sábado, maio 10, 2014

Os líderes do PS são todos maus, feios e incapazes

Desde os tempos do PSD de Cavaco Silva que a direita evita debater ideias ou promover os seus projectos, as suas campanhas assentam habitualmente na desvalorização dos líderes do PS. A máquina está tão bem oleada que nem é necessário qualquer argumentário secreto. A estratégia é sempre a mesma, apenas variam os argumentos em função das circunstâncias, argumentos que vão desde as alcunhas à difamação.
  
Quem se lembra do que se discutiu na campanha eleitoral em que António Guterres era líder do PS? Não há memória de uma única ideia ou proposta de Fernando Nogueira, para a história ficou a alcunha de picareta falante que puseram a António Guterres. Quem se lembra das propostas de Santana Lopes? Ninguém pois Santana Lopes não concorreu com ideias, encomendou aos jotas (uma espécie de milícia armada da difamação) uns outdoors lançando insinuações sobre Sócrates, para depois se apresentar como um modelo de reprodutor nacional.
  
O PSD está viciado nesta estratégia que todos os seus apoiantes nem sequer precisam de instruções, basta o PS eleger um novo líder para no dia seguinte desde o Expresso ao Sol ou desde a SIC à TVI começam logo um trabalho mais ou menos descarado de desvalorização, subalternização e mesmo difamação. 
  
Que projectos ou ideias apresentou o PSD nestas eleições eleitorais? Nenhumas, o pequeno Rangel confundiu a apresentação da candidatura com as suas noites domésticas de cinema e inventou um programa equivalente aos latidos dos 101 Dálmatas. Desde então só se ouvem ataques sujos ao PS e ao seu líder, enquanto Cavaco Silva oscila entre o elefante subtil apelando ao consenso ou é mais descarado lançando ataques venenosos e menos próprios aos que falaram em segundo resgate, logo ele que foi precisamente um dos primeiros a levantar tal hipótese.

Aquilo a que já estamos assistindo e vamos assistir ao longo desta campanha eleitoral é o culminar de três anos de trabalho sujo em que dezenas de jornalistas e todos os ex-líderes do PSD (que agora são comentadores, comissários em Bruxelas e outras coisas que dão dinheiro e/ou conforto) se desdobram em manobras que visam apenas desvalorizar as capacidades do líder da oposição. A direita sempre teve a opinião de que os seus governos se justificam por uma ordem natural e esta estratégia não passa disso, qualquer imbecil só porque diz ser de direita já se sente um ser superior que tem o direito de difamar todo e qualquer cidadão ou líder político da esquerda.
 
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Pilrito-pequeno (Calidris minuta) no Terreiro do Paço, Lisboa

«Identificação

Como o nome indica, é um pilrito bastante pequeno, com cerca de 2/3 da dimensão do pilrito-das-praias, tendo ainda as patas curtas e escuras, apresentando um bico fino e comprido. A plumagem é semelhante à do pilrito de Temminck. Da garganta ao abdómen a cor é branca. Na plumagem de Inverno, o dorso e asas são acinzentados, enquanto que na Primavera e Verão, estas partes são castanho-arruivado com algumas penas escuras, dando um aspecto mais malhado.

Abundância e calendário

Existem também efectivos invernantes, mas durante este período é claramente menos abundante que nas épocas de passagem e ocorre quase unicamente no Algarve e no estuário do Sado. Assim a época mais aconselhada para a observação desta pequena limícola gira em torno dos meses de Setembro e Outubro, e no período de Inverno nas regiões mencionadas. Concentra-se sobretudo nas grandes zonas estuarinas e nos sistemas lagunares junto ao litoral, sendo bastante raro no interior do território. Associa-se frequentemente a outras espécies de pilritos.» [Aves de Portugal]

O Dia Mundial das Aves Migratórias é comemorado nestes dias 10 e 11 de Maio e a propósito dessa data aqui se coloca a fotografia de uma aves que raramente é observável em Lisboa. 
  
É uma pena que Lisboa nada faça para proteger a sua biodiversidade e que deixe as suas aves entregues aos gatos que povoam as nossos parques e jardins.


