sábado, dezembro 14, 2013

Haja vergonha na cara

Recorda-me um amigo de um pormenor esquecido pela generalidade dos comentadores, quando Manuela Ferreira Leite saiu do governo recordam-se para onde foi? Não, não foi para o parlamento, também não foi para presidente da Caixa Geral de Depósitos por o governo maldito não seguiu a sugestão, também não foi para o BdP onde já estava reformada.
  
Quando abandonou o governo Manuela Ferreira Leite foi fazer uso dos seus vastos conhecimentos de economia como administradora não executiva  do Banco Santander, onde recebia 10.000 euros por emprestar o seu nome à imagem do banco. Na ocasião alguém disse que a ministra ia assegurar o research macroeconómico do banco, o que se compreende pois o banco não tinha economistas e na sede em Madrid ninguém tem mais do que a quarta classe.
  
Como esta forma de desenrascanço dos políticos se generalizou o próprio banco deu vários exemplos para justificar a escolha. Compreende-se o banco precisava de uma economista e nem lhe passava pela cabeça outra coisa.
  
A mim também não, se há verdade adquirida na sociedade portuguesa é que a palavra cavaquismo é uma espécie de água oxigenada em matéria de honestidade, ser cavaquista é possuir uma certidão de honestidade e está por nascer um português mais honesto do que eles.
  
O problema é que uma ministra da Finanças vai vender os seus serviços a um banco que é useiro e vezeiro na contratação de políticos influente e uns anos depois sabe-se dos duvidosos negócios com swaps que o próprio banco se recusa em negociar. Curiosamente o Santander tinha já na época um administrador executivo com o carimbo de cavaquistas, era Elias da Costa, ex-secretário de Estado das Finanças. Enfim, esta preferência por gente das Finanças parecia ser um tique do banco espanhol.
  
Esta ligação do circulo cavaquista aos interesses espanhóis era mais vasto, recorde-se das ligações de Dias Loureiro a Aznar e a presença de espanhóis no BPN. A lista é grande e abrange gente de todos os partidos do chamado arco do poder, que nalguns casos é mais um arco de corrupção.
  
Seria um incentivo à violência sugerir que se dê um pontapé no cu de políticos que já tendo recebido gorjetas em administrações não executivas de grandes interesses e agora exercem cargos públicos em que decidem ou podem decidir beneficiando ou prejudicando os que lhes deram a gorjeta ou concorrem com estes?

Veja-se o caso de um conhecido administrador do último banco a sacar dinheiro aos contribuintes, nos últimos meses começou a aparecer como crítico do seu próprio governo, mal este governo caiu foi para o banco e desde então é um incansável defensor de todas as políticas que interessam ao seu banco e ao poder que o ajudou. Quem não gostaria de dar um valente pontapé em tão fino e refinado cu?
  




sexta-feira, dezembro 13, 2013

Viva a República da Irlanda

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Eu sei que esta coisa de ter nascido no Algarve, com costela espanhola e, ainda por cima, na localidade algarvia que fica mais perto do mundo árabe não é dos melhores cartões de visita para andar armado em celta e muito menos em irlandês nascido tuga. Aliás, não conheço nenhum “cenoura” na minha terra, o melhor que posso arranjar é a esposa de um, o Jorge Sampaio.
  
Mas como me deram a escolher entre ser grego e ser celta opto pela segunda hipótese, ainda que um apelido de origem judaica mais um ar moreno não ajude nada. Mesmo assim insisto em ser irlandês e pelo andar da carruagem ainda vou começar a fazer as malinhas pois mais tarde ou mais cedo ainda me arrisco a ter de pedir asilo político por me recusar a viver nesta imensa Quinta do Coelho.

Isto de ser irlandês tem as suas vantagens, desde logo os irlandeses só comeram meia doe de austeridade porque o seu governo optou por não ser troikista, não teve nenhum governante com a alcunha do alemão (ainda que eu ache que ao rapazola ficaria melhor a alcunhe de Boche, se alguém assim o desejar ainda admito que leve mais um r) e como se tudo isto fosse pouco imaginem que nem o Passos, nem o Portas, nem o Cavaco são irlandeses, vejam bem a sorte que os celtas tiveram.
  
Viva a República da Irlanda que vai ser independente a partir do próximo domingo, os irlandeses estão de parabéns, recuperaram a soberania sem terem que aturar aqueles fulanos com cara de imbecis que vêm encomendar austeridade e salários miseráveis. Mas, acima de tudo recuperam a soberania sem terem de recuperar a dignidade, os seus governantes não se rebaixaram nem lamberam as botas aos técnicos da EU e do FMI.
  
Na Irlanda a austeridade foi menos brutal, na Irlanda as medidas aplicadas foram negociadas e apoiadas pelos sindicatos, na Irlanda não se aproveitou a crise para a direita ou a esquerda se vingar do passado. Ainda bem que o governo irlandês gosta do seu povo, não se rebaixou perante meros técnicos da troika, não ofenderam a Grécia dizendo que não queriam ser gregos e tanto quanto me foi dado a saber nunca disseram que queriam ser portugueses.
  
