sábado, fevereiro 16, 2013

Que se lixe Portugal!


Qualquer economista, a não ser alguém considerado equivalente a tal pela Lusófona, sabia que as consequências do extremismo do Vítor Gaspar seriam uma recessão brutal. A invenção de de desvios colossais para fundamentar ainda mais troikismo só poderia levar ao colapso do consumo, à destruição de empresas em massa, à falência de sectores inteiros como a construção civil.

Qualquer economista honesto sabe que não é destruindo riqueza que se pagam dívidas, não é forçando os melhores quadros à emigração que se estimulam as empresas que produzem mais valor acrescentado, não é torrando miseráveis os trabalhadores que os empresários ficam mais competentes, não é com colaboradores desmotivados que as empresas são competitivas.

Qualquer economista íntegro sabia que a política económica que estava sendo adoptada não consta em qualquer manual, não foi testada em lado nenhum, não assenta em qualquer estudo prévio, não foi devidamente pensada ou reflectida, foi pensada por alguém que não sabe distinguir um ser humano do cão da vizinha e que em tempos já ajudou a levar o país a um beco sem saída ao mesmo tempo que impingia a ideia de que o país era um oásis no meio de uma Europa em desgraça.

Se assim é como se entende tanto Bento e outros a apoiar esta política?

Porque pensavam que a desgraça só bateria à porta dos mais pobres muito boa gente de direita achou que mal ou bem este governo destruir o que restava de sonhos incómodos que todo um povo ousou ter nos anos setenta. Era ao mesmo tempo uma liberalização que ia de encontro aos manuais e uma vingança, com a ajuda de uma troika de imbecis, clarinhos ou escurinhos todos eles imbecis, pensaram que podiam destruir direitos, valores constitucionais, violar a vontade da maioria sociológica de um país.

Aquilo a que Portugal tem assistido é a um golpe de Estado, só que em vez de armas o país foi invadido por um exército de bárbaros armados de dinheiro que vieram em apoio de gente de muito baixo nível. Gente como os banqueiros que durante trinta anos se encheram de dinheiro, corromperam o país, estimularam o consumo e penalizaram a actividade produtiva, ajudaram a branquear dinheiro de origem duvidosa e perante a crise foram à falência.

Não foi o país que trabalha que foi à bancarrota, foi quase toda a banca, em especial o Millennium e o BPI, bancos que neste momentos estariam a ser vendidos na Feira da Ladra se não fosse a ajuda externa, não admira que alguns senhores se tenham oferecido para fazem de pitbulls privativos do ministro das Finanças.

Quando disse que se estava lixando para as eleições Passos Coelho mentiu, o que ele estava era que se estava lixando para os portugueses. Para vender a EDP e dar umas massas ao Catroga, para se vingar do 25 de Abril fez tudo para conduzir o país à ajuda externa e agora lança a economia na desgraça para ter poderes que vão para além do que é razoável em democracia.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Calçada de Sant'Ana, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Monsanto [A. Cabral]

Jumento do dia
   
Pedro Passos Coelho
 
Um primeiro-ministro que elabora um OE prometendo crescimento e criação de emprego no segundo semestre e que um mês e meio depois admite uma espiral recessiva é um incompetente. A sua demissão mais a seita dos Relvas, Borges e Gaspares deixou de ser um problema político para passar a ser um problema de higiene pública e de sanidade mental do país.
 
«Para além dos protestos nas galerias e dos apelos implícitos de António José Seguro para que o primeiro-ministro se demita, o debate quinzenal no Parlamento foi marcado pelo anúncio de Passos Coelho de que vai aproveitar a 7ª revisão do memorando para "rever as previsões", adaptando o memorando a um dado novo que "tem de ser visto com muito cuidado": a diminuição das exportações.

