sábado, maio 17, 2014

Milagre, diziam eles

Durante largos meses Portugal foi o tigre da Europa, graças à confiança internacional no brilhantismo de Passos Coelho, aos passaportes para mafiosos do Paulo Portas, ao competentíssimo presidente do AICEP o país exportava em barda, o empenho colectivo nas exportações era tanto que até o fino Pires de Lima passou a usar os sapatos com cheiro a chulé fabricados em Portugal. O país respirava de novo, o crescimento tinha deixado de ser palavra pecaminosa no léxico de um Passos Coelho assustado com as consequências da sua overdose de austeridade, era elogiado pelo clube de fãs dos jornalistas económicos, era o exemplo de sucesso dos paspalhos da troika e até o Durão Barroso já sonhava numa reforma tranquila a viver à custa dos contribuintes no Palácio de Belém.
  
Era um milagre digno do Jesus de Belém e tão alcançável para políticos comum como o é uma taça europeia para o Jesus de Benfica. O país exportava que se fartava e só podia ser a versão moderna do milagre dos peixes, Passos asfixiou a economia e quando todos receavam a fome disse-lhes “atirem a rede e encham-na de exportações”. Os humildes pescadores assim fizeram e do nada surgiram compradores estrangeiros por todo o lado. O milagre era tão grande que se exportava e nem se sentia nada nas importação ou na criação de emprego, Portugal exportava e não precisava nem de mais trabalhadores, nem de importar matérias-primas.
  
De repente tudo mudou e o milagre deixou de ser os dos peixes e passou a ser o de andar em cima da água, aos primeiros sinais de afundanço ouve-se Jesus dizer “Ó Pedro ensina a esse palerma o caminho das pedras!”. Afinal o milagre não passava de um truque estatístico e os que diziam que resultava do aumento de algumas exportações de produtos refinados tinham razão, ainda que a santinha da Horta Seca na ocasião se tenha fartado de apresentar provas estatística no parlamento, reivindicando o milagre.
  
Mais recentemente o país assistiu a outro milagres de multiplicação do dinheiro, quando as notícias do clube de fãs de Passos Coelho avisavam para uma redução dos reembolsos do IRS eis que somos surpreendidos por euromilhões miniaturas na conta bancária graças à generosidade de ministra das Finanças nos reembolsos do IRS, um festim mesmo em véspera de eleições europeias. O governo aumentou brutalmente os impostos e como se isso não bastasse falsificou as tabelas de retenção na fonte para extorquir um adicional de receitas de IRS, com as quais exibiu grandiosos resultados na execução orçamental ao longo de 2013. Agora vai devolve mais de mil euros a cada eleitor e ajeita as contas indo ao mercado pedir um empréstimo de mil milhões com um prazo de um ano. Isto é, o governo extorquiu dinheiro aos portugueses, teve sucesso nas receitas fiscais, anestesiou-os com um falso bónus e deixou a conta para pagar a quem governar daqui a um ano.
  
Afinal, não estamos perante nenhum milagre mas sim a assistir a truques de feira mal feitos e a nossas santinhas não passam de vulgares santinhas da Ladeira convertidas em caga milhões. 
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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"Trabalha embora morras", Cemitério do Alto de São João, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Dona Maria

Parece que a dona Maria quer ter uma intervenção mais activa na vida política e partidária portuguesa e como deve ter percebido que já ninguém dá importância ao que diz o marido decidiu dar um ar da sua graça. Aproveitou o tema da emigração para a sua primeira intervenção de defesa do governo e como era de esperar o seu pensamento está povoado por banalidades.

A dona Maria só se esqueceu de dizer que a nossa emigração sempre resultou da pobreza e que nos últimos anos o aumento exponencial da emigração é o resultado de um aumento exponencial da pobreza.

«A primeira-dama portuguesa, Maria Cavaco Silva, lembrou hoje que a emigração de portugueses sempre aconteceu, "mesmo sem crise", sustentando que o mundo atual `encolheu` e que existem oportunidades em todo o lado.

O tema da emigração surgiu durante uma conversa com os jornalistas a propósito da língua, quando Maria Cavaco Silva disse estar convencida de que os jovens portugueses iriam dar a atenção necessária à aprendizagem do chinês e lembrou que o seu neto mais novo estava triste porque uma colega tinha ido viver para Xangai.