 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Como é possível que alguém que recorre a discursos crispados, que ignora o líder da oposição e que no passado tinha sempre a certeza e raramente se enganava vem agora com essa treta da falta de compromisso. Compromisso a troco do quê, da constituição, de eleições antecipadas, de quê? E compromisso com base em quê, em memorando secretos, em guiões feitos à pressa, em idiotices?

Começa a ser tempo de Cavaco deixar de intervir na luta partidária com este género de discursos que insinuam que o seu partido quer um compromisso e são os "outros" que o rejeitam.

«O Presidente da República insistiu hoje na importância de uma cultura de compromisso, considerando que a prevalência das "oscilações erráticas do tempo curto sobre a perspetiva nacional do tempo longo" dificultará uma trajetória sustentável de desenvolvimento.

"Nos dias que vivemos, é natural que os cidadãos, confrontados pelas adversidades do quotidiano, sejam absorvidos pelas exigências imediatas do tempo curto. No entanto, temos de compreender, em definitivo, que existem na sociedade portuguesa desafios que só poderão ser vencidos numa perspetiva temporal alargada e no quadro de uma cultura de compromisso", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, na abertura da conferência "Portugal: Rotas de Abril", que decorre na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

Contrapondo o "tempo curto" e o "tempo longo", Cavaco Silva reiterou o apelo aos compromissos políticos, insistindo que há um conjunto de reformas no Estado e de orientações políticas estratégicas que devem ser objeto de um entendimento de médio prazo entre as forças partidárias, pois sem esse compromisso e "mantendo-se a prevalência das oscilações erráticas do tempo curto sobre a perspetiva do tempo longo, Portugal muito dificilmente será capaz de assegurar uma trajetória sustentável de desenvolvimento".» [i]
 
 Depois de Cavaco, temos um novo timoneiro

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E o Marquito António faz de arrais ou de grumete.
 
 Saída limpa ou lixívia?

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Pela forma como se comporta o governo a saída da troika nem é saída, nem é limpa. Passos E Portas estão usando o fim do prazo do memorando como lixívia para branquear os três últimos anos de governo.
 
 Pergunta ao governador do Banco de Portugal

Vai esperar muito para pedir a demissão na sequência do acórdão em relação às trafulhices ddo BCP ou continua num cargo para o qual não tem nem grandes capacidades académicas, nem uma folha que não suscita dúvidas?
 
 Pergunta a Cavaco para meditar na viagem até Pequim

Como é possível chegar a consenso com um mentiroso?
 
      
 Limpinho
   
«O sistema de pensões é insustentável. A troika diz, o Governo assevera, especialistas reiteram, colunistas afiançam, jornalistas ecoam.

A grande questão é pois perceber como é que, com uma coisa desta gravidade a meter-se pelos olhos adentro, nada se fez até ao advento de tão bravo Executivo. Pior: ainda há pouco tempo havia uns tresloucados que queriam aumentar as pensões e estabelecer a impossibilidade de as diminuir. Por exemplo um Pedro Mota Soares, decerto sem nada a ver com o atual ministro da Segurança Social, propunha em janeiro de 2008 acrescentar às pensões "um fator de correção da inflação para aumentar o poder de compra". Em 2010, o mesmo Mota Soares, ou seja, outro, apresentava um projeto de lei em que pontificava serem "os pensionistas um grupo social bastante vulnerável aos impactos negativos da crise económica" e, preocupando-se com o facto de "a introdução do Complemento Solidário para Idosos", criado pelo Governo PS, "estar longe de atingir a grande maioria dos pensionistas" (o ministro de nome igual diminuiu o valor de referência do CSI e operou uma descida de mais de 30 mil no número dos beneficiários deste complemento que exige condição de recursos, ou seja, prova de efetiva necessidade), terminava com um artigo único: "As pensões atribuídas pelo sistema de Segurança Social não podem diminuir o seu valor, mesmo nos anos em que o Índice de Preços do Consumidor for negativo." Vá lá que no mesmo ano, em junho, o PSD, pela voz de um Miguel Relvas, anunciava um projeto de lei para limitar o pagamento de pensões do regime público a um máximo de 5034,64 euros - mas ressalvava logo que "sem retroatividade", tratando--se de "uma medida excecional, que poderá ser revogada quando o País estiver com boa saúde financeira".
  
