sábado, julho 19, 2014

BESoltura

Justiça

A PGR tem tido um comportamento impecável neste proecesso, há meses que investiga o BES, o que quer dizer que os procuradores estão melhor informado sobre a situação do que se passava com o BdP. Como Carlos Costa diz que não podia saber o que acontecia porque não tinha para-quedistas para atirar sobre o banco podemos concluir que o MP conta com tropas especiais, dado que não foram vistos aviões a sobrevoar o BES é provável que tenham sido submarinistas a chegarem ao banco através dos esgotos, o que explicaria o mau cheiro que alguns processos judiciais exalam.

Disponibilidade

O Sr. Costa do BdP é um homem muito disponível, anda há meses a acompanhar o BES, já escolheu uma nova administração, conseguiu tranquilizar e fazer com que Seguro se sinta Seguro e ainda anda a atender os muitos investidores estrangeiros interessados em comprar o BES. Resta saber se no preço do BES o novo caixeiro-viajante da alta finança portuguesa está incluindo o imenso património que representa uma boa parte da classe política que o BES comprou a preços de saldio ao longo dos anos.

Respeitinho

O respeitinho é muito bonito e o Ricardo Salgado saiu do campo sem as vaias que alguns jogadores dos Benfica quando falham golos bem mais fáceis de marcar do que aqueles que o Ricardo falhou. Não só saiu tranquilo e sem ouvir ofensas como imitou Paulo Portas e levou um camião de papel para escrever as suas memórias. O caso BES é um exemplo de elegância, por muito menos o país jám viua a nossa classe política perder o verniz, mas em relação a Ricardo Salgado é bem provável que memso depois de morto haja por aí muito político e jornalista com receio do que conta nas fotocópias que Ricardo Salgado guardou num hotel do Estoril.

Sentido da responsabilidade

O caso BES mostra como nem sempre é fácil combinar o sentido da responsabilidades com os objectivos de um político que prometeu que agora é que o iriam conhecer. Seguro pediu uma entrevista ao BdP só para se assegurar que nesse dia teria destaque nas televisões, o que sucedeu e ele aproveitou para tranquilizar os mercados e os portugueses dizendo que saia dali tranquilo. O problema é que passada menos de uma semana depois Seguro lança o alarme pedindo explicações sobre o que se passa no BES. É de calcular que na hora e meia que esteve no BdP Seguro aproveitou para tomar uns cafés e ouvir anedotas, mais ou menos o meso que sucede quando vai a São Bento.
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Flor do Parque Florestal de Monsanto, Lisboa  
 Jumento do dia
    
Carlos Costa gerente do BdP

É muito mau quando o governador do BdP justifica a sua ineficácia dizendo que não tem para-quedistas a saltar sobre o BES, dando a entender que uma auditoria é uma operação de comandos e que os especialistas muito bem remunerados do BdP estudam a situação dos bancos que devem controlar com o mesmo rigor e capacidade com que uma dona de casa lê as instruções da máquina de lavar.

O país ficou a saber que em Portugal não há supervisão e que o regulador sabe o que se passa nos bancos pela comunicação social.

«"O Banco de Portugal fez o que devia ter feito" e "não se envergonha", reafirmou esta sexta-feira na Assembleia da Repúbiica o governador do Banco de Portugal. Carlos Costa considera desejável que "o BES tenha uma nova estrutura accionista o mais depressa possível" e admite que o supervisor é penalizado pelo que se passa no BES" e que "ninguém gosta de reconhecer que esteve a trabalhar com informação errada."

Na audição parlamentar, Carlos Costa frisou que o BdP não tem "paraquedistas a saltar em cima dos bancos. "Se a contabilidade estiver errada, e o risco estiver lá, será dificil ao BdP detectar os problemas, pois trabalha na base da confiança de que os números que lhe são fornecidos são os correctos", explicou.

