sábado, novembro 09, 2013

A estratégia de Cavaco Silva

O pesadelo que mais atormenta as noites de Cavaco Silva é o receio de um dia ser forçado pelo voto dos portugueses a dar posse a um governo de Sócrates ou de alguém considerado “socrático” ou que alguma vez tenha colaborado com o ex-primeiro-ministro como é o caso, por exemplo, de António Costa. Cavaco Silva odeia Sócrates e é mais do que evidente que em torno de Sócrates há um desprezo olímpico pelo detentor do cargo de Presidente da República.
 
Cavaco Silva tudo fez para derrubar Sócrates e no seu lugar colocar alguém do seu partido, nem que fosse o até então detestado Passos Coelho. Cavaco ambicionava ficar na história como o grande político do século XX e do início do século XXI e nunca poderia suportar ser obrigado a conviver com um primeiro-ministro que lhe recusava esse papel. Depois do que fez o regresso do Sócrates ou do que poderia ser entendido como uma interposta pessoa significaria o funeral político de alguém que transformou o seu segundo mandato numa câmara ardente.
 
Se Sócrates não perde uma oportunidade para ir enterrando Cavaco este não deixará de usar os poderes que tem para impedir uma solução política que dê protagonismo a Sócrates e para isso usará os poderes que tem, designadamente, a famosa bomba atómica.
 
Cavaco não pode permitir que esta legislatura chegue ao fim, mas também não pode deixar cair um governo que ele próprio adoptou. O governo não pode cair antes de tempo nem durar o tempo suficiente para que José Sócrates recupere a sua imagem. Para Cavaco a salvação do que julga que ainda resta da sua boa imagem passa por uma solução que envolva políticos racos que ele consiga manipular e esses políticos fracos são Passos Coelho e Seguro.
 
A Cavaco pouco importa que ganhe Seguro ou Passos Coelho, o importante é que Passos Coelho e Seguro sobrevivam o suficiente para que possam ir a eleições sem condições para que nenhum dos dois consiga governar sem o outro. Cavaco deseja um bloco central de políticos fracos para que ele possa transformar um governo fraco numa espécie de governo de salvação tutelado por Belém. Cavaco vai tentar usar o pouco tempo que lhe esta para branquear a imagem de um governante que conduziu o país ao fracasso, de um político que ganhou dinheiro fácil e de um presidente incompetente.
 

Cavaco não se cansa de tentar forçar uma associação entre Passos e Seguro com o argumento de que quer salvar o país. A verdade é que, como sempre sucedeu, cavaco está preocupado consigo e para se salvar conta com estes políticos. Da mesma forma Passos só sobreviverá com Cavaco e Seguro precisa de ir a eleições antes que haja tempo de alguém lhe ficar com o lugar.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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BIODIVERSIDADE NA CIDADE DE LISBOA
Flor do Parque Florestal de Monsanto

 Jumento do dia
    
Paulo Portas

Desesperado com o medo de ver desaparecer o seu minúsculo partido Paulo Portas deu o golpe do baú no governo e desde então é ele que manda nas pastas económicas, remetendo Passos Coelho para jardineiro da residência oficial. Desde que coordena as pastas económicas multiplicam-se os milagres económicas, desta vez até descobriu a criação de emprego, esquecendo-se que esse emprego foi criado no estrangeiro para os jovens portugueses que abandonaram o país.

«O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, mostrou-se hoje animado com os sinais de melhoria do ciclo económico, referindo que a semana começou e terminou bem para a economia nacional.

"Hoje, com a assinatura de um investimento de 65 milhões de euros da Altri, uma empresa portuguesa que investe na economia portuguesa, e ao longo da semana com os sinais ténues, mas já consistentes, que apontam para o ciclo económico de melhoria a nível nacional", a semana "começou bem e terminou bem para a economia portuguesa", salientou o governante.


Paulo Portas e o ministro da economia, António Pires de Lima, estiveram hoje presentes na assinatura dos contratos de investimento celebrados entre a AICEP Portugal Global e a Caima e Celbi (grupo Altri), cerimónia que decorreu no Centro Náutico de Constância e que assinalou a contratualização de um investimento total de 65 milhões de euros, repartidos pela Celulose do Caima, em Constância, e pela Celbi, unidade localizada na Figueira da Foz.» [i]

 Quem quer António Costa na corrida presidencial?

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 Desonestidade máxima
   
«Sabe o que é uma pensão mínima? A maioria não sabe, mas tem a ideia de que são pensões muito baixas, pagas aos "mais pobres dos pobres". Noção que a maioria PSD/CDS tem reforçado, ao acusar o PS do "crime de insensibilidade social" pelo "congelamento das pensões mínimas", apresentando-se como santa redentora de tão terrífica malvadez.

