sábado, novembro 16, 2013

Geração J

Portugal é governado pela geração J tutelada pelo que resta do cavaquismo, de um lado políticos vazios e oportunistas, do outro políticos enriquecidos, velhos, cansados e apegados a um poder gerador de benefícios. Esta geração está para o último século da história e Portugal como a filoxera esteve para a produção de Vinho do Porto, é uma verdadeira calamidade.
 
Se alguém tem dúvidas quanto aos valores desta geração J deixou de as ter, um antigo apoiante descreveu os métodos goebelianos usados na propaganda para destruir a imagem política dos adversários, começando-se por eliminar os inimigos internos do partido para depois concentrar o trabalho sujo nos inimigos externos. Por outro lado, um jornalista descreveu uma reunião convocada por Vítor Gaspar em que promoveu uma sessão de exorcismo em que Sócrates foi apresentado como diabo.
 
Esta gente não tem valores, revela uma total ausência de princípios, atacam quem lhes faz frente sem quaisquer escrúpulos. Para esta gente o debate político em vez de servir para esclarecer e encontrar melhores soluções destina-se a dar golpes baixos e destruir ideias, pensamentos, projectos e adversários. Sócrates nunca foi atacado pelos seus projectos, pensamento ou propostas, em vez disso foi alvo de várias campanhas sujas que morreram quando abandonou o poder. Já sabemos como tudo foi gerido pela geração J, já conhecemos como o polvo actuou nos blogues e na comunicação social, resta esperar que se venha a perceber como actuou no sector da Justiça, um autêntico braço armado, uma quinta coluna desta geração J.

Se alguém pensa qu esta geração J, comum aos paridos do poder, cresceu debatendo ideias que se desengane, esta gente aprendeu a dar golpes baixos, a progredir na carreira política sem princípios. Alguém assistiu a uma crítica política de Passos aos seus adversários no PSD, ou de Seguro a José Sócrates? Não, ambos foram muito correctos com os seus adversários, limitaram-se a elogios públicos e a esperar que os golpes baixos resultassem para que tivessem o caminho aberto para o poder.

Não admira que esta geração J seja um deserto no plano dos valores, que seja incapaz de prestar provas de competência, de demonstrar respeito pelos adversários, que aceite o debate político frontal com os adversários político. Estamos perante gente que aderiu às jotas porque sendo parcos em capacidades optaram pelo caminho fácil, cresceram durante o cavaquismo e perceberam que na política não vencem os mais capazes, os mais competentes ou os mais honestos. Foram para a política porque viram gente fraca a progredir com golpes baixos, a enriquecer rapidamente com a corrupção.
  
Esta geração é uma prova de que a teoria de Darwin não se aplica aos partidos portugueses, aqui vencem os menos aptos, os mais incompetentes, aqueles por quem ninguém dá nada.
 





Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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BIODIVERSIDADE DE LISBOA

Planta do Parque Florestal de Monsanto
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

De um Presidente da República espera-se rigor e frontalidade, qualidades que Cavaco demonstra não possuir nas últimas declarações que fez. Se acha que há políticos que não sabem o que é um segundo resgate que diga quais são, que se deixe de indirectas, que acabe com manobras de pressão sobre a oposição, até porque toda a gente sabe muito bem o que é um resgate, o seu partido decidiu ser mais troikista do que a troika e não há português que não esteja formado em resgates.

Mais importante do que saber o que é um segundo resgate é perceber as razões que podem conduzir a esse segundo resgate e aí entra a questão do rigor, quando Cavaco fala em crescimento sabe muito bem que está a falar de um cagagésimo e que o OE que apoia prevê mais uma dose de austeridade, a suficiente para acabar com qualquer esperança.

O que se espera de um presidente não são ataques aos que criticam o governo, manobras manhosas para que o líder da oposição aceite incondicionalmente as ordens do governo ou que ignore o ataque cerrado às instituições da República. O que se espera de um presidente é que desempenhe as suas funções com independência, que fale com rigor e de forma objectiva, directa e transparente e que, acima de tudo, cumpra e faça cumprir a Constituição.

Quando será que Cavaco decide poupar o país ao espectáculo triste que está sendo o seu desempenho presidencial?