A 24 de março de 2011 (dia seguinte ao do chumbo do PEC IV), um líder do PSD de nome Passos Coelho assegurava em Bruxelas que jamais faria cortes nas pensões. E a 19 de abril reforçava: "Todos aqueles que produziram os seus descontos no passado e que têm hoje direito às suas reformas e às suas pensões deverão mantê-las no futuro, sob pena de o Estado se apropriar daquilo que não é seu."

Felizmente nenhum destes irresponsáveis ignaros está no Governo que nos garante que a única forma de sanar a por si decretada "insustentabilidade" é introduzir uma TSU específica e definitiva para pensões em pagamento que penaliza mais os que recebem menos, aumentando ao mesmo tempo a TSU geral 0,2% e juntando-lhe 0,25% de IVA. O Governo que apresenta isso como "uma reforma" enquanto mantém na gaveta um suposto projeto de reforma que encomendou a um grupo de especia- listas e anuncia a encomenda de outro projeto de reforma a outro grupo de especialistas. O Governo, em suma, das saídas limpas - e das verdades irrevogáveis.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.
      
 A mulher barbuda no Circo da Eurovisão
   
«Adriana Calcanhotto tem uma canção que abre a assim: "O que será que sonha/ A mulher barbada? Será que no sonho ela salta/ Como a trapezista?" E Calcanhotto continua com outras profissões de circo e sonhos dos palhaços e dos domadores, para voltar à dúvida: o que será que sonha a mulher barbuda? A cantora não responde. Eu sim: a mulher barbuda sonha em não ter barba. Se sonhar que tem, não é sonho, é pesadelo. Hoje ainda é pior do que nos tempos das mulheres barbudas, dos anões e dos homens-torso: antes ainda arranjavam emprego no circo. Mas o Cirque du Soleil, se hoje passasse por Copenhaga e expusesse uma mulher barbuda, teria uma manifestação à porta. Sim, dá emprego mas é indigno expor mulheres barbudas, mesmo se elas aceitam. Dir-se-ia, então, que a manifestação era progressista. Mas se amanhã uma manifestação protestar, à porta do Festival da Eurovisão da Canção, em Copenhaga, contra a exploração da concorrente austríaca Conchita Wurst, travesti que se apresenta como mulher barbuda, com belo vestido e barba cerrada, os manifestantes serão chamados de reacionários. É certo que Conchita está lá porque quer e para sacar o dela, mas não era o mesmo verdade com as mulheres barbudas dos circos de antanho? Então, qual a diferença? Suspeito que o truque é este: envolve-te em lantejoulas e ideias fraturantes e aceitam-te as causas mais absurdas. O lançamento de anões só foi proibido porque não foram usados anões ecologistas.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.
   
   
 Mas que grande saída limpa!
   
«O Partido Socialista lidera não só as intenções de voto dos portugueses como também o nível de popularidade. António José Seguro é o líder partidário mais popular, seguido de Paulo Portas e Jerónimo de Sousa. Passos Coelho, por sua vez, apresenta um nível negativo neste ranking, de acordo com a Eurosondagem realizada para o Expresso e a SIC.
  
António José Seguro é o líder mais popular entre os portugueses com 24,1% de opiniões positivas conquistadas. Na segunda posição surge Paulo Portas (11,4%), depois Jerónimo de Sousa (8,4%) e Aníbal Cavaco Silva (8%).» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Não há saída limpa que consiga branquear três anos de irresponsabilidade.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Recomeça a chantagem sobre o Tribunal Constitucional
   
«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, admitiu hoje que pode haver nova subida de impostos se as propostas de poupança do lado da despesa voltarem a ser chumbadas pelo Tribunal Constitucional.

"Se medidas importantes que nos permitem criar poupanças do lado da massa salarial, não tiverem conformidade constitucional, novos aumentos de impostos ocorrerão", disse o governante, em resposta ao Partido Os Verdes, durante o debate quinzenal.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Já era de esperar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Tenho de mudar de casa!
   
«A conclusão é de um estudo sueco, realizado na região de Estocolmo, que acompanhou cinco mil moradores, durante cerca de 10 anos, e analisou o nível sonoro nas suas casas
As pessoas que moram perto de aeroportos podem sofrer um aumento do perímetro abdominal.

