sábado, maio 11, 2013

Jumento do Dia


  
António Mexia, gestor de rendas excessivas

Só um responsável empresarial idiota se meteria em guerras clubísticas do mundo da bola, atraindo ódios e perdendo cliente. Foi o que fez António Meia ao vir dizer que uma vitória do Benfica  no campeonato ajudaria o governo com um aumento do PIB, tese em que só um imbecil acredita, até porque no estado em que o Gaspar deixou a economia portuguesa não há Benfica que lhe valha.

Isto está bonito, está


O país está a enfrentar a maior crise financeira da sua história moderna com a maior colecção de trapalhadas que já assistiu, tudo porque quem manda é alguém que acha que pode ir enganando todo um povo com a mesma facilidade com que controla Passos Coelho ou com que este consegue manietar o orgulhoso Paulo Portas.

A política económica não quem qualquer coerência aparente, surge aos olhos dos portugueses como golpes sucessivos resultantes de desvios colossais, de decisões do Tribunal Constitucional. É assim que as coisas aparecem aos olhos dos portugueses e até do PSD e CDS e mesmo de uma boa parte do governo. Mas é óbvio que estas medias são demasiado coerentes para que possam ser entendidas como circunstanciais.
O país está sendo sujeito a uma reformatação conduzida por Vítor Gaspar, vamos viver num país com um modelo económico e social escolhido por um economista cinzento e modesto que conta com um primeiro-ministro fraco e um Portas fácil de ser mantido na linha. Só quem não quer ver é que não percebe o que Gaspar quer. 
  
Um país que pouco importa se é ou não pobre, o que importa é que os ricos possam continuar a enriquecer. Para isso tudo o que seja remuneração do trabalho, do privado ou do público, deve ser desvalorizado, as contas públicas devem ser reequilibradas mantendo a riqueza intocada e como se tudo isto não bastasse devem cortar-se direitos e aumentar impostos sobre o trabalho para transferir esse dinheiro para os ricos sob a forma de reduções do IRC ou da TSU.
  
Os portugueses são sujeitos a sucessivas rondas de porrada, primeiro levam os funcionários porque são os culpados de todos os males, da mesma forma que para os nazis os culpados eram os judeus. Depois levam os pensionistas porque também são uns gandulos que nada produzem, mais ou menos o mesmo que os nazis diziam dos judeus. Da mesma forma como os nazis financiaram a guerra com o dinheiro roubado aos judeus , o Gaspar quer financiar o ajustamento à custa dos funcionários e pensionistas, o ministro das Finanças está fazendo a sua própria guerra e financia-a com aqueles que começa a ser considerados como seres inferiores.
  
Depois vão concluir que a culpa da falta de produtividade e todos os estudos vão demonstrar que os trabalhadores do sector privado não só ganham mais como são menos produtivos. Ainda por cima no Estado é possível despedir sem pagar subsídio de desemprego ou mandar para casa sem qualquer pagamento, algo inimaginável no sector privado e que tanto penaliza a competitividade das empresas. O Gaspar e o Passos Coelho vão concluir que é da mais elementar justiça aplicar aos trabalhadores do sector privado as mesmas regras que se aplicam ao sector público.
  
É este o ajustamento bonito, tão bonito que até um  deputado do PSD, vindo quase da extrema-direita e que tem sido um dos ideólogos deste governo chegou à brilhante conclusão de acabou o tempo político do Gaspar. É tarde, o tempo do Gaspar acabou há muito tempo, era o tempo em que líderes doentes mentais achavam que podiam que uma parte dos cidadãos de um país eram seres inferiores.
  
Os banqueiros e outros oportunistas que acham que vão enriquecer com estes truques do seu Gaspar arriscam-se a pagar com língua de palmo o apoio que estão a dar a uma política que só pode conduzir ao desastre.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Chapim-rabilongo, Praia do Cabeço, Algarve

 Portas não manda o governo abaixo

Receia um ataque dos submarinos que podem estar debaixo de água em frente de Alcântara.

 Gaspar e o crescimento económico

Acreditar que Gaspar é um ministro vocacionado para promover o crescimento económico é o mesmo que esperar que uma cadeira eléctrica pode ser transformada numa torradeira para pão de forma. A vocação do Gaspar é matar o crescimento e promover a recessão, nunca será o homem capaz de protagonizar uma política que conduza a crescimento ou a mais justiça, essas são cenas que não lhe assistem.
 
 Um governo sem apoio social

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 Uma pergunta
  
Se o governo quer cortar pensões retroactivamente porque motivo não vai às pensões oportunistas do Banco de Portugal? Como o senhor Costa é um grande defensor destas medidas vai certamente convocar uma conferência de imprensa para elogiar o Gaspar, como fez com a fantochada da ida aos mercados pagar 6% aos especuladores.