«O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, apelou hoje, em Vizela, a um crescente "espírito solidário" dos portugueses, sublinhando que "os tempos assim o exigem".

Falando na sessão de encerramento das comemorações dos 100 anos da Santa Casa da Misericórdia de Vizela, Cavaco Silva destacou o espírito solidário daqueles que não desistiram do crescimento da instituição, traduzido na recente inauguração de uma unidade de cuidados continuados, apesar das "vicissitudes da história que nem sempre favoreceram" a concretização do projeto.

"O povo de Vizela e os seus homens bons deram mais uma lição a todos nós. Faço votos de que esta vontade solidária se mantenha e se acrescente. Os tempos assim o exigem", afirmou o Presidente.

Sublinhou, concretamente, a necessidade de "olhar" pelas crianças, apoiar as famílias e os mais carenciados, acolher os idosos e garantir a dignidade na doença.» [DE]
 
      
 Campanhas ao negro
   
«Gaspar fazia reuniões em off com jornalistas para dizerem em conjunto mal do Executivo anterior e cantarem loas à austeridade. Passos foi eleito na campanha interna do partido graças a um punhado de bloggers "especializados em desinformação" coordenados por Relvas, que também orquestrou a das legislativas; não teve estado de graça porque mal ganhou compensou todos (menos um?) com sinecuras, destruindo "a rede".

A primeira revelação é de André Macedo na sua coluna de ontem no DN, close-up de um ministro pintado pelos media como "um técnico puro" que afinal se desvendava em 2011, mal pegou ao serviço, como propagandista politiqueiro. A segunda efabulação é de um consultor de comunicação entrevistado pela Visão a propósito de uma alegada tese sobre "a importância da comunicação política digital na ascensão de Passos" e que assume a existência de campanhas negras contra o Governo Sócrates, com criação de "perfis falsos" no Facebook e no Twitter: "Se deixarmos uma informação sobre o caso Freeport num perfil falso e ele for sendo partilhado, daqui a pouco já estão pessoas reais a fazer daquilo uma coisa do outro mundo."

Estes dois vislumbres sobre a génese e a natureza do Governo Passos têm, até pela credibilidade muito distinta dos emissores, valores diferentes. Do que o André conta anota--se não que um político quis trazer a si os media - qual o espanto? -, mas que os jornalistas lhe saltaram para o colo, entusiasmadíssimos com as "ideias" da troika/Gaspar. Daquilo que o consultor de comunicação diz, entre infrene autopromoção, falsidades e absurdos (como garantir que em 2009 os blogues políticos tinham 30 mil visitas/dia e que a net foi fundamental para as vitórias), ressalta a ironia de certificar que os apoiantes do atual PM, incluindo "jornalistas no ativo" que, aliás, nomeia, fizeram tudo aquilo que imputavam furiosamente aos do Governo PS. Vai ao ponto de asseverar que a sua "equipa de voluntários" tomou como modelo de atuação o blogue Câmara Corporativa, que acusavam (emulando Pacheco Pereira, autor da teoria) de ser feito e pago a partir do gabinete de Sócrates, "usando informação privilegiada sobre pessoas": "Não éramos anjinhos, sabíamos bem ao que íamos", diz, gabando-se de que o seu "grupo" recebia "filet mignon informativo" do PSD de Passos através de "um mail fechado".

Mas a ironia não fica por aqui. Ao mesmo tempo que clama ter participado em campanhas ínvias e negras para manipular os media e a opinião pública, o entrevistado da Visão repete a acusação de que o gabinete do anterior PM fornecia "informação privilegiada sobre pessoas" ao tal blogue, sem que a revista exija dessa gravíssima alegação qualquer prova ou sequer exemplo. Às tantas, o tipo é mesmo, como pretende convencer (ou recordar?), muito bom no que faz. Ou temos de concluir que, como afiança, vivemos num "caldinho jeitoso para isto."» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.

 A transição permanente
   
«Ninguém se entende: está instalada a total confusão sobre o carácter transitório ou permanente dos cortes nas pensões e nos salários da Função Pública.

