sábado, março 23, 2013

Quem tem medo do lobo mau?


A direita portuguesa nunca perdeu os seus velhos tiques e à primeira oportunidade reage como se vivêssemos em ditadura, basta haver uma oportunidade para que os velhos demónios habituados a décadas de ditadura se soltem. Veja-se o que se está a passar com o governo, a coberto da troika Passos Coelho tornou-se num serviçal de um desconhecido Gaspar que tem um projecto para o país que tornaria Salazar num velhote simpático.
 
Para a direita portuguesa a ordem natural das coisas seria a direita governar eternamente, as eleições seriam desnecessárias mas já que têm que ser realizadas então o povo deveria votar eternamente nos partido de direita. Quando a esquerda governa a direita não responde com alternativas, coloca sempre as diferenças no plano da competência, um governo de direita é naturalmente competente, um governo de esquerda é naturalmente um governo incompetente.
 
Sempre que governa a direita apresenta-se como a salvadora, sucedeu com Salazar, com Marcelo Caetano, com a AD, com Cavaco Silva, com Durão Barroso e agora com Passos Coelho. Através de eleições ou de um golpe de Estado sempre que a direita chega ao poder não se apresenta para governar segundo o seu projecto político, é sempre salvadora, tudo o que decide é em nome da salvação do país.
 
A reacção da esquerda é curiosa, a esquerda conservadora sempre preferiu governos de direita a governos de esquerda, PCP e BE sentem-se mais confortáveis concordando com a direita em relação ao que consideram ser a ordem natural das coisas. Uma boa parte do PS quase pede licença à direita par governar, pede desculpa à direita por não governar tão à direita como esta desejaria e sente vergonha em relação à esquerda conservadora por não governar tão à esquerda como esta exige. A direita faz uns elogios enquanto o eleitorado não a favorece, a esquerda abre consultórios de certificação de governos de esquerda.
 
Quando há um governo de esquerda que enfrenta a direita e manda a esquerda conservadora à fava surge o ódio, estava o verniz à direita que solta os fantasmas da destruição do estado social, dos despedimentos em massa e da revisão constitucional. Na esquerda conservadora vem ao de cima os velhos ódios ideológicos dos leninistas e dos trotskistas aos social-democratas, ódios bem mais violentos do que o que separa a esquerda conservadora da direita.
 
Sócrates e Mário Soares foram os dois líderes de governos de esquerda mais odiados quer pela direita, quer pela esquerda conservadoras, desprezaram a direita, atacaram-lhes os alicerces dos financiamentos partidários, disputaram-lhes o poder na finança e na comunicação, venceram-na repetidamente, humilharam-na. Em relação à esquerda conservadora quer Mário Soares, quer Sócrates mandaram os Louçãzinhos a apanhar gambuzinos, desprezaram-nos enquanto sumos pontífices ideológicos.
 
Quer a direita, quer a esquerda conservador odeia e teme Sócrates, nalguns casos Sócrates conhece podres mais do que suficientes para que este medo seja terror. E agora não há processos Freeports para lhe atirar.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Flor silvestre do Parque da Bela Vista, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Caminhos, Monsanto [A. Cabral]

Jumento do dia

Braga Lino, secretário de Estado Adjunto e da Defesa
 
Longe vão os tempos em que este governo metia o Estado no Fitness, agora vendem órgãos e vão às reuniões das suas empresas em carros do Estado. Isto é, temos secretários de Estado em part-time que usam o carro a tempo inteiro seguindo das obrigações estatais para as reuniões de accionistas com carro e motorista pago por contribuintes a quem o governo tira o coiro e o cabelo.

O senhor secretário de Estado ainda não pediu a demissão nem foi demitido? É estranho, Portugal ainda deverá ser um estado de direito, pelo menos ainda está tudo em vigor, até a Constituição ao que aprece está, pelo menos o PSD lembrou-se dela para defender o Seara, para defender os trabalhadores o Gaspar ignora-a e o Catroga sugere a sua reciclagem para papel higiênico da EDP, mas para defender o mardo da Judite levaram apenas minutos a lembrar-se da sua existência.

No meio de tudo isto não é de admirar que o secretário de Estado ande confundido, se calhar é por isso que se defende tão bem, enfim, defende-se tão bem que foi uma boa escolha para a defesa.
 
«O secretário de Estado adjunto e da Defesa usou carro e motorista do Ministério para participar numa reunião de acionistas da Fundição Felino. Do currículo oficial de Braga Lino não consta a sua participação no capital da empresa.

Cerca das 11.45 horas de quinta-feira, o governante chegou às instalações da Felino, em Ermesinde, acompanhado de mais duas pessoas, num Mercedes cinzento, com matrícula inscrita como propriedade da Secretaria-Geral do Ministério da Defesa, conduzido pelo motorista.

O JN apurou que Paulo Braga Lino participou na assembleia de acionistas da empresa, da qual deterá, juntamente com o pai, uma participação no capital de 40%. A reunião decorreu até às 13.30 horas.

Ao sair - e quando se preparava para entrar na viatura - o secretário de Estado foi confrontado com a presença da equipa de reportagem do JN, que o tentou questionar. Visivelmente surpreendido, deu instruções ao motorista para partir e voltou de imediato para o interior das instalações. Sairia cerca de dez minutos depois, sentado no banco traseiro de uma viatura particular.