  
 Das fúrias força
   
«Aconselhável resistir a apodos excessivos. Estamos todos saturados de comparações idiotas, histéricas, demagógicas, caluniosas, odientas. Foram gastas, como os gritos do Pedro da história do lobo, antes do tempo, antes do lobo.
  
Estamos todos fartos de quase tudo, a começar por toda esta incompetência quase surreal, esta irresponsabilidade que desafia adjetivos, este desafio permanente ao bom senso e ao bom gosto que faz parecer normal a um primeiro-ministro anunciar, com contabilização de "poupanças" e tudo, medidas causadoras de enorme alarme social que afinal não tencionava efetuar; a um ministro das Finanças que não assegura uma única previsão, uma única conta, emproar-se na sua monocórdia assegurando, enojado, que coisíssima nenhuma, não foi eleito; a um líder do segundo partido da coligação declamar à Nação as dissensões no Conselho de Ministros e quantas medidas o PM e o ministro das Finanças queriam e ele impediu e como, sacrificado e contra, claro, o seu interesse pessoal e até por vezes a sua consciência (que acha que tem), nos governa para nos poupar a males piores; a um Presidente renegar tudo o que disse até março sobre a espiral recessiva e tudo o que não disse, até junho de 2011, sobre a crise internacional, e passar a propagandista número um do Governo, recuperando, agora a benefício do antes tão detestado Passos, o seu "deixem-nos trabalhar".

Estamos tão fartos que nos falta o que dizer, o que mais dizer. Como falta o som no grito do quadro do mesmo nome, como quando nos sonhos ficamos especados e mudos no perigo, incapazes de pedir socorro, de reagir, hipnotizados. Estamos tão fartos que um Gaspar dizer "olhem como é bonito o ajustamento português" nos deixa átonos, talvez até nos faça rir - é tudo tão irreal, tão ridículo, tão estulto que rir parece a única coisa sensata, a única maneira de lidar com esta loucura, a única forma de não ser consumido pelo desespero de ver um país destruído por gente de um calibre que apesar de tudo ainda não tivéramos o azar de ver, em tal dose, ao leme.

Que fazer, perguntava Lenine. Deitemos fora as respostas de Lenine, outro iluminado dos amanhãs que sabemos bem como cantaram, fiquemos com a pergunta. Tem de haver qualquer coisa que se possa fazer, em democracia, quando a democracia é sequestrada - sob pena de não ser democracia. Tem de haver qualquer coisa que se possa dizer para acordar os que, dormentes, assistem a isto como se não pudesse ser verdade.Não, não é a gritar fascismo, nem nazismo, nem que está toda a gente a morrer de fome ou a suicidar-se aos magotes. Não, não é de buíças que precisamos, sequer da memória deles. Nem de hipérboles, tiradas piedosas ou indignações espúrias. Precisamos de fúria.Não promessas sem osso, não estratégias para ganhar tempo. Não temos tempo - tenhamos o que nos resta, se nos restar coragem.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.   

 Salário zero
   
«Quando pensávamos que já tínhamos visto tudo, eis que o Governo tira da cartola mais um coelho: o salário zero para os funcionários públicos colocados no regime de mobilidade especial há mais de 18 meses. A ideia do Governo é simples: “não pagamos”.

E estiveram eles reunidos tantas horas para isto!

Tomei a iniciativa de suscitar esta questão na Assembleia da República, durante a audição ao secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, para avisar o Governo de que, mais uma vez, está a entrar em rota de colisão frontal com a Constituição da República. De facto, entre outras disposições relevantes, a Constituição contém uma regra muito clara: "todos os trabalhadores têm direito à retribuição do trabalho" (artigo 59º nº 1, alínea a)).

A resposta do secretário de Estado foi surpreendente. Explicou ele que o entendimento do Governo era o de que a Constituição só garante aos trabalhadores o direito à retribuição "quando eles têm trabalho". Ora, como os funcionários colocados em regime de mobilidade especial (agora chamado "regime de requalificação") não têm trabalho distribuído, visto que o Estado não lhes arranja colocação nos serviços, esses trabalhadores, mantendo embora o vínculo laboral ao Estado, perdem o "direito ao salário" e, ao fim de 18 meses de sucessivos cortes na retribuição, entram em licença forçada sem vencimento (a menos que "optem" pela rescisão). A não ser assim, acrescentou, os funcionários ficariam a receber uma "renda" (sic) sem qualquer justificação. Eis aqui o fantástico racional deste raciocínio: o Governo acha que pode e deve tratar o salário destes trabalhadores como se fossem "rendas excessivas".

Esta resposta extraordinária revela muito mais do que aquilo que diz: mostra que o Governo não cumpre a Constituição não tanto porque não a conheça mas sobretudo porque não a compreende. _A verdade é que os mais elementares valores constitucionais, próprios de um qualquer Estado _de Direito democrático, escapam totalmente à sensibilidade e ao entendimento de quem nos governa. E é por isso que o Governo está sempre _a tropeçar na Constituição. É certo, num Governo que já fez dois orçamentos inconstitucionais talvez não fosse de esperar que alguém desse conta de mais esta inconstitucionalidade. Mas é pelo menos estranho que, em tantos conselhos de ministros de onze horas, nenhum dos ilustres membros do Governo se tenha lembrado de fazer esta pergunta: porque será que antes de nós nunca ninguém teve esta ideia, afinal tão simples, de deixar de pagar o salário aos trabalhadores?!

