sábado, junho 22, 2013

Jumento do Dia

  
Nuno Crato

Fica muito bem a um ministro com a pasta da universidade e da investigação dizer umas balelas sobre o emprego dos doutorados, bla, bla, bla. É um discurso tão fácil quanto evidente, o problema é que o ministro Crato não só não tem competências que lhe permitam falar sobre o futuro dos jovens doutorados, como tem andado mais emprenhado e reduzir o ensino público a ensino de segunda do que a pensar no futuro de uma geração cujo futuro não o parece incomodar.
 
Ainda por cima o ministro pertence a um governo que desvaloriza o investimento em quadros qualificados e que começou por lhes sugerir que abandonem o país, até se chegou a falar da criação de uma agência pública para promover a emigração dos jovens. Um ministro que nas reuniões do Conselho de Ministros aprova a política que aposta num país de gente sem qualificações bem pode fazer discursos muito bonitinhos que ninguém acredita, a começar pelos professores do ensino universitários que estão mais convencidos da intenção ministerial de os despedir do que em qualquer aposta na qualificação.

«"Muitas empresas em Portugal, para se desenvolverem, precisavam de recrutar doutorados e nós temos jovens doutorados de elevadíssima qualidade", afirmou o ministro, na abertura do Luso2013, 7.º Encontro Anual de Estudantes e Investigadores e Portugueses no Reino Unido.

Segundo o governante, o investimento público nos últimos anos criou no país um "nível muito razoável" em termos quantitativos, mas continua a refletir "uma deficiência", dado o número de doutorados empregados pelas empresas ser ainda pequeno, cerca de 3%, contra 40% na Dinamarca.» [Notícias ao Minuto]
 
«Investigadores e professores universitários concentram-se hoje, em frente do Ministério da Educação e Ciência, em Lisboa, em protesto contra "a instável" situação laboral.

O protesto, marcado para as 16:00, na Avenida 5 de Outubro, é organizado pelo Sindicato Nacional do Ensino Superior e pela Federação Nacional de Professores (Fenprof).

Os professores do ensino superior público temem o despedimento com a aplicação do regime de requalificação (mobilidade especial) para a função pública.» [DN]

Dois anos de um governo da troika

Estes dois anos do malfadado governo de Passos Coelho foi dois anos de um governo de troika. MAS desenganem-se os que acham que me refiro aos três rapazolas que de vez em quando vêm passar uns dias no hotel RITZ, o grande problema de Passos Coelho é uma troika  mas não de organizações internacionais, é a toika formada pela imbecilidade, pela inveja e pela incompetência.

Como dizem os senhores da troika, o último a fazê-lo é o senhor que cá para nós se chama cherne mas para os franceses é camaleão, quem governa e adopta as medidas é o governo português. Dizer que a culpa é do memorando ou da troika é aceitar que o governo de Passos Coelho é inimputável. O nível de imbecilidade de Passos Coelho é grande, mas ainda não chega para decretar a sua insanidade mental e ilibá-lo das responsabilidades.

A primeira grande marca deste governo é a inveja que Passos Coelho sente de Sócrates, isso levou um governo que até agora nada fez, porque o Gaspar não quer, porque o Álvaro não sabe ou porque o Portas não está para isso, tenha dedicado uma boa parte das suas energias. Qual foi a obra do Crato? Desmontar a modernização das escolas, facilitar a avaliação dos professores e agravar as condições de trabalho nas turmas. Qual foi a obra do Álvaro? Parar todas as obras e acabar com a aposta nas renováveis. Qual foi a obra do Lambretas? Destruir as Novas Oportunidades.

A segunda grande marca é a imbecilidade, Passos Coelho não tem uma intervenção que mereça ser ouvida, Gaspar já perdeu a graça e onde alguns viam um humor refinado descobrem alguém que parece sofrer de dislexia, dislexia em relação ao raciocínio, em relação à realidade e em relação às previsões. Quando se comparam os ministros deste governo ninguém se lembra de perguntar qual deles é o mais competente, o verdadeiro exercício é conseguir descobrir qual é o mais incompetente. A única excepção é o Paulo Macedo, talvez por isso só aparece ao lado dos outros quando a isso é obrigado.


Por fim, a incompetência de um governo que vinha fazer grandes reformas mas apenas conseguiu realizar uma, a choruda reforma de 50 mil euros que os chineses pagam ao professor catedrático a tempo parcial 0%. O Estado está na mesma, quase tudo o que mudou foi declarado inconstitucional, a despesa pública não para de aumentar, os serviços públicos são os mesmos, gastam mais e funcionam pior. Passado um programa brutal de austeridade o país nada ganhou com um sacrifício irracional motivado pela incompetência.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Sé, Lisboa
   

 Mais tempo

O governo que ainda há bem pouco tempo não queria nem mais tempo, nem mais dinheiro e até criticava a oposição por o defender vai agora dizer que a decisão dos credores de Bruxelas ée mais um dos seus grandes feitos. Mas não é, mais tempo significa duas coisas, que o governo falhou as metas e que vamos ter austeridade durante mais tempo. Isto é, serão os portugueses a pagar durante mais tempo a incompetência do governo e, em particular, do seu ministro das Finanças, o tal que manda em Portugal porque o ministro das Finanças alemão simpatiza com ele e desta forma ofende os mais elementares princípios de soberania nacional.