No exterior do edifício da Felino, permaneceram o administrador da empresa, Manuel Braga Lino (primo do secretário de Estado) e Rafael Campos Pereira, presidente da assembleia de acionistas. "O senhor secretário de Estado participou na assembleia de acionistas a título pessoal, nada tem com as funções do Governo", confirmou, ao JN, este último.

Também questionado pelo JN, o administrador acabou por confirmar a participação acionista do membro do Governo. "Ele [secretário de Estado] e o pai têm 40% de participação", adiantou, embora não esclarecesse a parcela detida por cada um deles.» [JN]

 Discurso de Goebbels sobre a queima de livros

 
«Bücherverbrennung significa em alemão literalmente queima de livros. É um termo muitas vezes associado à acção propagandística dos Nazistas, organizada entre 10 de Maio e 21 de Junho de 1933, poucos meses depois da chegada ao poder de Adolf Hitler. Em várias cidades alemãs foram organizadas nesta data queimas de livros em praças públicas, com a presença da polícia, bombeiros e outras autoridades.

(...) A opinião pública e a intelectualidade alemãs ofereceram pouca resistência à queima. Editoras e distribuidoras reagiram com oportunismo, enquanto a burguesia tomou distância, passando a responsabilidade aos universitários. Também os outros países acompanharam a destruição de forma distanciada, chegando a minimizar a queima como resultado do "fanatismo estudantil".» [Wikipedia]
 
Silenciar definitivamente as vozes "incómodas" é uma velha mania da extrema-direita e, pelos vistos, dos liberais de pacotilha. É o que dá a aquisição dos valores do salazarismo pela via retal.

 Quem tem medo do Sócrates

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Que compre um cão!

 Música para os dias que correm
 
 
   
 O ódio vem de onde menos se espera
 
O Câmara Corporativa lembrou-se de desenterrar do baú dos testemunhos para memória futura algumas declaçaões de um Rabaça a propósito do outro Rabaça. Acontece que o primeiro Rabaça não parece ter gostado e seguindo a tradição do pessoal da Quinta do Coelho usou o Facebook para responder. O títuo reflecte espanto, para Louçã do lado do Câmara Corporativa esperava amor, daí que o post tenha como título "o ódio vem de onde menos se espera.

O ódio parece consistir em recordar o que se disse há menos de dois anos, odiar alguém é recordar o que esse alguém disse!

Mas vejamos a prosa de Louçã na sua página no pasquim socialite do imperialismo:

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Louçã tem logo o cuidado de avisar que o blogue é de gente com a peçonha de serem ex-assessores de Sócrates, algo que é como se tivessem sido sargentos de Noriega, ainda antes de afirmar a sua inocência lança a dúvida sobre a honorabilidade de quem foi assessor de Sócrates, um truque muito querido à direita. Depois diz que é degradante demais porque cita uma declaração que desconhece. Mas omite que essa declaração foi publicada num jornal, que os peçonhentos reproduzem. Quem lê Louçã imagina que o CC inventou a notícia, mas não está online e nunca mereceu desmentidos de Louçã, nem mesmo no Facebook.

Depois tenta sensibilizar os leitores porque nunca apoiou as medidas da troika. Pois é, mas foi uma ajuda preciosa para a troika e para a direita chegar ao poder e dessa peçonha Loução nunca se livrará, nem ele nem os leitores que não lhe perdoaram.

Será que passado mais de um ano Louçã vai acusar o CM de ter publicado uma falsa entrevista seja a quem for?
   
PS: informo o Louçã de que detesto trotskistas desde o tempo em que interrompiam as aulas do ISE de cinco em cinco minutos, não fui assessor de ninguém, nem mesmo de algum político da família como sucedeu com a sua mãezinha, nunca ocupei qualquer lugar de nomeação política ou que dependesse de qualquer nomeação política. Não é preciso ter sido assessor de Sócrates para não ter grandes simpatias pelo líder da corrente trotskista do comunismo.

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 O medo de Sócrates

Todos os ex-líderes do PSD ganham directa ou indirectamente por conta da política. com excepção de Marcelo Rebelo de Sousa.
Dos ex-líderes do PSD e ex-primeiro-ministro dois estão em cargos de nomeação política, Durão Barroso e Santana Lopes.
Todos os ex-líderes do PSD, vencedores ou derrotados, com a excepção de Marcelo Rebelo de Sousa, têm empregos para os quais foi determinante a sua influência política.
Dois ex-líderes do PSD são comentadores políticos.

Há alguma norma constitucional que proíba os ex-líderes dos outros partidos de exercer o direito à opinião ou encontrar emprego?

Mais uma vez alguma direita deu provas da sia imbecilidade e cobardia. Se Sócrates é assim tão mau até deviam agradecer o seu regresso, o argumento da defesa do país contra Sòcrates vindo da direita só poder ser para nos rirmos à gargalhada.

 Selecção portuguesa empata

Não seria melhor mandar o Paulo Bento para ministro das Finanças e o Gaspar para seleccionador naciona?
 
 Reacção estuporada

Se José Sócrates é tudo quanto se diz a reentrada dele em cena pouco mais interesse teria para a direita do que a afirmação do direito de resposta, nos últimos meses todos os gatos pingado atacaram o e-preimeiro-monistro no pressuposto de que não haveria resposta do visado, desde Cavaco SIlva à auxilair de limpeza da sede do PSD, todos desancaram em Sócrates.

