sábado, janeiro 25, 2014

A bandalheira a que isto chegou

Há quem tenha ficado ofendido com a forma como Passos Coelho resolveu dizer que tipo de candidatos presidenciais queria definindo de forma pouco digna as características que rejeitaria. Escreveu Passos que não quer um candidato “cata-vento de opiniões erráticas”, defeitos que logo todos encontraram em Marcelo Rebelo de Sousa, por oposição a um tal Durão Barroso que nunca foi cata-vento, nem teve ideias erráticas.
  
Na verdade Durão Barroso nunca foi nem é um cata-vento, ainda não sabe muito bem se quer ser candidato a continuar na Comissão Europeia, se o melhor será candidatar-se à NÃO, ou talvez à ONU ou mesmo a Presidente da República, cargo miserável mas sempre dá direito a um palácio e mais algumas mordomias. Durão Barroso é um modelo de virtudes a quem nunca ninguém viu mudanças de ideias desde o tempo que militava no MRPP.
  
Como seria de esperar Marcelo deixou a Passos Coelho a falar sozinho, deu-lhe um xeque-mate pastor, o xeque-mate com que se brinca com as crianças pois o jogo termina em cinco jogadas. Marcelo limitou-se a dizer de forma obediente que se Passos não o queria ele não seria candidato, mais obediente que este Marcelo só mesmo o Miguel Beleza que parecia estar com uma bebedeira de caixão à cova quando disse a Passos que era um seu admirador incondicional.
  
Quem veio em defesa de Passos? Só podia ser mesmo o modelo de princípios do regime, a última fronteira da ética em política, o provedor da Santa Casa Pedro Santana Lopes, um antigo candidato a Belém que Cavaco arrumou pondo-o à venda na Feira da Ladra com o estatuto de má moeda, algo que o actual Presidente, tal como agora Passos em relação a Marcelo, sempre disse que não se referia ao Cristo das chagas e facadas pelas costas.
  
O mais grave de todo este espectáculo é evidenciar que a Presidência da República tem hoje menos dignidade do que um circo de rua. Se Passos escolhe aquela forma de definir o estatuto de um candidato a Presidente da República é porque a sua consideração pela instituição não é grande coisa, aliás, se houvessem dúvidas bastaria a sua preferência por Durão Barroso como prova de que para ele Belém está ai nível da Quinta dos Húngaros.
  
O mais grave de tudo isto é que desta vez Passos Coelho tem toda a razão.
  
  


Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Ponte 25 de Abril
  
 Jumento do dia
    
Maria Luís Albuquerque

A ministra das Finanças continua a falar em sucesso e até diz que houve consolidação orçamental. A verdade é que houve um aumento brutal do IRS, o imposto mais fácil de cobrar, tudo o resto são medidas apresentadas como tendo um carácter temporário. Pelos números divulgados conclui-se que a austeridade foi além do necessário, sacrificando os portugueses de forma desnecessária.

«"Expurgados todos os efeitos extraordinários em 2012 e 2013, tivemos um défice em 2012 de 5,8% e em 2013 de 5,2%. Expurgados todos os efeitos extraordinários, temos, portanto, uma diferença de 0,6 pontos", afirmou a governante que está a ser ouvida na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, em resposta a uma pergunta do PS.

Na mesma comissão, a ministra tinha já afirmado que, sem medidas extraordinárias, o défice orçamental de 2013 teria registado um "excedente de 500 milhões de euros" face ao limite de 5,9% definido no segundo Orçamento Retificativo, apresentado em outubro.» [Notícias ao Minuto]

 
 Dux

Se um desses imbecis que andam armados em "dux" pusesse um filho meu a rastejar com pedras amarradas às pernas cortava-lhe os tomates!

Com ou sem intenção, com ou sem dolo, voluntário ou involuntário aquilo que sucedeu na Praia do Meco foi um homicídio colectivo e começa a ser cada vez mais evidente a responsabilidade do tal "dux" que agora sofre de amnésia selectiva, só se recordando do que lhe interessa.
 
 Pergunta do referendo sobre a co-adopção

Concorda que Cavaco Silva co-adopte o Passos Coelho e o leve tão depressa quanto possível para a Quinta da Coelha?
 
