sábado, dezembro 21, 2013

Queimar Portas no madeiro de Penamacor?

Agora que tudo estava a correr bem à direita e até Cavaco Silva já sonhava de novo com a possibilidade de converter o PS na ala liberal do PSD eis que surgem novos sinais de crise no horizonte. Nos bastidores do PSD não se perde tempo e às redacções dos jornais já foram dadas dicas sobre o grande responsável o irrevogável Paulo Portas.

Ao que parece Portas partilhava com este humilde Jumento os sentimentos menos simpáticos em elação ao Rosalino, o ajudante de campo que Gaspar trouxe com ele do Bdp para reestruturar o banco central de forma a que este ficasse de fora da sua própria austeridade. 

Ao que dizem as más-línguas do PSD foi Portas que mandou a dica da minis remodelação e de uma assentada o líder do CDS livra-se de três secretários de Estado com que não simpatizava, o Rosalino, um engenheiro da Justiça e um outro do CDS que se recusou a acompanha Portas na sua demissão irrevogável.
Como se isso fosse pouco os jornais já falam de um conflito na coligação, mal passaram pouco mais de 24 horas do chumbo no TC e já se diz que Portas discorda de Passos. Portas defende uma solução fiscal enquanto Passos prefere insistir na chantagem sobre o TC.

Se calhar o Seguro é que tem razão, este governo é tão mau que cai sem que lhe seja feita qualquer oposição. Enquanto o país vai comendo o bolo-rei cheio de favas o lide do PS em vez de fazer a árvore de Natal opta por renovar o Facebook onde nos vais explicar a tradição do madeiro no Natal de Penamacor
Será que no madeiro de Penamacor se vai queimar o Portas pensando que o líder do PS é feito de contraplacado?

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Flores de uma rua de Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Pedro Passos Coelho

Parece que Passos Coelho não desiste da chantagem sobre o TC, não aprendeu nada com o chumbo.

«Falando numa conferência de imprensa no final de um Conselho Europeu, Pedro Passos Coelho escusou-se a comprometer-se com datas para a apresentação da medida alternativa, mas disse que o Governo trabalhará para encontrar, "tão rapidamente quanto possível", uma solução "que seja viável e eficaz" para ultrapassar o "clima de incerteza" gerado pela decisão do tribunal.

"Apesar desta decisão do Tribunal Constitucional não permitir a medida de convergência de pensões, parece-nos claramente que o acórdão revela que não é inconstitucional reduzir o valor das pensões em pagamento, embora num contexto de reforma mais geral e reunidas certas condições", considerou o primeiro-ministro, no dia seguinte ao anúncio do tribunal.» [DN]

 O plano B


Já se percebeu qual era o plano B de Passos Coelho para um eventual chumbo do corte de pensões, a táctica do governo é evidente,adopta as medidas e espera que o acórdão do Tribunal Constitucional indique a forma que a medida deve apresentar para que seja constitucional. É a estratégia do atirar barro à parede,o governo goza com o Tribunal e com os portugueses.
   
      
 Pensão nisso?
   
«Qual o presente para quem sugerir uma medida socialmente justa que corta mil milhões na despesa do OE 2014, permitindo, na ótica austeritária do Governo, compensar o chumbo constitucional de ontem (e ainda uma boa parte do mais que provável ao corte dos salários dos funcionários públicos) e, na da esquerda, libertar recursos para quem deles realmente precisa?

Vejamos: 388 milhões era quanto valia a "convergência", cortando pensões do regime contributivo - para as quais as pessoas descontaram, portanto. E se cortássemos prestações do regime não contributivo? Não, não estou a falar do RSI e do complemento solidário para idosos, duas medidas amplamente elogiadas, em estudos nacionais e internacionais, pelo seu efeito na efetiva redução da pobreza - e que, por serem de génese socialista, o Executivo se tem deliciado a destruir. Falo da menina dos olhos de Portas e Mota Soares: a pensão mínima, prestação não contributiva que corresponde à diferença que o Estado paga entre aquilo a que os seus beneficiários teriam direito pelos descontos feitos e um "patamar mínimo de rendimento", fixado administrativamente. Mas, ao contrário do que se passa com o RSI e o CSI, não se exige prova de que o recipiente precisa desse valor. Que corresponde, anualmente, a mais de três mil milhões de euros.

