sábado, dezembro 28, 2013

Mensagem de Natal atrasada e para atrasados

Portugueses,


Estes têm sido anos difíceis, tão difíceis que nem o primeiro-ministro deu prendas aos portugueses e até no Palácio de Belém a família presidencial se ficou pelos figos torrados que lhes mandaram de Boliqueime, para nem falar dos funcionários do Ministério das Agricultura que foram obrigado a deixar de usar gravata nos meses de Verão.  Mas graças aos milagres da Santinha da Horta Seca e às rezas de devotos como o Irrevogável Portas tudo está a mudar e já se sentem amanheceres radiosos.
 
Graças ao corte de quatro feriados, à proibição da presença de funcionários públicos em corsos carnavalescos na Terça-feira Gorda e à facilitação dos despedimentos, já se sente a criação de empregos em barda. Nunca foi criado tanto emprego para jovens qualificados, os tais jovens à rasca que ainda há dois anos eram estimulados a manifestarem-se na rua por Cavaco Silva, mais de 120.00 jovens portugueses tiveram empregos qualificados, com direitos laborais e remunerados acima da média, uns em Paris, outros em Hamburgo, alguns em Londres, nunca foram criados tantos empregos em tão pouco tempo para a nossa juventude.
 
Os portugueses estão mais saudáveis, muitos deixaram de fumar ou fumam muito menos, deixaram de comer carne de vaca para passar a alimentar-se à base de couves galegas ou de canjas feitas com moelas e asinhas de frango, estão com os ossos mais rijos por terem deixado de tomar banho com água quente e até dormem mais horas pois muitos deixaram de ter o péssimo hábito de ter a televisão ligada. Além a da simpatia os que nos visitam levam a imagem de um povo elegante, quase tão elegante como os cubanos.

Os investidores estrangeiros fazem fila em Vilar Formosos, os balcões da SEF não têm mãos a medir com os chineses que solicitam um passaporte dourado, Até a Santinha da Horta Seca teve de se deixar de aparições em Nova Iorque ou em Londres por falta de tempo para atender os peregrinos que se dirigem ao Chiado em sua procura, carregados de sacos de dólares para cumprir as suas promessas de investimento em Portugal. Os funcionários públicos estão felizes por nãio terem que ir tão cedo para aturar os filhos em casa, nos tribunais os magistrados fazem apostas sobre o dia em que vaio haver um processo para juilgar.
 

O progresso chegou ao país e o país vai chegar aos mercados, Cavaco lá mais para o Verão chegará de férias à Quinta da Coelha, 2014 será o primeiro dos muitos melhores anos que Portugal terá, tudo graças ao que Passos Coelho aprendeu com Ângelo Correia, à política económica de Gaspar e ao pensamento político do Maduro.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Évora
  
 Jumento do dia
    
Rui Machete


Um ministro de um governo que Portugal não reconhece, de um país transformado num narco Estado e que ao que parece agora se dedica ao negócio dos refugiados sírios, dá-se ao luxo de vir a Lisboa e armar-se em vedeta, organizando várias entrevistas onde desfaz o ministro dos Negócios Estrangeiros.

«"É uma expressão infeliz. Tal como foram infelizes as declarações de Machete, recentemente, em relação a Angola", afirmou hoje ao Expresso ministro da Presidência da Guiné Fernando Vaz, que se encontra em Lisboa.

O ministro guineense ataca assim as declarações recentes do ministro dos Negócios Estrangeiro, Rui Machete, que esta semana considerou "inaceitável" o embarque forçado dos 74 refugiados, alegadamente de nacionalidade síria, no avião da TAP, dia 10, do aeroporto de Bissau em direção a Lisboa. » [Expresso]

 
 Esta moça é um verdadeiro modelo de generosidade

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 The Farne Islands counts its Puffins and other seabirds (Boston.com)

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 Passos natais passado
   
«Em 2010, na oposição, Passos garante que, devido à crise, lá em casa só haverá presente para "a mais nova". "Foi um ano muito duro", diz no vídeo de Natal. "Pelo desemprego, pelo aumento dos impostos, na redução dos salários, na quebra do investimento. Enfim, é um período de grande tensão e de incertezas tanto para os mais jovens como para os menos jovens." Com o IVA a aumentar um ponto percentual nos três escalões e o IRS a subir para todos com um novo escalão de 45% acima dos 150 mil euros, o ano fecha com desemprego de 10,8%, dívida pública de 92,4%, e PIB a crescer 1,9%.