Sendo Sócrates a besta odiada pelo povo de que tanto se fala o seu regresso só poderia ser uma bênção para a direita, que melhor saco de boxe poderia querer o Passos Coelho, até já pode soltar Miguel Relvas e permitir que a ovelha negra do governo paste em público. Com tanta desgraça o debate com Sócrates só traria vantagem, até seria uma excelente oportunidade, por exemplo, para Passos Coelho voltar a tentar explicar a sua proposta em relação à TSU.

E com o PS a querer enfrentar este novo PSD com o CDS a servir de atrelado a exibição de Sócrates ao vivo só traria vantagens, era mais um a bater em Seguro, como parece deduzir-se do que por aí se vai dizendo. Não se entende, portanto, a direita estuporada.
 
 Gaspar no seu melhor
  
Enquanto foram milhões de portugueses a sofrer o ministro das Finanças foi contra a referência à palavra crescimento. Mal foi o seu nome a estar em causa o ministro apressa-se a dizer que agora é ele o grande defensor do crescimento. À incompetência junta-se a cobardia e o oportunismo.
   

  
 O desenho
   
«O Governo tinha até aqui uma única narrativa, agora passou a ter duas. A primeira, diz que Portugal está “no bom caminho” e tem tido “bons resultados” porque está a cumprir o Memorando da ‘troika’.

A segunda, explica que os resultados são maus porque o Memorando da ‘troika' estava "mal desenhado desde o início". Como se percebe, estas duas narrativas têm um pequeno problema: são contraditórias. Uma desmente a noutra. A conclusão a tirar só pode ser esta: a vítima mais recente do Governo é a lógica.
Os partidos que estão no Governo não têm, obviamente, nenhuma legitimidade para invocar deficiências no desenho inicial do Memorando: ambos participaram nas negociações e ambos subscreveram o acordo com a ‘troika'. Concluído esse acordo, aliás, o próprio Eduardo Catroga, negociador indicado pelo PSD, fez questão de convocar uma conferência de imprensa (3-5-2011) para dizer ao País que a negociação tinha sido "essencialmente influenciada pelo PSD". E dias depois, em entrevista ao Público, deixou dita para a história uma frase que hoje convém recordar: "Quem apresentou à ‘troika' a estratégia de consolidação fiscal fomos nós" (11-5-2011).

Mas se os partidos do Governo não podem desresponsabilizar-se do Memorando inicial que negociaram e subscreveram, menos ainda podem agora invocá-lo para explicar os maus resultados da sua governação. E por uma razão simples: a política de austeridade que o Governo executou não corresponde à que estava prevista no "desenho inicial" do Memorando. A verdade é esta: com a sua política de austeridade "além da ‘troika'", entretanto vertida em sete (!) revisões do Memorando, o Governo é que destruiu todos os equilíbrios conquistados na versão original.

Para se perceber a dimensão deste desvio, recomendo a consulta de um quadro que o próprio ministro das Finanças divulgou na conferência de imprensa de apresentação dos resultados da sétima avaliação da ‘troika'. Trata-se de um quadro que compara as medidas de consolidação orçamental previstas no Memorando inicial com as medidas efectivamente executadas pelo Governo. A conclusão é simplesmente aterradora: em 2012, o Memorando inicial previa medidas de austeridade no valor de 4,8 mil milhões de euros mas o Governo executou 9,6 mil milhões de euros; em 2013, o Memorando inicial previa 2,8 mil milhões de euros mas o Governo pretende aplicar 5,8 mil milhões de euros. Contas feitas, só nestes dois anos, em vez de 7,6 mil milhões de euros, o Governo propõe-se tirar à economia 15,4 mil milhões de euros! Dito de outra forma: o programa de austeridade que o Governo está a executar é mais do dobro (!) do que estava previsto no "desenho inicial" do Memorando. É isto a austeridade "além da ‘troika'".

Sucede que já é possível dizer que esta estratégia do Governo, apesar dos enormes sacrifícios que pediu aos portugueses, foi um completo desastre. Os resultados da sétima avaliação aí estão para o provar: 6,6% de défice, 123% de dívida pública, três anos consecutivos de recessão e 19% de taxa de desemprego já este ano. Uma tragédia. Não é preciso fazer um desenho para se perceber que é urgente fazer alguma coisa.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.   

 O dinheiro ou a vida
   
«Chipre, a decisão do Constitucional que aí vem, o ex-PM que vai fazer comentário político na RTP. Perante tudo isto, quem quer saber do Ruben, de 18 anos, que se estampou de mota perseguido pela polícia?
  
Não vou deter-me na história da morte do Ruben - na verdade nada sei para além das versões da polícia, que para variar foram mudando ao longo dos dias. Sei que a dada altura a PSP achou que se justificava disparar. Para o ar e com balas de borracha, asseveram (estranho relevância de as balas serem de borracha, se eram para o ar, mas adiante). E que há um inquérito da Inspeção-Geral da Administração Interna para ajuizar se fazia sentido, naquelas circunstâncias (um miúdo de mota sem capacete que alegadamente passou um sinal vermelho e não parou à ordem da polícia), usar arma de fogo; e que a PJ nem sequer foi investigar porque a PSP lhe disse que 'não era preciso" (!).
  
