sábado, agosto 30, 2014

Comentar o quê?

Comentar as propostas do líder da oposição? Não serve de nada, Seguro pouco mais diz do que piadolas de que a comitiva se ri apenas porque está a acompanhá-lo para compor o ramalhete e dar graxa ao chefe.
  
Comentar a declaração de um dos conjugues da liderança matrimonial mas pouco libidinosa do BE? Para uê, se todos sabemos que este Bloco de Esquerda prefere ter a direita a governar. É perder tempo criticar o Semedo por recusar formar governo com o PS quando ninguém o convidou e todos sabemos que nem o PCP o convidaria.
  
Comentar os comentários do Marques Mendes? É como se em vez de analisarmos um discurso presidencial perdermos tempo a discutir a marca ou características do microfone, o pequeno ex-líder do PSD não passa de um gramofone de Passos Coelho, gramo da parte da mãe e fone da parte do pai.
  
Comentar a data dos debates entre Costa e Seguro? Só se houve paciência para aturar as queixinhas que o Brilhante Dias diz ao Seguro para fazer, não há saco para aturar o Seguro e muito menos em dois dias seguidos. Se Seguro fosse esperto fazia o que Passos tem feito, desaparecia pois quanto menos o ouvirem mais pachorra terão os portugueses para o aturar.
  
Comentar a bola? Não há paciência para assistir a uma conferência de imprensa em que o presidente da federação da bola fala com ar de quem pensa que é secretário-geral da ONU e conclui que foi o azar que nos impediu de ganhar o mundial.
  
Comentar a política económica da Maria Luís? Para quê, se a senhora mais de swaps do que de política económica, é incapaz de prever as consequência das nacionalização do BES e cria emprego com estágios e emigração.
  
Há dias assim em que não nos apetece comentar o que quer que seja.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento
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Baixa de Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Maria Luís

A conferência de imprensa dada pela ministra Maria Luís na sequência da aprovação do orçamento rectificativo só serviu para que o país saiba que ela só sabe que nada sabe. Diminui o desemprego sem criar emprego, aumenta a receita dos impostos sem aumentar os impostos, nada sabe sobre o impacto da crsie do BES na economia e, como se tudo isto fosse pouco, ainda não sabe qual vei ser o défice pois ainda desconhece se a ajuda ao BES vai ser ou não considerada o que, aliás, pouco importa, o dinheiro que vier a ser perdido vai ser considerado défice puro e duro.

O problema é que nas primeiras intervenções sobre a ajuda ao BES a ministra garantia que não seria considerada para efeitos de determinação do défice, algo muito duvidoso tendo em consideração a experiência da República da Irlanda. Enfim, estamos pior do que os gregos e agora já nem queremos ser como os irlandeses.

AS incompetência da ministra é como um prato de Fugu, consumido em doses muito suaves o seu veneno até funciona como um estimulante. Mas um dia destes comemos uma dose maior e então é que vai ser o bom e o bonito.

«O BPN vai voltar a dar dores de cabeça ao défice orçamental de 2014, mas o total das operações extraordinárias ainda está por avaliar e pode levar o défice orçamental aos 7,6% do PIB, de acordo com o segundo orçamento retificativo. A ministra das Finanças já tinha dito que estava à espera que as autoridades estatísticas para clarificar o tratamento estatístico de um conjunto de operações não recorrentes e que, por isso, não ia incluir nas contas públicas 3,7% do PIB. Mas esta parece não entrar só no défice.

Segundo o Orçamento Retificativo, o Estado é obrigado a fazer um write-off de crédito mal parado do BPN Crédito, que o Estado vendeu. Estes créditos estavam nas contas do Estado com um valor superior ao vendido e como tal o Estado pode ser forçado a admitir uma perda de 0,1% do PIB no défice deste ano, algo que as autoridades estatísticas estão também a avaliar.» [Observador]

 É impressão minha

Ou os manos Sá Fernandes gostam muito de dar nas vistas?