      
 Quem tem capa sempre escapa
   
«No dia seguinte à tragédia do Meco, escrevi aqui sobre a irresponsabilidade dos comentários (de facto, bitaites) que não respeitavam a obrigação do silêncio quando nada se podia ainda saber sobre um acontecimento tão doloroso. Era tempo de silêncio. Agora, quase mês e meio depois, o que choca é o prolongamento do silêncio. Começaram a pingar indícios de que as mortes estão relacionadas com praxes académicas. As praxes conduzem demasiadas vezes a um tipo de relacionamento doentio entre quem manda e quem obedece - esse é um facto público, até pelo despudor com que os seus protagonistas o trazem para as ruas e fazem com ele cortejos. Numa tragédia em que seis subalternos morrem e o único sobrevivente é o chefe ("dux", na terminologia do grupo), há fortes razões para tirar a limpo se o que ocasionou a tragédia foi acidente ou foi ter-se colocado as vítimas em perigo, deliberadamente, em nome das famigeradas praxes. Não sei como os códigos legais vão classificar essa ação - se é crime ou não -, o inquérito policial irá dizê-lo. Mas a comprovar-se que foram as praxes que levaram os seis para o mar ou perigosamente para junto ao mar, a sentença social só pode ser uma: há que extirpar as imbecis praxes de um lugar, a universidade, feito para cultivar a inteligência. Que me desculpe o direito à tanga da "amnésia seletiva" que o "dux" pode ter, mas o tempo, agora, não é de silêncio. Nenhum código de seita vale seis mortos.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
      
 Onde estava o Olli?
   
«As declarações do Comissário Olli Rehn sobre um alegado pedido tardio de ajuda externa por parte de Portugal são frontalmente desmentidas pelos factos. Mas é preciso compreender o contexto desta tentativa desesperada de rescrever a história.

No Parlamento Europeu, convém lembrar, o Comissário Olli Rehn é o rosto da ‘troika' e está sob o fogo de uma acusação pesada: a de ser co-responsável, com Barroso e Merkel, pela resposta desastrada da Europa à crise grega e pela dureza de uma política de austeridade que agravou os problemas e falhou no seu objectivo de impedir que a especulação financeira arrastasse as dívidas soberanas num impiedoso (e lucrativo) "efeito dominó". Olli Rehn suspeita que a história não será meiga com a resposta da Europa à crise - e tem razão. Para além das óbvias insuficiências na construção do euro, que já ninguém contesta, Olli Rehn sabe que o consenso geral diz que a Europa podia e devia ter cortado o mal pela raiz, logo que os mercados escolheram a Grécia como primeiro alvo. Tal como sabe que esse erro, cometido à medida dos interesses de uns contra os interesses dos outros, provocou muito sofrimento inútil e trouxe o projecto europeu até à beira da ruptura. Embora Durão Barroso, animado pela liquidez artificial nos mercados financeiros, se tenha apressado a decretar o fim da crise do euro, Olli Rehn sabe que a economia europeia está agora ainda menos forte do que estava no início da crise. E conhece o indicador que, em vésperas de eleições, todos se esforçam por ignorar: ao fim de três anos de austeridade, o nível médio da dívida pública na zona euro atingiu cerca de 93% do PIB, valor que é sensivelmente o mesmo (!) que Portugal apresentava em 2010 quando, por entre gritos de pânico, soaram as campainhas de alarme.

É, pois, em defesa própria que Olli Rehn, desafiando os factos, se lembrou de tentar rescrever a história: afinal, "a Europa respondeu bem à crise", sugeriu ele, "Portugal é que respondeu tarde". Se a primeira tese não tem, por razões óbvias, muitos compradores na Europa e menos ainda nos Estados Unidos, já a segunda encontrou em Portugal a clientela do costume, sempre disposta a aproveitar as ofertas de ocasião.

Acontece que a resposta de Portugal à crise foi sempre concertada pelo Governo português com a Comissão Europeia e com o senhor Olli Rehn. Quer quando, no auge da grande recessão de 2009, foram decididas medidas de apoio social e estímulo à actividade económica que implicaram o agravamento do défice e da dívida; quer quando, em 2010, no início da crise das dívidas soberanas, Portugal acompanhou a mudança de estratégia da Comissão e adoptou sucessivos pacotes de medidas de controlo do défice (com os chamados PEC I, PEC II e PEC III). Tal como foi com o apoio da Comissão Europeia que foi proposto, em Março de 2011, o PEC IV, entendido como alternativa a um pedido de ajuda externa.

