sábado, outubro 04, 2014

Mais um ataque de vontade de diálogo

Com os ministros do mini governo em retiro especial para se escaparem ao contágio do ébola da incompetência que levou a que a tontinha da justiça e o Crato fossem metidos em coma induzido e como uma boa parte dos outros membros do governo em regime de hibernação antecipada não vão ser atingidos pela peçonha da Tecnoforma coube ao Opus ministro Macedo a tarefa de desafiar António Costa para um pacto.
  
Atrapalhado com os acontecimentos Passos Coelho apanhou a boleia do antigo director-geral das missas de acção de graças e uma semana depois da eleição de Costa deu seguimento ao repto do seu opus ministro, confirmando o desafio a Costa para acordos. Agora já só falta vir o pau mandado elogiar a vantagem dos acordos, ainda que já ninguém espere que as taxas de juro baixem. 
  
Um governo que segue a visão de um incompetente e que nunca aceitou qualquer ideia da oposição recorre sistematicamente a estes desafios como forma de eliminar os líderes dos partidos da oposição. O truque é sempre o mesmo, são proibidas novas ideias sem se dizer se baixam os impostos ou cortam, nos vencimentos e quando se receia que os portugueses possam ter de escolher entre ideias diferentes tenta-se reduzir a oposição a nada com propostas de diálogo. O processo é sempre o mesmo, um ministro desafia, Passos confirma e o pau mandado apadrinha.
  
O problema é que Paulo Macedo propôs a missa mas esqueceu-se de escolher a oração, não explicou se o pacto que sugere é para manter as ambulâncias do 12 nas garagens para poupar nas despesas, se é para cortar as comparticipações nos medicamentos dos idosos ou se serve para aumentar as taxas moderadoras ou ainda para destruir o que resta de uma ADSE que até dá lucros. Ou talvez para se crie um regulamento sobre propaganda manhosa na saúde.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Bica no Castelo de São Jorge, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Mónica Ferro, magistrada parlamentar

Grande investigadora, conseguiu apurar que no caso dos submarinos nem sequer há indícios! Se fosse mesmo magistrada teria um lugar assegurado no Supremos, mas como é deputada do PSD resta-lhe esperar que Passos consiga sobreviver Às próximas legislativas, nesse caso talvez este lhe agradeça o esforço.

Se fosse criada uma comissão de inquérito às causas de um Verão tão fresco esta deputada chegaria à conclusão de que apesar de ter nevado no Algarve este Verão seria meteorologicamente normalíssimo.

«"Dos trabalhos da Comissão não se retirou qualquer prova ou sequer indício de cometimento de ilegalidades pelos decisores políticos e militares nos concursos analisados" - a conclusão consta do relatório preliminar da comissão parlamentar de inquérito à compra de material militar (incluindo os submarinos de Paulo Portas).

O documento, elaborado pela deputada social-democrata Mónica Ferro, foi esta manhã distribuído aos deputados da comissão de inquérito, já fora do prazo estabelecido pela coligação PSD-CDS, que terminou à meia-noite de ontem.

A decisão de encerrar de imediato os trabalhos da comissão de inquérito foi contestada por toda a oposição, que, entre outras objeções, alegou que falta ainda bastante documentação pedida pelos deputados, para além de ainda não estarem transcritas boa parte das audições realizadas pela comissão.» [Expresso]

 Vou tentar perceber

Porque razão o SLB quer ficar em primeiro? Para ir à Liga dos Campeões Europeus.

O que pensa o SLB da Liga dos Campeões Europeus? A prioridade é a liga nacional, se o clube perder por 5 a O com um clube europeu e conseguir um empate com o Arouca será um excelente resultado, para isso basta que Porto e Sporting não ganhem os seus jogos.

Será possível mandar todo um clube de futebol a uma consulta de psiquiatria?

Enfim, com um treinador como o do SLB só se pode dizer que quem pequenino nasce, tarde ou nunca vai conseguir crescer.

 A verdade submergiu

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 Mais honestidade
   
«Não é lícito alcançar o poder com recurso à mentira, ao logro e à fraude política" - Marinho e Pinto (M.P.), 1/2014.

"Aprecio o Movimento Partido da Terra porque está há anos na política portuguesa e as pessoas permanecem fiéis aos seus ideais. Essa ideia de barriga de aluguer, não. Há uma convergência de convicções, de valores, que me aproximou deste partido mais do que de qualquer outro. (...) quem vai pagar a campanha é o MPT, eu dinheiro não tenho" - M.P., 1/2014.

"Fui eu quem foi ter com o MPT. É um partido de gente boa, séria, que não anda na política com interesses pessoais" - M.P., 1/2014.

"O MPT é liderado por cinco amigos aqui de Lisboa que utilizam o partido para si próprios e suas famílias" - M.P., 10/2014.

"Vou ser uma formiguinha em Bruxelas" - M.P., 1/2014.

"O Parlamento Europeu só é uma prateleira dourada para quem não quiser trabalhar. Quem quiser, tem muito para fazer. Só é prateleira para aqueles que estão à espera de outros voos" - M.P., 5/2014.
"Só percebi que o PE não tinha iniciativa legislativa quando lá cheguei" - M.P., 10/2014.

"O PE é um faz-de-conta. Não manda nada. Havia indícios, havia sinais, havia algumas denúncias semiclandestinas de que o PE era aquilo que realmente é. Mas não há como estar lá e experimentar" - M.P., 10/2014.

"Sempre disse que ia candidatar-me às legislativas" - M.P., 8/2014.

"Portugal tem uma dívida pública completamente insuportável. É imoral e injusto. Não podemos deixar dívidas para os nossos filhos e netos, pelo menos dívidas incomportáveis" - M.P., 10/2014.

