sábado, setembro 06, 2014

Quem tramou Seguro?

Ao contrário do que se possa concluir em consequência das directas no PS não foi António Costa o verdadeiro verdugo de António José Seguro, a verdade é que ao ainda líder do PS foi derrotado por Pedro Passos Coelho e à medida que passa o tempo é cada vez mais evidente que bastará ao líder do PSD mais alguns debates parlamentares com o líder do PS e meia dúzia de medidas simpáticas para derrotar o actual PS.
  
Seguro não só se esqueceu de fazer oposição à direita como se encostou aos ataques dessa direita ao seu antecessor na liderança do PS. Mas ao aceitar a austeridade brutal na condição de ser fundamentada em falsos desvios e os excessos de Sócrates o líder do PS apoiava implicitamente o excesso de troikismo da coligação no governo. Seguro não tinha como prioridade fazer oposição à direita, queria afirmar-se contra o seu antecessor, mesmo que isso implicasse aceitar excessos de austeridade e de recessão.
  
Ao aceitar em nome do PS todas as acusações que a direita fazia a esse mesmo PS o seu líder ficou nas mãos de Passos Coelho, não admira que se tenha abstido na votação de um orçamento, que se tenha calado perante sucessivas revisões do memorando feitas nas suas costas. Mas ao assumir falsas culpas Seguro ficou em desvantagem e perdeu todos os confrontos com Passos Coelho.
  
Enquanto Seguro seguia a sua estratégia manhosa mas infantil de tentar mostrar que era melhor do que Sócrates, Passos Coelho ia mostrando aos eleitores do centro que ele era muito melhor do que Seguro. Seguro não conseguiu provar que era melhor do que Sócrates, em contrapartida Passos provou que era melhor do que ele. Passos tem um projecto e Seguro não, Passos é determinado e Seguro hesitante, Passos sabe o que quer e Seguro não tem qualquer ideia.
  
Seguro não só deu uma imagem de si próprio que o coloca muitos furos abaixo de Passos Coelho como deixou passar a ideia de que entre ele e Passos Coelho as diferenças não se situam no projecto mas sim nas capacidades e nesse capítulo perdeu em toda a linha.
  
Seguro acabou por não conseguir derrotar a sombra de Sócrates e acabou por deixar ao país a imagem de um líder que não passa de uma sobra de Passos Coelho.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Torre de Belém, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Joana Marques Vidal, Procuradora-Geral da Justiça

Não é muito saudável que um Procurador-Geral ignore a possibilidade de existirem acusações com erros festejando as condenações em tribunais de primeira instância, como se nos casos em que a acusação não foi provada os arguidos fossem culpados. Fazer justiça não é condenar de acordo com a acusação e um procurador-geral deve festejar sempre que é feita justiça e isso sucede muitas vezes quando os arguidos são declarados inocentes apesar das acusações do Ministério Público.

A justiça não é um campeonato onde o Ministério Público deve festejar quando se sente campeão e por isso mesmo da Procuradoria-Geral da Justiça espera-se mais a reserva do que o foguetório dos festejos.
«A procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, manifestou-se hoje "contente" com o acórdão relativo ao processo "Face Oculta", porque confirma a "boa investigação" do Ministério Público (MP), que viu reconhecido "aquilo pelo qual tinha lutado".» [Notícias ao Minuto]

 Orçamentos rectificativos

Depois de oito orçamentos rectificativos e com tempo para mais um ou dois isto já não vai lá com orçamentos, aquilo de que o país carece é de um governo e de um presidente rectificativos.

 Impunidade

Como a senhora ministra anda tão preocupada com a impunidade e mostra-se defensora da exposição pública permanente e eterna de determinados grupos de criminosos, faria todo o sentido criar uma base de dados com informação relativa a todas as decisões governamentais.

O DR costuma indicar os governantes que assinam a medida mas essa informação não é objectiva quanto aos autores e perde-se no tempo. Quando, por exemplo, se conclui que um determinado responsável do Estado é incompetente ou corrupto faz todo o sentido chamar à pedra o político que propôs a nomeação de tal pessoa para que no momento da condenação pública do artista o seu agente artístico fosse igualmente alvo dessa condenação e chacota públicas.