O governador voltou a garantir que, se tudo correr mal no GES -  que tem uma exposição directa e indirecta de mais de quatro mil milhões ao banco - "o BES não ficará insolvente e os clientes não perderão as suas poupanças". Carlos Costa explicou que o BdP impôs medidas adicionais de recapitalização e uma auditoria independente. "Esperamos que não haja surpresas materiais relevantes, mas sobretudo que os trabalhos permitam apurar os termos em que o BES estava a ser gerido”, afirmou.» [Público]

 Dúvida

O que é que os imbecis e oportunistas da troika vieram cá fazer, propor o empobrecimento forçado dos funcionários públicos e pensionistas a pedido do Vítor Gaspar e do Passos Coelho?
 
 O avião da Malásia

Só um imbecil acredita que se abate um avião que voa a mais de 10.000 metros de altitude por puro engano, como se disparar um míssil sofisticado fosse a mesma coisa que um polícia dar um tiro de pistola para o ar acertando num pombo.

Quem disparou o míssil sabia muito bem que estava abatendo um avião comercial da Malásia pois quem tem os mísseis também tem o radar e os meios electrónicos de identificação do sinal das aeronaves. Ninguém imagina um soldado carregar no botão para abater um pontinho que vê no céu.

Alguém quis abater o avião sabendo que avião estava abatendo e se o fez a intenção era atribuir a culpa à outra parte para atirar a comunidade internacional contra o inimigo e se possível envolver terceiros numa guerra que não se vai ganhar. Quem tinha interesse nisso, os russos ou os ucranianos?
 
      
 BES. A justiça tem de agir rapidamente
   
«"Face aos factos até agora apurados nos presentes autos, não existem fundamentos para que o agora requerente, Dr. Ricardo Salgado, seja considerado suspeito, razão pela qual foi ouvido como testemunha." Estas palavras foram escritas pelo procurador Rosário Teixeira no dia 18 de Janeiro de 2013 e deram razão ao "Jornal de Negócios" para escrever em manchete: "DCIAP diz que Salgado não está envolvido no Monte Branco."

É certo que o despacho atrás citado diz respeito a parte dos 8,5 milhões de euros que Ricardo Salgado rectificou no seu IRS pouco antes de ser ouvido como testemunha, mas as palavras citadas são tão abrangentes que ilibam o banqueiro de quaisquer indícios que existissem (e existiam) naquele momento no caso Monte Branco.

Nunca se percebeu por que razão um procurador experiente como Rosário Teixeira passou um atestado de inocência ao presidente executivo do BES quando tinha informação suficiente em seu poder para, no mínimo, suspeitar que o banco, as suas empresas subsidiárias e o próprio Salgado estariam envolvidos em algo mais complexo do que simples problemas fiscais.

Hoje sabe-se muito mais sobre a inquirição de Ricardo Salgado e percebe-se ainda menos a decisão de Rosário Teixeira. Sabe-se, por exemplo, que Salgado foi confrontado com dados que indiciavam transferências totais de 14 milhões de dólares para sociedades offshore por si controladas de um construtor da Amadora que é um cliente fiel do BES desde que Ricardo Salgado assumiu a liderança do banco, em 1991. Sabe-se também que o Ministério Público aceitou como boas as suas explicações de que tal transferência (entre um banqueiro e um seu cliente) "se deveu a um acto espontâneo e de carácter gratuito" do construtor como agradecimento pelos bons conselhos de Salgado para investir em Angola em vez da Bulgária. Esta explicação testa o bom senso, mas acima de tudo testa a credibilidade do DCIAP.

Hoje sabemos todos que  o Grupo Espírito Santo (GES), liderado por Ricardo Salgado, está mergulhado em dívidas, que a contabilidade de holdings que controlavam o GES foi manipulada desde 2008 com o conhecimento do presidente executivo do BES e que a Portugal Telecom, por decisão do presidente Henrique Granadeiro, decidiu favorecer o BES financiando-o em quase 900 milhões de euros de papel comercial. E percebemos que o despacho de Rosário Teixeira não tem qualquer validade.