 O Maduro tem alguma graça
 
O ministro Maduro, por sinal o mais verde deste governo e bem menos maduro do que o Miguel Relvas que substituiu até tem alguma graça, quem o ouve não percebe bem se é um ministro português ou alemão pois fala como se fosse ouvido na Europa e a sua principal pasta fosse a reforma da União Europeia. Metade das suas intervenções destinam-se a intoxicar a opinião pública, a outra metade é para se envaidecer enquanto académico dissertando sobre grandes temas europeus e mundiais, como se houvesse mais Europa para além da crise portuguesa e o país fosse demasiado pequeno para a sua grandeza intelectual.
 
 O Diálogo político entre Passos e Cavaco
 
Passos: Assina isso!
Cavaco: Onde, aqui?
Passos: Até à próxima Quinta.
Cavaco: Se Deus quiser.


  
 A grande migração
   
«Segundo os dados que o INE divulgou esta semana, emigraram de Portugal, só no ano de 2012, mais de 120 mil pessoas: 69 mil ainda com a intenção de regressar em menos de um ano e 52 mil já de forma definitiva ou permanente.

Também em 2012, o número de nascimentos caiu para 89 mil - o valor mais baixo desde que há registos. Ninguém duvide: o "ajustamento" de que o Governo tanto se orgulha é uma tragédia que vai deixar marcas por muitos anos.

O Governo, reconheça-se, não se poupa a esforços para encorajar este êxodo colossal: aplicou o dobro da austeridade prevista no Memorando inicial da ‘troika'; abandonou qualquer visão estratégica sobre a modernização e o futuro do País; mandou parar todas as iniciativas públicas geradoras de emprego; desinvestiu na ciência, na educação e na formação profissional; falhou por muito todas as metas do Programa "Impulso Jovem" e agora, apesar de confrontado com o agravamento da recessão e do desemprego, insiste no adiamento absurdo do pagamento dos subsídios de férias e prepara um novo pacote de violentos cortes nos serviços públicos e nas prestações sociais. Entretanto, para o caso de alguém não ter percebido, houve mesmo um membro do Governo que teve o bom gosto de apontar aos jovens a porta da saída.

Os resultados estão à vista. A população residente em Portugal, que atingiu o valor máximo em 2009 e se manteve sensivelmente estável em 2010, caiu para 10 487 289 pessoas em 2012: uma redução de 85 mil em apenas dois anos. E a redução só não é maior porque ainda se registou alguma entrada de imigrantes permanentes, embora essas entradas também tenham caído em 2012 para apenas 14 mil (em boa parte ao abrigo do regime de reagrupamento familiar). Assim, a imigração não chegou para compensar o forte fluxo de emigrantes registado no último ano, pelo que o saldo migratório foi negativo em mais de 37 mil pessoas.
Negativo foi também o saldo natural (em mais de 17700 pessoas): o número de óbitos aumentou e o número de nascimentos foi o mais baixo de sempre (também penalizado pela redução dos fluxos imigratórios, cujo contributo é relevante para o número total de nascimentos). Os factos não enganam: os mais fervorosos adeptos das políticas de apoio à família têm em curso a mais violenta política pública contra a natalidade de que há memória no Portugal democrático.

O que todos estes números dizem é que muitos portugueses - sobretudo jovens, bastantes deles com elevadas qualificações - estão a fugir do desemprego e do destino de empobrecimento que lhes foi traçado, à procura de um futuro que, para eles, não mora aqui. O motivo primeiro desta grande migração, como é óbvio, reside na assustadora taxa de desemprego - que o próprio ministro Vítor Gaspar estima em 19% no final deste ano e que ultrapassa já os 42% entre os jovens. Mas esta é também a resposta natural a uma desoladora estratégia de empobrecimento que arrasa oportunidades, semeia insegurança e produz frustração. 
Nem de propósito, dois dias depois de serem revelados os dados do INE sobre a evolução da população residente em Portugal, o Eurostat divulgou os valores de 2012 sobre o Produto Interno Bruto per capita na União Europeia, expresso em paridades de poder de compra. E uma coisa tem tudo que ver com a outra. Os dados são estes: entre 2004 e 2010 (durante aquela década que alguns diziam perdida...) o PIB per capita português recuperou consideravelmente e subiu de 77 para 80,3%, convergindo com a média europeia; em 2011 e 2012, pelo contrário, com a austeridade "além da ‘troika'" deste Governo PSD/CDS, o PIB per capita caiu abruptamente para 75%, divergindo da média europeia e recuando para valores ainda piores do que aqueles que o primeiro Governo Sócrates encontrou.

É deste empobrecimento garantido que fogem os milhares de jovens e de outros portugueses que dão corpo a esta grande migração. E, francamente, é preciso ter azar: um Governo que falha em tudo, logo havia de ser no empobrecimento que havia de acertar.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.