Ora, como a economista Mariana Trigo Pereira explica no Público de ontem, as "pensões mínimas" correspondem a "bonificações" que o Estado paga a quem ou não contribuiu para a Segurança Social ou contribuiu muito pouco, quer porque o fez poucos anos ou por o valor da contribuição ser muito baixo. Considerando dever haver um mínimo de rendimento, o Estado paga a diferença entre aquilo que as pessoas "teriam direito" a receber e um valor estabelecido por escalão (correspondente a anos de descontos). A média deste complemento é de cerca de 15% da pensão , mas em muitos casos é bastante superior. E como são muitas as pessoas a receber, o valor em causa é de mais de dois mil milhões de euros.

Assim explicado, dir-se-ia que a pensão mínima funciona como um rendimento social de inserção para reformados: a certificação de um limiar de rendimento que permita a sobrevivência. Mas, ao contrário do que se passa com o RSI (e com o complemento solidário para idosos, ou CSI, que, criado em 2005, permitiu baixar para metade a pobreza na terceira idade), não há "condição de recursos" nestes pagamentos. O Estado não cuida de saber se as pessoas precisam do que lhes dá a mais: paga e pronto. Um estudo de 2003, da autoria de Carlos Farinha Rodrigues e Miguel Gouveia, certifica que só pouco mais de um terço dos beneficiários das "pensões mínimas" podem ser classificados como pobres. Dito de outra forma: em pouco menos de 70% dos casos, o Estado poderia poupar o pagamento extra se exigisse aos beneficiários provarem precisar dele. E se até hoje ninguém teve coragem de a tomar, quando tudo se põe em causa no sistema de pensões esta é uma medida óbvia - e até Bagão Félix o admite , considerando "um erro" a "fixação governamental nas pensões mínimas".

Sabendo-se que o Governo diminuiu, em 2013, o valor de referência (ou rendimento mínimo por pessoa) do CSI de 5022 euros anuais para 4909, ou seja, de 418 para 409 euros/mês, prevendo poupar cerca de seis milhões de euros num universo de menos de 250 mil idosos, e anuncia para 2014 o aumento de 1% a uma parte das pensões mínimas, só se pode concluir que não são certamente a "sensibilidade social" e a equidade a nortear as suas opções. Tão-pouco o cuidado com as finanças públicas: é só a baixa política de quem entre a defesa dos pobres e a mais demagógica das propagandas opta, sem hesitar, pela segunda - enquanto se persigna.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.

 Os números e o emprego
   
«A redução, ainda que ligeira, da taxa de desemprego é sempre uma notícia agradável e é compreensível que o Governo a procure valorizar. Mas seria um erro embarcar na ilusão de ver nos dados divulgados esta semana pelo INE o contrário do que os números dizem.

Comecemos por anotar os factos e fazer o ponto da situação: segundo o INE, a taxa de desemprego no 3º trimestre de 2013 fixou-se nos 15,6% (bastante mais do que os 12,1% que se registavam quando o actual Governo tomou posse) e o número de desempregados é agora de 836 mil (mais 161 mil desempregados do que no final do Governo anterior). Quanto às pessoas com emprego, são agora 4,553 milhões (eram 4,893 no final do 1º semestre de 2011), o que significa que houve uma brutal destruição líquida de 340 mil postos de trabalho (!) em pouco mais de dois anos de política de austeridade "além da troika".

Sobre o essencial, não há que ter dúvidas: a situação do emprego piorou, e piorou muito, com o Governo de Passos Coelho.
A questão que se coloca é a de saber se a descida da taxa de desemprego verificada no 3º trimestre deste ano, ainda que pequena (0,8 p.p. face ao trimestre anterior e 0,2 p.p. face ao trimestre homólogo), traduz ou não uma "viragem", isto é, um sinal de efectiva recuperação da economia, materializado na capacidade de criação líquida de emprego.

Para responder a essa questão é preciso analisar os demais dados do INE que explicam a verdadeira razão desta descida na taxa de desemprego. 
Comparando realidades comparáveis (trimestres homólogos), o que o INE nos diz dá que pensar: o 3º trimestre deste ano apresenta menos 32 mil desempregados do que o trimestre correspondente do ano anterior mas regista também menos 102 mil pessoas com emprego. Ou seja: se é verdade que há menos desempregados também é certo que há muito menos pessoas com emprego, o que quer dizer que a redução do número de desempregados se deu ainda num contexto de enorme destruição líquida de emprego na economia. A conclusão só pode ser uma: não foi a criação líquida de emprego, supostamente gerada por uma economia em recuperação, que fez reduzir em 0,2 p.p. a taxa de desemprego.