Como é evidente, a ser aceite este novo paradigma preconizado pelo Governo ficaria reduzido a cinzas todo o edifício constitucional e legal sobre o direito dos trabalhadores à retribuição e sobre a própria segurança no emprego. Desde logo, a proibição do despedimento sem justa causa tornar-se-ia imediatamente "letra morta", contornada pelos patrões através do mecanismo da não distribuição de trabalho, seguido da "licença forçada sem vencimento", ou seja, do salário zero.

O que o Governo pretende está à vista: exercer terrorismo salarial como instrumento de "chantagem" para alcançar o seu objectivo de 30 mil rescisões por alegado "mútuo acordo". Mas nenhum fim pode justificar este tipo de meios. Nem de acordo com a nossa Constituição, nem de acordo com os valores próprios de qualquer sociedade decente.

E, por falar em sociedade decente, sempre gostaria de saber que democracia cristã é essa em nome da qual o dr. Paulo Portas disse traçar a sua "fronteira" na chamada "TSU dos pensionistas" ao mesmo tempo que deixava do lado de cá dessa fronteira medidas tão grosseiramente ofensivas de valores fundamentais como o corte retroactivo das pensões ou o salário zero na função pública. À medida que se vai conhecendo melhor o novo programa de austeridade que o CDS aprovou com o PSD - e com o ministro não eleito Vítor Gaspar - vai ficando cada vez mais claro que a linha traçada pelo dr. Paulo Portas é uma fronteira longe demais.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
   
  
 

 Foi uma coincidência Cavaco não ter participado no 25 de Abril
   
«Dirigindo-se aos cadetes do 1 ano da Academia da Força Aérea que esta  tarde prestaram o juramento de bandeira, o chefe de Estado disse-lhe que  a sua geração confia neles. "Nós temos confiança em vós, os portugueses da minha geração confiam  em vós. E eu, como comandante supremo das Forças Armadas, não tenho a mínima  dúvida de que os portugueses têm razões para confiar nas suas Forças Armadas  e naqueles que serão os seus futuros chefes" afirmou Cavaco Silva. 

Numa curta intervenção de improviso, o Presidente da República lembrou  também o dia em que jurou bandeira na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém,  sublinhando que é um dia que "fica guardado na memória para sempre. "É um dia que vocês nunca mais irão esquecer, o mesmo se passou comigo",  frisou, notando que o juramento da bandeira é a cerimónia em que se assume  um compromisso solene com a pátria e voluntariamente se jura fazer tudo  o que for possível para a defender. 

(,..)

Já no final da intervenção, o chefe de Estado destacou ainda o papel  da família dos militares, salientando que esse pilar é "insubstituível". "Depois de estado colocado na Pontinha, de onde partiu a revolução do  25 de Abril, estive depois dois anos em Moçambique e sei bem como foi fundamental  para mim o suporte da família", recordou Cavaco Silva, que no final da cerimónia  não fez qualquer declaração à comunicação social. » [SIC Notícias]
   
Parecer:

Não teria estado no Terreiro do Paço nos dias anteriores ao 25 de Abril de 1974? Agora até poderia dizer que desde a última vez que cá estive é a primeira vez que cá venho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
      
 Pobre Gaspar
   
«O vice-presidente da bancada do PSD diz que "tempo político de Vítor Gaspar terminou" e que o governo deve ponderar a sua substituição.

"Vítor Gaspar restabeleceu a confiança dos mercados e teve sucesso nas suas políticas de voltar a inserir Portugal nos mercados financeiros mas, neste momento, eu julgo que o país precisa de uma nova etapa neste combate tremendo à crise económica financeira e social em que estamos e que o tempo político de Vítor Gaspar terminou", afirmou à Lusa Carlos Abreu Amorim, à margem do início da apresentação dos candidatos do PSD às juntas de freguesia de Gaia.» [DE]
   
Parecer:

Como se sentirá o brilhante Gaspar servindo de pastilha elástica do Amorim do PND, para um ministro bem à direita deve ser frustante ser atacado por um deputado ainda mais à direita.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mais uma sonora gargalhada.»
     
 Um relatório para limpar o rabo
   
«"No âmbito desse relatório, não deixaremos de incorporar todos os elementos que forem relevantes no guião sobre a reforma do Estado, que será também apresentado aos portugueses e aos partidos políticos", adiantou o primeiro-ministro, durante o debate quinzenal, na Assembleia da República.

Esta semana, tinha já sido divulgado que Pedro Passos Coelho iria visitar a OCDE, em Paris, na terça-feira.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
O que conta na reforma do Estado são os odiozinhos do Gaspar, do Passos e do Portas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se com desprezo.»
      