Viva a República da Irlanda!
 
 
 

Fim de semana

Volto domingo.
Bom fim de semana.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Cogumelos no musgo,Quinta das Conchas,Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Menezes jr

O que dizer de um político que aproveita um momento crítico de um processo negocial para atacar uma das partes com politiquices da treta? Francamente, só se pode dizer uma coisa do rapazola, é um imbecil, algo que já não admira, talvez a imbecilidade seja hereditária.

«O vice-presidente do grupo parlamentar do PSD Luís Menezes afirmou hoje que o PS e a oposição em geral estão em "estado de negação" perante a viragem económica, exemplificando com o crescimento da produção industrial.

"Infelizmente, continuamos a ter uma oposição em completo estado de negação. Uma oposição e um PS em particular a não querer valorizar as boas notícias para o país", afirmou o deputado "laranja" nos Passos Perdidos do parlamento.» [i]
 
 A diplomacia da guerra civil

Parece que a diplomacia da canhoneira deu lugar à diplomacia da guerra civil, em vez de correrem riscos enviando tropas a União Europeia e os EUA defendem e promovem os seus interesses derrubando governos e destruindo países, mata-se dois coelhos com uma cajadada, demitem-se os governos e alarga-se o mercado com as necessidades de reconstrução entretanto criadas.

Aquilo que se está passando na Síria é vergonhoso, a União Europeia e os EUA aliaram-se aos regimes mais conservadores do mundo e à Al Qaeda para destruir todo um país. Sem que tenha morrido um único soldado das potências ocidentais conseguiu-se destruir um país só porque tinha um governo incómodo para o Ocidente.

O argumento da democracia ou das armas de destruição maciça é falso, se o problema é a democracia poderiam atacar a Arábia Saudita, se eram as armas que estavam em questão poder-se-iam ter preocupado com o arsenal nuclear apontado para a Síria por um país vizinho que continua a ocupar os montes Golan.

Esta forma de intervenção, a promoção e manipulação dos povos para os conduzir a guerras civis é a mais cínica na história da humanidade, é uma nova versão da bomba de neutrões, mas neste caso o Ocidente nem sequer gasta o preço de uma bala com o dinheiro dos contribuintes. Basta promover as manifestações e, se necessário, até se mandam os diplomatas a apoiar os manifestantes no terreno e, para levar o cinismo ao extremo, ainda contam com a segurança oferecida pelos próprios governos que pretendem derrubar pela força.
 
 Sinais de retoma

Na primeira quinzena de tropa em Mafra ninguém estava autorizado a sai do quartel, eram duas semanas exclusivamente masculinas e corria o boato de que metiam um produto no vinho para o pessoal andar mais calmo. Certo dia estava o batalhão na formatura quando passou uma velhota da limpeza.

A excitação do PSD e do CDS perante um crescimento de 0,2% no segundo trimestre só é comparável à excitação do batalhão perante uma rara presença feminina. 
   
   
 Negociata low cost
   
«Jorge Carlos Freitas, deputado municipal do CDS-PP, alertou, na última terça-feira, para mais um “facto sui generis” do processo da subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), que prevê o encerramento da empresa e o despedimento de todos os trabalhadores. Durante uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Viana, convocada para analisar a situação da empresa de construção naval, o deputado do CDS-PP chamou a atenção para a “negociata low-cost” que envolve a subconcessão e garantiu até que “vai sair cara, no futuro, aos vianenses”.

Em causa está o valor que a Martifer vai pagar até 2031, pela subconcessão dos 245.162 metros quadrados de terrenos da empresa. Por ano são 415 mil euros de renda. José Carlos Freitas fez as contas e chegou à conclusão que o grupo português vai pagar cerca de 12 cêntimos por metro quadrado.

“Onde é que em qualquer parte do país se encontram terrenos para arrendamento por este preço, com a agravante de poder usufruir de todo o equipamento avaliado em dezenas de milhões de euros que lá está instalado”, questionou.

Para o deputado, face a todos os “elementos e meandros da história que é conhecida”, o país está perante “um caso que é pior do que uma privatização encapotada, que é pior do que uma subconcessão muito mal explicada, que é pior do que um mau negócio”. “Estamos perante uma declarada e óbvia negociata e pior ainda, uma negociata low-cost para a Martifer”, sustentou.» [Público]
   
Parecer:

Este negócio ainda vai dar muito que falar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Aguiar-Branco se não seria melhor ir pedindo a demissão por tristeza e má figura.»
  
 Erros da troika vão ser investigados
   
«As decisões e a gestão da troika no âmbito dos programas de ajustamento de Portugal, Grécia, Chipre e Irlanda vão ser alvo de inquérito no Parlamento Europeu (PE), avança o Dinheiro Vivo.

O anúncio foi feito durante a discussão do relatório do Parlamento Europeu sobre a actividade do Banco Central Europeu em 2012, que se realiza em Estrasburgo, e onde foi abordada a questão polémica da competência e da transparência da troika nos vários programas de ajustamento ainda em curso.

