sábado, abril 05, 2014

A lúmpen burguesia do PSD

Se algum estrangeiro distraído que esteja de passagem por Portugal e ouça falar do BPN é bem capaz de pensar que se trata da secção do PS da freguesia de São Sebastião da Pedreira pois pela forma como as direita portuguesa o aborda até se fica com a impressão que o Dias Loureiro era secretário-geral do PS, o oliveira e Costa o seu tesoureiro e accionistas da SLN como Cavaco Silva eram modestos militantes de base vítimas das acções desta nova Torralta.
  
Não, não houve nenhuma mega fraude em Portugal, o que sucedeu foi um desvario só possível porque Constâncio estava distraído, ninguém do PSD ganhou dinheiro fácil com acções, nenhum empresário falhado do cavaquismo conseguiu crédito fácil, nenhuma personalidade da direita ganhou um tostão ou esteve envolvido nesta vigarice.  Se há culpas a atribuir não é aos gatunos, aos oportunistas que ganharam dinheiro fácil, aos corruptos que com perdões fiscais e outros golpes passaram de militantes tesos no congresso da Figueira da Foz a proeminentes banqueiros com direito a fotografia na revista do semanário Expresso.
  
Estes canalhas encheram-se, roubaram a té mais não, vigarizaram enquanto houve dinheiro, iam lançando o sistema financeiro no caos e agora são todos santos, apenas o Oliveira e Costa vai de vez em quando a um tribunal. Todos os outros são santos e um dele até teve direito a declaração presidencial de inocência. Aquilo a que o país tem assistido é bem pior do que uma mera luta partidária, é um verdadeiro nojo, com gente de grandes responsabilidades a perdoar e até elogiar criminosos e, como se isso não fosse suficientemente vergonhoso, ainda tentam enlamear o nome de quem não se lambuzou neste negócio.
  
Durão Barroso, um político que para chegar ao poder até teve direito a uma jantar de apoio da lúmpen burguesia do mundo do futebol, tinha como organizador dos seus congressos um tal Dias Loureiro, o homem que com Oliveira e Costa inventou o BPN. Mas Barroso já não se lembra de nada, apenas que Constâncio era governador do Banco de Portugal. Cavaco Silva declarou a confiança na inocência de Dias Loureiro e apenas encontrou sinais de má gestão nos gestores do banco já depois de nacionalizado.
  
Isto é como o compadre apanhado por uma rusga num bordel, uma das meninas era manicura, a outra cabeleireira, até que o pobre clientes teve de perguntar à polícia “querem ver que a puta sou eu?”. 

Os marginais oriundos da classe operária recebe a designação de lúmpen proletária do na linguagem marxista-leninistas, por cá também temos uma lúmpen burguesia, uns cresceram nos bairros problemáticos, os outros nasceram nos congressos doa direita e, em especial, do PSD do cavaquismo.

 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Cartaxo, Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António
  
 Jumento do dia
    
Paulo Rangel, o 102º Dálmata

O agora famoso 102.º Dálmata descobriu que Portugal está num ciclo de melhoria, isto é, não se trata de progresso ou de crescimento, mas sim de um novo conceito que é melhoria, a situação em que ficam os países depois de terem tomado um Melhoral servido por Passos Coelho. Este candidato à liderança do PSD derrotado por Passos Coelho começa a ser ridículo.

Esta tese da melhora que ninguém sente, agora defendido pelo Dálmata é algo de hilariante e digno de mentes brilhantes, assim como os cães mais rafeiros que pressentem os terramotos este Dálmata consegue pressentir as melhorias que os cidadãos mais idiotas nem conseguem imaginar.

«O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP ao Parlamento Europeu afirmou na quinta-feira à noite que a "fase pior já passou", apesar de muitas pessoas ainda não o sentirem, e que o país não pode deitar tudo a perder.

"Aquela fase pior já passou, agora estamos outra vez num ciclo de melhoria, claro que muita gente ainda não sente isto, ainda está a sofrer os efeitos dos cortes e destas medidas de austeridade, mas também já há muita gente que já sente", afirmou Paulo Rangel em Pombal, distrito de Leiria, numa conferência sobre Portugal e a Europa.» [DN]
 
 Negócio da China

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O Belmiro arma-se em Jonet e ainda promove as compras e aumenta as vendas e os lucros durante um fim-de-semana em que não lhe apeteceu fazer grandes descontos! É o cinismo levado ao seu maior extremo, os apoiantes da austeridade brutal armam-se em almas caridosas e ainda conseguem lucros à custa da miséria que ajudam a espalhar.
 