Instada a comentar se os pais da criança tinham sido `forçados` a deixar o país, a primeira-dama recordou que a emigração foi sempre uma temática presente nas famílias portuguesas e que a atual facilidade de comunicação permite encontrar "oportunidades" nos mais diversos locais do planeta.» [RTP]

 
 O medo e a ganza

 
 Diálogo imaginário entre Cavaco e Fernando Lima

Ó Nando, desta vez não digas nada aos gajos do Público desta treta dos descontas da ADSE e divulga a coisa só quando eu já estiver dentro da Cidade Proibida de Pequim que é para esses gajos não me chatearem!
 
 As exportações

Parece que nem com a Santinha a comprar desses sapatos pirosos fabricados em Portugal as exportações mantiveram o crescimento, uma prova de que muito do sucesso passado se deve a Pedro Reis pois desde que saiu do AICEP. Bem, a paragem da refinaria de Sines e da Autoeuropa também não ajudaram, logo estas dus empresas que investiram em Portugal por acreditarem no ajustamento e na overdose de troikismo.
 
 Candidato ou moço de recados da campanha?

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 Tchim, tchim
   
«Isto das dívidas soberanas é um bocado como as vacas loucas e o antrax, é por ondas. Qualquer dia se calhar ninguém fala disto, como ninguém falou antes."A frase é de um dos entrevistados do DN de amanhã, quadro de uma multinacional alemã despedido em 2012 que agora, usando as poupanças, joga na bolsa para sustentar a família.

Vítor - chama-se Vítor, 40 anos - julga ter aprendido a seguir "a mão invisível": "Há ciclos. E nestes três anos houve gente a fazer muito, muito dinheiro. Houve bancos e empresas portuguesas que subiram 300%. E enquanto os resultados do País eram cada vez piores, os juros da dívida desciam cada vez mais. Um dos ativos mais lucrativos, aliás, foi a dívida grega - os especuladores perceberam que o caminho era sempre a descer, e portanto valia a pena comprar." Porque, explica, "deve-se comprar no caos e vender quando está tudo eufórico".

Mas, claro, quando a esmola é muita o pobre deve desconfiar: "Houve uma altura em que éramos os piores do mundo, e agora somos os melhores, e sem ter mudado nada. Tenho receio do que pode suceder." O que pode suceder, risco para o qual muitos economistas não engajados na teoria da "austeridade salvífica" alertam, é que não tendo a descida dos juros qualquer relação com o estado da economia dos países, tudo pode mudar de um momento para o outro - e sem aviso.

Numa entrevista dada nesta semana ao Público, o britânico Philippe Legrain, conselheiro de Barroso entre 2011 e fevereiro de 2014 ("Nunca seguiu os meus conselhos", comenta), reforça a teoria da conspiração de Vítor. Os resgates da Grécia, Portugal e Irlanda foram resgates aos bancos alemães e franceses, diz Legrain: não foi reestruturada a dívida grega, em 2010, quando se revelou o estado das contas da Grécia, porque isso implicava grandes perdas para os bancos dos dois países do "diretório". "Emprestar dinheiro a uma Grécia insolvente transformou os maus empréstimos privados dos bancos em obrigações entre governos", explica este economista, que publicou neste ano um livro sobre a crise europeia. "O que começou por ser uma crise bancária que deveria ter unido a Europa nos esforços para limitar os bancos acabou por se transformar numa crise da dívida que dividiu a Europa entre países credores e países devedores. E em que as instituições europeias funcionaram como instrumentos para os credores imporem a sua vontade aos devedores."

Em 1936, a três dias de ganhar o segundo mandato, Roosevelt, o presidente que regulou o sistema bancário que causara a Grande Depressão de 1929 e ergueu a América da miséria com o New Deal, disse: "Sabemos agora que o governo pelo dinheiro organizado é tão perigoso como o governo da máfia." Setenta e oito anos depois, o dinheiro organizado brinda à vitória. E os servos, alvares, emulam-no.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.
      