"Podemos precisar de 50 ou 100 anos para pagar, mas temos de afastar essa ideia de cortar a dívida. Pedimos dinheiro emprestado, gastamos o dinheiro e agora pedimos aos credores que nos perdoem? Não! Queremos é que a Europa faça investimento e crie condições de coesão" - M.P., 4/2014.

"Não sei se os deputados ganham tão mal como isso. Não é o dinheiro que atrai os melhores" - M.P., 1/2014.

"Em Portugal os deputados ganham pouco. Não é digno. Os órgãos de soberania em Portugal são mal remunerados" - M.P., 9/2014.

"O nosso regime democrático foi construído por quatro figuras notáveis: o Dr. Mário Soares, o Dr. Freitas do Amaral, o Dr. Álvaro Cunhal, o Dr. Sá Carneiro" - M.P., 1/2014.

"António Costa tem à sua volta um exército de oportunistas, de clientes famintos de lugares e benesses. Se chegar a PM vai levar esses clientes todos para o aparelho de Estado. Quem ficará a mandar neste país é a Mota-Engil, é a Fundação Mário Soares..." - M.P., 10/2014.

"Não vou ceder ao fácil, ao popularucho, não vou ser populista. Quero trazer mais honestidade à política, menos teatro, menos mentira, mais autenticidade" - M.P., 10/2014.

"Os factos notórios não carecem de demonstração. Em política o que parece é" - M.P., 10/2014.» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio.

      
 As costureiras da Pedreira do Húngaros
   
«Num orçamento pouco detalhado para 1999, citado pelo jornal i, nesse ano estava previsto gastar cerca de 61 mil contos (304 mil euros). Porém a maioria desse dinheiro – 45 mil contos (225 mil euros) – destinava-se a pagar os encargos com formação num projeto na Pedreira dos Húngaros, um bairro degradado situado onde hoje fica Miraflores.

O Diário de Notícias escreve que no orçamento para 1999, 90% das verbas destinar-se-iam a pagamentos de colaboradores. Mas as verbas que refere não coincidem com as referidas pelo i: dos 15.600 contos (75.8 mil euros) de donativos, 14.542 contos (72 mil euros) seriam gastos com os colaboradores, cujo número não está identificado no relatório. Acrescenta que, entre 1997 e 1999, as despesas com o pessoal foram crescendo: estavam a zeros em 1997, cresceram para 3.200 contos (16 mil euros) no ano seguinte, e em 1999 teriam dado um salto para 72 mil euros.

Se dividirmos os 72 mil euros por 12 meses, que era como a Tecnoforma financiava a ONG, obtemos um total de 6 mil euros de despesas mensais com o pessoal. Ora, a denúncia que virou os holofotes para Passos Coelho dizia que o atual primeiro-ministro auferia cerca de 5 mil euros por mês quando era deputado, não apenas em 1999, mas desde 1997. E que haveria também pagamentos pelo menos a José Luís Gonçalves.» [Observador]
   
Parecer:

As coisas coisas que devemos a Passos e à sua ONG.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Preconceito, diz ele
   
«Há um ano que é presidente da bancada parlamentar comunista e, quando questionado pelo Sol sobre a sua estratégia, João Oliveira revela que “o PCP não procura construir o seu reforço à custa das fraquezas dos outros. A verdade é que provou o contrário. O PCP reforçou-se eleitoral e politicamente. E a ideia do PCP como partido do passado é um preconceito que a realidade se tem encarregado de derrubar”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O homem tem toda a razão, o PCP é um partido modernaço, com um programa feito no Facebook.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 O cão que não ladrou
   
«O Estrela de Prata era um cavalo campeão que desapareceu durante a noite, apesar de bem guardado por um cão, em vésperas de uma importante prova hípica. Chamado a investigar o caso, o detective Sherlock Holmes acabou por perceber que não houve qualquer barulho durante o roubo. Nem o cão ladrou. E não o fez porque o ladrão do cavalo era o dono de ambos os animais.

Foi citando a literatura policial que Michael Ignatieff, escritor canadiano, antigo líder do Partido Liberal do Canadá e da oposição na Câmara dos Comuns entre 2008 e 2011, e actual professor na Universidade de Harvard, apontou o dedo à audiência do grande auditório do CCB para dizer que durante a grave crise que a Europa atravessa desde 2008, “o cão que não ladrava é Portugal”. Ignatieff foi o orador da sessão de abertura da conferência À procura da liberdade, do terceiro encontro Presente no Futuro que a Fundação Francisco Manuel dos Santos organiza esta sexta-feira e sábado em Lisboa.

E Portugal não ladrou porquê? “Porque está integrado na União Europeia” – de onde veio parte do problema mas de onde veio também a solução. “Há um grande ressentimento por toda a Europa, incluindo na Alemanha, sobre a pouca natureza democrática das instituições europeias”, assinalou, mas os países não lutam contra isso.» [Público]
   
Parecer:

E  agora o cão trabalha no FMI ou como comissário.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

 O primeiro ataque do PSD a Costa
   
«O debate sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) abriu nesta sexta-feira no Parlamento com um desafio do PSD ao novo líder do PS para um “pacto de regime” no sector, que permita um modelo sólido e inovador.

Nuno Reis, deputado social-democrata, abriu o debate requerido pela bancada do PSD com rasgados elogios ao ministro Paulo Macedo, que comparou a “génios como António Arnault e Albino Aroso”.  

Nuno Reis passou então ao ataque aos socialistas, afirmando que não se conhece “qualquer ideia ou contributo” de António Costa sobre a Saúde. “António Costa não foi ainda além de banalidades e de piedosas declarações para agradar auditórios de circunstância. É preciso, é forçoso que este PS diga rapidamente ao que vem e que propostas tem para assegurar o futuro do SNS”, afirmou o parlamentar.