 Graças a Deus o CDS existe
   
«A lição a tirar da prédica de Paulo Portas na apresentação das linhas gerais da moção que apresentará ao Congresso do CDS--PP é muito simples: o ministro dos Negócios Estrangeiros é, no sentido quase bíblico do termo, o nosso salvador. Sim, porque se ele não existisse, tudo o que hoje é mau em Portugal seria, simplesmente, horroroso.

Portas tem sido, diz ele, o freio das malfeitorias que Vítor Gaspar e Passos Coelho têm em mente para colocar o país - e os portugueses - nos carris. Portas, diz ele, tem sido a lufada de ar fresco que entra no Conselho de Ministros sempre que o ambiente fica perto do tóxico. Portas tem sido, enfim, a porta por onde se entrevê um futuro um pouquinho mais risonho. Graças a Deus, o CDS existe. Graças a Deus, o CDS existe porque Portas existe.

É fácil imaginar o julgamento que os dois superiores hierárquicos de Portas no Governo (Passos e Gaspar) terão feito sobre esta elucidativa demonstração de distanciamento político: eles são os polícias maus; Portas é o polícia bom. Não admira que, de vez em quando, andem todos à "cacetada".

De entre todas as propostas e proclamações políticas apontadas por Portas, apreciei particularmente o tempo que gastou com os fundos comunitários: 10 segundos! Trata--se, apenas, de um dos mais decisivos instrumentos ao dispor do Governo para reanimar a economia e reindustrializar o país, para usar o jargão em voga.

Sobre os fundos comunitários, Portas não disse se defende, ou não, a existência de programas regionais; se é a favor, ou não, da centralização das verbas do QREN; se aplaude, ou não, o esbulho de verbas que, ao abrigo do famigerado efeito de dispersão, são retiradas das regiões mais pobres e encaminhadas para as mais ricas; se concorda, ou não, com o esvaziamento de poderes das comissões de coordenação e desenvolvimento regional; se, enfim, Portas vê, ou não, os fundos comunitários como um potente meio para atingir um importante fim: a redução de assimetrias regionais e, por consequência direta, a reconstrução de um país mais equilibrado.

Tomo o caso do Norte para sustentar o ponto: a região tem funcionado como uma espécie de "região-colónia" que assiste placidamente à sangria dos recursos que lhe cabem de pleno direito. As consciências do Norte ergueram-se - e muito bem - para resolver o problema da Sociedade de Reabilitação Urbana, que valia 2,4 milhões de euros. Estarão disponíveis para ir agora à luta pelo reforço substancial da descentralização regional da gestão dos muitos milhares de milhões de euros de fundos estruturais? Ou acham que é melhor continuar a ser Lisboa a tratar do assunto? Como dizia o presidente do Conselho Regional do Norte numa carta aberta escrita na edição de 15 de junho do JN, "é tempo de dizer basta. Em nome do Norte. Mas, sobretudo, de Portugal".» [JN]
   
Autor:
 
Paulo Ferreira.
   
     
 A anedota
   
«O presidente da Câmara de Sintra e membro do PSD, Fernando Seara, apareceu de surpresa no final das jornadas parlamentares do PS, que decorrem na vila no Centro Cultural Olga Cadaval, para cumprimentar António José Seguro.

"O líder do PS pediu-me um equipamento municipal e eu fiz questão de vir recebê-lo", sublinhou Seara, escusando-se a qualquer outro comentário sobre o impedimento ditado pelos tribunais à sua candidatura a Lisboa.

O líder do PS tinha acabado de se escusar a comentar as palavras de Passos Coelho, que ontem admitiu mudar a lei de limitação de mandatos, na sequência, exactamente, da decisão do Tribunal da Relação de Lisboa de impedir a candidatura de Fernando Seara a Lisboa. O primeiro-ministro diz que Seara deve recorrer ao Tribunal Constitucional, mas admite desde já que "[se] houver uma questão na lei, então faz todo o sentido que os partidos alterem a lei, porque quer o PS, quer o PSD, que a votaram, acham que a lei não tem esta interpretação [evitar que um autarca que atingiu o limite de mandatos possa concorrer a outra autarquia]", disse o primeiro-ministro esta quinta-feira, em Viena.» [DE]
   
Parecer:
 
Este Seara não tem vergonha...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
      
 Havia pressão ou não havia pressão?
   
«O ex-secretário de Estado adjunto da Administração Interna, Juvenal Peneda, em entrevista ao Diário de Notícias, diz que "houve pressão da banca para que a minha empresa [Sociedade de Transportes Colectivos do Porto] fizesse contratos de swap". 

Segundo o ex-presidente da STCP (Metro do Porto), que foi demitido do Governo, por ter aprovado ‘swaps' de alto risco quando estava na empresa de transportes públicos, "a pressão era muito simples. Havia uma renovação de um empréstimo vultuoso, creio que de 50 milhões de euros, e davam excelentes condições para a renovação desde que fizéssemos os contratos de ‘swap'".» [DE]

«"O banco repudia que alguma vez tenha feito pressões ilícitas", diz o Santander Totta quando confrontado com as declarações de Juvenal Penada numa entrevista ao Diário de Notícias de hoje.