Só estas razões bastavam para que a Procuradoria-Geral da República esclarecesse de forma cabal, como a lei permite, que está a investigar toda a matéria penalmente relevante que tem vindo a ser publicada nas últimas semanas - em vez de fazer afirmações genéricas e redondas que se resumem a um pífio "estamos a acompanhar". Mas mais relevante é a opinião pública estar a assistir a um filme já visto no caso BPN (curiosamente, investigado pelo mesmo procurador) e ter a ideia de que a justiça está a assistir a tudo de braços cruzados. Não há estratégia de investigação que valha mais que a confiança numa justiça rápida e credível.» [i]
   
Autor:
 
Luís Rosa.
   
   
 Burlões burlaram o burlão
   
«Um poeta, um historiador e um professor estão acusados de terem burlado o BPN ao terem vendido a Oliveira e Costa, o então presidente do banco, uma coleção de “arte pré-histórica” no valor de 5,2 milhões de euros. No entanto, escreve o SOL, as peças em questão são “muito recentes” e “artificialmente polidas” para que tivessem então um aspeto antigo.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

É uma pena que Oliveira e Costa não tenha vendido as peças para a Quinta da Coelha...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
  
 O fisco anda de bengala
   
«O novo diretor-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira, António Brigas Afonso, queixou-se do envelhecimento dos funcionários das Finanças. Um estudo realizado em 2013 vem dar, inclusive, razão ao novo diretor, já que concluiu que a idade média dos funcionários ronda os 49 anos, noticia o Jornal de Negócios.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Anda o fisco e anda toda a Administração Pública e, mais grave, a tendência é para se agravar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
   
 A vida começa a correr mal ao Opus Macedo
   
«A Ordem dos Médicos (OM) decidiu esta sexta-feira suspender todo o tipo de colaboração com o Ministério da Saúde (MS) e aconselha os clínicos a não assinarem qualquer tipo de contratualização imposta este ano e também no próximo.

Destacando que os médicos estão a ser “coagidos pelo Ministério da Saúde a optar entre a desqualificação do seu trabalho ou a emigração”, a Ordem pede em comunicado aos profissionais que deixem de participar em grupos de trabalho e recusem qualquer tipo de colaboração não remunerada com o MS, a Administração Central do Sistema de Saúde, as várias administrações regionais de saúde e a Direcção-Geral da Saúde.

Apesar de exercerem  “uma profissão de elevada exigência, complexidade e alto risco”, os médicos são remunerados “abaixo de mecânicos, sem que o Ministério denote qualquer preocupação com essa situação”, acrescenta a OM, sublinhando que é exactamente por essa razão que muitos concursos ficam “desertos”.

Lamentando que o MS dedique “mais atenção a alimentar notícias na comunicação social (…) do que a promover um diálogo efectivo e sério com os médicos e com os doentes”, a Ordem  garante ainda que não assinará “acordos vazios de conteúdos concretos e devidamente datados, ao contrário de outros”.» [Público]
   
Parecer:

A negação e a propaganda manhosa já não consegue esconder a realidade no sector da saúde.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Assista-se ao espectáculo da segunda queda deo Opus Macedo.»
      
 The cigarette girl who became a queen
   
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«She may now be the Queen of Spain but new pictures of Queen Letizia show she was just like any other student during her university days, taking odd jobs to make ends meet. 

Letizia first studied journalism at university in Madrid before taking a masters course at a university in Mexico, where these new pictures reveal she took a job as a hostess promoting a tobacco brand.» [Daily Mail]
   
 Carlos Costa corretor ou caixeiro-viajante?

«"Si se requiere capital adicional, en virtud de unos riesgos que no vemos ahora, habrá accionistas interesados en participar en una ampliación de capital del Banco Espirito Santo (BES)". Carlos Costa, gobernador del Banco de Portugal, conjuraba el miércoles con estas palabras el varapalo a la entidad lusa en los mercados. Pero tras el mensaje de confianza, parece esconderse un plan más allá de calmar la exacerbada inquietud. El supervisor ha sondeado el interés del Santander en el BES, según refirieron a este periódico fuentes próximas al organismo, si bien en el grupo cántabro eludieron hacer comentarios. La fiscalía lusa investiga desde hace semanas al grupo Espirito Santo.