"Ai coitadinhos dos pobres velhinhos", está a pensar. Idosos serão - como aqueles a quem a convergência cortaria as pensões. Mas pobres? Um estudo de 2001 garante que só 31,25% o serão. Imponha-se, como condição para receber o tal "acrescento", a prova de recursos e a poupança facilmente ultrapassa mil milhões.

Vemos, porém, suceder exatamente o contrário, com aumentos das pensões mínimas em 2012, 2013 e também no OE 2014 - diminutos para cada beneficiário e dizendo apenas respeito às pensões mais baixas desse universo, mas correspondendo no total a muitos milhões de euros. E se a obstinação irrealista do Governo já não surpreende ninguém, na oposição - à exceção de intervenções isoladas dos socialistas Vieira da Silva e Pedro Marques, que ao atreverem-se a aventar a condição de recursos nas pensões mínimas foram fustigados com guincharia do PSD e CDS por "insensibilidade social" (mesmo se o democrata-cristão Bagão Félix já defendeu o mesmo) - ninguém parece pugnar por repartir mais racionalmente esses recursos do Estado. Aliás, por algum motivo o PSD e o PP repetem há três anos a rábula do "abominável congelamento das pensões mínimas pelo Governo Sócrates": pega. Afrontar essa demagogia infrene requer a coragem de colocar o interesse geral acima de contabilidades eleitorais e concursos de simpatia. Ser de esquerda a sério, não só de bandeira e punho erguido.

E eis-nos de volta ao presente que mais queria encontrar no sapatinho: uma oposição capaz.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.
      
 Plno B:o goeno vai fazer de advogadas!
   
«Neste Governo, minirremodelação é pleonasmo. Ninguém espera que saia grande coisa de um buraquito. Mas anunciada uma mini junto ao chumbo do Tribunal Constitucional parece termos um grande problema. Calma: há um plano B! Embora este seja outro pleonasmo: com este Governo, o plano é sempre B, deve saltar-se o A. Nos Conselhos de Ministros, quando um ministro diz "chefe, tenho uma ideia!", Passos Coelho devia dizer: "Deixa cair essa, diz-me lá a seguinte." É, o nosso sonho era ter um Governo q.b., de medida certa, mas calhou-nos um Governo Pb, símbolo de plumbum, chumbo. O chumbo é um metal tóxico, pesado e maleável. Confere. E mau condutor de eletricidade (olha, vender a EDP deve ter sido a sua única medida certa...) Enfim, este é um Governo chumbado a zagalote do TC, mas, felizmente, há um plano B: fazer um vídeo. O enredo já meio Portugal conhece, há só que mudar as personagens. Aparece uma ministra que tenhamos loura, de passada firme pelos passeios de Lisboa, enquanto se ouve uma voz ao fundo: "Maria Luís Albuquerque e Associados é hoje uma boutique vocacionada para a recuperação de impostos." Entretanto, vão aparecendo um a um os morenos do seu escritório. Passos Coelho no Terreiro do Paço, de cabelos esvoaçantes (há que fazer, rápido, o vídeo...), Paulo Portas a entrar para um táxi, Aguiar-Branco numa arcada... No fim, todos os morenos à volta da loura. E a voz-off: "Os resultados obtidos falam por nós." Oh quanto!» [DE]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.
      
 Inquérito para lamentar
   
«O inquérito parlamentar ao caso dos contratos “swap” acabou da pior maneira possível, com um relatório final grosseiramente tendencioso apresentado pela deputada Marques Mendes, do PSD.

Revelando as suas motivações politiqueiras, tratou de omitir os factos que não lhe convinham e carregou nas cores de tudo o que lhe pareceu servir para o combate partidário. O resultado é um documento inútil e ferido de morte na credibilidade de todas as suas conclusões políticas, quer quando defende a actual ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, quer quando ataca o ex-Secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Costa Pina.

O que nasce torto, já se sabe, tarde ou nunca se endireita. Foi o que aconteceu com este inquérito parlamentar. Em vez de tratar com seriedade o problema real dos contratos "swap" celebrados (no uso da sua autonomia) pelos gestores de várias empresas públicas, de modo a perceber e avaliar, com isenção e rigor, os procedimentos que foram seguidos e as decisões de gestão que em cada momento e em cada caso foram tomadas, desde o início que o Governo preferiu converter este assunto numa arma de arremesso na luta política. 