O Ex-secretário de Estado adjunto da administração interna, diz que "houve pressão da banca para que a minha empresa [Sociedade de Transportes Colectivos do Porto] fizesse contratos de swap". Segundo o ex-presidente da STCP (Metro do Porto), que foi demitido do Governo, por ter aprovado swaps de alto risco quando estava na empresa de transportes públicos, "a pressão era muito simples. Havia uma renovação de um empréstimo vultuoso, creio que de 50 milhões de euros, e davam excelentes condições para a renovação desde que fizéssemos os contratos de swap".» [DE]
   
Parecer:
 
Coitadinho do gestor que foi violado e coitadinho do banqueiro que é um santinho e não faz pressões sobre ninguém.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se os dois senhores à bardamerda.»
   
 Uau! Empobrecemos ligeiramente mais de vagar!
   
«A actividade económica e o consumo privado continuam a evoluir de forma negativa, embora agora de forma menos intensa, sinalizando que a economia portuguesa está a recuperar no segundo trimestre do ano, face à recessão que já se prolonga há nove trimestres.

O indicador do Banco de Portugal para medir a actividade económica recuou 1,9% em Maio deste ano, o que representa a queda menos intensa desde Julho de 2011. Nos três meses anteriores este indicador recuou sempre 2%, depois de ter descido 2,1% em Janeiro.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
O governador do BdP deve estar a dar saltos de alegria.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns ao bancário Costa.»
   
 Mais uma do académico
   
«O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, considerou hoje que "um dos grandes problemas em Portugal é que tudo é contestado".

"Contra factos há sempre argumentos", disse o ministro, que falava no Grémio Literário, em Lisboa, no encerramento do ciclo de jantares promovidos pelo Clube de Imprensa, Centro Nacional de Cultura e Grémio Literário, subordinados ao tema "Portugal - o presente tem futuro?". "Sobretudo porque não conseguimos colocar-nos de acordo quanto aos processos credíveis de apuramento dos factos que devem servir de base às nossas decisões públicas", observou.

"Penso que é claro hoje para todos que não interiorizámos as consequências das escolhas que realizámos e conseguimos concretizar: aderir ao euro e estar na primeira linha da construção europeia", disse.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Se não fosse o brilhantismo deste grande académico o que seria deste pobre país?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o rapazola a bugiar.»
   
 D. Januário compara o discurso do governo com o de Salazar
   
«No final da missa oficial da XXXII Peregrinação da Diocese das Forças Armadas e Segurança na qual participaram os ministros da Defesa e da Administração Interna, Aguiar Branco e Miguel Macedo, respetivamente, Januário Torgal Ferreira defendeu que é sempre bom relembrar os ministros sobre o patriotismo.

O bispo das Forças Armadas explicou que durante a homilia procurou frisar que “quando as pessoas desempenham funções importantes para a pátria é importante meditar sobre os valores dessas funções”.

Palavras que disse ter dirigido “aos militares e, com toda a liberdade e todo o respeito, às autoridades civis”.

“Vejo que pessoas que hoje ocupam cargos no Governo são incapazes de dizer ‘pobre’. (…) Temos dois milhões de pobres. Mas, sobretudo pedir, agradecer a resignação a quem sofreu tanto? Eu acho um insulto, Isso era o que Salazar pedia (…) e eu não aceito a resignação em nome da minha cultura cristã e humana”, sublinhou.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Para bom entendedor meia palavra basta.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento a Belém.»
   
 Viajar à conta
   
«O ex-adjunto do antigo secretário-geral do CDS-PP e actual administrador da CinePicture Portugal Studios SA, Luís Varela Marreiros, está entre os cinco detidos em Portimão por suspeitas de corrupção, administração danosa, branqueamento de capitais e participação económica em negócio. Mais recentemente, em Março deste ano, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, levou o antigo parceiro Marreiros na visita oficial que fez à Índia.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
O que enoja nesta notícia não é a investigação em curso porque quanto a investigações em Portugal já estamos vacinados, o que mais incomoda é saber que alguém foi viajar à Índia à nossa conta só porque é do CDS e o Portas tem uma qualquer simpatia pelo senhor. Agora Paulo Portas vai despedir funcionários públicos porque, defende ele, não há dinheiro para tanto Estado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 E o gajo até se estava lixando para eleições
   
«No que diz respeito às relações com a imprensa, o executivo pretende estabelecer uma rotina de ‘briefings’ diários com os jornalistas, a ter lugar na Presidência do Conselho de Ministros.

Nestes encontros, explicou fonte governamental, a assessoria do ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, funcionaria como uma plataforma para todo o Governo e os encontros - que poderão funcionar em 'on' ou 'off the record' - teriam por objetivo responder a dúvidas dos jornalistas sobre temas da atualidade ou questões setoriais.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Mais um fracasso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Passos Coelho se não faria mais sentido demitir-se.»
   

