sábado, junho 15, 2013

Jumento do Dia

  
Cavaco Silva

Cavaco Silva parece cada vez menos um presidente para parecer subsecretário de Estado do ministro da Presidência ou mesmo um mero porta-voz de Passos Coelho. Este governo não é um governo de iniciativa presidencial, o Cavaco é que é um presidente de iniciativa governamental.
 
Cavaco tenta iludir a realidade ignorando que o seu amigo Catroga se gabou de ter tornado o memorando mais exigente e qe o seu governo renegociou o memorando endurecendo-o por seis vezes seguidas e sem dar conhecimento aos portugueses. Pelos vistos Cavaco tem tido um papel mais activo neste processo do que seria de esperar de um presidente.

«O Presidente da República recusou hoje que o memorando de entendimento estejam a ser cumpridos"cegamente",sublinhando que têm sido feitos ajustamentos, apesar de ser necessário dar maior prioridade ao crescimento económico e à criação de emprego.

Numa entrevista à Euronews concedida no âmbito da visita que realizou esta semana às instituições europeia, Cavaco Silva recusa a ideia que os memorandos de entendimento estejam a ser cumpridos "cegamente", sem respeitar as consequências das medidas impostas.

"Não é isso que tem vindo a acontecer, na medida em que alguns ajustamentos têm vindo a ser feitos nos programas. Tem vindo a ser concedido mais tempo para os países saírem da situação de défice excessivo, o caso de Portugal", disse.» [DE]

O que eu penso de Cavaco Silva

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* Lamento não poder dizer o que penso ou o que sinto por Cavaco Silva, as minhas opinião e sentimentos constituem crime nos termos do artigo 328.º do Código Penal e pela primeira vez os portugueses que ousem dizer o que pensam daqueles que eles elegeram são levados a tribunal para responderem como presumíveis criminosos.
  
Assim sendo o que eu penso de Cavaco Silva tanto poderia dar para escrever um livro como para preencher três pontinhos, como não o posso dizer ou escrever limito-me a pensar pois o meu pensamento ainda não etá sob a alçada do artigo 328.º, Cada um que fique a pensar no que eu poderei pensar desta figura política.
  
Esperemos que os três pontinhos ainda não sejam crime.

Artigo 328.º - Ofensa à honra do Presidente da República

       1 - Quem injuriar ou difamar o Presidente da República, ou quem constitucionalmente o substituir, é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa. 
       2 - Se a injúria ou a difamação forem feitas por meio de palavras proferidas publicamente, de publicação de escrito ou de desenho, ou por qualquer meio técnico de comunicação com o público, o agente é punido com pena de prisão de seis meses a três anos ou com pena de multa não inferior a 60 dias. 
       3 - O procedimento criminal cessa se o Presidente da República expressamente declarar que dele desiste.


Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Chiado, Lisboa
   

 Esqueceu-se do caso do porteiro do hospital de Faro

Para quem ainda não tinha idade para andar nestas lides é bom recordar que o final do governo de Cavaco Silva ficou marcado pelo despedimento arbitrário do segurança do hospital de Faro. Cavaco tinha o pai internado e foi visitá-lo, mas o pobre do segurança lembrou-se de cumprir as normas e pediu-lhe que lhe mostrasse o BI.
  
Parece que agora o problema não reside no facto de os portugueses não o conhecerem, antes pelo contrário, conhecem-no de ginjeira, ou entenderem que não está acima das regras, o problema agora reside no facto de muitos acharem que o conhecem, terem opinião sobre ele mas estão impedidos de exprimirem o que pensam dele porque a honra do Presidente está blindada pelo Código Penal sendo por isso mesmo uma honra à prova de fogo. Se dantes estava por nascer o primeiro português mais honesto do que ele, agora está por escapar da justiça o primeiro português que diga o que pensa ou sente por ele.

 Hoje é sábado

O dia ideal para que os trabalhadores façam greve, excepto se forem médicos e estiverem de serviço de urgências ou outros profissionais, como os bombeiros ou os polícias, que estejam de serviço nestes dia. O governo apoia o exercício do direito à greve e aplaude todos os trabalhadores que decidam perder um dia de vencimento por cada dia de greve ao sábado, ao domingo ou em feriados.

Como o governo apoia todas estas greves está à vontade para propor que o exercício do direito à greve passa a poder ser exercido nos sábados, domingos e feriados, considerando-se como serviços mínimos o trabalho de todos os profissionais que em razão das suas profissões trabalhem todos os dias e estejam de serviço nos fins de semana e feriados de greve.
 
 Pobre Gaspar... deste vez é o pior aluno da turma
 
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 O equívoco do Presidente
   
«No seu discurso no dia 10 de Junho o Presidente da República disse “discordar daqueles que entendem que a magistratura presidencial deve ser uma magistratura negativa e conflitual” e que vêm o Presidente como “um actor político que participa e se envolve no jogo entre maiorias e oposições”.

Mas vai nisso um equívoco deliberado: obviamente, ninguém defendeu tal coisa.

O que os portugueses desejam é um Presidente imparcial, que se mantenha acima dos partidos e não distinga os governos pela sua cor política - porque só assim poderá cumprir a sua função de "árbitro", promotor de consensos e referência de unidade nacional. E esperam um Presidente coerente, que não use dois pesos e duas medidas e, sobretudo, que não doseie o seu grau de preocupação com os "limites dos sacrifícios pedidos ao comum dos cidadãos" à medida das conveniências políticas do momento.

Se o actual Presidente atingiu níveis de impopularidade inéditos na democracia portuguesa não foi por se recusar a uma atitude "conflitual" mas por a ter tido em relação ao governo anterior e a manter em relação às oposições de agora, pondo-se ao lado do Governo; não foi por ter recusado envolver-se "no jogo entre maiorias e oposições" mas por se ter envolvido intensamente nesse jogo ao instigar uma crise política num momento crítico para os interesses nacionais e ao assumir o alto patrocínio da solução governativa da direita, apesar destes dois anos de desastre.