 Pés de barro
   
«Os dados divulgados esta semana pelo INE provam que o apregoado "sucesso do ajustamento" não passa afinal de uma perigosa fantasia: a economia portuguesa entrou de novo numa trajectória de recessão, caindo 0,7% no 1º trimestre deste ano face ao trimestre anterior.
Resumindo: a propaganda governamental foi atropelada pela realidade e teve morte imediata.

O recuo da economia portuguesa no primeiro trimestre deste ano é decepcionante e ainda mais por ocorrer em contra ciclo, já que neste mesmo trimestre a economia da União Europeia apresentou, em termos médios, um crescimento de 0,3%. O pior, todavia, é que a explicação do INE para este mau resultado da economia portuguesa desmente toda a narrativa em que o Governo pretendia fazer assentar a sua fantástica teoria do "milagre económico". De facto, feitas as contas, o que o INE diz, preto no branco, é que "A procura externa líquida apresentou um contributo negativo expressivo (...), devido principalmente ao abrandamento das Exportações de Bens e Serviços, tendo as importações de Bens e Serviços acelerado". 

Perante isto, duas conclusões se impõem e ambas desautorizam a propaganda governamental. Em primeiro lugar, o abrandamento significativo das exportações (fortemente determinado, como é sabido, pela diminuição conjuntural do contributo da produção da refinaria da GALP0.63% em Sines, um projecto lançado e apoiado ainda durante os governos socialistas) prova que, ao contrário do que diz o Governo, não ocorreu nestes últimos três anos nenhuma modificação estrutural da economia portuguesa que permita sustentar duradouramente o crescimento das exportações. Em segundo lugar, bastou a coincidência de um abrandamento conjuntural das exportações com um ligeiro crescimento da procura interna para reduzir a pó a propalada joia da coroa do programa de ajustamento - o equilíbrio na balança com o exterior - e dar lugar a um "contributo negativo expressivo" da procura externa líquida.

Trajectória recessiva, abrandamento das exportações, procura externa líquida negativa - todos estes dados gritam a mesma coisa: o sucesso de que fala o Governo está em rota de colisão frontal com a realidade da vida da economia, com a realidade da vida das empresas e com a realidade da vida das famílias e das pessoas. É, aliás, nesse mundo real que, segundo dados revelados também esta semana pelo INE, os portugueses, contra tudo o que lhes foi prometido, tiveram de suportar em 2013 um aumento brutal da receita do IRS de 34,3% (!) contribuindo assim para o recorde absoluto da carga fiscal em Portugal, que atingiu os 34,9% do PIB. 

É por essas e por outras que se tornam absolutamente grotescas tantas celebrações festivas e todo este frenesim que para aí vai de conselhos de ministros extraordinários. Não creio que nada disso possa sobrepor-se ao conhecimento que os portugueses têm da situação do seu país e à consciência do que será o seu futuro se nada mudar. Eles sabem, melhor do que ninguém, que o sucesso de que fala a propaganda do Governo tem pés de barro.» [DE]
   
Autor:

Pedro Silva Pereira.
     

   
   
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sexta-feira, maio 16, 2014

O homem barbudo

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Na Eurovisão ganhou a mulher barbuda há quem queira que seja o candidato barbudo a ganhar. Não estou com isto a insinuar que na Eurovisão ganhou uma aberração ou que há qualquer relação estranha entre a candidatada da música e o nosso candidato da política, antes pelo contrário, acho mesmo que se entre os dois há qualquer aberração a assinalar é o homem barbudo. E fiquem as boas almas tranquilas porque este blogue não é da JSD e não está aqui em causa qualquer avaliação pessoal do homem barbudo.

Eu nem precisaria do Assis ou de qualquer outro candidato da oposição à direita ou mesmo da oposição a tudo e a todos para não votar no homem barbudo, bastaria que a mulher barbuda se tivesse candidatado a deputada europeia pelos tugas para não votar no homem barbudo. Estamos perante dois travestis, a mulher barbuda é um travesti no sentido sexual do termo, uma operação legítima que a ninguém diz respeito. O homem barbudo é também um travesti, só que de outro género, aliás, é um duplo travesti pois ao longo da sua carreira já mudou por várias vezes, foi CDS, foi candidato da Ferreira Leite a acaba em pitbull do Passos Coelho. Travesti por travesti prefiro a mulher barbuda, até porque com tantas mudanças não me admiraria nada que o Rangel desse mais alguma cambalhota.
  