      
 Muita tabuleta vai ele de apagar
   
«A Praça do Império tem brasões florais das ex-colónias no jardim. O vereador Sá Fernandes quer que sejam eliminados porque brasões de ex-colónias "estão ultrapassados". É um critério e está bem defendido:ex quer dizer estar ultrapassado. Mas brasões e tabuletas existem também para lembrar coisas que acabaram. Se vamos acabar com tudo que acabou, a Praça do Império vai na enxurrada, aliás como o seu autor, Cottinelli Telmo, que também tem praça. Outra: a Rua Cidade de Salazar, no Bairro das Colónias. Parece um buraco negro: já não há colónias, nem Salazar, nem Cidade de Salazar (hoje chama-se Ndalatando). O problema é que se vamos por aí também há argumentos para acabar com a Praça da Alegria. Mas se acabamos com coisas que acabaram ou que dizem coisas com que não gostamos hoje, caímos naquilo de o apetite vir com o comer. O Beco da Ré vira Beco da Arguida. O Beco do Carrasco parece morar em Estado Islâmico. O Beco das Beatas pode ser contestado nas duas versões, contra o tabaco e o proselitismo religioso. A Avenida da Igreja merece um ponto de ordem: qual? A Triste-Feia lembra uma cidadã a quem os rapazes de Alcântara lançavam "que focinho de porca!" - queremos mesmo lembrar isso? O Jardim das Pichas Murchas (em São Vicente de Fora) faz contrapropaganda a conhecido produto farmacêutico. A Travessa do Fala-Só é inaceitável em tempos democráticos. À Avenida Mouzinho de Albuquerque só pergunto: foi justo o que se fez a Gungunhana?» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

 Trapalhada estrutural
   
«Lembra-se da lei das rendas, bandeira do "reformismo estrutural" deste Governo? De como ia mudar tudo, "dinamizar o mercado", "introduzir justiça", "descomplicar"? Nunca mais ouviu falar dela, pois não?

Mas devia. Segundo a Associação Lisbonense de Proprietários, correm vários processos em tribunal contestando os rendimentos apresentados pelos inquilinos para certificar insuficiência económica. É que, por exemplo, alguém auferindo uma pensão do estrangeiro, por mais elevada que seja, apresenta um Rendimento Anual Bruto Corrigido (a fórmula que a lei prevê para certificar o nível de rendimentos) de zero, e o mesmo sucede a quem viva de rendimentos de capital, os quais são sujeitos a uma taxa liberatória, não tendo de ser inscritos no IRS. Como as Finanças não têm esta informação, não podem incluir estes valores no RABC. Resultado: os senhorios podem ser impedidos de aumentar rendas baixíssimas a pessoas com altos rendimentos (além de poderem ser enganados também quanto a quem habita uma casa, já que as Finanças tomam como verdadeiro o que os inquilinos lhes comunicam). O mesmo Governo que estabeleceu que os beneficiários do Rendimento Social de Inserção não podem ter contas bancárias superiores a 25 mil euros esqueceu-se de acautelar que quem faz prova de baixos rendimentos para efeitos da renda devida a um privado não esteja a esconder proventos de capital - e portanto a prejudicar muito conscientemente o dono da casa onde mora, com a cumplicidade, carimbada, do Estado. Curioso, não é?

Mas as iniquidades não se ficam por aqui. Há também a da desigualdade entre os inquilinos: um "milionário" que acaso receba uma pensão "mínima" (sim, é possível) pode ver a sua renda calculada em apenas 10% da dita pensão enquanto quem, no mesmo prédio, vive exclusivamente de um salário ou de uma reforma de 1501 euros paga 25% dos mesmos. E não é delicioso que um Governo tão obcecado com a "solidariedade entre gerações" tenha estabelecido uma proteção inabalável para inquilinos com 65 ou mais anos independentemente dos seus rendimentos (terão direito a rendas controladas, calculadas anualmente em 1/15 do valor do locado, para o resto da vida) enquanto inquilinos mais novos com menor capacidade económica se confrontarão, findo o período de transição de cinco anos que esta prevê (ou seja, pós-2017), com a possibilidade de o senhorio fixar a renda que entender?