Os portugueses apreenderam bem a natureza da função presidencial. Ao contrário do que parece supor o Presidente, quando as sondagens traduzem uma avaliação negativa do desempenho presidencial não é por o Presidente se recusar a entrar no jogo político e a marcar golo numa das balizas, é porque os portugueses estão a reagir como reage o público nos estádios de futebol quando vê o árbitro favorecer uma das equipas e ter influência decisiva no resultado. 
Vejamos um exemplo eloquente. Como todos se recordam, um dos pontos que ficou a marcar negativamente o discurso de posse do actual Presidente para este segundo mandato foi o surpreendente "apagão" da crise internacional. De facto, o Presidente foi capaz de descrever longamente as dificuldades da economia portuguesa, comparando indicadores do início e do fim da última década, sem nunca referir que entre 2008 e 2009 ocorreu a maior crise internacional desde a Grande Depressão dos anos trinta (que interrompeu a recuperação registada entre 2005 e 2007) e sem nunca mencionar a crise das dívidas soberanas que afectou a zona euro desde a crise grega, em 2010. A oposição da altura, é claro, exultou com essa análise grosseiramente distorcida: a culpa, diziam, era do Governo. E viu nesse discurso o incitamento para a crise política que seria anunciada por Passos Coelho 48 horas depois.

Agora que a direita está instalada no Governo, qual é a análise do mesmo Presidente quanto às dificuldades económicas do País, que entretanto se agravaram e muito? Basta ler o discurso que Cavaco Silva fez esta semana no Parlamento Europeu. As palavras foram estas: "Esta crise veio tornar evidente o grau de interdependência entre os Estados-membros da União Europeia, em geral, e da Zona Euro, em particular. É o resultado lógico do nível de integração que alcançámos. Não é hoje possível dissociar a situação num Estado-Membro do contexto geral europeu". E disse mais: "Os países já não são capazes de, isoladamente, resolverem os seus problemas. Mas, por outro lado, a nível europeu ainda não estamos totalmente equipados para o poder fazer eficazmente".

O que é que mudou entretanto para explicar análises tão distintas do mesmo Presidente? Uma coisa é certa: não foi nestes dois anos que se gerou a "interdependência" na zona euro e que deixou de ser possível "dissociar a situação num Estado-Membro do contexto geral europeu". O que sucede é que para alguns só agora se tornou conveniente reconhecer essa evidência.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
   
     
 Procurar lenha para se queimar
   
«A frase "Vai trabalhar, malandro!" nunca tinha sido tão usada no mural do movimento ‘Artigo 21º', no Facebook, mesmo sendo aquela página um local de discussão politica e demonstração de ansiedade social.

Tudo graças a Carlos Costal, um jovem de 25 anos que no último 10 de junho decidiu deslocar-se até Elvas para demonstrar a sua indignação para com Presidente da República.

Cavaco Silva visitava militares daquela região alentejana para assinalar a comemoração do Dia de Portugal quando, entre a multidão, ouviu a frase: "Vai mas é trabalhar, malandro".

As palavras de Carlos Costal valeram-lhe uma multa de 1300 euros pelo crime de difamação resultante das injúrias ao Chefe de Estado.» [CM]
   
Parecer:
 
Cavaco ainda não percebeu que corre sérios riscos de ser demitido antes de Passos Coelho e em ve de ignorar os incidente está atirando lenha para a fogueira. Um dia destes arrisca-se a ser mais odiado do que o Salazar e nem pode ir descansado à Praia dos Tomates.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Tenha-se pena.»
      
 Crato chumbou em mais um exame
   
«O Tribunal Central Administrativo do Sul adiou hoje a apreciação do recurso do Ministério da Educação sobre a decisão do colégio arbitral em não decretar serviços mínimos na greve dos professores da próxima segunda-feira.

Fonte do tribunal disse à agência Lusa que o recurso do Ministério da Educação "carece de ser aperfeiçoado", tendo hoje o juiz do processo dado 10 dias após a notificação por carta para se cumprir todos os requisitos, entre os quais juntar "cópia da decisão" do colégio arbitral.

Com a recusa na apreciação do recurso, considerado pelo magistrado como "não urgente", o Ministério da Educação não pode fixar serviços mínimos para os exames nacionais de Português A e B e de Latim, tendo de cumprir a decisão do colégio arbitral que determinou a sua não fixação.» [DE]
   
Parecer:
 
Um recurso mal elaborado?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida »
   
 Desorientação
   
«O júri nacional de exames delegou nos directores de escola “competências para substituírem qualquer outro elemento essencial à realização dos exames nacionais”, segundo uma mensagem enviada hoje à tarde, citada pelo Jornal de Negócios.

Deste modo, os directores de escolas vão estar credenciados para receber os enunciados dos exames das mãos da GNR ou da PSP, e no final recolherem e guardarem as provas em local seguro.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
O Crato está desorientado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se o incompetente.»
   
   
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sexta-feira, junho 14, 2013

Jumento do Dia

  
Cavaco Silva

Em tempos haviam filas de espera enormes no tribunal de Alcácer do Sal, tudo porque muita gente passava por cima de um traço contínuo manhoso, logo à saída daquela localidade, em direcção ao Algarve. A GNR aproveitava-se e montava autênticas emboscadas para apanhar incautos e reforçar o orçamento da corporação com multas.
 
Um dia destes vamos voltar a ter filas nos tribunais por causa do maldito traço contínuo, mas desta vez não é o traço contínuo de Alcácer, é sim o da honra de Cavaco SIlva. De um lado estão os que o elogiam e, portanto, respeitam a sua honra, do outro os que usam impropérios, caracterizam a actuação do titular da Presidência da República com adjectivos ou os que ousem recorrer a impropérios para manifestarem o que lhe vai na alma.
 
Já há dois jornalistas e um cidadão comum na fila de espera, em todos os casos o Presidente da República fez questão de levar os processos por diante, no último caso, recentemente ocorrido em Elvas um cidadão comum já foi sumariamente julgado e condenado a uma multa, mas diz agora o MP que isto de dizer impropérios ao presidente não vai com sumaríssimos, isto é a dignidade presidencial leva a que se instrua o devido processo, se formule uma acusação digna da ofensa em causa e se leve o desgraçado à barra do tribunal.
 
Enfim, a honra do presidente menos amado da história da democracia deve ser lavadinha, nem que para isso se recorra à mais caustica lexívia judicial e justiceira, sim, porque a impunidade acabou em Portugal. Para já a impunidade do sque dizem o que lhe vai na alma, talvez um dia acabe a impunidade dos que a crer na justiça alemã estão envolvidos num caso de corrupção no negócio dos submarinos. 