"Ninguém pode afastar a hipótese de uma espiral recessiva", embora "não haja evidência" de que exista, disse o primeiro-ministro, quase no final do debate, em resposta a João Semedo (BE).» [DN]

 Curto e grosso
 
Fernando Alves decidiu transformar o Viegas num herói porque mandou o fisco "tomar no cu". Independentemente dos argumentos a favor ou contra a lei, ou os moralismos invocados por Fernando Alves a verdade é que Francisco José Viegas não é um herói desta história como pretende o comentador da TSF. É antes o vilão cobarde.
  
Pessoalmente sou contra a lei mas poderei, em limite, vir a ser obrigado a abrir um processo contra um qualquer cidadão, e isso é possível porque o actual governo estendeu ao consumidor final uma regra que já existia para as empresas. Ora, uma alteração do código do IVA só é possível no parlamento ou por iniciativa do governo mediante uma autorização parlamentar, umas e outras costumam constar na lei do orçamento.
  
Ora, Francisco José Viegas participou em todo o processo de adopção da norma que agora usa para se armar em heróis e decidir quem deve tomar ou não no cu. Ele até pode invocar como argumento em seu favor que a norma é da competência das Finanças, mas isso só lhe ficaria mal, significaria falta de solidariedade com aqueles de quem foi par no governo, além de significar igualmente incompetência e ignorância. Todas as leis antes de irem a conselho de ministros são discutidas em reunião de chefes de gabinete de secretários de Estado, isto é, se o próprio Viegas não aprovou a norma alguém o fez em seu nome.
  
Assim, se alguém deve ir tomar no cu por causa desta norma é o Francisco José Viegas e os deputados da sua maioria e não os funcionários do fisco que aplicam as leis que o próprio Viegas ajudou a serem adoptadas.
 
 Ai vou, vou!

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 Dar nas vistas

Já se percebe a atoarda do Viegas, foi para fazer fogo de artifício agora que regressa à direcção da revista Ler. Mas sera para dar nas vistas e fazer publicidade à revista não precisava de ofender tanta gente.


  
 Portugal quando?
   
«Depois da novela da candidatura gorada de Costa à liderança do PS e dos apelos à unidade e conciliação que culminaram no "documento de Coimbra" - chegou a intitular-se "Portugal primeiro", o nome dado por Passos à sua moção de 2010 (!) -, esperar-se-ia que a direção triunfante abandonasse a histeria e agressividade entrincheirada com que reagiu às críticas internas, concentrando-se no apresentar de uma alternativa credível de governo.

Mas, num artigo de opinião publicado ontem no i, o porta-voz socialista, João Ribeiro, evidencia que para si o fundamental é apresentar o seu líder não como quem pode salvar o País, mas como salvador do partido (o texto dá mesmo pelo nome de "Seguro salvou PS"). Para o efeito, o articulista decide apontar vários países da Europa em que partidos similares ao PS não ultrapassam os 30%. Ribeiro entusiasma-se tanto, aliás, com os valores das sondagens portuguesas que vê o PS a liderar "com valores idênticos ou superiores ao total dos dois partidos da maioria". Ora as últimas dão ao PS 34,1% (Eurosondagem) e 31,6% (Marktest), enquanto PSD/PP apresentam, respetivamente, 37,1% e 33,1%. Isto com um Governo há ano e meio em funções que, além de ter contraditado na prática tudo o prometido em campanha, responde pela maior carga fiscal de sempre, pelo anúncio de um corte brutal no Estado social, por previsões erradas em todos os indicadores, uma desaceleração brutal da economia e um desemprego galopante. E com um PM que repete que é assim porque sim e que a gente se habitue, porque não tenciona mudar de rumo.

Mas Ribeiro, em vez de se deter na minudência de perante tal desastre o PS não conseguir convencer, decide explicar aos partidos congéneres como "descolar nas sondagens". É, pois, não persistindo "exclusivamente na defesa dos sectores mais tradicionais do Estado social de sucesso que construíram", mas congregando "uma nova agenda de modernidade que [...] abraça uma realidade de serviço público multidimensional mais flexível aos interesses criticamente apreendidos por uma nova geração de cidadãos autónomos". Seja lá o que isto quer dizer, fica-se com a impressão de que o PS de Seguro, apesar de, contra opinião de críticos internos, ter recusado a participação do partido na comissão parlamentar para o efeito, descobriu agora ser prioritário reformar o Estado social.

