sábado, dezembro 06, 2014

Sem pingo de vergonha na cara (ou no focinho)

Demonstrando uma total indiferença Às consequências sociais da combinação entre a sua ignorância em política económica e o extremismo ideológico Passos Coelho parece ter uma nova bandeira política, a de que desta vez não foi o mexilhão a pagar a crise Defende até que as desigualdades não foram agravadas, antes pelo contrário, algumas foram mesmo reduzidas.
  
Sem resultados, com o milagre económico a redundar num grande fracasso Passos recupera a sua estratégia inicial, a de criar um exército de descamisados que apoiem a sua política, exibindo a classe média como a culpada de todos os males. As desigualdades de que fala não correspondem aos indicadores sociais reconhecidos como tal, são supostos estudos sem qualquer valor que o guiaram  na decisão de concentrar as suas medidas brutais sobre alguns.
  
Mas a verdade é que os mais pobres não só foram vítimas directas das suas políticas como sofreram as consequências de muitas decisões, foram vítimas de cortes em série nos apoios sociais, sofreram aumentos dos impostos sobre a generalidade dos bens de consumo e da energia, foram vítimas do despedimento e da destruição de importantes sectores de actividade.
  
Passos Coelho nem sequer vive no tal país que está melhor mas onde os portugueses estão pior, ele vive num país de mentiras, um país onde o salário mínimo não é miserável, onde as rendas não aumentaram, onde os doentes não morreram porque a ambulância de Évora ficou na garagem, onde diariamente se fazem campanhas de recolha de alimentos, onde se abandonam os animais domésticos na rua, desde gatos a cavalos, onde dezenas de milhares viram a sua habitação vendida pelo banco ou pelo fisco.
  
Passos Coelho não tem um pingo de vergonha na cara e parece não se aperceber sequer de quão ofensivo é o seu discurso, ofensivo para milhares de desempregados sem esperança, para famílias divididas pela distância da emigração, para os idosos que sofrem porque deixaram de poder comer alimentos. Quando já nem mesmo a responsável pelo Banco Alimentar vem com o seu discurso de desvalorização da pobreza, aparece um político sem escrúpulos dizer que os pobres estão menos pobres e que os ricos estão menos ricos.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Aqueduto, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Poiares Maduro

O lóbi dos "maduros" da RTP aproveitou-se do negócio dos jogos de futebol para demitirem o presidente da RTP. Mas o ministro Poiares Maduro, alguém que parece ter saído melhor do que a encomenda, nem abriu a boca sobre o assunto. A TVI queixou-se porque desde que a Igreja a vendeu acha que à RTP só cabe transmitir missas, o governo deu a conhecer através do ministro da Presidência que discordava do negócio, um conselho de independentes reuniu-se e a propósito de outro assunto e propôs a demissão do presidente da RTP no que foi logo apoiado p+elo governo, agora saem notícias a difamar o presidente da RTP.

De certeza que o Maduro dava aulas em Yale? Até parece que a escola do homem fica mais para os lados de Pyongyang!

 Até tu Barbas?

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E ninguém vai visitar o procurador Teixeira ou o juiz Alexandre Ticão?

 EUA

Um dia destes o Obama leva a mão ao bolso para tirar um lenço e a sua segurança pessoal dá-lhe um tiro na cabeça, nos EUA sempre que um negro mete a mão no bolso é para empunhar uma pistola e matar o polícia mais próximo. Por este andar a moda nos EUA vai ser os afro-americanos andarem com calças sem bolsos.


 O Núncio já nem presta contas a Passos Coelho
   
«O receio de um colapso na plataforma informática dos impostos foi uma das razões que terá levado ao desaparecimento da cláusula de salvaguarda do IRS. O jornal Sol escreve esta sexta-feira que o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, confrontou segunda-feira os deputados com esse risco, que poderia criar um caso nos moldes do “Citius” na Justiça, e foi por essa e por “outras razões” que a medida caiu. Algo que, segundo o jornal, apanhou desprevenido Pedro Passos Coelho.

A cláusula de salvaguarda do IRS, uma promessa de Passos Coelho, poderia gerar o caos na plataforma informática das Finanças. As alterações técnicas que teriam de ser introduzidas no sistema, e que alguns fiscalistas já tinham avisado que seriam “complexas”, arriscavam causar um colapso que impossibilitaria os cidadãos de entregar a declaração de rendimentos.

O jornal Sol cita fontes da maioria que dizem que esta foi a principal razão invocada por Paulo Núncio, na segunda-feira, para a necessidade de repor as deduções à coleta. “Havia a questão de se ter de comparar a situação fiscal de um ano com o anterior e de as regras não serem as mesmas”, diz um deputado do PSD ao jornal. Uma fonte que acrescenta que conseguiu-se também, assim, uma “aproximação ao PS”.» [Observador]
   
Parecer:

Os governante do CDS ou não sabem o que o governo decide ou estão em auto-gestão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Não seria mais fácil dizer "mandaram-nos demiti-lo?"
   
«“Débil natureza qualitativa do projeto”, “um agregado de elementos não organizados num todo coerente”, “não revela pensamento estratégico sobre a definição da missão do serviço público” são apenas algumas das considerações tecidas pelo Conselho Geral Independente (CGI) da RTP para destituir a administração liderada por Alberto da Ponte. Também as negociações para os direitos da Liga dos Campeões contribuíram para o degradar das relações com o Conselho Geral Independente já que a ação da administração “condicionou de forma abusiva o exercício legítimo dos poderes daquele órgão”.

Na proposta de destituição do Conselho Geral Independente da RTP a que o Observador teve acesso, o Plano Estratégico apresentado pelo conselho de administração é muito criticado e é o principal motivo para o afastamento de Alberto da Ponte e da sua administração. “De facto, o Plano Estratégico não define metas, ações específicas, calendários de execução e custos respetivos, pelo que constitui um agregado de elementos discretos, não organizados num todo coerente”, pode ler-se no documento.» [Observador]
   
Parecer:

Parece que não bastou demitir o presidente da RTP, à boa maneira soviética é necessário atirá-lo para a estrumeira para alegria do pequeno Maduro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Mais peixeirada da coligação
   
«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que não tenciona suscitar “proximamente” uma reavaliação dos feriados, que essa matéria “não está nas previsões do Governo” e rejeitou que isso constitua um problema dentro do executivo PSD/CDS-PP.