Maria Luís Albuquerque, ela própria responsável pela celebração de contratos "swap" na REFER, assumiu a liderança desta operação e anunciou a ofensiva política, recorde-se, numa conferência de imprensa marcada para a hora de abertura dos telejornais, ao mesmo tempo que decorria a sessão de abertura do último congresso do PS. Desde então, esforçou-se por torcer os factos de modo a procurar transferir para o governo socialista as responsabilidades que bem sabia serem de quem, num determinado contexto financeiro, negociou e subscreveu cada um daqueles contratos: os administradores das empresas. E não olhou a meios: inventou que o governo anterior não tinha dado nenhuma informação sobre o assunto na passagem de pasta; omitiu os dados e os relatórios detalhados que prontamente recebeu dos serviços depois de tomar posse; escondeu que durante o longo período da sua inacção (já depois de ter centralizado a gestão dos contratos) as perdas potenciais com os contratos "swap" mais do que duplicaram (!) e manteve como segredo bem guardado, enquanto lhe foi possível, que afinal também havia contratos "swap" celebrados na vigência do governo anterior com resultados positivos (o que só revelou quanto teve de explicar que tinha compensado com esses ganhos as perdas assumidas no cancelamento dos contratos com prejuízos potenciais).

Só que à medida que a ministra das Finanças ia sendo desmentida - e o País inteiro sabe que o foi, conste ou não conste do relatório da deputada Marques Mendes - toda a operação política montada pelo Governo e pelos partidos da maioria foi também desmascarada. O padrão de comportamento da ministra das Finanças prova que a intenção nunca foi apurar a verdade ou determinar os verdadeiros responsáveis mas apenas atingir, ainda que a despropósito, o anterior governo do Partido Socialista - mesmo que para isso fosse preciso mentir.

Não se pense, por isso, que o relatório é tendencioso quando absolve Maria Luís Albuquerque mas é exemplarmente isento quando acusa Costa Pina: é todo o Relatório que está viciado pela ostensiva manipulação política dos factos que o orienta. A verdade que nenhuma manipulação política pode apagar é que a instrução fundamental que o então Secretário de Estado Costa Pina dirigiu aos gestores das empresas públicas, logo em 2009, foi feita por escrito (Despacho nº 101/09, de 30 de Janeiro) e vai expressamente no sentido da "contratação CRITERIOSA de instrumentos de gestão de cobertura de riscos". A partir daí, a confusão de planos entre o nível político governamental e a responsabilidade incontornável da administração das empresas e dos seus sistemas de controlo destina-se apenas a servir um certo estilo deplorável de luta partidária. 

Seja como for, haverá sempre, nesta matéria, pelo menos uma diferença entre as responsabilidades de Costa Pina e de Maria Luís Albuquerque: só um deles é que alguma vez negociou e contratou contratos "swap". E não foi Costa Pina.» [DE]
   
Autor:

Pedro Silva Pereira.
      
 A bomba atómica veio do Tribunal
   
«Um governo que é contra a Constituição pode governar? Pode, mas dá imenso trabalho a toda a gente. Foi o que voltou a acontecer ontem com o previsível chumbo da lei das pensões que o tribunal "político" da Rua do Século acabou por decidir por unanimidade. Ao invocar o "princípio de confiança" - que tem sido desmanchado a torto e a direito no espaço público desde a entrada da troika -, o

Tribunal, esse sim, mostra que apesar de tudo há linhas vermelhas. Assaltar velhinhas com uma lei armadilhada não é um programa.

Esta decisão deu imenso trabalho a muita gente, muito para além das horas de trabalho dos juízes do Tribunal (e dos assessores jurídicos da Presidência da República). Nas vésperas da decisão foi montado um duro trabalho de cerco ao Tribunal realizado pelo governo em coligação com as "instâncias internacionais", vulgo "os nossos credores". Não houve ave rara que não se tivesse pronunciado sobre o cataclismo que se seguiria a uma decisão negativa do Tribunal Constitucional. Perante a dimensão homérica do cerco, as declarações dos responsáveis do PSD e do CDS feitas ontem à noite depois de conhecida a decisão do TC quase pareceram moderadas.

O problema do princípio da confiança - agora invocado pelo Tribunal Constitucional - é que tem sido violado sistematicamente pelas instituições desde que passámos a ser, como diz o vice-primeiro-ministro, "um protectorado". O próprio Tribunal Constitucional não deixou de violar esse princípio da confiança quando chegou a viabilizar o Orçamento que retirou os subsídios da função pública em nome das difíceis condições que o país vivia. Foi um momento que o governo sonhou que o tribunal repetisse: o Tribunal Constitucional aceitaria coisas inconstitucionais em nome dos "nossos credores" ou do défice, da troika ou da nossa permanência no euro. O TC decidiu não repetir o erro e não violar o princípio na sua própria "confiança" à luz da Constituição. Mas - mesmo não se sendo contra a Constituição, como o é a maioria dos governantes - há aqui um problema. A nossa Constituição é compatível com as alucinadas exigências dos "nossos credores"? A nossa Constituição é compatível com a transferência de decisões nacionais para o eixo Bruxelas-Berlim?» [i]
   
Autor:

Ana Sá Lopes.
   
