sábado, abril 13, 2013

Ele não sabe o que quer


Esta coisa da economia é como a saúde, quando não se percebe do assunto o melhor é estar quieto e se a doença é grave o melhor é seguir os protocolos cujos resultados são conhecidos do que ir ao endireita, rezar à santinha da ladeira ou fazer experiências clínicas. Ora, o ministro das Finanças parece ser um pouco de tudo o que de mau pode haver num falso médico, é um endireita que acredita na santinha da Ladeira e acha que está habilitado a fazer experiências médicas.
 
Nas previsões e já que os santinhos que o guiaram nas aulas de religião e moral da católica (cadeira que tal como o rancho folclórico de Tomar também contribuiu para a média que terá feito dele o melhor aluno da turma) não são muito dados a promessas pagãs, ficamos com a impressão de que em matéria de previsões económicas é um devoto da Santinha da Ladeira. Toda a gente vê que a santinha não faz milagre mas todos os que acreditam na intercepção divina da santinha, desde os que querem ter filhos macho aos que precisam de ganhar na lotaria, acreditam nos poderes milagreiros da santinha. È o que acontece com o Gaspar, ele acredita nas suas previsões com a convicção fanática de um crente nos milagres da santinha.
 
Quando não reza à santinha o nosso melhor aluno da turma aplica à economia portuguesa e aos portugueses os esticões de um endireita, ele acha que tudo está torto no país e a coisa só lá vai com esticões fortes e bruscos, sem direito a qualquer anestesia e pouco importando se em vez de curar o braço deslocado parte o osso, é tudo à bruta e de uma vez. Se há consumo interno a mais e exportações a menos é dar um esticão, os que trabalham passa a escravos, os que vendem o que os escravos consumiam são forçados à emigração e o Portas vai de continente em Continente vendendo os novos escravos da Europa enquanto por cá exige a demissão do Álvaro e vai-se entretendo com os projectos lançados por Sócrates. Primeiro vendeu o Magalhães, depois elogiou as exportações, mais recentemente inaugurou o contrato da Comporta e acabou tecendo elogios ao Simplex.
 
É com rezas e esticões que o ministro está testando as teses de política económica que foi escrevendo ao longo de anos de obscuridade e cinzentismo, A crise financeira do país, um primeiro-ministro fraco e um presidente contemplador das expressões faciais das vacas (enquanto não as trocarem por cavalos sem o avisarem, é o que está na moda) permitira-lhe imaginar-se num laboratório de testes onde pode fazer a um povo o que nem um Pinochet imaginava possível, mesmo com o apoio da DINA, é como se o Salazar tivesse contratado o Mengele para ministro das Finanças do Estado Novo.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Arraiolos
   
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Vila Real de Santo António [A. Moura]   

Jumento do dia
  
Passos Coelho
 
Passos Coelho continua a responsabilizar o TC pelos seus erros e agora até por decisões anteriores, há muito que se sabia que uma parte da famosa refundação do Estado era para aplicar já em 2013 e até já houve quem tivesse dito que o corte nas funções sociais do Estado teria que ser de mais 1,500 milhões.

Sejamos honestos os cortes do Estado servem apenas para compensar a incompetência e os falhanços de Vítor Gaspar.
 
«O primeiro-ministro afirmou que para compensar o chumbo do Tribunal Constitucional serão feitos cortes de 600 milhões nas verbas dos ministérios e vão ser antecipadas para este ano medidas de diminuição da despesa pública que só estavam previstas para 2014.

"Medidas que estavam previstas para 2014 terão que entrar em vigor mais cedo", disse Pedro Passos Coelho, numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo finlandês, reiterando que incidirão sobre a Segurança Social, Educação, Saúde e Empresas Públicas.» [DN]

 A próxima remodelação governamental
   
A próxima remodelação do governo consistirá em tirar o motorista ao ministro Álvaro.

 A música subversiva dos tempos que correm


Sugestão: substituir a Grândola pelo Hino Nacional para que os nossos governantes passem a defender os interesses de Portugal! E assim os Relvas até pode ser que o saibam cantar, talvez com sotaque alemão, mas enfim, não se pode pedir tudo.