Poderia existir uma base de dados pública que identificasse os autores de muitas leis e nomeações que aparecem atribuídas a votações parlamentares ou decisões do Conselho de Ministros.

 Dúvida

O que será feito do Opus ministro Paulo Macedo? Ele que gosta tanto de comunicação social tinha com o caso do cidadão que morreu em Évora sem ter sido devidamente socorrido uma boa oportunidade para passar o ar de competente nos media.
  
 Enfim....

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Para dar uma entrevista ao Expresso na passada quinta-feira o ainda líder do PS escolheu a biblioteca da Assembleia da República, combinando a imagem do ruralista com a do intelectual. Sucede que Seguro usou o parlamento para ficar bem na fotografia, mas faltou ao debate do orçamento suplementar, deixando a despesa para depurtados apoiantes de António Costa.

      
 Reincidência louca
   
«Quantos inocentes já sofreram situações que vão até à morte por pessoas que foram condenadas por esse crime e são libertas?" A pergunta é da ministra da Justiça, anteontem, numa entrevista à RTP, e faz todo o sentido: queremos saber quantas crianças foram abusadas por reincidentes. Não necessariamente por ser, como Teixeira da Cruz sustenta, a questão-chave para a defesa da sua versão da Lei de Megan (nome dado às leis que nos EUA, desde 1994, permitem que as comunidades possam saber a identidade e morada dos condenados por abuso sexual que residam na zona), mas porque é fulcral para perceber qual a eficácia do sistema judicial/penal e ajuizar da necessidade de ajustes e alterações.
Durante toda a entrevista, porém, a ministra não respondeu à sua própria pergunta. Aliás, não apresentou um único dado. Nem sobre o número de condenados pelo crime em Portugal, nem sobre o tipo de relação destes com a vítima - limitou-se a dizer que havia duas categorias, a dos familiares e a dos outros, sem especificar qual a sua importância relativa e se quer que todos sejam incluídos no registo para conhecimento público ou não; de resto, nem sobre o tipo de conhecimento que o público pode ter e como foi clara - e muito menos sobre a eficácia das leis Megan. A única coisa que concedeu dizer sobre o fulcro da questão é que "o grau de reincidência é louco."

Será? Num estudo de 1997 efetuado no Reino Unido, a taxa de re-condenação de abusadores de crianças era de 13% em cinco anos, comparando com 50% em dois anos para outros tipos de criminosos; estas conclusões são consistentes com as de estudos canadianos e americanos. Por outro lado, a eficácia das leis Megan está longe de certificada: parecem ter pouco ou nenhum efeito sobre a taxa de reincidência e servir sobretudo para acelerar a resposta em termos de localização e detenção dos criminosos caso reincidam.

A lei levanta, é claro, muitas mais questões que a da sua eficácia. Mas não pode surpreender que Teixeira da Cruz se não dê conta dos problemas éticos e de que é todo o edifício judicial português que põe em causa ao considerar que as penas dos tribunais não chegam como castigo e que a exposição infamante e persecutória deve regressar à lei; afinal, estamos perante uma governante que não se dá sequer ao trabalho, ao pugnar por legislação que será a única do tipo fora dos EUA (existem em vários países registos específicos para condenados por crimes sexuais contra crianças, mas os EUA são o único em que o registo está acessível ao público; nos outros existe apenas para consulta das autoridades), de apresentar qualquer tipo de justificação racional ou sequer de relação com o real. Uma conduta em relação à qual no seu caso, como no do Governo que integra, se pode falar, consubstanciadamente, de reincidência louca.» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio.

      
 Que se lixe o CDS?
   
«Passos Coelho já disse que aconteça o que acontecer fará tudo o que for preciso para colocar as contas do país em ordem…nem que isso ponha em causa a vitória nas próximas eleições legislativas.