A máquina de fumo

Cavaco parece ter concluído que as funções presidenciais se limitam a discutir o pós-troika, uma prova de que a Presidência da República foi transformada numa subsecretaira de Estado do ministro da Presidência. Ainda que Cavaco Silva chame a si a responsabilidade pelo debate do pós-troika e tenha usado este argumento para o maior ataque que um Presidente da República já desferiu a um partido, a verdade é que a primeira personalidade política a levantar a questão do pós troika foi Pedro Passos Coelho.
  
Passos Coelho começou a invocar o pós-troika quando percebeu que não podia manter o discurso do sucesso do ajustamento, perante o desastre e a necessidade de destruir o Estado social para compensar os desvios colossais provocados pelo meteorologista falhado o primeiro-ministro passou a falar do pós- troika, isto é, em vez de se olhar para o desastre eminente debate-se o futuro, quando começa a ser evidente o risco de um segundo resgate, senão mesmo de uma renegociação da dívida.
  
A manobra até levou o meteorologista falhado a encenar uma ida aos mercados para passar a ideia de que Portugal está em condições de dispensar a troika no próximo ano, algo que nem Passos Coelho nem Gaspar querem, eles só sabem governar á margem da Constituição e nas costas dos portugueses e sem a presença da troika ainda se vão revelar mais incompetentes.
  
Desde que Cavaco apareceu chamando a si o papel de verdadeiro primeiro-ministro, algo que sucedeu quando o governo achou que devia enfrentar o Tribunal Constitucional, o tema do pós-troika faz parte de todos os discursos e entrevistas de Cavaco Silva. Cavaco Silva não quer debates sobre a situação, sobre as opções de realidade ou sobre as dificuldades dos portugueses, Cavaco prefere fazer um exercício teórico e até fez uma encenação envolvendo o Conselho de Estado.
  
A verdade é que o único português que anda por aí a falar do pós-troika é o próprio Cavaco Silva, talvez por isso arranjou mais um tema para entreter os portugueses, a saída do FMI da troika e a criação de uma absurdo FMI europeu, como se a culpa dos nossos males e do extremismo praticado pelo meteorologista falhado fosse do FMI.

Pouco respeitador da Constituição parece que Passos Coelho encontrou uma nova função para o Presidente da República, é a máquina de fumos que serve para disfarçar a realidade com manobras de diversão. Cavaco parece sofrer de dislexia crono-política, estamos à rasca em 2013 e sugere que se discuta 2014, não sabemos se vamos ter emprego para o mês seguinte e diz para discutirmos as soluções do pós-troika, temos de aturar os estarolas estrangeiros de três em três meses e Cavaco vai para Bruxelas divagar sobre o FMI.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Alfama, Lisboa
   

 Multas

No regime de Salazar e Caetano ficaram famosas as multas ridículas por se dar um beijo na via pública, os polícias andavam pelos jardins multando os namorados que com as suas manifestações de carinho ofendiam a via pública. Agora corremos um sério risco de vermos os polícias atentos a quem diga impropérios contra Cavaco Silva, é dizer qualquer coisa e o polícia telefona ao pessoal de Cavaco contando a ofensa e perguntando se querem que o cidadão seja poupado.
  
Dantes a moral pública era assegurada pelas multas, agora parece que as multas são usadas em defesa da moral política. Enfim, começo a ter saudades de Marcelo caetano, até porque nesse tempo as multas eram bem menos pesadas.
  
É uma pena que políticos aparentemente experientes insistam na estratégia da repressão, parecem estar esquecidos do ridículo que foi o despedimento do segurança do hospital de Faro.

 Grande Cavaco! (acabo de poupar-me a uma multa de 1300€)
 
Cavaco Silva, um dos campeões da negação da dimensão internacional da crise decidiu agora negar que a crise tenha uma dimensão nacional e tudo é culpa do estrangeiro, até porque graças à sua grandiosa obra como primeiro-ministro, um verdadeiro faraó dos tempos modernos, o país está na senda do progresso e um dia destes se os franceses quiserem um foi gras ou os italianos uma "pasta" terão de recorrer à farta produção agrícola lus a.

Há poucos meses o governo decidiu destruir o Estado social e organizar um imenso despedimento colectivo de funcionários públicos, tudo para compensar os desvios orçamentais provocados pelos erros de previsão do ministro das Previsões Meteorológicas. Para concretizar o projecto o governo encomendou ao FMI que assinasse as suas propostas dando-lhes a forma de estudo. Agora, depois do FMI ter feito todos os fretes ao governo vem Cavaco Silva atacar aquela instituição internacional sugerindo que seja despedida da troika.

O curioso é que fretes à parte o FMI tem sido a organização mais competente e equilibrada da troika, cabendo as responsabilidades das asneiras ao BCE, ao Cherne e ao representante local do coxo. Mas fica bem a Cavaco sugerir o despedimento do FMI, está a falar da Europa e como a IP5 não o transformou num grande líder Europeu resta a Cavaco meter-se em bicos de pés e desatar a fazer sugestões quando na realidade tem menos influência na europa do que um qualquer modesto autarca alemão.

Mas o que importa é negar a realidade e mandar as culpas para terceiros, em Portugal tenta-se negar a situação sugerindo que o debate seja antecipado para o que vai suceder daqui a um ano, na Europa tenta-.se resolver o presente com propostas apresentadas no local errado, pelo governante sem competência para as fazer e pelo político sem dimensão internacional que justifique que alguém perca um minuto a ler o que disse.

Cavaco abriu mais uma frente de propaganda, a culpa deixou de ser da impreparação de Passos Coelho aproveitada pelo ministro das Finanças para transformar o país no seu banco de experiências pessoais, a culpa não é de uma direita oportunista que quer transformar o país sem mandato para isso, a culpa não é de quem governa desrespeitando todos os princípios e atirando o país para o conflito. Agora a culpa da tal crise interna onde deixaram de haver limites para a austeridade é do FMI.