Ao consentir em tamanha barafunda, o Governo está mais uma vez a brincar com o fogo e a alimentar uma perigosa provocação ao Tribunal Constitucional.

Ao contrário do que muitas vezes se diz, a jurisprudência do Tribunal Constitucional tem sido até bastante compreensiva para com a situação excepcional que o País vive. Desde o início que o Tribunal tem sabido atender às exigências da situação financeira, inclusivamente perfilhando e aplicando um entendimento não absoluto do princípio da confiança. Foi por isso que o Tribunal permitiu cortes salariais na função pública (que vigoram já desde 2011); foi por isso que permitiu que os cortes nos subsídios de férias e de Natal produzissem os seus efeitos em 2012 mesmo sendo inconstitucionais (por violação, note-se, não do princípio da confiança mas do princípio da igualdade proporcional) e foi também por isso que, contra o vaticínio de muitos, o Tribunal permitiu a aplicação, já neste ano de 2013, da muito gravosa Contribuição Extraordinária de Solidariedade sobre os pensionistas. Tudo isto, o Tribunal Constitucional aceitou. E aceitou, justamente, tendo em conta a excepcionalidade da situação financeira e o carácter clara e assumidamente transitório das medidas em causa. Não convém abusar da sorte.

Sucede que o Governo alterou profundamente os dados do problema com as suas novas propostas em matéria de cortes nos salários e nas pensões, quer no Orçamento para 2014, quer em legislação autónoma. Até aqui, o carácter transitório das medidas de austeridade para fazer face à situação financeira esteve sempre associado aos compromissos internacionais assumidos por Portugal e aos respectivos períodos de vigência, que eram conhecidos e verificáveis - seja no caso dos Programas de Estabilidade e Crescimento, seja no caso do Programa de Assistência Económica e Financeira. Daqui para a frente, porém, o carácter dito "transitório" das medidas de austeridade passa a ficar dependente de referências totalmente imprecisas e de controlo impossível ou arbitrário ou, na melhor das hipóteses, de factos futuros de verificação incerta (para não dizer altamente improvável), como seja a obtenção duradoura de determinados níveis de crescimento económico e de redução do défice que nunca foram atingidos por Portugal no passado e que ninguém - nem o Governo - prevê que sejam atingidos num prazo razoável. Ora, uma coisa é adoptar medidas excepcionais e temporárias em razão de uma contingência também ela excepcional e temporária, outra coisa, bem diferente, é adoptar medidas a pretexto de uma situação excepcional mas para vigorarem indefinidamente, até que sejam afastadas por novas e normais escolhas futuras de política orçamental ou quando se verificarem factos que, em bom rigor, não podem aceitar-se como caracterização do fim da actual situação de excepção. Como está bem de ver, um facto que nunca ocorreu - como o crescimento económico de 3% em dois anos consecutivos, ainda por cima acompanhado de um défice estrutural não superior a 0,5% - não pode servir para ilustrar o regresso à "normalidade".

Com esta alteração substantiva do horizonte temporal de aplicação das medidas de austeridade, o Governo sabe que entra em perigosa rota de colisão com o pressuposto que levou o Tribunal Constitucional a aceitar medidas análogas no passado. E é por isso que a discussão sobre o carácter transitório ou permanente dos cortes anunciados se tornou num tão complicado jogo de palavras, que só podia resultar em contradições e confusão. Mas, lá no fundo, a questão é simples e é esta: fiel à sua linha ideológica de sempre, o Governo acha que a austeridade veio para ficar. E é por isso que o que antes era apresentado como transitório se vai revelando permanente. À vista de todos. E à vista também do Tribunal Constitucional.» [DE]
   
Autor:

Pedro Silva Pereira.
   
   
 O novo líder do movimento anti-troika
   
«O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, mostrou-se hoje confiante de que Portugal concluirá o seu programa de assistência externa como previsto em junho de 2014, declarando em Espanha que o país não quer mais 'troika'.

"Não queremos nem mais tempo, nem mais dinheiro, nem mais 'troika' presente em Portugal, mais do que o necessário. Queremos terminar o programa em junho de 2014 e acredito que o conseguiremos", disse num fórum de empresários em Madrid.» [DN]
   
Parecer:

Este ainda vai engolir a troika!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Cavaco ridículo
   
«O Presidente da República, Cavaco Silva, disse hoje que não é altura para falar em eleições antecipadas e voltou a apelar a um "consenso alargado" entre os partidos.