Não há, certamente, leis perfeitas, e o problema das chamadas rendas antigas arrastou-se tanto tempo e criou tantos vícios de pensamento e prática que nenhuma solução será isenta de críticas e falhas. Mas a atrapalhada incompetência desta, mais o seu "esquecimento" da existência de rendimentos de capital é bem a marca de um Governo que, perante um problema, parece só ser capaz de piorar.» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio.

      
 Há 25 anos Marcelo nadou no meio dos cagalhões do Tejo
   
«Em 1989, o estuário que banha Lisboa era um dos mais poluídos da Europa, com os esgotos de toda a cidade e dos seus arredores a desaguarem diretamente ali sem qualquer tratamento. Se agora mergulhar no Tejo parece uma ideia perigosa, na altura era uma ideia louca. Mas foi o que Marcelo Rebelo de Sousa fez para lançar a sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, inaugurando assim a mais inusitada campanha de que há memória em Portugal – com direito a um dia passado a conduzir táxis, uma noite com o camião do lixo, corridas em Monsanto e noites animadas.

Agora, olhando para trás, Marcelo não sabe se voltaria ou não a fazer o mesmo naquelas circunstâncias, mas tem uma certeza. “Se hoje voltasse a fazer uma campanha, faria o oposto, seria menos espetacular e mais curta. O meu estilo é conhecido e é suficientemente extrovertido. Mas isso já não é uma hipótese, isso agora é para Santana Lopes”, garante o professor ao Observador, em alusão às próximas eleições presidenciais em 2016 e aos comentários que tem feito na TVI sobre uma eventual candidatura.» [Observador]
   
Parecer:

Hoje somos nós que nadamos no meio das postas de pescada que ele vai expelindo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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sexta-feira, agosto 29, 2014

Marques, o Grande Mendes

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Marques Mendes foi deputado, foi secretário de Estado, foi ministro adjunto do primeiro-ministro, foi porta-voz do governo, foi líder do PSD e quando se retirou da política tornou-se empregado de um empresário de nome Joaquim Coimbra, homem igualmente do PSD e que é um endinheirado das lideranças deste partido, fazendo lembrar um pouco o Zé Grande, um outro empresário muito querido nos meios políticos e que ficou conhecido por ter dado uma gorjeta  de muitos milhões a Ricardo Salgado.
  
O tal Joaquim Coimbra não saltou para a ribalta graças a uma gorjeta mas quis o destino que a história o cruze com o Zé Grande, ali para os lados do Banco de Portugal. Se o Zé Grande salta para a comunicação social depois da nacionalização do BES pelo BdP, o nome de Joaquim Coimbra ficou famoso porque Luís Filipe Menezes ter tornado público que o empresário se demitiu da Comissão Política Nacional depois de Luís Filipe Menezes ter defendido a realização de um inquérito à supervisão bancária. Coincidência as coincidência esse tal Coimbra era um importante sócio do BPN.
  
Temos então uma situação muito curiosa, um ex-empregado de Luís Coimbra, homem forte do BPN soube com antecedência o que o governo e o BdP tinha decidido para o BES, antecipando em um dia a divulgação desta decisão, um dia depois de alguns accionistas do BES se terem livrado à pressa das suas acções no banco, uma operação bolsitas que suscitou dúvidas e conduziram a uma investigação da CMVM cujo presidente sabia menos sobre o que se decidia no BES do que o assalariado do antigo acionista do BPN.
  
Algum jornalista questionou este processo? Algum magistrados decidiu uma investigação ao papel e forma como Marques Mendes tem acesso a informação privilegiada? O governador do BdP ficou incomodado pela figura que parvo que fez na comunicação sobre o que supostamente teria decidido para o BES? Não, em Portugal tudo isto é normal.
  