A maioria das pessoas, pelo que leio e oiço, acha, como a PSP, que não é preciso. A maioria das pessoas até se conforma com o facto de as polícias portuguesas volta e meia dispararem a matar em situações como a do Ruben. A maioria das pessoas jurará até que "a polícia portuguesa nem é das piores". Achará que 56 mortes por disparos policiais de 1996 a 2011 (números oficiais da IGAI) não é nada de especial. Não tem termo de comparação. Pois bem: no mesmo período, num país com o quíntuplo da população (Inglaterra mais Gales), o dobro do crime total e o óctuplo do crime violento per capita, a polícia matou 39 pessoas. Oito vezes menos que cá, tendo em conta a proporção populacional.
  
Sim, é verdade, a polícia britânica não anda habitualmente armada: arma-se quando considera necessário, para determinadas operações, e os agentes armados têm formação especial. E existe no país, desde 2002, uma contabilidade, com relatórios anuais, efetuada por uma comissão independente, não só das mortes causadas diretamente pelas polícias mas de todas as mortes durante (ou em seguida a) um contacto com elas - incluindo despistes e atropelamentos. Sim, os britânicos serão dos poucos, senão únicos, a ralar-se tanto com estas coisas. França e Espanha, por exemplo, nem sabem dizer quantas pessoas a polícia mata com armas de fogo. Em França, o gabinete da Polícia Nacional assevera mesmo que "não é possível saber" (Portugal não está assim tão mal).
  
Ah, a ironia: no país de Bond, o agente com licença para matar, afinal não só os agentes matam muito pouco como andam em cima deles para não pisarem o risco. Mas, lá está, Inglaterra é uma velha democracia de tradição liberal, onde a defesa dos direitos das pessoas face ao Estado é levada a sério. O direito à propriedade privada, o direito à vida. Já por cá, dita a lógica que quem aceite de tão bom grado que o Estado tenha, sem sentença de tribunal ou sequer respaldo da lei, licença para matar não se oponha a que assuma também a liberdade de assaltar - salários, pensões, e, por que não?, contas bancárias.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.
   
  
     
 Mas que grande contra-ataque?
   
«Espaço de opinião da ex-líder do PSD arranca em Abril, o mesmo mês em que Sócrates inicia colaboração com a RTP.

O mercado das contratações de comentadores políticos continua agitado. No dia seguinte à notícia do regresso de José Sócrates à RTP, sabe-se que Manuela Ferreira Leite vai estar na TVI 24. A antiga líder do PSD que defrontou José Sócrates nas eleições legislativas de 2009, vai ocupar o espaço deixado vago com a transferência de Luís Marques Mendes à quinta-feira, às 22 horas, no programa "Política Mesmo", conduzido pelo jornalista Paulo Magalhães.» [DE]
   
Parecer:
 
Digamos que a fava saiu à TVI.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
      
 O homem do crescimento
   
«O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, garantiu hoje que a prioridade atual do programa de ajustamento económico de Portugal passa por "criar condições para o investimento privado contribuir para o crescimento" do país.

Em texto publicado na página Internet do ministério das Finanças alemão, Gaspar traça uma retrospetiva da evolução da economia portuguesa desde a entrada do país na União Europeia até à atual fase do ajustamento português.

"Apenas o investimento produtivo vai permitir a recuperação económica e, posteriormente, a criação de emprego. Estas são as bases para o crescimento sustentável e um ajustamento bem-sucedido na zona euro", escreve o governante em texto, realça, escrito durante a sétima avaliação da 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional).» [i]
   
Parecer:
 
Já há dinheiro para o crescimento  o dinheiro que não havia quando o Álvaro defendeu medidas nesse sentido. Este Gaspar dá as cambalhotas para iludir a sua cada vez mais evidente incompetência.

Pela primeira vez um ministro das Finanças recorre à página do ministério para propaganda, sinal do desespero de um ministro que já não o é mas insiste em ocupar o cargo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se o incompetente.»
   
 Anedótico
   
«O ministro da Educação, Nuno Crato, afirmou hoje que a mobilidade especial vai aplicar-se aos professores no próximo ano letivo, acrescentando que está a estudar possibilidades de, na prática, os docentes não serem atingidos por este regime.

O ministro garantiu ainda que o horário dos professores vai manter-se nas 35 horas semanais, afastando assim a hipótese do aumento para 40 horas.

De igual forma, vão manter-se as reduções horárias por antiguidade, assegurou.» [i]
   
Parecer:
 
O ministro fala da mobilidade como se fosse uma catástrofe natura, que não depende da decisão governamental.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   
 Pior ainda
   
«O ex-primeiro-ministro, José Sócrates, dá uma entrevista na quarta-feira à RTP1, revelou hoje a estação pública, que contará posteriormente com o antigo governante do PS num espaço semanal de opinião.

"A austeridade em Portugal, o futuro da Europa e as alternativas para sair da crise" são temas a abordar na entrevista, que irá para o ar às 21:00 e será conduzida pelo diretor de informação da RTP, Paulo Ferreira, e o jornalista Vítor Gonçalves.

Mais de 100 mil pessoas assinaram até hoje as petições via Internet contra o regresso do antigo primeiro-ministro socialista, José Sócrates, ao comentário político na estação pública de televisão.» [i]
   
Parecer:
 
Não queriam bater em Sócrates? Aí o têm.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Presidente da TAP concordava com a greve
   
«“Sem dúvida nenhuma”. Foi desta forma que o presidente da companhia aérea nacional, Fernando Pinto, respondeu à pergunta sobre se os funcionários da TAP tinham motivos para convocar uma greve. O responsável falava no formato ‘Negócios’, da CMTV, tendo acrescentado que “havia algo que não fazia sentido ali”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Mais um candidato ao despedimento.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao doutoríssimo Relvas.»
   