"Acho que não faz qualquer sentido falar em eleições quando faltam meses para o programa da troika terminar", afirmou Cavaco Silva, no final de uma visita ao mosteiro de S. Martinho de Tibães, em Braga. » [Expresso]
   
Parecer:

Não foi ele que propôs eleições antecipadas a troco do apoio do PS às políticas do seu governo?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Cavaco que poupe o país ao seu triste desempenho profissional.»
   
 Portas cada vez mais primeiro-ministro
   
«O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse hoje que o Governo quer começar a baixar o IRS em 2015, "deixando mais dinheiro disponível para as famílias", e procura um acordo com o PS para baixar o IRC em quatro anos.

"Queremos em 2015 começar a baixar o IRS, que se viu aumentado nos últimos anos. E isso tem a ver com o rendimento disponível das famílias", disse Portas num fórum empresarial em Madrid, onde também assumiu o desejo de baixar o IRC.» [Expresso]
   
Parecer:

PArece que Passos Coelho cedeu o cargo a Paulo Portas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Mário Soares mobiliza em defesa da Constituição
   
«O ex-dirigente do PSD António Capucho, o ex-ministro Freitas do Amaral, o bispo emérito das Forças Armadas D. Januário Torgal, Frei Bento Domingues, o cantor Carlos do Carmo, o ex-chefe de Estado-maior do Exército general Pinto Ramalho, o membro do Comité Central do PCP Ruben de Carvalho e a eurodeputada do Bloco Marisa Matias são algumas as personalidades que já garantiram a sua presença no encontro que  Mário Soares vai promover, na próxima quinta-feira, na Aula Magna de Lisboa.

Estarão ainda presentes, entre outras, o ex-presidente do Conselho Económico Social Bruto da Costa, o reitor da Universidade de Coimbra João Gabriel Silva, a vereadora da Câmara de Lisboa Helena Roseta e os sindicalistas Carlos Silva (UGT) e Armando Farias (CGTP).

O Encontro - cujo tema será a defesa da Constituição e da Democracia Social - segue-se ao que foi organizado em Junho passado contra as políticas de austeridade que foi promovido, tal como este, por um conjunto de personalidades em que figuram, entre outros, o ex-reitor da Universidade de Lisboa Sampaio da Nóvoa, os socialistas Manuel Alegre e Alberto Costa e o social-democrata Pacheco Pereira, que também confirmou a sua presença na reunião de dia 21.» [Expresso]
   
Parecer:

O presidente e o seu governo que se cuidem, Soares ainda está para as curvas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
     

   
   

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sexta-feira, novembro 15, 2013

Diálogo, pós troika e segundo resgate

A forma como o PSD/CDS e o Presidente da República bem como os argumentos com que se sugere esse diálogo diz muito sobre a forma manhosa com que a direita tenta iludir o fracasso da sua estratégia económica. Um fracasso que é cada vez mais evidente à medida que se aproxima o fim do período de ajustamento e o segundo resgate, senão mesmo a reestruturação de uma dívida que é cada vez mais insustentável.
Prevendo o desastre do seu governo Cavaco lançou uma manobra que visava forçar o PS a aceitar as medidas governamentais de forma incondicional. O mesmo Cavaco que ajudou a derrubar um governo do PS tentou obrigar este partido a assumir as consequências políticas do falhanço do seu governo.
Mais hilariante do que o diálogo sobre o pós troika só mesmo a sugestão da ministra das Finanças de que é possível que Portugal não venha a precisar de uma programa cautelar. Ambos negam a realidade e tentam fazer de conta não há nada a fazer antes do pós troika. Ninguém quer abordar aquilo que  todos os analistas económicos internacionais defendem, Portugal vai precisar de um segundo resgate.
A verdade é que durante quase três anos não houve investimento, nem público nem privado, as reformas não convenceram ninguém, a liberalização do mercado laboral não atraiu os investidores estrangeiros. Compreende-se que Pires de Lima vá fazer um road show para mendigar investimentos estrangeiros, isto depois de todo o governo não fazer outra coisa senão road shows, vejam-se as idas sucessivas dos ministros das Finanças à Alemanha ou aos Estados Unidos, as voltas ao mundo que Portas já deu, para não referir as viagens de Passos Coelho ou mesmo do já esquecido Miguel Relvas.
Cavaco Silva ainda ensaiou uma nova manobra para enredar o PS no novo resgate, até foi encomendada a competente notícia ao Expresso, mas perante a resposta negativa Belém permaneceu em silêncio e o governo defende agora que um programa cautelar não é um segundo resgate e por isso não é necessário negociar com a oposição. Nada de novo, depois de sucessivas alterações o memorando já nada tem em comum com o memorando inicial e tanto quanto se sabe o PS nunca foi envolvido nas novas negociações.