Enfim, o Belmiro é que vai para o Céu e os clientes é que lhe pagam o bilhete.
   
   
 O coxo boche no seu melhor
   
«O ministro alemão das Finanças, Wolfgag Schäuble, desmentiu esta quinta-feira ter comparado a anexação da Crimeia pela Rússia à dos Sudetos por Adolf Hitler, numa polémica que já provocou forte reação de Moscovo.

"Não sou suficientemente estúpido para comparar Hitler a seja lá quem for. Outros podem fazê-lo, mas a política alemã não o faz", declarou o ministro durante uma entrevista na televisão pública alemã.

Segunda-feira, Schäuble afirmou, segundo os media alemães, relativamente à questão ucraniana e perante 50 alunos berlinenses: "Hitler já antes usou tais meios com os Sudetos".» [DN]
   
Parecer:

Já não há paciência para aturar este extremista.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o senhor bugiar.»
  
 A anedota do dia
   
«“As dificuldades que o país ainda atravessa e os desafios que tem pela frente no processo de saída do resgaste em que se encontra, implicam a manutenção do quadro remuneratório em vigor", dá conta uma declaração da comissão de vencimentos da EDP, a que o Diário Económico teve acesso.» [DN]
   
Parecer:

Pois, esta crise de 2014 foi algo de inesperado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cartoga de quantos pentelhos foi o seu corte.»
   
 Frasquilho promovido
   
«O economista e vice-presidente do grupo parlamentar do PSD Miguel Frasquilho foi convidado pelo primeiro-ministro para presidir à AICEP e aceitou, disse à Lusa fonte do gabinete de Pedro Passos Coelho.

Miguel Frasquilho vai substituir Pedro Reis à frente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

Economista e deputado do PSD há três legislaturas, Miguel Frasquilho já ocupou o cargo de secretário de Estado do Tesouro e Finanças do Governo de Durão Barroso.

A 6 de Fevereiro, Pedro Reis, cujo mandato à frente da AICEP terminou em Dezembro do ano passado, confirmou à Lusa que não iria continuar à frente desta instituição por ter tomado a decisão de apenas cumprir um mandato de dois anos.» [DE]
   
Parecer:

Agora vai ter de provar o que vale e ainda aturar o seu coordenador Paulo Portas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
   
 A Europa que pague
   
«Em 72 horas, Moscovo aumentou cada 1.000 metros cúbicos de gás vendidos à antiga república soviética de 268 para 485 dólares (de 194 para 352 euros), um dos preços mais elevados praticados na Europa.

A decisão está a ser considerada mais uma medida punitiva após o derrube do regime de Viktor Ianukovich, que mantinha relações de proximidade com Moscovo, pelas forças da oposição durante os protestos de finais de fevereiro em Kiev.

A redução do preço do gás russo fornecido à Ucrânia constituía uma contrapartida para a assinatura de um acordo comercial entre os dois países após Ianukovich ter decidido suspender um acordo de associação com a União Europeia em finais de novembro, que foi o pretexto para o início da revolta em Kiev.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

A Ucrânia começa a ser um bom negócio para a Rússia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Barroso se vai pagar.»
     

   
   
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sexta-feira, abril 04, 2014

Todos os bancos comem trigo...

O BPN era o único banco a fazer negócios manhososos em off shores? O BPN era o único banco com créditos incobráveis na sequência de negócios duvidosos com amigos? O BPN era o único banco com envolvimento no poder? O BPN era o único banco com empresas benefeciárias de negócios fáceis com o Estado? Jornalistas inteligentíssimos como o Ferreira da SIC Notícias nada sabiam do BPN? O Pinto Balsemão, n.º 2 do partido da maltosa do BPN nada sabia e o seu grupo de comunicação social nada soube?
  
