sábado, março 22, 2014

Portugal: o país dos empregados pobres, de nabos e de reformados ricos

Bastou uma redução na oferta de emprego e uma ligeira redução dos salários para o país assistir a uma fuga em massa de quadros jovens. Para muitos isto foi o resultado da crise, para o governo foi o alívio das tensões e o abandono do país por parte de vozes críticas, para Cavaco é um problema de pica colectiva e de natalidade, como se o envelhecimento da população fosse solucionável com horas extraordinárias nocturnas.
 
O problema é bem mais grave e tenderá a agravar-se, o que sucedeu nestes três anos foi apenas um empurrão que tornou o fenómeno mais evidente. Passada a crise a situação tenderá a agravar-se, a estratégia de empobrecimento e de investimento em sectores menos qualificados conduzirá a maiores vagas de emigração de quadros qualificados. O modelo económico idealizado por Vítor Gaspar e adoptado por Passos Coelho levará a crescentes vagas de emigração de quadros qualificados.
 
Se o país não precisa de quadros qualificados, se a investigação científica está condicionada às necessidades da economia e esta cresce à custa de mão-de-obra pouco qualificada é óbvio que a economia absorverá cada vez menos quadros e as nossas escolas forma trabalhadores até ao décimo segundo ano de escolaridade e emigrantes nos restantes graus de ensino. Não admira que há quem defenda que a investigação deve ser orientada em exclusivo para as necessidades das empresas, que se ouça dizer que a oferta das universidades deve ser adequada às necessidades e nos congressos da direita já há moções a defender o regresso ao ensino obrigatório reduzido ao sexto ano de escolaridade.
 
O fenómeno da emigração dos idosos do norte para os sul da Europa já presente no Algarve, a que devemos acrescentar os emigrantes que partiram nos anos sessenta vai engrossar daqui a três décadas quando os agora jovens emigrantes regressarem para gozarem as suas reformas ricas. A tendência é óbvia, teremos trabalhadores mal qualificados e emigrantes e reformados ricos.
 
Com o actual modelo económico será impossível inverter esta tendência, até porque as ofertas das universidades e das empresas estrangeiras levar-nos-ão os melhores quadros, o que significa que a tendência para a pouca qualificação nas empresas portuguesas não se limitará aos trabalhadores, estender-se-á à gestão, da mesma forma que as próprias universidades tenderão a desqualificar-se. Aliás, este fenómeno já é evidente nas nossas universidades, os nossos melhores alunos vão doutorar-se no estrangeiro e uma boa parte não regressa.
 

Curiosamente o fenómeno estende-se ao governo e basta olhar para a qualificação dos membros do governo de Passos Coelho para se perceber que um dia só cá ficarão os “nabos”, todos os que tiverem dois palmos de cabeça não estão dispostos a aturar os nabos que gerem as empresas ou os nabos que governam o país.


Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Flor da Quinta das Conchas
  
 Jumento do dia
    
Óscar Gaspar, o Gaspar do PS

Começa a ser evidente que o país tem um problema com os Gaspar, depois de nos termos livrado mais ou menos do Gaspar do Passos Coelho, eis que agora temos de aturar o Gaspar do Seguro, o primeiro cortou a torto e a direito nos funcionários públicos, o segundo diz que gostaria de repor o que ganhavam mas não será possível. Isto é, o Gaspar do Seguro acabou por dar razão ao Gaspar do Passos Coelho.
 
Este PS é um "seguro" escondido com uma troika de fora, cada vez que um dos seus muitos braços-direitos (Seguro tem tantos braços-direitos que já não tem anatomia disponível para o esquerdo) abre a boca fala como se fosse um adjunto do Carlos Moedas, primeiro foi o belo Beleza que acabava logo com a ADSE, agora é o Gaspar II a dizer que o Gaspar I tinha razão. O virá dizer o próximo?