A conclusão é de um estudo sueco, realizado na região de Estocolmo, que acompanhou cinco mil moradores, durante cerca de 10 anos, e analisou o nível sonoro nas suas casas.

Especializados em medicina ambiental, os cientistas concluíram que a exposição prolongada ao barulho dos aviões produz alterações no metabolismo, com impacto no perímetro da cintura, calculado em 1,5 centímetros por cada aumento de 5 decibéis no nível sonoro.» [i]
   
Parecer:

Está explicada a barriga.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Perdoe-se à entremeada.»
     

   
   
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sexta-feira, maio 09, 2014

Falta de seriedade

Independentemente do que se possa opinar sobre as opções de política económica ou sobre as causas da crise que o país atravessa, um dos aspectos mais graves da época que vivemos é a total falta de seriedade dos políticos. Essa desonestidade intelectual  é evidente quer no discurso político, quer nas propostas que apresentam. A falta de seriedade é tão generalizada que já nem se discutem as medidas com consequências mais graves para o país, são adoptadas sem qualquer reflexão e apresentadas como factos consumados.

Ainda ontem Paulo Portas deu-nos um bom exemplo do que é a falta de seriedade, a reforma do Estado começou por um projecto feito às três pancadas que os Salassie do FMI assinou por baixo. Era um documento feito por incompetentes, cheio de erros técnicos mas mesmo assim o FMI aceitou dar-lhe a chancela. Depois foi o que se viu, foi esquecida e regressou sempre que foi necessário foguetório, Portas ressuscitou da demissão irreversível com o guião e agora que se inicia a campanha eleitoral permanente renasceu com o projecto para dar resposta ao segundo memorando de entendimento com o FMI.
  
Infelizmente, a falta de seriedade não é um exclusivo do governo, os jotas do PS também não a conseguem esconder sempre que são confrontados com a necessidade de dizer o que pensam. Veja-se a posição de Seguro em relação aos impostos, foi sempre contra os aumentos dos impostos, ainda esta semana ficou muito indignado com o acréscimo de 0,25% na taxa do IVA, mas quando questionado se vai descer os impostos não se compromete. Já com os vencimentos dos funcionários públicos fez o mesmo, pediu a inconstitucionalidade dos cortes, mas na hora de dizer se os vai repor fica engasgado.
  
No lado do PCP a falta de seriedade é condimentada com o cinismo dos que pensam que o paraíso futuro justifica a promoção do inferno actual. Quando o PCP tudo fez para derrubar o governo do PS sabia muito bem quais seriam as consequências, mas Jerónimo de Sousa e os seus não hesitaram em aliar-se à pior das direitas, a Passos e a Portas, para derrubar José Sócrates. É evidente que Jerónimo de Sousa sabiamuito bem o que aí vinha, mas do seu cardápio ideológico fazem parte duas teses que lhe são queridas, o grande inimigo do comunismo são as correntes social-democratas e as crises dão lugar às grandes mudanças que defende. É evidente que o discurso é sempre o da defesa dos interesses dos trabalhadores, bandeira que é empunhado por lutadores como o Mário Nogueira, lutou contra a avaliação para que muitos do que o apoiarem sejam agora avaliados no desemprego.
  
Mais finórios são os herdeiros de Estaline e Trotsky, deixaram de assumir as teses mais empoeiradas e são mais subtis na tentativa de destruir o PS. Basta ouvir o seu grande ideólogo Louçã para se perceber que há sempre uma grande preocupação em unir a esquerda ao mesmo tempo que se procura roubar votos e militantes ao PS. Todas as manobras do BE nos últimos anos tiveram um único objectivo, crescer eleitoralmente à custa do PS, com tentativas sistemáticas de promover cisões, algo que ficou evidente na campanha presidencial de Manuel Alegre.
  
E enquanto esta gente governa ou faz oposição para receberem comissões, assegurar tachos dourados nos parlamentos ou no aparelho de Estado o país afunda-se e o povo definha, é lançado na miséria e condenado à emigração.
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Flor silvestre de Lisboa (Ameixoeira)
  
 Jumento do dia
    
José Pedro Aguiar-Branco

Ó Zé Pedro, não achas que é uma vergonha para um ministro, ainda por cima de um governo quase da extrema-direita, assistir a uma vergonha destas? Agora que ninguém nos ouve, fazes bem em não te demitires, quem aguentou três anos a fazer tanta asneira pode muito bem aguentar mais um, até porque o tio Cavaco tudo apoia.

