sábado, janeiro 11, 2014

Eusébio, Gaspar, Arnaut e o Sôr Álvaro

Na mesma semana em que Eusébio partiu e muitos choraram o embaixador de Portugal eis que se dá a coincidência de três, logo três portugueses terem sido nomeados para altos cargos internacionais naquilo que parece uma corrida a futuros lugares no Panteão Nacional. Gaspar é apontado para o FMI, o sôr Álvaro vai para a OCDE e o Luís Arnaut (quem diria?) vai para um tachito na Goldman Sachs.
  
Parece que finalmente o Durão Barroso cumpriu a sua promessa de ajudar Portugal, o seu amigo vai receber uns trocos por conta de pertencer a uma coisa chamada conselho consultivo internacional. Houve (Jornal de Negócios) acrescentasse “administração” considerando-o um alto cargo mas não exageremos, o homem vai para o tal conselho onde são 17 artistas e segundo on homem que manda nessa coisa o nosso artista vai “traz um vasto conhecimento e experiência em Portugal, assim como na Europa, Médio Oriente e África”, por outras palavras, vai usar da sua influência em países onde pode meter umas cunhas. Por cá dão-se lugares de administrador executivo mas como nos bancos internacionais são mais do que as mães inventam-se estes conselhos.
  
Vítor Gaspar parece que vai ser recompensado pelos serviços prestados à economia alemã e a crer nos jornais vai para o FMI com o apoio da senhora Merkel. Pelos vistos não vai para economista chefe e nem mesmo para tratar de questões económicas, o que seria um escândalo depois de ele ter admitido a sua própria incompetência numa carta que muitos já esqueceram. O curioso é que o homem vai tratar de políticas fiscais, um domínio que não consta no seu currículo e onde não acertou uma enquanto foi ministro das Finanças de um país que quase ia desgraçando, se é que não o conseguiu. O curioso da notícia é a referência ao precioso apoio português nesta candidatura, como se os nossos ministros tivessem força para colocar um motorista no FMI, quanto mais um economista. Gaspar colocou Portugal à disposição do FMI e da troika para sujeitar o seu povo a experiências radicais e agora vai se pago por esse belo serviço.
  
A nomeação mais curiosa e menos noticiada é a do Sôr Álvaro, o tal Álvaro da Silva Pereira que chegou a ministro da Economia e o tratassem por pá. Trata-se de uma nomeação curiosa porque das três é a única que foi conseguida por concurso e, coisa qeu deve levar o Gaspar ao vómito, trata-se do mais alto cargo entre os três. Mas, talvez para não ofender a Santinha da Horta Seca, a comunicação social quase ignorou a nomeação do Sôr Álvaro para a OCDE, seria muito grave se alguém se lembrasse de comparar o currículo e desempenho do homem com o do seu sucessor, a Santinha da Horta Seca que o seu devoto e irrevogável Portas pôs em ministro da Economia.
  
A perda e Eusébio foi quase vingada, a banca internacional vai conhecer Portugal graças ao altíssimo estatuto do Arnaut no tal banco que ainda há meia dúzia de dias comprou 5% dos CTT; Gaspar vai exibir o seu brilhantismo intelectual por esse mundo fora, principalmente onde o FMI se aliar a ditadores ou a políticos sem escrúpulos para adoptar políticas brutais e o Sôr Álvaro vai ser uma espécie de economista chefe da instituição económica dos países mais ricos.


Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Panteão Nacional, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
João Almeida, secretário de Estado do mini governo do CDS

O debate sobre uma eventual aliança entre PSD e CDS nas próximas legislativa não passa de um parto difícil de um nado morto decidido ainda nas primeiras semanas da gravidez. Só um imbecil imagina um Paulo Portas a dizer não à sua própria bóia de salvação e dizer não à derradeira possibilidade de sobreviver enquanto político. Perante um cenário do PS sem vitória com maioria absoluta essa coligação será a garantia de Paulo Portas para exigir fazer parte de uma solução de poder. Se o PSD concorrer sozinho Cavaco Silva tudo fará para salvar o seu partido e exigirá ao obediente Seguro um governo de salvação nacional sendo mais do que certo que Portas ficará a viver das suas memórias de negociante de submarinos, com todos os pesadelos que daí poderão resultar.

Portas corre um sério risco de passar de irrevogável a dispensável, se concorrer sozinho na esperança de ser muleta do PS arrisca-se a que fique marginalizado pela solução que Cavaco sempre desejou.

Neste contexto se Seguro os tivesse em su sitio já teria declarado que nunca aceitará coligações com o PSD ou com o CDS enquanto forem liderados respectivamente, por Passos Coelho e por Paulo Portas. Seria tratar o cão com o seu próprio pêlo, Seguro mais não faria do que fizeram aqueles dois artistas.