 Pergunta
 
Não estaria na hora de os nossos ministros deixarem de usar o pin com a bandeira portuguesa na lapela para passarem a usar um com a bandeira alemã?
 
 Que se lixem as eleições
  
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 Um governo leproso
  
Cai aos bocados.

 Sintomas de amnésia lacunar de Passos Coelho

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 É lindo

Ver o Portas e o Álvaro a acotovelarem-se para apanharem boleia do investimento da Comporta, um projecto com oito anos que nasceu no tempo de Sócrates. Volta Sócrates.
   
 Saudades

O que será feito do António Borges? Será que é pago à peça ou mesmo quando não diz alarvidades recebe o seu dinheirinho com subsídios e demais alcavalas?

 Miguel Relvas era uma energia negativa no governo
 
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Aguiar-Branco será um devoto da Santinha da Ladeira ou do Dr. Karamba?

 O super-homem

O Relvas era um verdadeiro super-homem, para fazer o trabalho que ele fazia o Passos Coelho teve de ir buscar um ministro experiente e um doutorado daqueles que são doutorados a sério, cheio de prémios, doutoramentos e vagas em universidades XPTO, um super-homem em ponto pequeno pois tem de saber de tudo um pouco, tal a diversidade de dossiers que vai gerir.

Melhor elogio a Relvas não podia ter sido feito, para substituir a sua modesta licenciatura à bolonhesa da Lusófona, concedida com equivalências ao rancho floclórico, tiveram de arranjar um total de quinze anos de estudos universitários! E o mais engraçado é que basta ler o Facebook do Maduro para se perceber que por vezes aquilo que pode ser inteligência numa universidade facilmente se converte em loucura no governo.


  
 Atrás do arbusto
   
«Neste prós e contras Tribunal Constitucional que há uma semana decorre, alguém está, como é seu timbre, a tentar passar entre os pingos da chuva. Nem mais nem menos que o autor do primeiro pedido de fiscalização chegado ao Palácio Ratton: Cavaco.

O PR, recordem-se os amnésicos, arguiu a nulidade de três normas do OE 2013, duas das quais - o corte de um subsídio a funcionários públicos e pensionistas - foram "chumbadas" pelo tribunal. Perdeu Cavaco no que respeita à contribuição especial de solidariedade, a qual pesa, de acordo com as contas apresentadas por Gaspar, quase 500 milhões no OE. Se o TC tivesse atendido os três pedidos do PR, o Governo seria obrigado a devolver mais de 1600 milhões.

Ora, apesar de a decisão do tribunal orçar em menos, mesmo assim este foi acusado por Passos de, nem mais nem menos, "tornar problemática a consolidação orçamental para os próximos anos", "impedir o término da sétima revisão da troika", ocasionar a hipótese de "um segundo resgate" e até "pôr em risco a manutenção no euro".

É pena que no ano passado, quando apesar de o TC ter permitido cortes nos salários da função pública que ultrapassaram 20% (5% da massa salarial que transitava de 2011 mais o corte de dois subsídios em 2012, correspondendo a cerca de 15%), o Governo derrapou 1,9 pontos percentuais em relação ao défice acordado, Passos não se tivesse autoinvetivado por pôr o País à beira da ruína, "desperdiçando os sacrifícios dos portugueses". Ou que não tenha a coragem de, ao acusar o TC, recordar que este não se pronuncia por iniciativa própria, mas apenas quando lhe pedem - e que quem, como é o caso de Cavaco, vê os seus pedidos maioritariamente atendidos (dois em três) só pode ter nesse resultado uma vitória.

Sim: este acórdão traz, implicitamente, a assinatura de Cavaco. O "prejuízo" para o País que Passos lhe imputa é, pois, atribuível ao PR. O mesmo a quem Passos foi, de braço dado com Gaspar, pedir aval na sequência da leitura do acórdão e que, em comunicado, afirmou a sua "confiança" no Executivo, sem uma palavra sobre a decisão do TC - desculpando-se com "o princípio da separação de poderes". Curioso que em 2012, malgrado esse princípio e não ter pedido fiscalização do OE, Cavaco tenha comentado a decisão do TC frisando que vinha ao encontro do que ele próprio havia já defendido. Agora não abre a boca, nem mesmo quando se vê, com o tribunal, acusado de colocar Portugal à beira da ruína. Anteontem, no entanto, esteve na TVI24 Ferreira Leite, comummente considerada seu arauto, a chamar de tresloucado para baixo ao Executivo, garantindo que este "está a destruir o País". Lástima que ninguém lhe tenha perguntado como vê a atuação do PR. Porque, afinal, parece que só há duas narrativas possíveis: ou Cavaco está, como aliado e garante do Governo, a reduzir o País a cinzas, ou, como cúmplice do TC, a levá-lo à ruína. Só ele para conseguir conciliar ambas.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.
   