Cavaco internacionalizou os golpes baixos com que habitualmente faz política interna. Fá-lo atirando-se ao FMI na tentativa de surfar na opinião pública, aproveitando-se de uma imagem, o mesmo que em tempos defendia as agências de rating dispara agora e à falsa fé contra o FMI, pouco se proecupando com os prejuízos que pode dar ao país. Cavaco chamou a si o papel de Relvas, agora é ele o estratega político do governo. Um dia saberemos o que sucedeu naquela noite em que Passos e Gaspar foram a Belém.
 
 Jogo sujo

Convocar todos os professores para as escolas no dia da greve não resolve nada e muito menos o problema dos exames, visa apenas forçar todos os professores a recusarem participar nos exames forçando-os a aderir à greve e a perderem um dia de salário. Nuno Crato está apenas a forçar os professores a fazer greve e pode ser que se arrependa de recorrer a truques sujos.

Esta ideia de Crato de obrigar as escolas a adoptar a regra militar dos quartéis em regime de prevenção rigorosa não passa de um ataque idiota à greve, até porque basta que os professores que organizam os exames façam greve para que todos os outros fiquem a olhar para as paredes mesmo que desejem trabalhar.

Não seria melhor ideia o crato ir directo ao assunto e mandar a GNR para as escolas para organizarem e vigiarem os exames? De resto, até é a GNR que guarda as provas, é uma questão de as distribuírem, recolherem e corrigirem.
 
 Enfim
  
Vale a pena comparar a forma como este governo se está a comportar com a decisão do Tribunal Constitucional de o obrigar a pagar os subsídios com a ligeireza com que entregou indevidamente os dinheiros das portagens do mês de Agosto na Ponte 25 de Abril à Lusoponte. Este governo gosta muito de gastar e de dar dinheiro ... aos mais ricos.

 Como diria um muito culto governante deste governo

Estas fosquinhas que o Gaspar anda a fazer com a remuneração que o TC considerou ilegal tirar aos trabalhadores já começa a deixar de ser um problema político ou financeiro, a actuação do ministro das Finanças já ofende a dignidade pessoal de cada funcionário público. Nestas circunstâncias só há uma forma de lhe responder, parafraseando um ex-membro deste governo porque a língua portuguesa quando nasceu foi para todos e dizer-lhes "vão tomar o subsídio no olho do cu!".

 Queres o Gaspar em presidente da câmara de Portugal?

Se queres vota CDS ou PSD, se não queres não votes nestes partidos. Nas próximas autárquicas, a 29 de Setembro, voto contra Gaspar em presidente da câmara.
 
 Estranha fase do crescimento
 
O Vítor Gaspar tem uma forma estranha de promover o crescimento, obrigado a pagar o subsídio de férias e sem qualquer hipótese de deixar de o fazer anda com truques para adiar o seu pagamento. Parece que o único crescimento que o Gaspar sabe promover é o do desemprego.


  
 Elvas em Karlsruch
   
«A última parte do discurso de Cavaco Silva, no 10 de Junho, deveria ter sido entregue por correio expresso no Tribunal Constitucional alemão, na simpática cidade de Karlsruhe. O Presidente português, depois de uma viagem pelo mundo rural, afirmou a tese que os juízes de Karlsruhe deveriam ouvir: Portugal irá continuar a seguir a receita do ajustamento, mesmo que o próprio FMI tenha reconhecido estar esta envenenada à partida, pois considera que só se a estabilidade política for mantida teremos hipótese de sobreviver no período pós--troika. Contudo, como já foi referido, e bem, pelo Presidente, para que Portugal tenha possibilidades de sucesso nesse período será indispensável o programa OMT do BCE, de apoio "ilimitado", no mercado secundário, à dívida pública dos países mais frágeis. Ora, é isso que pode estar em causa em Karlsruhe. O tribunal vai avaliar se a iniciativa OMT, anunciada por Mario Draghi, no verão passado, é compatível com a constituição alemã. Na audição de Karlsruhe, o duelo em torno do OMT (que vale 50 moções de censura no Parlamento de Lisboa!) foi travado entre dois jovens economistas alemães, amigos, devendo ambos os respetivos cargos a Angela Merkel: Jens Weidmann (45), presidente do Bundesbank, contra Jörg Asmussen (46), membro da Comissão Executiva do BCE. Uma mente maquiavélica dirá que este duelo germânico, que opõe um inimigo do OMT (Weidmann) contra um seu defensor (Asmussen), seria a expressão da tática estruturalmente ambígua de Merkel. Contudo, a imediata subida de todos os juros da dívida pública europeia, apenas pela realização desta audição, permite uma outra leitura. O segredo de Karlsruhe, que escapa à lógica do discurso de Elvas, é o de que na débâcle europeia até a rainha caminha, no limiar do abismo, de olhos vendados.» [DN]
   
Autor:
 
Viriato Soromenho Marques.
   
     
 A coisa está a ficar preta para o Crato
   
«À agência Lusa chegaram relatos de professores, de diferentes pontos do país, que revelaram que as escolas se organizaram com a criação de "fundos de maneio", com contribuições dos professores, que permitem aos docentes serem ressarcidos, ainda que não na totalidade, pela parte do ordenado que perdem, por fazerem greve às reuniões de avaliação.
  
Gina Mateus, delegada sindical e professora de História e Geografia de Portugal no agrupamento de Santa Maria, em Beja, explicou à Lusa que, na sua escola, foi feita uma lista de rotatividade de professores, com o objetivo de que "sejam afetados o mínimo possível".» [DN]
   
Parecer:
 
Aqueles que tanto incentivaram a luta dos professores no passado estão agora convencidos de que os podem substituir por soldados da GNR e avançam para um confronto que só podem perder.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Crato que impluda e entregue a carta de demissão enquanto tem tempo.»
      
 Às vezes o Gaspar gosta muito de negociar
   
«O governo poderia ter avançado para tribunal para pedir a nulidade dos contratos de cobertura de risco de crédito (swap) mais lesivos das empresas públicas.

O cenário é defendido num parecer jurídico entregue em Setembro de 2012, portanto antes de o governo ter optado por renegociar os contratos swap com os bancos. O parecer do escritório de advogados Cardigos, a que o i teve acesso, faz parte da documentação enviada pelo Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) à comissão parlamentar de inquérito aos contratos de derivados.