A bancada do PSD, depois secundada pelo próprio ministro, desafiou então o principal partido da oposição para um “pacto de regime”. » [Público]
   
Parecer:

O PSD está mesmo convencido de que o Opus Macedo é mesmo um grande ministro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao deputado se já foram apuradas as responsabilidades nas mortes ocorreidas em Évora devido a falta de assitência.»

 "Tadinho" do Passos
   
«Passos Coelho tem tentado fazer passar a ideia de que se tornou um alvo por ter mexido com interesses poderosos. Com duas frases enigmáticas proferidas na passada sexta-feira, deu esse tom.

Forçado a dar explicações sobre o caso Tecnoforma no debate quinzenal da semana passada no Parlamento, o primeiro-ministro afirmou ter tomado sempre decisões de acordo com a sua consciência, “mesmo que isso possa desagradar a algumas pessoas com alguma influência”.

Nessa noite, na reunião do Conselho Nacional do PSD, Passos referiu-se a um “mensageiro” que lhe terá dito que o Governo não iria durar muito porque mexeu com uma determinada pessoa influente, que no entanto não identificou. Na reunião, que decorreu à porta fechada, o líder dos sociais-democratas não se quis alongar sobre o caso. Dentro da sala, as intervenções dos conselheiros foram no sentido de lhe expressar solidariedade, mas à margem da reunião ninguém nega que o caso atingiu o primeiro-ministro naquilo que era considerado um dos seus pontos fortes: a seriedade e a honestidade.

Passos Coelho tornou-se um alvo ou está em construção uma teoria da cabala? Várias fontes ouvidas pelo PÚBLICO afirmam que o primeiro-ministro tem recebido avisos por, alegadamente, se ter tornado o alvo de interesses poderosos que, nos últimos tempos, perderam influência na sociedade portuguesa. Estas mensagens terão chegado a Passos através de contactos pessoais na semana em que o caso Tecnoforma esteve ao rubro.» [Público]
   
Parecer:

Estamos perante uma teoria ridícula, ainda que haja por aí quem saiba demais sobre a boa vida de gente do PSD para que não tenham cuidado na forma como os tratam e espezinham.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

   
   
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sexta-feira, outubro 03, 2014

Justiça vergonhosa

A Procuradora-geral festeja uma decisão condenatória em massa num processo judicial cuja acusação resultou de um processo de investigação conduzido por um seu irmão e que teve a designação de Face Oculta, numa clara sugestão que todos os portugueses perceberam. 
  
Na Assembleia da República os deputados fazem comissões de inquérito para brincarem ao juízes e aos réus como se fossem meninos e meninas a brincarem aos papás e às mamãs. Ignorando que a prioridade do parlamento devia ser a sua dignificação os nossos deputados transformam  São Bento na Aldeia da Roupa Suja onde se fazem julgamentos em que se o réu for da maioria é sempre inocente, se for da oposição é certo e sabido que tem tanto direito de defesa como um traficante de droga no Irão.
  
Quando foi criada a comissão parlamentar de inquérito aos submarinos a direita encheu-se de peito e concordou logo, só exigiram que outros negócios militares fossem igualmente “investigados”. Agora que andam com medo de que o Ricardo Salgado meta a boca no trombone querem encerrar o processo à pressa e já se sabe qual vai ser o veredicto destes magistrados de brincadeira, o governo de Durão Barroso está inocente por decisão da maioria.
  
A meio do terramoto dos tribunais que implodiram por causa de uma ministra bomba que se fez explodir com um cinto cheio de cargas de incompetência, imbecilidade e arrogância, a ministra vai a uma reunião de magistrados, mandar indirectas a um Cavaco Silva que evitou dar a cara e aproveita para sugerir aos juízes que lhes vai dar um jeito na remuneração. Por outras palavras, no meio de um sistema judicial que ela própria fez implodir tenta comprar os juízes com umas alcagoitas orçamentais a distribuir com o novo estatuto dos magistrados. Portanto já sabem senhores juízes e magistrados do MP, portem-se bem com o governo porque vem aí uma gorjeta, façam o favor de estarem calados e arrastarem eventuais investigações mais incómodas.
  
A confiança na justiça é uma tradição de séculos e durante muitos anos foi uma instituição respeitada pelos portugueses. Em duas décadas uma geração de políticos e de magistrados transformaram a não só a justiça mas também a ideia de justiça num espectáculo degradante.
  
Ver a ministra dizer aos magistrados que lhes vai dar uma gorjeta, assistir a uma comissão parlamentar de inquérito, ouvir a Procuradora-Geral festejar uma decisão de um tribunal de primeira instância, abrir um jornal e ser confrontado com uma violação do segredo de justiça, assistir em directo na TV um juiz entrando armado em cowboy num parlamento para prender um deputado, são coisas que nos enchem ou deviam encher-nos de vergonha.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Pormenor do armamento do navio-escola Sagres
  
 Jumento do dia
    
Marinho e Pinto

O PCP e o BE já desempenhavam as funções de provedores da esquerda, cabendo-lhes a emissão de certificados de pureza de esquerda. Agora há um novo provedor na política portuguesa, um provedor da honestidade a quem cabe decidir quem é mais ou menos honesto, foi esse o papel que Marinho e Pinto deverá ter considerado ser o seu depois de Deus lhe ter aparecido á porta de um banco em Estrasburgo solicitando os seus serviços.

Marinho e Pinto quer tacho, tem uma ambição desmedida, nada sabe sobre o que propor a não ser na justiça, mas achas-e o político designado por Deus para limpar a política portuguesa.

«António Marinho e Pinto, eurodeputado eleito pelo Movimento Partido da Terra (MPT) e que vai lançar no domingo um novo partido, o Partido Democrático Republicano (PDR), acusa António Costa de ser “um eucalipto” pois “secou” toda a oposição que lhe aparece.

O ex-bastonário da Ordem dos Advogados referia-se a Helena Roseta e José Sá Fernandes, que começaram por ser vereadores da oposição na Câmara de Lisboa, liderada por António Costa, e que acabaram por fazer acordo com o presidente.