 Incompetente até ao último momento
   
«Uma das últimas medidas do ex-ministro Miguel Relvas pode ir contra a Constituição, noticia hoje o jornal i. Trata-se da lei que cria as novas comunidades intermunicipais (CIM), que é já o segundo diploma de Relvas (e deste governo) que vai parar ao Tribunal Constitucional (TC) a pedido do Presidente da República, sendo também o segundo que pode acabar por ser chumbado.

De acordo com o jornal, às dúvidas que suscitou a Cavaco Silva, que enviou a lei para o TC a semana passada, juntam-se as convicções do constitucionalista Gomes Canotilho, que adianta, num parecer emitido à Associação Nacional de Municípios, que estas novas entidades “não têm habilitação constitucional”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
E foi esta nódoa o inventor de outra nódoa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 O Rosalino falou verdade
   
«A convergência entre a Caixa Geral de Aposentações e Segurança Social vai afectar os actuais reformados da Função Pública. Como confirmou hoje Passos Coelho, as novas regras vão incidir sobre as pessoas que se reformaram do Estado antes de 2005, uma vez que todos os que o fizeram depois desse período já estão num sistema equivalente. 

"Ao contrário do que se formulava, quando se fala de convergência, a partir de 2005 está feita. Como qualquer deputado sabe, está feita. Quem venha a produzir a carreira até 2005 tem as mesmas regras", afirmou o primeiro-ministro. 

Por isso, o líder do Executivo afirma que quando se fala de convergir regras, "estamos a falar da convergência das pensões que estão em pagamento". » [DN]
   
Parecer:
 
Mais uma vez é o Portas que está entalado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
   
 Chegou a vez dos privados
   
«O "Jornal de Notícias" escreve hoje que o presidente do BCP, Nuno Amado, "defendeu ontem uma forte redução das contribuições para a Segurança Social das empresas que criem emprego e a possibilidade destas poderem reduzir salários temporáriamente. "Não consigo perceber porque é que para empresas que façam criação líquida de emprego a Segurança Social não é reduzida de forma significativa para todas elas", disse".

Segundo o jornal, Nuno Amado defendeu ainda que "seja dada a possibilidade às empresas de poderem reduzir os salários de forma temporária durante um período em que tenham de reduzir custos, de forma a preservar algum emprego. "Eu preferia ter um bocadinho menos salário com mais emprego, que menos emprego mantendo os salários intocáveis", disse".» [DN]
   
Parecer:
 
Depois de tirarem o escalpe aos funcionários públicos vão dizer que a culpa é dos trabalhadores do sector privado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Comecem a preparar-se para um golpe da direita seguido de outro PREC, desta vez da esquerda.»
   
 O criador critica a obra
   
«O padrinho político de Passos Coelho e histórico do PSD defendeu em entrevista à Antena 1 que faltou consistência política ao atual primeiro-ministro, por ter permitido que a tensão entre os partidos da coligação fosse exposta na praça pública.

"Se fosse primeiro-ministro nunca aceitaria uma coisa destas" afirmou Ângelo Correia e deu um exemplo: "Sou o presidente de um banco e apresento as contas e daí a dois dias o meu número dois vai explicar o que eu disse. As pessoas ficam a perguntar: afinal, não foi suficiente a explicação do presidente do banco?".» [Expresso]
   
Parecer:
 
Só lhe falta consistência?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Cavaco já vale menos do que as suas acções na SLN
   
«O Presidente da República tem este mês uma queda de 2,4 pontos na sua popularidade aos olhos dos portugueses, e fica mesmo com um saldo negativo de opiniões.

Pior do que Cavaco só o primeiro-ministro, Passos Coelho, que vê pior em 2,6 pontos o seu índice de popularidade.

No polo oposto está António José Seguro, o líder socialista que há semanas saiu do Congresso do PS com o partido aparentemente unido à sua volta, e que é hoje claramente o político nacional com melhor popularidade aos olhos dos portugueses.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Como é que esta personagem conseguiu enganar os portugueses durante tanto tempo, como é que esbanjou os fundos comunitários, à sua sombra nasceu uma classe de ricos com a corrupção e depois ainda consegue dois mandatos presidenciais? Este povo é mesmo burro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
   
 Obrigado Gaspar
   
«O emprego líquido criado desde Maio de 2011, altura em que a troika entrou em Portugal, paga salários de 310 euros por mês, refere a edição desta sexta-feira do “Diário de Notícias”.

De acordo com o jornal, há mais 21 mil pessoas a ganharem um salário mensal inferior a 419,22 euros, ou seja abaixo do limiar da pobreza, e foi apenas nesse tipo de escalão que se registou mais criação do que destruição de emprego (emprego líquido).