Serían aproximaciones informales en el marco del interés del supervisor en fortalecer la solvencia de la entidad a modo de colchón preventivo por si se declaran quebrantos en BES Angola o en su exposición a sociedades de su accionista mayoritario, la Familia Espirito Santo. El escenario que ha permitido al BES reforzar su capital en 3.300 millones de euros con tres ampliaciones y sin recurrir a ayudas durante la crisis ha mudado, y un nuevo refuerzo parece abocado a dar entrada a nuevos accionistas.» [ElEconomista.es] [Via CC]
   
Parecer:

Trabalha à comissão ou faz o favor de usar o seu cargo para ajudar o Bento?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»

     

   
   
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sexta-feira, julho 18, 2014

Passos e a natalidade

Não entendo as insinuações de que Passos Coelho tem contribuído para a queda da natalidade e não viu necessidade de o PSD ter encomendado um estudo sobre o tema, a não ser que haja esse problema nos militantes do próprio partido e isso possa pôr em causa a sua sustentabilidade, pois está visto que não é com a Manuela Ferreira Leite, o Cavaco, o Marcelo ou mesmo o Durão Barroso que o problema pode ser resolvido.

Até acho que Passos Coelho foi dos primeiros-ministros que mais tem feito por um aumento da taxa da natalidade, uma boa parte das suas decisões governamentais visam precisamente estimular a natalidade:

Empobrecimento dos portugueses

É sabido que os pobre se reproduzem mais do que os ricos pois não só são mais promíscuos como têm nas relações sexuais uma das formas mais baratas de se divertirem pois não exige qualquer pagamento nem paga o IVA, o único inconveniente não é habilitar ao sorteio do Audi do e-fatura.

Desemprego

Ao promover o desemprego o governo assegura-se de que os desempregados além de não terem dinheiro para grandes saídas e divertimentos pagos ainda têm mais tempo para se divertirem sexualmente e quanto mais amor fazem maior é a probabilidade de terem filhos.

Emigração

Ao promover a emigração forçada dos mais jovens o governo assegura que estes deixam de custar um peso para as famílias que poderão orientar os recursos para fazerem mais filhos. Além disso, exercem menor pressão cobre recursos escassos como a habitação, facilitando a mudança das famílias que se alarguem para novas habitações.

Irritação colectiva

A irritação a que Passos sujeita os portugueses pois a reacção típica dos portugueses é sexual, sempre que ficam desagradados os portugueses reagem com um “vai-te f”, “vou f esse gajo”, “vão-se f”. As políticas de Passos Coelho são, portanto, fortemente libidinosas.

Não entendo o porquê de tanta injustiça em relação a Passos Coelho, graças a ele muitos jovens foram correr bem e encontraram as suas zonas de conforto, muitos trabalhadores têm de agradecer ao estímulo do desemprego o facto de terem encontrado as suas vocações e muitas crianças hão-de agradecer o dia em que os progenitores foram despedidos ou foram empobrecidos.  

O governo só peca por ser pouco pro-activo, da mesma forma que fazia sentido ter criado a agência para a emigração sugerida pelo pequeno Paulo Rangel, deveria agora criar uma agência para a natalidade que poderia, por exemplo, participar nas reuniões de concertação social para que a natalidade fosse tida em consideração no momento de liberalizar os despedimentos.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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"Estátua" mudando preparando o truque, Rua Augusta, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
António José Seguro

Num aso como a crise do GES espera-se de um governante ou de um candidato a governante um comportamento rigoroso, foi essa a imagem que de forma oportunista Seguro tentou fazer passar quando pediu uma entrevista ao governador do BdP para aproveitar as televisões e marcar pontoss na sua disputa com António Costa. De um político irresponsável e sem sentido de Estado espera-se que faça o que Seguro agora fez.

Para além de imitar o discurso de Passos Coelho sobre os investimentos privados que correm mal, Seguro sugere a desgraça ao dizer que espera que não sejam os portugueses a pagar os prejuízos do BES. Depois de sair do BdP dizendo que estava tranquilo só restava a Seguro ficar calado, mas o tal político que é diferente de todos os outros não resiste ao oportunismo e aproveita tudo e mais alguma coisa para chamar as câmaras de televisão.