Em declarações aos jornalistas, durante uma visita ao navio patrulha oceânico Viana do Castelo, na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, em Almada, Passos Coelho desvalorizou a proposta do CDS-PP para repor o feriado do 1.º de Dezembro, considerando “natural” que os centristas “façam as suas avaliações e que tenham as suas posições”.

Depois de reiterar que “essa não é uma questão que se coloque agora para o Governo”, o chefe do executivo e presidente do PSD acrescentou: “Os partidos têm a sua agenda, mas eu não quero como primeiro-ministro estar a fazer comentários sobre o sentido de oportunidade que têm ou não a discutir matérias”.» [Observador]
   
Parecer:

Passos manda calar Portas!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 MP quer ser um Estado policial dentro do Estado
   
«Para o efeito, adianta uma nota enviada ao DN, o SMMP e a ASFIC/PJ assinaram esta semana "um memorando para a constituição de um grupo de trabalho que terá como missão estudar e apresentar propostas, de natureza legislativa ou outras, para a integração orgânica da Polícia Judiciária no Ministério Público e a revisão dos sistemas de organização e de coordenação da investigação criminal".

O grupo de trabalho será composto por seis pessoas, indicando cada organização três membros, e até ao final de fevereiro de 2015 o grupo apresentará um relatório às direcções do SMMP e da ASFIC, que procederão à apresentação pública.» [DN]
   
Parecer:

Enfim, uma ditadura dos magistrados. à medida que se pensa que se vai decapitando a democracia aumenta o tom das exigências, um dia destes vão querer decidir o estatuto remuneratório à margem do governo e do parlamento.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao sindicato se o grupo de trabalho também conta com o conforto proporcionado pelo alto patrocínio do BES.»
 Pobre Alexandre
   
«As entrevistas que o ex-primeiro-ministro José Sócrates conceder na prisão terão que ser autorizadas pelo juiz de instrução Carlos Alexandre, que determinou a prisão preventiva do antigo governante por considerar haver perigo de fuga e de perturbação do inquérito. A exigência decorre de uma norma do Código de Execução de Penas.

O semanário Expresso já fez saber publicamente que pediu uma entrevista a José Sócrates e que a realização da mesma dependia apenas da autorização dos serviços prisionais. Mas o director-geral da Reinserção e dos Serviços Prisionais, Rui Sá Gomes, explicou ao PÚBLICO que a entrevista terá que ser autorizada pelo juiz de instrução. “O pedido já foi remetido para o tribunal, mas ainda não há resposta”, adiantou ao PÚBLICO Sá Gomes.


O Código de Execução de Penas determina que tratando-se de reclusos que estão em prisão preventiva “a autorização da entrevista depende ainda da não oposição do tribunal à ordem do qual o recluso cumpre prisão preventiva, com base na ponderação do prejuízo da entrevista para as finalidades da prisão preventiva”.» [Público]
   
Parecer:

Se calhar a entrevista representa perigo de fuga ou de destruição de provas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pela decisão do Super para se saber se só gosta de notícias vindas das falsas fugas ao segredo de justiça.»

 Maria Luís e Pires de Lima mentem
   
«O ministro, que foi chamado ao Parlamento para explicar a decisão de vender a TAP na sequência de um requerimento do PCP, foi peremptório. “Um Estado não pode injectar capital nas empresas [de aviação], salvo uma circunstância excepcional: só em razão de um plano de salvamento. E só se pode fazer uma vez e a TAP já o fez”, disse.

Em parte, Pires de Lima tem razão. Como explica o documento de Bruxelas, há três grandes requisitos para que um Estado possa acudir a uma transportadora aérea pública. Em primeiro lugar, tem de haver “um plano de reestruturação credível, capaz de restaurar a viabilidade da empresa longo prazo sem novo apoio público”. Além disso, a companhia tem de “dar o seu próprio contributo, a um nível apropriado, nos custos da reestruturação, para evitar que todo o fardo recaia sobre os contribuintes”. E, por fim, é necessário “implementar medidas para mitigar as distorções ao nível da concorrência criadas pelo auxílio”.

Mas há um quarto critério importante que contraria as declarações do ministro da Economia sobre o número de vezes a que uma transportadora aérea pode recorrer ao balão de oxigénio do Estado. Porque, escreve a Comissão Europeia, “a empresa não pode ser resgatada e reestruturada mais do que uma vez a cada dez anos”.

No mesmo documento, Bruxelas concretiza, sob o lema “uma vez, a última vez”, que “não pode ser concedido auxílio a uma empresa que tenha sido resgatada nos últimos dez anos”. Um princípio que “assegura que o dinheiro público não é desperdiçado em intervenções repetidas” a empresas “que provavelmente não conseguem ser competitivas e viáveis”.

Ora já passaram mais de dez anos desde que a TAP teve de recorrer ao accionista Estado para equilibrar as contas. A primeira e única vez que tal sucedeu foi ainda antes da viragem do milénio, com um auxílio, repartido por várias tranches, que rondou os 180 mil milhões de escudos (cerca de 900 milhões de euros). Na altura, a intenção era preparar a companhia para a privatização, já que o plano era vendê-la à Swissair.» [Público]
   
Parecer:

Parece que sim.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «CXobardia não assumirem a iniciativa de privatizar a TAP.»

   
   
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sexta-feira, dezembro 05, 2014

Mas que grande governo!

O país atravessa uma das crises mais graves da sua história, no plano populacional caminha para um desastre com as gerações mais jovens e qualificadas a abandoná-lo enquanto os sistemas sociais do Estado correm o risco de colapsar, a justiça arrasta-se em vendetas enquanto muitos investidores estrangeiros fogem quando lhe dizem quantos anos tardam os processos judiciais a ser decididos, o sistema financeiro é vendida a retalho ao novo riquismo internacional, a PT é vendida em saldo. E o que fazem os nossos governantes?
  