A destruição de emprego total nos trabalhadores por conta de outrem atingiu os 10%, desde o início do programa de ajustamento, tendo o salário médio descido de 813 euros mensais para 806 euros, nos últimos dois anos.» [i]
   
Parecer:
 
Este é o país que o Gaspar deseja.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lute-se.»
   
 Haja honestidade
   
«“Quando Portugal exporta cerca de 75% dos seus produtos - bens e serviços - para a Europa, quando a Europa está em recessão, ou abranda, isto tem um impacto muito grande sobre as nossas exportações”, rematou Álvaro Santos Pereira, à margem de uma reunião hoje no Ministério da Economia com o Conselho para a Indústria.

“Existe um arrefecimento bastante grande da economia europeia”, declarou o ministro após a reunião com o organismo criado pelo Governo para monitorizar a implementação da Estratégia para o Crescimento, Emprego e Fomento Industrial.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Quando aumentavam devia-se ao ajustamento e às medidas do governo, agora que diminuem a culpa é da Europa. QUem fala assim só pode ser intelectualmente desonesto. Para dizer bacoradas destas não era preciso terem ido buscar um Álvaro a Vancouver.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   

   
   
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sexta-feira, maio 10, 2013

Jumento do Dia


  
António Barreto

António Barreto disse em entrevista na SIC Notícias que a democracia está em causa, disse e explicou, ainda que tenha do conceito de legitimidade governamental uma opinião segundo a qual parece que um governo legítimo pode fazer tudo o que quer, não parece ter relacionado esse abuso da legitimidade política com a situação de rotura a que está sendo levado o país.
 
Mas António Barreto esquece como a sua Fundação foi um dos instrumentos do actual poder para levar o país pelos caminhos por onde está levando. Quem não se lembra dos anúncios dos altifalantes do Pingo Doce usando um livro da Fundação do merceeiro holandês a que António Barreto preside lançando o pânico nos pensionistas, perguntando-lhes se achavam que ia haver dinheiro para lhes pagar as pensões?
 
A verdade é que António Barreto bem pode protestar e colocar as suas dúvidas pois a fundação a que preside e o senhor que lhe dá o nome têm sido uma das principais bases ideológicas do actual poder e deram contributos preciosos para manipular a opinião pública em período eleitoral. A democracia não está em causa apenas quando o governo abusa do poder ou conduz o país para além dos limites constitucionais, culturais ou históricos, também está em causa quando interesses económicos usam o poder financeiro para lançar fundações com o objectivo de manipular a opinião pública, de forma a favorecer eleitoralmente os partidos da direita mais conservadora.
 
A fundação do merceeiro holandês a que António Barreto empresta a sua imagem não passa de um "tea party" à portuguesa, um movimento que usa dinheiro de um extremista de direita para manipular a opinião pública a favor de um poder que está lançando uma verdadeira pinochetada económica. António Barreto bem se pode queixar.

«O sociólogo António Barreto mediu o pulso à situação do País na antena da SIC Notícias, esta quinta-feira à noite, considerando que está mais fraco do que nunca. “É a primeira vez em 35 anos que digo que a democracia pode estar em causa”, declarou, diagnosticando débil saúde ao Estado Social que, até aqui, era “o cimento” do sistema democrático do País.» [Notícias ao Minuto]

Igualar o diferente

Há poucos anos uma funcionária auxiliar das Alfândegas pediu autorização ao secretário de Estado para trabalhar umas horas em limpezas numa loja de um centro comercial. Os trabalhadores de alguns serviços estão impedidos de trabalhar fora do Estado sem que estejam autorizados e o secretário de Estado , que era Vasco Valdez sendo Manuela Ferreira Leite a ministra, indeferiu o pedido com o argumento de que isso representaria uma ofensa à dignidade das Alfândegas. Em nome da dignidade das Alfândegas a funcionária ficou impedida de ganhar mais uns tostões pois neste país uma empregada auxiliar destruiria a dignidade das Alfândegas só por trabalhar. 
  
Isto é um bom exemplo das restrições a que estão sujeitos muitos funcionários públicos, tenham ou não dificuldades económicas, sejam bem ou mal remunerados, estão impedidos de trabalhar fora do Estado, algo que não sucede no sector privado. Poderia Belmiro de Azevedo despedir uma empregada da limpeza porque nas suas horas de folga trabalhou umas horas em limpezas domésticas? Ficaria a dignidade da SONAE ofendida por tal gesto?
  
É evidente que há polícias a fazer de taxistas como deverá haver soldados da GNR em funções privadas menos compatíveis. Com o corte dos subsídios um agente da polícia ou um soldado da GNR arrisca a vida, trabalha horas a fio, corre riscos e ganha menos do que muitos funcionários das empresas de segurança cujo trabalho é estarem sentadinhos e dizerem bom dia a quem vai entrando.
  