«O líder socialista, António José Seguro, disse esta quarta-feira que o seu nível de preocupação relativamente ao Banco Espírito Santo (BES) diminuiu, contudo espera que não sejam os portugueses a «ter que pagar eventuais prejuízos».

O secretário-geral do PS, que se deslocou a Idanha-a-Nova no âmbito da apresentação do Plano Municipal de prevenção de Fogos Florestais, mencionou que chegou a pedir uma reunião ao governador do Banco de Portugal (Bdp) para apurar mais dados. Além disso, «falei com o primeiro-ministro e, como tive oportunidade de dizer, em função das informações que me foram prestadas o nível de preocupação diminuiu», afirmou Seguro.

«Se há investimentos privados que correm mal, devem ser os responsáveis por esses investimentos que devem ser responsabilizados, não devem ser o resto dos contribuintes a pagar», frisou. » [A Bola]
 
 A falência

Não foi a Rio Forte, o GES e a sagrada família que faliu, também faliu uma democracia alicerçada em corrupção e apoiada em políticos inúteis e vendidos. Não é apenas o montante do buraco do GES que tem sido escondido dos mercados, mais do que isso é a imensa lista de políticos corruptos deste país que recebeu dinheiro do BES, aliás, muitos deles receberam do BES e de outras entidades financeiras.

Não é apenas a sagrada família que está falida, é também toda uma classe política que a troco de benefícios e gorjetas foi enriquecendo ao mesmo tempo que condenava o país ao subdesenvolvimento. Com políticos corruptos, um sistema financeiro oportunista e uns quantos grupos económicos proxenetas não há país que se desenvolva.
 
 PS de Seguro apaixonado por Ana Drago


«Da parte da direcção do PS, a decisão da Associação Fórum Manifesto foi vista como um bom sinal. “É altura do PS se abrir à sua esquerda”, disse ao PÚBLICO o membro da direcção, Álvaro Beleza. “Eu defendo um PS como a casa das esquerdas, com aberta a várias sensibilidades e tendências como a de Ana Drago, ou o partido Livre, ou a Renovação comunista”, acrescentou antes de recordar que há um sector no PS com uma grande afinidade com essa área”. E por isso conclui que o “PS tem de encarar isto sem complexos” por forma a contrapôr à inevitabilidade de um Bloco Central.» [Público]

É incrível como o centro direita do PS se apaixona de um dia para o outro pela Ana Drago!
 
 Seguro reconhece erros no passado

 
 Sugestão à Sra. Procuradora-Geral

Porque não investe na investigação ao caso BES apenas 10% do que foi investido no caso Freeport?
 
 Os unificadores

As correntes mais interessantes da esquerda conservadora são os unificadores, aqueles que abandonam o BE ou o PCP e que se especializam em defender a unidade da esquerda, isto leva a que quanto mais falam de unidade mais partidos e correntes inventam. O argumento é sempre o mesmo, a unidade e a renovação, o objectivo é igualmente o mesmo, apanhar boleia em listas do PS e até mesmo do PSD a caminho de tachos. Estes unificadores estão novamente agitados com a expectativa de embarcarem nas listas do PS e até há quem aposta forte num dos candidatos, logicamente o mais frágil e desesperado pelo apoio de novos "simpatizantes".
 
      
 Vem aí um furacão e só começou a chover
   
«Existe uma espécie de omertá entre os poderosos do país - que, todos juntos, não enchem uma casa da Quinta da Marinha -, que permitiu que o escândalo BES fosse abafado quase até ao momento do estertor final. Foi a mesma omertá que fez com que o BPN se aguentasse tanto tempo de pé, com o patrocínio de muitos poderosos do país, e muito depois de as irregularidades no banco de Dias Loureiro terem vindo a público.

As elites portuguesas não primam pela "ética republicana" e habituaram-se a conviver com uma fórmula que o Exército dos Estados Unidos usava para lidar com os homossexuais: "Don't ask, don't tell." Irregularidades? Negócios suspeitos? Favorecimento de amigos? Tráfico de influências? Não perguntem, não contem. Esta maneira de viver tem consolado todos os comensais e permitido a cada um recolher, à vez, as respectivas fatias do bolo disponível - irmãmente, como se dizia dantes.