Os dirigentes de duas das instituições que comandam as missões externas, nomeadamente Mario Draghi, do Banco Central Europeu, e Olli Rehn, da Comissão Europeia, prometem cooperar com os deputados na referida investigação.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Haja alguém que proteja Portugal do seu governo e dos canalhas da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»
   
 Antigo patrão do Carlos Moedas é maior accionista dos CTT
   
«O banco de investimento norte-americano Goldman Sachs é para já o maior acionista dos CTT, com 4,99%. A compra foi feita no dia 5 de dezembro, já depois da privatização. O Deustche Bank anunciou que detém 2,04%

A tomada de participação por parte do Goldman Sachs foi comunicada há minutos através do sítio da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O banco de investimento diz apenas que tem os direitos de voto,  pelo que esta participação pode pertencer a outros investidores.

O banco alemão foi o primeiro a anunciar que tinha adquirido uma participação qualificada (acima dos 2%) nos CTT. O Deutsche Bank tornou-se acionista dos Correios antes da estreia em bolsa, durante a privatização, ao comprar três milhões de títulos, por 16,9 milhões de euros. Os CTT foram privatizados a 5,52 euros por ação. As ações dos Correios fecharam hoje a valer 5,77 euros, 1,23% acima da véspera.» [Expresso]
   
Parecer:

É muito estranho este interesse do Goldman Sachs numa empresa portuguesa, logo um dos bancos que menos confia em Portugal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguardem-se pelas benesses do Estado à agora empresa privada.»
      
 Um concurso estranho na off shore BdP
   
«O processo foi mal gerido, foi travado pelo próprio governador, e as fontes contactadas pela TSF temem prejuízos para a credibilidade do Banco de Portugal.

As recentes críticas do PS, às previsões do Boletim Económico de Inverno, são vistas internamente como um primeiro sinal.

A história começa com a abertura de um concurso para o cargo de director do departamento de estudos económicos - uma vaga aberta desde o Verão. O processo de seleção foi entregue a um júri independente, e acabou por dar um resultado que Carlos Costa considerou inaceitável.

O candidato melhor colocado era o atual director-adjunto do departamento, Mário Centeno, alguém a quem o governador não queria, de todo, entregar o papel de «economista-chefe» do Banco de Portugal (BdP).

O concurso foi encerrado no final do mês passado, com o Banco de Portugal a explicar, em comunicado, que «as candidaturas não reuniam todos os requisitos».» [TSF]

«O Banco de Portugal (BdP) desmente a notícia avançada hoje pela TSF que refere que o governador da instituição, Carlos Costa, teria vetado Mário Centeno no concurso para o cargo de director do Departamento de Estudos Económicos por razões relacionadas com sua intervenção pública sobre questões políticas, algumas delas relacionadas com críticas ao governo.

O concurso foi aberto no Verão e encerrado em Novembro sem que a vaga tivesse sido preenchida, pelo facto de o BdP ter considerado “que as candidaturas não reuniam todos os requisitos exigidos para o desempenho da função”. Antes da decisão de a instituição ter dado o concurso por encerrado, no processo de selecção, que foi entregue a um júri independente, o candidato melhor colocado para a posição era Mário Centeno, actual director adjunto do mesmo departamento.

O Banco de Portugal, numa reacção à notícia da TSF, começa por esclarecer que o Conselho de Administração “entendeu lançar um convite público à apresentação de candidaturas para preenchimento do lugar de Director do Departamento de Estudos Económicos, para o qual estabeleceu diversos requisitos e de que resultou um conjunto de candidatos internos e externos”.» [i]
   
Parecer:

Até parece que com a saída de Vítor Gaspar do governo ocorreu uma degradação da capacidade intelectual dos oponentes ao concurso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Maiss um imbecil extremista
   
«A troika defendeu ontem que é preferível emprestar dinheiro aos bancos do que aos países e assumiu que o risco que se corre é maior quando a ajuda é feita aos estados. 

A posição é do representante do Banco Central Europeu (BCE) na troika, Rasmus Ruffer, e foi revelada por João Vieira Lopes, presidente da Confederação de Comércios e Serviços de Portugal. A troika esteve reunida ontem com os parceiros sociais, em Lisboa. O programa de assistência a Portugal previa, no total, um apoio financeiro de 78 mil milhões de euros, dos quais 12 mil milhões estavam destinados ao apoio aos bancos. Até agora, foram usados pela Banca oito mil milhões de euros. » [CM]
   
Parecer:

Os extremistas dos gabinetes do BCE parece ignorarem que esta crise foi provocada por bancos, que o comportamento dos bancos lesou a economia portuguesa e que os grandes bancos portugueses teriam ido à falência se não fosse a ajuda pública.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o rapazola do BCE à bardamerda.»
     