Esta atitude, no entanto, está a preocupar os deputados centristas que temem que a expressão empregue pelo primeiro-ministro “que se lixem as eleições” possa ter impacto negativo nos resultados das legislativas, afirmando também que Passos está "imbuído de um espírito de missão" e que acha "que vai ficar para a História", adianta o Sol.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O CDS parece estar com medo de se lixar nas eleições.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Temos calceteiro!
   
«“Um pró-forma”, “um verbo de encher”, “um detalhe, um acessório de toilete de senhora”. Foi assim que o vice-presidente da Ordem dos Advogados e ex-membro da administração do BES definiu o conselho de administração não executivo do BES. Em entrevista ao Jornal i, Nuno Godinho de Matos falou sem papas na língua do órgão que integrou a troco de 2.400 euros líquidos por reunião e no qual “entrou sempre mudo e saiu calado”.

“Não havia perguntas não porque não pudesse haver, mas porque jamais alguém as fez”, explicou quando confrontado sobre o papel do conselho administrativo não executivo do BES, antes da intervenção do Banco de Portugal (BdP). “Os não executivos não têm nada a ver com a vida diária do banco. Vão às reuniões do conselho de administração quando são convocados, quatro ou cinco vezes por ano. O que conhecem da vida do banco é o que é reportado nessas reuniões pelos quadros superiores”, explicou.» [Observador]
   
Parecer:

Este senhor só não explica o que o levou a aceitar o frete.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Chavéz nosso que estás no céu...
   
«No texto da oração, lida durante um ato do Partido Socialista Unido da Venezuela lê-se: “Chavez nosso que estás no céu/ na terra, no mar, em nós e nos delegados/santificado seja o teu nome/ venha a nós o teu legado, para levá-lo ao povos daqui e de lá (internacionais)”.

A oração prossegue com “dai-nos hoje a tua luz/para que nos guie todos os dias/ e não nos deixes cair na tentação do capitalismo/ mas livra-nos da maldade, da oligarquia/ como do delito do contrabando/ porque de nós é a Pátria, a paz e a vida/ pelos séculos dos séculos. Amém, Viva Chávez”.

Em 2013, na Semana Santa, após o falecimento do líder da revolução bolivariana, várias orações foram distribuídas na Venezuela, entre elas a “oração do comandante” e o “credo chavista”.

A devoção levou ainda a que, em Caracas, no populoso bairro 23 de Enero, nas proximidades do Quartel da Montanha, onde estão depositados os restos mortais do líder socialista, um grupo de populares tenha criado uma pequena capela de madeira a que deu o nome de Capela Santo Hugo Chávez.» [Observador]
   
Parecer:

Mais ridículo é impossível
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Moedas fica com o tacho mas sem o "emprego"
   
«Esta quinta-feira foi conhecido mais um organograma com a possível atribuição de pastas na nova Comissão liderada por Jean-Claude Juncker. Embora as dúvidas permaneçam quanto à veracidade destes documentos, há algumas coisas que já são certas para os próximos cinco anos em Bruxelas. A Comissão vai ter super-comissários que vão coordenar a ação dos restantes colegas, certas pastas que até agora eram consideradas de primeira linha vão estar livres para serem ocupadas por pessoas com menos peso político. E, no que respeita a Portugal, o Emprego está fora de questão para Carlos Moedas. Mais, esta Comissão terá nove mulheres e assim iguala a de Barroso.

Tanto o organograma avançado ontem pelo “Financial Times”, como o que foi divulgado esta quinta-feira pelo “Euroactiv” dão a Carlos Moedas a pasta do Emprego e dos Assuntos Sociais. Fontes próximas das negociações entre S.Bento e Bruxelas ouvidas pelo Observador desmentem esta possibilidade, mas avançam com outras possíveis pastas como a Fiscalidade ou a Investigação. No Conselho de Ministros de hoje, o ministro Marques Guedes adiantou que “não está definida a distribuição de pelouros”, mas que seria bom para Portugal ficar com “uma pasta significativa”, acrescentando que “a pasta do Emprego seria uma ótima pasta”.» [Observador]
   
Parecer:

Mas que manobra divertida o terem feito passar a notícia de que o nosso pequeno moedas iria ficar com uma grande pasta. O Moedas está especialmente vocacionado para a pasta de correios, durante três anos foi o carteiro que tratava do correio entre Passos e a troika.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   
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sexta-feira, setembro 05, 2014

A mesma escola

Cavaco nunca tem responsabilidades, umas vezes porque foi o governador que tinha dito o que ele repetiu, outras porque já tinha avisado ou porque decidiu com base em pareceres. Durão Barroso nada teve que ver com a famosa notícia de que Deus Pinheiro tinha roubado um cobertor da TAP e a notícia sobre a invasão de Kiev foi tirada do contexto e dada a conhecer abusivamente à comunicação social. Passos Coelho nada fez a que não fosse obrigado, tudo estava no memorando, incluindo o seu excesso de troikismo.
  
Estamos perante uma escola de políticos sem grande coragem, que fazem do discurso a arte da cobardia, nada dizem ou fazem sem antes pensarem como se vão desculpar, dizer que não são irresponsáveis ou mesmo atirar as culpas para terceiros. O mais grave é que não se trata de uma fornada mal amassada ou de uma má colheita, é mesmo uma doença do tipo da filoxera que deu numa boa parte da nossa classe política. Om Durão Barroso a doença chegou mesmo a Bruxelas mas parece que por aquelas bandas se preparam para tratar a filoxera da mesma forma que por cá se fez há um século, arrancam as vinhas atingidas.
  
Por aqui a falta de coragem ainda predomina e se o PSD parece  uma vinha perdida por causa deste novo tipo de filoxera o PS para lá caminha devido a uma praga de características idênticas. Também por ali há quem queira dominar sem dar a ara e ainda esta semana foi debatido um orçamento suplementar e o líder da oposição preferiu andar por parte incerta.
  
Agora que decorre a famosa universidade de Verão do PSD talvez não fosse má ideia que os rapazolas só estivessem presentes depois de passarem por um exame de admissão onde provem a sua capacidade de dissimular, mentir e afastar as responsabilidades. São essas as grandes qualidades dos nossos políticos vencedores, as virtudes que levaram três gerações de políticos dessa mesma escola ao poder.
  
Enquanto os partidos são escolas de virtudes duvidosas talvez o debate político deva deixar de se centrar em propostas que não vão ser cumpridas e passar a discutir-se a dimensão, coragem e honestidade dos políticos.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Eléctrico de Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Hélder Rosalino

Oq ue levou à promoção desta personagem de má memória? Não foi a reforma do Estado que não fez, não foi o desempenho competente do cargo governamental, não foi o seu brilhantismo intelectual e muito menos o seu currículo. Foi o frete que fez, coube-lhe uma boa parte do trabalho sujo do excesso de troikismo. Os fretes pagam-se. e há sempre quem esteja disposto a fazê-los a troco de uma compensação.

«O antigo secretário de Estado da Administração Pública Hélder Rosalino foi esta quinta-feira nomeado pelo Governo para o cargo de administrador do banco de Portugal. A informação foi avançada pelo ministro da Presidência, Marques Guedes.
  
Hélder Rosalino que era quadro do Banco de Portugal antes de integrar a equipa original de Vítor Gaspar no Ministério das Finanças, tinha regressado ao banco central no início deste ano, depois de ter pedido para sair do Governo.» [DN]

      
 Prémio Vingança maior que o Goncourt
   
«A rentrée literária em França começa hoje e com o prémio Vingança, servido frio por Valérie Trierweiler, jornalista de estilo fracote mas notável carreira: passou 18 meses no Palácio do Eliseu, protagonizando o essencial do até agora apagado lustro do Presidente François Hollande, seu ex-companheiro. O livro, Merci pour ce moment (merecia boa tradução: Obrigado por Este Bocadinho), tem uma extraordinária primeira edição de 200 mil exemplares. É um testemunho, dentro do popular género literário "confissões aos queres ser meu amigo", da conhecida editora Facebook. As Madame Bovary modernas já não precisam de Flaubert para se abrirem ao mundo. As páginas em pré-edição foram publicadas na revista Paris-Match e já se sabe que o casal presidencial andou de cócoras, no mármore do palácio, à cata dos soníferos que ela queria engolir e ele esconder dela quando se soube que François saía de capacete e lambreta para se encontrar com uma atriz. Aquele palácio já conhecera morte de presidente (Félix Faure, 1899) quando se debatia com uma amante mas nada se soube por testemunhos diretos (os jornais foram discretos sobre a causa da morte, e o mais longe foi um escrever: "De morte natural, ó quanto!"). Os tempos são outros e as vinganças eternas. Justas é que quase nunca: Valérie era jornalista do Paris-Match quando, ao fazer uma reportagem sobre a ministra Ségolène Royal, conheceu o marido desta, François Hollande.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Mais uma do país da cobardia
   