Foi este regime apodrecido que permitiu que o devotamente chamado "único banqueiro" do país - e hoje tratado como cão pelos que o incensavam - chegasse onde chegou, com o risco enorme de arrastar meio país consigo. O BPN não era um banco sistémico, o BES, pertença do Grupo Espírito Santo, é um banco sistémico. Dito de outra maneira: é como se fosse o nosso Lehman Brothers. E neste momento não se sabe o fim da história.

A ideia de que o Banco de Portugal teve um comportamento exemplar - ao contrário do que se tinha passado com o anterior governador, Vítor Constâncio, relativamente ao BPN - é uma teoria que resiste tão bem aos testes de stresse como resistiu o BES durante estes anos de avaliações europeias. Em Fevereiro de 2013 - há quase ano e meio -, depois de o i noticiar o esquecimento de 8,5 milhões na declaração de impostos de Ricardo Salgado, o Banco de Portugal trata de produzir um raro comunicado em que declara toda a sua confiança em Ricardo Salgado. Sim, o Banco de Portugal tinha pedido "explicações", mas depois disso ficou muito satisfeito. Naquela peça não tão antiga assim, o governador afiança que "as informações recolhidas pelo banco não fundamentam as suspeitas lançadas pela comunicação social". Enquanto o poder de Ricardo Salgado parecia imutável, o Banco de Portugal preferiu lançar as culpas para o mensageiro. Não foi o único: este é o modo de actuar da elite portuguesa, que só se distancia dos seus quando estão mortos. O BES é o regime, a crise do BES é a crise do regime.» [i]
   
Autor:
 
Ana Sá Lopes.
   
   
 É o salve-se quem puder na coligação
   
«Um mês depois do desafio, três semanas depois da resposta, o PSD resolveu adiar as conversas com o CDS para pôr no papel uma coligação pré-eleitoral nas próximas legislativas, disse ao Observador uma fonte da direção social-democrata.

“Estamos empenhados em permanecer como um factor de estabilidade”, diz a mesma fonte. “Por isso, queremos deixar o CDS à vontade para se definir, resolver os tabus internos sem interferências. A coligação tem que ser muito bem pensada, é melhor deixar o tema mais para a frente”, acrescenta ainda.

Na verdade, há na São Caetano quem garanta que muita gente no aparelho do partido começou a pensar duas vezes sobre as vantagens de uma coligação, falando de um CDS sem peso eleitoral suficiente para ser uma mais-valia. Mesmo na direção, cresce o incómodo com vários governantes centristas. Por “falta de solidariedade” na defesa das medidas mais difíceis, ou por mostrarem maior empenho em representar o país fora do que em “viajar cá dentro”.» [Observador]
   
Parecer:

Certos de que perderão as eleições de 2015 cada partido da coligação começa a posicionar-se para uma eventual coligação com o PS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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quinta-feira, julho 17, 2014

Seguro é, foi e vai ser diferente?

Dia sim, dia não António José Seguro repete o velho discurso de que é um político diferente, que vai cumprir o que promete. O problema é que Seguro já anda na política activa dos crescidinhos há mais de 20 anos e nunca teve de cumprir nada.
   
Se Seguro diz que vai cumprir tudo o que diz que vai fazer, deixar e fazer ou desfazer seria interessante colocar no site do PS a lista das numerosas promessas já feitas por António José Seguro. Até poderia dizer em relação a cada ideia quando é que a pretende implementar e em que circunstâncias admite não cumprir as suas promessas.
  
A verdade é que se Seguro é dos políticos que mais promessas faz, não há dia em que não diga que vai fazer, deixar de fazer ou desfazer alguma coisa. Tudo serve de oportunidade para Seguro falar dele, apresentar-se como o tal político diferente e fazer mais umas dúzias de promessas. Se há eleições autárquicas ele aproveita os holofotes para prometer, assegurar, garantir, agendar qualquer coisa. Se participa na campanha para as eleições europeias Seguro aproveita para divulgar um mini programa para as legislativas. Se está em campanha para a liderança do PS Seguro volta a debitar promessas.
  