Sejamos honestos, muitos dos bancos portugueses fazem negócios absolutamente idênticos aos do BPN, em menor escala, com mais ou menos sorte, mas todos fazem. Muitos dos bancos portugueses estão envolvidos com políticos tal como estava o BPN e basta ver os nomes dos seus corpos gerentes para se perceber que a política portuguesa é uma espécie de escola de formação de administradores bancários. Os bancos integrados em grupos empresariais vivem dos negócios do Estado, basta ver a frequência com que o nome Espírito Santo aparece associado a negócios públicos.
  
Então se isto é assim porque razão não há bardamerda neste país que se esqueça das suas velhas amizades partidárias para condenar agora o BPN e nada se diz de nenhum dos outros bancos? Porque razão os jornalistas, os seus órgãos de comunicação social e os seus directores ficam tão excitados a atacar o BPN e sofrem de disfunção sexual quando a Claudia Schiffer se chama BES ou BCP? A razão é muito simples, o BPN caiu em desgraça, deixou de pagar publicidade, os seus políticos caíram em desgraça, deixou d pagar viagens e de mandar prendas, deixou de financiar donos da comunicação social a juros baixos, deixou de ser útil.

A verdade é que neste país os bancos decidem quando vem a troika, impedem que se fale de reestruturação de uma dívida da qual são os grandes beneficiários, viabilizam ou inviabilizam jornais em função da forma como estes noticiam factos relacionados com os seus negócios, com a vida dos seus accionistas ou com os seus interesses, decidem quais são os políticos que chegam ou podem chegar ao poder e quais os que devem ser derrubados. Quem manda em Portugal é a banca e a razão é simples, têm o dinheiro, dinheiros que nem é deles mas têm-no e é com dinheiro que se compram batatas, jornalistas e políticos.
  
É normal que a banca tenha este poder numa sociedade em que o capital tem um papel tão importante na economia, mas o caso português não se explica apenas pela lógica do capitalismo, no caso português há um outro factor bem mais forte do que o capitalismo, é a corrupção. Corrupção no sentido penal, mas  também a corrupção moral, a corrupção dos valores éticos, a corrupção política, uma corrupção que nos apodrece e apodrece o país. A banca é a grande máquina que distribui os benefícios resultantes da miséria que há no país, é a banca que decide quais os políticos bem sucedidos na vida, quais os jornalistas com carreiras mais promissores, até decide quais os bispos que dão as missas mais bem frequentadas.
  
É preciso combater a corrupção e para o fazer não basta o que pretendem alguns campeões desta luta, a corrupção mais grave não está no agente da PJ que acompanha meio quilo de ouro até à fronteira para pouparem no IVA, a banca carrega toneladas de ouro de onde e para onde quer, consome os recursos nacionais, compras e distribui benesses a quem quer e nenhum banqueiro está preso. O único que foi incomodado foi o Oliveira e Costa e mesmo assim há por aí quem o queira ilibar dizendo que a culpa não é do criminoso mas sim de um qualquer que o poderia ter denunciado.
  
Todos os bancos comem trigo e só o BPN é que paga, os que agora tentam atirar as culpas da fraude do BPN sobre esta ou aquela pessoa ou entidade, são os mesmos que no passado sabiam de tudo, que lambiam o cu ao Oliveira e Costa e ao Dias Loureiro, com o mesmo voluntarismo com que o lambem ao Ulrich ou ao Ricardo Salgado. É gente que vive à custa do país, que se se alimenta das benesses da banca, que fazem carreiras corruptas à sombra da protecção do dinheiro, tudo para que o povo continue nesta miséria asfixiante. E o mais grave é que na hora de votar os eleitores votam onde o Ulrich, o Oliveira e Costa, o Dias Loureiro, o Ricardo Salgado querem.
  
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Beau Sejour, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Durão Barroso

É lamentável que a Europa tenha um mentiroso sem escrúpulos à frente da Comissão, ainda por cima alguém sem sentido de Estado e que na hora de fazer política se revela sem princípios. Depois dos ex-governadores do BdP (porque será que o Sr. Costa está calado?) foi a vez de Teixeira dos Santos vir dizer aquilo que já se tinha percebido, Durão Barroso é um mentiroso.