     
 Pirataria porno no Vaticano
   
«O site de partilha de ficheiros TorrentFreak divulgou uma lista de descargas ilegais feitas a partir do Vaticano. Entre os conteúdos pirateados estão séries de televisão e filmes de todos os géneros, entre os quais pornográficos.

Segundo o jornal ‘La Vanguardia’, entre as várias películas para adultos identificadas estão uma sobre sadomasoquismo e outra interpretada pela transexual Tiffany Starr e pela estrela porno Sheena Shaw. "Continuo a ser totalmente contra a pirataria, mas admito que fiquei muito excitada quando soube", disse Starr ao ‘Huffington Post’. "Há muitos religiosos que desprezam os filmes para adultos. Acho que isto lhes diz para não terem vergonha", afirma a atriz.» [CM]
   
Parecer:
 
Marotos... por este andar em vez da Capela Sistina ainda vão tera Capela Sextina
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
      
 Psicopata social, chama-lhe um ex-assessor do Álvaro
   
«Carlos Vargas, ex-assessor do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, acusa o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, de ser "um psicopata social e não um ministros das Finanças". Na sua conta no twitter, o ex-assessor do Governo afirma que "cada dia que passa mostra que Vítor Gaspar é o ministro das Finanças mais arrogante e mais incompetente desde o reinado de D.Maria II".
  
Em post anteriores, o antigo jornalista da RTP deixava esta pergunta: "Se trabalhassem numa empresa privada, Gaspar e Borges ainda teriam emprego?". E sobre sobre António Borges, conselheiro de Passos Coelho para as privatizações e renegociações das PPP, que chegou a defender que "o ideal era que os salários descessem", Carlos vargas escreveu o seguinte. "O ideal é que o salário de Borges (25 mil euro/mês) descesse, digo eu".
  
Há ainda outro comentário que gerou polémica nas redes sociais. "A propósito de concorrência entre bancos, quantos responsáveis do regulador - o Banco de Portugal - não provém da própria banca? Ah, pois é", escreveu o ex-assessor do governo que deixou o ministério da Economia há dias.» [DN]
   
Parecer:
 
Lindo!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Entendi-te! O coração do governo era o Relvas
   
«O eurodeputado social-democrata Paulo Rangel considerou, em declarações na TVI24, que as mudanças no Governo, anunciadas esta quinta-feira, não são uma “mini-remodelação” porque vão “ao coração do Governo”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Isto é graxa ou gozo?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 É preciso lata
   
«Não é a primeira vez que Paulo Portas elogia o programa Simplex dos governos de José Sócrates. Hoje voltou à receita.
  
«Há uns anos foi feito o chamado Simplex. Eu acho que, globalmente, teve resultados positivos», sublinhou.
  
No entender do ministro, que falava na cerimónia de assinatura do contrato de investimento para a construção do empreendimento turístico na Comporta, é impensável que um projeto demore oito anos, perdido em burocracias.» [RR]
   
Parecer:
 
Será que Paulo Portas está a abrir a porta a uma mudança de aliados?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   
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sexta-feira, abril 12, 2013

Feios, porcos e maus


O Estado precisa de ser reestruturado e isso implica muito mais do que cortes cartesianos da despesa, as funções do Estado não se medem em milhões de euros. Há serviços a mais, dirigentes em excesso, apoios sociais desequilibrados porque em vez de decididos em função das necessidades resultaram de objectivos eleitoralistas, o ordenamento do território é do tempo dos carros de mula.