2011: mensagem natalícia é já de PM. O que cortou meio subsídio a toda a gente e anuncia que em 2012 funcionários públicos e pensionistas ficarão sem os dois (Natal e férias). Medidas que não estavam nem no memorando nem no seu programa eleitoral, mas não o impedem de falar de confiança: "É um ativo público, um capital invisível, um bem comum determinante para o desenvolvimento social, para a coesão e para a equidade. São os laços de confiança que formam a rede que nos segura a todos na mesma sociedade. Um dos objetivos prioritários do programa de reforma estrutural do governo consiste precisamente na recuperação e no fortalecimento da confiança." Ano fecha com défice de 4,2% (abaixo do previsto), dívida pública 107,2%, desemprego 12,7%. PIB contrai 1,6%.

2012 é o ano do anúncio do aumento da TSU para trabalhadores, que cairá pela contestação, e do "enorme aumento de impostos" para 2013, depois do IVA no máximo para a restauração, eletricidade e gás. Se desemprego alcança 15,7%, respetivo subsídio é reduzido em duração e valor, como indemnizações por despedimento. RSI e Complemento Solidário para idosos sofrem cortes. Tudo ao contrário da mensagem natalícia do PM, que exorta "todos [a] fazer um pouco mais para ajudar quem mais sofre, quem perdeu o emprego" e a celebrar os 120 mil lugares vazios dos emigrantes: "Esta quadra natalícia será um momento especial para recordarmos aqueles que estão mais longe, ou aqueles que se afastaram de nós no último ano." Tanto sacrifício para défice subir aos 6,4%, muito acima do acordado, dívida pública atingir 124,1% e PIB contrair 3,2%.

2013, e eis Passos redentor: "Começámos a vergar a dívida externa e pública que tanto tem assombrado a nossa vida coletiva. Fizemos nestes anos progressos muito importantes na redução do défice orçamental, e não fomos mais longe porque precisámos dos recursos para garantir os apoios sociais e a ajuda aos desempregados." De facto: num ano cortou-se CSI a 4818 idosos pobres e no OE 2014 vêm mais cortes, também no RSI e ação social. Prevê-se 17,4% de desemprego, com o de longa duração e jovem a aumentar (por mais que o PM jure que se criaram 120 mil empregos). Dívida vai a 127,8%, PIB contrai 1,5% e défice deverá ficar em 5,9%, 1,4 pontos acima do acordado em 2012. Mas o Pedro vê cenas. Este ano, às tantas, até houve presentes para todos lá em casa.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.
      
 São Bento e a porta aberta
   
«Ao apressar-se a vislumbrar no Acórdão do Tribunal Constitucional uma "porta aberta" para cortar pensões já atribuídas, o Governo parece não ter percebido grande coisa do que disse o Tribunal.

Seria melhor que em S. Bento se relesse o Acórdão antes de fazer asneira outra vez.

O primeiro passo para compreender a fundamentação do Acórdão do Tribunal Constitucional é perceber que ele vai muito além dos argumentos invocados no requerimento do Presidente da República (cujas limitações assinalei aqui no momento oportuno). Como se esperava, o Tribunal não deu razão ao Presidente na alegação de que o corte das pensões deve ser qualificado como um imposto (que violaria os princípios constitucionais do sistema fiscal). Mais importante, porém, é o facto de o Tribunal ter convocado princípios que o Presidente omitiu e ter concluído pela violação "desproporcionada" do princípio da confiança com base em argumentos decisivos que o Presidente não invocou.