«O porta-voz do CDS-PP, João Almeida, afirmou esta sexta-feira que "o mais provável" é que o próximo mandato de Paulo Portas não seja o último e admitiu uma aliança pré-eleitoral com o PSD nas legislativas de 2015.
  
Em entrevista à Agência Lusa, João Almeida admite uma candidatura de Portas à Presidência da República e defende também que o "balanço positivo" no final da legislatura pode determinar condições "como nunca houve" desde o Governo da Aliança Democrática para "discutir uma eventual coligação pré-eleitoral" com o PSD.» [DN]

 Ridículo

Aqueles que mais escutas divulgam são precisamente os que mais as receiam.

Um jornalista que divulga uma escuta telefónica, manipulando o seu conteúdo com o único objectivo de obter resultados políticos está a fazer jornalismo ou a fazer política? Se os jornalistas fazem política, como ainda esta semana se viu com o caso do jornalista que anda armado em No Name Boys do Correio da Manhã, porque razão devem estar a coberto de investigação como sucede com qualquer político?

Dirão que assim morre o jornalismo? Só teriam razão se em Portugal ainda existisse jornalismo, são cada vez mais escassos os jornalistas sérios e basta olhar para os proprietários da nossa comunicação social para se perceber que há muito que o objectivo do negócio não é o jornalismo, é o lucro fácil e a golpada política.
 
 Um vaucher para um Panteão nacional

Pela arvoada que por aí vai o próximo jogador que caia na graça dos No Name Boys além do ordenado e dos prémios de jogo vai receber um vaucher para que após a sua morte venha a instalar-se no Panteão Nacional.
 
 Sugestão de negócio imobiliário

Depois de Cavaco ter trocado a Vivenda Mariani por uma luxuosa vivenda na Quinta da Coelha ainda alguém se vai lembrar de lhe perguntar se não quer trocar a Quinta da Coelha por um apartamento no Panteão Nacional.


 
      
 Sobre a doença
   
«Agora, devagarinho. Esta crónica não é sobre Sócrates. Aliás, a de ontem também não. Esta crónica é sobre uma doença mental. E a de ontem também. Esta semana, Sócrates falou, como tanta gente, sobre Eusébio e "eu". Não disse nada de empolgante: que foi na escola que ele comemorou, tinha 8 anos, o jogo Portugal-Coreia do Norte. Sobre o âmago do assunto, Eusébio, li muito melhor. Na caixa de comentários do Guardian, um leitor lembrou a história que o seu pai sempre contara: que, em miúdo, vira o Eusébio no estádio de St. James" Park, em Newcastle, jogar de luvas, "era a primeira vez que via neve", e marcar um belo golo de livre. No domingo, o filho disse ao pai que o "grande homem" morrera. Então, o pai repetiu a história e os por-menores. Ora, no ano passado, o Benfica jogou com o Newcastle e o filho soube que o Benfica e Eusébio nunca tinham estado em St. James" Park. No domingo, o filho rematou: "Não tive a coragem de dizer ao meu pai a verdade." Ele escreveu heart, que em inglês quer dizer, além de coragem, coração. Reparem, ele não cobrava ao pai a inverdade, o pai baralhara memórias, como tantas vezes fazemos às antigas e por vezes às mais queridas. José Sócrates não baralhou a memória, o essencial do que disse já se confirmou - alguns garotos da Covilhã iam para o pátio da escola mesmo aos sábados e nas férias. O problema aqui não é Sócrates e o seu testemunho vulgar. O problema foi o alarido sobre esse nada. Esse nada, nada. Cometeram-no um diretor de jornal, um eurodeputado, blogues e o jornal mais vendido, patrulhando uma memória velha de 47 anos do que aconteceu a um miúdo de 8. Mesmo se ele se tivesse enganado merecia só um sorriso. A sanha persecutória, essa, sim, é doentia. Aliás, ela é a doença. Uma obsessão. Há três anos, ela diabolizou um lado a ponto de ter impedido o que era então necessário e o Presidente diz, só agora, ser necessário: um esforço conjunto para combater a crise. A doença já nos cegou uma vez. E a minha memória é exata.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
      
 O verdadeiro plano B
   
«Ao nono dia de vigência do Orçamento para 2014, o Governo anunciou as medidas do primeiro orçamento rectificativo do ano. O que vem aí, como se previa, é mais do mesmo: contribuições agravadas sobre os pensionistas e os funcionários públicos.

Mas que ninguém se iluda: as medidas podem ser novas, o plano é o velho.