Em entrevista à Antena 1, Marinho e Pinto defende que “o PCP tem que ir para o Governo, porque é muito cómodo esta situação”. E acusa ainda o PCP e o BE de se terem entendido com a direita para derrubar Sócrates e terem permitido “trazer para o poder a direita mais selvagem que houve em Portugal”.

Sobre António José Seguro, que perdeu as eleições primárias para a escolha do candidato a primeiro-ministro do PS para António Costa, Marinho diz que “dava mais garantias de honestidade política que os atuais dirigentes do PS, porque Costa vai ter de pagar um preço muito caro pelo Exército de clientes que tinha à sua volta”.» [Observador]

 Contas trocadas

António José Seguro foi ao longo de três anos um abono de família quer para a direita, quer para a esquerda conservadora, juntou-se à direita para se afirmar diabolizando Sócrates e abdicando de tudo o que foi feito, nem sequer o que foi bem feito pois não lhe convinha. Passos conhece Seguro e os seus fracos, aproveitou-se disso e fez gato sapato do líder do maior partido da oposição. A esquerda conservadora aproveitou e com o BE em desintegração acelerada o PCP ganhou uma força que não tinha há décadas.

Tal como sucede nos momentos mais críticos da vida política portuguesa a direita e a esquerda conservadora voltaram a estar de acordo, o melhor seria Seguro vencer as directas. À direita ouviram-se algumas vozes manifestando esse desejo, até porque muita gente de direita vai dar graças a Deus quando se ver livre de Passos Coelho, é o caso, por exemplo, de um Marcelo Rebelo de Sousa que o ainda líder do PSD tratou por cata-vento. A esquerda conservadora manteve-se em silêncio, lá se foi ouvindo Jerónimo de Sousa com a sua pen que assegura que à sua esquerda são todos de direita e pouco mais.

No fundo todos pensavam ganhar qualquer coisa com as directas, era ponto assente que o processo eleitoral ia dividir o PS e havia quem assegurasse que os recursos e processos judiciais viriam a seguir. Se ganhasse o PS a direita e a esquerda conservadora dividiriam uma parte importante do eleitorado deste partido, à direita o PSD disfarçava a queda e à esquerda o PCP crescia com os votos do PS, ao mesmo tempo que canibalizava o BE.

O pobre do Marinho Pinto é que não resistiu aos luxos de Estrasburgo, sentiu a necessidade de promover o seu populismo no Parlamento Europeu e disparou contra os vencimentos dos deputados, só que na hora de explicar a razão porque insiste em ficar a fazer de deputado fantoche ficou engasgado, os dezoito mil fazem-lhe jeito. Lá fez o seu partido à pressa mas o seu populismo está em queda e quando chegar a Lisboa já muitos dos votos que contava apanhar se tornaram uma miragem. É bem mais lucrativo ser populista contra uma oposição fraca.

 O gajo dos cinco milhões a primeiro-ministro

Sejamos liberais e pragmáticos, se há um gajo que recebeu 5 milhões dos submarinos, não fez nada e ninguém sabe quem foi, e temos outro gajo que se fartou de trabalhar, viajou em turística e só recebeu despesas de representação qual o que de ser escolhido para primeiro ministro? O caro e que ninguém sabe quem foi o o gajo que recebeu gorjetas e toda a gente sabe?

A resposta é óbvia, segundo os padrões de exigência da nossa direita em matéria de competência o mais apto a ser primeiro-ministro é o gajo que recebeu os cinco milhões.

O país agradece a Ricardo Salgado que diga quem foi pois precisamos dele para o lugar de Passos Coelho? Chega de incompetentes remediados de Massamá.

 O governo estar a ficar paranóico

Primeiro foi Passos Coelho a sugerir que teriam sido grandes interesses a desenterrar a memória das suas relações com a Tecnoforma. Agora foi a ministra a disfarçar a sua incompetência acusando interesses das consequências de decisões que foram sua. O governo está a precisar urgentemente de uma consulta de psiquiatria. Só não recomendo que falem com o ministro Opus Macedo pois o Paulinho das missas também não parecia estar bem quando insinuou que as greves dos enfermeiros são como as greves do Metro. Este governo anda anda e mete baixa.
  
 Os seguristas seguram-se

Os seguristas, os tais rapazes muito honestos, venderam-se a troco de lugares de deputado.

 2014 Nanjing Youth Olympic


      
 A moda dos correspondentes de café
   
«Um jornal, The Telegraph, contando um assunto dos nossos dias. A 24 de setembro desapareceu uma moça de Bristol, Inglaterra. Yusra Hussien, de 15 anos, embarcou com uma amiga de 17 para a Turquia e já terão passado a fronteira para a Síria. Ontem, a mãe de Yusra, Safiya Hussien, disse, olhando as câmaras:" Yusra, por favor, por favor, por favor, nós sentimos tanto a tua falta. Os teus irmãos e a tua irmã têm tantas saudades, tantas. Por favor - olha para mim..." Eis um testemunho, que é aquilo que os jornais têm como uma das suas funções trazer-nos. Não a treta de "Ângela, a noiva portuguesa da jihad" que vai ao cibercafé da Casa dos Segredos do Estado Islâmico e manda-nos: "Irmãs, não hesitem. Sinto-me tão bem como se tivesse sempre vivido aqui, sinto-me em casa. Insha"Allah, Alá irá reunir-nos a todos em breve." E de um jornalista que de joelhos foi degolado, escreve: "Ele não era mais do que um soldado americano que mata o nosso povo." E que graceja, mostrando a sua bolsa: "Sempre me perguntei o que uma mulher tem dentro da bolsa: bem, tenho uma pistola de 9 mm..." E estas imbecilidades recolhem-se sem confrontar a imbecil que as diz com a sua imbecilidade. E polvilha-se isto com um título idiota e a foto dos olhos lindos de Ângela. E deixa-se esta tolice a marinar no online do Expresso. Um dia, uma Augusta, de 15 anos, de Sintra, parte encandeada por Ângela. E ganhamos outra correspondente de cibercafé.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Quem será a sexta pessoa?
   