Mas o porta-voz do PS tem mais surpresas para o povo. Diz ele que o grande problema são "as elites e as corporações que não se querem submeter aos políticos democraticamente legitimados". Será que o PS de Seguro quer recuperar a guerra de Sócrates aos interesses corporativos? Ou Ribeiro fala ainda e sempre para dentro do partido, vituperando os que vê como ameaça à supremacia do seu grupo, insinuando que o fazem por elitismo e interesses obscuros? A ser assim, duas conclusões: nem esta direção se sente segura, nem é estranho que o País não o esteja de um partido com tal voz.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.   

 Ontem foi o dia da Disfunção Erétil
   
«Ontem, o Francisco José Viegas, no seu blogue, mandou o fisco "tomar no cu" e eu, aqui, sobre as mesmas faturas, fui mais comedido. Compreende-se a diferença: ele já foi secretário de Estado e eu, confesso, não quero inviabilizar essa remota hipótese. Apesar de ex-, o Viegas aproveitou para aumentar o nível cultural do País: hoje há mais portugueses que sabem que cu não leva acento. Eu, se levasse a discussão para aquele ponto, não falaria do ponto mas de quem por lá labora. Lembraria o médico proctologista (veem?, também sei elevar o nível cultural) de nome Dr. Jacinto Leite Aquino Rego, personagem do humorista Agamenon, que todos os domingos ataca no jornal O Globo, do Rio de Janeiro. O que eu quero dizer é que o Viegas, com a sua indignação, e eu, de cernelha, manifestámos o mesmo perante uma intromissão abusiva. O Estado quer cobrar impostos aos comerciantes e ainda bem porque também mos cobra. Mas essa relação é de casal (Estado e comerciante) e não é de ménage à trois comigo à força. Quer dizer, o Estado pode tentar conquistar-me, dando incentivos (p. ex., as faturas pedidas diminuindo os meus impostos) e eu posso, ou não, deixar-me conquistar. Não posso é ser punido por não fazer o que só incumbe ao Estado, zelando, e ao comerciante, cumprindo. Esta história de multas a clientes à porta dos cafés é um abuso inaudito. E não é por ela revelar a impotência do Estado que deixa de ser um abuso.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
   
  
     
 Cantou-se a Grândola no Parlamento
   
«O inaudito aconteceu esta sexta-feira no Parlamento. No debate quinzenal, antes que o primeiro-ministro pudesse responder, alguns elementos nas galerias levantaram-se e começaram a cantar "Grândola, Vila Morena.

Por momentos, o debate ficou suspenso. Alguns elementos que cantaram nas galerias pertencem ao movimento 'Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas', designadamente Nuno Ramos de Almeida, Miriam Zaluar, a coreógrafa Vera Mantero, o advogado Garcia Pereira, entre outros, além do cantor Carlos Mendes. O movimento convocou uma manifestação para dia 2 de março.» [CM]
   
Parecer:
 
Será que Passos não ficou com os tímpanos furados?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»
      
 PCP junta-se ao Viegas
   
«O PCP anunciou hoje a apresentação na próxima semana de uma iniciativa legislativa para eliminar a possibilidade de os consumidores serem multados por não pedirem fatura, argumentando que o ato "mesquinho e maquiavélico" interfere com a "privacidade".» [DN]
   
Parecer:
 
Isto parece uma cruzada de idiotices.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Cinismo financeiro
   
«O ministro das Finanças acredita que a recapitalização bancária serve para "assegurar os serviços de pagamento e salvaguardar os depositantes". Hoje, na Comissão de Orçamento e Finanças, Vítor Gaspar explicou ainda que "a ausência de intervenção levaria a uma redução muito acentuada do financiamento à economia".
  