Passos Coelho percebeu que isto já é palhaçada  a mais e inventou uns arrufos de namorados com Marques Mendes a propósito do orçamento rectificativo. Marques Mendes anunciou um possível aumento de impostos a que Portas se opunha, Passos Coelho ficou indignado e por fim todos ficaram felizes com governo, PSD, CDS e jornalistas económicos a elogiar o governo por ter superado as consequências da decisão maldita do TC sem recorrer a mais impostos, algo de que, como se sabe, este governo não gosta mesmo nada. Tudo acabou em bem e nestes sábado o assunto será encerrado com Marques Mendes a elogiar Passos Coelho pelo seu orçamento rectificativo, uma obra prima da política económica pois consegue prever em simultâneo uma redução do crescimento económico e uma redução do emprego.
  
O mais divertido disto tudo é que ;Marques Mendes ainda se veio gabar que não revela um terço da informação que tem, o que é uma pena pois não se sabendo bem a que se refere esse terço de informação que fica para proveito próprio há razões para acreditar que pode servir para ganhar uns trocos na bolsa ou noutros negócios para os Comibras e os Zés Grandes deste país. 
  
Só mesmo neste país se assiste a um espectáculo destes, com um ex-.governante a fazer um papel tão pouco transparente e ainda por cima a gabar-se, armando-se em comentador político. Resta saber quanta informação Marques Mendes fez circular ao longo da sua carreira política e quem beneficiou com isso. Não se percebe como a República se afunda em tanta bandalhice e um dos principais actores deste espectáculo miserável é membro do Conselho de Estado.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Eléctrico de Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Para Cavaco Silva há dois tipos de atletas, os ricos que devem ser recebidos em Belém e que têm discurso como se fossem embarcar numa caravela para descobrirem o caminho marítimo para a Índia e os atletas tesos que recebem uma palavrinha apenas se conseguirem uma medalha. Trata-se de uma visão oportunista do desporto, tanto com uns como com os outros Cavaco limita-se a aproveitar-se, em relação aos primeiros aproveita-se da sua imagem e cola-se a ela, em relação aos segundos tira partido do resultado do seu trabalho. Mas, enfim, é o presidente que temos durante mais uns tempos.

«O Presidente da República felicitou hoje Telma Monteiro pelo título de vice-campeã mundial de judo na categoria de -57 Kg, congratulando a atleta pelo "extraordinário empenho e dedicação que tem mantido no seu percurso.» [Notícias ao Minuto]

 Eu ainda sou do tempo

Em que Paulo Portas se dizia coordenador da área económica do governo e se apresentava nas conferências de imprensa com a rejeitada Maria Luís ao lado. Agora Paulo Portas pouco mais é do que coordenador do Lambretas e da Cristas e anda quase sempre desaparecido ou viajando a vários fusos horários de distância, juntando-se a Cavaco num grande esforço de diplomacia turística.

 Imagem simpática

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Na verdade o brilhante Brilhante Dias apresentou-se na conferência de imprensa como se tivesse interrompido uma sardinhada para dizer umas patacoadas aos jornalistas. O resultado do dia foi: Maria Luís 10 - 0 Brilhante Dias. Não admira que o PS de Seguro não descole das sondagens e se tenha de recorrer ao foto finish para conferir as suas vitória eleitorais.

A resposta do PS ao orçamento rectificativo não foi digna de um partido que pretende ser governo, o líder disse uma graçola e fez-se representar por um Brilhante Dias com ar e discurso digno de um taberneiro. Para o cidadão comum viu-se de um lado uma ministra fazendo o seu discurso com ar sério e aparentemente competente e do outro um descuidado dando ares de estar fazendo o frete de fazer um discurso à base de bitaites.

      
 Novo BES: já se fala em perdas
   
«A Caixa Geral de Depósitos é o banco a operar em Portugal que pode ter mais a perder com o Novo Banco, tendo em conta também o modo e o valor a que este for vendido. Segundo informação do Jornal de Negócios, o grau máximo de exposição da Caixa é de 1.300 milhões de euros, numa lista seguida em ordem decrescente pelo BCP, BPI e Santander.

