ser operados em casa?
   
«Citando um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) de 2011, a OM lembrou então que Portugal tem apenas 3,3 camas por mil habitantes, contra uma média de 4,9 na OCDE e 8,2 na Alemanha. A OM recordou ainda que, segundo a Organização Mundial da Saúde, o ideal são 4,5 camas por mil habitantes.» [Público]
   
Parecer:
 
O mais grave destas adendas ao memorando é que o governo as mantém escondidas e adopta sem qualquer esclarecimento público, em contraste com o memorando inicial cuja divulgação e tradução foi exigida pelo PSD.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se tanta cobardia e falta de transparência.»
     

   
   
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sexta-feira, dezembro 21, 2012

Deixem-me tentar entender o negócio da TAP.


Sem se perceber porquê em vez de concurso houve uma espécie de baile de debutantes  e alguém escolheu um ich que não se percebe bem se é colombiano ou brasileiro, o certo é que até cá veio o presidente da Colômbia a quem foram feitas juras de amor a troco de um dote.
  
O tal ich era um empresário tão popular que até deve ter andado no rancho folclórico de Tomar ou (quem sabe?) até poderá ter estudado na Lusófona e, coincidência das coincidências, entregou o requerimento das equivalências ao mesmo tempo que o Relvas e foi logo promovido a melhor amigo do ministro-adjunto dos tempos de estudante universitário.
  
O certo é que terminado o baile das debutantes a única candidata ao dote da TAP era o tal ich que nada tem com prefixos de ichs, filhos de, se todos os filhos de qualquer coisa fossem ich então o Coelho seria Coelhich e o Relvas seria Relvich, não porque o ich signifique filho de um tal senhor, mas mais precisamente por serem filhos da mãe. O tal ich deve ser ich por ser de origem inglesa, o homem pertence aos Rich.
  
Sendo ich e amigo do nosso Relvas e mesmo não sendo sócio de algum banco de Cabo Verde ou dirigente do MPL o tal ich só podia ser boa pessoa, e como amigo do amigo meu amigo é o negócio da TAP estava mais que feito, os ich até decidiu dar mais uns milhões à última hora, assim até se poderia dizer que teria sido sugestão do amigo Relvas.
  
Mas veio a oposição e estragou tudo, o nosso amigo Relvas tinha encontrado um tipo porreiro, o único que queria a TAP e tinha o projecto de que a empresas estava mesmo a precisar, havia dinheiro em barda para investir na empresa e até se tinha poupado em burocracias de concursos. Mas como neste país é tudo gente maldosa, não conseguem ver que o Relvas com aquela cara de anjinho é incapaz de ficar com algum por fora e resolveram fazer insinuações, enfim, gente invejosa.
  
Afinal, o governo defende mesmo os interesses do país e não precisou das insinuações da oposição, o tal ich não era tão ich como isso e esqueceu-se do pilim e sem pilim à vista o governo não vendeu a TAP, é para que os invejosos da oposição não andassem a falar mal do nosso dr. Relvas.

Cada vez gosto mais deste governo, é tudo gente honesta.

Umas no cravo e outras na ferradura

 
 
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Gaivotas no Rossio, Lisboa
   
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Janela de Idanha-a-Velha [A. Cabral]   

Jumento do dia
  
Cavaco Silva
 
Até agora Cavaco Silva tem sido um firme apoiante das políticas governamentais, o argumento das manobras de bastidores só seria aceitável se os portugueses tivessem esquecido que no tempo de Sócrates o presidente fazia as críticas em público, não perdendo uma oportunidade. Aproveitar a apresentação de cumprimentos a propósito do Natal para passar a mensagem da crítica subtil é um gesto que mostra o verdadeiro Cavaco.

É óbvio que Cavaco não está preocupado com as políticas do governo, se o estivesse usava os seus poderes e cumpria com o seu juramento de cumprir e fazer cumprir a Constituição. Estas críticas de Cavaco ao governo não passam de manobras para defender a sua própria imagem. Daqui a uns tempos Cavaco vai recordar que até em vésperas de Natal fez sugestões ao governo.
 