São vários os argumentos referidos para sustentar a viabilidade de pedir a anulação dos contratos por via judicial. Um dos argumentos mais fortes é a necessidade de visto prévio do Tribunal de Contas a contratos que resultem em encargos financeiros ou patrimoniais. O parecer sustenta que os contratos de derivados com intuito especulativo, o IGCP identificou 12 casos, estão abrangidos pelas normas aplicáveis e deveriam por isso ter sido sujeitos a visto prévio do Tribunal de Contas. A consequência da falta do visto é a ineficácia desses contratos. Tal implicaria a anulação retroactiva dos seus efeitos e a restituição de tudo o que tivesse sido prestado ao abrigo do negócio jurídico considerado nulo.

O parecer remete também para processos em tribunais internacionais em que foi invocada a desproporção de informação e experiência entre os prestadores dos contratos e os clientes, considerando que nestes casos existe um dever reforçado de informação por parte dos bancos. Por outro lado, quando o produto financeiro em causa está concebido de forma a que apenas uma parte pode ser beneficiada, o banco, e a outra é sempre prejudicada, o cliente, estamos perante um produto com falhas.» [i]
   
Parecer:
 
Este Gaspar quando estão em causa os ricos gosta muito de negociar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   

   
   

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quinta-feira, junho 13, 2013

Jumento do Dia

  
Nuno Crato

Nuno Crato podia ter negociado de boa fé com os sindicatos mas em nome da defesa dos alunos optou pelo conflito.
 
nuno Crato podia ter optado por marcar a data dos exames seguindo a sugestão do sindicato e da comissão arbitral mas em nome do interesse dos alunos optou pelo confronto e por manter a data.
 
Em nome dos alunos Nuno Crato convoca todos os professores para as escolas forçando um a um a dizer que aderiu à greve, enquanto os alunos ficam à portas das salas na esperança de aparecerem professores que com receio da repressão tenham furado a greve. Se não aparecer ninguém regressam para casa sem saberem em que data poderá ser o exame.
 
Em nome dos alunos Nuno Crato lança todo o sistema de ensino numa imensa confusão.
 
Nuno Crato parece ter optado pela estratégia criminosa de em nome do interesse dos alunos prejudicar estes mesmos alunos de forma premeditada convencido de que desta forma pode atirar a opinião pública contra os professores. A estratégia de Nuno Crato é é própria de um ministro mas sim de um general que prepara uma guerra civil e o mais grave é que mesmo para aí que este e mais alguns ministros irresponsáveis parece estarem tentando levar o país.
 
O que Nuno Crato está a preparar para o dia 17 é um grande conflito nacional, oq eu Nuno Crato quer não é que se realizem exames, é que hajam confrontos entre professores e encarregados de educação, o que Nuno Crato quer é incendiar o sistema de ensino.

«O ministro da Educação Nuno Crato garante que os exames nacionais de Português e Latim são no dia 17 de Junho e deu ordens às escolas para convocarem todos os docentes para a vigilância. No entanto, sobre os alunos que não possam fazer a prova parece não haver resolução preparada. Uma fonte do ministério disse ao Jornal de Notícias, que “soluções só na altura própria”.» [Notícias ao Minuto]

O revisionismo da história segundo Cavaco Silva

Deve ser muito frustrante ter-se construído a imagem de competência e acabar por ser tratado como um incompetente, passar a imagem do político venerado pela honestidade e acabar parecendo estar rodeado por quarenta ladrões, passar a imagem do modernizador do país e perceber-se agora que o dinheiro foi esbanjado e o país ficou na mesma, pensar-se que ia ser um grande presidente em comparação com Soares e acabar com o estatuto do prior presidente da história da democracia.
Cavaco candidatou-se a Presidente convencido de que tinha um lugar na história de Portugal, só faltava limar algumas arestas. A imagem do político que apostava no betão e desprezava os cidadãos, nódoas como a recusa de atribuição de uma pensão a Salgueiro Maia ao mesmo tempo que a atribuía a um inspector da PIDE de muito má memória, o investimento em estradas por oposição ao desenvolvimento económico e social.
Cavaco contava com dois anos num cargo sem grandes problemas para rever a história do seu desempenho como primeiro-ministro, inventou os roteiros que mais não são do que uma espécie de rota do camião do lixo, os roteiros mais não servem para mostrar um Cavaco que não existiu enquanto foi primeiro-ministro.
O Cavaco que com as privatizações criou uma classe de ricos preocupa-se agora com os pobres, o Cavaco que desprezava o Alentejo anda anda e ainda o vamos ver a treinar o cante alentejano com os mineiros de Aljustrel, o Cavaco que deu a pensão ao Pide apressou-se a montar uma homenagem a Salgueiro Maia, o Cavaco que tudo apostou no sector dos serviços não se cansa agora de falar dos produtos transaccionáveis e da agricultura como se fosse um fisiocrata dos tempos modernos.
Mas tudo correu mal a Cavaco e a actual situação política é prova disso, a história revelou-se tão cínica quanto Cavaco e como prenda pelo derrube de José Sócrates deu-lhe um governo do seu partido, mas com o seu velho inimigo Passos Coelho como primeiro-ministro e numa coligação que está nas mãos de Paulo Portas, o amaldiçoado director do semanário Independente. Deus foi justo, tratou o cão com o pêlo do próprio cão, queres um governo dos teus e para isso até os teus amigos conspiram contra a democracia? Então leva este governo e faz dele o teu governo para ver se gostas! Este destino quase me levou a deixar de ser agnóstico, se há Deus esta foi claramente uma manifestação da mão Dele!
Se Cavaco pensava rever a história e usar o poder presidencial para ser ele a escolher o seu lugar enganou-se. A história não gosta de ser manipulada por aprendizes de feiticeiro. O Cavaco competente deu lugar ao incompetente, o Cavaco que se queria vingar de Soares teve de se vingar em alguém que o enterrou e que todos os domingos reaparece como se fosse a alma penada do cavaquismo na versão presidencial, o Cavaco honesto deu lugar ao político português com mais amigos duvidosos.