«Um número elevado de processos judiciais com informação errada ou incompleta, devido a erros na inserção de dados ao longo dos anos – é esta a razão para as falhas recentes no sistema informático da Justiça, de acordo com o presidente do Instituto de Gestão Financeira e de Equipamentos da Justiça, Rui Pereira. “Não foi um problema técnico. Foi um problema de qualidade dos dados. Há dados registados de forma incompleta e registos mal preenchidos”, aponta.

De acordo com Rui Pereira, foram vários os casos problemáticos encontrados na migração informática dos processos, necessária ao abrigo da reorganização dos tribunais. Entre eles, estavam o de pessoas que tinham mais do que uma morada associada, algo que acontecia quando um réu ou testemunha mudava de endereço, e o novo era inserido no sistema sem que se apagasse o anterior. Noutros casos, o número de testemunhas ouvidas num processo era superior ao registado. Noutras situações ainda, exemplifica, havia processos aos quais estavam associados arguidos ou réus de outros casos.» [Público]
   
Parecer:

Isto é o grau zero da administração pública.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao senhor que se cale.»
  
 O humor negro da Air Malaysia
   
«A companhia aérea malaia Malaysia Airlines anunciou hoje que modificou o nome de um concurso destinado a oferecer um iPad ou bilhetes de avião aos seus clientes da Austrália e da Nova Zelândia, noticiaram as agências internacionais.

Isto porque o concurso pedia aos concorrentes que elaborassem a sua "lista de últimas vontades" e vários internautas apontaram a falta de sensibilidade da companhia aérea da Malásia, dado os dois incidentes registados este ano com dois dos seus voos.» [DN]

 Os fretes pagam-se
   
«O antigo secretário de Estado da Administração Pública Hélder Rosalino foi esta quinta-feira nomeado pelo Governo para o cargo de administrador do banco de Portugal. A informação foi avançada pelo ministro da Presidência, Marques Guedes.
  
Hélder Rosalino que era quadro do Banco de Portugal antes de integrar a equipa original de Vítor Gaspar no Ministério das Finanças, tinha regressado ao banco central no início deste ano, depois de ter pedido para sair do Governo.» [DN]
   
Parecer:

Mais um que sobe na vida à custa do que fez aos outros.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  

   
   
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quinta-feira, setembro 04, 2014

O inimputável

Cavaco tardou a dizer o que quer que fosse a propósito da crise no grupo GES/BES, talvez incomodado por ver velhos e generosos amigos em dificuldades políticos. Fê-lo de forma tardia, socorrendo-se de declarações alheiras e o mais longe possível de Portugal, quando praticava a sua diplomacia turística na Coreia do Sul.
  
Desde então esteve em silêncio quase total, quase não falou nem sobre o BES nem sobre nada. Desde que se sentiu incomodado com a sua péssima imagem nas sondagens de opinião que Cavaco Silva adoptou a estratégia de alguns políticos mais dados a preocuparem-se como essas coisas, despareceu das câmaras de televisão e só aparece ou só fala quando é obrigado.
  
Agora que o advogado dos pequenos accionistas do BES disse que o ia acusar de responsabilidades penais Cavaco apareceu logo, dizendo na sua página na internet que nada do que disse era da sua autoria, ter-se-á limitado a reproduzir o que tinha dito o governador do BdP, isto é, estava inocente neste processo.
  
