sábado, janeiro 10, 2015

Ils sont quand même un peu «Charlie»

Foi bonita a festa pá! Boi bonito de ver a festa do 1.º de Maio de 1974 na versão exclusiva para os jornalistas portugueses, foi bonito de ver todas as redacções dos jornais portugueses reunidos para uma selfie colectiva depressa (ou nem tanto como sucedeu com CM) publicada na edição online. É sempre bonito ver gente encher-se de bons valores como a solidariedade, a coragem, a defesa da democracia reunida para cantar ou para tirar um fotografia. Já todos cantámos o “We are the World”, em todas as redações se assistiu à instalação de palcos mundiais e todos combatemos a fome rindo e cantando.
  
Mas será que são mesmo todos Charlie ou o são um tanto ou quanto, um pouco de "Charlie", principalmente quando lhes convém aparecer na fotografia?
  
Os jornalistas que estão à porta do Estabelecimento Prisional de Évora massacrando todos os que tocam à campainha e quase quando apanham um visitante de Sócrates vão a correr procurar a ficha do visitante?
  
O marido da ministra, um rapazola que era jornalista do DN e agora se e que depois teve um emprego falhado na EDP e cujo passatempo é mandar mensagens SMS aos colegas que criticam a esposa será mesmo “Charlie”?
  
Será mesmo “Charlie” um conhecido jornalista que em tempos denunciou no jornal “i” o nome do autor deste blogue alegando que era procurado pela polícia, curiosamente na sequência de uma queixa do paulo macedo e de um "sócio" do Dias Loureiro, transformando aquela publicação num dazibao de bufaria?
  
São mesmo “Charlies” os muitos jornalistas que á primeira oportunidade abandonam a profissão para se instalarem em gabinetes ministeriais a troco de uma gorjeta e da promessa de altos cargos no futuro? Será "Charlie" um jornalista que no DN acusa paulo Macedo de fuga ao fisco e hoje é aceesor económico do primeiro-ministro de um governo onde o mesmo Paulo Macedo (que no passado perseguiu gente por causa dessa notícia) é ministro da Saúde?

Serão "Charlies" os jornalistas que fizeram reportagens sobre jovens que se tinham convertido em terroristas do Estado Islâmico como jovens bem sucedidos que viviam em bons apartamentos n Síria e compravam as melhores melhores guloseimas ocidentais com as metralhadoras à tiracolo, passando a outros jovens a imagem de sucesso num paraíso terreno?
  
Serão mesmo “Charlie” os jornalistas que em ruas escuras recebem de agentes da justiça cópias processuais com que depois queimam arguidos em processos duvidosos destruindo-lhes o bom nome e condenados-na praça pública sem direita a julgamento e impedidos pela defesa por zelosos magistrados?
  
Serão mesmo “Charlie” os jornalistas que não perdem uma oportunidade para se venderem ou para lamber o traseiro aos empresários e gestores que dispõem de grandes orçamentos publicitários? Serão mesmo “Charlie” os jornalistas que no passado davam graxa ao Ricardo Salgado comportando-se como caniches a lamber o dono e hoje são os primeiros a condená-lo?
  
Serão mesmo “Charlies” os jornalistas que no passado destruíram ou tentaram destruir a reputação de muitos políticos com falsas acusações e hoje aparecem como salvadores da pátria?
  
Quantos dos nossos “Charlies” de aviário seriam capazes de assinar um único cartoon do Charlie Hebdo, quantos dos nossos “Charlies” se recusam a publicar as peças processuais de processos violando o segredo de justiça ao mesmo tempo que ajudam as polícias a julgar fora dos tribunais, quantos dos nossos “Charlies” assinavam o famoso cartoon onde o António apresentava o papa polaco com um preservativo no nariz?
  
É fácil ser “Charlie” quando os corajosos são os outros, quando os que não se vendem são os outros, quando os que dão a cara em defesa dos valores da democracia são os outros, quando os que não se vendem são os outros, quando os que não se oferecem para ajudar a polícia são os outros. Quantos destes "Charlies" de ocasião correria o mais pequeno risco para defender valores ou em defesa de valores?

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Mesquita de Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Passos Coelho

Se a senhora Merkel tivesse organizado uma manifestação em Berlim para apoiar as políticas de austeridade alguém duvida que Passos Coelho seria o primeiro a confirmar a sua presença? Mas como estava em causa um atentado à liberdade no país com mais emigrantes portugueses Passos Coelho achou mais importante ir à Madeira, mandando um ministro apagado fazer o frete de estar presente na manifestação.

Mas cedo se começaram a ouvir as críticas à opção de Passos Coelho e este apressou-se a mudar a sua agenda e até dispensou o Rui Machete, indo com a presidente do Parlamento e com o rapazola dos Assuntos Europeus. Mas a verdade é que o estrago já está feito e mais uma vez Passos mostrou o saloio que é.

Foi preciso Passos Coelho começar a ouvir críticas para se decidir a ser ele a representar o país

«No próximo domingo, 11 de janeiro, Paris virá para a rua para dizer "Eu sou Charlie" e homenagear as vítimas do ataque terrorista contra o jornal "Charlie Hebdo" e dos dois outros atentados.