Em primeiro lugar, ao contrário do que parece, é um erro pensar que o corte das pensões, proposto pelo Governo, é inconstitucional apenas porque viola o princípio da confiança. O que se passa é que a proposta do Governo só foi confrontada com o princípio da confiança por se ter encontrado, logo aí, uma inconstitucionalidade. Todavia, o Acórdão é claro quando refere que qualquer corte das pensões, para ser constitucionalmente admissível, tem de respeitar também outros limites constitucionais autónomos que derivam do princípio do Estado de Direito, a saber: fundar-se em "motivos justificados", não afectar o mínimo social nem a dignidade da pessoa humana e, ‘last but not the least', respeitar o princípio da igualdade. Assim, qualquer nova proposta de corte pensões, mesmo que venha a cumprir os muito exigentes requisitos do princípio da confiança, tem encontro marcado com a fiscalização do cumprimento de vários outros princípios constitucionais.

Em segundo lugar, convém notar que para concluir pela violação do princípio da confiança, o Tribunal Constitucional teve de suprir, e bem, a manifesta escassez de argumentação do Presidente (que se limitara a invocar o desrespeito pelas legítimas expectativas dos pensionistas, remetendo inteiramente para o Tribunal a avaliação sobre a suficiência da justificação invocada pelo Governo).

É o Tribunal - não o Presidente - que desenvolve o tema da insuficiência da justificação para cortar pensões já atribuídas da Caixa Geral de Aposentações baseando a sua conclusão, desde logo, no entendimento de que a medida do Governo não visava propriamente a convergência das pensões (visto que era uma medida reversível, de duração indefinida) mas sim a consolidação orçamental, neste caso prosseguida através de uma medida avulsa de diminuição imediata da despesa: a redução das transferências do Orçamento para financiar o défice da CGA.

Ora, não se tratando de alcançar, de forma estrutural, a verdadeira convergência das pensões, nem o equilíbrio intergeracional ou sequer a sustentabilidade financeira da CGA (que, aliás, não poderia nunca obter-se à custa dos respectivos beneficiários, visto que, como aqui também assinalámos, o sistema se tornou fechado, e portanto não autossustentável, por opção do próprio legislador, em nome do interesse geral), a proposta do Governo resumia-se a uma mera medida de corte imediato na despesa, onerando de forma desigualitária os pensionistas da CGA como se lhes fosse exigível um maior contributo para a consolidação orçamental ou como se o seu direito à pensão não merecesse protecção igual à dos demais pensionistas. Nestes termos, a justificação invocada pelo Governo para defraudar a confiança dos pensionistas da CGA não podia, obviamente, ser aceite. Mas, no fundo, ao questionar a justificação apresentada pelo Governo o Tribunal mobilizou já uma importante ponderação do valor constitucional da igualdade.

É certo que, fiel ao seu entendimento não absoluto da protecção da confiança, o Tribunal Constitucional admite que, "eventualmente", um corte das pensões até pode ser compatível com a Constituição desde que devidamente justificado e inserido numa reforma estrutural, sistémica e justa do sistema de pensões, respeitadora do princípio da igualdade e concretizada de modo suficientemente gradualista. Conhecendo a jurisprudência do Tribunal Constitucional, confundir esta exigente prova de obstáculos com uma "porta aberta" é sinal de que em S. Bento não se compreendeu ainda nem o Acórdão, nem a Constituição.» [DE]
   
Autor:

Pedro Silva Pereira.
   
   
 Novos emigrantes não mandam poupanças
   
«O Governo estima que em 2012 tenham saído do País mais de 120 mil portugueses, um número apenas repetido nos anos 60. Mas pelo trabalho praticado, remunerações auferidas ou simplesmente opções de poupança, as remessas enviadas para Portugal não estão a crescer na mesma proporção.