Garante por isso que "as operações de capitalização têm o propósito de assegurar a estabilidade financeira". Assim, o reforço dos capitais dos bancos reforça a capacidade de prestação de crédito e "diminui o risco sistémico".» [DN]
   
Parecer:
 
O que seria dos depositantes se o Gaspar não tivesse ido em auxílio dos bancos com o dinheiro dos contribuintes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Andava tudo a carne de cavalo
   
«O maior retalhista alimentar norueguês, o NorgesGruppen, confirmou esta sexta-feira que detectou carne de cavalo nas lasanhas congeladas vendidas nas suas lojas, o primeiro caso confirmado neste país.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Convenhamos que entre a carne de um puro sangue lusitano e  de um touro de uma corrida de Barrancos a escolha não deixa dúvidas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Vai tu


Caro Viegas,

Antes de mais deixe-me dizer-lhe que de um ex-secretário de Estado da Cultura do meu país, ainda que de um governo de gente que poderiam ser classificados de bárbaros, eu esperava mais educação. Esperava também que um ex-governante tivesse mais sentido de Estado e respeito pelas instituições do Estado e (como se diziam antigamente) pelos seus servidores.
  
Infelizmente constato que há gente a governar a cultura que têm linguagem de camionista e que fala de milhares de funcionários usando uma terminologia de taberneiro. Foi esta besta quadrada que andou a gerir dossiers como o CCB, os nossos teatros, os nossos museus? Francamente, a linguagem do senhor é mais digna de um xulo da Intendente do que de um governante de um país europeu.
  
Talvez o senhor ache que em vez de dizer na peida dizer cu, ou em vez de mandar levar optar por mandar tomar está a ser mais fino, mas não o senhor é alguém muito rasca e de muito baixo nível ético e moral, para usar a sua própria linguagem o meu amigo não vale um peido.

Ó seu grande filho da mãe, para não dizer filho da puta por respeito à sua pobre progenitora, então o senhor ,manda levar, perdão, tomar no cu aqueles que são obrigados a aplicar uma lei de um governo ao qual pertenceu na época em que essa lei foi aprovada? Está esquecido de que esteve presente ou fez-se representar nas reuniões de secretários de Estado por onde todas as leis passam antes de irem a conselho de ministros? Ignora que o dinheiro que andou a gastar ou a esbanjar com motoristas meninos foi cobrado por esses a quem manda tomar no cu?

Ó seu grande irresponsável, então um membro do governo que foi mais troikista que a troika, que cortou em tudo e em todos, que ajudou a levar milhares de empresas à falência, escolheu o dia em que o país soube que quase tinha batido o recorde histórico de recessão, na mesma semana em que se soube que ser português quase significa ser desempregado, que está sob ocupação externa por causa da situação financeira, escolhe precisamente aqueles que cobram impostos para os mandar tomar no cu. É uma pena que não se lembre de ir para o meio de uma batalha dizer-lhes para irem tomar no cu, talvez levasse um tiro nesses cornos e era muito bem dado.

Porque enquanto o senhor manda os do fisco tomar no cu há desempregados a ficar sem subsídios por falta de dinheiro, há hospitais a cortar nos medicamentos e até o senhor foi escolhido para secretário de Estado da Cultura precisamente por não haver dinheiro e sem dinheiro qualquer idiota serve para o cargo.
  
Compreendo que o senhor não goste de pagar impostos, que enquanto os pobres que ganham o ordenado mínimo pagam o IRS com as taxas normais, o senhor tenha andado muitos anos a pagar apenas 50% por conta do trabalho cultural. Mas para que o senhor possa viver à conta da cultura com IRS reduzido a 50% outros terão que pagar impostos pela medida grossa e muitos outros terão de assegurar que os impostos sejam cobrados.
  