A explicação tem de ser outra.
Para compreender o que se passa no mercado de emprego é preciso atender aos dados também divulgados pelo INE que mostram, por um lado, o brutal impacto do fenómeno da emigração e, por outro, a situação daqueles que deixaram de contar para o número dos desempregados apenas porque desistiram de procurar emprego e por isso passaram a ser considerados "inactivos". Na verdade, comparando os trimestres homólogos, o INE regista uma diminuição da população portuguesa total em cerca de 100 mil pessoas (no conjunto do ano de 2012, já se sabia, terão emigrado cerca de 121 mil portugueses). Por outro lado, a população "activa" diminuiu no mesmo período em 135 mil pessoas e a população "inactiva" aumentou em 68 mil pessoas. Mais: o número de "inactivos que desistiram de procurar emprego" aumentou astronomicamente em 57 mil pessoas num único ano (perfazendo já mais de 300 mil). Em suma, enquanto o número de pessoas que o INE contabiliza como desempregados diminuiu em 37 mil, o número daqueles que o mesmo INE passou a considerar "inactivos", em especial inactivos porque "desistiram de procurar emprego", aumentou muitíssimo mais.

A conclusão é clara: no essencial, a pequena descida da taxa de desemprego no 3º trimestre não resultou, infelizmente, do dinamismo da economia e da criação líquida de emprego no último ano (que não existiu - pelo contrário, houve uma destruição líquida de mais de 100 mil empregos) mas sim do efeito conjugado da emigração e da redução da população activa, esta última em boa parte explicada pelo facto de muitas dezenas de milhares de trabalhadores terem deixado de contar para os números do desemprego simplesmente porque desistiram de procurar trabalho (o que levou à sua reclassificação como "inactivos"). Esta conclusão não será tão agradável como as notícias pareciam à primeira vista. Mas tem a enorme vantagem de ser verdadeira.» [DE]
   
Autor:

Pedro Silva Pereira.
     

   
   

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sexta-feira, novembro 08, 2013

Um nojo

É um nojo que se analisem os dados relativos ao desemprego ignorando a realidade e fazendo crer que uma ligeira redução da taxa de desemprego significa a criação de emprego. É ainda mais lamentável que um algarvio, com é o caso do marido da Dra. Maria Silva, ignore que a grandiosa redução do desemprego ocorreu num período de criação de emprego sazonal.
 
É um nojo porque a grande causa por detrás da da redução da taxa de desemprego reside no abandono do país por parte de numerosos jovens, para não referir os muitos emigrantes que fogem de um país onde se trabalha mais para ganhar menos e pagar mais impostos, um país onde se baixa o IRC para estimular o desemprego ao mesmo tempo que se aumenta o IR para convidar os melhores a partir para melhores paragens.
  
É um nojo que políticos responsáveis ignorem propositadamente que o mais troikismo do que a troika teve como consequência mais grave a perda da melhor geração que Portugal teve, uma geração nascida em democracia, altamente qualificada e sem traumas da guerra e da ditadura, uma geração altamente produtiva e com novos valores.

 
É um nojo que estes políticos ignorem que alguma criação de emprego não resulta de um crescimento da economia mas sim do baixo preço da mão-de-obra qualificada. Arquitectos, advogados, engenheiros e outros especialistas a ganharem menos do que uma empregada doméstica, os call centers cheios de licenciados a ganhar esmolas ou os bancos a preencherem os balcões com licenciados em gestão.
 

É um nojo que estes políticos prefiram ignorar que estamos a financiar outras economias disponibilizando-lhes quadros altamente qualificados que custaram muitos milhões ao Estado e às famílias portuguesas, para poderem festejar ligeiras melhorias num indicador que nem sequer traduz a realidade económica e social do desemprego. Países como a Alemanha ganham com a união monetária, cobram-nos juros elevados pela suposta ajuda e ainda nos levam os melhores quadros à borla. E os nossos políticos de merda ainda encontram razões para festejarem.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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BIODIVERSIDADE DE LISBOA

Flores da Quinta das Conchas

 Jumento do dia
    
Hugo Soares, deputado do PSD

Os eleitores que elegeram um deputado esperam que este seja honesto, que analise a realidade com rigor e que nos assuntos que lhes diga respeito  não os aborde segundo os interesses conjunturais do seu partido e muito menos que o faça  com o objectivo de brilhar ou dar graxa ao chefe.  forma como o deputado analisa os dados, considerando que houve criação de emprego é, no mínimo, pouco honesta, o deputado esquece que está analisando o emprego no Verão e que milhares de portugueses estão abandonando, fugindo ou mesmo mandando o país e o seu governo à fava.

Basta uma leitura breve do comunicado do INE para se perceber como o deputado está a aldrabar os números, há uma redução da população empregada:

«A taxa de desemprego estimada para o 3º trimestre de 2013 foi de 15,6%. Este valor é inferior em 0,2 pontos percentuais ao do trimestre homólogo de 2012 e inferior em 0,8 pontos percentuais ao do trimestre anterior.
A população desempregada foi de 838,6 mil pessoas, o que representa uma diminuição homóloga de 3,7% e uma diminuição trimestral de 5,3% (menos 32,3 mil e menos 47,4 mil pessoas, respetivamente).
A população empregada foi de 4 553,6 mil pessoas, o que representa uma diminuição homóloga de 2,2% e um aumento trimestral de 1,1% (menos 102,7 mil e mais 48,0 mil pessoas, respetivamente).»