Felizmente, nada disto é hoje matéria de opinião. Está tudo por escrito. Foi por escrito que, a 11 de Março de 2011, o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e o Presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, fizeram a seguinte Declaração Conjunta sobre o PEC IV: "We welcome and support the announced policy package". Foi por escrito que a Bloomberg relatou a entrevista de Olli Rehn ao jornal Finlandês "Helsingin Sanomat" em que o Comissário, no próprio dia da rejeição do PEC IV, ainda dizia: "Não é certo que Portugal precise de ajuda externa". Foi por escrito que o Público citou o testemunho na primeira pessoa do Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa: "Testemunhei que a Comissão Europeia e o BCE não queriam que Portugal fizesse um pedido de assistência financeira, igual ao grego e ao irlandês, e estavam empenhados na aprovação do PEC IV" (Público, 31-3-2012). E foi por escrito que o Diário Económico transcreveu uma entrevista de Eduardo Catroga, que agora apareceu a dizer que Portugal devia ter feito uma "negociação mais atempada", mas que 15 dias antes da apresentação do PEC IV dizia: "Não defendo, nas actuais circunstâncias de acesso, o recurso ao FEEF em parceria com o FMI, porque as experiências da Grécia e da Irlanda correram muito mal" (DE, 21-2-2011).

Numa coisa Olli Rehn tem razão: Portugal só pediu ajuda externa quando foi encostado à parede. E bem. A história ensina que nenhum país pede ajuda externa a não ser quando é absolutamente necessário. Mas o apoio expresso da Comissão Europeia e do BCE ao PEC IV continha uma mensagem clara: não encostem Portugal à parede. O problema é que por cá houve quem achasse que tinha uma ideia melhor.» [DE]
   
Autor:

Pedro Silva Pereira.
   
   
 Ferreira Leite está desconfiada
   
«A ex-líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, levanta a suspeita de o Governo estar a guardar os 533 milhões de euros da dotação provisional para pagar as indemnizações por despedimento dos funcionários públicos.
Na semana passada, Ferreira Leite denunciou o caso no comentário que faz semanalmente à quinta-feira na TVI24. Ontem, a comentadora disse estranhar que a ministra das Finanças não tenha ainda explicado para que vai servir a dotação provisional. 

A ex-ministra das Finanças começou por sublinhar que Maria Luís "não negou" que tinha lá o dinheiro e lembrou que “um ministro não tem a autonomia nem a capacidade política para decidir sobre um número daquela natureza. A responsabilidade é da Assembleia”. 

Sobre para que servirá esse valor, a ex-líder do PSD admite que possa servir para "indemnizações para despedimentos de funcionários públicos. Pode ser uma coisa desse estilo", defendeu na TVI.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Parece que o dinheiro é para champanhe.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
     

   
   
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sexta-feira, janeiro 24, 2014

Estranha forma de oposição

Esta semana o líder do PS teve vária oportunidades para intervir, melhor, para desempenhar o seu papel de líder da oposição. 

Em Davos Durão Barroso falou em crise internacional o que permitia ao líder do PS questionar a tese da direita segundo a qual todos os males portugueses são o resultado do governo do seu partido. Mas Seguro parece ficar quietinho sempre que está em causa de defender o seu partido quando isso significa defender o seu antecessor. 

No final da semana o governo divulgou a execução orçamental fazendo passar a ideia e mais um sucesso, escondendo que o aumento da receita fiscal foi feito à custa da transformação de um subsídio de todos os trabalhadores em  receita de IRS, para além de uma boa parte do suposto sucesso ter sido alcançado à custa de receitas extraordinárias e artificiais. Mas Seguro não respondeu, parece que ficou tolhido perante tão grande sucesso governamental, calou-se e permitiu mais uma vez ao governo passar a ideia de oásis.

Toda a semana foi marcada pela pouca vergonha nas bolsas de investigação, onde o governo além de ter favorecido amigos promoveu um corte brutal no apoio estatal à investigação e às universidades. A situação foi tal que o próprio governo se sentiu atrapalhado, começou por falar da necessidade de investir em investigação útil às empresas para acabara a gaguejar perante factos incómodos. Seguro teve aqui uma grande oportunidade para denunciar um dos lados mais negros deste governo e um dos traços em que o PS mais se distingue da direita. Mas, tal posição significaria elogiar a aposta dos governos de Sócrates na ciência e como já se, entre não fazer oposição e defender uma bandeira do PS que tenha sido bandeira de Sócrates o líder do PS prefere ficar calado e favorecer a direita.

Ainda durante esta semana o país ficou a saber que o mesmo governo que inventou concursos para, supostamente, tornar a Administração Pública independente dos aparelhos partidários, exige agora que os que concorrem a lugares de directores-gerais e subdirectores-gerais tenham trabalhado directamente com membros do governo. Isto é, só podem concorrer os assessores e adjuntos ou os anteriores dirigentes, que foram escolhidos pelo governo ainda antes da lei dos concursos entrar em vigor. Isto significa que o próximo governo vai ter que suportar os boys do PSD até ao fim dos mandatos pois estes irão dizer que foram escolhidos por concurso. Parece que Seguro concordou com a manobra e nada disse.