Pergunte-se quanto ganha um piloto de helicópteros que faz salvamentos ao largo dos Açores, um engenheiro maquinista que rebenta os tímpanos nos submarinos ou um piloto aviador e compare-se com o que ganham idênticas profissões no sector privado. Sejamos claros, um capitão de fragata que comanda uma fragata da classe Meko, que passa meses no mar, que tem centenas de homens sob o seu comando e é responsável por poderoso equipamento militar ganha menos do que o responsável por um daqueles grandes iates de luxo fundeados em Vilamoura. E se for necessário o comandante da fragata assume os riscos mesmo que forem necessários em defesa do seu país.
  
Este governo mentiu, inventou um estudo que ninguém analisou seriamente para criar dos funcionários públicos a imagem de malandros, desta forma arranjou vítimas para pagarem a crise, assim pode evitar enfrentar os trabalhadores do sector privado e, mais do que isso, poupar os financiadores habituais dos partidos da direita. Sempre que o ministro das Finanças falha encontra-se mais um argumento para atacar direitos dos funcionários públicos, os direitos dos trabalhadores do sector privado, dos trabalhadores do Banco de Portugal, dos empresários e dos banqueiros são direitos adquiridos que só podem ser alterados por negociação. Os direitos dos trabalhadores do sector públicos foram roubos que estes fizeram no passado e que agora devem perder sem qualquer negociação.
  
O mais grave é que uma boa parte do nosso povo e a generalidade dos comentadores oportunistas aprovam esta ideia, dessa forma sacrificam outros a uma carga brutal de austeridade. Esquecem que um dia vão precisar de chamar a polícia, da ajuda dos bombeiros, do dinheiro cobrado pelo fisco ou do trabalho de um médico. Arriscamo-nos a que os funcionários públicos digam que são meros empregados do Belmiro de Azevedo, que não estão ali para correr riscos, para defenderem a pátria, para velar pelo interesse nacional, isso foi coisa do passado que o governo de um imbecil acabou em conluiu de um povo desesperado e desorientado.

  

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Alfama, Lisboa


 Uma pergunta ao senhor Costa

Porque razão não propõe para Portugal o mesmo modelo de estatuto dos funcionários do BCE.  Em Portugal os funcionários do BdP têm o melhor de dois mundos, quando lhes convém são do Estado, quando lhes dá jeito têm um contrato colectivo com o sindicato dos bancários, quando estão á rasca invocam a independência em relação às políticas do governo.

O estatuto dos funcionários do BdP estão a meio caminho entre o dos diplomatas suíços e o de um extraterrestre. Desta foram o governador pode ganhar mais do que o FED, os antigos membros da administração ganham chorudas pensões, ás vezes com meia dúzia de meses de descontos, o pessoal tem subsídios para tudo e mais alguma coisa, só lhes falta subsídio para perfumarem o papel higiénico da Renova com Chanel n.º 5.
  
Compreende-se o papel activo e subserviente com que o governador apoia tudo o que o governo decide, os nossos governadores só costuma criticar os governos quando percebem que estes já estão em queda. Desta forma protegem a sua zona de conforto e ao longo de décadas de medidas de austeridade nunca uma destas medidas se aplicou ao pessoal, excepto os aumentos de impostos a que não se podem escapar, nada que depois não possa ser compensado internamente com mais uma mordomia.
  
É por isso que o seu fundo de pensões escapou à transferência para o Estado, são bancários, estão abrangidos pelo acordo colectivo do sector, mas neste negócio já lhes deu jeito serem Estado.
  
Porque razão não se faz em Portugal o mesmo que na União Aduaneira, apesar do BCE ser bem mais independente do que o BdP, que não passa da secção de graxa do ministério das Finanças, os funcionários do BdP, da Comissão e do Conselho estão sujeitos aos mesmos estatutos de carreiras e remunerações. Tanto quanto se sabe isso não afecta nem a competência nem a independência.
  
Ou será que para ser competente e independente o senhor Costa, que tem menos habilitações académicas do que os estudantes que hoje concluem os estudos com o grau de mestrado, tem de ganhar mais do que o presidente do FED?
  
E já que estamos em época de perguntas, o senhor governador não acha estranho que apesar do emagrecimento do BdP, que hoje pouco mais é do que uma tesouraria do BCE, nunca tenha havido qualquer ajustamento dos quadros ou das remunerações?

 Que ajustamento tão bonito este de Portugal
 
DESEMPREGO:
17,7% !
 
É lindo de morrer! De morrer de fome....
 
 Então não está?

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O mínimo que se pode dizer de um governo que precisa de fazer tantas declarações de que está preocupado com o desemprego e cada vez que sai um aumento da taxa de desemprego avança com mais um pacote de austeridade em nome do crecimento é que se trata de um governo de anormalões.


  
 A purga
   
«Em 17 de Outubro de 2011, Vítor Gaspar deu uma entrevista à RTP, onde afirmou que “não há possibilidade de fazer rescisões amigáveis com o tipo de dimensão para resolver um problema deste tipo. Isso é simplesmente inexequível.