 Crato já pagou a sua dívida aos professores
   
«O ministro da Educação, Nuno Crato, confirmou nesta sexta-feira aos jornalistas que a mobilidade especial será aplicada aos professores já no próximo ano lectivo, mas escusou-se a responder se esta foi uma decisão tomada com o seu acordo, uma vez que antes garantira que a mobilidade especial não se aplicaria aos professores.

"Vivemos no mundo em que vivemos", foi a resposta de Nuno Crato às perguntas insistentes dos jornalistas.

Um funcionário público na mobilidade especial tem o seu salário cortado para metade depois de dois meses neste regime. O FMI já propôs que fossem despedidos ao fim de dois anos, uma proposta que poderá ser acolhida pelo Governo. À semelhança do afirmado pelo secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Casanova de Almeida, na quarta-feira, Crato voltou a insistir que o seu compromisso de que os professores não seriam abrangidos pela  mobilidade especial só tinha a duração deste ano lectivo.» [Público]
   
Parecer:
 
Agora já os pode dispensar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
   

   
   
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sexta-feira, março 22, 2013

Who's afraid of the big bad wolf *


 
(*) Em inglês técnico!

O regresso da alma penada do PEC IV


Parece que o país ficou surpreendido porque um ex-primeiro ministros que ganhou duas eleições legislativas e que foi derrotado com a ajuda de golpes baixos, mentiras presidenciais e em plena crise internacional e da própria existência da EU que todos negaram.
 
Ao que aprece dava jeito Sócrates estar em silêncio, desempenhando obedientemente o papel de Vasco Gonçalves do século XXI, o falecido general pagou pela miséria herdada do salazarismo e a direita acusou-o durante décadas dos males do país, espiados os pecados do general er necessário mais um culpado, desta vez para iludir a corrupção que roubou os rios de dinheiros de Bruxelas e, terminado este dinheiro, especializaram-se em mafiosos do sistema financeiro.
 
Enquanto Sócrates foi vedeta nos prefácios dos pasquins anuais de Cavaco Silva ninguém se incomodava com o seu regresso, não fazia mal que fosse tema durante horas a fio nas televisões, o que parece incomodar é meia hora em que pode falar. Mas não se percebe muito bem o porquê de tanto alvoroço, se Sócrates é assim tão odiado pelo povo e é tão responsável por tudo o que de mau nos acontece a direita deveria estar em festa. O próprio Gaspar já deveria ter metido o champanhe no frigorífico, na mesma semana em que defendeu que o memorando estava mal feito eis que aparece Sócrates para responder pela autoria do memorando. É a oportunidade de Gaspar e Passos Coelho explicarem os fundamentos científicos do seu excesso de austeridade.
 
Um dos aspectos mais interessantes desta reacção é a imensa onda de solidariedade da direita portuguesa em relação a Seguro, uma boa parte da nossa direita não se incomodou muito com a presença de Sócrates, o que a incomoda mesmo é o prejuízo que esta presença pode infligir a Seguro. É uma direita tão piedosa que quer mesmo perder as eleições para Seguro e ficou muito incomodada porque Sócrates vem prejudicar a imagem do líder do PS.
 
Aliás, esta direita só tem qualidades, os que não estão incomodados com os problemas de Seguro acham que Sócrates é tão mau, está de tal forma condenado que o seu aparecimento só facilitará a vida a Passos Coelho. É uma direita muito nobre, herdeira dos bons valores da nossa fidalguia, esta autêntica ala de namorados quer combater castelhanos e sarracenos a sério e não este D. Quixote em cima de uma pileca.
 
Há, por fim, a direita mais religiosa, aquela que reage com um “va de retro Santanás”, José Sócrates é a reincarnação do mal e aquele que aí vem não é o verdadeiro pois esse foi morto e bem morto, aquele que vai ser visto na RTP é a sua alma penada, é a reincarnação do mal, é Santanás.
 
O regresso de Sócrates é mesmo o regresso de uma alma penada, é o regresso da alma penada do PEC IV que vem buscar para levar para o inferno os que ajudaram o país a enveredar pelo trilho da austeridade brutal, para o despedimento em massa e sem critério de funcionários públicos, de professores e vamos ver de quem mais. É a alma penada do PEC IV que vem agoirar o velho merceeiro holandês, o Catroga pago a 50 mil pelos chineses, os Mários Nogueiras, os inventores de escutas a Belém, os autores de prefácios manhosos, os promotores de manifestações de jovens à rasca.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
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Bica, Bairro da Bica, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento

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À espera do barco [A. Cabral]   

Jumento do dia
  
Hélder Rosalino
 
Ainda há poucos dias o governo decidiu atribuir o subsídio de emprego aos funcionários do BCP que rescindiram o contrato amigavelmente. Agora o governo parece recusar este subsídio aos funcionários públicos que vierem a rescindir. Isto é aquilo a que se chama justiça, é por isso que o Rosalino dá indemnizações que fiz serem idênticas às atribuídas por empresas de transportes, só se esqueceu de dizer que poupa indemnizistas anos de subsídio de desemprego.
 