Então, que oposição fez Seguro?

No meio de milhões de portugueses que acedem  ao SNS ocorreu um incidente, situação em que uma organização da dimensão deste sistema será sempre fértil, por mais que se gaste ou por melhor que seja gerido, a comunicação social sempre teve aí um filão para manchetes dramáticas.  De forma oportunista Seguro apontou baterias para o único sector do governo onde uma parte significativa dos cortes foram suportados pelos interesses instalados, tendo-se evitado a penalização da qualidade dos serviços de saúde. Mas como o braço direito de Seguro é médico, um rapazola que em tempos disse que acabava com a ADSE na hora e sem mais, o líder do PS lá foi, já com uma semana de atraso. Passear-se num qualquer hospital para dizer umas banalidades aos jornalistas.

Até parece que ou António José Seguro concorda com quase tudo o que o governo faz ou faz de propósito para passar a mensagem de que é mais incompetente do que Passos Coelho e que com ele tudo ficará na mesma. Esta é a mensagem que o PSD faz passar, mas a verdade é que pelo comportamento do líder do PS até se fica com a impressão de que combinou com Passos Coelho a melhor forma de a direita o derrotar. Provavelmente terá as suas razões, assim como outros preferem o conforto de alguns cargos tranquilos a liderar a oposição Seguro parece ter percebido que é bem mais confortável ser líder do PS na oposição do que primeiro-ministro.
 
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Vista de Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Durão Barroso

Durão Barroso que em relação a Portugal sempre considerou não ter existido uma crise financeira internacional vai agora a Davos dizer que a crise ainda não passou. Quando lhe interessava ajudar a direita portuguesa no assalto ao poder não havia uma crise europeia, agora que anda a tentar segurar-se no lugar de presidente da Comissão já faz queixinhas.

A verdade é que não só houve e há uma crise europeia como ele e o seu colega Olli o Químico se revelaram incompetentes para a enfrentar, vão ficar na história da UE como os comissários mais incompetentes que passaram por Bruxelas.

«No encontro anual do Fórum Económico Mundial em Davos, José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, lembrou que a crise financeira ainda não terminou. "Virámos a esquina, mas não podemos dizer que saímos da crise com taxas de desemprego tão altas", defendeu o ex-primeiro-ministro português. Esta foi a leitura que o Banco Central Europeu fez das declarações recentes do presidente da Comissão Europeia em que defendia que a crise na zona euro já tinha sido superada.

Num debate dedicado a "encurtar o atraso na competitividade da Europa", Durão Barroso começou por lembrar que em edições anteriores do encontro em Davos as previsões - do colapso da zona Euro, ao fim da moeda única ou à saída da Grécia da União Europeia - se revelaram mais negras do que a realidade se revelou. No entanto, Barroso lembrou que os líderes políticos têm de resistir à tentação de "se sentar" e imaginar que a crise financeira acabou.» [DE]
 
 Olli, o Químico

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O químico da austeridade que envenenou a economia portuguesa.
 
      
 Sem Estado não havia Apple
   
«Li e reli a entrevista que o presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia deu ao Público. O que o dr. Seabra disse naquelas páginas não me tranquiliza em nada quanto às suas competências para desempenhar o lugar. Fiquei, aliás, esclarecido sobre a evidente incapacidade para ajudar a ciência a atravessar a atual míngua financeira.
  
Talvez faça sentido começar por aqui. Numa altura de monumental aperto seria impossível manter o mesmo nível de investimento público realizado a partir de 2005 - ainda assim abaixo da média da UE. O endividamento do País teria de sentir-se de alguma maneira. Ignorar este ponto e desprezar o contexto é tão asno como os argumentos do género: se não há dinheiro para o leitinho das crianças e para as pensões dos velhinhos, então não pode haver para os malucos dos cientistas. A discussão beligerante que hoje contamina tudo em Portugal é das consequências mais trágicas da Grande Recessão.
  
Mas afinal para que serve o investimento público em ciência? Que riqueza traz? Nas reportagens que li sobre as manifestações dos bolseiros que aconteceram anteontem, as inquietações não eram naturalmente estas; eram mais pessoais. Há gente, nem toda ela boa, que vai perder o emprego e não sabe o que fazer à vida. Não é um assunto menor, mas a bem dos próprios investigadores também não devia ser a única abordagem sobre a mesa. Um tema de impacto nacional, a ciência - seja em que domínio for -, fica assim limitado à sua manifestação mais básica.
  