PS: o comportamento de Alberto João, que pratica terrorismo administrativo, justificaria a escolha do liderzinho da Madeira. Mas o director-geral do Jumento decidiu não atribuir o galardão a esse badalhoco.

«O deputado do PSD Hugo Soares reagiu ao recuo da taxa de desemprego, salientando que os números hoje apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) são uma “nota extremamente positiva” que indica que Portugal está a dar “os primeiros sinais de recuperação”, mesmo que “ténues”. O deputado deixou ainda duras críticas aos discursos dos partidos de oposição.
  
“Neste último trimestre, mais de 48 mil portugueses encontraram um trabalho”. Foi assim que Hugo Soares, deputado do PSD, começou por comentar a descida da taxa de desemprego em Portugal, agora fixada nos 15,6%, de acordo com dados do INE hoje divulgados.» [Notícias ao Minuto]
 
      
 Os vinte euricos
   
«Cada professor, sem vínculo à função pública, que quiser candidatar-se à colocação numa escola no próximo ano letivo terá de pagar, no mínimo, 20 euros ao Estado. O que dizer desta enormidade, mais uma, com a assinatura do ministro Crato? Talvez colocá-la em corpo 16, talvez lembrar todas as outras ideias bestiais do mesmo autor. Por exemplo, o ensino dual, que podia ser uma boa solução pedagógica e económica, uma resposta às necessidades concretas do mercado de trabalho, mas que com o dedo rancoroso de Crato se transforma em arma de destruição da mobilidade social, castigo para alunos e famílias. Ou então recordar o corte profundo no orçamento do ensino público em 2013-2014, enquanto se aumenta o financiamento das escolas privadas e associativas. Ou, porque não, o fim da obrigatoriedade do Inglês no ensino básico, que acabou, em boa hora, por morrer no tinteiro ministerial.
  
Nuno Crato vai chamar o quê a esta coisa inacreditável? Taxa moderadora, para intimidar as candidaturas de milhares de professores desesperados e sem alternativa senão pagar os 20 euricos? Taxa de luxo, porque realmente é um privilégio ter trabalho - digo: candidatar-se a um emprego - num país com um milhão de desempregados e que assim ficará nos próximos anos? Ou talvez queira chamar-lhe simplesmente multa porque, para ele, quem hoje ainda insiste em ser professor não percebe, não entende que circula em contramão.
  
Permito-me, então, sugerir um imposto de selo, mas às ideias analfabetas do ministro que ambiciona ser fonte de receitas, não de conhecimento. Crato não quer ser despesa, é essa a sua pulsão dominante. Ele nem imagina o muito que está a custar ao país. Não são apenas as ideias incapazes e os métodos de guerrilha pessoal, são os muros que ele levanta a cada passo e que bloqueiam tudo à sua volta, em todas as áreas da governação, não apenas na dele.
  
O Ministério da Educação e os sindicatos de professores vivem hoje entrincheirados numa guerra suja. Talvez seja aqui, mais do que em qualquer outro ministério, que se torna mais chocante o grau de impreparação. As dificuldades financeiras tornam inevitáveis os sacrifícios, a poupança, a redução de professores. É verdade, não há dinheiro. Mas na educação exige-se mais, porque não se joga apenas o presente (isto é tão simples que até custa escrever...), determina-se o futuro próximo.
Crato não olha para a frente, olha para o chão, espezinha, suprime, humilha; e assim torna um pouco mais respeitáveis alguns dos sindicatos mais imobilistas que há em Portugal. Não tenho dúvida alguma: são restos do mesmo caldo, embora hoje o ministro se inspire no ar do tempo e no que ele julga serem as boas práticas do sector privado, o procurement, blá-blá-blá. O funcionário Crato não pensa, martela banalidades. O que sobra é isto: o ensino público transformado num vazadouro de lugares-comuns.» [DN]
   
Autor:
 
André Macedo.
   
   
 O PSD no seu melhor
   
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Mas que belo anexo, aposto que a idiota também gozou com os projectos de Sócrates
  
«Ampliar uma moradia sem licença camarária não é coisa inédita. Mas requerer ao presidente da câmara o arquivamento do processo de embargo e da respectiva multa com a falsa alegação de que o acrescento da casa tinha sido demolido é menos vulgar. E, depois disso, construir mais um anexo sem licença e em violação do Plano Director Municipal mais raro é.

Mas quando se sabe que tudo se passou há cerca de dez anos, mantendo-se ainda hoje as duas construções ilegais, e que a infractora era vereadora da câmara que lhe embargara a obra três anos antes, as coisas tornam-se mais complicadas. E que pensar quando a vereadora em causa foi vice-presidente da câmara no mandato que agora terminou; foi número dois da lista de um dos partidos candidatos às últimas eleições autárquicas no mesmo município; e é um dos 18 membros da comissão política nacional desse partido?