«O PS admite ser impossível o regresso imediato aos níveis salariais e às pensões de 2011. Se chegarem ao governo, os socialistas não vão voltar atrás nos cortes impostos durante os últimos três anos e a justificação é a "situação do país".

A posição foi deixada pelo conselheiro de António José Seguro para os assuntos económicos, Óscar Gaspar, numa entrevista na Sic-Notícias, tendo ontem sido desafiado pelo vice-presidente do PSD, Marco António Costa, a clarificar as suas palavras. Mas não havia volta a dar. Na noite anterior, Gaspar tinha sido claro quando foi questionado sobre se o PS podia prometer, uma vez vencedor das legislativas, regressar aos salários, pensões e prestações sociais de 2011: "A resposta séria é não. Nem os portugueses imaginariam, nem nunca ouviram do líder do PS nenhuma proposta demagógica para voltarmos a 2011, porque não é possível. As contas públicas portuguesas não o permitem."» [i]
 
 Os russo que se ponham a pau, ele está cheio de coragem!

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 Ucrânia em saldo

A Europa acabou de comprar a Ucrânia a um governo de legitimidade duvidosa por uma bagatela de mil milhões de euros e os russos agradecem à UE que pague o gás com que os ucranianos se aquecem.
 
      
 O outro tema
   
«Na sua comunicação ao País, o Presidente da República procurou fixar os temas da agenda europeia sobre os quais deve incidir o debate nas próximas eleições para o Parlamento Europeu.

Mas esqueceu-se de referir o tema central que vai a votos: a política de austeridade.

Sejamos claros: o que a direita procura nestas eleições europeias é uma legitimação democrática para a sua política de "austeridade expansionista" e um mandato para a prosseguir na União Europeia (e consequentemente em Portugal) por mais vinte ou trinta anos, agora ao abrigo de uma interpretação radical do Tratado Orçamental. Para isso, a direita sabe que tem de fazer triunfar esta mensagem fundamental: "a austeridade compensa". E é nessa fase de foguetório que estamos. Muito do que temos visto nestes últimos tempos decorre da grandiosa encenação do "sucesso do ajustamento": na Europa, os discursos entusiasmados do Presidente da Comissão Europeia sobre o alegado fim da crise do Euro e a exaltação das "troikas" - imagine-se! - como pretensas "histórias de sucesso"; por cá, a teoria do "bom aluno" que se submeteu ao castigo e entrou, finalmente, no "bom caminho", para além da extraordinária fantasia do suposto "milagre económico" português.

Sucede que a realidade desmente esta visão idílica das coisas. A verdade é que o projecto europeu foi levado até à beira da ruptura pela ausência de uma resposta forte e solidária da União Europeia à crise das dívidas soberanas e por uma política cega de austeridade, desenhada à medida dos interesses de uns contra os interesses dos outros, que agravou profundamente a divergência com as economias da periferia e conduziu a um retrocesso social de proporções históricas, ao mesmo tempo que falhava clamorosamente no seu objectivo central: em vez de diminuir, a dívida pública média da zona euro agravou-se, atingindo hoje os 93% do PIB! No plano nacional, a situação não é melhor e a ideia do "sucesso do ajustamento" é pouco menos do que um insulto diante da devastação causada por três anos consecutivos de recessão, uma taxa de desemprego acima dos 15%, um movimento de emigração em massa e uma dívida pública que, em apenas três anos, se agravou em 51 mil milhões de euros, aumentando de 94 para 130% do PIB.

O pior que podia acontecer é que as escolhas sobre o futuro do projecto europeu não assentassem num debate sério sobre a realidade da situação actual para se fundarem num perigoso equívoco sobre os resultados da política de "austeridade expansionista". É por isso, aliás, que o debate lançado pelo Manifesto dos 70 se afigura tão "inoportuno" para o Governo e para os seus apoiantes, que apostavam tudo na celebração dos seus sucessos imaginários. Porque esse Manifesto assenta, antes do mais, na tomada de consciência a que muito sugestivamente se referiu o Presidente da CIP: "alguém tem de dizer que o rei vai nu".