Mas não são apenas os bolseiros a afunilar o debate. Nuno Crato incentiva a mediocridade. O título da entrevista do presidente da FCT, que o ministro da Educação tutela, é toda uma tese de doutoramento. Diz ele: "Queremos que a ciência esteja cada vez menos dependente do Orçamento do Estado." Cá está o liberalismo de pacotilha: tudo o que é Estado é horrível, tudo o que é privado é o nirvana. Não importa ao dr. Seabra que os grandes avanços científicos que abriram caminho a coisas tão prosaicas como a internet, o GPS, a nanotecnologia - isto é, o iPhone, o iPad, medicamentos espantosos e outras maravilhas da economia privada - tenham na sua origem investigação paga e dirigida por dinheiro público.
  
A Apple não existiria se o Governo americano não tivesse, décadas antes e de forma persistente, investido na incerteza que os privados por definição rejeitam. Silicon Valley e os míticos empreendedores de garagem existem, sim, mas em regra beneficiam do esforço incremental que foi (é) desenvolvido por universidades e laboratórios financiados pelos impostos. Os ciclos económicos importam, claro, mas não podem dinamitar tudo. O Estado não tem de comercializar barcos, nem vender telemóveis, mas também não pode sumir-se. Não basta ser regulador e garçon dos privados. Há riscos de partidarização? Há. Mas também há o perigo de ficarmos reduzidos a um país de técnicos garagistas, embora diplomados.» [DN]
   
Autor:
 
André Macedo.
   
   
 Quem é que está eufórico
   
«Pires de Lima alertou que "a euforia é um estado de espírito muito periogoso" e que Portugal não pode ficar "demasiado entusiasmado" com a recente descida das taxas de juro da dívida portuguesa e a subida da bolsa nos últimos meses. "Temos que continuar confiantes". 

Em entrevista à cadeira norte-americana de televisão CNBC, em Davos, o ministro da Economia voltou a dizer que Portugal pode sair do programa de ajustamento de forma "limpa", como a Irlanda, mas que mantém-se em aberto a possibilidade de um programa cautelar: "As duas opções estão em aberto e é bom que possamos ter a liberdade de escolher entre as duas três ou quatro semanas antes do fim do programa", comentou.» [DE]
   
Parecer:

Já alguém viu algum português eufórico além do Paulo Portas?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Descanse-se a Santinha da Horta Seca, os portugueses estão tudo menos eufóricos.»
  
 A novidade do dia
   
«A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, garantiu que a descida dos impostos vai começar pelo IRS, mas recusou-se a adiantar uma data para essa redução. A garantia foi dada pela governante numa entrevista à "TVI".» [i]
   
Parecer:

Esperemos que não mude de ideias e volte a começar pelo IRC.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à sra se não será melhor começar pelo imposto de selo.»
     

   
   
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quinta-feira, janeiro 23, 2014

Agora foram osbolseiros

Desta vez as vítimas foram os bolseiros e com tem acontecido ficaram entregues à sua própria sorte, cada vez que um grupo profissional ou social é chamado a pagar a crise todos os outros ficam em silêncio porque a cada um de nós a pimenta no cu dos outros sabe a refresco. É um lugar comum considerar que os povos são bondosos, cheios de bons princípios, solidários, etc., etc., mas a verdade é que os denominadores comum dos portugueses pouco mais é do que um chuto na bola.
  
Passos Coelho demonstrou que com o povo que somos um governo pode fazer o que quer e ainda tem o apoio do Presidente da República, o Tribunal Constitucional vai aceitando quase tudo na condição de ser em doses aparentemente suaves,  os trabalhadores do sector privado sentem mais afinidades com os catalães do que com os funcionários públicos, estes estão-se borrifando para os pensionistas e só agora é que se reparou que haviam bolseiros.
  
Ainda há alguns tempos caia o Carmo e a Trindade se um governo não aumentasse as pensões, se não investisse ainda mais em bolsas, até tivemos um oportunista que ganhou eleições com aumentos de pensões e outros truques. Por muito menos Sócrates foi crucificado e interrogo-me sobre quantas das agora vítimas votaram em Passos Coelho, ainda que se fique com a impressão de que só o deputado Carlos Abreu Amorim votou. Compare-se o que os professores perderam com Sócrates e a forma como se comportaram com o que agora lhes sucedeu e a forma como reagiram.
  
O mais grave desta política é a destruição do muito de bom que se tinha feito, mais por invejas e complexos de um líder pequenino do que por qualquer política pensada. Mas também se aprendeu como um líder pequenino consegue fazer o que quer de todo um país sem qualquer oposição, ficámos a conhecer o povo que somos, a sentir o que é e ao que pode conduzir a cobardia colectiva.
  