Já ninguém tem memória para tanta promessa, isso sem contar ideias de gente como Álvaro Beleza que defendeu a extinção da ADSE ou de outros amigos muito profícuos em fazer promessas em nome do camarada Tozé. Se é um político diferente então Seguro deve consolidar as suas propostas, enumerando-as, calendarizando-as e explicando-as. 
  
E como Seguro decidiu começar a falar do passando referindo muitos erros sem os enumerar seria muito interessante que fosse mais concreto. Na mesma páginas das promessas poderia referir o erros do passado de que discordou. Assim, ficaríamos a saber que tudo fez pelo país, defendendo corajosamente as suas opiniões por as considerar importantes para o país.
  
Ser um político diferente não é algo que se prometa para no futuro e apenas na condição de ganhar as eleições, se Seguro é diferente não basta dizer que cumpre o que promete, deve criar condições para que todos avaliem o seu comportamento no futuro e no passado, porque se vai ser diferente também o foi no passado pois essa qualidade não se obtém com moldes de plástico.
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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largo do Terreiro do Trigo, Alfama, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Henrique Granadeiro

A decisão de atirar para o lixo quase metade do valor da PT numa tentativa criminosa que visava salvar um amigo em apuros deve ser comparada com as intervenções de Henrique Granadeiro em defesa do valor da PT quando a SONAE lançou uma OPA. Na ocasião a opinião de Granadeiro que tinha por aliado o BES era a de que os accionistas perderiam dinheiro com a proposta da SONAE.

Sabe-se agora que Granadeiro nunca esteve muito preocupado com o interesse dos accionistas ou deixou de o estar quando estava em causa o interesse do BES, neste caso não ficou muito incomodado em emprestar quase mil milhões de euros, isto é, quase metade do valor da empresa.

Se aquilo que Granadeiro decidiu não é crime anda muito perto disso e devia sê-lo, foi um desvio abusivo de uma parte significativo do valor das acções que pertenciam a quem nele confiava. Em Portugal vale tudo, mas no Brasil parece não ser bem assim e Granadeiro tem agendao o fim da sua carreira de gestor da PT. Haja alguém que faça justiça!

«Henrique Granadeiro, presidente-executivo e 'chairman' da PT, já não deverá fazer parte da administração da nova empresa que vai resultar da fusão entre a PT e a Oi, apurou o Económico. Esta é uma das consequências da revisão do acordo de fusão entre as duas empresas, na sequência da aplicação de cerca de 900 milhões de euros da PT na Rioforte, uma empresa do Grupo Espírito Santo.

Henrique Granadeiro ficaria como vice-'chairman' da CorpCo, mas, ao que apurou o Económico, o gestor já não deverá ter assento no novo conselho de administração. Ainda assim, a CorpCo deverá manter a paridade entre administradores da PT e da Oi e incluindo os independentes.» [DE]
 
 Dúvida
 
Vítor Bento foi para o BES para salvar o banco por causa dos segredos da sagrada família ou para salvar o PSD por causa dos segredos do BES?
 
 No tempo em que eram visita assídua da São Caetano à Lapa

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   BES



   
 Expresso/SIC chantagistas
   
«O Grupo Espírito Santo (GES) acusou hoje a "holding" de media Impresa de tentar forçar um aumento dos investimentos publicitários através de artigos publicados nos seus títulos, anunciando que irá cortar relações comerciais enquanto a situação se mantiver.

O GES refere, em comunicado divulgado hoje, que a Impresa tem vindo a desenvolver uma campanha contra o GES e os seus dirigentes, acrescentando que esta "segue-se ao insucesso das respectivas investidas, primeiro através de mensageiros, depois através dos seus mais altos dirigentes, de forçar o GES a aumentar os investimentos publicitários nos seus órgãos de comunicação".

Em consequência, o GES afirma que vai "cortar todas as operações e relações comerciais com o grupo editorial à medida que se cumprirem os prazos contratuais acordados para as operações legais".» [Público]
   
Parecer:

É o capitalismo português no seu melhor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»