Se quisermos questionar este país podemos começar no Estado e acabar no Sporting, não é preciso ir contratar pensionistas e dar-lhes um cartão de consultores do FMI para encontrarmos situações que geram ineficácia, tropeçamos nela todos os dias e já nos habituámos à sua existência.

Sabemos que as autarquias sobrevivem por causa deste ou daquele cacique, sabemos que os concursos no Estado são uma farsa, sabemos que o restaurante onde vamos não entrega o IVA que pagamos, sabemos que o centro de saúde está mal gerido. Conhecemos o diagnóstico e sabemos quem são os responsáveis, mas ficamos resignados, há sempre uma cunha, uma ineficácia, uma cobardia.

O governo poderia ter aproveitado a crise financeira para eliminar muitos dos podres que impedem o desenvolvimento do país, poderia ter adoptado o diálogo e a concertação, poderia ter usado o peso dos credores para enfrentar os lóbis internos, poderia ter-se inspirado no seu liberalismo para impor concorrência a mercados dominados por oportunista oportunistas, como a banca ou a energia.

Mas o governo não fez nada disto, onde se esperava diálogo e concertação viu-se prepotência, onde se esperava competência viu-se incompetência, onde se esperava a defesa dos interesses nacionais viu-se a entrega da soberania nacional nas mãos de governos estrangeiros. Tudo ficou por fazer, as autarquias ficaram como estavam, os famosos institutos e fundações sobreviveram, as gorduras do Estado estão bem e recomendam-se.

Apenas se cortou nos mais pobres e quanto mais pobres são mais eles dizem que aguentam. Como já não é possível tirar aos pobres através de cortes salariais ou de impostos opta-se agora por cortar nas funções sociais, porque como diz o idiota do Salassie quem não tem dinheiro não tem estado social. E se o Tribunal Constitucional decide repor alguma legalidade o primeiro-ministro correr aos microfones para dizer que se vai vingar nas funções sociais do Estado.

Isto já não é um governo, é um grupo de carrascos. Isto já não é um país, é uma sala de tortura. Isto já não é uma nação, é um centro de férias boche. Isto já não é um povo, é uma gaiola de cobaias.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
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Castro Marim
   
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Elevador de Santa Justa [A. Cabral]

Jumento do dia
  
Vítor Gaspar
 
Há ministros infalíveis e Gaspar é um deles, foi preciso ir ouvi-lo à Irlanda para saber que nunca errou qualquer previsão nos orçamentos que fez, há em matéria de previsões um pecado original que é o memorando original em que ele não tem responsabilidades. É por causa dessa previsão de um memorando que ele alterou sem dar cavaco a ninguém que agora temos um ministro que não acerta em nada.

Parece que em Vítor Gaspar a escassez não se fica pela competência. O que terão aprendido os estudantes de Dublin? Que a política económica é um exercício de falta de honestidade intelectual.
 
«"A atividade económica baixou mais do que as estimativas do programa [de ajustamento] original e o desemprego aumentou", disse Vítor Gaspar.» [DN]
   

 Pedido de autorização ao senhor Ministro das Finanças

Dá-me licença de ir mijar podendo acender a luz e descarregar  autoclismo daqui resultando duas despesas, uma de electricidade e outra de água?

 Conclusão óbvia
 
O impacto na actividade económica do ambiente de ataque terrorista que resulta do discurso de Passos Coelho e da actuação do ministro das Finanças tem um impacto nas contas públicas, por via do pessimismo económico que daí resulta, do que o acórdão do Tribunal Constitucional. Estes Goebelzinhos da propaganda não descansarão enquanto não destruírem o país convencidos de que depois será o boche coxo a designar o Gaspar como salvador da pátria e refundador do novo Estado Novo.
 
 A troika não deixa substituir o Gaspar

A substituição de Vítor Gaspar teria consequências graves para a troika e, designadamente, para o Durão Barroso e para o seu comissário finlandês dos assuntos monetários, co-responsáveis pela condução forçada da economia portuguesa à ruina e por uma experiência económica digna do Joseph Mengele. Demitir o Gaspar é pôr a responsabilidade desta gente em evidência.
 