É mais do que óbvio que o governo falhou, que a estratégia de Cavaco Silva conduziu o país a um beco, que o famoso crescimento económico nem dá para o tabaco, que a dívida externa não para de aumentar. Começa a ser tempo de Cavaco e o governo se deixarem de manobras manhosas e assumirem as responsabilidades pelas políticas que adoptaram.



Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Garça-branca-pequena na Ria Formosa, Faro

 Jumento do dia
    
Marco António Costa

A melhor forma que o PSD encontrou para se demarcar dessas bestialidade que é o guião de Paulo Portas foi inventar o seu próprio guião com o argumento de que está confrontando o PSD. Já imaginamos que um dia destes Passos Coelho diz a Portas que o governo vai melhorar o guião do PSD com o pouco que se aproveita do seu guião. O problema agora é saber o que andou o PSD e os seus ministros a fazer desde que receberam as sugestões que o Moedas encomendou ao FMI.

Com Passos Coelho e os ministros do PSD quase eclipsados, enquanto o CDS chama a si o protagonismo governamental Marco António talvez tenha razão, o PSD começa a comportar-se como um partido da oposição, o problema é que em vez de fazer oposição a um CDS activo opta por fazê-la em relação a um PS que anda desaparecido.

«A direção do PSD subiu a parada na utilização da concertação social para apertar o cerco ao PS. No final de uma reunião com a direção da UGT, Marco António Costa anunciou que o partido está "a recolher opiniões dos parceiros sociais sobre o guião da reforma do Estado (de Paulo Portas) para o próprio PSD construir um documento que de alguma forma colabore na reflexão".

Marco António considerou "completamente contrastante a posição de intransigência do PS de não participar em nenhuma reunião que permita discutir estas matérias" e defendeu que se se conseguir "o máximo de consenso possível isso fará seguramente de 2014 um ano crucial no diálogo interpartidário".» [Expresso]
 
 Dúvida
 
O governo aderiu ao movimento "que se lixe a troika"? Pela forma como os ministros se demarcam da troika ainda vamos ver o Passos Coelho de braço dado com Jerónimo de Sousa, coisa que não se vê desde que se juntaram para derrubar o anterior governo, o Paulo Portas a exibir um cartaz na próxima manifestação e o Lambretas à frente de um grupo de casuais anti-troika atirando cocktails Molotov à sede do FMI!
    
 Informação do INE

O morto mexeu-e!

 A verdadeira troika de que o país precisa de se livrar

A troika formada peloPSD, pelo CDS e por Cavaco Silva.

 Para conhecimento e reflexão

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 A alergia do governo à troika e ao FMI

Parece que a nova estratégia política saída das eleições autárquicas é uma alergia à troika e em especial ao FMI, a diferença deve-se ao facto de na troika estar o Tio Durão, talvez por isso os ministros do CDS se demarquem da troika enquanto os do FMI preferem desancar no FMI para poupar o fugido.

Se a subserviência em relação aos três funcionáriozecos da troika era ofensiva para a dignidade do país, esta nova postura em relação ao FMI caracterizada por um ataque sucessivo a esta organização internacional é pouco própria. Não se compreende muito bem como é que aqueles que encomendaram ao FMI uma proposta de reforma do Estado venham agora demarcar-se da organização por tudo e por nada.