«Durante a reunião do Conselho Superior realizada a 7 de novembro de 2013, Ricardo Salgado, então presidente da comissão executiva do Banco Espírito Santo, fez uma confissão relacionada com o negócio da compra dos submarinos. “Deram-nos cinco a nós e eles [os administradores da Escom] guardaram 15″, respondeu, quando questionado por um dos membros sobre como tinha sido “esse assunto do recebimento da comissão da Escom”. Mas esta não foi a única revelação da reunião.

De acordo com o i, antes que os restantes membros do Conselho Superior — António Ricciardi, Manuel Fernando Espírito Santo, José Manuel Espírito Santo Silva (filho de Maria do Carmo Moniz Galvão) e Mário Mosqueira do Amaral — tivessem oportunidade de questionar Salgado sobre o porquê de três administradores da Escom receberem 15 milhões de euros, Salgado antecipou-se:

“E vocês têm todo o direito de perguntar: mas como é que aqueles três tipos [Helder Bataglia, presidente da Escom, Pedro Ferreira Neto e Luís Horta e Costa] receberam 15 milhões? A informação que temos é que há uma parte que não é para eles. Não sei se é ou não é. Como hoje em dia só vejo aldrabões à nossa volta… Os tipos garantem que há uma parte que teve de ser entregue a alguém em determinado dia“.

As palavras de Ricardo Salgado reforçam a tese do Ministério Público: o montante pago à Escom, empresa do GES, é “desproporcional” ao trabalho prestado e a empresa terá servido de intermediária de eventuais pagamentos ilícitos. De acordo com a investigação do i, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) desconfia que os destinatários dos cerca de 30 milhões de euros terão sido “titulares de cargos políticos” que moveram influências para que o consórcio alemão German Submarine Consortium ganhasse o concurso dos submarinos.» [Observador]
   
Parecer:

Se fosse no tempo de um governo do PS era fácil perceber de quem o MP gostaria de desconfiar, mas assim é uma chatice, a direita é toda muito honesta....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 A Webrand
   
«Porto. Manhã de sexta, 19. O BMW X6 de Cristina Ferreira está estacionado junto ao consulado-geral de Angola, na zona da Boavista. Quem a conhece, não se espanta. Nos últimos dias ganhara consistência a informação de que a verdadeira dona da WeBrand marcara uma viagem para si e para o marido no final do mês, tendo como destino Luanda, e ali estava a aparente confirmação. As notícias sobre as investigações à agência, a Luís Filipe Menezes e às campanhas eleitorais do PSD terão acelerado as diligências. Se Cristina vai manter os hábitos de outrora não se sabe.

Mas se o fizer, é certo que o fará em executiva, nunca menos.

Nos anos de ouro da WeBrand assim foi: marido, família, amigos, viajavam a expensas da empresa, sem cuidar de miudezas. No final de 2009, ano de três eleições contratadas com o PSD, atingiu o zénite: a WeBrand ganhara muito dinheiro com o partido, distribuíra prémios por funcionários e Cristina decidira passar o ano em Nova Iorque com um pequeno grupo familiar e amigo. O local eleito foi o Hotel Carlyle, um cinco estrelas na famosa Madison Avenue, onde a estadia para duas pessoas por uma semana rondou os 5 mil euros. O pequeno-almoço por casal, pago à parte, superou os 1600 euros. ?A cereja no topo do bolo terá sido, segundo antigos colaboradores da agência, a viagem panorâmica de helicóptero para apreciar as vistas sobre Manhattan.» [Visão]
   
Parecer:

Vale a pena ler.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a leitura do artigo da Visão.»

 O Super Cola 3
   
«António Costa e Álvaro Beleza encontraram-se na quarta-feira e selaram o acordo: lista única ao congresso e um terço dos lugares para os seguristas. “Há condições para que o PS se una”, confirma Álvaro Beleza ao Observador.

“Houve um entendimento para que o partido se una e apresente uma lista única no congresso que vai unir todas as sensibilidades, mantendo aquela que é a tradição do partido”, explicou aquele que é designado entre os apoiantes de António José Seguro como uma espécie de ‘coordenador da tendência de Seguro’.

Nas primárias de domingo, Costa teve cerca de 70% dos votos e, portanto, fica com cerca de dois terços dos lugares nos órgãos do partido. O mesmo se passará já com a direção do grupo parlamentar, que será conhecida esta quinta-feira e sexta-feira votada. Atualmente, dos 13 membros, mais de metade são de Costa.» [Observador]
   
Parecer:

O homem andou meses a dividir o PS, agora anda armado em Super- Cola 3.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 E agora Passos?
   
«Portugal está entre os dez países da União Europeia (UE) com menos justiça social, ocupando a 20ª posição no ranking dos 28 Estados-membros, no qual a Suécia aparece em primeiro lugar e a Grécia em último. O ranking foi publicado num estudo da fundação alemã Bertelsmann, que comparou vários indicadores estatísticos de cada país da UE, concluindo que, nos últimos anos, a injustiça social tem vindo a aumentar em geral.

O que os dados mostram em relação a Portugal é que a nossa posição no índice de justiça social subiu entre 2008 e 2011 (de 5,11 para 5,15). Só que desde 2011 o nível tem vindo a descer, registando em 2014 um valor mais baixo (5,03) do que em 2008 - ano em que a fundação alemã foi criada e calculou pela primeira vez este índice. Pior do que Portugal estão Roménia, Bulgária, Hungria, Letónia ou Itália, além da Grécia. No extremo oposto, o estudo coloca Suécia, Finlândia, Dinamarca e Holanda. 