   
   
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quinta-feira, dezembro 12, 2013

Austeridade à Lagardère

Um dos aspectos mais estranhos deste processo a que chama de ajustamento, talvez porque seja um ajustamento de contas com a democracia e com o povo português, é o jogo de espelhos em que se transformou. Nunca se percebe se a troika fala por iniciativa própria ou para fazer o frete à direita do governo, Durão Barroso fala sem clarificar o estatuto que usa.
  
Um dos aspectos mais curiosos é o facto de haver uma clara divergência entre a direcção do FMI e os técnicos que representam a troika nas avaliações que são feitas à execução do que o goverbo acordou de forma avulsa na avaliação anterior. Na América o FMI, pela voz da sua directora ou pelos estudos que os seus gabinetes produzem conclui que há austeridade a mais, em Lisboa a troika que o FMI lidera insiste em ainda austeridade.
  
Estaremos perante um caso de desobediência? É evidente que não, a verdade é que na América o FMI diz o que pensa e em Lisboa o seu representante faz o que a troika quer e como se tem visto é o Eurogrupo, Durão Barroso e o BCE que de facto mandam. 
  
Se a directora do FMI faz questão de acusar o excesso de austeridade precisamente no dia em que o seu técnico está em Lisboa é porque quer afirmar a sua posição, ilibar o FMI dos excessos dos extremistas de Bruxelas. O que a directora está dizendo aos portugueses é que o excesso de austeridade defendido pelo governo português e pelos extremistas europeus não tem qualquer fundamento económico.
  
Não há, portanto, qualquer contradição entre o pensamento e a prática do FMI, o que há é um processo político resultante do conluio dos extremistas portugueses apoiados por Passos Coelho com os extremistas de Bruxelas que dependem de Durão Barroso. Aquilo a que estamos assistindo não é a um ajustamento económico mas sim à reformação de um modelo social.
  
A verdadeira troika responsável pela destruição do muito de bom que existia em Portugal não é formada pelo FMI, pela Comissão e pelo CEE, a troika de que o país precisa de livrar é a composta por Passos Coelho, Durão Barroso e Cavaco Silva.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Vila Real de Santo António
  
   Fotos dos visitantes d'O Jumento

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Pai Natal Tuga, Porto (foto de A. Moura)

 Jumento do dia
    
Rui Machete

O ministro dos Negócios Estrangeiros nada tem a dizer em relação ao que sucedeu em Bissau? O ministro ignorou a actuação das autoridades guineense e limita-se a apoia a TAP,como se a empresa precisasse do apoio moral do ministro para decidir o que quer que seja.

«A TAP considera que se registou "uma quebra grave de segurança", na terça-feira, em Bissau que resultou no transporte até Lisboa de 74 passageiros sírios com passaporte falso, os quais aguardam a resposta a um pedido de asilo.

A TAP decidiu suspender "a rota Lisboa/Bissau/Lisboa até uma completa avaliação das condições de segurança no aeroporto em Bissau", afirma a companhia em comunicado. 

Em nota oficial enviada às redações, o gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros diz que "o Governo Português compreende e apoia esta decisão" da transportadora aérea nacional. "Governo Português continua em contacto com a TAP para que se encontrem rotas alternativas para os passageiros afetados enquanto aquela ligação estiver suspensa", diz o comunicado do MNE.» [Expresso]

 
 Dúvida

Perante tanta incompetência por parte do ministro da Defesa não estaria na hora de mandar publicar uma ordem de serviço passando esta pobre alma à disponibilidade fundamentando tal decisão na ua total incapacidade para o exercício de cargos governamentais?
 
 Isto vai acabar mal

A UE e os EUA estão usando a diplomacia e a comunicação social para desestabilizarem países,uns atrás dos outros. Começaram por prestar uma ajuda preciosa à Al-Qaeda em África,ajudando-a a derrubar os governos de vários países que lhes eram hostis e a abastecer-se de armamento que lhe permitiu levar o fundamentalismo islâmico a países mais a sul.Depois desta aliança estranha com o terrorismo que tanto abominam estão agora agora a hostilizar a Rússia lembrando outros tempos,os mesmos ucranianos que festejaram a chegada dos panzers nazis e ajudaram as SS a perseguir comunistas e judeus festejam agora a chegada de tudo o que represente a UE.

A Alemanha põe o sul na linha e usa a UE para expandir a sua influência a leste. Enfim, a história parece repetir-se.
 
 Quem obrigou Portugal a ser um laboratório

Terá sido Durão Barroso que usou Portugal para dar graxa à senhora Merkel na esperança de abichar mais um mandato? Ao que parece o FMI não terá sido.
 
      
 Pátria: lugar de desventura
   
«A cabou a recessão!", exclamaram, cheios de alegria e tolejo, jornais, rádios e televisões. Ninguém explicou nada a ninguém, e o bulício de regozijo pegou-se. Nos corredores dos ministérios, nas farmácias, nos quartéis, no edifício majestoso onde funciona a Galp, no bloco operatório de Os Lusíadas, o murmúrio adquiriu formas de clamor: "Acabou a recessão!" E Paulo Portas, que gosta de dizer coisas, falou e disse, entre enlevado e libidinoso: "Vai começar um novo ciclo!", sorriu e caminhou, lépido, para o gabinete onde congemina.