Alguém se incomodou com o que cortaram aos funcionários, com a redução a metade dos rendimentos dos pensionistas do Metro, com o facto de os soldados da GNR terem ficado a ganhar muito menos do que um sentadinho da Securitas  ou com o desemprego colectivo dos bolseiros? Não e mais grave do que isso muitos engoliram voluntariamente as desculpas governamentais para aliviar a consciência, como se estivesse curando o sentimento de culpa da cobardia com uma bebedeira.
  
Se alguém tinha dúvidas sobre as razões de o país ter suportado uma ditadura durante mais de quarenta anos e quando o regime há muito que já era um anacronismo há décadas deixou de as ter. Poderão dizer que na Espanha também sobrevivia uma ditadura, mas nesse país morreram milhões e o regime matava a sério, por cá a ditadura sobreviveu com brandos costumes e a verdade é que a oposição foi obra de meia dúzia de portugueses, os outros acomodaram-se cobardemente e vieram todos festejar quando uns quantos militares tiveram a coragem de derrubar o regime. 
  
Depois foi o que se viu, esse mesmo povo que veio para a rua ficou em silêncio quando os que fizeram o 25 de Abril foram entregues aos bichos, alguém chorou Salgueiro Maia, não, e já não falta por aí quem se atire que nem cães sempre que o militar do 25 de Abril abre a boca. Somos os que somos e calamos as nossas culpas aclamando falsos heróis como se isso disfarçasse a coragem que não temos.




Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Capela de São Sebastião, Lumiar, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Pedro "Lambretas" Soares, o último na hierarquia do governo

O Lambretas não teve coragem de ir ao parlamento defender as medidas pelas quais é responsável. É cobardia a mais para parecer ser verdade.

«A Assembleia da República assistiu esta tarde a um momento caricato, quando nenhuma bancada - nem do Governo, nem da maioria nem da oposição - se inscreveu para o debate sobre a reapreciação do diploma da convergência das pensões da Caixa Geral de Aposentações com as pensões do regime geral.

Trata-se da lei de que foi chumbada pelo Tribunal Constitucional, o artigo que cortava 10% em todas as pensões da CGA acima de 600 euros. O diploma voltou esta tarde ao Parlamento, expurgado do artigo 7.º, que o TC declarou inconstitucional.

Esse era o primeiro ponto para debate na agenda de trabalhos para esta tarde e, perante a ausência de inscrições, Guilherme Silva, que está a presidir ao plenário, preparava-se para passar ao ponto seguinte, quando foi interpelado pela bancada do PS.

Os socialistas questionaram a ausência do Governo no debate, uma vez que a lei, sendo um decreto da Assembleia da República, parte de uma iniciativa do Executivo. "Presumimos que o proponente estivesse presente", disse o socialista António Braga. Resposta de Guilherme Silva: "A nossa presunção é que não havendo inscrições não há condições para fazer o debate".» [Expresso]

 Encostada à parede estava a sua tia!

Para além de estar a defender a tese cobarde de uma Comissão Europeia de competência duvidosa, o direitista finlandês Olli Rehn refere-se a Portugal como tendo estado "encostado" à parede,uma linguagem menos própria para se referir a um país. Daí a ter baixado as calças a tudo o que a troika decidiu experimentar em Portugal foi um passo, não foi Olli?
 
 O melhor golo da minha vida?

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O melhor golo na história de Portugal foi aquele que Salgueiro Maia marcou à ditadura, a sua vitória contra as armas da ditadura foi o melhor jogo que assisti em toda a minha vida. Nenhum golo marcador um português influenciou tanto o mundo como o golo de Salgueiro maia, perguntem aos brasileiros que enfrentavam a ditadura dos generais pelo alento que sentiram, perguntem aos africanos que se tornaram independentes (ainda que um dos danos colaterais disso seja estarmos a aturar o Passos Coelho), perguntem aos espanhóis que viviam no tempo de Franco pela alegria que tiveram, perguntem a todo o mundo se não ouviram falar de Portugal. Perguntem à ONU se sem esse golo teríamos participado no Conselho de Segurança, perguntem à UE se teríamos entrado para a CEE, perguntem às democracias quanto deve o mundo ao golo que Salgueiro Maia marcou aos ditadores nesse campeonato disputado entre as democracias e as ditaduras.

Eu sei que esse golo não constou na lista da UEFA, não foi relatado pelo Artur Agostinho, não fez parte da escolha da FIFA e não terá dado muita alegria a Cavaco que nunca foi adepto deste jogador ainda que tardiamente tenha tentado limpar a imagem, mas esse sim foi o melhor golo da minha vida.