Agora que o Governo anuncia mais um pacote de medidas de austeridade sobre as pessoas, vale a pena revisitar os argumentos que o PSD usou em 2011 para justificar a crise política que forçou o pedido de ajuda externa e acabou por o levar ao poder. Esses argumentos constam da resolução que o PSD apresentou na Assembleia da República contra a aprovação do célebre PEC IV, onde se pode ler o seguinte: "Mais uma vez o Governo recorre aos aumentos de impostos e cortes cegos na despesa (...)". A esse ímpeto laranja, em veemente protesto contra "qualquer aumento das contribuições", não faltou sequer o colorido habitual na sua linguagem de combate: "Mantém a receita preferida deste Governo: a solução da incompetência. Ou seja, se falta dinheiro, aumentam-se os impostos".

O CDS, por seu turno, fazia coro no protesto, erguendo bem alto a bandeira dos pensionistas, a quem se faziam juras de fidelidade irrevogável e a quem se prometia, com a maior solenidade, vistosas linhas vermelhas apontadas como intransponíveis.
Foi com base neste discurso panfletário que se construiu uma fantasia eleitoral, assente numa fantástica fórmula mágica: o corte nas detestáveis "gorduras do Estado". Eduardo Catroga, coordenador do Programa eleitoral do PSD, explicava assim a coisa, já depois de conhecido o Memorando de Entendimento (divulgado no dia 3 de Maio): "Na reunião que tivemos com a "troika", dissemos: basta de austeridade sobre as pessoas. Tivemos o PEC I, tivemos o PEC II, o PEC III com o corte de salários no Estado, corte de pensões e aumento de impostos.

Agora, é preciso austeridade no Estado, porque não aceitamos mais austeridade para as pessoas" (Público, 11-5-11). Foi em nome desta afirmação, tão categórica como demagógica, que se vendeu aos portugueses, para consumo eleitoral, um mirabolante plano de governação - o verdadeiro Plano A do Governo - que jurava apostar forte no corte nas despesas do Estado e no combate ao famigerado "Estado paralelo", onde se dizia habitar um monstro horrível e insaciável. As pessoas, essas, podiam, finalmente, respirar de alívio e, por consequência, eram convidadas a votar tranquilamente no partido cujas setas até apontam para o céu. Ou, em alternativa, no outro cujas setas não apontam para lado nenhum.

Tudo isto, porém, foi antes das eleições. O que veio a seguir, foi bem diferente. Desde a primeira hora, o Governo da direita decidiu trocar as sedutoras promessas eleitorais dos partidos da maioria por uma estratégia económica de sinal absolutamente contrário: uma estratégia firme de empobrecimento. Empobrecimento do País e empobrecimento das pessoas. E tudo em nome de uma austeridade que se julgava expansionista. Foi aí - não foi agora - que nasceu o Plano B do Governo. E é esse plano que essencialmente se mantém, com estas ou com aquelas medidas.

Agora que os partidos da direita, uma vez que falta dinheiro para cumprir as metas do défice, reincidem no aumento das contribuições que tanto contestaram quando estavam na oposição, seria fácil recordar, com ironia, o que o PSD dizia do Governo anterior: "essa é a solução da incompetência". Mas o que está em causa é sério demais para convidar à ironia: a insistência do Governo nesta sua estratégia de empobrecimento, que inapelavelmente revoga todas as promessas eleitorais, confirma um chocante desprezo pelos compromissos assumidos com os eleitores. E expõe toda a magnitude da fantasia eleitoral que foi vendida aos portugueses.» [DE]
   
Autor:

Pedro Silva Pereira.
      
 O tiro ao reformado
   
«O plano B que o governo sempre jurou que não existia para o chumbo das pensões pelo Tribunal Constitucional foi ontem dado à luz pelo conselho de ministros. Confirma-se que não havia plano B: os reformados são a carne para canhão deste governo, o alvo do tiro na guerra do défice, a vítima da revolução que vai extinguir de vez em Portugal e na Europa conceitos políticos antigos como social-democracia e democracia-cristã.

Para o poder em vigor, os contratos com os reformados são aqueles que podem ser alterados à vontade, sem que existam riscos de o Estado ser obrigado a pagar milhões. Com os ricos não se brinca - os governos nunca brincam com os ricos e basta ver as parcerias público-privadas e outros contratos dantescos, impossíveis de mexer porque estão em causa cláusulas inamovíveis. Não é de estranhar que enquanto Passos Coelho afirma que a crise "foi um custo que quase toda a gente teve que suportar pelas medidas difíceis", os últimos números disponíveis indiquem que em Portugal os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

Uma vez que não existem "cláusulas" de protecção do contrato realizado entre o Estado e reformados - para surpresa de todos, a Contribuição Extraordinária de Solidariedade passou no ano passado no Tribunal Constitucional - opta-se pela medida mais fácil. Aguarda-se agora a decisão do Tribunal Constitucional, reconhecendo-se que é um facto que a CES passou no TC com a presunção de que era transitória e poupava os menos "ricos".