Alguém que foi secretário de Estado e tinha ao seu serviço quatro motoristas a receberem ordenados superiores a 1800 euros, um deles com apenas 21 anos, o melhor que tinha a fazer era ficar calado, em vez de andar a mandar os outros “tomar no cu”.

É uma pena que não se possa demitir da condição de ex-secretário de Estado do meu país, porque enoja-me saber que o meu país é governado por gente como o senhor, sinto vergonha de ser concidadão de um governante que se comporta como o senhor. Como não posso fazer mais nada resta-me fazer uma sugestão A Vossa Excelência ao responder-lhe como lhe estarão a responder muitos portugueses, vai tu, vai levar nessa peida alimentada com os impostos dos contribuintes portugueses.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Burros mirandeses no Castelo de São Jorge, Lisboa (2005)
  (burros bem mais inteligentes do que os especialistas em previsões economistas do BdP e das Finanças)
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Anoitecer no Tejo [A. Cabral]   

Jumento do dia
  
Francissco José Viegas
 
Ao que isto chegou, um ex-governante a sugerir a outro que vá "tomar no cu"!

É evidente que o ex-governante quer protagonismo que lhe limpe o curriculo e nada melhor do que se atirar ao fisco. Se me cruzar com este idiota não vou deixar de de retribuir o gesto e mando-o levar no dito mas com o rabo de uma raia, tem os bicos virados ao contrário! E aproveito ainda para o mandar ofender a dita que o fez.

De facto este país está a bater no fundo, mas em domínios em que não há troika que nos consiga impor, o que de resto é um alívio, se os merdolas da troika são tão incompetentes na economia imagine-se no resto.
 
«O ex-secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, juntou-se às vozes que protestam contra a intenção governamental de multar quem não pede faturas de despesas, ameaçando, no seu blogue, mandar "tomar no cu" algum agente da Autoridade Tributária e Aduaneira que o aborde nesse sentido.

Sob a forma de carta aberta ao secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, o jornalista e escritor escreveu: "Caro Paulo Núncio: queria apenas avisar que, se por acaso, algum senhor da Autoridade Tributária e Aduaneira tentar 'fiscalizar-me' à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel (quando forem legalizados) com o simpático objectivo de ver se eu pedi factura das despesas realizadas, lhe responderei que, com pena minha pela evidente má criação, terei de lhe pedir para ir tomar no cu, ou, em alternativa, que peça a minha detenção por desobediência".

No mesmo post acrescentou: "Ele, pobre funcionário, não tem culpa nenhuma; mas se a Autoridade Tributária e Aduaneira quiser cruzar informações sobre a vida dos cidadãos, primeiro que verifique se a Comissão Nacional de Proteção de Dados já deu o aval, depois que pague pela informação a quem quiser dá-la."» [DN]

 Miguel Relvas vai casar
 
Não seria uma boa ideia ir ao Zoo e atribuir ao elefante das moedinhas a equivalência de noiva do equivalente a doutor? Coitadinho do elefante, tinha de aturar outro paquiderme.
 
 Salto de trampolim na Rússia


 O Jumento tinha razão

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(recebido por e-mail)

A recessão em 2012 ficou muito acima da previsão do governo, o desemprego disparou, os portugueses foram forçados a emigrar, as empresas começam a perder os melhores quadros, o Estado está em processo de degradação. Onde estão os mentirosos que prometiam o crescimento e a criação de emprego no segundo semestre do ano passado.

Porque razão são cobardes e não assumem as suas responsabilidades em público? Porque não pedem a demissão dos cargos públicos para que foram nomeados ou eleitos?
 
Quem é que andou a prometer a inversão da tendência da recessão e a criação de emprego no segundo semestre de 2012, precisamente na mesma altura em que, afinal, a recessão se agravou? Quem é o economista que se ofereceu para ajudar o país e que não devia esperar pelo fim do mandato para resignar e regressar ao luxo da Quinta da Coelha?
 