   
 A múmia dos pentelhos ressuscitou
   
«O ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga defende que a situação de emergência financeira em que o país se encontra deve levar o Governo a adoptar "soluções de emergência" e que, depois do chumbo do Constitucional, Cavaco Silva só tem um caminho que é o de promulgar o Orçamento do Estado.

"Numa situação de emergência financeira o Governo tem de adoptar soluções de emergência", disse ao Económico Eduardo Catroga, numa reacção ao chumbo do Tribunal Constitucional ao corte nas pensões pagas pelo Estado.

Para o ex-ministro das Finanças, o Governo pode agora seguir um de três caminhos: "uma redução geral das pensões, que seria cega e temporária" - uma solução que considera estar implícita na decisão do TC -; "um aumento de impostos"; ou um "caminho misto".» [DE]
   
Parecer:

Agora a chantagem é sobe Cavaco Silva.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
  
 Vital Moreira vai aderir ao PSD
   
«O constitucionalista e eurodeputado do PS Vital Moreira critica a decisão do Constitucional sobre a convergência dos sistemas de pensões e defende que “a tese” dos juízes é “pelo menos desproporcionada”. “A ideia de que a redução de 10% de uma pensão pode afectar gravemente os planos de vida de uma pessoa, mesmo que se trate de valores elevados (no sector público há muitas pensões acima de 5000 euros) e mesmo que o titular tenha outros rendimentos (o Tribunal Constitucional não fez excepções nem qualificações), é uma tese pelo menos desproporcionada”, escreve no seu blogue o constitucionalista.

Depois de o PS se ter congratulado com a decisão do Tribunal Constitucional, o eurodeputado socialista escreve que “os que contavam com algum alívio fiscal depois da crise podem desiludir-se”. “Em matéria de nível da carga fiscal não há protecção da confiança…”, afirma o eurodeputado do PS.

Vital considera que “o excesso de segurança para alguns traduz-se num défice de equidade para os demais”. E lamenta que o Constitucional tenha o entendimento de que “as prestações públicas conferidas por lei se tornam constitucionalmente intocáveis, mesmo que isso se traduza numa manifesta desigualdade, não só em relação aos que beneficiam de prestações de valor menor em igualdade de circunstâncias, mas também em relação aos que no futuro venham a aceder às mesmas prestações”.» [i]
   
Parecer:

Sem comentários.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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sexta-feira, dezembro 20, 2013

E ninguém lhe tira a carta?

Portugal é um país curioso, por cá há mais receio de violar o Código da Estrada do que violar uma qualquer norma constitucional, ainda por cima qualquer automobilista tem mais receio de um soldado da GNR do que o que Passos tem de Cavaco Silva em relação às sucessivas violações desse código da vivência em democracia que é a constituição de um país.

Pior ainda, enquanto em relação ao Código da Estrada todas as boas almas apelam ao respeito das regras, à condução cuidadosa e ao respeito pelos outros, no caso da Constituição assiste-se a uma histeria de apelos à violação das normas constitucionais, não houve dia nas últimas semanas em que não aparecesse um qualquer idiota a berrar “violem, violem a constituição!”.
  
Até Durão Barroso que ultimamente anda por Bruxelas a dizer “agarrem-se senão não me recandidato ao lugar” (parece que é mais difícil enfiar o barrete aos europeus pela terceira vez do que trair o António Vitorino) veio sugerir aos juízes constitucional que os portugueses iriam pagar com língua de palmo o facto de o país ter uma Constituição com princípios como a igualdade, princípios que um imbecil conhecido como adiantado mental foi dizer aos gringos que forram decalcados das obras completas de Pol Pot.
  
Um estrangeiro, que por acaso é português e deve a Portugal o tacho em que enriqueceu, dizer a um país que se não engolir a sopa leva tatau, é a mesma coisa que sugerir ao cabo da GNR que nos vai multar que a mulher está em casa em modernices e até anda a fumar na cama. O cabo da GNR não só nos dava umas cacetadas como ainda nos acusava de ofensas à autoridade. Quem faz chantagem sobre os juízes do Constitucional continua no tacho e como vai ser recorrido ainda se lembra de querer viver no Palácio de Belém.
  