«O Presidente da República defendeu esta quinta-feira perante o Governo que a quadra natalícia convida à reflexão sobre o que se fez e sobre o que não se devia ter feito, acrescentando que os portugueses querem voltar a ter esperança.
    
"Este é também mais qualquer coisa que um tempo de Natal, é também o aproximar de um fim de ano, portanto, é um tempo para pararmos um pouco, olharmos à nossa volta e reflectirmos sobre aquilo que fizemos, aquilo que deixámos de fazer, aquilo que não devíamos ter feito, aquilo que podíamos ter feito melhor", afirmou Cavaco Silva.» [CM]
    
 Não é ainda desta

Que o Miguel Relvas vai solicitar à Lusófona uma equivalência a licenciado em venda de património estatal e privatizações.
     
     
 O senhor Efomovich
   
«Germán Efromovich, dono da Synergy, única candidata à compra da TAP, ficou surpreendido com o chumbo do governo à sua proposta à privatização da companhia aérea portuguesa, invocando como motivo a falta de garantias de financiamento.
   
Em declarações ao Expresso, Efromovich admitiu acreditar que o negócio estava praticamente feito. "Estou surpreso. Eu não posso pagar por algo antes, enquanto do outro lado não disserem que topam", disse. Se o motivo da recusa "foi mesmo a falta da garantia", o empresário diz que se trata de um equívoco.» [DN]
   
Parecer:
 
Não conhecia a fama do Relvas, da próxima deverá ter mais cuidado com as cunhas a que recorre.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
      
 Governo mantém a intenção de privatizar a TAP
   
«Maria Luís Albuquerque garante que a privatização da TAP continua na agenda do Governo e que, "idealmente," seria realizada em 2013.» [DE]
   
Parecer:
 
Mas desta vez em vez de contratar Relvas vai dar o negócio à REMAX.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Nogueira Leite "libertou-se" da CGD
   
«António Nogueira Leite apresentou a sua demissão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) onde ocupava a vice-presidência da Comissão Executiva. O Expresso sabe que a decisão de Nogueira Leite foi comunicada esta quarta feira ao presidente do Conselho de Administração, Fernando Faria de Oliveira.
  
Nogueira Leite estava na administração da CGD desde Julho de 2011 tendo sido convidado para o cargo pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.
   
Durante estes 15 meses foram tornadas públicas algumas divergências de Nogueira Leite com a política traçada pelo accionista para a Caixa em algumas operações, nomeadamente a OPA lançada sobre a Cimpor. O gestor criticou também por várias vezes o atual governo ameaçando mesmo sair do país caso continuasse a política de agravamento fiscal. 
  
Depois de deixar o cargo, Nogueira Leite irá voltar a dar aulas na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa onde é professor catedrático desde os 32 anos.» [Expresso]
   
Parecer:
 
O governo que se cuide.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   
 Estará a gozar com os portugueses ou é estupidez?
   
«O primeiro-ministro voltou a apontar uma “inversão” na redistribuição do rendimento entre os que têm mais e os que têm menos. É o mote de Passos Coelho para o debate sobre a reforma do Estado que se fará ao longo de 2013.
   
“20% dos rendimentos mais altos têm 33% do rendimento que é redistribuído, 20% dos rendimentos mais baixos apenas conseguem 13% do rendimento redistribuído. Isto está invertido, não é ideal de justiça para ninguém”, afirmou esta quinta-feira Passos Coelho, no lanche de Natal da bancada parlamentar do PSD.
   
O líder dos sociais-democratas referia-se ao conjunto de prestações e de benefícios fiscais atribuídos. “Não podemos manter esta situação. É possível alterá-la sem afectar a qualidade das políticas públicas”, afirmou, numa linha de discurso que foi idêntica à traçada no Conselho Nacional de ontem à noite.» [Público]
   
Parecer:
 
Qualquer pessoa deste país sabe que Passos não só aumentou as desigualdades como as favoreceu de forma premeditada com a sua política de empobrecimento forçado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se o incompetente.»
      