«O Governo aumentou ontem as expectativas dos funcionários menos qualificados quanto à indemnização que poderão vir a receber caso aceitem uma rescisão por acordo, admitindo oferecer entre um e 1,5 salários por cada ano trabalhado, sem limite máximo. Mas ao contrário do que tem feito em algumas empresas públicas não garantiu, pelo menos para já, acesso ao subsídio de desemprego.

"O que disse aos sindicatos é que o ponto de partida começará a partir de um vencimento por cada ano de trabalho. Disse-lhes que se situará entre um e um e meio", afirmou aos jornalistas o secretário de Estado da ...» [Jornal de Negócios]
 
 Promessa de Jumento
 
O Jumento promete que quando Passos Coelho for demitido por incompetência não defenderá que seja levado à justiça, seguindo uma sugestão do próprio na última campanha eleitoral, nem assinará ou promoverá petições visando condená-lo ao silêncio, até porque os principais interessados em condená-lo ao silêncio serão os seus próprios correlegionários, aqueles que agora são os seus mais incondicionais apoiantes.
 
O Jumento defende a liberdade de expressão e é contra qualquer condenação de um português à perda de direitos políticos, seja isso decidido num tribunal plenário sob proposta da PIDeE ou resultado de uma decisão parlamentar com base numa petição supostamente popular. O Jumento assume a defesa dos valores da social-democracia, a social-democracia cuja designação é usada por gente que não o é e que a coberto dessa falsa designação defende valores mais próprios de outros quadrantes políticos.

 Uma espécie de família real portuguesa
 
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Primeiro ajudou a direita a chegar ao poder depois elogiou a escolha o familiar, agora anda por aí caladinho para que os portugueses não o identifiquem como um dos escadotes que a direita usou para destruir o Portugal da democracia.
 
 A política portuguesa de hoje

A Merkel manda.
O Wolfang Schäuble telefona ao Gaspar a dar o recado.
Vítor Gaspar decobre um novo desvio colossal que justifica mais uma dose de austeridade.
Olli Rehn (comissário dos assuntos monetários) elogia o Gaspar pela ideia.
Simon O'Connors, o "pitbull" do Olli, ameaça os portugueses de que acaba o dinheiro se não obedecerem ao Gaspar.
O Passos Coelho dá uma entrevista à TVI com ar pesaroso e depois segue para o teatro.
O Durão Barroso diz que a culpa de tudo é dos portugueses.
O Ulrich diz que o povo aguenta isso e muito mais.
O Soares dos Santos promete uma promoção no 1.º de Maio.
A Ferreira Leite ajuda a neta a comer a papa ameaçando-a que vai buscar o Gaspar.
O Paulo Portas nada diz, está algures noutro continente.
O Seguro defende que metade da medida teria bastado.
O Mário Nogueira preocupa-se com os professores que dão formação profissional.
O Louçã diz que mora noutra freguesia e que continua contra o PEC IV.
As vacas da Ilha Graciosa anda intrigadas com tanta reflexão presidencial ao ponto de estarem produzindo menos leite devido a tanta perturbação.

 Pois

Os mesmos imbecis que decidiram e tentaram impor e agora fazem chantagem sobre o Chipre são exactamente os mesmos que nos têm obrigado a ser cobaias neste imenso laboratório mengeliano em que a boche Merkel transformou Portugal. É uma pena que muitos do que agora protestam não tenham reparado nisto e só se indignem porque estão em causa bancos, bancos cipriotas, mas para estes filhos da mãe os bancos sejam eles quais forem ou de onde forem são mais importantes no plano dos princípios económicos e éticos do que os seus concidadãos que tenham de viver de ordenados.
 
 Comunicado deste palheiro

Informa-se os portugueses de que:

1. Cavaco Silva ainda é Presidente da República, O Jumento informou-se junto das autoridades e pode garantia que as pensões de reforma estão sendo levantadas.
2. Dentro de dois meses será feito novo ponto de situação sobre o desempenho presidencial.
 
 Uma pergunta aos professores portugueses
  
Já estão a roer as unhas de saudades da Lurdinhas?

 Solução para quem tem medo que Sócrates fale

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 O Portugal em Chipre
   
«A ideia de impor uma taxa sobre todos os depósitos foi do presidente cipriota. Mentira: não foi. Foi do FMI. Foi da Alemanha. Foi do BCE. Foi da Comissão Europeia. A verdade? A verdade é que não interessa: foi aprovada por unanimidade pelos 17 países do euro, Gaspar incluído, claro. Todos juntos e de acordo. A unanimidade é burra, não é? A da Zona Euro é pior: é subserviente. Aliás: aumenta a recessão, provoca divisão, estimula o ressentimento. Segundo conta a agência Reuters, nessa noite fatal um dos presentes "sentiu vontade de vomitar" quando percebeu o que ia ser decidido. Haja alguém com estômago, embora possa ter sido apenas a reação aos finger sandwiches, não o efeito azedo do sauerkraut na receita financeira.
  
Nessa longa madrugada de Bruxelas sucederam-se os encontros entre os ministros das Finanças (laterais, bilaterais, trilaterais) para que se chegasse a uma conclusão; ou seja, onde a Alemanha exigia chegar. Entretanto, alguns - os ministros irrelevantes, talvez a maioria - jogavam com os smartphones nos corredores para matar o tempo. Jogariam Angry Birds para aliviar a chatice? Não sei, os relatos divergem, a Reuters não esclarece e ninguém se quer comprometer: o que acontece em Bruxelas fica em Bruxelas. É assim o eurocasino em que jogamos o futuro.
  