O problema dos reformados vai para lá do confisco do contrato feito entre o Estado e os cidadãos que nasceram no Portugal de Eusébio - em que praticamente só Eusébio funcionava e dava razões de felicidade. O problema é que são os reformados que estão a fazer de cintura de segurança para os seus filhos e netos desempregados ou com empregos que não dão para a subsistência mínima. Como o i escreve nesta edição, 1/3 da população activa está desempregada ou vive de um sub-emprego que não dá para ter uma casa nem eventualmente dará para comer. Ouvir o primeiro-ministro dizer que está a

"tirar o país da crise" torna-se penoso nestas circunstâncias.» [i]
   
  
 E porque não
   
«Procuradoria-Geral da República sugere que se façam buscas nas redações e sejam apreendidos computadores em caso de violação do segredo de justiça. Dos 83 inquéritos abertos pela PGR apenas nove resultaram em acusação e há jornalistas arguidos em seis deles.» [DN]
   
Parecer:

Nós não temos jornalismo, temos demasiados jornalistas sem princípios a usar as notícias para fazerem política e neg+ocios que se deve questionar se merecem ser respeitados.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Defenda-se o jornalismo.»
   
 O sentido de humor da Martifer
   
«O presidente da Martifer afirmou esta sexta-feira, após assinar o contrato de subconcessão dos terrenos e infra-estruturas dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), que já foram contratados dois trabalhadores da empresa pública.

Carlos Martins, também presidente da recém-criada empresa que vai gerir o espaço dos ENVC, reafirmou a intenção de contratar cerca de 400 dos atuais trabalhadores dos estaleiros.
Reconhecendo que a Martifer foi contactada pelo Governo para saber se estava interessada nos ENVC, Carlos Martins sublinhou que o seu grupo avançou porque quis e na medida em que esse passo decorre da "nova estratégia" empresarial.

O responsável da Martifer insistiu na importância de "entrar de forma pacífica" nos estaleiros e desvalorizou um cenário conflitual porque vive num "Estado de direito".» [DN]
   
Parecer:

Um dia conheceremos este negócio em toda a sua dimensão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o senhor da Martifer mais o ministro amigo à bardamerda.»
   
   
 A vingança do sôr Álvaro
   
«Depois do Canadá e do Ministério da Economia, Álvaro Santos Pereira vai agora rumar a Paris para ocupar um cargo na sede da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O antigo ministro vai ocupar o cargo de diretor de departamento de "Countries Studies" da organização, ficando responsável pela negociações com os ministros das Finanças e da Economia dos estados-membros da OCDE.

"É um cargo semelhante ao de deputy chief economist", avançou Álvaro Santos Pereira ao Dinheiro Vivo. A OCDE é liderada por José Angel Gurria, secretário-geral da organização, que tem como economista-chefe o italiano Pier Carlo Padoan.» [DN]
   
Parecer:

Quem diria que o rapaz ia ultrapassar o doutoríssimo Gaspar e do seu padrinho coxo?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
   
 Alguém falou em acabar com a impunidade
   
«Artur Osório falava à agência Lusa a propósito da reportagem difundida quinta-feira na SIC, sobre alegadas cobranças ilegais ao sistema de Proteção Social dos Trabalhadores em Funções Públicas (ADSE) e ligações entre o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e um grupo privado de saúde.

"É lamentável ser a comunicação social a investigar o que devia ser o Ministério da Saúde a fazer", disse Artur Osório, defendendo "auditorias constantes aos negócios da saúde e aos negócios com o Estado".

Para este administrador de um grupo privado de saúde, existe uma "distribuição de migalhas dos dinheiros do Estado que está nas mãos de uns senhores que têm esse poder" e que, na sua opinião, devia ser investigada.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Não foi a ministra da Justiça?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à ministra da Justiça se trepassou a promessa para o dr. Paulo Macedo.»
   
 Que simpático que o homem é....
   
«"O ano 2014, como o senhor Presidente da República teve oportunidade de dizer, é um ano decisivo, porque vai obrigar a uma mobilização de todos, de modo a que terminemos da melhor maneira este programa excecional de resgate", afirmou Guilherme d'Oliveira Martins, adiantando: "E, por isso, a economia portuguesa vai ter de ser criadora, a economia portuguesa vai ter que ser solidária".