   
   
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quinta-feira, dezembro 20, 2012

Previsões, palpites ou estratégia sinistra?


O ministro das Finanças não ficou muito incomodado quando foi questionado sobre os erros sistemáticos que tem cometido nas suas previsões, respondeu com o seu habitual ar de desprezo intelectual pelos que o rodeiam dizendo que não podia acertar sempre.
 
O problema de Gaspar não estar em errar de vez em quando, estar em errar sempre e isso significa que temos uma política económica assente em premissas erradas, o que em Vítor Gaspar não admira, para o ministro das Finanças a sua política económica não é feita a pensar nos portugueses, mas sim no ministro das Finanças Alemão. É por isso que pouco importa o nível da recessão ou o número de desempregados, ao ministro alemão pouco interessa quantos portugueses passam fome, eles não votam para o Bundestag, e quanto ao Gaspar não faz o género de querer ser primeiro-ministro com o voto dos eleitores.
 
Adoptar medidas económicas com base em previsões erradas é a mesma coisa que conduzir à noite, sem luzes e numa estrada sem riscos, é gerir a economia às apalpadelas. Quando se questiona Gaspar sobre os seus erros de previsões não estamos a discutir um jogo de feira, estamos a falar de milhares de micro-empresas que podem ou não sobreviver me função das decisões económicas, da rentabildade de muitas empresas ou de dezenas de milhares de desempregos.
 
Quando o ministro das Finanças erra na dimensão da recessão e o desemprego é muito maior ou encerram muitos milhares de empresas não estamos perante um mero palpite, estamos perante uma política desastrosa porque é conduzida por alguém incompetente. Ou será que os erros de Gaspar são premeditados e visam criar uma situação tão desastrosa que force os portugueses a aceitar as ideias paranóicas de alguém que quer mudar o país sem ouvir os portugueses?
  
A verdade é que cada vez que Gaspar erra vem propor mais uma das suas ideias, veja-se o que sucedeu este ano, a recssão resultou numa queda brutal das receitas fiscais e qual foi a ideia do Gaspar? Destruir o Estado social. O ano passado como não tinha feito previsões teve de inventar um desvio colossal para poder cortar vencimentos e pensões. O que irá propor o Gaspar para 2014, despedir funcionários públicos, cobrar os serviços nos hospitais públicos ou privatizar as pensões?

Umas no cravo e mais algumas na ferradura

 
 
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Av. da Liberdade, Lisboa
   
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Cruz na aldeia de Monsanto [A. Cabral]   

Jumento do dia
  
Pires de Lima
 
A extrema-direita que em Portugal se disfarçou das mais diversas formas sempre odiou a Constuição, os nossos falsos democratas-cristãos até a votaram, mas os seus herdeiros,começaram como fedelhos de extrema-direita da JC e hoje são ricaços, uns como empresários e outros como compradores de equipamento militar, sempre a odiaram, ali´s odeiam tudo o que cheire a direitos sociais.

Pires de Lima acha que porque o país se corrompeu com os dinheiras de Bruxelas que em vez de terem servido para modernizar o país serviu para enriquecer oportunistas os trabalhadores devem perder os direitos, primeiro enriqueceram roubando o dinheiro das ajudas comunitárias, agora querem enriquecer regressando à escravatura.

A esta gente só apetece perguntar se não acham que os filhos da puta também deviam ser inconstitucionais!
 
«Numa altura em que inconstitucionalidade é uma palavra que marca a agenda política, o presidente da Unicer e dirigente do CDS-PP, António Pires de Lima, sugere, em declarações ao Jornal de Negócios, que se medite sobre se “não foi inconstitucional, ao longo dos últimos 30 anos entrarmos três vezes em bancarrota”, bem como se “não é inconstitucional termos primeiros-ministros que levem o País à bancarrota”.» [Notícias ao Minuto]
    
 Os grandes escapam aos impostos

Uma das melhores estratégias de evasão fiscal é o recurso aos tribunais, as grandes empresas recorrem da decisão da Administração Fiscal por tudo e por nada, a lei tem mais mecanismos para que os potenciais faltosos recorram do que para cobrar impostos. É o resultado da influência corrupta do lóbi dos consultores e dos advogados especializados em fiscalidade que vão passando pelo governo e criando mecanismos que permite o enriquecimento da classe.
  