Os argumentos usados pelo governo para se demarcarem do FMI em matéria salarial são ridículos, este governo desenvolveu uma política apostada na desvalorização fiscal fortemente apoiada pelo falecido António Borges, chegou mesmo a preparar um roubo aos trabalhadores com o golpe da TSU e agora quase diz que defende aumentos salariais, Passos Coelho até já admite um aumento no salário mínimo.

 Se Seguro fizesse oposição séria ao seu amigo Passos

Já tinha tratado o cão com o pêlo do próprio cão declarando que com Passos Coelho à frente do PSD ou Paulo Portas a liderar o CDS não haveria qualquer negociação com estes partidos. Não faria mais do que aquilo que essa gente fez e livrar-se-ia das manobras manhosas de Cavaco Silva.

Mas parece que Seguro anda "desaparecido".

 Nem gregos, nem celtas

A decisão irlandesa de não se sujeitar a regras da troika depois de terminado o período previsto no memorando que assinou com a troika deixou Paulo Portas reduzido à condição de português, o desastre luso vai obrigar-nos a um novo resgate e já não podemos fazer como quando fomos ao mercado na sombra da Irlanda, Portugal terá de negociar um novo resgate sem o precedente irlandês.
 
      
 O preço da desilusão
   
«A primeira vez que estive com Vítor Gaspar foi dias antes de ele apresentar o seu primeiro Orçamento do Estado completo, o de 2012. A reunião, fechada, não uma conferência de imprensa, durou 45 minutos sem grande história quase até ao fim, já que os factos eram aqueles: Portugal tinha sido chutado dos mercados de dívida e forçado a recorrer à disciplina externa. Sabia-se que o ano que vinha aí seria mau, mas a convicção geral, fundada em nada a não ser na mais pura ignorância, era de que íamos corrigir os erros, começar a desalavancar (palavra maldita, ela e o seu contrário) e em três anos estaríamos de pé.

O que fazer na economia já em 2012 para acelerar esse metabolismo era a pergunta central, mas Gaspar não avançou nada naquele encontro. Não adiantou uma medida que fosse do Orçamento. Limitou-se a descrever "os buracos colossais" e, quase no fim, perguntou o que achávamos do que aí vinha. Espantou-me o convite descarado para uma espécie de sessão de male bonding sem imperiais e futebol, em que Sócrates seria o bombo da festa e o Governo, ainda engomado, a governanta, a precetora que nos iria corrigir.

Perguntar a jornalistas o que acham é como oferecer margaridas a um enxame de abelhas. Baixei a cabeça como os alunos cábulas e esperei que outros avançassem. Porque o fiz? Por desconfiança. Tudo aquilo me pareceu incómodo. Gaspar não dissera nada sobre o Orçamento para 2012, por que raio queria vincular-nos ao nada? Os outros seguiram em frente, passaram um cheque em branco ao ministro que veio do frio. Pediram rigor, exigiram dureza, mesmo sem saber do que estavam a falar. Ajoelharam-se no altar da austeridade e pediram outra reguada.

E Gaspar deu-a - iria dar de qualquer maneira. Foi além da troika e do que seria imaginável fazer. Foi brutal, imprudente, arrogante. Há ainda quem o confunda com coragem. Assumiu todas as dívidas, mesmo as que estavam fora do perímetro do Estado e não tinham a garantia da República (esta conta surda está por fazer, embora a ser paga). No fim, antes de desertar para o bunker do Banco de Portugal, deixou o desemprego em 18% e o resto do País armadilhado e atado. Levaremos anos a sair deste nó cego que ele deu sobre o outro que Sócrates deixou. Quem chega ao mercado de trabalho com níveis de desemprego assim está condenado a uma década de penúria e desvantagem. O atraso e o medo colam-se à pele.

Hoje a economia dá alguns sinais de vida, suspiros de tísico, mas o pulso é fraquinho. Chegados aqui, quando é cada vez mais difícil pôr o espetáculo na rua - trabalhar, vender, produzir, escrever, acreditar -, lembro-me de um soneto de António Nobre: "Amigos/ Que desgraça nascer em Portugal." Logo eu que faço parte da geração que acreditou no contrário. Quanto nos custará esta desilusão? Estará dentro do budget?» [DN]
   
Autor:
 
André Macedo.
   