 A carraça portuguesa
  
E se o governo irlandês tivesse o mesmo nível ético do governo português e começasse a dizer em todo o lado que a Irlanda não é como Portugal, imitando gente como o Passos e o Gaspar que não se cansam de ofender a dignidade da nação grega? A diferença está no nível e educação dos irlandeses.

 Belo governo

No Passos manda o Gaspar, no Gaspar manda o boche coxo, do Portas nada se sabe, da Assunção não se sabe se é menina ou menino, do Miguel diz-se que vai substituir o Relvas, este vai ficando e delega a pasta ministerial na chefe de gabinete, o Álvaro vai-se aguentando e para a semana vai aos pasteis de Belém, do Miguel dizem que vai substituir o Relvas, do Macedo que dava um belo Gaspar. Mas que belo governo nos vais salvar.
 
 Remodelação 
 
Passos Coelho não fez uma remodelação, limitou-se a aparar a relva do jardim do governo e a plantar um par de novas jarras. De qualquer das formas os novos governantes estão de parabéns, é preciso uma boa dose de loucura e uma grande vocação para o voluntariado para entrar para um governo que evidencia estar numa fase adiantada da lepra, cai aos bocados.
 


  
 Que se lixe a economia
   
«Há surpreendentes notícias em Portugal. O Governo está convencido de que consegue cumprir à força a legislatura. Não interessa para onde vai e não lhe importa que só descubra inimigos por toda a parte. A lista é extensa. Consumidores, professores e outros funcionários públicos, militares, polícias e agora os juízes do Tribunal Constitucional. Mas também empresários - vários empresários e gestores -, padres, bispos. Na lista negra há ainda sociais-democratas, democratas-cristãos, reitores, bastonários, até certos ministros e secretários de Estado. Cá dentro, Passos e Gaspar já não confiam em ninguém: jovens, velhos, além do milhão de desempregados que deambula por aí.
  
Para Gaspar somos uma soma lamentável: há portugueses por todo o lado. Demasiados portugueses. O ministro das Finanças vê-se cercado por um povo que não capta a magnífica ciência económica e que só reclama e importa coisas que já não consegue pagar. É malta não transacionável. Como não pode desvalorizar a moeda, desvaloriza as pessoas, as instituições e a confiança. Evidentemente, Durão subscreve e Cavaco dá a outra face para tentar evitar o que é cada vez mais provável. O Governo esperneia - é a nova técnica para tranquilizar os mercados... - e cheira a fraqueza.
  
Não tinha de ser assim. O chumbo do Tribunal Constitucional podia ter sido o derradeiro impulso para reformar o Estado, a única saída que nos resta, além da contínua renegociação das condições dos empréstimos com a troika e com outros credores e rendistas. O melhor momento para mudar o Estado (devia ser um processo, não uma bomba) teria sido há dois anos, com o PIB ainda não reduzido a pibinho e com o desemprego longe dos 20%. Mas isso já não existe. A última oportunidade deste Governo era, portanto, esta. Agora.
  
Mas para a aproveitar, o Governo não podia hostilizar o País. Não podia ser incompetente. O despacho que congela a despesa, assinado por Gaspar, é a prova do desvario: deixou as empresas privadas que fornecem o Estado no limbo financeiro, além de ter criado espaço para que surgisse todo o tipo de demagogia sobre fornecimentos hospitalares, etc. Bastava ter acrescentado uma data (os gastos ficam bloqueados um mês, o que seria adequado face às dúvidas orçamentais ), em vez de remeter os detalhes do despacho para um Conselho de Ministros em data incerta. Que falta de sentido de Estado, que impulso destrutivo. Nem a economia privada respeitam. Grandes liberais.
  
A eleição deste Governo revelou-se um erro trágico. Paradoxalmente, é a brutalidade da crise que o segura. Só um louco pode não ter medo da incerteza: os juros a galope, o pouco crédito que desaparece, os bancos que tremem, o segundo resgate que Passos tanto negou (e trabalhou para evitar), mas que agora usa como arma de manipulação maciça. Somos reféns de um primeiro-ministro perdedor e de uma oposição perdida. Assim estamos hoje, ninguém sabe onde estaremos amanhã.» [DN]
   
Autor:
 
André Macedo.
   