Em Fátima, onde foi orador nas Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo, o presidente do Tribunal de Contas salientou: "A responsabilidade social é absolutamente fundamental".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Deste o governo não se pode queixar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Use-se o desodorizante, cheira a BPN.»
      

   
   
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sexta-feira, janeiro 10, 2014

A libertação dos funcionários do Estado

Os funcionários do Estado sempre ganharam menos do que os do sector privado e todos os portugueses sabem disso, as estatísticas que apontam para uma realidade distinta assentam no falso pressuposto de que a distribuição das qualificações dos funcionários públicos não difere das do sector privado, o que é uma mentira e parte do princípio de que um hospital é equivalente a uma fábrica têxtil ou que as qualificações num tribunal são equivalentes às de uma oficina de bate chapas. 

Para compensar estas desvantagens o Estado atribuiu aos funcionários públicos algumas pequenas compensações, como é o caso da ADSE. Já quanto ao vínculo é falso que seja uma oferta de estabilidade a troco de uma baixa remuneração, o funcionário público tem exigências e uma postura de serviço da causa pública que não se exige a ninguém no sector privado.
  
Este governo resolveu eleger um grupo social para suportar vagas sucessivas de austeridade, partindo do pressuposto de que desta forma minimizava o impacto eleitoral dessas austeridade. Até porque conta com muitos militantes no sector já que é a Função Pública que alimenta uma boa parte da militância partidária, principalmente no PSD. Ser militante do PSD foi muitas vezes a habilitação necessária para se ser chefe.
  
Eleitos os funcionários do Estado, no serviço ou aposentados atirou-se a populaça contra eles, criando a falsa ideia de que seriam os privilegiados e os grandes responsáveis pela crise financeira. Como é lógico a populaça apoiada por jornalistas da treta armados em economistas acreditou. Era uma mentira conveniente, se forem outros a pagarem toda a austeridade melhor para mim.
  
É evidente que os funcionários públicos sofrem hoje o que ninguém tinha sofrido, cada ano que passa tem um corte substancial dos rendimentos, ora porque ganha menos, ora porque desconta mais. Mas este sacrifício representa também uma libertação e dentro de poucos meses o país vai pagar com língua de palmo a canalhice que se está fazendo.
  
Acabou a cultura de serviço da causa pública, acabaram-se as horas extraordinárias sem qualquer remuneração que é prática em muitos serviços (no ministério das Finanças na época da elaboração do OE há quem seja obrigado a trabalhar até altas horas da madrugada, sem qualquer compensação), deixaram-se de haver factores que travam a opção por ofertas de emprego do sector privado.
  
O país vai pagar um preço muito alto quando uma boa parte da Função Pública mudar de cultura e os melhores quadros abandonarem o Estado, aliás, será esta a primeira consequência da saída da crise. Agora o país sai da crise à custa dos funcionários públicos, daqui a um ou dois anos serão os melhores quadros a sair do Estado lançando a Administração Pública da crise.
  
O maior golpe na competência do Estado, na Escola Pública ou no Serviço Nacional de Saúde não é o que resulta dos cortes financeiros, mas sim o que é consequência da desmotivação, da desresponsabilização e da perda dos melhores quadros. Não é viável regressar ao século XIX inventado na Função Pública um novo proletariado que com a sua miséria suportará o enriquecimento das outras classes sociais ou profissionais.
  
Quando a economia recuperar da crise e as empresas precisarem de quadros vão busca-los ao Estado pois uma boa parte dos quadros  mais jovens emigraram. Este não é um fenómeno novo e não há nenhum grande grupo empresarial que não conte nos seus quadros mais qualificados com ex-funcionários públicos.
  
Até a ADSE que agora é apresentada como um grande benefício irá desaparecer por pressão da Função Pública, não fará sentido que sejam os funcionários públicos os únicos a terem de suportar com descontos algo que mais não é do que um SNS privativo. Porque razão os funcionários públicos terão de fazer descontos brutais para alimentar um sistema gerido por partidos corruptos, quando podem obter idênticos benefícios no SNS. Quando  alguém se aperceber de que uma boa parte do que hoje custa a ADSE terá de ser suportada pelo Estado talvez se lembrem de fazer bem as contas. Porque razão são os funcionários públicos os únicos trabalhadores a serem forçados a terem um sistema de saúde cuja gestão é decidida pelas estruturas mais corruptas do poder?
  
Aquilo que está a ser feito aos funcionários públicos com o apoio de parte da populaça, de políticos corruptos e de jornalista da treta é uma grande canalhice, mas daqui a dois ou três anos serão os funcionários a agradecer a libertação de um vínculo laboral que os desfavorecia e o país ficará com um Administração Pública incapaz, incompetente e incompatível com aquilo que se exige do Estado no século XXI.
  