De acordo com os dados do Banco de Portugal, as remessas enviadas pelos emigrantes têm aumentado muito lentamente e, em 2012, ficaram ao nível do registado dez anos antes. Até 2003, o volume de dinheiro enviado pelos emigrantes para Portugal rondava os três mil milhões de euros por ano. Nesta altura, o volume de envios caiu para cerca de 2,4 mil milhões de euros/ano e manteve-se praticamente inalterado nos últimos oito anos, altura de baixo fluxo de emigração. Isto até 2012, quando voltou a aumentar para o maior valor observado desde 2001, 2,75 mil milhões de euros. » [DN]
   
Parecer:

Pudera, conhecem muito bem a merda de banqueiros que gerem o nosso dinheiro e as vigarice da nossa bolsa e, se isso não bastassem, sabem muito bem como o país está a ser governado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Elogie-se a inteligência e bom senso desses novos emigrantes.»
  
 Arménio Carlos, especialista em gestão de lixo
   
«O secretário-geral da CGTP mostrou-se solidário com os cantoneiros de Lisboa em greve, sustentando que o serviço público de recolha do lixo e o emprego dos trabalhadores podem estar em causa com a descentralização de competências.
  
Arménio Carlos disse à agência Lusa que, "acima de tudo", foi prestar "solidariedade aos trabalhadores em luta", com o intuito de "defender o vínculo público" dos funcionários e o serviço público, que, em seu entender, podem estar em causa com a "descentralização dos serviços para as juntas de freguesia", que "não estão preparadas para responder" a tarefas como a recolha do lixo.» [DN]
   
Parecer:

As coisas de que este homem percebe.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Passos fez o milagre dos papo-secos
   
«O ano de 2013 registou a criação de 21,8 mil empregos líquidos entre Janeiro e Setembro, segundo os dados disponíveis mais recentes. O valor fica bem longe dos "120 mil novos empregos líquidos" que Passos Coelho garantiu terem sido criados até Setembro deste ano na mensagem de Natal desta semana. Para o valor do primeiro-ministro ser correcto, o ano de 2013 teria de ter começado em Março, ignorando-se assim a sua parte mais negativa: entre Janeiro e Março perderam-se 100 mil empregos.

A mensagem de Natal de Passos Coelho foi dedicada à sua visão do actual momento da economia portuguesa, com esta em 2013 a dar "os primeiros frutos" da "estratégia abrangente" seguida pelo governo. Entre estes primeiros frutos, salientou o governante, encontra-se a "criação de 120 mil novos postos de trabalho" até Setembro de 2013. Contudo, os dados do Instituto Nacional de Estatística mostram outra versão da evolução do mercado laboral ao longo do ano.» [i]
   
Parecer:

Mentiroso compulsivo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ofereça-se uma calculadora ao senhor.»
   
   
 Fenómeno estranho
   
«Desde Janeiro de 2012, entraram em circulação no mercado português 522 milhões de euros em notas de 500, avança o jornal Sol. Apesar de a justificação do Banco de Portugal passar por mais poupanças ‘debaixo do colchão’, o Observatório de Economia e Gestão de Fraude alerta para um aumento da economia paralela.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Será que agora pagam ás em pregadas domésticas em notas de 500 euros.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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sexta-feira, dezembro 27, 2013

O espectáculo da esquerda

Com os mais pobres a sofrer como há muito não se via, comas bandeiras sociais da esquerda a serem fortemente atingidas, com o país a ser governado por políticos que pedem ajuda a estrangeiros para imporem as suas ideias ao país contra a vontade dos portugueses, com um presidente de letra pequena a ignorar de forma cada vez mais ostensiva o seu alheamento em relação aos valores constitucionais, seria de esperar que a esquerda, unida ou não, a reagir. Mas não isso que sucede e o espectáculo que partidos e uma boa parte da esquerda exibe é miserável e pouco digno.
 
Veja-se o que se passa na esquerda conservadora, nessa salada de velhos estalinistas e trotsquistas que depois de um banho de cromado se exibem como a esquerda moderna. Cada um que se zanga reúne os amigos num qualquer salão, escolhe a sigla para o novo partido e informa o povo de que está disponível para um lugarzito no parlamento europeu. O mais fino agora é fugir para o parlamento europeu, aquilo é mais “nice”, dá melhor imprensa e os vencimentos não sofrem com a austeridade.
 