 Até tu António

Melhor do que ouvir o director do DE seria ler as suas crónicas de apoio extremista às políticas do Gaspar. Agora até já se lembra de que o Gasparzinho foi o ideólogo do famoso oásis do Braga de MAcedo.
 
 Um vídeo dedicado a Francisco José Viegas 
  
 
Já se percebeu porque razão o culto senhor prefere o "tomar" a "levar",é uma questão de inflência brasileira. Enfim, com o acordo ortográfico cada um toma o seu português onde bem entender.
 
 Tomar no cu?

Tomar no cu ou, como dizem os portugueses, no olho do cu devia ir quem andou a pagar 1886 euros a quatro motoristas pessoais, um dos quais um 21 anos!


  
 Bicas, perdão, dicas para fugir à multa
   
«Quando saí do café, o homem, engravatado e educado, abordou-me: "Boa tarde, sou da AT, Autoridade Tributária e Aduaneira..." Eu, que nisto de diálogos com as autoridades tenho muito ano, desviei a conversa: "O senhor desculpe-me, mas como é que AT quer dizer Autoridade Tributária e Aduaneira?" Mas ele, também com muito ano, não atou nem desatou: "Mostre-me a fatura, por favor." E eu: "Fatura, não tenho." Ele: "Mas tem de ter, tomou café." Eu: "Não tomei, não." Ele, que a sabe toda: "O senhor entrou no café e como consumidor final tem de pedir fatura." Eu: "Mas qual consumidor? E final? De onde é que me conhece para me chamar consumidor final?! Entrei no café para aquecer." Ele: "O senhor está a obtemperar..." Eu sabia, ponham uma autoridade tributária a fazer de gnr e ele fica logo a falar como um gnr... Fugi para a frente: "Exijo uma lavagem ao estômago para ver se há cafeína." Olhei para o interior do café e vi as saquetas de publicidade: "E tem de ser Delta! Porque ainda devo ter resíduos do Nespresso que tomei em casa..." O tributário hesitou, guardou o papelinho da contraordenação (é o que eu dizia, é assim que eles chamam à multa) e mandou-me seguir. Fiquei a vê-lo a caçar outro cliente. Este estava tramado, ainda mastigava o croissant... Dali até à esquina, fui pelo passeio sempre a fazer sinais de luzes aos consumidores finais que iam em sentido contrário.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.   
   
  
     
 O ministério do Gaspar no seu melhor
   
«Apontado como escolha pessoal do primeiro-ministro e descrito nos media como o novo Sr. Privatizações, Manuel Luís Rodrigues ainda não tinha até ontem competências formalmente atribuídas por despacho, pelo menos publicado.

O secretário de Estado das Finanças tomou posse no final de Outubro do ano passado com a missão de dividir a pesada pasta do Tesouro e Finanças com Maria Luís Albuquerque. De acordo com informação então divulgada, a mulher que tem dado a cara pelo governo nas privatizações deveria ceder este tema ao colega. Manuel Luís Rodrigues teria ainda sob sua responsabilidade as parcerias público-privadas (PPP) e era-lhe atribuída a missão da coordenação política do Ministério das Finanças. O até então vice-presidente do PSD fez parte da equipa liderada por Eduardo Catroga que negociou em nome do PSD o último Orçamento do Estado do governo Sócrates. No entanto, a sua passagem pelas Finanças tem sido discreta – por exemplo, ainda não foi à comissão parlamentar de Economia e Finanças. As privatizações mais mediáticas da TAP e da ANA – Aeroportos de Portugal continuaram a ser conduzidas por Maria Luís Albuquerque, que tinha iniciado os processos.» [i]
   
Parecer:
 
Nem num país africano acontecem coisas destas!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se e dê-se conhecimento à rapaziada da troika.»
      