O primeiro-ministro dá uma entrevista para anunciar que talvez seja a altura para aproveitar boleias duvidosas e avançar com a lei do enriquecimento ilícito já chumbada por violar a Constituição. EM sentido inverso vai a ministra da Justiça que adia debates sobre este tipo de questões porque o pior que se poderia fazer é analisar os problemas tendo por motivação processos judiciais em curso.

No parlamento debate-se uma grandiosa reforma do IRS que durante mais de um anos rendeu mais publicidade a um modesto secretário de Estado do que aquela que o Pingo Doce fez durante o mesmo tempo. Depois de um corrupio de associações e personalidades a reuniões de promoção pessoal do governante e de uma comissão cheia de professores e doutores a reforma tem menos dimensão do que costuma ter o capitulo do OE dedicado ao IRS. Começou por ser uam reforma, passou a ser uma salganhada e acabou por ser uma boa ação de um cristão que espera ter um lugar do céu por conta da ajuda fiscal às boas famílias cristãs.
  
Outro bom exemplo desta pobreza governativa que nos empobrece colectivamente foi o espectáculo dado pelo governo em relação aos feriados e tolerâncias de ponto. Tentando tirar à oposição a iniciativa na reposição dos feriados Paulo Portas tirou o tapete anunciando a intenção de repor um feriado. A respostas do governo não se fez esperar e de uma assentada deu dois dias de baldas ao Estado com a desculpa do Natal e do Ano Novo serem à Quinta-feira. O ministro da Economia, o bobo da Horta Seca, responde aos jornalistas com ao seu ar cómico dizendo que tinha acabado de saber.
  
Isto é governar um país que está em crise? 

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Vista de Alcântara, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Luís Marques Guedes

Parece que o país enriqueceu e depois de cortes de feriados e de palhaçadas carnavalescas o país assiste a uma verdadeira chuva de tolerâncias de ponto. O mais grave nesta generosidade governamental não está no oportunismo eleitoral mas sim na desconsideração que representam em relação aos funcionários públicos. O governo acha que os trabalhadores do Estado são uns imbecis que a troco de uns feriados se esquecem das canhalices que lhe foram e continuam a ser feitas por este governo.

Da parte que me toca só tenho uma coisa a dizer em relação às tolerâncias de ponto, que vão `*a bardamerda.

«Os trabalhadores da função pública terão tolerância de ponto a 24 de Dezembro e os serviços poderão escolher entre os dias 26 de Dezembro, 31 de Dezembro ou 2 de Janeiro para também darem tolerância aos seus funcionários.

A decisão foi anunciada nesta quinta-feira por Luís Marques Guedes, ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, que explicou que este ano o Governo decidiu dar dois dias porque os feriados do dia de Natal e de Ano Novo são numa quinta-feira.

"Atendendo às circunstâncias de que os dias seguintes são sextas-feiras, no dia 24 é dada tolerância de ponto e, em vez de se dar a tarde do dia 31, dá-se mais um dia, que será em alternativa, para ser gerido internamente pelos serviços, ou o próprio dia 31 de Dezembro, ou o dia 26, ou o dia 2 de Janeiro", explicou Marques Guedes, em conferência de imprensa, citado pela Lusa.» [Público]

 Um país a ser governado com oportunismo

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Passos Coelho não perdeu tempo para surfar no caso Sócrates, percebendo que a justiça estava aplicando a sua lei do enriquecimento ilícito, apesar de ter sido chumbada por violar a Constituição o ainda primeiro-ministro apressou-se a dizer que poderia voltar à carga, talvez por achar que os juízes do Constitucional tremem de medo só de pensar no Alexandre. A ideia de Passos até faz algum sentido pois a acusação baseia-se não em factos mas em supostos rendimentos, na prática a lei foi posta em vigor no que se refere a esta fase da acusação.

Já a ministra da Justiça perante a bandalhice do segredo de justiça disse o contrário, que fica para outra ocasião, não faz sentido debater o caso a quente.

Temos, portanto, um governo sem qualquer agenda, que governa sem programa e sem objectivos que não sejam os eleitorais. Há muita gente a perguntar ao António Costa o que quer para 2016 e ninguém pergunta a Passos Coelho se já sabe o que quer para o que resta de 2014 e para 2015.

 Muita verborreia e pouca coragem e frontalidade

Francisco Assis andou a tecer considerações sobre o que ele pensava serem as posições de António Costa, foi ao congresso sem qualquer ideia que não seja continuar a desfrutar o confortável cargo que conseguiu com a aproximação a Seguro, aproveitou a primeira oportunidade para se ir embora, ao que parece não o trataram com o estatuto superior que acha que deve ter.

Agora escreve um violento artigo no Público onde ataca violentamente sem dizer quem são as pessoas que ataca, não se percebe se é a extrema-esquerda de que fala ou se insinua que outros são agora de extrema esquerda. Atacar desta forma é fácil, ataca tudo e todos sem lhes dar a oportunidade de lhe responder. A isto chama-se cobardia e falta de frontalidade. Assis sente-se mais confortável afirmando as suas ideias em cima de ataques pouco frontais, assim é mais fácil.

Quanto às ideias do artigo não se vê uma única, já quanto às ideias dos outros sabe muito bem denegri-las e nem se dá ao trabalho de dizer de quem são, assim deixa no ar que tanto pode estar a atacar o PS como o BE. Parece que o PSD já tem a sua quinta coluna e Assis descobriu uma nova Fátima Felgueiras para voltar a ser herói nacional com uma ou duas pequenas bofetadas.

 A orgia vingativa

Sócrates sempre foi detestado pelos jornalistas, a sua postura e desprezo peklo meio irritou muita gente que não perdia uma oportunidade para o catacar. Como se isso não bastasse Sócrates recorreu aos tribunais para responder a alguns jornalistas habituados à impunidade contra a qual são agora destmidos militantes.

