sábado, julho 26, 2014

Uma esquerda com a direita entranhada

À direita de Passos Coelho e Vítor Gaspar não bastaram as consequências nefastas da uma crise financeira internacional de que os portugueses não eram responsáveis, face às consequências das fragilidades da economia portuguesa e o comportamento dos mercados financeiros em vez de minimizarem o impacto social das medidas necessárias ao reequilíbrio da economia traçaram um cenário dramático para poderem agravar a situação e dessa forma impor ao país um modelo económico à revelia da vontade dos portugueses.
  
Inventaram mesmo desvios colossais para melhor fundamentarem as medidas que desejavam implementar independentemente de qualquer crise ou de qualquer política por parte dos governos antecessores. Não hesitaram em aprofundar a recessão económica e durante dois anos era pecado falar em crescimento, nem mesmo um dos ministros do governo escapou ao sarcasmo desprezível de Vítor Gaspar.
  
Para esta direita não é a criação da riqueza e a sua repartição equilibrada que leva ao bem estar social, para eles a criação de riqueza não é um objectivo mas apenas uma consequência do equilíbrio das contas e a justiça social não é uma preocupação na medida em que este objectivo está em conflito com a promoção do investimento. Em apoio das suas teses têm uma chanceler alemã cujo único objectivo é o enriquecimento rápido e a qualquer custo da Alemanha, um comissário dos assuntos monetários extremistas e um presidente da Comissão que troca o bem estar do seu povo por um qualquer cargo europeu.
  
A primeira consequência desta tese extremista é a de que deve haver equilíbrio das contas públicas, pouco importando se o que se gasta é gasto de forma eficiente, o importante é gastar o menos possível e financiar estes gastos com os impostos daqueles cujos rendimentos são considerados inúteis na perspectiva do investimento. É por isso que nesta política há uma preocupação clara em reduzir o consumo dos mais pobres e limitar a classe média aos quadros das empresas privadas, forçando o empobrecimento dos quadros do Estado, gastar dinheiro pagando salários a pobres e a funcionários ou pensões é atirar dinheiro à rua.
  
Agora pretende-se condicionar qualquer programa político à lógica de que ninguém se pode candidatar a nada se o seu programa não se centrar nas contas públicas, todos devem fazer e pensar em conformidade com as premissas destya direita, a política económica limita-se à política orçamental, tudo o resto devrrá ser uma consequência natural ditada pelos mercados.
  
Nem sequer o Salazar foi tão longe e apenas se lamenta que haja à esquerda quem pense desta forma, chegando ao ridículo de aproveitar as críticas da direita a António Costa como prova da bondade dos seus projectos. É lamentável quando a esquerda se afirma com base numa certificação da pior direita que já governou Portugal. Há uma esquerda que já tem a direita entranhada.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Mouraria
  
 Jumento do dia
    
Pedro Mota Soares, o ministro Lambretas

O Dr. Lambretas já encontrou a solução para reduzir o desemprego sem crescimento económico, recorre-se a estágios, uma forma de trabalho precário co-financiado pelo Estado.

«À margem do II Fórum Internacional de Emprego Público, que termina hoje em Espanha, Pedro Mota Soares notou que o novo quadro legal "acolheu muitas das medidas solicitadas pelos parceiros sociais".
"Conseguimos garantir que em casos que tenham a ver com a empregabilidade, nomeadamente dos trabalhadores mais jovens, em casos que tenham a ver com a própria qualidade dos estágios, os estágios profissionais possam ter uma prorrogação de nove para 12 meses", afirmou o governante à Agência Lusa, em declarações telefónicas.

Este prolongamento do prazo serve para garantir que a "qualidade do estágio possa beneficiar", que acontece "efetivamente a colocação das pessoas no mercado de trabalho", assim como avalizar que um estágio profissional seja uma "porta de entrada no mercado de trabalho".» [Notícias ao Minuto]

 Dúvida

Quando interromperam a simpática "entrevista" ao Dr. Salgado o pessoal foi começar a bucha que traziam na marmita ou optaram por ir ao Gambrinus?
  