A ilusão do "sucesso do ajustamento" só é comparável à mistificação sobre o futuro que nos espera se este caminho continuar a ser seguido. Vários cenários têm sido apresentados para demonstrar como o exigente caminho das pedras acabará por conduzir à sustentabilidade da dívida pública, apesar do sério agravamento que ela registou nos últimos anos. O primeiro-ministro tem um cenário, o Presidente tem outro, o FMI tem outro e até o Conselho das Finanças Públicas tem o seu próprio cenário. A ministra das Finanças, essa, não faz a coisa por menos e garantiu esta semana que pode construir "vários cenários", em que uma engenhosa e inédita combinação de crescimento económico, excedentes primários e taxas de juro se conjuga anos seguidos para conduzir à feliz conclusão da sustentabilidade da dívida pública. Cenários todos diferentes, é certo, mas todos iguais: todos irrealistas e todos igualmente destinados ao fracasso.

A questão política central das próximas eleições europeias é esta: a ideologia da "austeridade expansionista", que guiou a União Europeia e o Governo até aqui, não funcionou e não vai funcionar. É preciso, em alternativa, construir uma política orçamental e de gestão da dívida que conquiste espaço para uma agenda de crescimento, de emprego e de coesão, que devolva ao projecto europeu a ambição da convergência económica e social. A estratégia de empobrecimento garante uma única coisa: o empobrecimento. É por isso que é preciso mudar. E a mudança decide-se agora.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
   
 Mas que grande abertura
   
«O ministro da Economia, Pires de Lima, reconheceu hoje que o Governo "está aberto" ao investimento e concessão a privados, nomeadamente, na área marítimo-portuária e em infraestruturas rodoviárias.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Quem ouve este milagroso ministro fica a pensar que à porta do seu ministério está uma fila de investidores ansiosos de serem autorizados a investir em Portugal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Sejamos um povo cobarde
   
«O Presidente da República alertou hoje para a "forma muito negativa" como os investidores estrangeiros reagem quando ouvem falar em reestruturação da dívida, porque a ligam a "perdão" e "assustam-se" em relação a possíveis investimentos no país.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O que Cavaco está a dizer não parece ser um discurso digno de um Presidente da República, na prática ele  sugere que os portugueses, os seus políticos, governantes, instituições, todos os grupos profissionais devem ter muito cuidado com o que dizem, devendo pensar sempre duas vezes antes de falarem para não incomodar os credores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se oa senhor que vá gozar os seus lucros em acções não cotadas para a Quinrta da Coelha.»
   
 Cavaco insiste em salvar o PSD antes das eleições
   
«"A minha posição é muito conhecida, só lhe digo que o melhor programa cautelar que nós poderíamos ter em Portugal é um acordo interpartidário entre as diferentes forças políticas", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas no final de uma visita à Companhia das Lezírias, no Porto Alto.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Querias....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o senhor ver se apanha gambuzinos.»
        

   
   
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sexta-feira, março 21, 2014

Quanto vale um director-geral do fisco?

Por estranho que pareça com a crise nunca mais se falou dos ganhos das chefias do Estado e das administrações públicas ou das fortunas ganhas pelos administradores de algumas das nossas maiores empresas, as tais que nunca dão prejuízo ou, como sucede coma banca, quando apresentam prejuízos basta-lhes pedir ao governo que este resolve o problema forçando os contribuintes a suportá-los.

Agora que está em curso a escolha de um director-geral para a autoridade tributária aduaneira faz sentido colocar a questão mas de forma inversa, quanto pode custar ou valer ao país um director-geral. Também se poderia questionar se a fórmulas dos concursos é a mais adequada ou se não será um absurdo um director-geral ter de gerir uma instituição apoiado em subdirectores-gerais escolhidos por concurso e que não estabeleceram necessariamente uma vínculo de confiança com o director-geral.