   
   
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sexta-feira, junho 21, 2013

Jumento do Dia

  
Cavaco Silva, um presidente de iniciativa governamental

Supostamente cabe ao Presidente da República aplicar a fazer aplica a Constituição, tarefa que este presidente de inciativa governamental parece ter ignorado, a não ser quando o OE lhe afectou os seus próprios rendimentos e mesmo assim usando uma fórmula que lhe pareceu simpática. Temos tido um governo que não gosta de cumprir a lei e um presidente que se esquece do seu papel ou que ajuda o governo a alterar o mais rapidamente possível as leis que não quer cumprir.

O ridículo da situação chegou ao ponto de ser o governo a pedir a Cavaco para cumprir com as suas obrigações e vais mais longe, até o ensina a melhor forma de as cumprir. mais um pouco e o primeiro-ministro elabora despachos com instruções a este presidente da república, como se ele este fosse um pouco mais importante do que o seu motorista mas abaixo dos seus assessores.

«Os cortes na despesa do Estado já fizeram correr muita tinta e prometem fazer correr mais ainda. O risco de inconstitucionalidade que as medidas que o Governo de Passos Coelho quer implementar enfrentam é elevado. Posto isto, adianta a edição desta sexta-feira do semanário Sol, o Executivo apela ao Presidente da República, Cavaco Silva, que envie as propostas para fiscalização preventiva, por forma a não ser apanhado desprevenido com chumbos do Tribunal Constitucional.

Só o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, tem nas mãos o poder de enviar diplomas para apreciação do Tribunal Constitucional a título preventivo. Desta feita, e perante o risco de inconstitucionalidade em que os cortes na despesa do Estado estão imbuídos para o próximo Orçamento do Estado, o Governo liderado por Pedro Passos Coelho conta com a ajuda do Presidente da República, para que não venha a ter uma surpresa desagradável, por assim dizer.

Vejamos. Se Cavaco Silva solicitar aos juízes do Palácio Ratton a fiscalização preventiva das medidas a incorporar no próximo Orçamento do Estado, leia-se, o de 2014, e caso se venha a verificar a inconstitucionalidade de algumas dessas normas, o Executivo ganha margem de manobra para poder encontrar soluções alternativas e, assim, evitar chumbos.» [Notícias ao Minuto]

O PS vai ganhar as eleições autárquicas?

Se fosse possível definir um partido como sendo um partido burro esse partido seria precisamente o PS, há por lá gente que deixa a impressão de que parece que consideram as eleições um instrumento de tortura dos seus próprios eleitores, fazem tudo para que quase se tenha de votar de olhos vendados. E se há eleições em que o PS é mesmo burro são as eleições autárquicas. Veja-se o que se passa, em condições normais o PS daria aquilo a que se designa por uma abada à direita, em vez disso e apesar das sondagens não há certezas.
  
Para além de um certo desprezo pelos sentimentos dos seus próprios eleitores muitos responsáveis pelo PS acham que o governo deve ser gerido em função da vontade de uma espécie de nobreza, o que conta não são os anseios dos eleitores, em muitos casos é o pensamento de um qualquer nobre que se considera acima do jogo político. É estranho que um partido que a todo o momento se afirma pelo seu republicanismo acabe por se formar em castas. Alguém tem dúvidas de que um filho de uma qualquer personalidade grada do partido tem mais fácil acesso a um cargo governamental ou autárquico do que o mais inteligente e competente militante de base.
  
Na minha terra a esquerda, PS mais PCP, contavam com uma quase unanimidade, o PSD era um partido minoritário e sem expressão, o CDS era tratado como uma anedota. Durante muitos anos o PSD nunca imaginou ganhar umas eleições autárquicas, nas legislativas ou as presidenciais. Hoje mais parece o cavaquistão, tantas e tantas foram as asneiras autárquicas, os abusos e, acima de tudo, o desrespeito pelos mais elementares sentimentos dos cidadãos. Por razões que só Deus conhece o candidato do PS estava mais do que derrotado e mesmo assim assim teve apoios para se candidatar. O resultado foi uma localidade riscada do mapa no tempo do fascismo ser hoje um baluarte do PSD, até o Santana Lopes já lá foi ganhar uns cobres antes de ser rico, a título de uma assessoria jurídica à câmara municipal.
  
Em muitas autarquias o PS escolhe o prior candidato só porque é afilhado de um nobre de Lisboa, de um barão local ou de um marquês distrital. Pouco importa que se saiba antecipadamente que será derrotado, é candidato e os eleitores que o engulam. É  por isso que por esse país fora muitos municípios onde no passado o PS tinha uma posição sólida hoje está arredado das autarquias. O mais grave é que esta situação acaba por ter consequências nas outras eleições. Isso quando o PS não faz o mesmo com outros actos eleitorais, como sucedeu, por exemplo, com as últimas eleições europeias.
  