O montante dos impostos que aguardam decisão judicial daria para acabar com a austeridade, mas parece ser preferível continuar a destruir empresas, a despedir trabalhadores e a promover a fome do que alterar este Estado de coisas. E porquê? Por uma razão muito simples, porque os mais interessados neste grande negócio altamente corrupto são as maiores empresas portuguesas, dessas cujos presidentes aparecem frequentemente nas televisões a aprovar mais austeridade, bem como alguns dos mais conhecidos advogados, gente que aprece com ar muito douto a dar opinião sobre tudo e mais alguma coisa nas televisões.
  
Uns escapam-se aos impostos e os outros ganham chorudos honorários graças aos recursos ou às reengenharias financeiras, tudo à custa de um país à beira do colapso e de um povo quase na miséria. Até quando?


  
 O caso Paulo Portas
   
«Paulo Portas está em desacordo com o Orçamento, mas aprovou-o em nome do "interesse nacional." A invocação deste "interesse" tem-se prestado às maiores vilanias. A abstracção contida no conceito constitui a característica essencial dos políticos que atrás dele se resguardam, a fim de impor o próprio vazio de sentido das suas decisões. Afinal, que é o "interesse nacional"? São os bancos, as companhias de seguros, os interesses dos mais afortunados, o enriquecimento ilícito e, agora, a troika? Na lista das prioridades estamos em último lugar, a verificar pela miséria, pelo desemprego, pela queda abismal do nosso poder de compra, pela emigração em massa dos mais jovens e pela angústia devastadora dos mais velhos. O "interesse nacional" é a máscara da nossa decepção permanente.
   
Ao refugiar-se nesta efabulação atroz, Paulo Portas desacreditou-se ainda mais. Ele não perdeu a capacidade de tomar posição relativamente à realidade que o rodeia; é demasiadamente arguto e experiente para admitir como verdade o embuste, criado por quem tem do poder uma ideia absoluta, da democracia uma concepção de eguariço e de nós uma percepção de subalternidade.
  
Ao reconhecer que, no próximo Orçamento, as coisas não serão admitidas tão benevolentemente, Portas confirma que o documento por si aprovado é um estropício, para não dizer uma monstruosidade. A obediência às imposições do PSD, as quais agridem a moral social que proclama defender, amolgam-lhe o carácter e atingem-lhe a honra. Não há como escapar das acusações.
   
A coligação está por um fio. E não é apenas a exposição de decisões tomadas unilateralmente, como o desprezo demonstrado em assuntos cruciais. Passos considera mais o que lhe sussurra Gaspar do que acolhe o que lhe sugere Portas. Entre estes dois homens há um conflito de culturas e um atrito ideológico. O mal-estar no CDS é difícil de dissimular, e bem pode o patético Relvas asseverar que tudo está muito coeso quando ouvimos os trambolhões que já chegam ao céu.
   
O "interesse nacional", sobre ter dado cobertura às maiores patifarias, faz-nos engolir, com repugnância, o amargo veneno da servidão. Quem da expressão se tem servido não admite, aos outros, a possibilidade de escolha. "Não há alternativa" é, igualmente, uma frase maldita que nos têm inculcado como impossibilidade de conduta, a não ser aquela que o poder impõe. É no mínimo estranho que um homem lido e havido como Paulo Portas tenha admitido a possibilidade de que todos somos jumentos, e que a preguiça mental e a indiferença cobarde nos hajam definitivamente afectado.
   
Teve a oportunidade de bater com a porta, e libertar-se das teias de uma política que o embaraça. Não o fez, em nome do tal "interesse nacional", e excedeu os limites éticos tradicionalmente atribuídos aos homens de bem. A escolha foi dele.» [DN]
   
Autor:
 
Baptista-Bastos.   