Mas, além de mentiroso Durão Barroso é um imbecil, estava convencido de que todos ficariam calados e as suas mentiras sujas passariam incólumes, enganou-se, em Portugal ninguém tem medo dele e só mesmo o actual governador de Portugal achou bem ficar calado, isto apesar do ataque sem princípios ao vice-governador do BCE, instituições em relação à qual seria suposto ter alguma solidariedade, para não falar do seu antecessor. Mas, enfim, a escola do BCP nem sempre é das melhores.

«O ex-ministro das Finanças respondeu ontem a Durão Barroso que veio revelar este fim-de-semana que, em 2011, quando o governo de Sócrates pediu ajuda externa, o Estado tinha apenas 300 milhões de euros em caixa. Teixeira dos Santos garante que as contas já incluíam os pagamentos de salários e pensões de Março, que o saldo final acabou por ser de 800 milhões e que a previsão de saldo para o final de Abril era ainda superior.

"Em meados de Março de 2011 estimávamos que, feitos todos os pagamentos e todas as operações de financiamento previstas, chegaríamos ao fim do mês com um saldo que estaria na ordem dos 330 milhões de euros. Mas a mesma previsão apontava que, em Abril, tivéssemos um saldo acima dos 900 milhões de euros e assim por adiante", disse Teixeira dos Santos no seu comentário semanal na Etv.

O ex-ministro ainda explica que foi a dificuldade em emitir dívida que levou o executivo de então a pedir uma intervenção externa: "Em Abril, na operação que fizemos no dia 6, sentimos de facto dificuldade em colocar essa operação. Foi concretizada, mas houve mesmo um sinal claro de que não era fácil colocar a dívida nos investidores estrangeiros."» [i]
 
 Dúvida do dia

Quem andará a oferecer alheiras a Passos Coelho? Será a Martifer grata pelo negócio dos estaleiros ou um gesto simpático da Goldman Sachs que seguindo um conselho do seu expert Luís Arnaut manifesta o seu reconhecimento pelo negócio dos CTT?
 
      
 Começar a trabalhar aos 11 anos
   
«Nesta edição do i, o físico Carlos Fiolhais conta que o seu pai começou a trabalhar depois de ter feito a quarta classe. Foi a trabalhar que conseguiu continuar a estudar e depois tornou-se militar. Antes de ler a entrevista de Carlos Fiolhais, li outra de uma jornalista que contava que a sua mãe começou a trabalhar aos 11 anos, a servir em casa de senhoras. Estas histórias não são exclusivo dos anos 50 e 60.

No ano lectivo de 1975/1976 entrei no então chamado ciclo preparatório - o que era uma lufada fabulosa de ar fresco depois da ultra-repressiva escola primária. As nossas aulas decorriam num andar emprestado da escola secundária (a antiga Escola Comercial e Industrial) e nuns pavilhões pré-fabricados onde às vezes chovia. No liceu, um antigo quartel, também chovia imenso. Mas a chuva nas aulas não era especialmente traumática - e naquela idade era curiosamente divertida. Já tinha havido a revolução, tínhamos aulas de Estudos Sociais e um trio fantástico de professoras "comunistas" (não sei se de facto eram do PCP, mas publique-se a lenda) que levavam a turma a fazer visitas às fábricas da zona em autogestão e a escrever textos sobre o acontecimento. De resto, a vida decorria normalmente e confesso que a única razão por que me lembro do Verão de 75 foi porque meti na cabeça, por causa das notícias dos imensos jornais que o meu pai levava todos os dias para casa, que poderia morrer, à conta do surto de cólera que na altura ocorreu em Portugal. A minha mãe insistia que isso não poderia acontecer - parecia que não atingia pessoas que tinham condições decentes de vida - mas eu mantive o pânico durante algum tempo. Morreu-se de cólera em Portugal nesse ano quente de 1975.