Cavaco achou que podia tosquiar a história e acabou por ser tosquiado pelos acontecimentos, só mesmo os beneficiários do cavaquismo ainda estão ao seu lado e muitos deles porque agora pareceria mal cuspirem na sopa onde comeram. O cavaquismo acaba por morrer e ter um enterro organizado nem mais, nem pelos do que pelo próprio Cavaco Silva. A Presidência da República de Cavaco Silva é isso mesmo, em  vez da revisão manhosa da história é o enterro do cavaquismo devidamente encenado pelo seu principal protagonista. Para acabar em beleza só mesmo com um final encenado por Filipe la Feria.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Flores de jardim, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Adega da Cartuxa [J. Ferreira]
   
 Portugal tem um Presidente da República? 
  
Não tem, se tivesse a esta hora o ministro das Finanças já teria sido demitido. De um Presidente espera-se que exija ao governo respeito pela legalidade e, acima de tudo, o respeito pelos princípios constitucionais, duas coisas que o ministro das Finanças afronta e despreza sistematicamente.

Resta-nos que sejam os cidadãos a apresentar queixa contra Vítor Gaspar junto do Ministério Público.

 Vítor Gaspar mandou suspender a assinatura do Financial Times
 
 
A ideia é ter dinheiro para poder assinar o Borda d'Água.


  
 O 10 de Junho
   
«B lábláblábláblábláblábláblá-blábláblábláblábláblábláblábláblábláblá A magistratura presidencial destina-se a manter a coesão nacional blá blábláblblábláblábláblábláblblá-blábláblábláblábláblábláblábláblá-blábláblábláblá Não governo nem sou corresponsável pela política do Governobláblábláblábláblábláblá-blábláblábláblábláblábláblábláblá-blábláblábláblá A agricultura nunca esteve tão bem como nos últimos anos blábláblábláblábláblábláblá- blábláblábláblábláblábláblábláblá-blábláblábláblábláblá Chego sempre à mesma conclusão: se tivermos uma crise política, os portugueses ficariam muito pior blábláblábláblá.

Bláblábláblábláblábláblábláblá-blábláblábláblábláblá Estou acima das lutas político-partidárias bláblá- blábláblábláblábláblábláblábláblá-blábláblábláblábláblábláblábláblábláblá No meu horizonte não está a demissão do actual Governo, pelo menos durante a vigência do programa de assistência financeira blábláblábláblábláblábláblábláblábláblá-bláblábláblábláblábláblábláblá-blábláblábláblábláblábláblábláblá O relançamento da economia será possível com a expansão do investimento privado e o financiamento às empresas bláblábláblábláblábláblá- blábláblábláblábláblábláblábláblá-blábláblábláblábláblábláblábláblá-bláblá A demissão do Governo não deve ser feita de ânimo leve. Só em ocasiões muito especiais. Nem mesmo numa situação em que o Presidente perde a confiança no Governo bláblá lábláblábláblá blábláblábláblá- blábláblábláblábláblábláblábláblá-blábláblábláblábláblábláblábláblá-blábláblá Não comento as declarações do senhor Presidente da República; isso compete aos comentadores blabláblábláblábláblábláblblá- blábláblábláblábláblábláblábláblá-blábláblábláblábláblábláblábláblá-bláblábláblá Não percebo muito bem o discurso do senhor Presidente. Nem uma só vez se referiu ao desemprego em Portugal bláblábláblá blábláblábláblábláblábláblábláblábláblá- bláblábláblábláblábláblábláblálábláblá-bláblá Aquilo que preocupa os portugueses. Que é a crise, os problemas que os afectam, desemprego, recessão, não tiveram eco, de facto, neste discurso blábláblábláblábláblábláblá- blábláblábláblábláblábláblábláblá-bláblábláblábláblábláblábláblá O senhor Presidente da República teve um discurso muito responsável, muito galvanizador. Foi um Presidente da República da esperança bláblábláblá blábláblábláblábláblábláblábláblá-blábláblábláblábláblábláblá O Presidente da República saberá, com certeza, os temas que escolhe. Aquilo que nos parece é que faz sentido falar da agricultura, que é um tema muito importante blábláblábláblábláblábláblá-blábláblábláblábláblábláblábláblá-blábláblábláblábláblá Gatunos! Gatunos! Gatunos! Demissão! Demissão! Gosto muito de paradas militares. Por isso cá estou. Mas que estão a fazer aqui estes gajos do Governo, que só têm dado cabo do país? (...) Nobre povo, nação valente (...) Às armas! Às armas!» [DN]
   
Autor:
 
Baptista Bastos.

 Cavaco, de PR a PT (Personal Trainer)
   
«Cavaco Silva fez um discurso banal no 10 de Junho - um país na agonia merecia maior empenho do Presidente. Das jornadas de Elvas, de interessante só o convite de Cavaco aos portugueses: façam desporto. Deu-me, ontem, para gozar com aquilo. Errei. Mesmo que o Presidente abdique das suas obrigações - e para nada aponte, ou aponte mal -, cabe ao humilde cronista ajudá-lo a ajustar a mira. Desporto, disse ele? Seja, deveria ter eu dito, aplicando a técnica do jiu-jitsu. Pegando no apelo do desporto, servir-me da antiga arte marcial que, com suavidade, se aproveita do impulso do adversário levando-o para onde ele deve ir. Se Cavaco Silva quer passar de PR para PT (Personal Trainer) de todos os portugueses, seja. Eu deveria aceitar a ideia e desviar-lhe o impulso. O que devia ter escrito na crónica de ontem só agora faço. Então, que todos os dias, pela manhã, os desempregados se reúnam na Praça Afonso de Albuquerque. Do alto dos jardins do Palácio de Belém, o Personal Trainer , discursa: "Vamos fazer 20 jumping jacks, um, dois, abrir, fechar, um, dois..." Tinha vantagens. No plano interno, Cavaco mostrava ser capaz de ir mais longe do que os políticos: o Governo ataca as gorduras do Estado, Cavaco as de todos os cidadãos - seria um PEC muito à frente e saudável. No plano externo, até os nossos vizinhos invejariam. Diriam as manchetes de El País e El Mundo: "Los parados portugueses se menean!" Parados a mexerem-se é uma boa ideia.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
   
     
 Afinal, há muitos palhaços
   
«Segundo disse, à margem de uma visita à Feira Nacional da Agricultura em Santarém, só haverá provimento orçamental para pagar os subsídios depois de aprovado o Orçamento Retificativo, que se encontra na Assembleia da República (e só será votado dia 19).