Podem impedir que Salgueiro Maia esteja no Panteão mas não conseguirão impedir que muitos portugueses tenham Salgueiro Maia no panteão de cada democrata deste país. Se devemos tanto aos tiros da bola o que não deveremos ao tiro que Salgueiro Maia deu na ditadura abrindo a Portugal e a uma boa parte do mundo a baliza da democracia.
 
PS: Agora que muitos se lembraram de Salgueiro Maia recorda-se que aqui se propôs a devida homenagem nacional ao capitão de Abril num post de 2010. Salgueiro Maia tem demasiada importância para que o seu nome seja lançado a título comparativo.
 
 Rapazolas cobardes

Houve um tempo em que os rapazolas da troika se desdobravam em seminários e entrevistas, não perdiam a oportunidade para colherem os frutos de um ajustamento exemplar, agora que Portugal vive um milagre económico e é apontado como um caso invejável de sucesso os rapazolas da troika desapareceram e anda por aí um paspalho da Comissão justificando a situação com o facto de Portugal só ter pedido ajuda quando estava "encostado à parede". Se o caso português é um sucesso porque razão os rapazolas desaparecera? Só pode ser para deixar o governo português brilhar com o sucesso do ajustamento.
 
      
 Entre a decência e a evasiva
   
«Parece-me difícil alguém poder justificar, com honra e decência, o golpe do PSD em mandar para os fojos, através de um referendo, a questão da coadopção de crianças, por casais do mesmo sexo. A indignidade não é atitude nova por aquelas bandas políticas. Porém, esta mascarada atinge aspectos de ruinoso indecoro. A incomodidade na bancada do Governo dissimulou-se, muito mal, por receio e cobardia, com declarações de voto. O descrédito da política aumentou mais um patamar.

O número de equívocos morais praticado por este Executivo não tem equivalência com a percentagem de votos fornecida pelas sondagens. Apenas 12 pontos separam o PSD do PS: a escassa percentagem, além de tranquilizar Passos Coelho, fornece a dimensão ética e a consciência política da população. É verdade que o País está sob uma tensão impressionante, numa calculada estratégia de medo, que nos afugenta das mais elementares imposições da cidadania. Porém, a oposição do PS é degradante pela ineficácia. No interior daquele partido, o António José Seguro é já conhecido pelo Tó Zero, o que talvez dê a medida do mal-estar entre socialistas, defraudados nas esperanças de uma mudança que as indicações tornam desesperantes.

Fora do domínio estritamente partidário, que faz o PS de Seguro para cativar as franjas de eleitores, causticadas pela mais violenta chaga social, de que há memória em quarenta anos de democracia? Nada. Os juízos socialistas, de que temos vagos conhecimentos apenas nos comícios, e mesmo assim esfarrapados em estribilhos, constituem uma perda do objecto e do sentido. A par do abandono da forma ideológica, a mediocridade do que é dito e afirmado queda-se numa auto-satisfação tão absurda como burra. Isto dá tanto para o PS como para o PSD, embora este esteja sustentado por uma doutrina, a neoliberal, e o PS anda numa deriva insana, com dois padrões definidores, qual deles o pior, entre Francisco Assis e Augusto Santos Silva.

As hesitações ideológicas do PS e a sua letargia à acção, estão a esvaziar a identidade de um partido que, sendo de charneira, não deveria perder a responsabilidade para que foi criado. Sou do tempo em que, nas manifestações de rua, os militantes gritavam: "Partido Socialista, Partido Marxista", até ficar comprometido entre o protesto parlamentar e uma notória opção liberal.

Neste melindroso caso da coadopção era preciso ultrapassar as balizas da heteronímia, para afirmar uma autonomia individual, e passar das evasivas para os actos sólidos e para as palavras firmes e contundentes. A verdade, como nestes e noutros assuntos, é que não sabemos o que, rigorosa e realmente, pensa o Partido Socialista. Assim sendo, indefinido e tragicamente ambíguo, ignora ou despreza os pontos essenciais dos encontros para uma contestação, afinal contida na sua própria génese.» [DN]
   
Autor:
 
Baptista.-Bastos.
      