Esperemos que os barões, marqueses, abades e outros senhores se lembrem que este povo está sofrendo demais para que se aproveitem da situação e tentem impor os seus inúteis aos eleitores. Esperemos que desta vez o PS não seja o burro do costume.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Guincho, Tejo
   
 Uma perguntita ao Crato

Se tudo correu bem com os exames e o ministério conseguiu vergar os trabalhadores, como explica que o adiamento dos exames do próximo dia 27, que nem são exames do 12.º e eventuais consequências negativas não seriam tão graves? Digamos que o Maduro e o Crato perderam a oportunidade de fazer vergar os professores e condenar a greve geral ao fracasso. Não será assim ó académico Maduro?

 Eu ainda sou do tempo em que havia austeridade a mais

Agora a fartura é tanta que o governo tira um subsídio em IRS, adia o pagamento do outro para o fim do ano e o presidente dos roteiros de miséria promulga na hora a transformação do subsídio de férias em milho para a Missa do Galo.
  
Eu ainda sou do tempo em qeu Cavaco parecia odiar José Sócrates, agora não perde uma oportunidade de homenagear o ex-primeiro-ministro, desta vez evocou o Simplex e introduziu a promulgação de diplomas na hora, uma espécie de presidente Lucky Luke, ainda a esferográfica não saiu do bolso e já o diploma está metido no correio expresso a caminho da Imprensa Nacional.

 O que explica a postura de Cavaco Silva
 
As explicações possíveis para que de um governo de iniciativa presidencial o regime do Gasparoika tenha transformado Cavaco SIlva num presidente de iniciativa governamental:

  1. Cavaco tem de impedir a todo o custo eleições antecipadas: seria condenado se o PS voltasse ao governo sem maioria absoluta, isto é, com as mesmas condições com que Cavaco aproveitou para derrubar Sócrates.
  2. Cavaco receia o governo: por veses parece que Cavaco tem medo de algo.
  3. Cavaco não acredita nesta política: Não acredita mas apoia-a para depois dizer que avisou mas que não impediu pelo que não o podem acusar pelo desastre do país. Cavaco foi à procura de grandeza e agora luta desesperadamente para não ser cilindrado pela história que ele próprio ajudou a tecer com golpes e intriga.
  4. Cavaco tenta ajudar o PSD nas autárquicas: o presidente detesta Passos Coelho mas tem muitos amigos no PSD autárquico, o chamado cavaquistão onde os académicos do Passos Coelho são desconhecidos. A actuação de Ferreira Leite nos últimos dias é um sinal evidente desta estratégia.  
 Eu ainda sou do tempo em que Portugal era um Estado de direito

Nesse Estado de direito existiam regras que ninguém ousava violar e muito menos os políticos, de quem se exigia o respeito exemplar da legalidade. Do Presidente da República porque lhe cabe cumprir e fazer cumprir a Constituição, do governo porque um governo democrático só o é enquanto respeitar e fazer respeitar a lei.

Mas os tempos mudam, um governo recusa-se a cumprir uma lei da República, para não a cumprir decide alterá-la a posteriori, isto é depois de a desrespeitar e se colocar numa situação de ilegalidade. O presidente, que só se lembra da Constituição quando os seus interesses estão em causa ou percebe que outros farão o trabalho por ele, decide deixar de demorar o mais possível para promulgar a lei. Como estava em causa um diploma que visava encobrir uma actuação ilegal inventou a promulgação na hora.

Também sou do tempo em que se alguém violasse a lei a Procuradoria-Geral da República, que tem a obrigação constitucional de velar pela legalidade democrática, abriria desde logo um inquérito, foi o que ainda recentemente fez, por exemplo quando Sousa Tavares achou que Cavaco Silva tinha mudado de profissão para ajeitar as pensões que já não chegam para as despesas. Desta vez parece que a impunidade pode esperar pela promulgação da lei de encobrimento.

Como os tempos mudam, dantes Cavaco Silva queixava-se de que o pilim das fartas pensões já não davam para as despesas, agora até ajuda o governo a adiar o pagamento dessas pensões. Por este andar a família Silva ainda vende o condomínio de luxo na Quinta da Coelho e passa a usar o parque de campismo da Quarteira.
 
 Maduro, o académico mais verde que o Relvas
  
Em mais de trinta anos de democracia já ocorreram milhares de negociações sindicais, muitas delas bastante duras. Mas nunca se assistiu a processos negociais em que se sabe que o governo não cede um milímetro e que se vinga dos trabalhadores com avisos de que vai alterar a lei da greve.

Nunca passou pela cabeça do governo, dos patrões ou dos sindicatos virem na véspera das greve intoxicar a opinião pública divulgando propostas que as outras partes não ouviram, pondo em causa a honorabilidade dos sindicatos. É lamentável que o governo faça as acusações e se apresse a dizer que nada foi gravado, até parece que a mentira estava totalmente montada e alguém desligou o microfone.

Este comportamento mata qualquer relação de confiança que pudesse existir entre sindicalistas e Estado, ninguém negocia com quem mente e, pior ainda, quem mente para atirar a população contra os trabalhadores. Foi preciso vir um académico para que as lutas sindicais enfrentem agora estratégias que qualquer sub-inspector da PIDE saberia montar, são estratégias do mais elementar no domínio da contra-informação. O problema é que os trabalhadores deste país ainda não são inimigos do povo, Portugal não está em guerra civil e o académico devia abster-se de adoptar truques dignos de um conflito.