Um dos lados mais negros daqueilo que se assite em relação ao Caso Sócrates é o oportunismno daqueles que querem agora apresentar-se como grandes lutadores só porque no passado foram processados. Para eles o julgamento está feito e a verdade é a dos polícias e ponto final.

nalgusn casos ódio levou à irracionalidade e um bom exemplo disso é o de João Miguel Tavares, depois de se ter estendido ao comprido veio agora fazer uma exibição de cambalhotas. Como justiceiros como o colunista do Público o melhor é emigrar para o Zombawe. Um pouco mais de inteligência e de menos ódio ajudá-lo-iam a ter mais lucidez.

«O passo que lhe falta dar para chegar à perfeição sintética é este: aceitar que eu não me outorgo o direito de dizer que fulano é culpado quando não tenho provas disso, mas que me outorgo todo o direito de presumir que fulano é culpado, ou de achar que ele é culpado, se considerar ter suficientes indícios para tal. Mais: considero até, no caso de Sócrates, que para ver esses indícios não é necessária a perspicácia de Sherlock Holmes. Bastará não ter a vesguice dos dois irmãos Dupondt.» [Público]

      
 Passos Coelho e o país do futuro
   
«Antes de mais: este Governo herdou uma situação calamitosa no défice e na dívida. Foi deste ponto de partida que arrancou Passos Coelho e isso criou enormes dificuldades para muitas decisões. Mas governar o país obrigou a decidir coisas importantes sem o manual de instruções da troika. Havia opções a tomar. E são essas decisões, ideológicas, que colocam em causa o futuro do país porque as contas certas por si só não fazem crescer a economia.

1. Por exemplo, a mais histórica de todas: deixar morrer o BES? Ricardo Salgado e a família Espírito Santo deviam obviamente perder o controlo de capital do banco por todos os crimes cometidos - além das sanções judiciais. Mas o país inevitavelmente corria um enorme risco se o segundo maior banco do sistema acabasse de um momento para o outro. Não aconteceu em nenhum país da Europa após a crise de 2008. Qualquer pessoa com dois dedos de testa antecipava isso.

O problema era dinheiro? Não era. Havia o dinheiro da troika, como se viu depois. Qual o montante da ajuda à banca em Portugal? Cinco mil milhões, sobretudo ao Millennium e ao BPI, dinheiro esse que está quase pago (e com ganhos para o Estado devido aos juros altos cobrados). Agora repare-se: em Espanha o apoio à banca foi de 200 mil milhões de euros, 40 vezes superior ao português. Está quase pago e com lucro do Estado espanhol.

É deste provincianismo de Passos e Maria Luís Albuquerque de que estamos a falar no final de julho de 2014 quando o BES ameaçava ruir. Já sem Ricardo Salgado à frente, e com Vítor Bento e o Banco de Portugal a tentarem evitar um colapso estrondoso, o tal primeiro-ministro que supostamente não governa para eleições disse, a partir das suas férias no Algarve, que não haveria "dinheiro dos contribuintes" para o BES (depois de ter dito que o BES estava seguríssimo...). Razões de Estado ou populistas?

Ao fechar o banco, o Estado português ofereceu a Angola 3,3 mil milhões de euros de mão beijada porque o Governo angolano tinha-se comprometido a garantir parte do dinheiro desaparecido no BES Angola (Ricardo Salgado perdeu o rasto a 5,7 mil milhões de euros...). Mas falido o BES, adeus 3,3 mil milhões de euros garantidos... O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, deve-se ter rebolado a rir da infantil decisão portuguesa.

Isto, claro, já para não se falar, do embuste de "confiança" que foi um aumento de capital de mil milhões de euros exigido pelo Banco de Portugal ao BES, certificado pela KPMG (que verificava as contas desde 2002 e, afinal, as contas do BES escondiam a falência desde, pelo menos, 2013. Junte-se aos 3,3 mil milhões de Angola os mil milhões da PT, os dois mil milhões de obrigacionistas e tesouraria de grandes empresas e a conta é gigantesca.

Se há coisa que a comissão de inquérito ao caso BES mostra é um Governo totalmente incapaz de estar à altura da gravidade do momento histórico que estava a viver, por mais erros que o Banco de Portugal tenha acumulado.

2. Assim chegamos à destruição da PT onde já há dois números a correr: despedimentos de três mil ou de oito mil funcionários. Num primeiro momento o Governo dirá que não, etc... Depois tudo acontece porque é o "mercado". Tal como na venda dos aeroportos que, num só ano, levaram à subida das taxas aeroportuárias em Lisboa de 14% e 6% no Porto. Mas alguém tinha dúvidas que a entrega em monopólio da ANA não faria isto? Se não há alternativa, o monopolista faz dos preços o que quer... Os CTT vão pelo mesmo caminho. E depois será a TAP, a Águas de Portugal e finalmente a Caixa Geral de Depósitos.


A histórica destruição da PT a que estamos a assistir é igual ao momento em que, há 50 anos, o Portugal de Salazar não conseguiu criar uma forte empresa para produzir automóveis e depois nunca fomos capazes de o fazer. As telecomunicações são a base do futuro e uma infraestrutura base de produtividade. Perder a PT é uma tragédia. Os erros começaram lá dentro, claro, mas tornaram-se irreversíveis com a queda do BES, uma vez mais.

A pergunta que coloco aqui desde há muitos meses é sempre a mesma: como reconstruir este país depois das decisões "estratégicas" deste Governo?» [JN]
   
Autor:

Daniel Deusdado.



 As coisas de que a ONU se lembra de defender...
   
«O Conselho Social e Económico das Nações Unidas (CES-ONU) considera que Portugal deve “aumentar os esforços para reduzir o desemprego, principalmente entre os jovens”, avaliando o cumprimento do Pacto Internacional sobre Direitos Económicos, Sociais e Culturais.