 E ainda queríamos dar-lhes armas
   
«stava a Europa a estudar se devia ir até à Síria resolver a coisa (não faltaram propostas: intervenção direta, dar armas aos rebeldes...), quando acordou para a espantosa notícia. Podia poupar-se na viagem: a guerra virá ter connosco. Na segunda-feira, o jornal inglês Daily Telegraph deu voz a um desertor dos rebeldes que revelou uma das prioridades da Al-Qaeda na Síria: formar os jovens europeus que chegam para combater o governo sírio e devolvê-los à Europa para praticar terrorismo. Esta mão-de-obra emigrante europeia partiu inculta - só básicas teorias tolas - e regressará altamente qualificada. Em explosivos. Os serviços de inteligência, britânicos e franceses, confirmaram: a Síria é um campo de treinos para exportação. O regresso à Grã-Bretanha desses recrutas da guerra santa é a principal preocupação do MI-5. Na semana passada, dois garotos franceses de 15 anos partiram de Toulouse para a Síria, tenros para (ainda mais) lavagem ao cérebro. Então, até já. Talvez sejam poupados às ações mais perigosas, pois são mais úteis noutro sítio. Calcula-se que há na Síria 500 combatentes britânicos, 700 franceses e 300 belgas, quase sempre jovens. Alguns pais estão naturalmente preocupados e gostariam de os ver regressar. Em maio passado, escrevi aqui que essa notícia talvez não fosse boa para todos. Partiram de cabeça quente e vão voltar a ferver. Titulei essa crónica assim: "É mau terem partido. E péssimo voltarem". Repito.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.
   
   
 De qual deles seráa EDP?
   
«Familiares próximos dos mais altos dirigentes chineses, incluindo do Presidente Xi Jinping e do ex-primeiro-ministro Wen Jiabao, esconderam a sua fortuna em paraísos fiscais, segundo uma investigação jornalística que lança dúvidas sobre os esforços anticorrupção de Pequim.

De acordo com documentos financeiros obtidos pelo Consórcio Internacional dos Jornalistas de Investigação (CIJI), com sede em Washington, mais de 22 mil clientes da China ou Hong Kong estão envolvidos em companhias offshore.» [DN]
   
Parecer:

É aquilo a que o nosso Passos Coelho designa por democratização da economia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Muito passeia o homem
   
«O ministro da Economia, Pires de Lima, e Leonardo Mathias, secretário de Estado adjunto da Economia, vão reunir-se em Davos, na Suiça, com o fundo soberano russo RDIF - Russian Direct Investment Fund.

Ainda na Suíça, o ministro da Economia têm agendadas diversas reuniões com várias empresas multinacionais, com o objetivo de atrair investimentos para Portugal nesta nova fase de "viragem e recuperação económica" que o país está a viver.

Pires de Lima parte hoje para a Suíça, depois de ter estado dois dias em Madrid, no âmbito de um "roadshow" que já passou por vários países, numa estratégia de capatação de investimento para Portugal.

Entretanto, a industrialização foi o tema forte da reunião que decorreu esta manhã em Madrid entre António Pires de Lima, ministro da Economia, e José Soria, ministro espanhol da Indústria Energia e Turismo, no âmbito do "roadshow" que o Governo iniciou ontem em Espanha, destinado a atrair investidores a Portugal.» [Expresso]
   
Parecer:

Parece que em vez de MBA em gestão é piloto de aviação civil. Desta vez compreende-se o passeio, qualquer vaidoso do mundo empresarial gostaria de ir a Davos e se fosse com viagem paga e direito a entrar melhor ainda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao homem o que já fez pelo país desde que é ministro.»
   
 Não se entendem
   
«O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, andou a sondar a opinião dos sindicatos e associações de polícias (PSP e GNR) em relação à alteração do carácter obrigatório dos seus subsistemas de saúde (SAD). Esta abertura à negociação contrasta com o tom assertivo já assumido pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque.
  
Depois de Miguel Macedo ter reunido com os representantes da PSP e da GNR no início desta semana, a ministra que carrega a pasta das Finanças voltou a frisar, esta quarta-feira no Parlamento, a intenção do Governo de tornar opcional a inscrição nos subsistemas públicos de saúde dos polícias (SAD) e militares (ADM).

Esta mesma notícia já tinha sido avançada há duas semanas na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros onde foi aprovado o diploma que determina o aumento dos descontos dos beneficiários dos subsistemas de saúde (ADSE, SAD e ADM) de 2,5% para 3,5%.
Nessa altura, também o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Marques Guedes, disse que os beneficiários poderiam sair do subsistema se quisessem, tal como já é possível na ADSE, embora com pouca adesão.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Parece que o ministro não lê as notícias.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao ministro que esteja mais atento ao que a ministra diz pois ela é a terceira na hierarquia do governo e ele é o sexto, isto é, manda quem pode e obedece quem deve.»
     

   
   
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