"Esta deterioração foi certamente intensificada pelas políticas rígidas de austeridade implementadas no decurso da crise, assim como as reformas estruturais aplicadas no sentido da estabilização económica e orçamental", conclui o estudo em relação à perda de justiça social na UE. Apesar de ser sublinhada a existência de alguns sinais de recuperação económica, os autores lembram que a austeridade teve um impacto negativo nos sistemas de segurança social e em áreas como a educação ou a investigação, devido aos cortes.» [Expresso]
   
Parecer:

Passos Coelho tentou ao longo destes três anos criar uma classe de descamisados que servissem de tropa de choque para as sua políticas, foi esta a lógica de muitos cortes que apenas atingiram a classe média e que permitiu ao governo sugerir que estava corrigindo injustiças. Agora os dados dizem que o governo falhou.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Lambretas se não estará na hora de se demitir.»

 Declarado o estado de sítio na justiça
   
«O Conselho de Ministros aprovou nesta quinta-feira um projecto de decreto-lei que permite suspender prazos processuais nos tribunais para evitar prescrições que podiam resultar dos atrasos provocados pela paralisação quase total da plataforma informática Citius.

“Está prevista a suspensão de prazos processuais”, esclareceu Luís Marques Guedes, ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, em conferência de imprensa. “Os actos processuais que não tenham sido praticados desde 26 de Agosto [data a partir da qual começaram os constrangimentos] e enquanto durarem esses constrangimentos” serão suspensos. Com este decreto-lei “fica clarificado” que esses constrangimentos “relevam para o que já está previsto na lei, os impedimentos objectivos” com efeitos suspensivos. 

O objectivo do diploma é garantir que “nenhum acto processual deixará de ser praticado em virtude dos constrangimentos” verificados com a plataforma Citius. E também definir que os constrangimentos de acesso à plataforma verificados constituem “um impedimento” como os já definidos na lei, “para que não haja dúvidas de que se aplica as regras que já previstas”, explicou quando confrontado com as dúvidas de constitucionalidade de um diploma deste tipo pela Associação Sindical de Juízes Portugueses (ASJP) que considerou na quarta-feira que o diploma devia ser aprovado pelo Parlamento, uma vez que “a reforma judiciária resultou da discussão na Assembleia da República”. » [Público]
   
Parecer:

Nem na sequência do 25 de Abril foi adoptada uma medida destas, estamos perante uma situação de colapso do sistema judicial e a ministra idiota é mantida no lugar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se à ministra da Justiça que faça um esforço para ter uma hora de lucidez para que possa ter o bom sendo de se demitir.»

   
   
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quinta-feira, outubro 02, 2014

Halloween tuga

Já não são só as crianças que americanizam o nosso Dia de Todos os Santos e brincam ao Halloween, com direito a doces e brincadeiras, também os nossos políticos de direita decidiram transformar a nossa vida política num verdadeiro espectáculo de mortos-vivos, este Halloween não se limita uma noite, é como na antiga Feira Popular, ao lado da barraca dos tiros há uma barraca permanente chamada Portugal onde o espectáculo é permanente.
  
Diz-se que era uma máxima de Salazar que terá aconselhado um jovem político ambicioso dizendo-lhe que se quisesse ser um político de sucesso que se fizesse morto. Há por aí muita gente que usa esta a estratégia de nada fazer e de desaparecer para melhorar a sua imagem. Basta consultarmos as sondagens de opinião para vermos que os políticos que menos fazem os que são melhor vistos pelos eleitores.
  
Não me admiraria mesmo nada que se perguntarem aos portugueses qual é o melhor secretário de Estado deste governo, de entre os poucos que são conhecidos, a escolha ia para o Lomba, foi nomeado, deu a barracada dos brienfings e desde então parece que o Maduro o meteu em coma induzido até ao fim do mandato.
  
Aliás, neste momento até se fica com a impressão de que uma boa parte dos políticos de direita estão quase todos em coma induzido, se não fossem os coitados do Marques Mendes e do Marcelo Rebelo de Sousa a terem de fazer pela vida nas televisões, dir-se-ia que teriam ido todos para o Brasil.
  
A justiça está parada como se isto fosse a Comuna de Paris e onde está a ministra? Desapareceu, só se deixou ver com aquele ar de noite mal passada quando foi obrigada a ir ao parlamento. O mesmo sucede com o Crato que deve ter decidido retirar-se para aprender a tabuada. O Opus Macedo anda desaparecido desde os mortos de Évora e só reapareceu para dizer umas baboseiras sobre a greve dos enfermeiros. O Passos Coelho lá vai aparecendo de vez em quando porque é obrigado e se alguém se cruzar com o Cavaco não se admire que ele apareça vestido para o Halloween.
  
O único que em vez de brincar ao Halloween parece ter-se dedicado a brinquedos é o Aguiar-Branco, prefere dedicar-se aos brinquedos telecomandados e enquanto os seus colegas se fazem de mortos aparece a atirar drones e a comandar bóias de salvação
  
Portugal está sem governo, os ministros despareceram, uns porque têm medo de enfrentar as consequências das suas asneiras, outros porque não querem que alguém pense que também recebiam despesas de representação da ONG da Tecnoforma, outros porque acham que o governo está sendo vítima de uma epidemia de incompetência não querem que se pense que foram contaminados. No meio de todo este cemitério improvisado lá está a campa de um Cavaco Silva que se esconde, não vá alguém lembrar-se de que é a mãe das Tecnoformas e da incompetência.
  
Quando foi a última vez que viu a ministra Cristas? Há umas semanas atrás apareceu numa estufa de flores, provavelmente estava vendo se havia flores para tanto funeral simulado, só o Paulo porta está em regime de enterro há tanto tempo que não há florista que chegue para as suas cerimónias fúnebres.
  