A mulher barbuda canta bem, alegra quem o ouve, o nosso homem barbudo nem canta bem, nem nos alegra. Pior ainda, a mulher barbuda canta bem para que todos fiquemos agradados ao ouvi-la enquanto o homem barbudo é um artista exclusivo de Passos Coelho, como na época Medieval haviam os bobos da corte, na corte modernaça de Passos Coelho além do Moedas, do Maduro e de outros animadores conta com o exclusivo da música do homem barbudo, digamos que está para Passos Coelho assim como a fadista Kátia Guerreiro está para Cavaco Silva.
  
A mulher barbuda tem uma dimensão europeia, foi uma candidata de mérito, canta bem e foi eleita por uma maioria. Pelo contrário, o homem barbudo tem pouco mérito, canta mal, não passa de um saloio político e foi escolhido pelo chefe. A mulher barbuda teve o seu merecido prémio, o homem barbudo canta em busca de trinta dinheiros pagos.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Serpa
  
 Jumento do dia
    
Assunção Esteves, desconectada parlamentar

Depois do discurso do inconseguimento já nada se estranha nem entranha na presidente do parlamento, cargo a que chegou graças ao espetanço do agora quase anónimo presidente da AMI, não admira que convida para as jornadas parlamentares da saúde uma vidente especialista na terapia da alma e que a crer na Wikipédia é uma especialista em limpeza espiritual e electricista das conexões com o Eu Superior, para além das conexões directas com Jesus que promete no site, conexões que não deverão ser com Aquele que está à direita de Deus, mas com aquele que esteve no inferno de Turim, ainda que por estes dias ande mais ocupado a conectar-se com o Cardoso na esperança de lhe curar o pontapé do que a ajudar nas limpezas da Alexandra Solnado.

O que nos vale é que a convicções religiosas do Dr. Macedo são uma garantia de que o Professor Karamba nunca terá um lugar de direcção clínica de um hospital público, senão ainda veríamos o parlamento a sugerir ao governo a nomeação da vidente para ministra da Saúde Adjunta.

«"As memórias de vidas passadas podem interferir na saúde e a limpeza dessas memórias pode ajudar" ao bem-estar. A questão é hoje o tema de uma palestra de Alexandra Solnado na Assembleia da República, uma iniciativa integrada nas Jornadas da Saúde que estão a decorrer no parlamento.

Alexandra Solnado - "terapeuta da alma" que tem vários livros que alega terem sido ditados por Jesus - anunciou a conferência no Facebook e o i confirmou que a palestra está marcada para hoje à tarde no auditório novo da Assembleia da República. É aberta a todos os que trabalham no Palácio de São Bento, sejam funcionários sejam deputados (do exterior só por convite). A conferência integra-se na 5.a edição das Jornadas da Saúde, que decorrem de 5 de Maio ao final desta semana e incluem dezenas de actividades em vários espaços parlamentares, entre rastreios, check-ups, conferências e workshops.

O i apurou que o convite a Alexandra Solnado partiu da Direcção de Recursos Humanos do parlamento, responsável pela organização das Jornadas. No Facebook, Alexandra Solnado dá conta da surpresa com que recebeu o convite: "Numa iniciativa inédita e ousada, é de assinalar e salientar este convite da Assembleia da República", "É um positivo sinal de evolução que acompanha a tendência destes novos tempos e que já atinge uma instituição tão reconhecida". Ao i Alexandra Solnado explicou que a palestra de hoje será sobre "como as memórias das vidas passadas interferem na saúde" e como a "limpeza das memórias" pode contribuir para a saúde e o bem-estar. E invoca a sua experiência neste campo: "Sessenta mil atendimentos." Quanto ao convite diz que revela uma "abertura incrível".»  [i]

PS: Parece que Assunção Esteves deu lugar a mais um dos seus inconseguimentos e optou por desconectar o parlamento de Jesus. Enfim, depois da criaçõ da jantarada do núcleo do Sproting pode ser que o Parlamento consiga uma ida do Jesus de cá de baixo falar de políticas de saúde aos nossos interessados deputados.