 Rituais da justiça portuguesa

Quando soube dos pormenores da detenção de Ricardo Slgado lembrei-me de quando um juiz foi ao parlamento prender um deputado. Enfim, também na justiça os banqueiros merecem tratamento especial.
  
      
 Sobre a ciência dos mercados
   
«Há coisas que custam a engolir mas, pronto, tenho de aceitar. Eu já não tinha gostado da PJ a vasculhar os papéis nas minhas duas salas no Hotel Palácio, mas lá aceitei. Depois, quando o juiz me avisou de que ia interrogar-me no dia seguinte, levantei a sobrancelha, incomodado. Mas, pronto, tive de aceitar. Disse-lhe que lá estaria, o meu motorista haveria de me pôr no Campus de Justiça à hora marcada, mas ele respondeu que iriam à minha casa buscar-me. Que remédio, aceitei. De manhã, bem vi o ar pasmado da minha empregada, ao dizer: "Estão à porta dois polícias que perguntam pelo senhor doutor." Custou-me? Muito, mas aguentei. Percebi os sorrisinhos trocados entre o guarda e o motorista, mas pus cara de quem não viu. Chegado ao TIC, no corredor cruzei-me com olhares impertinentes dos beleguins, mas aguentei. No juiz topei o revanchismo dos sans-culottes, mas respondi a tudo, calmo. Na pausa de almoço contaram-me a histeria das rádios e televisões - "detido!", gritavam todos - e aguentei. Voltei ao interrogatório do Robespierre, aturei as perguntas, sofri a condição de arguido, tolerei as acusações, resignei-me à caução a pagar... Aceitei tudo! Mas há uma coisa que não admito. A mim, que fui estes anos todos o rosto do mercado de capitais, o epítome da bolsa de valores, não se devia ter feito este insulto: no dia em que fui detido, interrogado e constituído arguido, as ações do BES sobem?!» [DN]
  

   
   
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sexta-feira, julho 25, 2014

O respeitinho é muito bonito

Merece a pena comparar o comportamento da classe política, dos jornalistas, dos magistrados e dos comentadores em relação ao caso Ricardo Salgado com o que se passou noutros casos judiciais ocorridos no passado. Compare-se com o que se passou, por exemplo, com o Caso Freeport, um processo que nasce com uma carta anónima escrita por um alto responsável do CDS onde se faziam falsas acusações. Foi um verdadeiro regabofe envolvendo tudo e todos, valeu de tudo, desde idas a Belém para fazer queixinhas até a telenovelas encenadas pela Manuel Moura Guedes.
  
Neste caso até o juiz que ouviu Ricardo Salgado surpreendeu, um magistrado que nos tem habituado à dureza revelou uma rara candura e desta vez até o Ministério Público cabendo aos advogados do arguido a comunicação das conclusões. Ainda recentemente vimos um funcionário judicial comunicar aos jornalistas as medidas de coacção adoptadas no caso do famoso Palito, o homicida que andou foragido escapando à política nos matos da beiras. 

O mais curiosos vão ficar desiludidos, desta vez a grande jornalista de investigação Felícia Cabrita não vai conseguir saber o que cobnsta no processo, a Manuela Moura Guedes não vai montar nenhuma telenovela, os jornais esquecerão o assunto por falta de novos elementos.
  
Os políticos já não tecem comentários nem recorrem a insinuações como noutros casos do passado, agora refugiaram-se na presunção da inocência e no caso de Passos Coelho até fugiu dos jornalistas como o diabo da cruz, de Cavaco não se ouviu nada, é muito provável que os seus assessores, habituados a combinar as perguntas que podem ser feitas ao senhor, tenham decidido que sobre Ricardo Salgado nada se deveria perguntar.
  
Os comentadores revelaram-se dóceis, quase simpáticos e nos casos de alguns dos que no passado eram conhecidos por dar graxa aos banqueiros nem conseguiram esconder a atrapalhação. Se fosse um pobre diabo é muito provável que Ricardo Salgado tivesse ficado em prisão preventiva, indo direito a Monsanto e sem fazer escala pelos mais confortáveis calabouços da PJ. Os políticos festejariam o fim da impunidade e os jornalistas exigiriam a cabeça de Ricardo Salgado, os comentadores não se cansariam de exibir as entranhas de Ricardo Salgado.
  