O imberbe académico parece que não sabe distinguir um conflito sindical de uma batalha de uma guerra civil. Enfim, o Relvas percebia muito de política e nada de universidades, o imberbe percebe muito de universidades e é um nabo na política.

Volta Relvas, não só estás perdoado como ainda te damos um doutoramento numa universidade a sério, uma daquelas onde anda o Maduro.

 Ainda me lembro

De alguém ter sido escrito sobre a má moeda numa alusão indirecta a Pedro Santana Lopes. Se o antigo líder do PSD era má moeda, estatuto que ganhou por ousar incomodar as ambições presidenciais de Cavaco Silva, o que dizer da moeda que seria o actual Presidente da República. Enfim, o país percebeu que ainda pior do que a má moeda é a moeda falsa.

 Os defensores dos alunos

E o ambiente de guerra civil que a equipa do Couto está a impor nas escolas com a ajuda do ideólogo do confronto que é o ministro Maduro não prejudicam os alunos? Alguém acredita que 2014 vai ser um ano normal nas escolas?

 Passos diz que pagará normalmente os subsídios de 2014

Em matéria de subsídios apetece dizer ao Passos e ao Gaspar para os meterem no sítio que considerem mais adequado.

     
 O medo de Passos
   
«Passos Coelho pode dizer que não tem medo de eleições, mas quem vai a votos tem medo de se apresentar ao seu lado.

Num ano eleitoral autárquico normal estaríamos, a dois meses das eleições, a olhar para a situação política à luz dos prognósticos para umas eleições autárquicas que ocorrem precisamente a meio do mandato deste Governo: serão estas eleições um cartão amarelo ao Governo? Ou um cartão vermelho? Afirmar-se-á o PS com uma vitória clara e inequívoca? Mas este não é um tempo normal, e estes não são os termos do debate. 

O momento decisivo não serão as autárquicas, porque até lá governo tem duas provas de fogo, que funcionam como uma pré-campanha para os autarcas: a apresentação aos portugueses de um novo pacote de medidas de austeridade já negociadas com o FMI e a elaboração do Orçamento para 2014. 

O Governo comprometeu-se com a ‘troika' a legislar, até 15 de Julho, sobre o aumento da idade da reforma (sem dizer como), sobre um corte de grande dimensão nas atuais reformas dos aposentados da administração publica e sobre as regras de despedimento nos trabalhadores do Estado. E depois vai tentar esconder o Orçamento para 2014 onde, já sabemos, inscreverá medidas que concretizem a meta de 4 mil milhões de euros. É o aprofundamento de uma estratégia política que teve os resultados que conhecemos: 18% de desemprego, PIB a cair 2,2% e o falhanço das metas do défice e da dívida - é este insistir num caminho destruidor da economia e dos equilíbrios sociais que vai marcar politicamente e de forma decisiva o fim do ano 2013. Pensar nos danos que as eleições autárquicas podem provocar à coligação é inverter o problema.

É que é à coligação, é à forma insana como o governo responde a cada falhanço nas metas com uma nova dose dos mesmos erros que pode ser imputada uma provável derrocada eleitoral dos partidos de direita.

A dois meses das eleições, todos os candidatos autárquicos do PDS sabem o peso que carregam, mudaram a cor aos cartazes, apagando todos os vestígios que os liguem aos partidos no governo. Porque Passos Coelho pode dizer que não tem medo de eleições, mas quem vai a votos tem medo de se apresentar ao seu lado nesta pré-campanha desastrosa. E já não o escondem.» [DE]
   
Autor:

Mariana Vieira da Silva.
   
     
 Casamento "expressexo"
   
«Um casal indiano maior de idade que tenha relações sexuais fica logo casado, segundo a nova lei aprovada esta semana pelo tribunal da Índia. A nova lei já está a causar polémica, avança o New York Times.

“Se algum casal decide consumar os seus desejos sexuais, então esse acto torna-se um compromisso total com a aceitação de todas as consequências que daí possam advir, excepto em certas circunstâncias especiais", acrescenta a lei, apesar de não detalhar as excepções.» [Notícias ao Minuto]
      
 Terei lido bem
   
«“Há sinais cada vez mais significativos de que em breve Portugal poderá também explorar gás natural no nosso território”, afirmou esta manhã o governante durante uma intervenção no seminário "A CPLP e a Nova Geografia da Energia Mundial", organizado pelo Instituto de Defesa Nacional.

Porém, acrescentou Artur Trindade na mesma intervenção, “seja qual for” o cenário de potencial energético “não é expectável que os custos da energia baixem num país que encontre energia no seu território”, porque a energia é uma “commodity” e “o custo da energia consumida nesse país não tem alterações estruturais significativas”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Quer o senhor secretário de Estado dizer que se além das barragens Portugal explorar petróleo e/ou gás natural, mesmo assim continuará a ter das energias mais caras do mundo?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao senhor que interesses está defendendo no governo, do país ou das empresas que muito provavelmente o empregarão no futuro.»
   