"Então, disse, teremos os instrumentos para pagar", afirmou Pedro Passos Coelho, que também sublinhou ser "claro" desde abril que os subsídios só seriam pagos em novembro.» [DN]
   
Parecer:
 
O que não falta neste país é palhaçada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
      
 Das ameaças à caridade
   
«"Espero que exista da parte dos professores, que são profissionais e que têm a noção do transtorno e da gravidade, que possibilitem aos estudantes a realização destas provas", disse esta manhã, em Santarém, o primeiro ministro.

Pedro Passos Coelho frisou que os testes finais do secundário são "exames muito importantes e devem estar espaçados uns dos outros", sublinhando a dificuldade de fazer os calendários destas provas.» [DN]
   
Parecer:
 
Primeiro ameaçou os professores, agora apela à caridade, a verdade é que Passos Coelho arpoveitou e promoveu o confronto com o professores convencido de que isso lhe traria vantagens melhorando a sua imagem. Enganou-se, neste país só o professor Marcelo e o outro que está em Belém apoiam e confiam neste governo e neste primeiro-ministro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a passos Coelho que faça o mesmo que faz com os alemães, que rasteje.»
   
 Despedimento colectivo em preparação por Cristas
   
«Assunção Cristas, que falava na comissão do Ambiente e Ordenamento do Território, em resposta às perguntas dos deputados Heloísa Apolónia (Verdes) e Paulo Sá (PCP), anunciou ter pedido "a todos os dirigentes que olhassem para os seus serviços" e que nas "funções que forem deixando de ter relevância" as pessoas fossem "encaminhadas para a requalificação", sendo certo em matéria de rescisão amigável "o pontapé de saída cabe ao trabalhador".

Segundo a ministra, a intenção é "perceber onde há gente a mais e a menos" e que esse trabalho "pressupõe alterar os serviços como estão neste momento organizados e como podem sê-lo em virtude da reestruturação".» [DN]
   
Parecer:
 
Os bondosos ministros do CDS começam a mostrar o seu papel, tornando evidente a responsabilidade de Paulo Portas em todo este processo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   
 Volta Cavaco!
   
«O Governo e o grupo parlamentar do PSD confiam que Cavaco Silva promulgará a tempo a lei com que a maioria conta para poder adiar o pagamento dos subsídios de férias aos funcionários públicos.

"Há da parte do Governo a expectativa, assente nos contactos informais mantidos com Belém, de que a lei estará em vigor até ao final do mês", afirmou hoje no Parlamento o deputado social-democrata Duarte Pacheco.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Cavaco é o subsecretário do secetário de Estado do ministro da Presidência.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 A anedota
   
«O consultor do governo, António Borges, diz que os portugueses reconhecem que “a situação não podia continuar como estava” e estão “muito alinhados” com o rumo do país, defendeu em entrevista ao programa “Terça à Noite” da "Renascença".

O responsável para as privatizações considera que “o que há de mais construtivo em Portugal, é que há da parte dos portugueses, não só dos trabalhadores e em particular dos desempregados, mas também das famílias, um certo reconhecimento de que a situação não podia continuar como estava”.» [i]
   
Parecer:
 
O loirinho está a perder a lucidez.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Não pagamos!
   
«O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira que a deliberação de Conselho de Ministros que dá ordem aos serviços para ignoraram a lei que determina que os subsídios de férias devem ser pagos, na íntegra, em Junho, não é justificada por problemas de financiamento.

"O problema não é um problema de financiamento, como já foi dito", afirmou o primeiro-ministro, em resposta às questões dos jornalistas.

Pedro Passos Coelho recusou as críticas dos sindicatos e da oposição, que acusam o Governo de estar a tomar uma decisão "ilegal".» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Por este andar ainda os ministros viram-se de costas para o povo, baixam as calças e mostra o cu com um "não pagamos!".
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Apresente-se a ideia ao antigo líder da JSD.»
   
 Estranho entendimento
   
«O gabinete de Vítor Gaspar confirma que foram cancelados os contratos financeiros assinados entre as empresas públicas e o JPMorgan. “Está normalizada a relação entre entidades do sector público e esta instituição financeira”. Não são adiantadas quais as poupanças conseguidas com este entendimento.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Entenderam-se ontem à noite.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Gaspar se a reunião ocorreu ainda no gabinete ou se já foi na cama.»
   
 Até parece que foi ele que emprestou o dinheiro
   
«"Penso que é altura de reponderar a composição dessa equipa porque temos uma instituição que é o Fundo Monetário Internacional e temos uma Comissão [Europeia] e um Banco Central Europeu e o que nós sabemos é que os objetivos e as visões do Fundo Monetário Internacional não coincidem com as visões e os objetivos da União", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, numa entrevista à SIC, que apenas será divulgada na íntegra no sábado de manhã.

Cavaco Silva, que se encontra em Estrasburgo no âmbito de uma visita que está a realizar até quinta-feira às instituições europeias, reconheceu que "talvez o FMI tenha sido muito útil numa primeira fase", mas neste momento deve-se começar a pensar que "para o desenho e para o acompanhamento de políticas de países em dificuldades financeira da União devem ser apenas representantes dessa mesma União, das instituições dessa mesma União, a tratar do assunto".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Cavaco parece estar convencido de que alguém o ouve.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se com ar condescendente, o senhor já tem uma idade avançada e a sua lucidez não está nos melhores dias.»
   
 Haja quem o diga, Durão é um incompetente ambicioso
   
«“O senhor Barroso deve ir-se embora, e depressa. A sua falta de coragem e a sua ineficácia prejudicaram decididamente muito os europeus”, afirmou em comunicado a deputada europeia do PPE (Partido Popular Europeu, centro-direita).

A ministra do executivo de Sarkozy condenou a intenção de Barroso de querer negociar, em prejuízo, na sua opinião, da defesa da exceção cultural europeia, um acordo de livre comércio com os Estados Unidos.

“Para que serve a Comissão Europeia se, por medo dos seus parceiros comerciais, ela se recusa a defender os europeus e tudo o que constitui a nossa especificidade? O senhor Barroso está a curvar-se perante os Estados Unidos antes mesmo de as negociações começarem”, sustentou.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Aos poucos a Europa vai conhecendo o cherne.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»
   
 O respeitinho é muito bonito
   
«De acordo com a mesma fonte, o tribunal considerou que ficou provado que o arguido, de 25 anos e residente em Campo Maior, cometeu um crime de difamação, tendo sido condenado a 200 dias de multa, à taxa de 6,50 euros por dia.