O espectáculo que esta direita dá ao país começa a ser degradante, barracadas na justiça, aselhices no ensino, mortes desnecessárias na saúde, aumentos temporários e miseráveis do salário mínimo.

Umas no cravo e outras na ferradura



  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva 

Há alturas que nem a um presidente convém aparecer em público não vá ser contagiado pelo ébola que contamina a vida política portuguesa. A justiça desmorona-se, o Crato faz asneiras atrás de asneiras, o grilo falante da Troika foi para Bruxelas armado em anti-troika, o salário mínimo é aumentado por um ano após o qual pode voltar a descer, o maior partido da oposição muda de liderança, mas Cavaco está tão desaparecido como quase todo o governo.

Compreende-se a ausência, não aparecendo não tem de falar, não tem de se pronunciar sobre situações incómodas, não tem de responder a perguntas difíceis, não será chamado a pronunciar-se sobre a implosão dos tribunais, não ouvirá falar do BES. É para isto que servem os presidentes, para fugirem quando fazem falta.

 O Benfica é o Mija na Escada?

Só um treinador de um Mija na Escada vai jogar na Liga dos Campeões e está muito preocupado com o próximo jogo com o Arouca.

 Gozar com os pobres, com o país e com a inteligência

O governo aumentou o salário mínimo a título temporário e só até ao fim do ano eleitoral. Foi isto que o bardamerda da UGT aceitou para participar na encenação vergonhosa da concertação social. Agora já só falta vir o Cavaco elogiar a paz social do país com o mesmo ar com que declarou mais um inocente.
   
 Seguristas exemplares

Os mesmos que difamaram Costa insinuando os negócios dão agora o rabinho e cinco tostões para não serem esquecidos por António Costa na hora de o PS chegar ao poder. Uma vergonha.

 Governo cobarde

Maduro, Paula, Paulo Macedo, Pires de Lima, Paulo Portas, Assunção Cristas, são apenas alguns dos nomes dos governantes que andam mais desaparecidos do que durante as férias de Agosto, nomes a que não podemos deixar de acrescentar o do próprio Cavaco Silva que desde que foi de férias só apareceu para ilibar Passos Coelho.

O desastre na justiça, a confusão nas escolas, as dúvidas sobre se Passos era mesmo remediado são alguns dos factos que levam alguns ministros a desaparecerem, como se o país estivesse a sofrer uma epidemia de ébola e os nossos governantes quisessem evitar o contágio. Aparecem o menos possível em público e a não ser o ministro da Administração Interna que parece ser o único com alguma credibilidade e o Aguiar-branco que costuma arranjar uns brinquedos telecomandados para distrair o pessoal, todos os outros evitam aparecer em público e quando o fazem evitam fazêlo ao lado de peçonhas como o primeiro-ministro, ou os incompetentes da Justiça e da Educação.

      
 A impunidade dos Espírito Santo
   
«Depois de darmos a história que publicamos aqui ao lado como confirmada, só me ocorreu uma palavra: “ganância”. Não é só de Ricardo Salgado, mas sim de praticamente toda uma família de banqueiros. São todos os ramos que se fazem representar no Conselho Superior do Grupo Espírito Santo. Todos terão recebido uma comissão de um milhão de euros pelo negócio de compra dos submarinos por parte do Estado português.

O trabalho de Sílvia Caneco demonstra que a família Espírito Santo não pára de nos surpreender – a nós, os os comuns mortais. Já tínhamos assistido a uma guerra familiar em plena praça pública, à derrocada do banco da família e à falência de sociedades fundamentais do Grupo Espírito Santo (GES). Mas ainda não sabíamos que a família Espírito Santo tinha recebido alegadas “comissões” do negócio dos submarinos. E muito menos que discute de forma aberta, e em reuniões de um órgão institucional do grupo, o alegado pagamento de “comissões” que empresas do GES alegadamente fizeram aos administradores da casa mãe. São 5 milhões de euros que Ricardo Salgado, então presidente executivo do BES, confirmou várias vezes naquele dia 7 de Novembro de 2013 que foram pagos aos cinco ramos da família Espírito Santo, liderados por Ricardo Salgado, José Manuel Espírito Santo (ao qual pertence Ricardo Abecassis), Moniz Galvão (representado por Manuel Fernando Espírito Santo), comandante António Ricciardi e Pedro Mosqueira do Amaral.

A primeira pergunta é simples: porquê? A que título estes banqueiros têm direito a receber uma comissão por um negócio do qual uma empresa do seu grupo foi consultora? A que propósito é criada uma rede obscura de circulação de dinheiro para pagar 5 milhões de euros aos ramos da família Espírito Santo? E qual a necessidade de uma “comissão” sobre um negócio com o Estado português com os dividendos e os salários principescos que receberam anualmente do GES e do BES? Que necessidade tinham? Uma coisa é certa: as comissões que foram pagas pela Escom muito dificilmente terão justificação legal. Trata-se de receitas que constituem património da Escom e que não podem ser utilizadas desta forma. Ajustiça ditará. O Departamento Central de Investigação e Acção Penal tem aqui mais uma excelente oportunidade e um desafio para desenvolver as investigações ao BEsgate.

Ricardo Salgado já tinha dado provas do seu relativismo moral com a história da prenda dos 14 milhões de euros que recebeu do seu cliente José Guilherme. Tentou desvalorizar o óbvio: o presidente executivo de um banco não pode receber prendas ou promover consultorias a clientes. Com o trabalho de investigação que o i hoje revela também se comprova que Ricardo Salgado geriu a família ao longo dos últimos 30 anos com mão de ferro e com base na regra “não sabe, não pergunte”, ao mesmo que tempo que adoçicava a boca dos restantes familiares com generosos pagamentos de dividendos a cada ramo ou de alegadas “comissões”, como a dos submarinos, divididas por todos. O facto de assuntos como as “comissões” dos submarinos serem discutidos e aprovados pelo Conselho Superior do GES revela igualmente que afinal a estratégia de Ricardo Salgado pode ter fundamento. Afinal todos sabiam o que Salgado fazia?» [i]

      
 Banqueiros ou mafia siciliana
   
«Os cinco clãs da família Espírito Santo que tinham representação no Conselho Superior do Grupo Espírito Santo (GES) receberam, em 2004, cinco dos cerca de 30 milhões de euros que foram pagos à Escom por serviços de consultoria na venda de dois submarinos a Portugal — precisamente pelo consórcio alemão que ganhou a adjudicação nesse ano.