«A Assembleia da República cancelou esta quinta-feira a palestra de Alexandra Solnado sobre “vidas passadas”, no âmbito das Jornadas da Saúde. 

Alexandra Solnado anunciou o cancelamento na sua página do Facebook. “Não faz mal. Fazemos a festa noutra altura”, escreveu a terapeuta.» [CM]
   
   
 Está explicada a importância da embaixada medieval a Pequim
   
«A taxa de desemprego no conjunto dos 34 países membros da OCDE manteve-se em março, pelo terceiro mês consecutivo, nos 7,5%, com 45,9 milhões de pessoas à procura de emprego, segundo dados da organização hoje divulgados. Portugal mantém-se com a terceira taxa mais elevada entre os países membros da organização.

Em março, a taxa de desemprego no conjunto dos países OCDE manteve-se estável nos 7,5% (igual a janeiro e fevereiro) apesar de haver menos 4 milhões de desempregados do que no pico registado em abril de 2010, mas mais 11,3 milhões de pessoas do que em julho de 2008.»  [DN]
   
Aparentemente:

Quando regressar à Merdaleja Cavaco poderá anunciar a criação de vinte lugares de hospedeiras de bordo em resultado da criação da linha aérea entre Lisboa e a China.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelas boas novas de Cavaco Silva.»
  
 Comissão volta à chantagem sobre o TC
   
«"Se Portugal mantiver a implementação das reformas necessárias mas algo correr mal na conjuntura externa e as dificuldades se deverem a isso, Portugal tem o direito de pedir uma linha cautelar", disse hoje fonte comunitária, quando questionada sobre se o Governo poderá recorrer à linha de crédito preventiva, caso a saída limpa corra mal.
No entanto, acrescentou, "se as coisas começarem a correr mal por questões internas e se adoptarem medidas menos saudáveis, aí a discussão é outra, seria mais difícil, sobre um outro programa e não um cautelar".

O responsável europeu foi ao encontro do que o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse há uns dias em entrevista ao Expresso, quando admitiu que Portugal poderá ter de recorrer a um novo programa, caso não consiga a saída limpa. 

O aviso de Bruxelas surge numa altura em que as autoridades internacionais receiam que, com a saída da 'troika', o ímpeto reformista do Governo abrande, ainda mais tendo em conta as eleições legislativas do próximo ano. A mesma fonte admitiu que "sempre que há eleições, há risco político", mas mostrou-se esperançada que o país mantenha o rumo do ajustamento. "Há uma compreensão geral de que não pode haver um regresso ao passado", disse.»  [DE]
   
Aparentemente:

Era de esperar que a Comissão fizesse o frete de se substituir ao governo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se a Comissão mais o Barroso à bardamerda.»
   
 O governo está tranquilo com queda do PIB
   
«O ministro da presidência disse hoje que o Governo vê com "tranquilidade" a queda de 0,7% do PIB no primeiro trimestre, face ao anterior, porque se deve a fatores que não se vão prolongar pelo resto do ano.

"O que convém reter é a continuação do crescimento económico, e em linha com as previsões do Orçamento de Estado para 2014", afirmou Marques Guedes no final do Conselho de Ministros de hoje.


Marques Guedes disse que "a oscilação" registada no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre "deve-se, no ponto de vista do Governo, a fatores conhecidos como o encerramento da refinaria da Galp ou a diminuição de produção na fábrica da AutoEuropa.»  [Expresso]
   
Aparentemente:

Não era de esperar outra coisa de um governo que durante quase três anos desprezou a importância do crescimento optando por curar a economia com recessão e desemprego.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se pelo regresso de Pires de Lima, ele é que é o santo milagreiro da economia e mal regresse a coisa vai lá.»
   
   
 Mais boas novas do ajustamento
   
«O Banco Bilbau e Viscaya (BBVA), que chegou a ter mais 150 balcões espalhados pelo país, colocou à venda os atuais 83 estabelecimentos onde ainda opera. A notícia, avançada esta quinta-feira pelo jornal "El País", aponta a "falta de rentabilidade" e os "consecutivos prejuízos" que se foram acumulando nos últimos três anos, chegando aos 133 milhões de euros, como as causas que levaram à decisão do banco de desinvestir em Portugal.