Como se constata, a estupidez é alarmante: é sempre insistente. Schäuble insiste na destruição. Merkel na austeridade. Jeroen Dijsselbloem - o novo presidente do Eurogrupo - insiste em seguir a matilha. Só José Manuel Barroso desiste. Alguém tem ouvido o presidente da Comissão Europeia dizer alguma coisa de razoavelmente independente e corajoso que ajude a resolver o problema? Suspeito que nestes anos todos ele não tenha deixado cair apenas parte do apelido. Durão, wo bist du? Where are you? Já sei: ele é como o Papa, não tem nacionalidade. De acordo, mas convinha que tivesse um mínimo de ideias próprias. Durão, diz alguma coisa de europeu, pá.
  
Vamos ver se nos entendemos. Cobrar uma taxa aos depositantes, embora agressivo e arriscado, teria feito sentido se não fosse violada a diretiva europeia que protege os depósitos até aos cem mil euros. Toda a gente percebe isto: para não penalizar os contribuintes - esmagados por impostos -, pagariam desta vez os que ganharam mais com os juros estrelares da banca cipriota. Ganhar e perder faz parte do jogo, mas é preciso ter critério, diferenciar na altura de penalizar. Castigar todos os depositantes por igual não é (não seria) a mesma coisa. É - teria sido - um castigo excessivo aos cipriotas e um aviso ao Sul da Europa através da violação (disfarçada, prepotente, irresponsável) da lei europeia. Foi assim que os famosos mercados interpretaram os acontecimentos destes dias. Ficou tudo em causa. Felizmente, Vítor Gaspar tranquilizou-nos logo: isto não aconteceria no Portugal, só em Chipre. Será uma das previsões dele...?» [DN]
   
Autor:
 
André Macedo.   
   
  
     
 A coisas que o Macário sente
   
«O social-democrata Macário Correia considera que o país vive um momento de tempestade e que "há alguma falta de confiança no timoneiro", o qual identifica com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e com o ministro das Finanças, Vítor Gaspar.» [RTP]
   
Parecer:
 
Alguma, diz ele.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
      
 E o Relvas deixou?
   
«O diretor de Informação da RTP confirmou hoje à Lusa que a estação pública vai contar, a partir de abril, com o ex-primeiro-ministro socialista José Sócrates e o ex-ministro da Presidência social-democrata Nuno Morais Sarmento como comentadores políticos. 

"Confirmo que a RTP vai ter dois novos comentadores políticos: José Sócrates e Nuno Morais Sarmento", afirmou o diretor de Informação, Paulo Ferreira. 

A notícia, avançada na edição de hoje do "Diário de Notícias", refere que as negociações decorreram desde o início do ano e que cada programa será semanal e com duração de 25 minutos. O diretor de Informação da RTP escusou-se, no entanto, a avançar com pormenores sobre os formatos previstos. 

De acordo com o matutino, a estreia do espaço de comentário político de José Sócrates será antecedida por uma grande entrevista em que o antigo primeiro-ministro pretende esclarecer alguns temas a propósito dos seus seis anos de governação.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Isto vai ser bonito, lá vamos ter mais um saneamento na RTP.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Reserve-se lugar na primeira fila.»
   
 700 professores a caminho da mobilidade
   
«O "Correio da Manhã" escreve hoje que "os professores com 'horário zero' nas escolas poderão passar, já a partir do próximo ano letivo, para o regime de mobilidade especial. A medida, anunciada ontem pelo secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, poderá levar a um corte de 50% no salário de mais de 10 mil professores: em julho, havia 15 mil professores do quadro com 'horário zero'. Muitos foram repescados para atividades de apoio aos alunos. Agora, segundo o Governo, há apenas 700 professores em horário zero".» [DN]
   
Parecer:
 
É incrível como os professores se uniram contra a treta da avaliação e agora não se vê o mais pequeno protesto.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Efogie-se o trabalho de Mário Nogueira, só não se percebe como ainda não está no governo, talvez em adjunto do secretário de Estado da Administração Pública.»
   
 Se foi o Cavaco que lá os pôs ...
   
«O Presidente da República foi hoje de manhã recebido com protestos, em Lousado, Vila Nova de Famalicão, por mais de meia centena de manifestantes que exigiam a Cavaco Silva a "demissão imediata" do Governo.» [DN]
   
Parecer:
 
Pobre Cavaco, pensava que ia ter uma velhice descansada e leva com isto.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Pobre seara
   
«A decisão do Tribunal Cível de Lisboa suspende a candidatura de Fernando Seara à Câmara de Lisboa e obriga-o a uma luta contra o cronómetro. Os candidatos às autárquicas têm de apresentar as listas até 55 dias antes das eleições, o que significa que, a realizarem-se em Outubro, Seara devia apresentar-se oficialmente como candidato do PSD/CDS a Lisboa até meados de Agosto. Só que a sentença conhecida ontem baralha as voltas e é provável que entre o vai e vem de recursos se chegue ao Verão sem uma decisão sobre se o candidato, que já cumpriu três mandatos em Sintra, pode afinal candidatar-se a Lisboa.