De acordo com o jornal i, foi a 7 de novembro de 2013, durante a reunião do Conselho Superior onde José Maria Ricciardi contestou abertamente a liderança de Ricardo Salgado. Foi nessa reunião que Salgado fez uma confissão relacionada com o negócio da compra dos submarinos. “Deram-nos cinco a nós e eles [os administradores da Escom] guardaram 15″, respondeu, quando questionado por um dos membros sobre como tinha sido “esse assunto do recebimento da comissão da Escom”. Nenhum dos membros do antigo Conselho Superior contactados pelo i quis prestar declarações.

A reconstituição da reunião feita pelo i mostra que a questão dos pagamentos só veio à tona porque Ricardo Salgado terá exigido a Manuel Fernando Espírito Santo, representante do ramo Moniz Galvão, a assinatura numa carta que, por sua vez, tivesse as assinaturas dos representantes da família que tinham direito de voto no Conselho Superior do GES. Para Ricardo Salgado era “fundamental” a existência de uma carta com a “assinatura dos cinco”, porque quando o processo judicial fosse arquivado, ele seria “tornado público”.

“Se não assinas a carta, assumes a responsabilidade de te estares a afastar da coesão dos fundadores”, terá dito Salgado, explicando que a carta pretendia ser “um ato de gestão que institucionalizasse a decisão” tomada na altura da compra dos submarinos. Perante a insistência de Salgado, Manuel Fernando acabou por assinar a carta. “Eu assumo a responsabilidade”.

A transferência dos cinco milhões de euros foi feita, em parcelas iguais, através da Escom, empresa do grupo GES, para as contas pessoais de cada um dos representantes da família na Suíça e noutros países estrangeiros. O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) detetou essas transferências para a Suíça e solicitou a quebra do sigilo bancário de modo a aceder à identidade das pessoas que receberam a transferência. Ricardo Salgado e os restantes membros da família já tinham essa informação, daí a importância da existência de uma carta que tornasse legítimos os valores pagos pela Escom.» [Observador]
   
Parecer:

A divina família tem mais semelhanças com as famílias de mafiosos sicilianos do que com uma família de banqueiros.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 A "Commissione" dos Espírito Santo
   
«A decisão foi tomada depois de o Estado sair do capital do banco e de Ricardo Salgado se ter tornado, aos 47 anos, o mais jovem membro da família a assumir o cargo de presidente executivo do BES. Os Espírito Santo queriam promover o diálogo e que todas as decisões importantes relacionadas com o grupo fossem tomadas por consenso e sob um manto de confidencialidade. Foi com esses objectivos que, em 1991, criaram o Conselho Superior do GES e, em Junho de 1993, o regulamentaram.

“O Conselho Superior tem por missão zelar, de forma permanente, pela preservação e realização dos interesses do Grupo Espírito Santo e das actividades das sociedades que o compõem”, diz o regulamento do Conselho Superior assinado em Maio de 2011, e a que o i teve acesso. O decano do clã, António Ricciardi, apresentou-o assim: “O órgão com a missão de colegialmente decidir superiormente em relação a qualquer actividade do grupo.” Salgado elogiou a capacidade de diálogo que o órgão promovia: “O grupo discute até à exaustão e só quando todos estão de acordo a decisão é tomada.”

No órgão de cúpula da família estavam representados cinco clãs. Todos eles com o mesmo poder de voto e todos eles accionistas da Espírito Santo Control, a sociedade-mãe do conjunto de empresas que formam o Grupo Espírito Santo. Mário Mosqueira do Amaral era o único que não pertencia à família, mas era tratado como se pertencesse. António Ricciardi, pai de José Maria Ricciardi, presidia ao Conselho. Além dele e de Mosqueira do Amaral, o grupo era constituído por Ricardo Salgado, José Manuel Espírito Santo Silva e Manuel Fernando Espírito Santo, representante de Maria do Carmo Moniz Galvão Espírito Santo. A estrutura viria a crescer em 2012, quando os cinco ramos da família decidiram abrir o órgão a novos elementos. Cada um podia designar até dois representantes.» [i]
   
Parecer:

Tucco como na mafia sicialiana, até tinham a sua commissione
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

 A incompetente contra-ataca 
   
«O Ministério da Justiça garantiu esta terça-feira que prepara um projeto legislativo de forma suspender os prazos judiciais já que o sistema informático da Justiça está bloqueado há um mês.
  
Este anúncio foi feito dias depois de o Conselho Superior da Magistratura e do Ministério Público terem feito este um apelo - em forma de deliberação nas respetivas sessões plenárias - à ministra da Justiça.
  
Num comunicado enviado às redações, o Ministério da Justiça garante, na comarca dos Açores, o Citius já está a funcionar em pleno. Em jeito de balanço, o gabinete de Paula Teixeira da Cruz defende que foi dado início o processo de levantamento das comarcas. "A comarca dos Açores foi a primeira a ficar disponível para tratamento informático de todos os processos. Seguir-se-á o levantamento das restantes 22 comarcas, isoladamente ou em grupos, em função da sua dimensão", diz a nota.» [DN]
   
Parecer:

A maluquinha chegou a informar que os problemas do Citius estariam resolvidos antes do fim da manhã no dia em que a bandalhice judiciária entrou em vigor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se a incompetente.»