Para quem acabou a recessão?, e quais os benefícios que traz ao milhão de desempregados; aos milhares de famílias que recorrem ao Banco Alimentar e à Cáritas para comer; aos reformados e pensionistas, esbulhados dos magríssimos proventos; aos 25 mil casais sem emprego; aos milhares de miúdos que vão para a escola com o estômago vazio; aos cem mil jovens portugueses que abandonaram a pátria porque a pátria é lugar de infortúnio; aos velhos que morrem sozinhos sem ninguém dar por isso, ou espantados de medo nos caixotes de vivos para aonde são enviados por quem os não quer - para quem e para quê?

A recessão acabou, e então? E acabou mesmo? Ou não será outra das "incongruências problemáticas" de um Governo mentiroso, servo dos mais poderosos e notoriamente incapaz de resolver os nossos problemas mais ínfimos? Ninguém esclarece nada a ninguém. E o directo concorrente ao poder, pela interposta pessoa do triste e melancólico António José Seguro, perde-se nas banalidades do costume, com o bordão já famoso de o PS ser "um partido responsável", afirmação que os factos procedentes da sua direcção desmentem e enxovalham.

Poderia ser uma ópera-bufa se o assunto fosse para rir. Mas não é. Trata-se da nossa própria existência como nação, e o desassossego chegou a tal ponto que muitos elementos do próprio PSD já chegam a exigir a substituição de Seguro! Que venha outra coisa porque "isto" não é coisa nenhuma. Dizem.

Aliás, as sondagens são inquietantes. É modestíssima a vantagem do PS sobre o PSD, e a agitação naquele partido, cuja tradição de conspiração interna é conhecida, avoluma-se cada dia que passa. O espectáculo mediático protagonizado pelo secretário-geral dos socialistas, chega a ser pungente pela tibieza do seu conjunto e pela inexistência de fibra. Toda a gente já percebeu que o homem não serve, que não sabe, e que simplifica sempre, por inépcia, as respostas que se lhe exigem.
  
Esta historieta do fim da recessão vem auxiliar, ainda mais, o jogo de indefinições com o qual o chefe do PSD gosta de se enredar para melhor servir os seus objectivos, que não são inocentes: marcados fortemente pela ideologia que defende e executa como paladino e crente. Porque, na verdade, Pedro Passos Coelho tem, ama e serve uma ideologia. Quanto a António José Seguro?» [DN]
   
Autor:
 
Baptista-Bastos.
   
   
 Uma empresa cheia de dinheiro
   
«O Metropolitano de Lisboa vai começar este mês a equipar as suas estações com acesso à Internet gratuito através da tecnologia wi-fi, num investimento de cinco milhões de euros, anunciou hoje a empresa.» [CM]
   
Parecer:

Par uma pequena parte dos passageiros estarem ligados à internet durante cinco minutos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Depois do alemão temos o americano
   
«O social-democrata Rui Rio admitiu esta quarta-feira, como "uma possibilidade", a realização de eleições primárias nos partidos para a escolha do candidato a primeiro-ministro.

"Depende. É uma possibilidade" e, a concretizar-se, teria de ser uma das várias medidas a "pôr em cima da mesa" para inverter a degradação do sistema político, referiu Rui Rio, falando aos jornalistas no final do almoço organizado na Associação 25 de Abril.» [DN]
   
Parecer:

É isto que o Rui Rio tem a propor ao país,imitar o regime americano como se no resto do mundo fossem todos parvos?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Atrasado e miserável
   
«O ministro da Educação comentou hoje os resultados dos alunos portugueses nos testes internacionais do PISA 2012 (Programme for International Student Assessment), afirmando que os progressos realizados nos últimos anos são "boas notícias" mas que é "preciso ir mais além".

A OCDE, responsável por este que é o maior estudo internacional na área da educação e que testa a literacia matemática, científica e em leitura entre os alunos de 15 anos de 65 países e economias, destacou a evolução de Portugal ao longo da última década e sublinhou o facto de ter sido um dos países a conseguir melhorar o seu desempenho nas três áreas.

No caso da Matemática, o país colocou-se, pela primeira vez, dentro da média da OCDE. Portugal obteve 487, menos sete pontos do que a média, mas considera-se que a diferença não é estatisticamente significativa. Nas restantes competências continua abaixo.

Para Nuno Crato, o importante agora é perceber o que levou a esta melhoria. "Em educação, as coisas demoram tempo a mudar. Os alunos que fizeram estes testes estão no sistema há dez anos. Não é o que se passou nos últimos dois ou três que interessa", frisou o ministro, numa sessão de divulgação de resultados e estudos, hoje de manhã.» [Expresso]
   
Parecer:

Finalmente o ministro falou e optou por desvalorizar os resultados, enfim,atrasado e miserável.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
   
 Passos vai empregando os potenciais opositores
   
«Pedro Passos Coelho já falou com Paulo Rangel para o manter como cabeça de lista da coligação PSD/CDS às europeias. Terça-feira à noite, no Conselho Nacional do PSD, Passos omitiu a informação e remeteu o tema das europeias para mais tarde. "Não vou fazer a lista com três meses de antecedência", afirmou, segundo relatos de presentes.