O risco que o Novo Banco representa para os restantes bancos decorre do modelo aplicado à transformação dos ativos do velho BES no Novo Banco, que envolve todo o sistema financeiro no financiamento da nova instituição, tendo também que assumir os prejuízos que possam resultar da venda daquela instituição (se o valor final ficar abaixo dos 4.900 milhões do empréstimo).

Conforme explica o Negócios, a hierarquia de risco dos bancos decorre da quota com que cada instituição participa no financiamento, que ainda não estará fechada — com a hipótese em estudo de o Novo Banco ser chamado a participar neste esforço depois da venda da instituição.» [Observador]
   
Parecer:

Começa a ser evidente que o Novo Banco vai nascer coxo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Desequilíbrio, diz o Brilhante
   
«Eurico Brilhante Dias, membro do Secretariado Nacional do PS e apoiante de António José Seguro nas eleições primárias, apelou hoje a António Costa para que suspenda a presença na comunicação social como comentador por gerar desequilíbrio entre as candidaturas.

“Apelamos a que deixe a coluna semanal no Correio da Manhã e o lugar que tem vindo a ocupar nos últimos três anos na Quadratura do Circulo”, disse Eurico Brilhante Dias em declarações à agência Lusa.» [i]
   
Parecer:

E as idas ao BdP para nos tranquilizar em relação ao BES, as reuniões com Passos para discutir o comissário ou a recepção dada pelo ministério da Administração Interna a propósito dos incêncios não desequilibram nada.

Será que este brilhante rapazola vai propor o encerramento temporário so site do PS onde só ele e o chefe aparecem num grande frenesim?

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Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Brilhante que se tem medo compre um cão e use fraldas.»

 Já há funcionários públicos a menos
   
«A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, reconheceu esta quinta-feira que os impactos na despesa dos programas de rescisões e da requalificação serão “menos favoráveis” do que o esperado, devido aos atrasos na execução destas medidas. Mas ao mesmo tempo afastou a abertura de um novo programa que tenha efeitos em 2014.

“Neste momento não temos previsto abrir nenhum programa de rescisões ainda este ano”, afirmou durante a apresentação do Orçamento do Estado Rectificativo. Contudo, Maria Luís Albuquerque não afasta que, na preparação do orçamento para o próximo ano, o tema volte a estar em cima da mesa: "é uma situação que podemos sempre reavaliar".

Para já, o Governo reconhece que as poupanças esperadas com as rescisões e com a requalificação serão menores do que o previsto. Há um “efeito de desfasamento no tempo” na concretização destes programas, que acaba por condicionar as poupanças alcançadas em 2014 justificou a ministra.» [Público]
   
Parecer:

Veremos as consequências da incompetência de um governo que inventou falsas premissas. Com as recisões o Estado não poupa nada e fica confrontado com a perda de funcionários que são necessários.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Sabe mais do que o Passos
   
«Luís Marques Mendes, ex-líder do PSD e comentador político na SIC, que muitas vezes faz tremer o Governo com as notícias que dá sobre o que se passa nos seus bastidores, afirma que não conta, ainda assim, tudo o que sabe. “Não revelo um terço da informação de que disponho”, afirma, em declarações esta quinta-feira ao Diário Económico, que faz um trabalho sobre o modo como o social-democrata se prepara semanalmente.

“Tenho três vértices: comentário, informação e estudos detalhados de temas”, explica Mendes, acrescentando que, como “já havia muitos comentadores e comentários num registo sempre igual, quis trazer um modelo novo, uma mais-valia”.» [Observador]
   
Parecer:

Um dia destes o Cavaco ainda se zanga porque o Passos vai a despacho com o MArques Mendes antes das reuniões de quinta-feira em Belém.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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quinta-feira, agosto 28, 2014

O engraçadinho

O governo faz um orçamento rectificativo e usa o acórdão do TC para encobrir o descontrolo na despesa que vai muito mais além do que o impacto financeiro da decisão do TC e “come” o aumento significativo das receitas do IVA.