Num relatório a que hoje a Lusa teve acesso, o “Comité recomenda que o Estado aumente os esforços para reduzir o desemprego, em particular o desemprego entre os jovens, para atingir progressivamente a completa realização do direito ao emprego”, que é um dos direitos contemplados no Pacto que Portugal assinou em 1978, e no âmbito do qual são feitas avaliações de cinco em cinco anos sobre a transposição destes princípios para a legislação em vigor em cada um dos países que assinaram o tratado.

Nesta quarta avaliação, que resulta de um conjunto de reuniões entre a delegação portuguesa e o comité das Nações Unidas encarregue de avaliar o cumprimento dos princípios do tratado pela parte portuguesa, e a que a Lusa teve acesso, o CES-ONU mostra-se “preocupado com a taxa de desemprego, que se mantém excecionalmente alta, afetando desproporcionadamente os jovens com menos de 24 anos, cuja taxa de desemprego mais que duplicou desde 2008″, e assinala também que “o desemprego de longa duração passou de 48,2% no segundo trimestre de 2008, para 56% no segundo trimestre de 2013″.» [Açores]
   
Parecer:

Claro que a Maria Luís, o nosso Nobel da Economia, mais o seu pupilo da Lusíada não vão concordar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
 
 Os independentes do Maduro foram longe demais
   
«A Entidade Reguladora para a Comunicação Social dá razão aos directores da RTP sobre a compra dos jogos da Liga dos campeões. A ERC defende que esta é uma decisão que cabe exclusivamente à administração do canal e não ao conselho geral independente.  

A entidade diz que o conselho não tinha de ser avisado nem pode interferir com os conteúdos, sob "pena de grave violação da independência e autonomia editorial."

A ERC acrescenta que o contrato de concessão da RTP prevê a aquisição de direitos de eventos de interesse público e, nessa lista, estão os jogos da Liga dos Campeões.

A administração foi demitida, ontem, pelo conselho, por não ter comunicado a compra dos direitos televisivos.» [SIC]
   
Parecer:

Digamos que os independentes fizeram o que o pequeno académico lhes mandou fazer.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se o conselho dos indepenentes pró TVI.»

 Mais uma medida de combate ao desemprego estatístico
   
«O Governo aprovou nesta quinta-feira um regime transitório que descongela, em 2015, o acesso à reforma antecipada para os trabalhadores do sector privado com pelo menos 60 anos de idade e 40 de descontos. O anúncio foi feito pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, na conferência de imprensa a seguir à habitual reunião do Conselho de Ministros.

A possibilidade de pedir a reforma antecipada (antes dos 66 anos de idade) no sector privado está suspensa desde Abril de 2012, mas o descongelamento agora aprovado não desbloqueia totalmente o acesso e terá condições específicas que vigoram durante 2015.» [Público]
   
Parecer:

Com esta medida o governo quer exibir uma descida das taxas estatísticas de desemprego em ano eleitoral pois trabnsforma desempregados de longa duração em pensionistas. Entre pensionistas e emigrantes o governo ainda se arrisca a chegar ao pleno emprego sem investimeento, sem consumo e sem crescimento.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «mandem-se os parabéns ao Lambretas.»

 Uma questão partidária?
   
«"Essa é uma discussão fundamentalmente partidária, que suponho que se fará ao nível do parlamento", disse Pires de Lima à saída de uma reunião de ministros da Competitividade da União Europeia, quando questionado sobre o regresso à agenda nacional da questão dos feriados.

"Eu, enquanto ministro da Economia, como deve compreender, não devo intrometer-me nessa discussão. Cada um fará a interpretação que muito bem entender desta minha 'não intromissão' nessa agenda, que é uma agenda que deve ser liderada, suponho eu, pelas forças políticas que têm representação na Assembleia da República", afirmou.

Já sobre a decisão, anunciada hoje pelo Governo, de serem concedidos dois dias de tolerância de ponto aos funcionários públicos no Natal e Ano Novo, e questionado sobre se tal não poderá afetar a produtividade do país, Pires de Lima admitiu que estava a saber pelos jornalistas da "novidade".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Quando os feriados foram eliminados com o apoio do seu partido foi uma iniciativa do seu ministério e visava criar riqueza. Talvez Pires de Lima não saiba o que significa ter coragem política, ser leal ou ser coerente, mas a verdade é que enquanto ministro da Economia não era esta a resposta que se esperava dele. Parece que o homem só tem jeito para ser bobo parlamentar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  

   
   
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quinta-feira, dezembro 04, 2014

Diálogo e honestidade

O primeiro pressuposto de qualquer diálogo ou processo negocial é o da honestidade dos interlocutores, das motivações e das propostas.  Um bom exemplo de um processo de diálogo condenado ao falhanço por falta de honestidade nas motivações foi o realizado sob pressão de Cavaco Silva. A antecipação de eleições a troco da eliminação de diferenças não pode ser considerada uma proposta honesta quando poucos meses depois se diz que segundo a lei as eleições não podem ser antecipadas.
  
Não foi só naquele caso em que as propostas de diálogo de Cavaco Silva estão votadas ao fracasso. Quando as propostas de diálogo são motivadas por circunstancialismos eleitorais adversos não se pode esperar que os adversários que desprezamos sintam a obrigação de nos auxiliar atirando-nos a boia do diálogo.
  
O governo não sente qualquer necessidade de dialogar com a oposição quando a sua decisão é irreversível, quando pode tomar uma decisão que sabe não ser reversível o governo decide, a maioria obediente aprova e o presidente apressa-se a homologar, a oposição não é tida nem achada. É o que tem sucedido, por exemplo, com as privatizações, alguém ouviu Passos Coelho ou Cavaco Silva defender que o plano das privatizações deve resultar de um consenso? Não parece, a verdade é que o governo decidiu privatizar a TAP e uma semana depois Cavaco já estava a vender a TAP no Dubai e ainda prometeu mais privatizações.
  
Sempre que se se aproxima eleições ou que depois de realizadas os resultados foram negativos para a coligação ou quando as sondagens apontam para desastres futuros é certo e sabido que Belém e São Bento, umas vezes o primeiro,. Outras o segundo, às vezes os dois ao mesmo temo, aparecem mansinhos a defender a necessidade de consensos.
  