A direção do partido decidiu adiar a questão para depois dos Congressos dos dois parceiros de coligação, marcados para o arranque de 2014. O Conselho Nacional confirmou ontem o do PSD para 21, 22 e 23 de fevereiro e escolheu o Coliseu dos Recreios, em Lisboa - local da sucessão de Cavaco Silva, em 95. » [Expresso]
   
Parecer:

Primeiro tentou despachar o Rui Rio,agora garante mais uns tempos de boa vida ao pequeno Rangel.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Isto é grave
   
«A eurodeputada socialista Ana Gomes afirmou hoje que o ministro da Defesa nunca contactou a Comissão Europeia para discutir as alegadas ajudas públicas aos Estaleiros de Viana do Castelo, nem para comunicar a operação de subconcessão.

As posições da eurodeputada do PS foram assumidas em declarações à agência Lusa em Estrasburgo, depois de se ter reunido com o comissário europeu da Concorrência, Joaquin Almunía, para discutir a questão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

Ana Gomes, que disse ter pedido a reunião na semana passada para esclarecer a "barragem de informação criada pelo Ministério da Defesa", referiu que Almunía "não conhece" Aguiar-Branco e ainda aguarda uma resposta do executivo português em relação às questões levantadas em abril sobre as transferências do Estado para aquela empresa do norte de Portugal.

"O Governo até hoje não deu resposta formal às questões colocadas pela Comissão Europeia na comunicação de abril, há contactos informais, ao nível dos serviços, mas o senhor ministro nunca se dignou sequer a agarrar no telefone e a falar com o comissário Almunía", afirmou Ana Gomes.» []
   
Parecer:

A ser verdade está em causa a honestidade do ministro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»
   
 Argumentos de um ministro desorientado
   
«O ministro da Defesa diz que há uma "estratégia comunicacional" para "lançar a confusão" sobre os Estaleiros de Viana do Castelo, afirmando estar "perfeitamente tranquilo" quanto às acusações do autarca vianense.

Hoje, em Guimarães, à margem de um encontro ministerial no âmbito do programa 5+5 Defesa, José Pedro Aguiar-Branco voltou a afirmar que a solução encontrada pelo Governo para os estaleiros, a subconcessão à Martifer, é "irreversível".

O titular da pasta da Defesa adiantou ainda que o contrato com a Venezuela sobre dois navios asfalteiros está em "fase terminal" e ter "esperança" que esta fase final de negociação permita ceder a posição contratual do Estado à Martifer.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

É ridículover um ministo a tratar dos negócios a Martifer.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
   
 Argumento ridículo
   
«"Temos de encontrar um consenso também para acabar com isto de estarmos sempre suspensos de as medidas terem de ir ao Tribunal Constitucional", defendeu Rui Rio durante uma intervenção num almoço-debate dos Animados Almoços Ânimo, que decorreu em Lisboa na Associação 25 de Abril.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Rui Rio parece querer consenso para se poder ignorar a Constituição e ignora que mesmo que consiga transformar o PS em ala liberal do regime não impede que os diplomas sejam avaliados pelo Tribunal Constitucional.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se tão grande figura triste.»
     

   
   
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quarta-feira, dezembro 11, 2013

A arrogância

Um dos aspectos mais miseráveis dos tempos que correm é a arrogância dos que estão ou querem ir para o poder, uma arrogância que pressupõe um imenso desprezo pelos portugueses, que são tratados como imbecis. Estamos perante uma nova versão do pensamento de Salazar que dizia que a política é para os políticos. Agora dizem que em democracia a política é para todos mas como o povo é burro não se perde tempo com explicações. A verdade é que este governo tem feito em democracia o que a ditadura não teria ousado fazer.
 
É uma geração de pirralhos, uma boa parte deles tão feiotes que mete dó, mas que a natureza decidiu compensar com dois dedinhos de testa, o que lhes permitiu concluir um MBA e, nalguns casos, o doutoramento. É esta colecção de feios, de que o Gaspar ou o Maçãs são bons exemplos, que convence um primeiro-ministro fraco a protagonizar uma política que se compreende melhor à luz das patologias do foro psiquiátrico do que com base nos manuais de política económica. Estamos perante complexados, desde morenas que querem ser louras a secretários de Estado e ministros que têm ódio aos espelhos, que se agarram aos seus títulos académicos para nos tratarem como burros.
 