Curiosamente a comunicação social costuma dar maior importância a alguns membros do governo que não passam de uns pares de jarras sem grande influência sobre o curso dos acontecimentos do país e ignoram o diirector-geral do fisco, limitando-se às notícias do costume sobre o que ganham ou deixam de ganhar. Quando partem raramente se faz uma balanço ou avaliação no plano da modernização da máquina fiscal, da receita do Estado ou do combate à evasão fiscal.

É uma pena que assim seja pois no passado os governos já tiveram a infelicidade de escolher gente que deu grandes prejuízos ao Estado, o campeão das escolhas desastrosas foi Cavaco Silva e Durão Barroso. Cavaco chegou a escolher um director-geral que nem chegou a tomar posse pois mal foi notícia a sua escolha deu uma entrevista dizendo que ia transformar o estádio das Antas em estádio nacional. Teve um outro que foi tão incompetente que Cavaco foi obrigado a reter uma parte dos vencimentos da Função Pública sob a forma de títulos do Tesouro. Manuela Ferreira  Leite também chegou a nomear uma anedota, um senhor que emitiu um despacho ilibando os carros do Estado da aplicação de multas e que era tão bom que tinha tempo para ser director-geral e fazer um doutoramento ao mesmo tempo.

Um director-geral incompetente pode custar ao país uns largos milhões de euros, talvez mais de mil milhões em consequência da perda de eficácia da máquina fiscal. Em compensação, um director-geral que seja capaz de modernizar a máquina fiscal com as limitações de recursos típicas do Estado e com isso combater eficazmente a máquina fiscal pode conduzir o fisco a cobranças adicionais de receitas fiscais de montante superior a outros mil milhões.

São estes os números que estão em causa num processo introduzido por Miguel Relvas e que pode conduzir a resultados desastrosos. Esperemos para ver.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento

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Castelo de Castro Marim
  
 Jumento do dia
    
Marco António, o pequenino imperador do PSD

Quando um dia se tiver de eleger a personagem mais ridículo deste período esse belo troféu só pode ir para o pequeno Marco António, um porta-voz do PSD a quem já ninguém presta qualquer atenção. Este senhor acha que a política faz-se atirando penicos de xixi para cima dos seu adversários.

«"O PSD acredita que estas vozes são as mesmas que no passado diziam que havia uma espiral recessiva e que o caminho que estávamos a fazer não ia levar a lugar algum", disse em declarações à Lusa, o porta-voz e coordenador dos sociais-democratas, Marco António Costa.» [Notícias ao Minuto]
 
 Adivinhem quem disse isto

"Estes senhores da Função Pública orientados por sindicatos de esquerda entram em greve por dá cá aquela palha. Porquê? Onde é que estão a contribuir para a recuperação do País?"

Ajudas:

  • É um canhalha que transferiu a sua fortuna para a Holanda a fim de pagar menos impostos em Portugal.
  • É um dos empresários que mais ganhou com o modelo económico cujo crescimento era assente na procura interna e que foi durante anos promovido por aquele que mais tarde se lembrou dos bens transaccionáveis.
  • É um sacana que usa uma fundação para comprar intelectuais mercenários a fim de ajudar a direita em todas as eleições.
  • É um sacana que não se importa de lançar conflitos no país porque tem a sua fortuna a salvo.

Já Perceberam? Pois, foi o conhecido merceeiro holandês, o campeão das palmas a Passos e Cavaco nas missas no Jerónimos. Acham que ele é um grande ... ? Concordo.

 Cavaco Silva

O que pensar de um presidente que em vez de promover o debate de ideias limita-se a exonerar os que discordam das suas? Depois de ter exonerado os seus dois consultores só merecia ter sido exonerado pelos portugueses.
   
   
 Uma conspiração internacional contra Passos e Cavaco
   
«Foram 74 as personalidades de várias franjas políticas e sociais portuguesas que subscreveram o manifesto em defesa da reestruturação da dívida pública do país. E são 74 os economistas estrangeiros, muitos com cargos de relevo a nível internacional, que expressam, agora, o seu apoio face ao documento que tanta celeuma gerou, conta a edição desta quinta-feira do jornal Público.