A semana passada ficou também a saber-se que o Barclays quer sair de Portugal. O banco britânico também pondera vender o seu negócio em Portugal.


De acordo com a notícia de hoje do diário espanhol, o BBVA recorreu ao banco Nomura para que sejam encontrados interessados na compra do negócio. Contudo, sabe o Expresso que o BBVA se encontra num processo de consulta para a venda da operação em Portugal e que um dos principais interessados poderá ser o Crédito Agrícola.»  [Expresso]
   
Aparentemente:

Pode ser que algum chinês que tenha ouvido a Kátia Guerreiro esteja interessado num banco tuga.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cavaco se já está informado de alguma coisa.»
   
 Começou o saque na Ucrânia
   
«O filho mais novo do vice-presidente dos Estados Unidos, Hunter Biden, entrou esta semana para a administração da Burisma Holdings, a maior empresa privada de petróleo e gás da Ucrânia, conta hoje o Diário Económico. Uma decisão que está a provocar polémica em Washington que, por sua vez, tem tido um papel ativo na mediação diplomática da crise ucraniana.  [Notícias ao Minuto]
   
Aparentemente:

É o preço do apoio ao golpe de Kiev.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
   
 Uma piadola de Cavaco
   
«“O poder serve o povo” afirmou Cavaco Silva, em Pequim, à saída da Cidade Proibida, quando respondia a perguntas dos jornalistas, e momentos depois de ter convidado os partidos a uma“paz consolidada”. O Presidente da República está em Pequim, em visita oficial e esta quinta-feira à tarde [manhã de Portugal] foi recebido ao mais alto nível pelo presidente Xi Jinping.


“Viver isolado do povo não é boa coisa e ainda por cima fechado com 55 mulheres [entre mulheres e concubinas]. O imperador tinha dificuldade em resistir”, comentou Cavaco Silva no final da visita à Cidade Proibida, um complexo com vários palácios que foi sede do Império Chinês e onde viviam 100 mil pessoas. À entrada da Cidade Proibida está um enorme retrato do líder comunista Mao Tsé-tung que tomou o poder em 1949, data da constituição da República Popular da China. O complexo de grande dimensão e harmonia ostenta um sinal dos novos tempos: foi restaurado com suporte financeiro do American Express.»  [Público]
   
Aparentemente:

Eu cá tenho mais medo dos que só conheceram uma e ainda mais se for feiota.
     

   
   
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quinta-feira, maio 15, 2014

Os novos e os velhos maoístas

Eu ainda sou do tempo em que havia em Portugal um partido irmão do Partido Comunista da China, era o nosso PCP-ml o partido que os chineses reconheciam como o partido da vanguarda da classe operária portuguesa. Era uma das várias organizações ML que deram ao país uma boa parte dos seus actuais políticos. Curiosamente, o seu líder era um tal Eduíno Vilar que durante anos deixou de ser visto, para ressuscitar num congresso do PSD ocorrido no Coliseu dos Recreios em Lisboa, onde deu nas vistas por causa de um qualquer incidente. Não sei se faz parte da imensa comitiva medieval que serviu de corte aos nossos monarcas da Quinta da Conchas, mas era da mais elementar justiça ter sido convidado.
  
E quando o Eduíno Vilar era o tuga que representava o puro comunismo maoísta o metalúrgico Jerónimo de Sousa era o modelo de comunista na versão soviética, nesse tempo ao mesmo tempo que a URRS trocava tiros na fronteira com a República Popular da China e o Vietname pró-soviético expulsava os khmers vermelhos pró-chineses do Cambodja por cá o Eduíno seguia a linguagem do MRPP de Durão Barroso e chamava social-fascista ao Jerónimo e este respondia designando os ML por pequena burguesia radical. Era o tempo em que a camarada Zita Seabra, o modelo de mulher comunista, peluda e a cheirar a cavalo, liderava um MJT, uma espécie de milícia do PCP, numa batalha épica com o MRPP que destruiu a biblioteca do ISE.
  