“Começaria a pensar num plano B. Os prazos são apertados”, diz ao i fonte da Relação de Lisboa. O PSD tem 15 dias para recorrer para o Tribunal da Relação e já anunciou que o vai fazer. O melhor “é que se apresse”, diz a mesma fonte. No caso das providências cautelares, o Código Civil não fixa prazos para as decisões da Relação. Actualmente, explica um desembargador, os juízes estão a demorar “uma média de três a quatro meses” a decidir. Como se trata de uma providência cautelar tem carácter urgente, por isso “é provável que passe à frente de outros processos” e até pode demorar menos de três meses pois “a maior parte dos juízes já tem uma opinião sobre o assunto”. Mas “é sempre uma incógnita”, avisa o magistrado.» [i]
   
Parecer:
 
A ceifa vai ter de esperar pelo Verão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Cavaco socrático?
   
«Cavaco Silva alertou hoje que a economia portuguesa não deve apostar numa política de salários baixos, mas antes na aposta na “criatividade, criação de marcas, apoio aos clientes e qualidade”.

Em declarações aos jornalistas após a inauguração de uma fábrica em Vila Nova de Famalicão, que foram transmitidas pelas televisões, o Presidente da República afirmou que a “precariedade e os baixos salários não resolvem os problemas da economia portuguesa”.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
A falar desta forma Cavaco ainda vai reconhecer estar cheio de saudades de Sócrates e arrependido das maldades que fez.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Troika é pior do que os mercados
   
«"Antes, os mercados faziam todos os possíveis para nos financiarem. Agora, quem nos financia é a troika [Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional]. A troika é muito pior do que os mercados, em vários sentidos", afirmou a responsável, que preside ao Conselho de Finanças Públicas.

Teodora Cardoso lançou esta opinião no decorrer da sua intervenção no Fórum das Políticas Públicas, promovido pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), em Lisboa.

Já à margem do evento, questionada pelos jornalistas sobre esta afirmação, Teodora Cardoso afirmou que "há irracionalidade dos dois lados. Os mercados acharam que a dívida ia ser paga e deixaram-na chegar a níveis injustificáveis. A troika teve uma visão de muito curto prazo e, por isso, não fez a pressão necessária para avançarem outras reformas em Portugal".» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Pior do que a troika só mesmo o Gaspar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Só agora é que reparam  nisso?»
   
 Empresas reduzem nos depósitos
   
«O montante aplicado em Janeiro caiu 30% e foi o mais baixo em quase oito anos. As empresas não só estão a pôr de parte menos dinheiro, como o estão a retirar. Em dois meses o saldo dos depósitos nos bancos emagreceu 4,15 mil milhões. 

Os dados estatísticos disponibilizados terça-feira pelo Banco de Portugal mostram que as empresas depositaram 6,6 mil milhões de euros em Janeiro. O que representa uma quebra de 30,3% face ao mesmo mês do ano passado. É preciso recuar a Fevereiro de 2005 para encontrar um número tão baixo.

"Como as empresas não conseguem o mesmo nível de financiamento junto da banca, utilizam os fundos próprios para pagar salários e a fornecedores. Face às dificuldades de tesouraria têm menos dinheiro para pôr de lado", explica Nuno Coelho, economista do BPI.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
A banca não empresta e em consequência disso perde nos depósitos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dispense-se a banca.»
   
 Estão a ficar nervosos
   
«A petição ‘Recusamos a presença de José Sócrates como comentador da RTP’ tinha, às 12h18 de hoje, 6.023 signatários.

Segundo a lei, qualquer petição online com pelo menos 4.000 assinaturas tem de ser apreciada em plenário da Assembleia da República.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Sugirase ao Continente que faça uma pormoção nas fraldas para incontinentes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se uma petição para demitir Passos Coelho para que este possa substituir Sócrates na RTP, sempre pode comentar os espectáculos do teatro de revista a portuguesa.»
   
 Memorando pós troika
   
«O memorando assinado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) acaba em Junho do próximo ano e, depois disso, já no período pós-troika, Portugal vai ter de voltar a negociar e assinar um novo programa.

"É preciso formalizar um programa com o EFSF/ESM [Fundo Europeu de Estabilização Financeira e Mecanismo Europeu de Estabilidade], pois essa é condição necessária para solicitar o OMT [programa de compra de dívida do Banco Central Europeu]", confirmou fonte oficial do BCE, ao Diário Económico. 

O jornal recorda que as condições do período pós-troika, a partir do Verão de 2014, ainda não estão completamente definidas, mas é certo que Portugal terá de assinar um novo programa, a que o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, já apelidou de "Programa Cautelar", e, para isso, será fundamental existir um consenso político, para que os compromissos do País sejam levados a sério. » [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
E vai suceder com o memorando com a troika que foi assinado a três ou agora a oposição fica de fora como tem sucedido desde que Vítor Gaspar cehgou a primeiro-ministro por interposta pessoa?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao primeiro-ministro por interposta pessoa.»
   
 Se não fosse a imensa bondade do holandês o que seria de nós?
   
«Para a responsável, "o mercado é evolutivo" e actualmente "as famílias portuguesas estão a passar condições difíceis".

Nesse sentido, o Pingo Doce considerou que "era necessário alargar a oferta a outros bens de consumo" e como os combustíveis têm um peso no orçamento familiar, a aposta acabou por resultar nesta parceria com a BP.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
O holandês é ainda mais bondoso do que o americano da bicicleta.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Agradeça-se ao senhor.»