As propostas de consenso vinda dos vários poderes da maioria, presidência e governo, têm muito pouco de honestas, não conseguem esconder o facto de o interesse nacional estar usado com o único objectivo de manipulação da opinião eleitoral dos portugueses. Uma das provas mais evidentes disso está no facto de os grandes defensores deste consenso pouco honesto serem do PSD. 
  
O CDS raramente ou mesmo nunca veio a público defender o consenso com o PS pois sabe que será a grande vítima de qualquer consenso podre. Paulo Portas sabe muito bem que se Passos Coelho conseguir manter-se no poder à custa de um consenso podre com o PS a grande vítima será  ele próprio, Passos Coelho está farto do líder do CDS e Cavaco Silva nunca foi um admirador do antigo director do Independente. Nãio admira que enquanto o PSD fala em diálogo na questão da reforma do IRS, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, o verdadeiro número 2 de Portas neste governo, endurece a sua linguagem tudo fazendo para afastar o PS de qualquer acordo. O PSD namora o PS mas o CDS sabe que o futuro não passa por ele e não abdica do conteúdo ideológico ultra conservador da sua reforma do IRS.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Caíque "Bom Sucesso", Olhão
  
 Jumento do dia
    
Marcelo Rebelo de Sousa, inventor da vichyssoise e de anafadas 

Marcelo Rebelo de Sousa decidiu explicar aos portugueses como se deve comportar um futuro Presidente aproveitando-se de uma suposta carta que uma mãe de uma pobre jovem teria escrito ao primeiro-ministro.

Marcelo Rebelo de Sousa deveria ter puxado dos seus poderes pedagógicos para explicar à senhora que o primeiro-ministro já não é o Salazar e por mais que a maioria parlamentar seja obediente Passos Coelho não tem por tarefa tomar conta dos deputados e dar açoites aos que andam a ver mulheraças no Facebook. Mas o putativo candidato presidencial ignorou esse facto e preferiu chamar a si o direito de dar raspanetes nos deputados.

Para Marcelo Rebelo de Sousa todos os deputados deveriam estar a fazer continhas do OE porque é para isso que lhes pagam, aos deputados está vedado ver o Facebook porque, imagine-se, no Facebook aparecem imagens de mulheres, esse animal perigoso e pecaminoso, a origem de todos os males e pecados do mundo. A não ser que já exista uma versão do Facebook produzida pela Playboy aquele Facebook pecaminoso onde aparecem as tais mulheres muito perigosas por serem avantajadas é mais censurado do que a revista oficial do a DABIQ, a evista oficial do Estado Islâmico onde as gorduchas do Facebook também aparecem mas com mais um pequeno acessório, um lenço na cara. Aliás, nos tempos de criança de Marcelo esse lenço também era usado ainda que já deixasse a cara destapada, a não ser nos casamentos onde a noiva aparecia tapada.

Mas não bastou a Marcelo comportar-se como um ministro da cultura do Estado Islâmcio e como prova das suas aptidões para o exercício da mais alta magistratura do Estado decidiu inventar ou, pelo menos, ninguém sabe quem recebeu a carta de que Marcelo falou. Provavelmente a carta foi parar ao restaurante do famoso jantar de vichyssoise de que Marcelo falou há uns anos atrás.

Depois de aturar Cavaco durante dois mandatos esperemos que Marcelo não chegue a presidente, antes o cavalo da estátua equestre de D. José que está no Terreiro do Paço.

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PS: Esta imagem foi aqui colocada para que Passos Coelho dê instruções ao Parlameento e com conhecimento ao professor Marcelo de que O Jumento está proibido nos computadores dos senhores deputados.
 
 É um espertalhão, este Paulo Portas
 
Sabendo das intenções de António Costa em relação aos feriados o espertalhão do Paulo Portas achou que podia antecipar-se a Costa e rasteirar o PSD antecipando-se na proposta de reposição do feriado do 1.º Dezembro. Agora tramou-se, deu-se início a um regabofe na questão dos feriados, o BE até já quer feriado na Terça-Feira Gorda enquanto a Igreja Católica exige a equidade que negociou com o governo.
 
Portas foi à caça a cabou por ser caçado, agora arrisca-se a mais um conflito na coligação precisamente na altura em que o PSD volta à estratégia manhosa do consenso. Como se pode propor consensos quando na coligação não se conseguem entender em torno de um mero feriado?
 
 Oportunismo

Paulo portas foi um dos que participou na decisão de eliminar vários feriados, alguns deles de cariz religiosa e após uma negociação coma Igreja Católica. Foi uma decisão do governo a que ainda pertence e ao qual deve solidariedade. Paulo portas não precisa de nenhum conclave partidário para propor a reintrodução do feriado do dia 1 de Dezembro em 2016, basta-lhe fazer a mesma proposta em Conselho de ministro alterando a legislação que aprovou.

Esta iniciativa de Paulo Portas não passa de puro oportunismo político, sabendo que a sua iniciativa não tem quaisquer consequências pois António Costa já declarou que iria repor esse feriado, Paulo Portas não hesita em deixar para trás o  seu parceiro da coligação tentando dizer ser sua a decisão de repor um feriado que nunca devia ter deixado de o ser.

Este é cada vez mais o verdadeiro Paulo Portas, u político oportunista e sem quaisquer escrúpulos que tudo faz para sobreviver na política, agora que começa já se começam a ouvir as ladainhas do seu funeral.

 O governo prefere Superbock! Alberto da Ponte sai



Com as boas novas e milagres da Santinha da Horta Seca não admira que o governo ande meio embebedado com a Superbock da Santinha, não admira as barracadas dos concursos de professores ou o que se passou com o Citius.

 Acordos

Enquanto a direita governou com roda solta justificando todas as suas oposições com a Troika ninguém se lembrou de acordos, estabilidades política ou de negociações. Agora que a direita deixou de ter as costas quentes e se aproximam as eleições legislativas andam todos muito preocupados com a estabilidade e a necessidade de acordo.