Esta arrogância e desprezo pelas opiniões do povo, desprezo que leva Paulo Portas a concluir que o povo só se pode manifestar contra as políticas quando chegar a vez de votar, não é um exclusivo da direita e do governo. Veja-se o caso das propostas do PS relativas à reforma do IRC, alguém viu Seguro divulga-las, sujeitá-las à crítica ou ouvir a opinião dos cidadãos sobre as mesmas. Claro que não, a não ser os Belezas que rodeiam o líder do PS, todos os outros portugueses são burros, sem qualificações dignas de crédito, pelo que é perda de tempo ouvi-los.
 
Na lógica destes pirralhos com um MBA um qualquer engenheireco que tire o MBA é logo candidato a Nobel da Economia e todos os portugueses são uns idiotas que em vez de andarem a trabalhar deviam ter ido estudar para a Católica ou para Salamanca. O mais grave é que esta postura perante os cidadãos revela gente para quem a democracia é uma mera formalidade e o desprezo que têm pelo cidadão comum nem se viu no tempo de Salazar.
 

Nesta perspectiva não há o MBA da direita e o MBA da esquerda, são todos a mesma merda.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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 Jumento do dia
    
Rui Rio

Rui Rio tem duas formas de salvar o seu PSD, candidatando-se à sua liderança correndo o risco de ser derrubado e propondo mais uma vez um pacto ou acordo entre aquilo a que uns designam por arco da governação, mas que prefere designar por filhos do regime. Optou pela mais cómoda e cínica, o seu PSD governou da forma que desejou e para se salvar quer agora transformar o PS em ala do regime.

Mas chamar filhos do regime ao PS, PSD e CDS é um abuso, o PS já existia antes do 25 de Abril e aqueles que o integraram lutavam pela democracia há muitos anos, o PSD é filho da ala menos menos fascista do regime anterior, mas mesmo assim não tanto democrata como agora dizem ser, e o CDS é filho da ala mais conservadora do regime. Enfim, também nisto dos partidos há os que são filhos da dita.

«Rui Rio defendeu, segunda-feira à noite, um compromisso entre os principais partidos para «salvar a democracia». O ex-presidente da Câmara do Porto garantiu, à margem de um evento promovido pela Fundação Mário Soares, que não irá fazer oposição à liderança do PSD de Pedro Passos Coelho.

«Não vou fazer oposição à liderança de Pedro Passos Coelho, nem nunca fiz. Critiquei muitas vezes, mas na lógica de presidente da Câmara do Porto, quando estavam em causa os interesses do Porto. Aí levantei a voz», referiu Rui Rio.

«Não vejo hipótese de sair desta crise política sem um entenfeitmento entre os partidos do regime. Aqueles que são filhos da democracia têm obrigação de cuidar do pai e da mãe. Não podemos pedir esta tarefa a um partido, mas que todos tenham o bom senso para se entenderem. Deviam ir falando desde já», considerou sobre a atualidade política.» [A Bola]
 
 Negociações entre o PS e a direita?

Apenas na condição do PS ter outro líder e após a realização de eleições legislativas. Não faz sentido uma negociação entre Passos e Seguro porque pensam o mesmo sobre quase tudo ainda que o disfarcem e muito menos quando se sabe que o parlamento já não representa a sociedade portuguesa.

Um acordo nestas condições dificilmente é estável e aceitável pelos portugueses.
 
 Não discursou, não falou, não escreveu?

Cavaco Silva habituou os portugueses a irem ler artigos ou livros antigos para conferir as suas opiniões, certificando-se da sua honorabilidade ou coerência política.Mas no caso Mandela apetece pedir a Cavaco Silva que faça um esforço de memória, pode ser que se lembre de um discurso, de um artigo de opinião, de uma entrevistas ou mesmo de um mero comentário onde tenha condenado de forma clara o apartheid e exigido a libertação incondicional de Nelson Mandela.

Convenhamos que para um político que parece querer ficar na história de Portugal e que enquanto foi primeiro-ministro Mandela esteve preso haveria todo o interesse em ter uma posição pessoal e pública e condenação do apartheid e de exigência da libertação de Mandela.

Cavaco já tem um lugar na história de Portugal,esperemos que quando finalmente deixar cargos políticos haja pelo menos um bom motivo para o recordar. Não deixa de ser triste que muitas personalidades tenham sido entrevistadas para falarem de Mandela e Cavaco Silva, que parece querer ficar no Guiness por ter sido o português que esteve mais vezes com o líder negro d Áfric do Sul,só tenha sido entrevistado sobe um momento vergonhoso e pouco digno da diplomacia portuguesa.
 
      
 ... e fundos
   
«A urgência financeira, que dominou o debate público nos últimos anos, lançou uma nuvem de fumo sobre um tema da maior importância para o futuro do País, a médio prazo:
   
A negociação das chamadas "perspectivas financeiras", o quadro orçamental comunitário para sete anos (2014-2020), de onde dimanam os diversos fundos comunitários. É uma evidência que os fundos europeus contribuíram fortemente para o desenvolvimento do País, tendo a sua utilização chegado a ter impacto de cerca de 4% sobre o produto. A negociação dos quatro primeiros "pacotes financeiros" (o actual é o quinto) constituiu sempre uma das tarefas essenciais dos governos, com intensa implicação directa dos primeiros-ministros, pelo que o país não esquece o êxito dos dois "pacotes Delors", da "Agenda 2000" e da negociação feita em 2007 pelo governo Sócrates.
   