O governo faz um orçamento rectificativo em duas fases para melhor manipular a informação e disfarçar o evidente desconforto do CDS e de Paulo Portas que chama a si o papel de salvador da economia.
  
O governo esconde-se durante dois dias e manda a “bela” Cristas visitar umas estufas de flores onde garante que não faltará dinheiro para a comparticipação nacional nos programas comunitários, levantando uma questão que ninguém tinha levantado, até porque essa comparticipação pode ser menor do que era no passado.
  
O governo faz passar a ideia de não será necessário um aumento de impostos graças à redução das despesas com o desemprego e ao aumento da receita fiscal, fazendo passar a falsa ideia de que a economia cresce acima do previsto e está sendo criado emprego, ideias contrariadas pela revisão em baixa do crescimento económico previsto no próprio orçamento rectificativo.
  
Qualquer líder da oposição teria aqui várias oportunidades para fazer oposição:  

  • Questionando a solidez de uma coligação em que o desconforto ficou evidente depois das inconfidências de Marques Mendes e do oportunismo de Paulo Portas que estando em Moçambique “tranquilizou” os portugueses assegurando que estaria no Conselho de Ministros a tempo de defender a economia.  
  • Denunciando a quebra do crescimento económico apesar dos bons resultados da turismo e confrontando o governo com os resultados da balança comercial que desmontam a tese de que graças ao ajustamento já não estaríamos consumindo acima das possibilidades, registando-se um milagre económico graças às exportações.  
  • Chamando a atenção para a contradição do OE rectificativo que ao mesmo tempo de revês em baixa o crescimento económico prevê uma redução do desemprego, uma prova de que em vez de criar emprego este governo usa os instrumentos à sua disposição para varrer desempregados para debaixo do tapete.

 Mas Seguro é um líder da oposição muito fraco, inconsistente e mal preparado, em vez de criticar o governo com seriedade opta por uma graçola, sugere que este é o governo dos orçamentos rectificativos. Isto é, Seguro nada diz.
  
Seguro prefere a graçola sem grande imaginação ou, muito simplesmente, não está preparado para dizer algo consistente? Parece que a resposta tem mais a ver com a falta de preparação e de formação do líder do PS, no mesmo dia em que deu uma entrevista ao DE dando ares de saber umas coisitas e depois de atacar Costa de lhe copiar as ideias, Seguro é incapaz de ter um discurso digno de confiança, refugiando-se em gracinhas de gosto duvidoso. 
  
Seguro teve mais uma oportunidade de ajudar o país fazendo críticas construtivas e sugerindo alternativas merecedoras de confiança. Em vez disso escondeu a sua falta de preparação atrás de uma graçola que um qualquer assessor lhe soprou ao ouvido.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Pilrito-das-praias (Calidris alba), Praia do cabeço, Castro Marim
  
 Jumento do dia
    
António José Seguro

O senhor que nos disse que poderíamos estar tranquilos quanto ao BES e que só promete o que vai cumprir já veio prometer que não aumentaria os impostos o que significa que conta com os cortes abusivos dos vencimentos. Parece que Seguro quer passar a ideia de que sabe o que quer de forma infantil, propondo medidas orçamentais avulso mais preocupado em aparecer nos noticiários do que com a situação financeira de um futuro governo.

«António José Seguro, líder do Partido Socialista (PS), garante que não vai aumentar os impostos caso seja eleito primeiro-ministro. “Não vou aumentar nem o IRS, nem o IVA e o IRC será mantido na próxima legislatura de acordo com a reforma que foi feita”, disse o líder do PS em entrevista ao Diário Económico. Pode ter de fazer ajustes no IVA de forma a tornar o imposto mais justo e coerente, mas não pode garantir que vai baixar os impostos. “Não faço promessas dessas. Prefiro jogar pelo seguro.” Promete, no entanto, que vai lutar para recuperar o rendimento dos portugueses.» [Observador]

   
   
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