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Render da Guarda no Palácio de Belém, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD 

O discurso de Montenegro até tem alguma piada retórica, o problema é que o homem presta mais atenção ao soar das suas frases do que ao seu risco e o que ele pede ao PS é que faça o mesmo que o PSD, que ignore a Constituição. Depois de Cavaco no seu discurso de ano novo ter apresentado a manutenção do regime democrático como uma excepção mantida apesar da austeridade, não será de admirar que em nome dos superiores interesses dos portugueses o mesmo Montenegro se lebre de criticar o PS por insistir na defesa do regime democrático e das suas regras. Pela forma como fala este Montenegro tem mais respeito pelo Código da Estrada e pelos soldados da GNR do que pela Constituição e pelos juízes do Tribunal Constitucional.

«"O PS não pode estar permanentemente refém de decisões ou entendimentos constitucionais para fazer vingar os seus pontos de vista. O que é que o PS pensa da reforma do Estado? Como é que o PS quer um Estado mais eficiente, que gaste menos e cumpra os mesmos objetivos, como quer que no futuro Portugal cumpra os termos do tratado orçamental, possa ter uma dívida sustentável, um défice controlado?", questionou Luís Montenegro

O parlamentar "laranja" falava aos jornalistas após reunião da bancada, na Assembleia da República, enquanto o líder parlamentar do maior partido da oposição anunciava, também após reunião da sua bancada, que será ainda hoje enviado para o Tribunal Constitucional (TC) um pedido para "apreciação prioritária" da fiscalização sucessiva da constitucionalidade do Orçamento do Estado para 2014 (OE2014).» [Notícias ao Minuto]

 Mais um milagre da Santinha da Horta Seca

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Já se sabe qual o preço de uma aliança PSD/CDS nas prróximas legislativas ou, como sugere o nosso Barbeiro, era o Padre Américo que tinha razão, não há candidatos maus. Aliás, depois destes dois mandatos de Cavaco eu até apoio a candidatura do meu merceeiro, o homem pode roubar no peso mas nunca fez negócios com o O Costa, e fazer negócios com o O Costa é quase a mesma coisa que ter ido à missa com o Al Capone.

 Quanto mais a extrema-direita odeia Sócrates

Mais eu simpatizo com o homem.
 
 Uma pergunta aos intrujões

Onde estão os imbecis e chantagistas, incluindo aquele de Bruxelas que cheira a peixe, que tantas vezes disseram que um chumbo do Tribunal Constitucional afastaria Portugal dos mercados? Se fossem gente honesta viriam agora a público para pedir desculpas aos portugueses que tentaram intrujar.
 
      
 Sócrates, onde estavas no 27/6/66?
   
«Intrujão, pantomineiro, aldrabão, farsolas, sicofanta, maltês, embusteiro, impostor, falso, peteiro, trapaceiro. Enfim, Sócrates. Sócrates, o Pinóquio. A última: perguntado sobre Eusébio, ele reconstruiu a História. Disse que no Portugal-Coreia do Norte, em 1966, saiu de casa, na Covilhã, já Portugal perdia e quando "ia para escola" ouvia os golos de Portugal. Chegado à escola, já Portugal ganhava. Relato vulgar. Só que, neste país de grande jornalismo de investigação e de sucessos de PJ que deixam boquiaberto o Mundo (o país onde os mentirosos não são coxos, são tetraplégicos), logo o intrujão, pantomineiro, aldrabão, farsolas, sicofanta, maltês, embusteiro, impostor, falso, peteiro, trapaceiro, enfim, o Pinócrates, foi apanhado: o dia do jogo, 23 de julho, calhou nas férias grandes, quando não havia aulas. E como entre nós as investigações são como as cerejas, logo outra profunda averiguação revelou: 23 de julho foi sábado! E sábado à tarde (um analista em Tempo Médio de Greenwich conseguiu a hora do começo do jogo: 15.00)! Eh,eh,eh, o gabiru ficou cercado pela verdade dos factos... Mas, vão ver, o manhoso vai escapar como de costume: logo aparecerá um colega a dizer que os garotos de oito anos na Covilhã se reuniam no pátio da escola, até aos sábados e nas férias. Malandro, o Pinócrates, por isso disse que "ia para a escola", não "para as aulas"... Sempre com esquemas e álibis. Mas não é isto prova de farsante?!» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
      
 Paulo Macedo e a armadilha da ADSE
   
«Escrevo este texto longe de Portugal e posso não ter apanhado todos os argumentos sobre a aceleração das novas regras de sustentabilidade da ADSE. Não me surpreenderam as medidas, embora sejam naturalmente discutíveis, sobretudo pela velocidade a que as regras de contribuição e de comparticipação mudam por aquelas bandas. O que mais me espantou foi o regresso do discurso sobre a iniquidade e inutilidade da ADSE, tema sobre o qual Paulo Macedo se tinha pronunciado de forma clara e distinta.