«Mais de uma dezena de oficiais generais abandonou esta quarta-feira as instalações do Instituto de Estudos Superiores Militares (IESM) como sinal de protesto pela presença do ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, no lançamento do último livro do general Loureiro dos Santos, "Reflexões sobre Estratégia VII - Tempos de crise".

Os generais, todos eles na reserva ou na reforma, estavam presentes para a referida cerimónia, ao fim da tarde, mas deixaram a sala quando se aperceberam da chegada do ministro e de que ele poderia intervir, o que não chegou a acontecer.

"Não me prestaria a fazer de plateia, depois de tudo o que ele fez e continua a fazer às Forças Armadas", disse ao Expresso o ex-Chefe de Estado-Maior General do Exército, Pinto Ramalho, um dos que abandonou o recinto do IESM.» [Expresso]
   
   
 Abandono em massa no Estado
   
«Quase dez mil funcionários públicos vão-se reformar até final do primeiro semestre, isto já contando com os dados hoje divulgados sobre os que que vão passar para a reforma em junho.

Segundo contas feitas pela agência Lusa com base nas listas da Caixa Geral de Aposentações (CGA), em junho, vão passar à reforma 1.636 funcionários públicos, a maior parte dos quais trabalhadores dos ministérios da Saúde (449) e da Educação (353).» [DN]
   
Parecer:

Dez mil foram-se embora, os restantes estão-se nas tintas e limitam-se a esperar que o tempo passe. O Estado está em degradação acelerada e quando muitos portugueses perceberem as consequências será tarde demais e terão as consequências das políticas que apoiaram por puro egoísmo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Ambiente hostil aos dálmatas
   
«O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP, Paulo Rangel, apelou hoje, em Ansião, distrito de Leiria, ao voto na Aliança Portugal, considerando que o momento é "hostil", apesar de os portugueses saberem que os socialistas "são agentes da irresponsabilidade".
  
"É difícil, é adverso, é hostil o ambiente em que nós estamos, porque muitos portugueses, pese embora saibam que os socialistas são agentes da irresponsabilidade, estão desencantados, estão desmotivados, estão desmobilizados", afirmou Paulo Rangel num almoço com autarcas.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Pudera!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada e sugira-se ao dálmata que deixe de usar linguagem fascista.»
     

   
   
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quinta-feira, maio 08, 2014

Eu só quero saber

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Eu só quero saber quanto vou ganhar no próximo ano e no caso de o governo ter a intenção de ludibriar a Constituição em que momento o vai anunciar.

Eu só quero saber se os direitos dos cidadãos expressos na Constituição da República valem pelo menos tanto como as normas do Código da Estrada.

Eu só quero saber se por ser funcionário público fiquei sem quaisquer direitos e até onde vai o governo na intenção de reduzir o meu vencimento.

Eu só quero saber se o governo acha que os ordenados dos trabalhadores são uma remuneração devida pelo trabalho ou se considerar que essas remunerações não passam de despesa para o Estado e encargos para as empresas privadas.

Eu só quero saber se o governo tem a intenção de ponto de ignorar os descontos que foram e estão sendo feitos levando os cortes das pensões ao ponto de as transformar em subsídios de sobrevivência, provavelmente pagos em sacos de ajuda alimentar recolhidos no Pingo Doce e distribuídos pelos mais idosos pelo Banco Alimentar Contra a Fome.

Eu só quero saber se aqueles que infelizmente chegou a Presidente da República continua a ignorar a Constituição da República e a assumir o papel de cheerleader do governo de Passos Coelho.

Eu só quero saber até onde o governo vai na redução dos impostos sobre os lucros e no aumento dos impostos sobre o consumo e os rendimentos do trabalho.

Eu só quero saber se em Portugal todos os cidadãos continuam a ser iguais nos seus direitos ou se já há cidadãos de primeira e cidadãos de segunda, com os ricos a serem mais que os pobres, os católicos mais do que os ateus, os do PSD mais do que os do CDS e o do CDS mais do que os do PCP, os do sector privado mais do que os funcionários públicos ou os trabalhadores no activo mais do que os reformados.