 Terrorismo intelectual
   
«Quando o primeiro-ministro lançou o debate sobre a refundação do Memorando de Entendimento, mas que era, afinal de contas, sobre a refundação do Estado social, alguns tiveram a ilusão que ele teria seriedade de intenções.
   
No entanto, poucos dias depois, já se sabia que não haveria debate mas apenas a intenção de fazer cortes de despesa para encobrir as dificuldades do nosso ajustamento. Mais do que isso: esses cortes estavam já decididos, tanto nos montantes como nos sub-sectores das funções sociais do Estado sobre os quais incidiriam.
  
Esta atitude do Governo apenas prolonga o seu padrão habitual de conduta. O Governo nunca esteve nem está interessado em encontrar pontos de entendimento com a oposição, nem com os parceiros sociais, nem mesmo com o Presidente da República. Sempre que abre retoricamente a possibilidade de algum entendimento, o Governo usa essa intenção de forma manipulativa. Foi assim que obrigou o PS a afastar-se progressivamente, que enganou os parceiros sociais (especialmente a UGT) e que enxovalhou o PR, mais do que uma vez.
  
As declarações sucessivas do primeiro-ministro nestes últimos dias, de novo sobre o Estado social, apenas confirmam a mesma tendência, embora "elevando-a" para um patamar antes inatingido. Pense-se apenas em dois exemplos, por falta de espaço.
   
O primeiro é o das declarações sobre as pensões milionárias e a justificação da sua diminuição em função da "justiça", omitindo deliberadamente que os cortes já decididos incidem sobre pensões a partir de 1350 euros. Neste aspecto, o primeiro-ministro quis, antes de mais, condicionar a decisão do PR sobre o OE de 2013 insinuando factores da sua vida privada, o que é inaceitável. Mas o primeiro-ministro quis também cindir a sociedade entre velhos e novos, gerar ódios intergeracionais, enfim, dividir para poder reinar.
   
O segundo exemplo é o das declarações sobre o "facto" de o Estado social beneficiar os ricos. Os portugueses que conhecem as filas da segurança social, dos centros de saúde, aqueles que sabem até que ponto as transferências sociais amenizam a pobreza em Portugal, compreendem bem a alarvidade destas afirmações. Na segurança social e na saúde, mas também na educação, o Estado social tem sido o grande apoio dos pobres e da classe média-baixa. Ao fazer tais declarações, o primeiro-ministro quis apenas dividir a sociedade entre pobres e ricos, gerar ódios sociais, criando mais uma vez as condições para poder reinar.
   
A governação em Portugal vive tempos sombrios. Nunca houve na democracia portuguesa um primeiro-ministro que tenha atingido este nível de irresponsabilidade social, desonestidade argumentativa e terrorismo intelectual.» [DE]
   
Autor:
 
João Cardoso Rosas.
      
 Obviamente demita-se
   
«O Presidente da República tem um papel fundamental como garante do regular funcionamento das instituições, assegurando que o Estado não funciona à margem da Constituição. Por isso o Presidente jura não apenas cumprir mas também fazer cumprir a Constituição. E fazer cumprir a Constituição implica garantir que os direitos fundamentais das pessoas não sejam desrespeitados. Ora Cavaco Silva já desrespeitou a Constituição no ano passado, ao não sujeitar a fiscalização preventiva um Orçamento do Estado que confiscou 25% dos rendimentos de centenas de milhares de cidadãos.
   
Parece, no entanto, que este ano Cavaco vai deixar passar mais um Orçamento inconstitucional, a pretexto de que não quer prejudicar a sua entrada em vigor. A vigência tardia do Orçamento já aconteceu inúmeras vezes sem consequências de maior, sendo até muito frequente em anos eleitorais. A sucessiva promulgação de Orçamentos inconstitucionais pelo Presidente é, pelo contrário, um acto da maior gravidade, representando a quebra do seu compromisso de defesa da Constituição. Um conselheiro de Estado disse, no entanto, que o país não poderia esperar que o Presidente fosse interventivo pois isso seria pedir a um herbívoro que funcionasse como carnívoro. Mas o papel constitucional do Presidente é precisamente ser interventivo na defesa da Constituição. Se Cavaco não pretende exercer os poderes do cargo, o que deve fazer é renunciar ao mesmo.» [i]
   
Autor:
 
Luís Menezes Leitão.
   