  
     
 Vítor Gaspar ajudou Sócrates
   
«Mas no caso de José Sócrates, parece não ter sido assim. O ex-primeiro-ministro deixou o Governo em 2011 e foi estudar para Paris. O destino não demorou muito a ser público, mas ao mesmo tempo que não declarava poupanças, começava uma vida de luxo na capital francesa. Em média e por mês, o antigo governante tinha despesas na ordem dos 15 mil euros. José Sócrates nunca comentou o valor que gastava mensalmente mas, na entrevista à RTP, disse que foi para Paris com um empréstimo sem ter apresentado qualquer garantia. 

A CMTV foi à CGD pedir um empréstimo, no valor entre os 75 e os 100 mil euros. Objetivo: estudar em Paris durante um ano. A funcionária bancária informou que é obrigatório apresentar garantias. "A Caixa tem de ter garantia de alguma coisa", explicou a funcionária de um dos balcões principais da CGD em Lisboa. A proposta que foi feita começava numa aplicação (Crediformação Caixa), com teto máximo de 50 mil euros. No entanto, até para esta aplicação é sempre obrigatório "apresentar garantias". Outra solução passaria por um outro tipo de empréstimo, mas as limitações seriam maiores. A mesma funcionária foi consultar uma colega e, passados alguns minutos, a resposta foi a mesma: "Na melhor das hipóteses, só até 70 mil euros. Mas, não tendo rendimentos, teria sempre de apresentar fiadores."» [CM]
   
Parecer:
 
A conclusão que se pode tirar desta notícia é que sendo o governo do PSD, o ministro o Gaspar e a CGD gerida por gente da confiança do ministro. Assim, ou o balcão da CGD foi negligente ou o Sócrates conseguiu facilidades.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao CM se Sócrates pagou a dívida ou receia que se escape.»
      
 Será isto que Cavaco pensa?
   
«Em declarações ao programa 'Política Mesmo', da TVI, a ex-ministra das Finanças defendeu que o Governo devia exigir à troika que explicasse como imagina Portugal no final do programa de ajustamento.
  
“Se neste momento não fosse feito nada, os resultados no final do ano seriam bem melhores”, referiu Manuela Ferreira Leite, que confessa que chegou a acreditar que o acórdão do Tribunal Constitucional seria aproveitado pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho para mudar de rumo.
  
“Este valor que está em causa representa pouco mais de 1% de toda a despesa pública. Se lhe disserem em sua casa que precisa de reduzir a despesa em 1%, pensa que vai desabar o mundo lá em sua casa? Qualquer um de nós é capaz de reduzir a despesa em 1%”, frisou.» [CM]
   
Parecer:
 
Se é, porque ficou calado?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao dito.»
   
 Chefe de gabinete de Relvas faz de ministra
   
«Com data de sexta-feira, 5 de abril, mas só hoje publicado em Diário da República, o despacho n.º 4928/2013 transfere competências do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, na "gestão corrente e atos de gestão ordinária", incluindo "grupos de trabalho, comissões, serviços ou programas especiais" sob a tutela de Relvas, e na "gestão do orçamento"; na autorização da realização de despesas e da constituição de fundos de maneio; bem como na autorização para celebrar "de contratos de prestação de serviços" e de outras despesas com ajudas de custo e de representação.

Sílvia Gonçalves Esteves foi nomeada chefe de gabinete a 25 de março (era até esse dia adjunta no gabinete), em substituição de Vítor Sereno, exonerado a 19 de março, num momento em que já se multiplicavam informações sobre a saída de Relvas. A nova chefe de gabinete assumiu estes atos a 27 de março, como se lê ainda no despacho: "Ficam ratificados todos os atos praticados pela chefe do meu Gabinete, no âmbito das competências agora delegadas, entre 27 de março de 2013 e a data da publicação do presente despacho", resume no final Miguel Relvas.» [DN]
   
Parecer:
 
Isto é uma república das bananas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Polícia do Dubai anda de Lamborgini
   
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«O mais recente veículo da força policial do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, é um Lamborghini Aventador no valor de 420 mil euros. A compra, diz o vice-chefe da polícia local, destina-se a mostrar aos turistas "o quão sofisticado é o Dubai".