 Promiscuidade
   
«O presidente do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da EDP, Eduardo Catroga, falou ao Dinheiro Vivo sobre a venda dos 4,14% que a Parpública ainda detinha na EDP, uma operação que marca a saída definitiva do Estado da empresa.» [DN]
   
Parecer:
 
Mete nojo ver um alto responsável de uma empresa privada envolvida num negócio falar das decisões do Estado como se estivesse do lado deste. Não, não está, Catroga é empregado dos chineses que o contrataram no âmbito ou por ocasião do negócio. Catroga é um idoso que ganha uma fortuna em pensões e ainda saca mais 50 mil na EDP, mas como acha que os portugueses são imbecis gosta muito de nos dar lições de moral.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 A culpa é da Europa, diz o sôr Álvaro
   
«O ministro da Economia atribuiu hoje a queda do PIB português acima das previsões do Governo ao impacto do desempenho da economia europeia.

Álvaro Santos Pereira falava, em Trás-os-Montes, à margem de uma sessão de apresentação do programa "Portugal Sou Eu", no dia em que foi conhecida uma quebra no Produto Interno Bruto (PIB) nacional de 3,2% em 2012, superior às previsões do Governo.» [DE]
   
Parecer:
 
Este rapazola é ridículo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Estará louco
   
«João Moreira Rato diz acreditar que Portugal vai voltar a ter acesso total ao financiamento no mercado obrigacionista nos próximos meses e que sairá do programa de resgate acordado com a troika. Isto apesar do endividamento e da recessão.

“Espero que tenhamos pleno acesso ao mercado nos próximos meses. Estamos muito perto disso”, afirmou o presidente do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) em entrevista ao “Financial Times”. “Parece que tudo está a encaminhar-se na direcção certa”, sublinhou.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
No mesmo dia em que o país soube que está à beira do desastre ainda há quem prometa uma amanhã radioso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se e tenha-se dó do rapaz, faz o melhor que sabe para o chefe gostar dele.»
   
 Boas novas do ajustamento
   
«Taxa de pobreza infantil está há oito anos acima da média Europeia e a tendência é para o crescimento, avisa a Cáritas num relatório sobre o impacto da crise na Europa.
  
Em Portugal 22,4% das crianças vivem numa situação de pobreza, uma taxa que ultrapassa há oito anos a média europeia, actualmente nos 20,5%. As medidas de austeridade deverão aumentar ainda mais estes valores ...» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
O grande Gaspar, grande inventor do oásis de Braga de Macedo e da recessão brutal de 2012 está de parabéns, o seu novo Estado Novo está cada vez mais perto, já só faltam as papas de sarrabulho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns ao oasista.»
   
 Foi por andarmos a consumir demais
   
«A taxa de pobreza em Portugal é superior à média da União Europeia, atingindo o 20º lugar, sendo ultrapassada apenas pelos valores de Itália, Grécia, Lituânia, Bulgária, Espanha, Roménia e Letónia, segundo a Cáritas.
  
De acordo com o relatório "O impacto da crise europeia", da Cáritas Europa, a taxa de risco de pobreza em Portugal situava-se nos 17,9%, em 2010, quando a média europeia da União Europeia era de 16,4%.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
O que seria se tivéssemos sido poupadinhos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao Gaspar,»
   
 Até a tropa tem de ser sustentável
   
«Até porque, justificou Aguiar Branco, o ramo das “Forças Armadas precisa de ser sustentável e não o é”, daí a necessidade desta “reforma estrutural”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Este ministro anda a ver muitos filmes sobre a China e deve achar que podem transformar Santa Margarida numa fábrica de contrafação de saco da Chanel.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 O Álvaro só estuda a alheira depois da troika
   
«O presidente da Câmara de Mirandela, distrito de Bragança, entregou esta quinta-feira ao ministro da Economia uma petição a reclamar a redução do IVA para produtos como a alheira, que Álvaro Santos Pereira prometeu analisar depois da saída da troika.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Agora, sempre que o governo quer ser simpático diz que vai estudar o assunto mas depois da troika.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   

   
   
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