As violações das regras constitucionais que de forma repetida Passos Coelho tem cometido é bem pior do que estacionar o carro em local proibido, é não respeitar traços contínuos, andar ao contrário na autoestrada, desrespeitar os limites da velocidade e por vezes até se fica com a sensação de que o homem até governa “bêbado”.
  
Qualquer GNR já o tinha mandado encostar o carro obrigando-o a ir a pé para casa e com tanta infracção grave é certo de que ficaria sem carta. Mas com o GNR que temos em Belém, um guarda da Constituição que fecha os olhos a todas as infracções, Passos Coelho pode continuar a conduzir desrespeitando o Código da Estrada sem que lhe tirem a carta. 
 Com condutores como Passos Coelho e guardas como Cavaco Silva o melhor é andarmos a pé.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Cacilheiro
  
 Jumento do dia
    
Subi Lall

O que mais irrita nestes técnicos medianos que a troika manda a Portugal é comportarem-se como se estivessem num país de atrasados mentais, falam como se este fosse um país de idiotas que lhes foi entregue para cuidar.Subi Lall, o terceiro imbecil que o FMI mandou para Portugal, não é propriamente um candidato a Nobel, é um economista situado na mediania que não consegue distinguir entre Portugal e o Burkina Faso e é por isso que fala do país como se fosse a sua quinta.

Este senhor parece desconhecer que o país interrompeu mais reformas necessárias ao seu futuro do que as que o FMI introduziu e que nos últimos anos modernizou mais o Estado do que o sugerido pelo FMI. Se este senhor fosse honesto diria que aprendeu algumas coisas com o Estado Português, coisas que vai usar para fazer brilharetes noutros países.

«"As transformações de que a economia precisa vão ter de continuar durante mais 10 ou 15 anos e terão de ser postas em prática pelos portugueses", alerta o chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) na troika, Subir Lall, em entrevista ao Financial Times.
  
"Mudar a forma como a economia reage e ultrapassar a inércia requer um esforço contínuo e terá de ser feito independentemente do partido político no poder", insistiu Lall.» [DN]

 
 Abrantes: restaurante em busca de novo dono

Informação a pedido de um visitante d'O Jumento:

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Mais informação no Facebook.
 
 30 dinheiros

É quanto alguns professores recebem para chumbar colegas.

 Para desenjoarem do Marcontónio

 
 Que vá com Deus

O Rosalino já fez o que o Gaspar lhe tinha pedido,alterou os estatutos do BdP para o blindar face à austeridade. Agora pode regressar ao BdP com o estatuto de herói onde o sr. Costa lhe dará uma promoção.

Não desejo mal nenhum a esta criatura, apenas lhe rogo uma praga de Monte Gordo "havias de ter uma dor de barriga tão grande, tão grande, que quanto mais corresses mais doesse, quanto mais doesse mais corresses e quando parasses rebentasses"!
 
 Inconstitucional

Seguindo o raciocínio de um conhecido adiantado mental a célula comunista do Tribunal Constitucional apoiou-se na constituição comuna de 1975 para declarar a igualdade entre os cotas como inconstitucional.

 Mais uma inconstitucionalidade

Se a Constituição fosse o Código da Estrada há muito que Passos Coelho tinha ficado sem carta.
   

  

 Argumentação bolorenta
   
«O ministro da Presidência considerou hoje que nenhum pai pode ficar sossegado com as cenas da prova de avaliação dos professores contratados de quarta-feira temendo que quem as protagonizou possa ser professor de um filho seu.
  
"Foi uma péssima imagem que foi passada para a escola pública e espero que os próprios tenham consciência da péssima imagem que transmitiram. Não há nenhum pai que possa ficar sossegado se achar que alguma daquelas pessoas com as cenas a que assistimos ontem [quarta-feira] na televisão possa ser professor de um filho seu", declarou Luís Marques Guedes, na conferência de imprensa sobre as conclusões do Conselho de Ministros.

Sem especificar a que situações se estava a referir, o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares referiu não saber ao certo se foram protagonizadas "por professores, se por delegados sindicais", acrescentando: "Não tenho esse conhecimento exato, mas foi dada uma imagem muitíssimo negativa principalmente para a escola pública".» [DN]
   
Parecer:

Os defensores do país pobre mas lavadinho. Estes rapazolas do cavaquismo roubaram o país com o BPN e agora dão lições de boas maneiras.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se com desprezo.»
   