No fim do primeiro ano do "ciclo", alguns colegas abandonaram a escola para não voltar. Nós podíamos continuar a estudar, mas eles não. Foram trabalhar para "o campo", ajudar os pais na agricultura. Foi uma coisa estranha, mas depois percebi que era "normal". Acontecia porque os pais precisavam da ajuda dos filhos e não tinham dinheiro para a escola. Quando Passos decide tornar permanentes os cortes aos pensionistas e aos funcionários públicos, institucionalizando um assalto - justificado pelos privilegiados jovens arautos da JSD com a "justiça geracional" -, esquece toda a história recente de Portugal. Os reformados de hoje apanharam um país repressivo, ditatorial e terceiro-mundista e deram- -nos outra coisa. Em troca, Passos quer devolvê-los ao sítio de onde vieram.» [i]
   
Autor:
 
Ana Sá Lopes.
   
   
 Dívida portuguesa, para que te quero
   
«O presidente da comissão executiva do BPI, Fernando Ulrich, revelou nesta terça-feira que o banco concluiu a venda de metade da posição detida em dívida pública de médio e longo prazo de Portugal e Itália, no valor nominal de 850 milhões de euros e 487,5 milhões de euros, respectivamente.

O presidente da comissão executiva do BPI, Fernando Ulrich, revelou esta terça-feira que o banco concluiu a venda de metade da posição detida em dívida pública de médio e longo prazo de Portugal e Itália, no valor nominal de 850 e de 487,5 milhões de euros, respectivamente. O impacto conjunto da alienação dos títulos e do fecho das respectivas posições de cobertura (swaps de taxas de juro) traduziu-se numa menos valia depois de impostos de 102 milhões.

Ulrich explicou que a operação, “muito discutida, há muito tempo”, pela equipa de gestão, quis “reduzir a volatilidade futura dos rácios de capital” do banco devido à entrada em vigor das novas regras de Basileia III, a 1 de Janeiro. Estas ditam que as menos valias potenciais associadas à divida pública passam a estar reflectidas, aos preços de mercado, em cada momento, no rácio common equity Tier 1 (CET 1) dos bancos. “Neste novo quadro, pensámos que as posições que tínhamos eram grandes demais e poderiam sujeitar o banco a uma volatilidade que não nos parecia aconselhável”, disse o presidente do BPI. O banco tem neste momento em carteira 850 milhões de dívida pública portuguesa, quando em Junho de 2012 tinha mais do triplo do valor.» [Público]
   
Parecer:

Depois das perdas com a reestruturação da dívida grega e a chegar às eleições europeias é caso para dizer que a crise que o Ulrich receia é outra, o milagre português tão propalado pelos seus amigos pode custar-lhe um hair cut na dívida com que andou a especular todo este tempo. Compreende-se agora que quando o Ulrich fala muito em apoio de Passos Coelho é porque especula com os altos juros pagos pela dívida portuguesa, mas quando está em silêncio absoluto é porque quer recuperar alguns dos clientes que perdeu ao mesmo tempo que se livra da dívida que a qualquer momento pode ser alvo de uma reestruturação, mesmo sem qualquer manifesto.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Havia quem recebesse robalos
   
«Segurança do primeiro-ministro garante que nenhuma "navalha" entrou no gabinete de Passos Coelho. Só chegam a S. Bento "alheiras e alguns produtos de gastronomia regional".» [DN]
   
Parecer:

Alheiras de Trás-os-Montes?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Passos Coelho se foi o sucateiro que lhe mandou as alheiras.»
   
 Comemos pior
   
«Há pelo menos 20 anos que os portugueses não tinham tão poucos frutos disponíveis e há 10 anos que não havia níveis tão baixos de carne de bovino. No pescado (oito anos) e nos laticínios (nove) os sinais são semelhantes. Os dados do INE, relativos à Balança Alimentar Portuguesa 2008-2012, foram ontem divulgados e mostram uma redução da oferta nas mesas nacionais. Além disso, concluiu-se que os padrões de consumo dos portugueses são altamente desequilibrados em relação à roda dos alimentos, uma referência para a alimentação saudável.

O INE, que analisa a oferta de alimentos em conjuntos de cinco anos, revela que , só no caso da carne de bovino, cada habitante passou a consumir 69,8 kg por ano, menos 5,9 kg em apenas quatro anos. Neste período, também a carne de porco esteve menos disponível, tendo caído 11,6%.