Assim pode ler-se num manifesto assinado por 74 notáveis. E não, não se trata do já famoso manifesto dos 70, subscrito por 74 figuras de vulto do país. Antes, de um documento que, além de ter como denominador comum o número de signatários, partilha uma mesma causa: a reestruturação da dívida pública portuguesa. Mas este segundo manifesto reveste-se ainda de uma outra particularidade, a de os seus subscritores serem economistas internacionais de proa.

E é desta forma que o documento que fez estalar o verniz tanto do primeiro-ministro Passos Coelho, que se referiu ao grupo como “essa gente”, acusando-o de “irrealismo”, como do Presidente da República, Cavaco Silva, que chegou a exonerar dois conselheiros seus que apoiaram a causa, transpõe a fronteira portuguesa e recebe apoio por parte de figuras de 20 nacionalidades distintas, realça a edição de hoje do jornal Público.

Ora, o novo manifesto recomenda, na senda do seu antecessor, “a rejeição das ideias da ‘recessão curativa’ e da ‘austeridade expansionista’ e os programas impostos a vários países”, reportando-se ao caso de Portugal, onde salientam o facto de que “a austeridade agravou a dívida pública e impôs sofrimento social à medida que as pensões e salários foram sendo reduzidos”, cita o Público, que teve acesso ao documento.

Marc Blyth, da Universidade de Brown, EUA, e autor do “melhor livro de 2013 pelo Financial Times, José António Ocampo, ex-ministro das Finanças colombiano e secretário-geral adjunto das Nações Unidas, e hoje consultor da ONU e do Independent Evaluation Office do FMI, além de vários editores de revistas científicas de economia, constituem apenas alguns dos signatários deste manifesto.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Pobres Passos e Cavaco, estão a ficar numa posição muito difícil.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cavaco se vai exonerar todos os que discordem dele.»
  
 Não estamos livres do "Livre" 
   
«O Tribunal Constitucional deu luz verde ao Livre. Os juízes do Palácio Raton não encontraram ilegalidades nas mais de 7500 assinaturas que a lei exige para a constituição de um novo partido.

Há, assim, mais um ator no panorama político nacional, perfeitamente a tempo de ser posto à prova nas eleições europeias de 25 de maio.» [Expresso]
   
Parecer:

Um partido unipessoal para tentar meter o líder em Estrasburgo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Agradeça-se ao senhor o esforço que faz para unir a esquerda.»
   
 Em Portugal só a opinião dos credores conta para o governo
   
«O Governo desvalorizou o apoio dado por figuras internacionais ao chamado Manifesto dos 70 para a reestruturação da dívida, dizendo que a única questão que poderia ter relevo era se algum dos signatários fosse uma entidade credora do país.

"A única questão que pode ter relevo aqui é se alguma dessas entidades é credora. Se não forem credores internacionais, a opinião internacional para uma matéria como esta não parece que seja de muito relevo para o nosso país. Se forem credores com certeza que seria importante", declarou o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, no final da reunião do Conselho de Ministros.» [Jornal de Notícias]
   
Parecer:

É de ir ao vómito.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
     

   
   
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quinta-feira, março 20, 2014

Somos um país cheio de sorte

Portugal é um país com sorte e ter como presidente um Cavaco Silva é quase o equivalente a ganhar o euromilhões das nações. Tivemos o melhor primeiro-ministro que poderíamos ter tido quando recebemos os ecus das ajudas da CEE, tivemos o melhor presidente que poderíamos ter quando no primeiro mandato o país enfrentou a segunda maior crise financeira do mundo ocidental, continuámos a ter sorte quando no seu segundo mandato o país precisa de alguém consensual, não crispado, dialogante e culto.
  