 Os mascarados
   
«"Com este acordo cai a máscara ao PS. Durante semanas, insurgiu-se publicamente contra esta reforma e as medidas que ela continha, dizendo que era inaceitável, com a manutenção do saque fiscal em sede de IRS, a redução dos salários, pensões e prestações sociais. Que era inadmissível que o Governo viesse reduzir o imposto cobrado às grandes empresas", afirmou, nos Passos Perdidos do Parlamento.

O líder do maior partido da oposição, António José Seguro, e a coligação do Governo, liderado por Passos Coelho e Paulo Portas, chegaram na quarta-feira a um entendimento sobre a proposta de lei de reforma do IRC, criando um escalão reduzido de IRC para empresas com lucros mais baixos.» [DN]
   
Parecer:

Pois,e em Loures qual foi amásara usada pelo Bernardino, o grande admirador da Coreia do Norte.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao deputado do PCP se no próximo Carnaval vai organizar um baile de máscaras com os seus autarcas aliados à dieita..»
   
   
 Mais ajuda alimentar para Portugal
   
«O Conselho de Ministros aprovou hoje uma autorização de despesa até 10 milhões de euros, ao Instituto de Segurança Social, para aquisição de bens alimentares, no âmbito do futuro Programa Operacional Fundo Europeu de Auxílio aos Carenciados (2014-2020).

O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social revelou, na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, que Portugal conseguiu um aumento da verba no novo programa europeu de assistência alimentar aos carenciados numa negociação “longa e muito difícil”, que foi concluída na semana passada em Bruxelas.

Era uma negociação “extremamente importante para Portugal”, afirmou Pedro Mota Soares.» [i]
   
Parecer:

E o ministro apresenta este brilhante resultado, mais ajuda alimentar para o país, como um grane feito pessoal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
   
 Cavaco descobriu as virtudes do parlamento
   
«O Presidente da República fez hoje votos para que a construção de pontes de entendimento no parlamento seja "frutuosa e benéfica" e pediu uma "atenção muito particular" aos mais vulneráveis e frágeis.

"Os órgãos de soberania não podem deixar de prestar uma atenção muito particular àqueles que são os mais vulneráveis, os mais frágeis da nossa sociedade, onde se encontram naturalmente aqueles que não têm emprego", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, na sessão de apresentação de cumprimentos de Boas Festas da Assembleia da República, que decorreu no Palácio de Belém.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Dantes promovia negociações secretas vigiadas pelo seus emissários.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se com dó da personagem.»
     

   
   
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quinta-feira, dezembro 19, 2013

2014

2014 será o ano de todas as mentiras, o Governo vai apregoar o sucesso das suas opções de política económica ainda que o país se assemelhe cada vez mais a um cemitério empresarial, Bruxelas vai ter de inventar uma fórmula que permita limpar a honra dos responsáveis da Comissão e do BCE, quanto ao FMI há muito que anda a admitir os seus erros preparando-se para um cenário de conflito. Nem os ocupantes estrangeiros nem os cônsules locais vão querer assumir responsabilidades.
  
O OE para 2014 é o instrumento que permitirá aos responsáveis pelo falhanço ilibar-se dessas responsabilidades, duplica-se a dose da austeridade mas poupa-se o sector privado. Para salvar os responsáveis pelo falhanço das experiências feitas em Portugal leva-se à miséria aqueles de cujo voto se desconfia. Começou-se por se acusar os portugueses de consumirem demais, acaba-se culpando os funcionários públicos de todos os males.
..
Mais para iludir a verdade do que pelo sucesso das políticas, o caso português vai ser declarado um grande êxito por aqueles que durante três anos sujeitaram o país a uma experiência que em termos económicos é o equivalente às experiências de Josef Mengele no campo de Aushwitz. Os responsáveis por centenas de milhares de desempregados, pela destruição de uma parte das empresas, pela destruição do ensino público, pela emigração forçada de uma geração de jovens, nunca assumirão as suas responsabilidades. 
  
O pós troika não é mais do que mais um resgate disfarçado de outra coisa qualquer, um resgate concedido a troco de mais cinco ou seis anos de austeridade. O pós troika é uma mentira e mais não é do que um período em que o governo se comportará como se fosse ele próprio a troika. 
  