Pelo contrário, a carne dos animais de capoeira foi a única a apresentar um aumento das quantidades disponíveis. A maior parte da carne (70%) é de produção nacional, embora a de capoeira tenha um peso nacional maior (85%).» [DN]
   
Parecer:

Agora já praticamos a dieta do homem de Massamá.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
      
 Vítor Gaspar anedótico
   
«O ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar defendeu na quarta-feira numa universidade norte-americana, em Nova Iorque, que "os economistas não são muito bons a prever o resultado de processos políticos".

As declarações foram feitas na Universidade de Columbia, onde o antigo ministro do Governo chefiado por Passos Coelho participou na conferência sob o tema "A construção de um sistema financeiro continental: lições para a Europa da história americana".

Segundo a universidade, o objetivo era discutir a experiência de Alexander Hamilton enquanto primeiro secretário do Tesouro norte-americano, entre 1789 e 1795. Gaspar afirmou que, depois de sair do Governo, em julho do ano passado, decidiu que "seria mais seguro" dedicar-se ao estudo de uma personalidade na história norte-americana.» [i]
   
Parecer:

Tem alguma graça ouvir Vítor Gaspar dizer que os economistas não são muito bons a prever os resultados dos processos políticos, logo ele que não conseguiu acertar numa única previsão económica.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Durão sem coragem
   
«Durão Barroso evitou hoje comentar as declarações de Vitor Constâncio, que esta semana contrariou o actual presidente da Comissão Europeia, negando alguma vez ter recebido "qualquer informação" sobre possíveis "irregularidades concretas" no BPN.» [DN]
   
Parecer:

Era de esperar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Barroso que seja honesto.»
     

   
   
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quinta-feira, abril 03, 2014

Léxico tuga

Bebedeira: o estado em que se fica depois de se estar a ouvir o Aguiar Branco ou o Poiares Maduro.
BPN: um roubo colectivo que nas praias brasileira se designa por arrastão, mas que neste caso foi feito nos corredores na banca e protagonizado pelo pessoal da favela do cavaco.
Cavaco Silva: conhecido condómino da Quinta da Coelha, local aprazível onde se fazem excelentes negócios mobiliários e imobiliários na companhia do pessoal do BPN.
Consenso: um processo de decisão política nos termos do qual o governo decide e o presidente força o PS a concordar e repartir os prejuízos eleitorais, a fim de garantir o partido do presidente no poder.
Democracia económica: uma economia onde as maiores empresas são geridas por corruptos do Partido Comunista Chinês.
Desempregados: idiotas que passam o seu tempo no Facebook em vez de desaparecerem e loja e emigrarem para as zonas de conforto sugeridas pelo governo, para desaparecerem do país e das estatísticas do desemprego.
Durão Barroso: um aldrabão muito apreciado quando servido assado na brasa depois de devidamente escamado e salgado e servido temperado com azeite, alhos e coentros.
Eduardo Catroga: uns quantos pentelhos de prejuízo assumidos pelo Partido Comunista Chinês aquando da compra da EDP mediante a promessa de compensações futuras.
Estupidez: a mesma coisa que bebedeira mas no caso de consumir Paula Teixeira Pinto em excesso.
Isabel Jonet: alma caridosa cheia de amor para alimentar a alma dos pobres.
Funcionários públicos: a sarna do país que representa a despesa pública e ganha muito acima da média seja de quem for.
Jornalistas: especialistas na recolha de informação em briefings que nunca se realizaram e foram promovido por secretários de Estado que só cometem erros.
Maria Cavaco Silva: porta-voz da santinha de Fátima para assuntos da troika.
Manifestos: inconveniências inoportunas da iniciativa de gente duvidosa.
Marques Mendes: moço de recados de Passos Coelho.
Milagre: redução do desemprego à custa da emigração e da desistência de procura de emprego depois de terminado o período durante o qual se recebe subsídio de desemprego.
Paulo Portas: conhecido submarinos das águas profundas da política da direita que costuma ser irrevogável.
Pensão: gorjeta mal empregada.
Pensionistas: inúteis cuja partida é ansiosamente esperada.
Pires de Lima: a santinha milagreira da Rua da Horta Seca que destronou a Santinha da Ladeira e corre um sério risco de ultrapassar a santinha de Fátima.
Portugal: um país muito sujo localizado no sul da Europa onde há jovens qualificados a mais, universidades desnecessárias e que por ser um país de tão baixo nível nem precisa de um governo ou de um presidente de grande nível.
Santa Casa: zona de conforto de Pedro Santana Lopes.
Soares dos Santos: um conhecido merceeiro holandês que considera que o país é uma das suas grandes superfícies.
Sr. Costa: governador do BdP que fica em silêncio absoluto quando o seu antecessor é atacado sm fundamento e com recurso a golpes sujos.
Troika: membro sexual usado por Passos Coelho quando pretende relacionar-se com os portugueses que considera de segunda, que estão a mais ou que por serem velhos são inúteis.
Vítor Gaspar: netinho da Dona Prazeres.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Chafariz da Rua do Século, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Isabel Jonet, a senhora da caridade