Em finais de junho, na única entrevista de fundo que deu em dois anos, Paulo Macedo disse ao Expresso que não tinha qualquer intenção de acabar com a ADSE, porque era financeiramente autossustentável. Nessa entrevista Paulo Macedo deu uma lição a muita gente, a começar por alguns dos seus colegas - primeiro-ministro incluído -, quando separou ideologia de realidade. Ou seja, para Macedo a existência (ou não) da ADSE não é daquelas questões que ocupam alguns espíritos liberais menos informados ou transeuntes do Compromisso Portugal. Para o ministro da Saúde a questão era outra e tinha apenas a ver com a autossustentabilidade do subsistema e o tipo de acordos mais favoráveis ao ministério que gere. Favoráveis do ponto de vista orçamental e dos resultados nos indicadores de saúde.

Esta era a ideia que Paulo Macedo tinha em junho, mas que agora começa a ser de novo posta em causa. Não por ele (ainda) mas por quem o rodeia e que em vez de gerir ministérios da forma como ele faz (com apoio permanente na realidade) ou de fazerem política com base em estudos, preferem fazer variações sobre a igualdade de sistemas e gostavam que a ADSE acabasse amanhã.

Só para esclarecer, eu não tenho nada contra o fim da ADSE ou contra a sua continuidade. Apenas tenho medo de estar a assistir a uma discussão parecida com a do ensino da Matemática e dos alunos que não aprendiam nada, mas que afinal não era bem assim. Aliás, não era nada assim.» [Expresso]
   
Autor:

Ricardo Costa.
     

   
   
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quinta-feira, janeiro 09, 2014

"Eusébio" a São Bento

Quando muitos portugueses defendem a transladação urgente de Eusébio para o Panteão Nacional o que estão fazendo é dizer que não sendo possível ter em São Bento um Eusébio então que vá para a galeria das glórias nacionais. A questão está em saber se o defendem pela pessoa que foi ou pelos golos que marcou.

Mas daquilo que o país precisa é de um Eusébio em São Bento, competente no desempenho das suas funções, que tenha chegado ao estrelato sem ter ganho dinheiro fácil, que tenha tido como apoio uma mãe e não um falso padrinho cheio de dinheiro, e que acerte na baliza.

Daquilo que o país precisa é de um Eusébio em Belém, alguém único ao ponto de estar por nascer aquele que jogará melhor do que ele, que nunca teve casas de luxo no Algarve e muito menos beneficiando de trocas imobiliárias patrimonial e fiscalmente vantajosas, cujos familiares não façam negócios vantajosos com o Estado, que nunca tenha ganho dinheiro fácil em negócios de acções que acabaram por ser suportados pelos portugueses mais pobres.

Daquilo que o país precisa mesmo é de um Eusébio à frente do PS, alguém que nunca marcou um golo na sua própria baliza, alguém rápido na resposta ao adversário, que seja capaz de dar a volta ao resultado, que saiba decidir em campo para onde deve jogar a equipa, que saiba marcar golos de bola parada, de remate ou de cabeça, que consiga pensar o jogo, que não desapareça do jogo deixando a equipa ao ‘Deus dará’.

Daquilo que o país precisa é de um Eusébio à frente das empresas, que dêem o seu melhor sem receber prémios chorudos, que sejam capazes de vencer sem batota ou com a ajuda de arbitragens corruptas, que gostem da sua camisola sem contrapartidas, que sejam estimados pela equipa.

Infelizmente o país até tem muitos Eusébios, mas são os Eusébios errados e é deste tipo de Eusébios que o governo, os políticos de hoje e muitos dos nossos empresários mais apreciam. Eusébios que dão melhor pela camisola sem nada receber em troca ao mesmo tempo que outros enriquecem desmesuradamente à sua custa, Eusébios ingénuos e fáceis de enganar pelos dirigentes do clube.

  

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Barcos do Rio Tejo, Constância
  
 Jumento do dia
    
Paulo Macedo, ministro da Saúde

Acusar os cortes financeiros de um atraso de dois anos na realização de um tipo de análises que deveria ser considerado e urgente como o fez o bastonário da Ordem dos Médicos não fará muito sentido. Quando os cortes chegassem aí o SNS já teria de estar em ruínas e todos sabemos que ao longo dos anos sempre se registaram situações deste tipo.

Mas o ministro não se pode ficar por um lamento, mesmo sem intenções persecutórias deveria mandar investigar essa situação e, mais do que isso, certificar-se que os procedimentos administrativos do SN não voltem a falhar desta forma.