Começámos por ser o melhor aluno da Europa, por fazer uma corrida para ultrapassarmos os gregos, até fomos um  oásis no meio de uma crise europeia e quis o destino que com Cavaco em presidente tenhamos voltado a enfrentar os gregos, agora já nem queremos ser melhor que eles, basta-nos ser diferentes. Com Cavaco o país é um modelo de virtudes e até a Nossa Senhora de Fátima torce por nós e é confidente da primeira dama, se calhar até foi a santinha a sugerir à família um investimento nas acções da SLN pois a rentabilidade obtida nem o Carlos Moedas conseguiria explicar, só pode ter sido milagre.
  
Temos um presidente defensor do povo e contra os partidos, um presidente para quem a nação está acima de tudo e os jogos partidários são uma aberração da democracia que deveria ser banida. Os partidos deviam ser amigos e eliminar as diferenças, os líderes partidários deviam ignorar as diferenças ideológicas, os seus projectos, a vontade dos seus eleitores e ceder, de preferência a esquerda ceder à direita, o parlamento até poderia ser transformado em salão de chá enquanto as suas escadarias ficariam reservadas para o fitness dos diversos grupos profissionais, que em vez de recorrer a manifestações para libertarem as suas toxinas passariam a fazer exercício físico. 
  
Temos um presidente que vê nas eleições um momento de debate ameno sobre o futuro do país, de debates construtivos. O país devia seguir o seu exemplo de primeiro-ministro, um político que nunca inaugurou nada ou nunca aumentou as pensões a pensar em votos, um primeiro-ministro que sempre ouviu os outros partidos, que sempre respeitou todas as instituições, que sempre teve discursos construtivos e relaxantes. O homem sempre foi um exemplo de diálogo, de debate saudável de ideias e projectos, de soluções consensuais. Era um político tão exemplar que esquecia as regiões que não votava nele não fosse ser acusado de eleitoralismo.
  
Temos um presidente que sempre foi contra um ambiente de crispação, que sempre demitiu os seus assessores que se comportam como agentes secretos de forças golpistas, que sempre apreciou a diversidade de opiniões, até entre os seus consultores e assessores, um homem de diálogo. Temos um presidente que é um exemplo de humildade no momento das vitórias, que faz discursos dignos do Santo Padre, que tem a estima de todos os partidos pois sempre foi o presidente de todos os portugueses.
 
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Palácio da Regaleira, Sintra
  
 Jumento do dia
    
Luís Marques Guedes, ministro carente de conselho jurídico de luxo

Como é fácil para o ministro Guedes gastar dinheiro dos contribuintes, o que o senhor devia explicar é se em toda a Administração Pública não há um único jurista capaz de lhe dar conselho jurídico. Bem, provavelmente estava estudando a legislação ambiental do Cazaquistão.

«Em janeiro do ano passado, o então secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes, assinou um despacho que decretava o fim da comissão de serviço de David Duarte “como consultor principal do Centro Jurídico (Cejur)” da Presidência do Conselho de Ministros, “com fundamento em atuação profissional superveniente inconciliável com o exercício das suas funções, atentas a missão e as atribuições do Cejur”, relata a edição de hoje do jornal i.

Ora, após esta demissão, e em vez de recorrer a um dos advogados ou assessores jurídicos da Presidência do Conselho de Ministros, o agora ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares firmou um contrato, para prestação de serviços jurídicos durante 20 dias, com a Vieira de Almeida & Associados – Sociedade de Advogados, por 24 mil euros, avança a mesma publicação.

Ainda segundo o i, pese embora este ajuste direto tenha sido selado em dezembro de 2013, só foi divulgado há sensivelmente uma semana, no Portal Base, justificando o ministro a sua necessidade à luz do seguinte argumento: “Por razões de incompatibilidade, os recursos existentes estão impedidos de intervir nos processos”.

Saliente-se que o contrato visa “o patrocínio forense”, em virtude do “processo cautelar de suspensão de eficácia” e da “ação administrativa especial de anulação”, sendo que em causa está, justamente, o despacho que determinou a demissão de David Duarte, e que foi contestado pelo mesmo num processo que corre no Tribunal Administrativo de Lisboa.