Ao lado de Soares dos Santos, Miguel Relvas, Cavaco Silva, António Barreto, Vítor Bento a senhor do Banco Alimentar faz parte do grupo restrito de ideólogos do regime, estando especializada no capítulo ao combate da pobreza através da institucionalização da caridade. Por isso mesmo estava a estranhar as suas declarações em que defende haver limites para impor austeridade aos funcionários e pensionistas.

Acabei por ficar desiludido, a senhora parece estar mais preocupada com as consequências sociais do que com a injustiça da medida, o seu problema não está no facto de a austeridade ter incidido sobre grupos desprezados ideologicamente por quem foi educado na ideia de um país muito sujo, mas sim no receio de haverem limites. Mesmo quando sugere alternativa não refere grupos sociais ou profissionais, faz como Passos Coelho no passado e sem dizer quais aponta para as gorduras do Estado.

Mas quase hilariante é a sua opinião sobre os desempregados quando conclui que o pior inimigo destes são as redes sociais. Compreende-se, em vez de andarem metidos nesse pecado deviam ir logo de madrugada para a igreja mais próxima rezar uns terços implorando a Deus por um emprego.

«A presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, Isabel Jonet, considera que não se pode impor mais cortes aos pensionistas e funcionários públicos que “já não aguentam mais”.

O Estado tem alternativas e ainda muito desperdício para cortar e é por aí que a austeridade deve prosseguir, defende Isabel Jonet, em entrevista ao programa “Terça à Noite” da Renascença. 

“Ainda há muito desperdício na sociedade portuguesa, nas empresas públicas, nas empresas privadas - porventura menos porque a gestão é mais controlada. Eu acho que há ainda muito onde podemos reduzir sem ter, necessariamente, de impor mais cortes aos pensionistas. Não se pode impor mais cortes a um determinado conjunto de pessoas que já não aguenta mais. Há limites que não se podem passar, porque era um erro estratégico”, sublinha Isabel Jonet.

Para a presidente do Banco Alimentar, “desengane-se quem pensa que a crise está a chegar ao fim”, porque a recuperação económica “ainda não se reflectiu em nenhuma situação concreta”. “Penso que a crise aqui em Portugal ainda está para durar do ponto de vista das pessoas”, sustenta.

"O pior inimigo dos desempregados são as redes sociais"

(...) Isabel Jonet considera ainda que “o pior inimigo dos desempregados são as redes sociais. Muitas vezes as pessoas ficam desempregadas e ficam dias e dias inteiros agarradas ao Facebook, ou agarradas a jogos, agarradas a amigos que não existem e vivem uma vida que é uma total ilusão”. Isabel Jonet recomenda que os desempregados procurem fazer trabalho voluntário que, apesar de tudo, os mantém activos e com mais possibilidade de encontrar um novo emprego.» [RR]

 
 O ataque de Durão Barroso

O golpe baixo dado por Durão Barroso revela a natureza deste político de baixo nível em todo o seu esplendor, alguém que se esquece das funções que desempenha e dá um golpe baixo para descredibilizar um vice-presidente do BCE, um político sem escrúpulos que não hesita em fazer este jogo sujo para ficar bem visto aos olhos de um qualquer Passos Coelho.

Durão Barroso é uma vergonha para Portugal e para os portugueses, ainda bem que está para breve a sua saída da Comissão Europeia, ganha a Europa e ganham os portugueses que começam a ter vergonha de se assumirem enquanto tal em Bruxelas.
     

   
   
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