No primeiro semestre de 2014 prepara-se o segundo resgate disfarçado, mais trinta ou quarenta mil milhões e mais cinco ou seis anos de austeridade brutal. O governo vai negociar o resgate sem a participação de outros partidos e no total segredo, isto se Cavaco Silva não conseguir transformar o PS em ala liberal do grupo formado pela troika e pelos seus apoiantes locais, governo e Belém.
  
No segundo semestre Cavaco vai concluir que as medidas do segundo resgate devem ser discutidas pelo país e a melhor forma de fazê-lo é legitimando o governo que as executará com novas eleições legislativa. Até lá Cavaco defenderá que a legislatura irá até ao fim, adormecendo a oposição interna do PS a José Seguro. Depois convoca eleições e assegurando-se de que Seguro será o candidato do PS a primeiro-ministro.
  
A única hipótese de a direita continuar a governar em São Bento e em Belém é indo a eleições em cima do segundo resgate e com Seguro como líder. Cavaco nunca se arriscará a que quase no fim do seu mandato seja forçado a dar posse ao governo que ele próprio ajudou a derrubar no início do mandato. Cavaco começa a habituar-se a ser humilhado, mas isso seria demais para o pobre senhor.
 
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Flor da Ameixoeira, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Nuno Crato, presumível ministro da Educação

O mínimo que se pode dizer da prova de avaliação é que o ministério anda a gozar com o país, até apetece perguntar se o ministério tem a certeza de que eles sabem falar.Enfim, este ministro deve estar deve estar convencido de que para ser professor do ensino público bastava ter um diploma  da quarta classe.

«Itens 5 e 6
Uma escola pretende atribuir professores de cinco disciplinas a uma das turmas do 6.º ano. Uma turma do 6.º ano tem, no seu horário semanal, seis tempos lectivos de Português (PORT), 6 de Matemática (MAT), 3 de Ciências Naturais (CN), 3 de História e Geografia de Portugal (HGP) e 3 de Inglês (ING).

A tabela que se segue mostra a disponibilidade de cinco professores, relativamente ao número de tempos letivos, e as disciplinas que podem lecionar

Professor (a)N.º de tempos lectivosDisciplinas
Ana6PORT e HGP
Henrique6MAT e CN
Maria6PORT, HGP e ING
Pedro6MAT e CN
Teresa6ING e PORT

5. Qual é o número mínimo de professores que permite garantir o horário da turma?
(A) Cinco       (B) Quatro     (C) Três        (D) Dois

6. A equipa dos horários pretende que cada um dos cinco professores fique com três tempos letivos disponíveis para outras atividades. Qual das opções que se seguem permite assegurar essas condições?

(A) Maria leciona Português e Henrique leciona Matemática.
(B) Maria leciona Português e Pedro leciona Matemática.
(C) Teresa leciona Português e Henrique leciona Matemática.
(D) Teresa leciona Português e Pedro lecciona Matemática.            » [i]

 
 Os novos candidatos a professores

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Digamos que a escola voltou ao tempo da menina dos cinco olhos...
 
 Será mesmo um escritório de advocacia?


Ou será um anúncio da Apple?

As raparigas são todas cremosas e clientes de gadgets da Apple.

 Pobre senhora

Para explicar a sua concordância com o exame de acesso à carreira imposto a professore que já o são há menos de cinco anos a jornalista Graça Franco deu um exemplo brilhante, dizia ela que um engenheiro de pontes pode ser um brilhante engenheiro de pontes mas seia um péssimo professor de português, já que a licenciatura serve de habilitação.

Fiamos sem saber se estamos perante falta e conhecimentos ou de honestidade intelectual já que o exemplo assenta numa mentira.Mas é assim que os nossos jornalistas esclarecem os portugueses, inventando mentiras para servirem de exemplo às suas opiniões menos honestas ou de duvidosa competência.

   
   
 Mais um programa de rescisões
   
«A proposta do valor a pagar está hoje a ser apresentada aos sindicados, tendo Ana Avoila, da Frente Comum esclarecido que este montante será pago aos trabalhadores com menos de 50 anos. Se estiverem disponíveis para aceitar uma rescisão trabalhadores entre os 50 e 60 anos a compensação desce para 1 salário por cada ano de serviço ao Estado. 

Se se mantiver assim, este programa será menos bem pago que aquele que se dirigiu aos funcionários menos qualificados. No programa que terminou a 30 de novembro, o governo propôs entregar aos funcionários com menos de 50 anos uma compensação de 1,5 salários efectivos (incluindo suplementos) por cada ano de trabalho. Já os funcionários com idade entre 50 e 54 anos tiveram direito a 1,25 salários por cada ano de serviço e os que tinham entre 55 e 59 anos foi oferecido um salário por cada ano.