 Conselho Geral Independente

O governo discordou da administração da RTP, em pouco tempo o CGI propõe a demissão da administração da RTP. Será que o "Independente" dirárespeito à SIC? Em relação ao governo e aos interesses da TVI já se viu que não.

O PSD acaba de "contratar" a TVI para fazer de Povo Livre durante o próximo ano.
 
 Achas mesmo Alberto?
 
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 Dúvida sobre a reforma do IRS

As alterações na proposta governamental são uma cedência da coligação ao PS ou uma cedência do CDS ao PSD que está sendo usada para levar o PS a assinar por baixo?
   

 Mais uma vichyssoise à Marcelo?
   
«Há mais um mistério a assombrar a Rua de São Bento. Depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter lançado a dúvida sobre a identidade dos deputados que viam imagens de “raparigas avantajadas” no computador em pleno hemiciclo do Parlamento, a escola a que pertenceria a aluna que escreveu ao professor a denunciar a situação não visitou o Parlamento na data referida.

O professor disse, no seu habitual espaço de opinião na TVI, que uma “adolescente de 16 anos, do 11º ano, da Escola Secundária Alves Redol de Vila Franca de Xira” lhe enviara um e-mail, também enviado para o Portal do Governo, em que relatava uma suposta visita à Assembleia da República.

“Deputados o tempo todo no Facebook a ver raparigas avantajadas, outros a assistir a vídeos de quedas, aqueles que se encontram no YouTube para fazer as pessoas rir, uma vez três deles juntaram-se a rir de qualquer coisa no computador, outros a ver mails publicitários”, leu Marcelo da carta que terá recebido da jovem.

Só que, consultando a página de internet do Parlamento, constata-se que, no dia 20 de novembro, não há registo de que turmas da Escola Secundária Alves Redol, em Vila Franca de Xira, tenham estado a assistir à sessão plenária. Nem, aliás, em qualquer outro dia em que tenha sido debatido o Orçamento do Estado – como Marcelo disse que aconteceu.» [Observador]
   
Parecer:

Mais uma vez parece que Marcelo deu largas à sua criatividade e talvez por causa da idade em vez da vichyssoise começa a ver gajas gordas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Ramalho Eanes quer eleições antecipadas
   
«No entanto, não se absteve de comentar a atual situação que o país enfrenta, considerando que “dada a situação e a necessidade de encontrar compromissos e de estabelecer pactos sobre aquilo que é consensual e sobre aquilo que não é consensual mas é indispensável, haveria interesse em apertar tempo”.

O antigo Chefe de Estado considerou que é preciso um “tempo político novo em que os partidos tenham de se confrontar com a situação do país e com os portugueses que hoje são muito diferentes”, sublinhando que a “relação entre o sistema político e os portugueses mudou muito”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Ramalho Eanes só não esclarece se o debate dos pactos entre partidos deve devem decorrem em Belém ou na Procuradoria-Geral da República. Ora, se Eanes quer pactos e que estes sejam discutidos então não faz sentido haver tanta pressa, a não ser que defenda que esse debate seja pós eleitoral. Até parece que apoiante da candidatura de Cavaco é agora apoiante de uma recandidatura de Passos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O Governo que mistura negócios com política
   
«A saída de Alberto da Ponte da administração da RTP é vista como inevitável para vários elementos próximos do processo. E assumida "com 99% de certeza" na empresa. A principal razão apontada é a "perda de confiança na atual equipa de gestão", que terá levado o Conselho Geral Independente (CGI) a decidir convocar, por escrito, nos próximos dias, a assembleia geral da RTP, cujo único acionista é o Estado. Na reunião, a acontecer ainda esta semana, deverá ser proposta a destituição da administração presidida por Alberto da Ponte. A solução para a substituição deverá ser rápida e de carácter temporário.

O comunicado que a administração emitiu ontem, sabe o DN, caiu mal no Conselho Geral Independente e terá precipitado a decisão. A mensagem de Alberto da Ponte - escolhido por Miguel Relvas para o cargo em 2012 - sustentava que continuava a "exercer o seu mandato na defesa exclusiva dos interesses da RTP e do serviço público de rádio e de televisão, no cumprimento da lei e das melhores práticas deontológicas", uma vez que "cumpriu todos os deveres legais e estatutários, nomeadamente quanto ao projeto estratégico e à sua conformidade com o Plano de Desenvolvimento e Redimensionamento da RTP".» [DN]
   
Parecer:

A TVI ficou danada porque a RTP comprou os direitos de transmissão dos jogos da Liga dos Campeões, fez queixinhas e a presidência da RTP vai cair.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Governo qual foi a contrapartida da TVI pelo frete, se foi em espécie ou em favores informativos.»

 Pergunta de ouro
   
«João Galamba terminou a sua intervenção, na primeira ronda de perguntas a Sattar, colocando em cima da mesa várias interrogações: "A 30 de Julho bastaria uma injecção de 1500 euros para o BES continuar a operar? E, três dias depois, após a divisão do BES em dois [BES tóxico e Novo Banco], passou a ser necessário 4600 milhões? Podemos concluir que foi o modelo de resolução que destruiu a garantia de Angola?" O responsável da KPMG respondeu: "A sua análise é legitima, compreendo-a, mas não posso responder a ela."

O deputado do PS persistiria, na terceira ronda, já depois das 19 horas, dez horas depois do início das audições, neste ponto. “Estas são perguntas, para nós da maior importância, para percebermos os contornos da decisão que acabou por ser tomada”. De facto, o tema tem dominado, até agora, os trabalhos da comissão. E já mostrou importantes clivagens entre os principais intervenientes neste processo: Vítor Bento, Maria Luís Albuquerque e Carlos Costa todos têm uma versão sobre o que teria sido a melhor solução para os problemas do banco - se uma resolução, como a que aconteceu (e que a ministra defende), ou uma recapitalização. 