Fonte próxima do arguido adiantou à Lusa que o homem vai recorrer da sentença aplicada pelo Tribunal de Elvas.

O homem foi detido pela PSP no domingo, em Elvas, por injúrias ao Presidente da República, tendo sido constituído arguido.

A detenção ocorreu pelas 18:15, quando o Presidente da República visitava os militares que estavam instalados na Mata do Emigrante, no centro daquela cidade alentejana, para participarem nas cerimónias oficiais do 10 de Junho.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Só vale aplaudir Cavaco.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Há um problema no ensino básico
   
«Os dados relativos às classificações das provas do primeiro ciclo do ensino básico, que se realizaram no início de maio, foram hoje divulgados pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC).

Os alunos são classificados numa escala de 0% a 100%, e as notas começam a ser consideradas positivas a partir dos 50%.

No extremo oposto à nota zero, houve dois alunos que conseguiram a nota máxima a Português – a classificação de 100% - e 222 que conseguiram o mesmo feito em Matemática.

Entre os mais de 106 mil alunos que se apresentaram aos exames de Português e Matemática, 740 tiveram 90% ou mais na prova de Português, enquanto que, na disciplina de Matemática, foram 5339 os que conseguiram um resultado igual.

Já do lado das negativas mais baixas, foram 917 os alunos que conseguiram 10% ou menos na prova de Português, e 908 os que não ultrapassaram a marca dos 10% a Matemática.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Não basta a apresentação e tratamento dos dados, é preciso analisá-los do ponto de vista humano e social e explicá-los. Uma nota baixa é uma situação de insucesso, quase 0% ou mesmo 0% é um problema que ultrapassa a escola.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Estude-se o problema com seriedade.»
   
 Será que Crato sabe o que é uma greve?
   
«“Os professores, naturalmente irão vigiar os exames. Serão convocados para as escolas e para vigiar os exames. A nossa orientação para as escolas é essa”, disse o ministro aos jornalistas.

O Ministério da Educação decidiu recorrer para o Tribunal Central Administrativo (TCA) da decisão do colégio arbitral que optou por não decretar serviços mínimos para a greve de professores que coincide com o primeiro dia de exames nacionais do Ensino Secundário.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
É lógico que com ou sem greve os professores seriam sempre convocados, depois logo se vê se fazem ou não greve. O que o ministro não pode pensar é que usar a convocatória como ameaça ou chantagem, não pode passar a ideia de que quem fizer greve pode ser despedido por ter ficado numa lista negra do ministro. Ou será que é mesmo isto que o ministro insinua quando fala de convocatória.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Crato se já começou a colocar a dinamite para implodir o ministério da Educação, tal como prometeu no passado. Se sobrasse dinamite podia aproveitar e fazer implodir o gabinete do Passos Coelho.»
   
 A ajuda de Cavaco a Gaspar
   
«O homem de 25 anos que foi detido no domingo passado em Elvas por difamar o Presidente da República, Cavaco Silva, foi condenado em tribunal a uma multa de 1300 euros.

“Não queria ofender ninguém, agi por impulso”, explica Carlos Costal, que foi levado para a esquadra em frente da mulher e dos filhos. 

Residente em Campo Maior, o homem conta que tinha ido a Elvas com a família ver a exposição de material militar que foi montada na Mata do Emigrante por ocasião das comemorações do Dia de Portugal quando viu acercar-se a comitiva com Cavaco. Os impropérios motivados pela indignação com o estado a que chegou o país saíram-lhe ligeiros: “Vai trabalhar mas é! Sinto-me roubado todos os dias”, recorda ter disparado em direcção ao Presidente. Mas os dois agentes à paisana que o ouviram a vituperar Cavaco Silva garantiram em tribunal que o habitante de Rio Maior se esticou mais do que isso nos insultos, coisa que o próprio nega: “Dizem que lhe chamei chulo e malandro. Não são sequer palavras que me assistam, que eu use no dia-a-dia”.

Nesta quarta-feira foi condenado a 200 dias de multa, a uma razão de seis euros e meio por dia, o que perfaz 1300 euros – quantia superior ao ordenado que aufere mensalmente. “Vivemos num país democrático e exerci o direito que assiste a qualquer cidadão, de liberdade de expressão”, vinca, inconformado com a condenação por difamação, de que tenciona recorrer. “É uma situação que não lembra ao diabo, numa altura em que há protestos de norte a sul do país. Devem querer fazer de mim exemplo, para mais ninguém protestar.”

Segundo Carlos Costal, foi só depois de contactarem a Presidência da República que os agentes da esquadra de Elvas o informaram de que seria levado a julgamento. Caso contrário, tudo ficaria pela sua mera identificação pela polícia, assegura. “Fui detido em frente dos meus filhos, vejam bem a vergonha por que passei. Se podia ter usado outras palavras? Claro que podia. Mas agi espontaneamente, não foi com maldade”.» [Público]
   
Parecer:

Pobre Presidência da República, pela primeira vez um Presidente recorre às polícias e aos tribunais para proteger a sua dignidade.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se o espectáculo triste.»
      
 Agora a culpa é da troika
   
«O primeiro-ministro criticou as instituições que compõem a troika de credores internacionais por mostrarem em público “divergências grandes” em relação às estratégias a adoptar para os países intervencionados, como aconteceu sobre a Grécia, uma vez que isso provoca “instabilidade” nas pessoas e nos mercados.

“É um prejuízo para toda a gente que as instituições da troika se coloquem no plano público com divergências tão grandes. Porque isso gera, evidentemente, instabilidade e incerteza nas pessoas, em particular na Grécia, mas também nos mercados de uma maneira geral”, afirmou Pedro Passos Coelho nesta quarta-feira à margem de uma visita à Feira Nacional da Agricultura, em Santarém. “É claro que ajudaria que as instituições da troika evitassem este espectáculo público de estarem a dar motivos que podem suscitar a desconfiança dos mercados.”» [Público]
   
Parecer:

Um dia destes vão ser os gregos a pedir a Passos que deixe o seu país em paz e deixe de o difamar sistematicamente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»


   
   
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