A vereadora desta história chama-se Maria da Trindade do Vale (62 anos) e o partido pelo qual foi eleita vereadora da Câmara de Valongo (distrito do Porto), e de cuja comissão política nacional é membro, é o PSD.» [Público]
   
Parecer:

Sendo amiga do Passos Coelho até pode construir mais meia dúzia de anexos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se em cima da imbecil»
   
 Português teve uma gravidez de risco!
   
«Um homem de Castelo Branco foi notificado pela Segurança Social para pagar 41,10 euros que terá recebido indevidamente durante a sua “gravidez de risco”, em Outubro e Novembro de 2008.

A notícia foi avançada nesta quarta-feira pelo jornal regional Reconquista, que publica uma cópia da carta, datada de 1 de Novembro. No documento pode ler-se que “se encontra a pagamento, no prazo máximo de 30 dias”, a importância de 41,10 euros “referentes a acertos de ausências por gravidez de risco de risco [sic] de Outubro e Novembro de 2008 indevidamente pagos”.» [Público]
   
Parecer:

A Administração Pública no seu melhor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao Lambretas.»
   
 Mais um que se queixa da reforma
   
«A taxa de desemprego estimada para o 3º trimestre de 2013 foi de 15,6%. Este valor é inferO antigo rei dos belgas, Alberto II, considera insuficiente a dotação anual de 923 mil euros que lhe é atribuída desde a sua abdicação em julho e negoceia discretamente para que alguns dos seus gastos sejam pagos pelo Estado, revela hoje o jornal 'Le Soir'.

Durante os 20 anos do seu reinado, de agosto de 1993 a julho de 2013, Alberto II recebia uma dotação anual de 11,5 milhões de euros. Mas desde que entregou o trono nas mãos do seu filho Filipe, a 21 de julho, só recebe 923 mil eu» [DN]
   
Parecer:

Já não é só o marido da Dra. Maria Silva.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Bandalho
   
«Contrariamente ao que disse ontem. o presidente do Governo Regional da Madeira mandou mesmo executar as dívidas de eletricidade das câmaras municipais perdidas pelo PSD nas últimas eleições autárquicas.

Um despacho da presidência do Governo Regional da Madeira, de 25 de uutubro e assinado pelo chefe de gabinete Luís Nuno Olim, divulgado esta manhã pelo "Diário de Notícias da Madeira", confirma a ordem de Alberto João Jardim.

O despacho foi enviado a todos os membros do Governo e à administração da Empresa de Eletricidade da Madeira, e contém ordens claras para executar as dívidas da Câmara do Funchal, mesmo que esta ofereça "resistência".» [Expresso]
   
Parecer:

Estamos assistindo à decadência acelerada daquele que chegou a pensar que mandava na Madeira e que chegou a perfilar-se para candidato a Belém.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Diga-se ao badalhoco que tenha vergonha na cara.»
   
 Não seria melhor o MP designar um magistrado para o BES
   
«O departamento de mercados do BES está a ser alvo de buscas efetuadas por parte de elementos do Ministério Público, confirmou o Expresso junto de fonte ligada ao processo.

Em causa estará uma investigação que decorre acerca do processo de venda de ações da EDP. Uma transação que envolveu o BES Vida e o BES Investimento e na qual terá havido uma eventual utilização de informação priveligiada. 

Em fevereiro do ano passado, quer o presidente do BES Investimento, José Maria Riccioardi, quer o administrador do BES, Amical Morais Pires, disseram estar tranquilos com a investigação do Ministério Público. A transação de venda das ações da EDP detidas pela BES Vida ao BES remonta a 2008. » [Expresso]
   
Parecer:

Começam a ser demasiado frequentes as incursões da justiça nas empresas do grupo BES:
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investiguem-se as causas de tal protagonismo judiciário.»
   
 Governo sai em defesa de Durão Barroso
   
«O ministro da Presidência considerou hoje que, se Portugal não cumprir o seu programa de assistência, a alternativa será pior, subscrevendo as afirmações do presidente da Comissão Europeia sobre os riscos da eventual inconstitucionalidade de medidas orçamentais.

"Quaisquer dúvidas sobre a determinação do país de concluir o programa têm efeitos profundamente negativos para a nossa situação. Se Portugal, porventura, não conseguir cumprir esse programa, a alternativa será seguramente pior", declarou o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, na conferência de imprensa sobre as conclusões do Conselho de Ministros.

Segundo Luís Marques Guedes, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, não exerceu pressão sobre o Tribunal Constitucional português, mas apenas expressou uma opinião e uma evidência, como tinham feito vários membros do Governo PSD/CDS-PP: "Dizer que a expressão dessas opiniões, eu diria dessas evidências, é uma forma de pressão, com toda a franqueza não consigo perceber porquê. É a mera constatação de uma realidade".