O i faz saber que tentou questionar o gabinete de Marques Guedes sobre esta matéria, bem como David Duarte, não tendo obtido resposta de qualquer das partes.» [Notícias ao Minuto]

 
 Sejamos honestos

O programa cautelar que alguns defendem é para baixar os juros ou para que os portugueses baixem os braços perante qualquer política desta direita canalha? É para podermos ir aos mercados ou para que Passos e Cavaco nos possam ir aos bolsos sem que o TC seja chamado a opinar?

Há por aí gente que entre o pacto de estabilidade e um programa cautelar não sobre qualquer margem de manobra para um governo ter capacidade de decisão, sendo obrigado a governar segundo um programa elaborado por políticos da ultra direita e economistas de duvidosa competência.
 
 O que disse Cavaco?

A consideração que este presidente  com letra pequena merece é tanta que qualquer jogo de futebol é uma boa alternativa a ouvi-lo. Não ouvi a comunicação, não sei o que ele disse e nem sequer estou interessado em saber. Se Cavaco não é o presidente de todos os portugueses por opção própria, então estou no direito de não o reconhecer como presidente e ter por ele muito menos consideração institucional do que a que tenho pelo presidente da minha junta de freguesia.
   
   
 As coisas que só esta ministra sabe
   
  
«A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou hoje que a procura interna vai contribuir tanto para o crescimento da economia portuguesa este ano como as exportações.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Digamos que a ministra está explicando economia para crianças de 4 anos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se o prémio Jacques II de Chabanes da Economia, mais conhecido por Prémio Jacques de la Palice da Economia, à ministra das Finanças.»
  
 Advogado sem papas na língua
   
«O advogado de Carlos Vasconcelos, quadro superior da Refer próximo do PS que está acusado de corrupção passiva no processo Face Oculta, não foi de rodeios ontem à tarde em mais um dia de alegações finais do julgamento.

João Folque apontou motivações políticas aos procuradores do Ministério Público (MP). E, depois de outros advogados usarem de generalizações, concretizou: o objetivo era chegar a figuras socialistas como Armando Vara e a membros do Governo de então, nomeadamente Mário Lino, ministro das Obras Públicas. "Este é um processo político e o meu cliente deu muito jeito para compor o ramalhete, tal como o meu nome, e torná-lo mais sexy. Era para atingir o partido que governava o País ", declarou o advogado.
  
João Folque também chegou a ser investigado no inquérito por alegadamente usar de "formas não jurídicas", juntamente com outro advogado ligado ao PS, José Manuel Mesquita, então assessor de António Costa, para fazer pressões junto da ex-secretária de Estado Ana Paula Vitorino de modo a afastar Luís Pardal da presidência da Refer, pretensamente devido à sua relutância em dar contratos ao sucateiro Manuel Godinho.» [DN]
   
Parecer:

Este processo Face Oculta tem mais face oculta do que parece, basta ouvir o procurador para termos a sensação de estarmos num julgamento do tempo do Estaline, uma vergonha para a justiça portuguesa e para a democracia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se o lado oculto do processo Face Oculta.»
   
 Este merceeiro é um ponto
   
«Alexandre Soares dos Santos defende que Cavaco Silva intervenha de forma activa, e não apenas como espectador, na “divergência insanável” entre o governo e o PS, de forma a garantir um acordo tripartido.

Em entrevista à Renascença, o empresário refere que o Presidente da República deve servir de mediador numa conversa entre PSD, CDS e PS e, posteriormente, revelar aos portugueses o que for falado nesse encontro.

“Devia depois informar os portugueses sobre o que é que discutiram. O Presidente é o único que é eleito por sufrágio universal e é a essas pessoas que ele tem a obrigação de informar", sustentou.» [i]
   
Parecer:

Este Cavaco já só serve para mediador entre a ala da direita e a ala da extrema-direita do PSD.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
     

   
   
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