Cavaco está inocente neste processo como está em todos, ao longo dos seus mandatos este presidente nunca fez nada, nunca disse nada e quando é obrigado a tomar uma decisão sobre o que quer que seja recorre ao erário público para comprar pareceres que justifiquem as suas decisões, como sucedeu com a apreciação da constitucionalidade de algumas normas orçamentais.
  
Temos, portanto, um presidente inimputável, um presidente que parece não perder a oportunidade de perseguir judicialmente quem o incomode, mas que na hora de decidir fá-lo de forma manhosa, mais preocupado em não assumir responsabilidades do que com o que diz.
  
Não pode se acusado de algumas decisões porque imitou os seus antecessores, não suscitou a inconstitucionalidade de normas orçamentais porque os pareceres que encomendou apontavam para a sua constitucionalidade, não tem responsabilidades políticas pelas desgraças que acontecem porque em tempos escreveu um artigo em que alertava para os riscos, nada disse sobre o BES porque reproduziu o que outro disse. E mesmo quando é confrontado com o que disse, como sucedeu com o famoso artigo sobre a má moeda, resguarda-se dizendo que não se referiam a ninguém em concreto, mesmo eu alguém tenha sido vítima da sugestão.
  
Quando o país precisa de líderes e de gente com coragem temos em Belém um Cavaco em todo o seu esplendor, um político esperto, mais preocupado com si próprio e que nada diz, nada pensa e nada decide por sua iniciativa. Cavaco está inventando o conceito de político inimputável.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Aves de Lisboa: galinha-de-água no Jardim Gulbenkian
  
 Jumento do dia
    
Pires de Lima

Pires de Lima parece não perceber a diferença ntre ser dono da TAP e ser ministro da tutela e só isso justifica as sucessivas intervenções que tem feito a propósito dos incidentes ocorridos com os aviões da companhia, dando ainda maior impacto mediático aos mesmos.

«Para o ministro da Economia, a segurança dos aviões da transportadora aérea nacional nunca esteve em causa, conta o Jornal de Negócios. Ainda assim, a intenção passa por reunir-se com a administração da TAP já durante este mês. Objetivo: fazer um balanço da atividade da empresa nos últimos meses.» [Notícias ao Minuto]

 A selecção apresenta-se renovada

O Meireles tem uma tatuagem nova.

 A marionette in Manhattan



      
 A anedota do dia
   
«De acordo com o noticiado esta quarta-feira pelo Diário Económico, o governador do Banco de Portugal apenas teve acesso a dados concretos sobre o problema no BES no dia 25 de julho, altura em que a KPMG entregou ao supervisor dados preliminares relativos a imparidades registadas no banco que até há dias tinha sido liderado por Ricardo Salgado.

Porém, apenas no dia 28 esses dados passaram a números concretos, com os auditores do BES a revelarem um esquema de emissão e recompra de obrigações próprias que tinha gerado um buraco de 1,2 mil milhões de euros.

“Apenas no dia 25 de julho – 19 horas –, em reunião entre elementos do BdP e da KPMG, foram apresentados os valores preliminares das contas do primeiro semestre, incluindo a primeira estimativa das perdas associadas às operações de emissão e recompra de obrigações próprias”, revela fonte oficial do banco central português ao Económico.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Parece que o Ti Costa andava mesmo muito distraído... provavelmente por andar muito ocupado a elogiar o governo e as suas políticas esqueceu-se de fazer o que lhe cabia fazer.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Autarcas apoiam Costa
   
«Oitenta e um dos 150 presidentes de câmara socialistas assinaram um manifesto de apoio à candidatura de António Costa nas eleições primárias de 28 de setembro. 

Argumentam os autarcas que Costa tem "a visão, a coragem e a determinação" que lhe permitirá levar a cabo "uma estratégia que vá muito além das vistas curtas e do curto prazo, e que aposte em valores tão caros aos autarcas como descentralização e proximidade".