Por vezes o destino é mesmo irónico e a orgulhosa direita portuguesa vai hoje a Pequim passar a mão no pêlo dos perigosos comunistas nascidos na revolução cultural chinesa e moldados na repressão mortífera dos manifestantes da Praça da Paz Celestial. Mas isso aconteceu muito antes das primavera árabes ou das manifestações de Kiev e agora os comunistas chineses são bem-vindos, eles e o seu dinheiros conseguindo à custa de dumping social e de um dos sistemas mais repressivos do planeta.
  
A admiração da direita pelos chineses é tanta que até o Eduardo Catroga decidiu prolongar a sua dedicação ao país, depois de ter trabalhado a título gratuito na produção do memorando com a troika decidiu perder dinheiro ao prescindir das suas pensões para ganhar muito menos na EDP. Por este andar ainda terá lugar reservado no próximo congresso do PC chinês, como representante da zona económica da Praça Marquês de Pomba, onde se situa a sede maior empresa chinesa da Europa.
  
Um dia destes ainda vamos ver Eduíno Vilar, Jerónimo de Sousa, Durão Barroso concluírem que aquilo que os une aos chineses é muito mais do que os que os divide em Portugal e superarem as suas divergências políticas. Enfim, não é nada que já não aconteça em muitas autarquias, para não referir o silêncio do PCP em torno do negócio da EDP ou de qualquer interesse chinês no capitalismo português. O amor aos chineses, o ódio ao PS, o desprezo pelo Dalai Lama, os projectos comuns nas autarquias, os jeitos parlamentares no derrube de governos não maoístas são mais razões mais do que suficientes para que um dia destes as correntes portuguesas se fundam num mesmo projecto político.
  
Da forma mais inesperada Portugal é governado por maoístas e o sucesso do maoísmo por estas bandas é tão grande que até conseguimos colocar um maoísta à frente da Comissão Europeia. Temos a direita com mais maoistas, temos os maoístas melhor colocados na política internacional à escala mundial, temos o maior partido comunista pró-chinês da Europa e talvez mesmo do mundo ocidental. Só falta mesmo sugerir a união de todos os pró-chineses no mesmo partido e a geminação de Portugal com a República Popular da China.
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Chiado, Lisboa

   Fotos dos visitantes d'O Jumento

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"Eu roubo para comer", Cais do Bico, Murtosa
 
 Uma guerra dá sempre jeito

Todos sabemos como Durão Barroso usou o seu apoio à invasão do Iraque para chegar a presidente da Comissão EUropeia. Um dia destes vamos perceber que o mesmo Durão Barroso tudo fez para manipular os extremismos de Kiev e promover uma guerra civil na Ucrânia para tentar as simpatias de Merkel.

Tal como agora quando ocorreu a invasão do Iraque Durão Barros não era candidato. Resta saber qual a factura que vai apresentar pelo seu apoio à Alemanha na crise da Ucrânia.
 
 É uma pena a dona Maria estar na China

Se estivesse por cá ainda poderíamos ter a esperança de ouvir Cavaco confidenciar que a dona Maria teve uma conversa muito séria com a santinha de Fátima para ajudar o Benfica.
   
   
 UE culpada pela crise na Ucrânia
   
«"A UE cometeu certamente um erro. Não foi muito inteligente dar a impressão de que a Ucrânia teve que escolher entre a Rússia e a União Europeia", que lhe propôs um tratado de associação, afirmou o ministro numa entrevista publicada pelo jornal Rheinische Post, algumas horas antes do início da mesa-redonda para uma "unidade nacional" em Kiev.
  
"Mas isso não justifica que mergulhemos o país no caos", acrescentou Gabriel, numa visita a Moscovo. O ministro indicou que a "chave" para resolver o conflito está "nas mãos" do Presidente russo, Vladimir Putin. "Ele deve usar a sua influência sobre os separatistas pró-russos e assegurar que não há constantemente novos surtos nacionalistas. Putin tem que assumir a responsabilidade", acrescentou Sigmar Gabriel.

As críticas de Gabriel recuperam as do ex-chanceler social-democrata Gerhard Schröder, que no domingo disse ao jornal Welt am Sonntag que a UE era a principal responsável pela crise ucraniana.»  [DN]
   
Aparentemente:

O que estavam à espera de um Durão Barroso?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
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