Até os velhos militantes comunistas que não viram o seu partido reconhecer os anos de serviços e as novas habilitações académicas assumem o pesado fardo de unir a esquerda, oferecem os seus préstimos ao povo a troco de um lugarzito em Estrasburgo, coisa pouca para quem vai conseguir unir em dias aquilo que o próprio levou décadas a dividir. Enfim, o velho combatente da unicidade sindical oferece-se agora para a batalha da unicidade política a troco de um confortozinho europeu, livre de impostos e com viagens pagas. Não deixa de ser curioso que estes missionários da unificação da esquerda queira todos unir o país e serem premiados em Estrasburgo e Bruxelas, enfim, mais um pesado sacrifício para o qual humildemente se oferecem em nome do povo.
 
O PCP quer derrubar o governo porque, muito provavelmente, começa a achar monótono lutar com a direita e estará com saudades de derrubar mais um governo do PS, não admira que as grandes lutas sindicais tenham deixado de ser os tradicionais bastiões da classe operária para passar a ser o pessoal da limpeza da CML, ao combaterem António Costa já estão em sessões de aquecimento para o que aí vem. É evidente que o PCP não está pensando em grandes conquistas sociais e o seu discurso foi sempre o de que os governos do PS estão mais à direita do que os de direita, imagine-se o que vai ser com o Seguro. Então que razões levam o PCP a querer eleições? Desde logo porque poupa nas sondagens e, como diria qualquer analista da bolsa de valores, o PCP pretende realizar as suas mais-valias políticas.
 
No PS a situação chega a ser caricata, a oposição é deixada a alguns deputados enquanto a direita não se cansa de poupar Seguro, sugerindo que o pobre coitado não se pode unir ao seu velho amigo Passos Coelho por causa dos perigosos socráticos. Seguro agradece a bondade da direita e lá continua a sua cosmética política para que o povo perceba que ele é um rapazinho mais bonito que José Sócrates. Infelizmente o povo não percebe que há uma grande diferença entre os liberais de direita do Passos Coelho e os liberais de esquerda do PS, que o diga um Tal Beleza, braço direito do líder do PS que de garantiu que de uma penada acabava com a ADSE, provando que os liberais de esquerda têm melhores projectos do que os liberais de direita.
 

Entretanto quem se lixa é o povo, ou, como alguns gostam de dizer, o povo de esquerda. Os políticos de esquerda escolheram o momento mais difícil de muitos portugueses para exibirem o seu lado miserável. E se uns dão o cu e cinco tostões para emigrarem Estrasburgo, há quem já lá esteja e tenha colocado a sua alma à venda num leilão desta imensa bolsa de vira casacas em que estamos metidos. Enquanto o povo vai sofrendo esta gente luta para manter ou para conseguir um tacho miserável no parlamento europeu.

 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Pena, Lisboa
  
 Imagem do dia

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 Jumento do dia
    
Cavaco Silva, condómino da Quinta da Coelha

Cavaco Silva parece ter uma relação estranha, tão estranha que se não fosse o juramento que fez perante o parlamento e perante o país dir-se-ia que em vez de um problema político é um problema de saúde do foro da alergologia, até parece que basta falar-se em constituição que o homem fica logo com urticária.

A decisão de cavaco Silva de fechar os olhos às inconstitucionalidades evidentes no OE não significa qualquer calculismo ou estratégia em relação aos mercados, significa que Cavaco não tem grandes dúvidas quanto à constitucionalidade das medidas e por isso não vê qualquer inconveniente em que entre em vigor.

É evidente que Cavaco irá limpar a honra do convento mandando o OE para fiscalização sucessiva, isso porque os partidos da oposição não o deixarão de fazer e assim sendo a Presidência ficaria numa situação difícil se o TC declarasse inconstitucionais normas aprovadas por quem assumiu um cargo que o obrigou a jurar defender a Constituição.

«Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa.» artigo 127.º da Constituição

«O Presidente da República não requereu a fiscalização preventiva do documento junto do Tribunal Constitucional. Orçamento do Estado para 2014 entra em vigor a 1 de Janeiro.

O Presidente da República não requereu a avaliação preventiva do Orçamento do Estado para 2014 (OE/14) junto do Tribunal Constitucional (TC). O prazo para o fazer esgotou-se ontem, sem que Cavaco Silva tenha pedido aos juízes do Palácio Ratton que se pronunciassem sobre a constitucionalidade das normas do documento. Assim, o Presidente deverá promulgar o OE/14 nos próximos dias, para que entre em vigor a 1 de Janeiro.» [DE]

 Uma forma calculista de ler a Constituição

Numa legislatura ia tudo devolvido para o parlamento para ser aprovado por uma maioria ainda maior do que a absoluta, agora assina-se tudo de olhos fechados e manda-se publicar.

Umas vezes defende-se que num país normal a legislatura vai até ao fim, noutras ocasiões troca-se um quarto da legislação por um acordo pós-troika como se o normal fosse trocar os princípios constitucionais por aquilo que Cavaco considera melhor para o país.

Ma legislatura do outro chumbavam-se os diplomas, agora aprova-se um OE com normas constitucionais para colocar os juízes do TC sob a chantagem de uma decisão de inconstitucionalidade a semanas da famosa ida ao mercado, é como se umas semanas antes do baptismo se levasse o jovem à iniciação sexual numa casa de putas e depois se concluísse que o pecado foi cometido pelas ditas.


 Greve exemplar

Qual foi a maior jornada de luta promovida pela CGTP-PCP?
  • Uma greve geral do sector dos transportes contra as reduções salariais.
  • Uma greve no ensino contra o despedimento automático através da redução de horários.
  • Uma greve nos CTT contra a privatização.
  • Outra acção de luta contra o governo da direita e a troika.
Não, a maior greve promovida pela CGTP-PCP foi contra a câmara Municipal de Lisboa e contra os lisboetas. Porquê?
  • Porque a CML decidiu despedir pessoal da limpeza depois de constatar que apesar de não ter havido reduções de pessoal a cidade está porca.
  • Porque a CML decidiu aumentar o horário de trabalho.
  • Porque a CML decidiu privatizar o serviço de limpeza.
  • Porque a CML decidiu cortes salariais ou a perda de outros direitos.
Nada disto, alonga greve dos trabalhadores da CML combate fantasmas, não visa medidas adoptadas mas sim medidas que poderão ou poderiam ser adoptadas. Para isso os trabalhadores vão prescindir de vários dias de salário promovendo férias natalícias.

É fácil liderar a luta dos trabalhadores, convertida em luta ideológica contra os "mancheviques" a partir de um gabinete aquecido num terceiro andar da Av. da Liberdade. Enfim, só quem não quer é que não percebe a linha que une a aliança do PCP com a direita na legislatura anterior à aliança que os une em Loures. Há mesmo uma linha que une o PCP à direita mais reaccionária deste país, e os trabalhadores da limpeza de Lisboa é que contribuem com quase metade de um salário para a vingança contra os que deram uma votação expressiva a António Costa.
 
 Confesso

Não ouvia a mensagem de Natal de Passos Coelho, as minhas relações com o Pai Natal processam-se por carta e já há muitos anos que não trocamos correspondência.
 
 Fotografia bem escolhida

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O dedo do Relvas apontado ao senhor Irrevogável diz tudo.
 
 Uma pequena pergunta

O país já enriqueceu?

Depois do discurso do trabalho, em que se eliminavam feriados e se gozava o Carnaval no emprego eis que veio a fartura, chovem tolerâncias de ponto e durante quase quinze dias o país político desapareceu, governo e presidência meteram férias prolongadas.

Esperemos que a senhora Merkel não venha a saber da gandulice que por cá vai, nem a graxa do Alemão Maçãs nos livrará da raiva boche.
 