 Mais uma batalha entre o Crato e o Mário
   
«A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) acusa o ministério da Educação de estar a descontar o dia completo de trabalho aos professores que fazem greve a apenas duas horas de reunião por dia. Ministério respondeu ao DN que havendo pré-aviso de greve a ausência ao serviço conta um dia inteiro se o docente apenas tiver como serviço atribuído as reuniões de avaliação a que não compareça.

Em comunicado, a federação sindical garante que "apresentará queixa nos tribunais" e na Procuradoria Geral da República se o Ministério da Educação e Ciência (MEC) não voltar atrás nas indicações dadas às escolas.» [DN]
   
Parecer:
 
Isto começa a cheirar mal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver se Passos Responde dizendo que vai revogar o direito à greve.»
   
 Grande Gaspar!
   
«A dívida pública arrancou o ano já acima do objectivo fixado com a ‘troika'. No primeiro trimestre, atingiu os 127,3%, uma valor acima dos 122,3% previstos pelo Ministério das Finanças e consensualizado com a ‘troika' para o final de 2013. O alerta consta da nota mensal da dívida realizada pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental, enviada hoje aos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças.

Apesar da tendência crescente da dívida, os peritos do Parlamento frisam que tal não significa que a meta seja furada. "Não se pode desde já concluir que a dívida ultrapassará esta [122,3%] projecção no final de 2013", lê-se no documento.» [DE]
   
Parecer:
 
O que seria de nós sem o melhor aluno da turma.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 O medo de Passos
   
«Passos Coelho pode dizer que não tem medo de eleições, mas quem vai a votos tem medo de se apresentar ao seu lado.

Num ano eleitoral autárquico normal estaríamos, a dois meses das eleições, a olhar para a situação política à luz dos prognósticos para umas eleições autárquicas que ocorrem precisamente a meio do mandato deste Governo: serão estas eleições um cartão amarelo ao Governo? Ou um cartão vermelho? Afirmar-se-á o PS com uma vitória clara e inequívoca? Mas este não é um tempo normal, e estes não são os termos do debate. 

O momento decisivo não serão as autárquicas, porque até lá governo tem duas provas de fogo, que funcionam como uma pré-campanha para os autarcas: a apresentação aos portugueses de um novo pacote de medidas de austeridade já negociadas com o FMI e a elaboração do Orçamento para 2014. 

O Governo comprometeu-se com a ‘troika' a legislar, até 15 de Julho, sobre o aumento da idade da reforma (sem dizer como), sobre um corte de grande dimensão nas atuais reformas dos aposentados da administração publica e sobre as regras de despedimento nos trabalhadores do Estado. E depois vai tentar esconder o Orçamento para 2014 onde, já sabemos, inscreverá medidas que concretizem a meta de 4 mil milhões de euros. É o aprofundamento de uma estratégia política que teve os resultados que conhecemos: 18% de desemprego, PIB a cair 2,2% e o falhanço das metas do défice e da dívida - é este insistir num caminho destruidor da economia e dos equilíbrios sociais que vai marcar politicamente e de forma decisiva o fim do ano 2013. Pensar nos danos que as eleições autárquicas podem provocar à coligação é inverter o problema.

É que é à coligação, é à forma insana como o governo responde a cada falhanço nas metas com uma nova dose dos mesmos erros que pode ser imputada uma provável derrocada eleitoral dos partidos de direita.

A dois meses das eleições, todos os candidatos autárquicos do PDS sabem o peso que carregam, mudaram a cor aos cartazes, apagando todos os vestígios que os liguem aos partidos no governo. Porque Passos Coelho pode dizer que não tem medo de eleições, mas quem vai a votos tem medo de se apresentar ao seu lado nesta pré-campanha desastrosa. E já não o escondem.» []
   
Parecer:
 
Mariana Vieira da Silva.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
   
 Há gente que gosta muito de falar demais
   
«O diretor-executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) afirmou hoje que, sem o apoio dos fundos de resgate do euro, "muito provavelmente" Portugal e Irlanda já não fariam parte da moeda única.

"Penso que sem os fundos de resgate, provavelmente a Europa seria diferente hoje, muito provavelmente países como a Irlanda e Portugal já não fariam parte da união monetária", afirmou Klaus Regling, no Luxemburgo, numa conferência de imprensa em que apresentou o primeiro relatório anual do MEE.

O responsável alemão acrescentou ainda que "os fundos de resgate do euro cumpriram os objectivos para que foram criados: ajudaram os Estados-Membros a ajustar, contribuindo assim para a estabilidade do euro".» [Expresso]
   
Parecer:
 
Gente arrogante, ganham que se fartam com a crise e em vez de ficarem calados ainda se armam em espertos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se esse boche que sem a ajuda dos EUA e a compreensão da Europa a sua Alemanha já estaria fora do mapa.»
   

   
   
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