A representante da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública considera que este programa é mal pago e detalhou que nem todos os funcionários entram. De fora estão os médicos e enfermeiros, todos os trabalhadores da administração local do Estado e ainda os funcionários da Autoridade Tributária.» [DN]
   
Parecer:

A antecâmara dos despedimentos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Um governador do BdP com medo do jornais
   
«Isabel Horta Correia, quadro do Banco de Portugal desde 1990, foi escolhida para liderar o Departamento de Estudos Económicos do supervisor. Foi uma escolha da administração e não foi a concurso.

O Expresso sabe que a opção pela economista Isabel Horta Correia foi aprovada ontem, depois de no final da semana passada o Banco de Portugal ter comunicado que o concurso para o Director do Departamento de Estudos Económicos tinha sido "encerrado". Alegava não se ter encontrado ninguém que reunisse "a combinação de atributos necessária para assegurar o padrão de liderança e de gestão de equipas" e que "garantisse a prossecução de um mais ambicioso posicionamento estratégico do departamento nos planos analítico e institucional". O encerramento do concurso criou polémica.

Mário Centeno, adjunto da anterior directora do Departamento de Estudos, será consultor da administração do Banco de Portugal, e irá trabalhar diretamente como o governador, Carlos Costa. Mário Centeno concorreu ao cargo de director do Departamento de Estudos Económicos, mas não foi escolhido. Há já alguns meses que Mário Centeno dava a cara pelo Departamento de Estudos Económicos, um organismo relevante tendo que faz as previsões económicas do país.» [Expresso]
   
Parecer:

Parece que o governador receou as notícias.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Normal e expectável
   
«Pedro Passos Coelho considerou, na semana passada, que "seria natural" que o PSD e o CDS se apresentem juntos ao eleitorado nas legislativas de 2015. "Pode acontecer. Não seria um facto que causasse estranheza", disse Passos na entrevista à TSF e à TVI. Paulo Portas pensa o contrário: o "normal e expectável" é que os dois partidos se apresentem separados - e assume-o na moção de estratégia que vai levar ao congresso do CDS, em janeiro.

Sem se comprometer com uma decisão definitiva a ano e meio da data previsível para as eleições, Portas escreve, porém, que "neste momento" o "normal e expectável, em eleições legislativas, é cada partido apresentar-se autonomamente." Mas deixa uma ressalva: "Havendo um Governo de coligação, razões muito fundamentadas podem justificar a formação de alianças, que podem revestir diversas fórmulas" - uma fórmula suficientemente vaga e cautelosa para permitir qualquer possibilidade, até mesmo qualquer possibilidade de entendimento que não passe por uma coligação formal.» [Expresso]
   
Parecer:

Muito provavelmente o normal e expectável vale tanto como o irrevogável.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
   
 Já não estamos em 1640
   
«“Estamos na recta final do programa de ajuda externa, que termina no dia 17 de Maio, ou seja, daqui a cinco meses, e é importante valorizar os aspectos positivos que se podem coleccionar e que nos fazem acreditar que a recta final será bem sucedida e que podemos olhar para o futuro com confiança”, afirmou o primeiro-ministro.

Passos comparou a crise que marcou 2011 com a que assolou Portugal entre 1883 e 1885 e afirmou que “a resposta que hoje obtivemos foi mais positiva do que aquela que se fez sentir nessa altura”.

O líder político declarou que, “em termos reais, o valor das prestações caiu mais nessa altura do que agora, sendo que em 2011 pedimos 40% de financiamento ao estrangeiro. Na crise de 1883 pedimos apenas 5%”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

è uma pena, se estivéssemos em 1640 mandaríamos um pela janela.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-e.»
   
 E vão três
   
«Na tradicional troca de cumprimentos de ‘Boas Festas’ entre a Presidência da República e o Governo, Cavaco Silva disse esperar que 2014 “confirme o sinal positivo da economia” e que seja um “ano de inversão de tendência”. No seu discurso, o Presidente da República apelou ainda a uma maior compreensão às “exigências fortes” impostas àqueles que têm que governar.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Cavaco já prometeu crescimento em 2012,em 2013 e agora promete crescimento em 2014.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sejamos condescendentes com o pobre professor que não precebe nada desses termos em inglês.»
     

   
   
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