 Dezembro (Boston.com)

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 Aborto em Espanha: o galardão franquista
   
«Estamos a assistir ao regresso às trevas aqui ao lado, em Espanha. A lei do aborto da autoria do ministro da Justiça, Alberto Ruiz-Gallardón, faz voltar a legislação do país sobre interrupção voluntária da gravidez aos tempos soturnos do franquismo. O aborto passa a ser proibido - com a excepção do caso da violação e do "grave risco" para a saúde física e psíquica da mãe. Mas este "grave risco para a saúde física e psíquica da mãe" será avaliado por médicos e não podem ser os mesmos que vão praticar o aborto. Nem sequer as malformações fetais - inscritas há 30 anos na lei em Espanha - são agora motivo legal para interromper uma gravidez. A menos que algum médico se responsabilize pela prova de que a malformação vai conduzir a um "grave risco psíquico" para a mãe. Acresce que este "grave risco" vai ser muito mais difícil de provar e está sujeito a muito mais obrigações legais do que acontecia na lei aprovada em 1985. Por exemplo, o médico que avalia o "grave risco psíquico" não poderá ser nunca o médico que pratica o aborto - e os dois não poderão trabalhar no mesmo sítio. Uma declaração de guerra às mulheres e às clínicas onde, mesmo com a lei de 1985, a realização de abortos era comum e nunca penalizada.

Numa particular e hipócrita definição do que é um crime, a lei de Gallardón absolve sempre a mulher. Ou seja, só os médicos que praticarem o aborto estão sujeitos a três anos de prisão. As mulheres não terão qualquer pena. Como lei a inscrever num Código Penal é demasiado estúpida - a absolvição da principal mandante (a mulher que decide abortar) transforma isto numa paródia criminal. Gallardón julga que com isto trava a maior oposição à lei: o choque de ver mulheres presas por terem cometido o crime do aborto. A estratégia imbecil, que reduz a mulher que aborta a uma "coitadinha inimputável", ainda torna tudo mais hipócrita.

Em Portugal conhecemos perfeitamente as consequências da lei que faz retroceder Espanha a um país só mais ou menos europeu: proliferação do aborto clandestino, com todos os riscos que lhe estão associados para a saúde da mulher. Em tempo de crise, o aborto clandestino tenderá a deslocar-se das clínicas com mais condições para as marquises de algumas parteiras. Rajoy não tem nada a dar aos espanhóis a não ser crise, lixo e desemprego. Desencantou uma nova lei do aborto para alegrar sectores minoritários do seu partido. É uma vergonha inominável.» [i]
   
Autor:
 
Ana Sá Lopes.
   
   
 Advogado Morais Leitão: sempre a facturar...
   
«Os serviços de assessoria jurídica que o Estado contratou no caso dos swaps custaram 418 mil euros. Em causa está o contrato realizado com a sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles da Silva e Associados. Somando a assessoria financeira, Estado gastou quase um milhão de euros em consultores.

O Estado pagou 340 mil euros mais IVA, o que totaliza 418 mil euros, pelos serviços de assessoria jurídica no caso da renegociação dos swaps contratados por diversas empresas públicas junto de diversos bancos internacionais, noticia o jornal "i". Em causa está a contratação da sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles da Silva e Associados.

Com este encargo, o custo total dos assessores contratados pelo Estado no caso dos swaps sobe para quase um milhão de euros. Isto tendo em conta que os serviços de aconselhamento financeiro prestados pela StormHarbour representaram um gasto de 497 mil euros.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Para que serve tanto assessor mestrandos em direito e com MBA?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 Bimby é obsessão no país mais pobre da Europa Ocidental
   

«LISBON—When Marta Brito lost her job, she says, she was rescued by a machine she is now so fond of, she almost considers it a friend. It is a multitasker that outsells high-end iPads in Portugal and is more popular on Facebook than the country's best-known rock band.

Bimby, a German-made cooking robot, has become an obsession in Western Europe's poorest country by promising to make cooking cheap and easy.