A situação financeira em que Portugal vive, com retracção do investimento privado e a escassez de recursos orçamentais, leva a que os fundos comunitários constituam, na prática, o essencial do investimento público disponível para os próximos anos. Se, no passado, uma negociação firme sempre foi considerada fundamental, no momento especial que atravessamos ela teria sido ainda mais importante. Escrevo "teria" porque não foi. Estranhamente, não se viu o primeiro-ministro calcorrear as capitais europeias, como os seus antecessores envolvidos em processos negociais idênticos fizeram, nunca o então ministro dos Negócios estrangeiros deu sinais de estar minimamente mobilizado para o tema, apenas uns secretários de Estado surgiram, na fase terminal da negociação, a tentar rectificar pormenores do que já estava decidido.
   
Tenho uma explicação para o facto das coisas terem sido assim, para o que possa ter sido o "pensamento" estratégico do Governo nesta matéria: "isto vai acabar como a Alemanha quiser.
  
Ora nós precisamos de Berlim para nos dar a mão, no caso do ajustamento correr mal. Por isso, o melhor talvez seja não irritarmos os alemães com grandes reivindicações nos fundos europeus, dos quais nunca iremos tirar mais do que obteremos da posição de bem comportados no cumprimento rigoroso do programa com a ‘troika'. É melhor estarmos quietos!" E estiveram.
  
Assim, sem serem um completo desastre, embora graças a outros, as "perspectivas financeiras" redundaram num pacote português apenas sofrível, disfarçado com a atribuição de uns "cheques separados" para criar uma espécie de ‘trompe l'oeil', logo saudado pelo clube dos eternos beneficiários internos. E o assunto logo morreu, perante a distração do país.
  
E agora? Agora, como se diz na minha terra, o que não tem remédio, remediado está! Mas quer o governo dar um sinal de abertura para o estabelecimento de consensos de regime para os próximos anos? Se sim, deverá propor o estabelecimento de uma estrutura paritária com a oposição para a aplicação dos fundos comunitários até 2020, mas não optando por ser ele a escolher os "seus" socialistas. É assim que se procede noutros civilizados mundos...» [DE]
   
Autor:
 
Francisco Seixas da Costa.
      
 O sevilismo
   
«A austeridade na Grécia faz todos os dias vítimas mortais. Recentemente, houve três pessoas que morreram em virtude de incêndios causados por lhes terem cortado a electricidade. Na verdade, o Estado grego lançou um imposto sobre a propriedade imobiliária que é pago na conta da luz, procedendo ao corte de electricidade quando esse imposto não é pago. As pessoas que não têm condições para pagar o imposto são, assim, sujeitas de repente às brutais temperaturas deste rigoroso Inverno, tentando por isso fazer fogos domésticos, com consequências trágicas.

Mas o governo de Atenas, pressionado pela troika, cria ainda mais impostos que, naturalmente, os seus cidadãos também não irão conseguir pagar. Por esse motivo, a troika diz que está a perder a paciência com a Grécia, exigindo ainda mais austeridade, sem o que não empresta ao país o dinheiro necessário para que ele possa funcionar. É evidente como isto vai acabar e não vai ser nada bonito de se ver. E o pior é que Portugal vai exactamente pelo mesmo caminho.

No entanto, o governo português, em vez de se solidarizar com o povo grego, decidiu, pelo contrário, mandar um secretário de Estado à Grécia para industriar os gregos a seguir, atentos, veneradores e obrigados, as posições alemãs. Já sabíamos que o servilismo e a subserviência em que o país hoje vive não têm paralelo na história de Portugal. Podiam poupar-nos, porém, era a sua exibição lá fora, especialmente em relação a países que estão no mesmo barco que nós.» [i]
   
Autor:

Luís Menezes Leitão.
   
   
 Depois dos estaleiros de Viana a TAP
   
«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considera que a TAP não conseguirá recuperar «sem um processo de privatização», sendo preocupação do governo encontrar uma oportunidade de poder concretizar esse plano.

Em entrevista ao Jornal de Negócios, sublinhou a urgência: «As nossas preocupações nesta altura centram-se em encontrar uma oportunidade de poder concretizar a privatização da TAP, que é um problema sério que nós temos. A companhia visivelmente não conseguirá recuperar nos próximos anos sem um processo de privatização». O Estado não tem condições para aumentar o seu capital e não pode transferir ajudas do Estado.»» [A Bola]
   
Parecer:

Parece que a nova ladainha que justifica todas as golpadas são as ajudas do Estado, o falso argumento já foi usado para o estranho negócio dos estaleiros. Agora parece estar a ser usado para vender a TAP.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Preparemo-nos para mais um negócio que suscitará muitas dúvidas.»
     

   
   
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