Mas Ricardo Salgado inspira um misto de medo e de respeitinho, foram muitas campanhas partidárias a serem financiadas com dinheiro fácil, negócios públicos conseguidos de forma estranha, jornalistas comprados com investimentos publicitários, toda uma elite rasca comprada com gorjetas, uma elite que agora se divide entre o respeitinho pelo dinheiro que Salgado ainda tem e o medo de o banqueiro se vingar metendo a boca no trombone, provocando um segundo 25 de Abril. Afinal de contas Ricardo Salgado era o DDT, o Dono Deles Todos.
   

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Grafiti, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Joana Marques Vidal, Procuradora-Geral da República

A montanha pariu um rato, afinal o MP foi buscar um processo ao congelador para dar ares de quem não receava investigar o DDT, o dono deles todos.

«O ex-presidente do BES já sabia que esta quinta-feira ia ser presente ao juiz Carlos Alexandre e ofereceu-se para se deslocar pelos próprios meios ao tribunal. O pedido foi-lhe negado. O Ministério Público (MP) fez questão de o ir buscar à sua residência em Cascais. Foi tudo combinado com Ricardo Salgado, que ontem, depois de ser ouvido, foi jantar a casa.

Esta não foi a primeira vez que Ricardo Salgado prestou declarações no âmbito do processo Monte Branco e das investigações da Akoya. Mas na quarta-feira ficou a saber que era arguido, que iria ser presente a tribunal esta manhã e que sobre ele pendia um mandado de detenção.» [Expresso]

 Ricardo Salgado: a manada já pode atravessar o rio

Está escolhido o boi da piranha, o boi que é sacrificado para que enquanto as piranhas o comem a manada possa atravessar tranquilamente o rio, Ricardo Salgado junta-se a Oliveira e Costa, a Jardim Gonçalves e até a Vale e Azevedo, eleitos pela justiça portuguesa para lavar as suas mãos em processos que num país civilizado levaria muita gente para a cadeia.

Se todos os que ganharam de forma ilícita com os negócios da banca ou da bola, seja intervindo directamente como gestor, clientes que se envolveram em manobras ilegais de fuga de capitais ou de evasão fiscal, de políticos que se venderam, de altos quadros do Estado que receberam gorjetas chorudas este país ficaria mais saudável e cheiraria menos mal.

Se tal sucedesse uma boa parte dos políticos no activo há muito que não estaria em cena, teríamos uma Administração Pública mais eficaz e independente e até os governos seriam mais sérios. Infelizmente, basta lígar uma estação de televisão para se perceber que esta tríada formada por políticos sem escrúpulos, banqueiros oportunistas e patos-bravos do mundo da bola continua a dominar a sociedade portuguesa, condicionando as suas escolhas e aprisionando o desenvolvimento.

Ricardo Salgado foi detido para ilibar muito boa gente que nestes dias tem andado com o rabinho bem apertado e enquanto não tiverem a certeza de que o banqueiro não dá com a língua nos dentes irão ter insónias e sentir muitos suores frios. Mas podem ficar descansados, Ricardo Salgado não quererá agravar a sua situação, aceitará o estatuto de boi da piranha e, mais uma vez a omertà tuga vai impor-se.
  
 Dúvida

Ricardo Salgado não tinha o número de telefone de Passos Coelho nem nunca lhe telefonou, como fazia a o seu primo Ricciardi?

      
 Gente de primeira
   
«O voo AH5017 saiu da capital de Burkina Faso rumo a Argel, no norte do continente africano. Além dos seis membros da tripulação, de nacionalidade espanhola, a aeronave transportava mais 110 passageiros, 51 dos quais de nacionalidade francesa.» [Observador]
   
Parecer:

Quase todos os órgãos de comunicação social deram a notícia realçando que 51 dos 110 passageiros do avião argelino que se despenhou eram franceses. É de supor que eram brancos franceses, os outros eram pretos ou de nacionalidades que não merecem qualquer referência.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Pires de Lima preocupado com a imagem de Portugal
   
«O ministro da Economia, Pires de Lima, disse hoje em Luanda que os sucessivos cancelamentos de voos na TAP colocam em causa a "imagem de Portugal" e que devem ser "motivo de reflexão" para a administração da companhia.