   
 Sinais do milagre do Super Bock
   
«Os casos de abandonos em lares de idosos continuam a aumentar. O governo diz que o reforço da legislação, que anunciou há um ano, está para breve. Por sua vez, a União das Misericórdias afirma que, enquanto isso, o número de casos de abandono de idosos continua a disparar.

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social defendeu, há um ano no Fórum TSF, a necessidade de responsabilizar as famílias que abandonam os idosos nos hospitais e lares. No entanto, reconheceu que seria preciso implementar ainda outras medidas.» [CM]
   
Parecer:

O que seria de nós sem milagre?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
   
 As ratazanas começam a abandonar o barco
   
«O presidente do Banco BPI, Fernando Ulrich, criticou hoje o processo de reforma do Estado lançado pelo Governo, considerando que este esforço exige um período temporal muito extenso, que não acredita que seja realizável pelo atual Executivo.

"Só fala de reforma do Estado quem nunca reformou coisa nenhuma. No banco, as reformas demoram anos a fazer e há uma equipa que está junta há 30 anos", realçou o banqueiro na sua intervenção no Congresso das Comunicações, organizado pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC).

"Um governo que aterrou em junho de 2011, mais a 'troika' [Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional], como é que faria a reforma do Estado?", questionou Ulrich.

E reforçou: "Não acredito nisso. Quando os ouço a dizer isso, digo coitado. Nunca fez nenhuma reforma, nunca teve a mão na massa, porque senão sabia que isso ia durar anos".
Refira-se que o guião da reforma do Estado foi recentemente apresentado pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

"Não andemos sempre a dar tiros nos pés, até porque estamos mais dependentes do exterior do que nunca", sublinhou o gestor.» [DN]
   
Parecer:

Parece que quem não aguentou foi o banqueiro boche.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 E cá?
   
«Teve hoje início em Hanôver, no norte da Alemanha, aquele que é o primeiro julgamento de um ex-presidente alemão: Christian Wulff, de 54 anos, responde por tráfico de influências. Membro da CDU, partido da chanceler Angela Merkel, Wulff foi o 10º presidente da Alemanha entre junho de 2010 e fevereiro de 2012.
  
Envolvido em várias revelações publicadas pelos media enquanto presidente, Wulff está hoje em tribunal para determinar se beneficiou indevidamente do pagamento de despesas de hotel por parte de um produtor de cinema seu amigo em troca de fazer lóbi a favor desse mesmo produtor junto de empresas alemãs. David Groenewold enfrenta o mesmo tipo de acusações.» [DN]
   
Parecer:

Enfim...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a juristas alemães se os negócios de Cavaco com as acções da SLN passariam impunes da Alemanha.»
   
 A anedota do dia
   
«A ministra das Finanças disse, esta quinta-feira, em Bruxelas, que "não faz sentido descartar" a possibilidade de Portugal também decidir, em 2014, sair do programa de ajustamento sem solicitar um programa cautelar, tal como decidiu hoje a Irlanda.

No final de uma reunião do Eurogrupo, marcada pelo anúncio desta quinta-feira do governo irlandês de prescindir de um programa cautelar para regressar ao mercado, Maria Luís Albuquerque evitou fazer ligações entre a decisão de Dublin e aquela que o Governo português vier a tomar, sustentando que, a sete meses da conclusão do programa, é "prematuro" traçar cenários, mas sublinhou que a saída da Irlanda sem programa é "encorajadora" e não afetará a solução que Portugal vier a analisar com os seus parceiros europeus.» [JN]
   
Parecer:

Esta senhora tem sentido de humor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Só 1050 euros?
   
«O Tribunal de Braga condenou, esta quinta-feira, a 1050 euros de multa, um homem de 60 anos que durante seis meses ligou 6970 vezes para o número nacional de emergência, "por pura diversão" e insultando quem atendia a chamada.» [JN]
   
Parecer:

Esse idiota merecia muito pior.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o rapaz brincar com o que é seu.»
     

   
   

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