Da audição de Sattar, outro ponto ressaltou: Angola. "Confirma que no final de 2013, sem a garantia estatal angolana dada ao BESA, o BES era um banco falido?"- Sattar alegou não poder comentar “contas que não existiram na altura”: “O que posso dizer é que a garantia era válida."» [Público]
   
Parecer:

O discurso da ministra das Finanças começa a ruir na comissão parlamentar de inquérito.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Público»
  
 Afinal os portugueses ainda gastam muito em saúde
   
«Em 2012, 4,7% do total de despesa direta dos portugueses com bens e serviços foi para pagar faturas de cuidados de saúde. De entre o conjunto de 28 estados-membros da União Europeia (UE), apenas Chipre, Bulgária e Malta dispensaram uma fatia maior das suas despesas para a saúde. A média da UE fixou-se nos 2,9%, de acordo com o relatório “Health at a Glance: Europe 2014″, divulgado esta quarta-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O peso que a saúde assume no conjunto dos gastos das famílias portuguesas deve-se, em grande medida, ao facto de Portugal ser dos países onde o pagamento direto das famílias para a saúde é proporcionalmente mais alto, correspondendo a 31,7% do financiamento total das despesas com saúde, muito acima da média da UE (21,3%). Entre 2007 e 2012, de acordo com a OCDE, Portugal foi o país no conjunto da UE em que a despesa direta das famílias com saúde mais aumentou (4,5%), seguido da Lituânia (3,8%).


De acordo com a Conta Satélite da Saúde 2013, do Instituto Nacional de Estatística, em 2012, o grosso das despesas diretas de saúde das famílias foi com prestadores de cuidados de saúde em ambulatório privados (47,8%), com farmácias (27,8%) e com hospitais privados (11,2%).» [Observador]
   
Parecer:

Estes dados desmontam toda a argumentação a direita governamental em relação aos gastos do SNS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a conhecer ao ministro da Saúde.»
  
 Coitado
   
«O primeiro-ministro considera que o seu partido superou “bem” o teste de ter governado sob o memorando de entendimento, mas admite que o PSD pagou um “preço eleitoral” por estes anos no executivo que se traduziu na perda das autárquicas e das europeias. Passos Coelho diz ainda que Sá Carneiro, antigo primeiro-ministro e e antigo líder do PSD morto na tragédia de Camarate, desejava “uma democracia económica e social”, algo que ainda não foi atingido no país devido à “assimetria” de rendimentos entre os portugueses mais ricos e os portugueses mais pobres.

Em entrevista à próxima edição do Povo Livre, jornal oficial do PSD, o primeiro-ministro diz que os últimos anos foram “um teste à democracia portuguesa”, mas também “um teste muito importante” para o próprio partido. “Até porque muitas vezes tendem a ter preocupações mais imediatas, preocupações com a reação das pessoas medidas impopulares, apesar de necessárias”, diz Pedro Passos Coelho, admitindo que ter perdido as eleições autárquicas e as eleições europeias foi “o preço eleitoral” que o partido pagou por estar no Governo.

“É verdade que estes anos foram um teste à nossa determinação e à nossa natureza. Mas como sei que o PSD nasceu assim e não deixou de ser assim, acho que superámos bem esse teste”, Pedro Passos Coelho.» [Povo Livre]
   
Parecer:

Espertalhão, está a dizer aos portugueses que voltem a votar nele porque já o castigaram, só que esquece um "pequeno" problema, não só foi ele a querer ser mais extremista do que a troika como o fez com um governo de incompetentes.

Mas o que dá mesmo gozo é ver o Observador a ser o prropagandista do Povo Livre antecipando a alarvidades que vão ser publicadas no pasquim.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada desprezível.»

 Nome exclusivo no país querido do Bernardino Soares
   
«Quem na Coreia do Norte se chamar Kim Jong-un vai ter de mudar nome. Todos menos o Presidente, claro. A ordem foi dada pelo Governo norte-coreano, segundo uma notícia desta quarta-feira da televisão estatal KBS.

A Coreia do Norte já tinha imposto proibições similares no caso de Kim Jong-il, pai do actual líder, e Kim Il-sung, avô do Presidente, como parte da propaganda e do culto de personalidade dos líderes norte-coreanos.» [Público]
   
Parecer:

Cá podia fazer-se o mesmo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se que o nome Bernardino Soares só seja atribuído aos descendentes do autarca de Loures, o grande admirador tuga do regime norte coreano.»

 O que serão serviços mínimos numa greve a um exame
   
«O Ministério da Educação informou, em comunicado, ter pedido à Direção Geral da Administração e Emprego Público (DGAEP) o "desenvolvimento das diligências previstas" para a fixação de serviços mínimos, no dia 19 de dezembro, na sequência do pré-aviso de greve de vários sindicatos.

A Plataforma de sete porganizações sindicais (seis da CGTP e uma da UGT), liderada pela Fenprof enviou ontem Ao MEC um pré-aviso que abrange todo o serviço relacionado com as provas de avaliação de conhecimento e capacidades (PACC) para professores contratados. O pré-aviso não abrange outras atividades, nomeadamente a participação nas reuniões dos conselhos de turma que estarão a decorrer nessa altura, para atribuição da classificação do 1.º período aos alunos.» [DN]
   
Parecer:

Deve ser para garantir que os professores com mais de 80 anos e que não  têm a certeza de vir a ter outra oportunidade poderem fazer o exame.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 PS antecipou-se ao oportunismo de Portas
   
«PS apresentou hoje um projeto de lei para a reposição dos feriados nacionais do 1.º de Dezembro e do 05 de Outubro já em 2015, defendendo que a alteração não deve esperar pela "mudança de ciclo político".

"Há um imperativo nacional cuja concretização não tem de esperar pela mudança do ciclo político", afirmou o deputado do PS Alberto Costa, em declarações aos jornalistas no Parlamento.

De acordo com o deputado, a iniciativa legislativa entregue pelo PS visa "repor uma situação que foi indevidamente subtraída aos portugueses há alguns anos".» [DN]
   
Parecer:

Agora vamos ver como vota o Vasconcelos Portas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Outra gargalhada.»

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Parecer:

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Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

   
   
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