A lista de subscritores do manifesto, divulgada esta quarta-feira de manhã pela candidatura de António Costa, permite de alguma forma antever as zonas do país em que o adversário de António José Seguro leva vantagem, em termos de apoios: distritos como Lisboa, Évora ou Faro e o arquipélago dos Açores são-lhe maioritariamente favoráveis.  » [Expresso]
   
Parecer:

Por este andar os únicos apoiantes do Seguro é o pessoal da São Caetano à Lapa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Os contribuintes também terão de ajudar o BCP?
   
«O BCP é considerado um dos bancos com maior probabilidade de chumbar nos testes de stress que o BCE vai realizar. A conclusão pertence a um inquérito feito pelo Goldman Sachs, segundo o qual os investidores estimam que 9 dos 130 bancos não vão passar nos testes e que o sector vai precisar de reforçar capital em 51 mil milhões de euros.

Os testes de stress que o Banco Central Europeu vai realizar deverá resultar na necessidade de os bancos europeus terem de reforçar capital em cerca de 51 mil milhões de euros. A conclusão resulta de um inquérito mundial feito pelo Goldman Sachs junto de 125 investidores institucionais.

O mesmo estudo revela que 9 das 130 instituições que vão ser "testadas" deverão chumbar, com os bancos italianos, gregos e alemães a liderarem as necessidades de capital.» [DN]
   
Parecer:

Mas que grandes banqueiros.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Mais um sucesso do Opus Macedo
   
«Um doente morreu na terça-feira em Évora sem ter acesso a resposta da VMER de Évora, que estava inoperacional nesse dia falta de recursos humanos. A viatura foi chamada a socorrer um doente em paragem cardiorrespiratória, que acabou por morrer, confirmou hoje o hospital. É o terceiro caso de morte sem assistência em Évora.

Fonte do gabinete de comunicação do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) disse à agência Lusa que a VMER não esteve operacional no turno entre as 08:00 e as 16:00, por falta de recursos humanos.

Este é o terceiro caso conhecido, envolvendo vítimas mortais, em que a VMER de Évora está indisponível quando é solicitada para uma situação de emergência, depois de, em abril deste ano, não ter participado no socorro a dois homens que sofreram um acidente, perto de Reguengos de Monsaraz, e que acabaram por morrer.» [DN]
   
Parecer:

O que seria do SNS sem o brilhantismo e capacidade de gestão do grande Opus Macedo?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Cavaco atrapalhado
   
«O caso Espírito Santo parece estar a gerar alguma intranquilidade no Palácio de Belém, levando a Presidência da República a publicar esta terça-feira no seu site uma nota de imprensa em que recupera declarações feitas por Cavaco Silva em 21 de julho sobre o Grupo Espírito Santo (GES).

Nesse dia, o Chefe de Estado estava em Seul em visita oficial à Coreia do Sul e respondeu a esta pergunta de um jornalista: "Como tem o senhor Presidente acompanhado nas últimas semanas a situação no Grupo Espírito Santo? E gostaria de lhe perguntar também se encara a possibilidade de esta situação ter consequências na economia portuguesa".

No seu site, os serviços da Presidência recuperam, na íntegra, a resposta de Cavaco Silva 42 dias depois de a mesma ter sido proferida, "por uma razão de transparência".

Esta prática da Casa Civil do Presidente é pouco usual e surge um dia depois de o advogado Miguel Reis, um dos responsáveis pela defesa do consórcio de pequenos acionistas lesados pelo BES, ter dito numa entrevista ao jornal "i" que "quando a crise já estava ao rubro, já depois do aumento de capital, houve clientes que foram convencidos, de forma fraudulenta e enganosa, a transformar depósitos em ações, com base nas sucessivas declarações do Presidente da República e do governador do Banco de Portugal".

Os serviços da Presidência optaram assim por recuperar as declarações feitas em Seul pelo Presidente Cavaco Silva: "Eu considero, pela informação que tenho, que o Banco de Portugal, como autoridade de supervisão, tem vindo a atuar muito bem para preservar a estabilidade e a solidez do nosso sistema bancário".