Eu só quero saber se as relações laborais passara a er em definitivo geridas numa base de chantagem e sem qualquer processo negocial digno desse nome.

Eu só quero saber se Cavaco Silva já tem ideias definitivas sobre a duração da legislatura, se reparou que há normas constitucionais sobre a matéria ou tenciona voltar a negociar a realização de eleições antecipadas a troco de benefícios para o seu partido a que ele insiste em designar por consenso.

Eu só quer saber quem recebeu e quem pagou as comissões no negócio dos submarinos que o Ministério Público alemão provou terem existido.

Eu só quero saber o nome de todos os beneficiários dos negócios do BPN que agora estamos pagando.

Eu só quero saber o que o governo se comprometeu a escrever no próximo memorando de entendimento com o FMI e quero sabê-lo porque nem que seja o último esses é um direito pelo qual não abdico. Um governo que não respeita a Constintuição, que rasgou os compromissos eleitorais e que governa contra o seu povo não pode comprometer o futuro de Portugal com memorandos secretos negociados como se os cidadãos deste país fossem uma récua de burros.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Flor do Jardim Botânico de Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Passos Coelho

Ainda a campanha não começou e já Passos Coelho recorre ao jogo sujo, tenta esconder o segundo memorando que assinou com o FMI em total segredo e, ao mesmo tempo, emporcalhar os que legitimamente exigem a sua divulgação.

Seria muito interessante saber se Cavaco também deu cobertura ao segundo memorando e se concordou que o memorando fosse enviado para o FMi a dois dias de eleições para que os portugueses deconhecessem o seu conteúdo até às eleições.

«O primeiro-ministro garantiu hoje em Braga que a carta de intenções que o Governo vai enviar à 'troika' "não tem" novos compromissos e disse esperar que o PS encontre uma "forma limpa" de fazer campanha sem "aterrorizar" os portugueses.

"Creio que é possível a todos os partidos disputarem as eleições sem usarem os portugueses e a incerteza sobre o futuro para ganhar votos. Espero que o PS encontre uma forma limpa de fazer a campanha eleitoral", disse, quando confrontado com a insatisfação do PS sobre o facto de o Governo não ter ainda revelado o conteúdo da carta que vai enviar ao FMI, a propósito da ultima avaliação incluída no programa de assistência externa.

Em Braga, para a inauguração do StartUp Braga, Pedro Passos Coelho disse que a carta "não está concluída" e apontou novamente o dedo aos socialistas dizendo que o PS "sabe muito bem" que a revelação do conteúdo daquela missiva depende do FMI porque essas são "as regras do jogo".» [DN]
 
 Conspiração contra a soberania nacional

A carta de intenções de que se fala não passa de um segundo memorando em que o país é envolvido sem o governo ter negociado o que quer que seja. Partindo do princípio de que Cavaco Silva só não sabia destas coisas no tempo do "amaldeçoado" Sócrates, há sérias razões para recear que a troika de presidentes do PSD formada por Coelho, Barroso e Cavaco, está armadilhando a história próxima do país.

A direita quer governar contra a vontade do povo recorrendo ao FMI para se assegurar que a sua política tem continuidade mesmo depois de os portugueses se terem livrado desta filoxera que se instalou em Belém e São Bento.

 Há imagens que valem por mil palavras

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Na página da PR
 
 Kit Saída Limpa

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 Um "Palito" atravessado na garganta de Miguel Macedo

Manuel Baltazar, o homicida de São João da pesqueira conhecido pelo "Palito" anda a gozar com Miguel Macedo e com a Paula Teixeira Pinto há 21 dias, nem a polícias do primeiro nem a da segunda conseguem apanhar o homem.
 
 Passos pede campanha limpa ao PS

Está com receio que o PS use os métodos do PSD ou que peça a Cavaco Silva que lhe empreste o Fernando Lima.

Enfim, Passos Coelho começa a campanha suja e tenta esconder o segundo memorando:

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 Limpa, suja ou encardida?
   