"Estes cancelamentos e estes atrasos não são seguramente uma coisa boa e devem ser um motivo de reflexão para a administração da TAP e para todos nós", afirmou o ministro, à margem de uma visita oficial à capital angolana.» [i]
   
Parecer:

A austeridade, os jovens que fogem, a miséria, nada disso dá uma má imagem do país, o que dá má imagem é meia dúzia de voos cancelados.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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quinta-feira, julho 24, 2014

A justiça tarda mas não falha

Como era de esperar a justiça não se esqueceu de Ricardo Salgado dando razão à ministra da Justiça que assegurou há uns tempos que tinha acabado a impunidade. A justiça tem o seu tempo próprio e tal como a justiça divina nem sempre usa linhas direitas, quando se esperava que Ricardo Salgado seria chamado a propósito da situação do BES foi vítima do Monte Branco, quando se esperava que a justiça fosse a primeira a actuar esperou calmamente pelo seu momento, indiferente ao que se passava noutros países.
  
Não tinham razão os que se queixavam da lentidão da justiça e mesmo que só daqui a dois ou três anos os inquéritos relativos à falência do GES é certo que Ricardo Salgado não se escapa pois tem umas conta a ajustar por causa desses crimes habitualmente ignorados pela justiça portuguesa, a evasão fiscal e o branqueamento de capitais. A justiça revelou inteligência, primeiro espremeu Ricardo Salgado e cobrou-lhe uns milhões em IRS, esperou que o governo adoptasse uma amnistia fiscal perdoando aos que trouxeram os capitais de volta ao país, permitiu que os muitos arguidos do processo Monte Branco se arrependessem, mas guardou as acusações contra Ricardo Salgado para um momento oportuno.
  
O país ganhou com a sabedoria da justiça, não houve alarme público, a transição no BES fez com sobressaltos e a ainda ontem as suas acções recuperavam boa parte do valor perdido, não há pânico nos mercados pois Ricardo Salgado vai falar sobre factos de há vários anos e que não se relacionam com a situação do BES, até a democracia tem muito a ganhar pois Ricardo Salgado não vai ser questionado sobre a sua lista de assalariados no mundo da política. A justiça assegurou-se do regular funcionamento das instituições e até aproveitou a ausência de Cavaco e Passos, poupando-os a declarações.
  
A justiça tarda mas não falha e graças à sua sabedoria actua com maior precisão do que uma bomba israelita, consegue atingir Ricardo Salgado sem perturbar nem a banca nem o sistema política e sem que faça outras vítimas, tudo gente necessária ao crescimento numa altura em que os mercados não devem ser perturbados. Resta agora que Ricardo se junte a Vale e Azevedo na ala dos ex-presidentes na cadeira onde este está hospedado. As tias da Comporta que ainda há poucos dias tinham sido desvalorizadas para tias da Trafaria vão sofrer nova redução no seu rating, passarão a ser conhecidas por tias da Carregueira.



Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Houve um tempo em que os tomates não eram apenas os que se comem nas saladas
Cemitério do Lumiar
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Compreende-se que numa cimeira da CPL realizada em Lisboa estejam presentes o Presidente e o primeiro-ministro, mas não se compreende que numa cimeira realizada em Timor lá estejam as duas personalidades com as respectivas comitivas, numa viagem que custa muitos euros a um país maltratado por questões financeiras.

Numa cimeira onde se nota a falta de alguns presidentes não fazia sentido este turismo institucional, ainda por cima para logo na abertura o país ter feito figura de urso com a aceitação da adesão da Guiné Equatorial, sem qualquer votação e a crer na surpresa de Cavaco Silva, sem que Portugal soubesse. Aliás, as posições de Cavaco e Passos Coelho sobre a adesão daquele país, para um foi uma surpresa, para outro a Guiné Equatorial foi aceite para não estragar a cimeira ao organizador.
 