O Chefe de Estado lembrou então que existia uma "diferença entre a área financeira do Grupo Espírito Santo e a área não financeira" e que "mesmo em Portugal há alguma confusão entre estas duas áreas".» [Expresso]
   
Parecer:

Cavaco Silva parece estar incomodado com as palavras do advogado dos pequenos accionistas do BES e defende-se com declarações que nada esclarecem. A verdsade é que Cavaco tem um problema com acções, quando era primeiro-ministro mandou a bolsa de valores de Lisboa ao fundo, mais tarde fartou-se de ganhar dinheiro com acções da SLN e defendeu-se das dúvidas dizendo que nada percebia de acções e agora veio em defesa do BES declarando haver diferença entre a área financeira e não financeira do GES.

Cavaco bem pode ir procurar o que disse ou escreveu no passado, a verdade é que as suas declarações eram no sentido de tranquilizar accionistas e depositantes e vieram a revelar-se desastrosas para quem acreditou e confiou nele. Se usou ou não as palavras do governador do BdP pouco importa, só revela o padrão de coragem deste presidente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Cavaco que não esteja nervoso.»

 Desta vez o Durão Barroso lixou-se
   
«Durão Barroso tem um dia para retirar as citações atribuídas a Putin numa conversa telefónica entre os dois, em que o líder russo terá dito que, se quisesse, invadiria Kiev em duas semanas, ou o Kremlin ameaça divulgar toda a conversa entre os dois líderes. O aviso veio do embaixador da Rússia em Bruxelas, Vladimir Chizhov.

O clima entre Bruxelas e Moscovo está cada vez mais pesado. Barroso terá falado demais (de propósito ou não, não se sabe) e contado a alguns dos comissários a sua conversa com Vladimir Putin de 29 de agosto, em que o Presidente terá dito que a Rússia pode conquistar Kiev “em duas semanas”. As declarações apareceram no jornal italiano “La Repubblica” e agora o Kremlin quer que Barroso esclareça publicamente o contexto da conversa até esta quinta-feira.

“Estou convencido que partilhar informação de conversas confidenciais a este nível vai muito para além do que é geralmente aceite nas relações diplomáticas”, Vladimir Chizhov

Caso isto não aconteça, Vladimir Chizhov lembra a Comissão Europeia que Moscovo tem “transcrições e registos áudio” da conversa, que não hesitará em publicar para esclarecer o contexto das declarações do presidente russo. Na carta enviada a Durão Barroso, Chizhov ameaça divulgar a conversa “na sua totalidade”, caso os esclarecimentos por parte das autoridades europeias não sejam feitos até quinta-feira.» [Observador]
   
Parecer:

Tem-se escapado muitas vezes, é tempo de alguém lhe dar alguns tabefes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
 Estes ucranianos são um bocado aldrabões
   
«Afinal, o cessar-fogo alegadamente acordado entre o Presidente da Ucrânia e o líder russo poderá não ser bem um cessar-fogo. Ou talvez apenas não tenha ficado acordado. A Ucrânia, que anunciou esta manhã ter chegado a acordo com a Rússia, volta agora com a palavra atrás e diz não ser bem assim.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

A propósito de mentiras, já se sabe mais alguma coisa sobre o avião malaio que supostamente foi abatido pelos separatistas?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»
  
 Será piada?
   
«As entrevistas não passam de formalidades e aparentemente Jean-Claude Juncker já tem a sua equipa quase fechada e as pastas todas atribuídas. Um diagrama a que o Financial Times teve acesso mostra que na nova Comissão Europeia vai haver seis super-comissários que vão coordenar grandes áreas de ação, entre os quais dois serão mulheres. Carlos Moedas, segundo este esquema, será o novo comissário do Emprego e dos Assuntos Sociais, conseguindo assim a cobiçada pasta económica.» [Observador]
   
Parecer:

O moedas arranjou um bom emprego e levou a pasta do emprego! Só pode ser piada, um jiahdista do liberalismo fica com uma pasta que segundo as suas concepções nem faz sentido existir, uma pasta que cheira que tresanda a keynesianismo, mas para ficar com um tacho destes os Moedas até vendem a alma ao diabo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se porque não levou nada qe se relacionasse com a banca.»
  

   
   
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