     
 Chegou a fome?
   
«Para José Rogério, de 33 anos, e Diana Pereira Verga, de 24, que vieram do Brasil há um ano, a fome é já uma realidade: no frigorífico da habitação há apenas leite, ovos e iogurtes fora do prazo – são apenas consumidos pelo casal, que não arrisca dá-los às crianças.
  
"Eu trabalhava como DJ, a pôr música em restaurantes, e fazia biscates. A Diana trabalhava como empregada de mesa, mas desde Setembro que estamos desempregados. Aí começou o inferno e agora chegou a fome", revelou ao CM José Rogério.
   
Até há uma semana, a família contava com o apoio do Núcleo de Albufeira do Centro de Apoio ao Sem Abrigo, onde ia buscar comida, mas isso acabou devido a uma discussão com a directora, depois de a família ter pedido mais apoio, o que foi recusado. A autarquia tem também ajudado com roupa e equipamento, mas não fornece alimentos.» [CM]
   
Parecer:
 
Mas ainda no passado domingo, um tal Lemos com ar rechonchudo e bem agasalhado dizia que enquanto existirem Misericórdias não haveria fome. Devia estra a referir-se a fome de tachos e mordomias à custa da caridade:

«O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, disse hoje que enquanto existirem misericórdias não há razão para haver fome em Portugal, criticando o "calor da luta política" que se tem gerado sobre o assunto.» [Expresso]

Mais uma iniciativa dos finórios da caridade da instituição do senhor Lemos:

«A situação dramática de uma família de Samora Correia, em Benavente, que não consegue alimentar os filhos, de dois anos e cinco meses, levou vários vizinhos a dirigirem-se à casa de Ana Raquel Viveiros para a ajudar. "Já tenho cenouras e hortaliças no frigorífico para fazer sopa para os meus filhos", disse a mulher ao Correio da Manhã. As grandes dificuldades económicas que esta família enfrenta actualmente sensibilizaram muitos dos nossos leitores, à semelhança, aliás, do que tem vindo a acontecer com os recentes casos noticiados pelo nosso jornal. Uma onda de solidariedade levou a que dezenas de pessoas ligassem ontem para a redacção do Correio da Manhã com propostas para ajudar esta família.»
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao senhor Lemos qaunto gastam as Santas Casas em burocracia e despesas com responsáveis.»
      
 Impostos: os pobres pagam, os ricos recorrem
   
«Os grandes contribuintes, responsáveis por quase um terço da receita fiscal em Portugal, resistem a pagar os impostos resultantes de inspecções do Fisco. De acordo com o parecer da Conta Geral do Estado de 2011, entregue ontem no Parlamento pelo presidente do Tribunal de Contas (TC), Oliveira Martins, dos 552 milhões de euros que os grandes contribuintes tinham de entregar, apenas pagaram 63 milhões de euros até Março deste ano.
   
O parecer dos juízes alerta para o facto de a Autoridade Tributária, presidida por Azevedo Pereira, ter cobrado "menos de 10% do valor das liquidações resultantes de inspecções aos grandes contribuintes", que correspondem a grandes grupos económicos. O valor da receita fiscal aumentou no ano passado 590 milhões de euros, relativamente a 2010, mas em contrapartida tem diminuído o valor da cobrança após inspecções.
   
Os juízes chamam a atenção para o facto de muitos dos processos de liquidação seguirem para tribunal. Nesse sentido, recomendam ao Governo que "adopte medidas tendentes a melhorar a eficácia das inspecções aos grandes contribuintes e aperfeiçoe o sistema de informação com vista a apresentar a receita obtida após as decisões finais sobre os processos".» [CM]
   
Parecer:
 
Digamos que tudo está feito para dar de comer a uma classe de advogados que enriquece à custa do país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Acabe-se com esta marmelada.»
   

   
   
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