Bimby looks like a food-processor with a stainless-steel container and a steaming unit that weighs ingredients, chops, grates, blends, beats, mixes and cooks, all under the control of a timer that lets the cook step away from the kitchen until the food is ready.

Its popularity might seem surprising in a country that nearly defaulted on its debt in 2011 and had to accept painful budget slashing in return for an international bailout. But the Portuguese love gadgets and seem determined, despite hard times, to maintain their tradition of regularly getting together for dinner.

"Bimby's maker has done a great job selling the machine as a money and time saver…particularly in a time restaurants have become prohibitive for many," said Joaquim Silva, a marketing lecturer at the University of Minho who used Bimby as a case study for his doctoral thesis on marketing.

Mr. Silva also pointed out that the Portuguese love fashionable items and respond readily to word-of-mouth advertising. No long infomercials here promising bliss are needed.

Vorwerk & Co., Bimby's manufacturer, has reported record sales in Portugal in each of the past three years, despite a $1,327 price that is nearly twice the monthly minimum wage. Last year the Portuguese bought more than 35,000 Bimbys, compared with 22,000 iPads priced above $700. According to Vorwerk's forecasts, 8% of the country's 3.7 million households will own a Bimby by the end of 2014.

Bimby was introduced here in 2000 and is sold in about 60 countries. Its market penetration in Portugal is particularly high.

Bimby has more than 100,000 likes on Facebook; the super-popular rock band Xutos & Pontapés has about 83,000. A Bimby magazine sells 35,000 copies a month in Portugal, more than fashion icon Vogue's Portuguese edition.

Owners tend to think of the robot as a feminine helper and, in conversations, refer to it as "she." The name has also morphed into a verb—bimbar. A member of Parliament recently called Deputy Prime Minister Paulo Portas "a governing Bimby" for taking on too many tasks under the various government positions he has held.

Ms. Brito, who three years ago barely had the patience to make soup, now calls herself a "bimbyholic." She bought her machine to help her juggle motherhood and a full-time job as a travel agent. When she lost her job in late 2010, she turned to her newfound taste for cooking. Now she spends a good part of her day trying new recipes, posting them on her blog—"Donabimby," or Mrs. Bimby—and answering questions from more than 9,000 fans. She sells jams at fairs and has acquired sponsorship deals with bakeware companies. "You can say Bimby changed my life," said Ms. Brito.

Ms. Brito said her family now spends a lot less for groceries. This is one of the main reasons Bimby's maker gives for the record sales. In Ms. Brito's home, mayonnaise and ketchup are both handmade. She can't remember the last time she bought a birthday cake or canapés for parties. If Bimby broke and had to get fixed, Ms. Brito said she would be lost.» [Wall Street Journal]
   
Parecer:

Não sei se o mais grave é o culto da boche Bimby ou o tratarem-nos como o país mais pobre da Europa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Bruno Maçãs, mais conhecido pelo "alemãoo" ou boche para os mais radicais, se a tia Merkel lhe deu algum.»

 Bendita crise
   
«Nos próximos três anos, os encargos da Alemanha com os juros vão ser 20,1 mil milhões de euros inferiores ao estimado inicialmente, segundo o jornal “Bild”, citado pela Bloomberg.

O jornal alemão explica que a Alemanha vai poupar em juros devido à queda das taxas, de acordo com os cálculos da autoridade para as questões de auditoria de Berlim, que revela que o Governo federal pagou no último ano uma taxa de juro média de 0,68%, o que compara com os 5% pagos em 2000.

Assim, de acordo com as contas publicadas pelo “Bild”, a Alemanha vai poupar 5,3 mil milhões de euros em juros no ano de 2014, menos 6,1 mi milhões em 2015 e menos 8,7 mil milhões em 2016. No total são menos 20,1 mil milhões de euros.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Passos Coelho e os seus germanófilos do governo devem estar contentes, até porque nestas contas ainda não foram adicionados os juros pagos por Portugal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Bruno Maçãs, mais conhecido pelo "alemãoo" ou boche para os mais radicais, se a tia Merkel lhe deu algum.»
     

   
   
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