Em causa estão afirmações de Durão Barroso feitas na quarta-feira, em Bruxelas, com o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, ao seu lado, sustentando que se as principais medidas orçamentais para 2014 forem declaradas inconstitucionais Portugal terá de adotar "medidas provavelmente mais gravosas e que provavelmente terão um efeito mais negativo em termos de crescimento e emprego", o que "poderá sem dúvida colocar em causa o regresso de Portugal aos mercados na data prevista".» [i]
   
Parecer:

Durão Barroso ignorou o seu estatuto.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se esta vergonha.»
   
 Previsões pouco previdentes
   
«O Conselho de Finanças Públicas tem duas conclusões a tirar da proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo governo: está recheada de riscos e, sem consensos, as medidas previstas são mais temporárias que definitivas.

A falta de consensos, a possibilidade do impacto das medidas no consumo privado estar a ser subestimado e o risco de serem demasiado altas as expectativas, quer quanto ao aumento do investimento e quer quanto ao contributo da procura externa para o crescimento do PIB, são em traços largos os pontos críticos assinalados plo Conselho de Finanças Públicas.

A instituição considera que não existe um programa estruturado de consolidação e gestão orçamental que reúna consenso e que isso pode fazer com que as medidas sejam reversíveis, o que não é positivo.» [TSF]
   
Parecer:

POuco previdentes, aldrabadas ou incompetentes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   

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quinta-feira, novembro 07, 2013

Carta de condução de professor

e na sua formação académica esse domínio não tenha sido contemplado. Para se ser um bom professor não bastam conhecimentos científicos, são igualmente necessários conhecimentos no domínio da pedagogia.
 
Faria sentido que alguém que vai ensinar receba a devida preparação no domínio da pedagogia, bem como informação pormenorizada sobre os programas de ensino, os objectivos e as regras de funcionamento das escolas. Não basta uma licenciatura e umas reuniões para que alguém seja lançado como professor. Faz todo o sentido que o Estado assegure a formação inicial e nesse caso faria igualmente sentido que houvesse um processo de avaliação.
 
O que não faz sentido é considerar que, por exemplo, o que um doutorado em matemática aprendeu seja equiparado ao exame de código reservando-se o ministério o direito de proceder a uma avaliação dos conhecimentos científicos como se fosse um exame de condução. O exame que vai ser feito como condição de ingresso na carreira de professor faz pensar que vai ser instituída a carta de condução de professor.
 
Quem garante que os avaliadores têm mais conhecimentos científicos ou mesmo pedagógicos que os avaliados? Estamos perante uma situação caricata em que os examinadores podem ter menos conhecimentos científicos e mesmo pedagógicos do que os avaliados. A vantagem dos avaliadores é terem conhecimento da chave de respostas aos exames.
 
É aceitável que o ingresso em muitas profissões esteja condicionado a exames de ingresso, a estágios e a avaliações realizadas no final dos estágios. Nalgumas profissões, como é o caso dos magistrados, há mesmo lugar a formação de pós-graduação. Mas em nenhum caso há uma avaliação do que já se avaliou nas universidades, salvo no caso de concursos em que se pretende classificar os concorrentes e em vez de se considerem as notas de cursos, obtidas com critérios diferentes, se opta pela avaliação de conhecimentos.
 
No caso dos professores não há uma avaliação no momento do ingresso, nem essa avaliação garante o ingresso. A avaliação pretende apenas a concessão de uma autorização a concorrer a uma vaga de professore, como se fosse uma carta de condução.
 

Por este andar teremos cartas de condução para juízes, médicos enfermeiros, porque não? Temos um país em que um qualquer idiota pode chegar a ministro ou a Presidente da República mas para se chegar a professor é preciso fazer um exame porque o ministro da Educação não confia nas universidades e no rigor e honestidade dos professores universitários. É caso para dizer que o professor Crato, só não se percebe se ele não confia no trabalho que fez enquanto professor universitário ou se desconfia dos seus colegas.
    

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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AVES DE LISBOA

Pisco-de-peito-ruivo [Erithacus rubecula], Parque das Nações

 Jumento do dia
    
Pedro Aguiar-Branco

Animado pelo combate que a direita está travando contra uma Constituição que também foi votada pelo seu partido o ministro da Defesa decidiu armar-se em bom e para além dos ataques à Constituição e ao Estado Social decidiu falar da qualidade dos políticos. É pena que não tenha reparado que os critérios que ele definiu para criticar a lei das incompatibilidades acaba por se virar contra si próprio, acabou como se definir como um político menos capaz, medíocre e ligado ao seu directório.

Enfim, acertou na mouche. Ao fim de uma longa carreira política finalmente disse alguma coisa que mereceu ser ouvida.

«O ministro da Defesa disse esta quarta-feira que a lei das incompatibilidades no desempenho de cargos políticos afasta os mais capazes e "só os mais medíocres" ou os "mais ligados aos diretórios" dos partidos políticos "estão disponíveis" para governar.» [DN]

 Lindo 

É lindo ver Barroso a dizer ao país que deve mostrar que é capaz de cumprir as suas obrigações, ele que se esqueceu das obrigações que tinha assumido e fugiu para Bruxelas. É lindo vê-lo defender consensos, ele que montou a sua candidatura a presidente da Comissão pela calada.