 Queda


      
 O poder da informação
   
«J. Edgar Hoover foi seguramente um dos homens mais poderosos dos EUA. Durante os quase cinquenta anos em que chefiou o FBI, foi imune às mudanças de rumo na política norte-americana e nem a pouca simpatia que alguns Presidentes lhe tinham, abalou o seu cargo. A competência com que exerceu as suas funções e os resultados alcançados na sua missão foram, sem margem para dúvida, razões determinantes para tamanha longevidade, mas seria importante perceber se são as únicas para nunca ter sido substituído. Seria importante conhecer, por exemplo, em que medida a informação por si recolhida, permitindo-lhe aceder aos segredos de muitos dos seus adversários, ou potenciais adversários, não impediu a acção que estes poderiam ter desenvolvido contra si. Como seria importante entender quantos compromissos foram alcançados e silêncios garantidos, para que essa informação não fosse divulgada.

Hoje, quarenta e dois anos passados sobre a sua morte, deveríamos recordar a forma como este homem, herói e grande para uns, mesquinho e pequeno para outros, actuou e sobreviveu. E deveríamos fazê-lo, para tentar compreender se existem paralelismos possíveis na actual política portuguesa. Talvez desse modo, desse simples modo, muito do que nos parece estranho se torne claro, e muito do que nos pareceria improvável se afigure afinal como naturalmente possível. É que se a informação a todos comunicada é uma poderosa arma para qualquer regime democrático, a informação por alguns silenciada é, ou pode ser, a garantia de tranquilidade e de poder. E se isso foi assim num país de grandes dimensões, mais facilmente o será num país de poucos milhões.» [i]
   
Autor:

Manuel Monteiro.
   
   
 Cuidado: ele anda aí
   
«De acordo com uma lista realizada pelo Jornal de Negócios, o regresso de José Sócrates aos conflitos do partido socialista atribuem-lhe o lugar de destaque na economia e política nacional.

José Sócrates, o homem que mais contradição gera junto dos portugueses, é, de acordo com uma lista levada a cabo pelo Negócios, o 47.º homem mais poderoso da economia nacional.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Ao que parece não é só aquilo a que os tarecos do Seguro designam por tralha
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Mais um passo na união da esquerda
   
«A ex-dirigente do BE Ana Drago assumiu hoje a criação de uma plataforma política de esquerda que congregue "movimentos que já estão no terreno" que tenha a "seriedade e humildade" de ser colocada "perante os votos dos portugueses".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O que a Ana Drago quer é negociar um lugar nas listas do PS ou um lugar certo no quadro de uma coligação.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 O corajoso Ulrich
   
«Em declarações aos jornalistas, Fernando Ulrich evitou comentar a atual situação do Grupo Espírito Santo (BES) e falar sobre Ricardo Salgado. Contudo, lê-se no Diário Económico, o presidente do BPI disse que tinha mais “graça ter alguns confrontos com o Dr. Ricardo Salgado quando achavam que ele era dono disto tudo”.

"Estar a fazer comentários sobre uma pessoa que foi líder do BES e numa altura que, com certeza, é um período difícil, não me acrescenta nada”, referiu, acrescentando: “Gosto de enfrentar as pessoas quando estão na mó de cima".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Principalmente os que aguentam, não é Ulrich?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Nem dá para acreditar
   
«Pedro Passos Coelho optou esta quarta-feira pelo silêncio face à hipótese de a ministra das Finanças ser a próxima comissária europeia proposta por Portugal. “Não vou fazer, muito menos em público, qualquer especulação”, afirmou o primeiro-ministro, em Timor-Leste, questionado pelo jornalistas.

Maria Luís Albuquerque é o nome desejado por Passos Coelho para integrar a próxima equipa da Comissão Europeia, que será liderada por Jean-Claude Juncker, noticiou esta quarta-feira o Observador e o Expresso. Portugal quer, com este nome, assegurar uma pasta económica importante, depois de ter tido o lugar de presidente da Comissão Europeia nos últimos dez anos.

Sem desmentir tal informação, o primeiro-ministro preferiu dizer não ter “mais nada a acrescentar” às informações que já dera em público sobre o processo de escolha dos comissários europeus. Ou seja, que a conclusão deste processo foi adiado para o fim de julho.» [Observador]
   
Parecer:

A pasta importante é o resultado do seu currículo académico ou do milagre português conseguido à cutsa dos funcionários e pensionistas?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»
     

   
   
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