«Uma pessoa de recta consciência não pode deixar de se indignar, com nojo e abominação, ante o cerimonial em que o inexcedível Passos Coelho anunciou a "saída limpa" da nossa subalternidade. A comunicação social e os comentadores estipendiados usaram, como na Idade Média, tubas e atabales de regozijo perante tão fausto acontecimento. E o primeiro-ministro, useiro e vezeiro em manter com a verdade uma relação conflituosa, disse a um país perplexo a seguinte bojarda: "A liberdade de decisão foi reconquistada."

A simulação da realidade brada aos céus. Portugal continuará, por mais algumas décadas, sob vigilância apertada, e a gulodice daqueles indicados nossos "credores" não se apaziguará. Os portugueses não sabem a quem devem dinheiro; mas, parafraseando a frase imortal daquele banqueiro impante, agressivo e tolo, lá que devem, devem.

Continuamos, pois, imersos na miséria, na fome e no desespero sem esperança. Um pequeno grupo de burocratas ignorantes prosseguirá na tarefa infame de dar ordens a quem quer que esteja no Governo. Nada sabe da nossa história, da nossa cultura, das idiossincrasias que, apesar de tudo, nos diferenciam. Um deles fez uma declaração comovente: iria voltar a Portugal, como turista, por causa dos pastéis de nata de Belém! A rede foi estendida com sagaz competência, e as estruturas do capitalismo tornaram-se cada vez mais vorazes, porque não confrontadas com um antagonismo competente e sólido. O "socialismo democrático" é uma desgraça por toda a Europa; há governos que o são sem estar avalizados pelo voto, como acontece em Itália. A indigência moral, política e ideológica da "esquerda moderada" abriu caminho à avalancha da extrema-direita, cuja soberba começa a ser assustadora.

Os partidários desta política, caso de Passos Coelho e dos que tais, presos na insanidade de um suicídio colectivo, já não constituem uma decepção permanente porque tornaram "natural" a aberração histórica sob a qual vivemos. Manifesta--se uma ofensiva ampliada contra o ideal democrático, e a sub-reptícia proposta de despersonalização ética, substituída pela ordem que inculca a ideia da desnecessidade de governos eleitos. O "Estado mínimo" e a entrega da representatividade política e social aos privados, tão do agrado da catequese neoliberal, não encontra resposta nos partidos "socialistas", os mais próximos de uma confrontação urgente e fundamental.

Hollande é um desgraçado sem tino, que colocou nas funções de primeiro-ministro um direitinha contumaz. Nós, por cá, tudo mal ou embezerrado. Os reforços de Jorge Coelho e José Sócrates, assomados para socorrer António José Seguro da flexibilidade demonstrada, não chegam para "dar a volta" a um partido que perdeu há muito as distintivas de "esquerda."» [DN]
   
Autor:
 
Baptista-Bastos.
      
 Descobrimento dos Pequeninos
   
«Seis homens e outras tantas gravatas, entre empresário, primeiro-ministro, secretário de Estado da Cultura, guarda-costas e desconhecidos, encafuados numa caravela do tamanho de um táxi não dão boa imagem. Havia também quedas de água que pareciam poupar na água e um elefante e um rinoceronte também minorcas a ponto de poderem ter saltado para o táxi mas que, não o tendo feito, não justificam o guarda-costas e retiraram emoção à visita de Passos Coelho, ontem, ao novo Museu dos Descobrimentos no Porto. Se uma foto vale por mil palavras, as três ou quatro fotografias que farão a alegria dos jornais e blogues vão garantir, hoje, que ali não houve grandeza. E, no entanto, o primeiro-ministro fez bem em se mostrar naquela visita. Aquele museu é tão incipiente como chegar à costa da Mina quando a intenção era ir buscar pimenta à Índia - mas o bolinar das caravelas (e dos museus) faz-se caminhando. E a verdade é que se o Porto tem aquele Museu dos Descobrimentos, Lisboa não teve nenhum para mostrar aos 18 mil turistas dos seis navios de cruzeiro que ontem fundearam no Tejo. Assim é de aplaudir o museu do Porto e eu só não aplaudo mais por ele vir na esteira do Portugal dos Pequeninos que hoje nos tolhe como nunca. Receio que ontem se tenha celebrado ali a impossibilidade de Portugal (Portugal!) não poder ter o rasgo e grandeza de um Museu do Vasa em Estocolmo. Parece que também nisso de Descobrimentos temos de ser modestos.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.
     

   
   
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