 Cartoon Sa (Jornal de Negócios)

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 Não deixem que vos roubem os sonhos
   
«Poucas circunstâncias fazem prever o que nos pode acontecer. No entanto, há sinais, porventura escassos e pouco nítidos, que ajudam quem estiver atento. Sei umas coisas destas coisas, e aprendi que não há nada que se consiga sem luta, e que não há luta sem sofrimento. Venho dos bairros pobres e do tempo em que os miúdos como eu jogavam à bola descalços, ou com umas sandálias que os nossos pais mandavam capear com restos de pneus. Os pés feriam-se com pedaços de vidros de garrafa, com puas ou com pregos enferrujados; as sandálias tinham de durar pelo menos dois anos. Havia apenas magras formas de enfrentar o destino: resistir ou abdicar dos sonhos. Resistir seria tentar aprender com leituras nas bibliotecas operárias ou escolares; abdicar era seguir o fadário das oficinas, das fábricas, do trabalho penoso de oito, dez e mais horas, ou entrar na gandulagem: roubar, assaltar, agredir para sobreviver.

Recordo-me de o meu pai a avisar: não permitas que te roubem os sonhos. Quis ser toureiro, pugilista, aviador. No fundo desejava fugir da tristeza viscosa daquela miséria. Dei nisto: num curador de frases, num cuidador de palavras que serão sempre as dos outros. O meu pai morreu à minha espera, assim como a minha avó, conhecida pela Palhaça. Um dia destes hei-de contar a história destas esperas, que contêm algo de sobressaltante e de misterioso. Um dia destes. Os meus filhos sabem--nas. Os meus netos têm de as conhecer.

O Velho Bastos era tipógrafo, construtor de jornais, levemente anarquista, grande jogador de póquer e de burro americano. Amava o ofício, com a paixão de quem não sabe fazer outra coisa. Na oficina do Diário Popular colocava um rolo de papel atado no abdómen, para não sujar as calças de tinta, e transformava os caracteres tipográficos em qualquer coisa de grandioso. Suava em bica e era um homem feliz, porque sabia a importância gloriosa do seu trabalho. Aos sábados ia com os seus camaradas beber e petiscar nas tabernas da Mouraria, onde o vinho procedia directamente do lavrador. Numa dessas tabernas, um papagaio gritava: já pagaste, sacana?, quando os clientes saíam.

Poucos conseguiram escapar àquele crisol de infortúnio. Que foi feito do Descasca Milho? E do Asdrúbal, cujo nome tínhamos dificuldade em soletrar? E do enfermeiro Baltazar que tratava das doenças venéreas que contraímos nos bordéis de Alcântara, do Bairro Alto e do Benformoso? Já foram, adiantando-se? O tempo revoluteia, e nada, ou quase nada é o que foi. A não ser a fome, o desespero, a desventura de viver que regressaram, num tumulto inclemente e perseverante. Reconheço que sou um senhor caturra, um pouco chato e invadido por múltiplas incertezas. Mas não deixo, não posso deixar de repetir as recomendações do Velho Bastos: não permitam que vos roubem os sonhos. Podem roubar-vos tudo. Os sonhos é que não.» [DN]
   
Autor:
 
Baptista-Bastos.
   
   
 Este Maduro é mesmo um maduro
   
«O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou 08 de dezembro como "dia da lealdade e amor" a Hugo Chávez, o seu antecessor, uma iniciativa que procura "honrar" o pensamento e herança do falecido Presidente.

O decreto presidencial Nº 451, datado de 4 de novembro de 2013, foi publicado na Gazeta Oficial Nº 40.286, que circulou terça-feira e apela ao povo e às instituições que "honrem com ação e pensamento a herança e o legado universal do máximo líder da revolução bolivariana".» [DN]
   
Parecer:

E porque não dedica um dia a Passos Coelho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Adopte-se o dia 1 de Abril.»
   
 Sinais do milagre
   
«Portugal liderou as quedas nas vendas do comércio a retalho na União Europeia (UE) no mês de setembro, com -6,2 por cento, comparativamente a agosto.

O Eurostat, gabinete de estatísticas europeu, indica que também se agravou a tendência negativa na comparação homóloga (-2,2 por cento). Relativamente a setembro de 2012, o índice de vendas do comércio a retalho aumentou 0,3 por cento na zona euro e 0,8 por cento na UE.» [A Bola]
   
Parecer:

Este Pires de Lima lembra o Maduro, um mudou o dia de Natal, o outro voltou a ver a Nossa Senhora de Fátima ali para os lados de São Bento.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao mister Super Bock.»
   
 O inesperado admirador de Paulo Portas
   
«O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou esta terça-feira que o Guião da Reforma do Estado apresentado pelo Governo «reflete com seriedade» alguns dos problemas do país e, como tal, é merecedor da atenção de todos os políticos. 