Estamos a falar de números enormes e seriam certamente números muito chocantes [...] entre 50 e 100 mil. Para haver uma rescisão amigável é necessário pagar compensações e portanto o efeito imediato não existiria, uma rescisão amigável pode custar mais do que manter um trabalhador no ativo".

Este era o Vítor Gaspar de 2011. O de 2013 acha perfeitamente viável efetuar agora uma purga de 30 mil funcionários públicos, com o objetivo de chegar aos 100 mil até ao final da legislatura. Face à gravidade da situação, sejamos absolutamente claros e não poupemos nas palavras: a medida em causa é desnecessária, irracional, ineficaz e contraproducente. É desnecessária porque a percentagem de emprego público em Portugal é menor do que a média dos países da OCDE; e porque o número de funcionários públicos caiu 3,2% em 2011 e 3,5% em 2012, ultrapassando sempre a meta estabelecida no memorando de entendimento, que previa um decréscimo anual de 1% na Administração Central e 2% na Administração Regional e Local.

É irracional porque é feita a eito, de forma cega e sem critério (porquê 30 mil? por que não 10, 20 ou 40 mil?); e porque não resulta de qualquer estudo sério e sistemático que analise quais os serviços que concretamente têm funcionários a mais ou a menos. É ineficaz porque, como o próprio Gaspar explicou à RTP, as rescisões não permitirão obter qualquer poupança no imediato, antes acarretarão o pagamento de avultadas indemnizações; e porque, a menos que se reduzam as funções do Estado, este passará a ter de contratar serviços em ‘outsourcing'.

É contraproducente porque, no atual contexto, atirar ainda mais trabalhadores para o desemprego terá um efeito recessivo catastrófico. Apesar de tudo isto, Vítor Gaspar, o enviado dos credores, mais troikista que a própria troika, não descansará enquanto não defenestrar milhares de servidores públicos.

A menos que os papéis se invertam. Miguel de Vasconcelos escondeu-se dentro de um armário. Onde se irá esconder Gaspar?» [CM]
   
Autor:
 
Tiago Antunes.   

 Pensar fora da Caixa
   
«Contou há dias António Nogueira Leite que chegou a ser convidado por Passos Coelho para presidente da Caixa Geral de Depósitos mas que, uma semana depois de lhe ter sido proposta a estupenda ideia, o primeiro-ministro pediu-lhe imensa desculpa: Afinal, António, não vai dar. E o António lá fez marcha-atrás, aceitando mais tarde o subalterno lugar de administrador executivo - cargo que acabou, logicamente, por não cumprir até ao fim. Apesar da naturalidade com que Nogueira Leite contou o episódio - até com invulgar diplomacia -, eu não me lembro, a este nível, de nenhum caso deste calibre. Conheço histórias de nomes atirados para o ar e queimados na praça pública por fontes anónimas. Já se sabe: os jornais não têm escrúpulos. Nomes incinerados em manchetes e até em humilhantes breves assassinas. Pessoas jogadas para a imprensa para provocar reações, consternações, bloqueios e rivalidades, até para comprometer ou promover currículos. (Por acaso não se arranja para aí nenhuma promoção fantasma para a minha modesta persona pública?...)

O que eu não estava habituado era ao permanente baloiçar de um primeiro-ministro. O que eu não estava habituado era ser ele a fonte da bagunça. Ora sim, ora não, ora talvez, ora nem tanto. Ora bolas. É esta a lógica da coisa. Vivemos na incerteza. Na Caixa temos mais exemplos deste processo revolucionário em curso. O presidente que foi nomeado para o lugar que tinha sido oferecido a Nogueira Leite, o discreto José de Matos (escolha pessoal de Gaspar, de quem era vizinho de gabinete no Banco de Portugal...), partilha o poder com o chairman Faria de Oliveira, que se subdivide ainda na função de presidente da Associação Portuguesa de Bancos. Ora bem, este sistema de duas cabeças - um presidente/CEO e um chairman; um presente e outro meio ausente - foi ideia deste Governo, que a impôs, mas aparentemente a coisa não está segura. Especula-se agora que tudo pode voltar a mudar em breve para regressar ao desenho anterior. Verdade? Mentira? Evidentemente, ninguém sabe, mas entretanto anda muita gente desconfiada a olhar por cima do ombro.

A loucura é total. Primeiro o Governo dizia que queria privatizar a Caixa. Depois que só a privatizava em parte. A seguir que lhe ia arranjar a concorrência de um banco de fomento. Depois que ia ser ela própria o banco de fomento. Mais tarde que a Caixa tinha ela própria de criar um banco segurador para ajudar as empresas a exportar - isto enquanto é forçada a vender os seus outros negócios de seguros. Mais tarde que tinha de baixar imediatamente os juros cobrados às empresas. E logo depois que tinha (tem) de emprestar dinheiro a todas as empresas e afins. Um governo liberal talvez chame a isto pensar fora da caixa. Não será antes dar cabo da Caixa?» [DN]
   
Autor:
 
André Macedo.
   