O novo carro será maioritariamente utilizado nas zonas mais turísticas do emirado e não tanto, como se poderia supor, em perseguições policiais a alta velocidade. É que este modelo pode atingir os 350 km/h de velocidade máxima e ir dos 0 aos 100 km em 2,9 segundos.» [Público]
   
Parecer:
 
Será que a troika deixa comprar um ou o O'Conner vem logo com a conversa do truka truka.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se se pagam ou se deixam descontar nas comissões.»
   
 Chipre vende ouro
   
«O governo de Chipre vai vender reservas de ouro no valor de 400 milhões de euros para ajudar a financiar o resgate financeiro, levantando receios de um precedente entre os países mais afectados pela crise da dívida na zona euro.

De acordo com o Financial Times, esta será a primeira vez desde 1997 que um país intervencionado recorre ao ouro para tentar angariar verbas. Durante a crise financeira na Ásia, em 1997 e 1998, a Coreia do Sul apelou aos cidadãos para que doassem jóias ao banco central.» [Público]
   
Parecer:
 
Nós poderíamos vender o nosso precioso Gaspar e ainda oferecíamos o Relvas a título de brinquedo para o cão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a proposta.»
   
 Até tu Capucho?
   
«O social-democrata António Capucho defendeu esta quinta-feira que deve ser “dada uma última oportunidade” ao Governo, “através de uma remodelação credível” e “urgente”, considerando que as Finanças precisavam de “alguém” em quem o “país acreditasse no que anda a fazer”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Demitir o Gaspar é o equivalente a extrair o que resta do cérebro de Passos Coelho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Toca a fazer contas de cabeça
   
«As vendas dos computadores pessoais caíram em dois dígitos, no primeiro trimestre de 2013, algo que não acontecia desde 2001. A quebra registada foi inclusivamente a mais pronunciada desde que há dados. A fraca recepção dos utilizadores ao sistema operativo Windows 8 pode ajudar a explicar o fenómeno.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
O ministro da Educação vai justificando dizendo que é a oportunidade para os portugueses aprenderem a tabuada e a fazer contas de cabeça ou a contar pelos dedos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos venezuelanos se não terão uns Magalhães a mais para nos ofercerem.»
   
 Descartáveis
   
«Equipa de Relvas continua a trabalhar, uma semana depois da demissão. Assessores e adjuntos já arrumaram os gabinetes, mas continuam a apresentar-se ao trabalho, sem saber muito bem o que fazer.» [RR]
   
Parecer:
 
É um dream team...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Só o boche coxo e o capataz acreditam na austeridade
   
«“A primeira escolha era atrair os compradores de obrigações, o que iria aliviar alguns dos custos do resgate. A segunda opção era oferecer financiamento com condições muito favoráveis. E a terceira opção era impor austeridade”, afirmou o antigo chefe da missão do FMI na Irlanda, citado pelo The Irish Times.

Numa entrevista esta manhã na televisão pública irlandesa, Ashoka Mody admitiu que “estamos a assistir a um reconhecimento tardio de que as restrições impostas pela austeridade eram insustentáveis”.

O chefe do FMI admitiu que os fundamentos do resgate internacional à Irlanda estavam errados. “Claramente, a experiência, se é que a era preciso experimentar, demonstrou que a confiança na austeridade é contra produtiva”, frisou.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Por este andar o Gaspar ainda vai parar ao Júlio de Matos aos gritos "mais austeridade! mais austeridade!".
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Finlandeses brincam com o Putin
   
«"A polícia cometeu um erro quando colocou o nome de Vladimir Putin na sua base de dados de suspeitos", afirmou a polícia em comunicado, admitindo que "não havia razão legal para o fazer" e que "lamenta o uso errado da lista".

O director nacional da polícia, Mikko Paatero, afirmou em declarações ao canal YLE que foi um "erro grave", acrescentando que ainda está por apurar como é que o nome de Putin surgiu na lista há cerca de duas semanas, acabando por ser apagado na quarta-feira quando foi detectado pelos meios de comunicação finlandeses.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Desde que deixaram de ter fome estes finlandeses andam muito atrevidos. Se der para o torto veremos se serão tão ritgorosos no momento de pedirem ajuda aos outros.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
   

   
   
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