«O Guião da Reforma do Estado é uma base de trabalho que o Governo propõe. Tinha-se comprometido a isso, provavelmente deveria tê-lo feito há um ano atrás, até se o tivesse feito há dois anos a situação estaria provavelmente melhor do que está», referiu o ex-ministro, durante a sessão inaugural do VI Congresso Internacional da África Lusófona - I Encontro da África Global, que decorre na Universidade Lusófona, em Lisboa, até quinta-feira.» [A Bola]
   
Parecer:

Parece que esta transformação em banqueiro fez milagres ideológicos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 DAs mentiras à insinuação
   
«Questionado pela Lusa, o gabinete da ministra das Finanças disse que não seria feito qualquer comentário à conclusão avançada na terça-feira pelo Ministério Público.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, os documentos que implicavam o Citigroup e o ex-secretário de Estado Pais Jorge na tentativa de venda de 'swap' ao Governo de Sócrates, para disfarçar o défice, não foram adulterados pela imprensa, como alegava a ministra Maria Luís Albuquerque.

"O Ministério Público determinou o arquivamento do inquérito originado por participação da senhora ministra das Finanças tendo por objeto uma eventual desconformidade entre os documentos apresentados em reportagens televisivas da SIC, designadamente a do jornal da noite de 05 de agosto de 2013 e os documentos oficiais", lê-se na nota de imprensa da Procuradoria-Geral da República.» [DN]
   
Parecer:

Esta ministra gosta muito de tentar sujar os outros.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Questione-se a ministra das Finanças.»
   
 A culpa não era do sul?
   
«A Comissão Europeia deverá abrir na próxima semana uma investigação sobre os excedentes comercias e das contas correntes da Alemanha cada vez mais encarados pelos parceiros europeus como o principal obstáculo à resolução da actual crise económica.

A confirmar-se, esta investigação resultará das previsões económicas avançadas na terça-feira pela Comissão que apontam para um excedente das contas correntes alemãs de 7% do PIB este ano, 6,6% em 2014 e 6,4% em 2015. Em paralelo, a balança comercial será igualmente largamente excedentária e superior a 6% do PIB nos três anos em causa.

Estes resultados colocam os dois indicadores claramente acima do limiar de 6% do PIB durante três anos seguidos definido pela Comissão como um sinal da existência de um desequilíbrio macroeconómico que, por ser potencialmente perigoso para a estabilidade do conjunto da zona euro, tem de ser vigiado e corrigido logo que possível.» [Público]
   
Parecer:

Com o Barroso sem apoios para ser reconduzido a Comissão até já critica a Alemanha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento aos admiradores locais da senhora Merkel. »
   
 O PSD (Madeira) no seu melhor
   
«Alberto João Jardim mandou executar as dívidas de eletricidade das sete câmaras da Madeira que deixaram de ser do PSD nas últimas eleições autárquicas.

O município de Santa Cruz considera a decisão um "ato de terrorismo" vindo do responsável pelo maior "calote" da história da região. No Funchal, já se fala de uma possível medida de retaliação por parte da Câmara da cidade, o que poderá obrigar o Governo a ter de pagar de imediato todas as contas de água atrasadas dos hospitais, centros de saúde, escolas, piscinas e pavilhões desportivos. 

A ameaça de corte no fornecimento de eletricidade às autarquias conquistadas por independentes e partidos da oposição começou pouco depois das eleições. Duas semanas após as tomadas de posse, a ameaça passou a decisão e as sete câmaras estão agora confrontadas com uma ordem de execução de dívida. O irónico da situação é que as dívidas foram todas feitas por Executivos do PSD. » [Expresso]
   
Parecer:

Esta gente não presta.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se em cima da besta.»
   
 Mais um sinal do milagre do mister Super Bock
   
«Rui Bernardes Serra, economista chefe do Montepio, e Paula Gonçalves Carvalho, do departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI apontam para uma subida da taxa de desemprego para 16,7% e 16,9%, respetivamente.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga quinta-feira os dados do desemprego referentes ao terceiro trimestre e a confirmarem-se as estimativas dos dois bancos, o desemprego voltará a subir depois de, entre o primeiro e segundo trimestre de 2013, ter descido de 17,7% para 16,4%, naquela que foi a primeira descida trimestral desde o segundo trimestre de 2011.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Ainda por aí muita gente que ou não acredita em milagres ou estão do lado do diabo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Denuncie-se esta gente junto do mister Super Bock.»
   
 Zorrinho inicia estáagio para deputado europeu
   
«O ex-líder parlamentar do PS Carlos Zorrinho é o novo coordenador da bancada na Comissão de Assuntos Europeus, substituindo nestas funções a ex-ministra Helena André, disse hoje à agência Lusa fonte socialista.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Está-se mesmo a ver.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Zorrinho se está mesmo a pensar em ser emigrante.»


   
   

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