«Emília, com cerca de 60 anos, já está habituada a fazer o rastreio ao cancro colorretal. Só que, desta vez, a análise veio positiva, o que levou o médico de família a encaminhá-la para a consulta de gastrenterologia no Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), para fazer uma colonoscopia, essencial para o diagnóstico. Mas a consulta tardou. Foi um ano de espera a que se juntou outro para fazer a colonoscopia. O resultado foi devastador.

"Ao fim de dois anos, tinha cancro no intestino, grande e inoperável. Agora está a fazer quimioterapia neoadjuvante para reduzir, para ver se pode ser operada", conta o médico. A unidade admite o tempo de espera e diz que tem de triar os doentes mesmo quando a análise é positiva, por ter falta de recursos. A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) vai abrir processo de averiguação.» [DN]

 
 Alguém acredita?

Nem um deputado é contra a trasladação do corpo de Eusébio para o Panteão Nacional? Nem sequer um diverge deste unanimismo? Cheira a cobardia.
 
 O relógio atrasado

Não sei o mais grave é o relógio do Portas estar com um mês de atraso se é o nível intelectual dos entram na sede do CDS para que tardasse tanto tempo para alguém reparar no erro. Quando o homem que quer libertar o protectorado para io promover a colónia não sabe a quantas anda, imagine-se a incompetência que vai à sua volta.
 
      
 Grátis ou não, há almoços intragáveis
   
«Há dias, no DN, João César das Neves fez o que chamou um "elogio da migração". Claro que partir e receber, emigrar e imigrar, merece elogios. Só ignorantes não reconhecem que viemos todos do Corno de África, filhos de Lucy. Neto, filho e pai de gente que partiu, nem preciso de procurar tão longe - aliás, eu próprio tenho três países na vida. Mas o partir - exceto, claro, para os cavaleiros andantes e gentes de posses e poderes (sim, ambas as condições, pois na história recente da Europa tivemos ricos que não puderam viajar) - partir, dizia, leva consigo alguma ou muita dor, a suficiente para respeitar o tema. João César das Neves não respeitou. Antes de entrar a matar diz que tem em conta a dor, mas não tem. "A sua saída [dos novos emigrantes] manifesta que, devido à crise, agora não são cá necessários. A causa é lamentável, mas o facto é evidente. Dadas as circunstâncias é bom, para eles e para todos, que procurem ocupação noutras paragens. Quando o nosso desenvolvimento necessitar do seu contributo eles, ou outros, farão o movimento inverso", escreveu ele. Enxota-se agora ("não são cá necessários") e deixa-se voltar quando der jeito "ao nosso desenvolvimento". Eles e nós. O professor deve ter leis económicas para defender essas palavras. Seja. Mas elas não deixam de ser despudoradas. Há uns e há outros. Os "nossos" e "eles". Estes últimos tão desprezíveis que o professor arruma-os assim, caso voltem: "eles, ou outros"...» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
   
   
 Quem teme é porque deve
   
«O chumbo da proposta do PCP para criar uma comissão parlamentar de inquérito aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) ficou pré-anunciado no debate desta quarta-feira, com o PSD a argumentar que a sua existência "viola o regime da separação de poderes".

A proposta do PCP é votada sexta-feira e recebeu o apoio do PS, do BE e dos Verdes, com o CDS a partilhar o entendimento do PSD de que as audições em curso pela Comissão de Defesa são suficientes para esclarecer um processo marcado pela "transparência".

Carlos Abreu Amorim (PSD) sustentou não caber a uma comissão de inquérito a análise de eventuais atos ilícitos, pelo que a sua criação iria "violar o regime da separação de poderes". O PSD, prosseguiu, "quer apurar todos os factos" mas em sede de "inquirição do poder legislativo".» [DN]
   
Parecer:

Depois de tanta gente do PSD a dizer que quem não deve não teme eis que o mesmo PSD parece temer um inquérito ao duvidoso negócio dos estaleiros de Viana do Castelo, ainda por cima recorrrendo ao argumento imbecil da separação de poderes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»
  
 Agora é que vai ser o bom e o bonito
   
«O medicamento que ajudou milhões de homens em todo o mundo a superar a disfunção eréctil vai agora ficar acessível a um preço mais barato em Portugal.

A patente nacional do Viagra, detida pelo laboratório norte-americano Pfizer, vai expirar no próximo dia 14, passados 16 anos da sua introdução em Portugal, país onde a impotência sexual afeta mais de 500 mil homens.» [DN]
   
Parecer:

Vamos ver por aí muito velhinho cheio de agitação.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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