  
     
 Que ajustamento tão bonito
   
«A taxa de desemprego entre os jovens em Portugal continua a agravar-se e chegou no primeiro trimestre aos 42,1%, afetando 165,9 mil pessoas entre os 15 e os 24 anos, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

No primeiro trimestre de 2012, a taxa de desemprego nesta faixa etária era de 36,2% e no quarto trimestre era de 40%.
  
O desemprego de longa duração (há 12 e mais meses) continuou também a subir chegando aos 10,4%, um valor que compara com os 7,6% observados no trimestre homólogo e os 9,5% verificados no quarto trimestre de 2012.

De acordo com os dados hoje divulgados pelo INE, a taxa de desemprego subiu em Portugal para o nível mais alto de sempre, atingindo os 17,7% no primeiro trimestre, face aos 16,9% observados no trimestre anterior, com o número de desempregados em Portugal a ultrapassar os 950 mil.» [DN]
   
Parecer:
 
Algum dos jovens desempregados é uma das filhas do Gaspar?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»
      
 O senhor Costa falou
   
« O governador do Banco de Portugal sublinhou hoje que "o crédito é um contrato voluntário entre um banco e um tomador de crédito" e, que "não estamos num regime planificado em que se possa impor a concessão de crédito".

Poucos dias depois do discurso do Governo sobre a Caixa Geral de Depósitos, no sentido da necessidade desta conceder crédito às Pequenas e Médias Empresas portuguesas (PME), Carlos Costa vem sublinhar que "no dia em que alguém impuser a concessão de crédito passa a ser responsável pelo crédito malparado que surgir a seguir".

"Temos uma grande esquizofrenia em relação aos bancos. Pedimos aos bancos toda a segurança quanto aos depósitos e toda a tolerância quanto ao crédito, como se fossem duas coisas completamente distintas", criticou Carlos Costa, numa conferência organizada pela CIP - Confederação Empresarial de Portugal, para debater a 'Economia Portuguesa - Competitividade e Crescimento', em Lisboa.» [DN]
   
Parecer:
 
O problema é que o currículo do senhor Costa é de bancário e fala como se fosse da associação do sector.

O senhor Costa parece ignorar que os bancos estão atulhados de crédito malparado, muito dele duvidoso e concedido a amigos dos administradores e mesmo a sócios e que não foi por causa do crédito malparado das empresas que tiveram de recorrer ao dinheiro da troika. O que tem provocado o crédito mal parado é a gestão corrupta de bancos cheios de esquemas duvidosos permitidos pelo Banco de Portugal, como se viu com o BPN ou com o BPP.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 A ministra estranha desemprego agrícola
   
«A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, manifestou esta quinta-feira estranheza pelo aumento de 53,1% do número de desempregados no sector, no primeiro trimestre, e contrapôs que, no terreno, verifica-se “um grande dinamismo” na área agrícola.

“Aquilo que nós observamos no terreno é um grande dinamismo, gente a chegar à agricultura, gente nova a instalar-se todos os meses na agricultura, com projectos apoiados por fundos comunitários”, disse.

Por isso, o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (MAMAOT) já questionou o Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre os números hoje divulgados.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Estranha porque percebe tanto de agricultura como de lagares de azeite.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
   
 CGD desautoriza o governo
   
«O presidente da CGD, José de Matos, disse esta quinta-feira que o banco público está limitado na concessão de crédito uma vez que está sujeito a regras apertadas por ter sido recapitalizado com dinheiro público.

De acordo com José de Matos, além das restrições existentes em termos de capital e liquidez, como o dinheiro que os bancos receberam do Estado para se recapitalizarem foi considerado como ajuda de Estado por Bruxelas isso implica que essas instituições têm de cumprir determinadas regras como a "proibição de práticas de mercado agressivas".

"Isso significa que os bancos nesse processo não podem oferecer depósitos com valores agressivos, nem cobrar pelo crédito valores excessivamente baixos", explicou José de Matos.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Isto significa que quando criticou a banca o primeiro-ministro não sabia o que dizia o que, aliás, é o costume.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Perdoai-lhe senhor.»
   
 As outras consequências da pinochetada salarial no Estado
   
«O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) alertou esta quinta-feira para o risco de maior receptividade dos funcionários do fisco a tentativas de corrupção devido à degradação dos salários e das condições de trabalho.
  
"Há interesses muito poderosos a tentar aliciar os trabalhadores dos impostos", disse Paulo Ralha em declarações à Lusa, no dia em que o sindicato entregou um pré-aviso de greve de uma semana, entre 20 e 24 Maio.

O sindicato diz que "até agora" a máquina fiscal "foi sempre idónea e completamente isenta a pressões", mas o anúncio de mais um pacote de austeridade, na sexta-feira pelo primeiro-ministro, diminui essa capacidade de resistência dos trabalhadores.» [Expresso]
   
Parecer:
 
O sindicalista tem razão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»
   

   
   
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