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, e o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho estarão presentes nesta manifestação, bem como o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Bruno Maçães.

A decisão de convocar esta manifestação foi tomada numa reunião entre os líderes do Partido Socialista, Partido Comunista, Verdes, Movimento Republicano e Cidadão, e  Partido Radical de Esquerda, que desde logo convidaram todos os outros partidos republicanos, sindicatos, associações culturais e religiosas a estarem presentes no desfile» [Expresso]

«Fonte oficial disse à Lusa que "a importância da manifestação de domingo" levou Pedro Passos Coelho a alterar a sua agenda, que inicialmente previa que estivesse presente, na qualidade de líder do PSD, no encerramento do Congresso do PSD/Madeira no domingo.

Informações anteriores davam conta de que seria o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, a representar Portugal na manifestação.» [Notícias ao Minuto]


 Coitado do bobo da Horta Seca
   
«Em dezembro, a maioria dos 4620 decisores consultados pelo INE, por exemplo, disse que vai reduzir postos de trabalho "nos próximos três meses" e são cada vez mais os que partilham essa opinião. Os consumidores também já pressentem as dificuldades: cada vez mais acham que o desemprego vai piorar.

Os inquéritos de confiança divulgados (na segunda-feira pelo INE e ontem pelo Eurostat) mostram, de forma inequívoca, que a criação de emprego é cada vez menos uma prioridade nos próximos três meses.» [DN]
   
Parecer:

O humorisa do CDS bem se esforça por prometer o paraíso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Minitro oportunista
   
«O ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, considerou hoje que Portugal tem "tudo para vencer" na área do crescimento verde, na qual é considerado "exemplar" internacionalmente, tendo aproveitado a crise para avançar com reformas.

"Seria muito fácil utilizar como pretexto a crise e o período da 'troika' para travar ou até para regredir no que diz respeito a algumas apostas" no setor do desenvolvimento sustentável, disse Jorge Moreira da Silva.» [DN]
   
Parecer:

O ministrozinho do Ambiente não perde um oportunidade para fazer seus os resultados do trabalho do governo anterior.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Mais propaganda do Opus Macedo
   
«Bombeiros queixam-se de esperar muitas horas pelas macas. "Isto põe em causa a nossa capacidade de resposta", avisam.

Bombeiros queixam-se de fazerem o trabalho de auxiliares de saúde, enquanto esperam "durante horas" pelas macas de transporte de doentes no Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), mas a unidade de saúde anunciou que vai comprar mais macas.

"Isto põe em causa a nossa capacidade de resposta. Corremos o risco de não podermos socorrer pessoas porque temos as ambulâncias à porta do hospital", explicou à agência Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Algueirão-Mem Martins, Joaquim Leonardo.» [DN]
   
Parecer:

Um dia destes o Macedo vai mandar para os jornais um comunicado informando sobre uma encomenda de arrastadeiras.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao ministro que se deixe de manobras e assuma as responsabilidades.»

 Acabou-se a impunidade da ministra incompetente?
   
«Os dois funcionários da PJ afastados do Ministério da Justiça na sequência do crash do Citius vão contra-atacar: a advogada que os representa pediu esta quinta-feira no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) certidões de vários documentos destinadas a instruir processos judiciais contra a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, e contra os dois responsáveis do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), Carlos Brito e Rui M. Pereira. Em causa estarão os crimes de denúncia caluniosa e difamação.

Hugo Tavares e Paulo Queirós foram exonerados do IGFEJ na sequência do crash informático que paralisou os tribunais durante 44 dias. Um relatório assinado por Carlos Brito e Rui M. Pereira apontava-lhes responsabilidades e os dois foram afastados. O relatório foi entregue ao Ministério Público, que arquivou as suspeitas de sabotagem levantadas pelo Ministério da Justiça.

O inspetor do Ministério da Justiça que se encarregou do processo disciplinar também afastou qualquer responsabilidade dos funcionários da PJ que decidiram agora contra-atacar judicialmente. Ambos estão colocados na escola da Polícia Judiciária e são funcionários do Ministério da Justiça.» [Expresso]
   
Parecer:

Esta senhora que actuou de forma irresponsável, para não dizer pior, nem teve a dignidade de pedir desculpa aos funcionários que difamou de forma premeditada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se a incompetente.»

   
   
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sexta-feira, janeiro 09, 2015

E quem atacou Portugal?

Uma das vítimas colaterais dos atentados de Paris é a própria realidade, à excepção do Correio da Manhã que parece continua a considerar Évora como o centro de todas as preocupações toda a comunicação social portuguesa está concentrada nos atentados de Paris. De um dia para o outro nasceram especialistas em Estado Islâmico como se fosse cogumelos de viveiro, os canais de informação desmultiplicam-se em directos a partir de França e debate de comentadores que falam do tema com um ar compenetrado.
  
Em dois dias as televisões portuguesas já dedicaram mais horas de informação ao extremismo islâmico do que deram ao longo do último ano à guerra no Iraque e na Síria ou aos 300.000 sírios mortos, sem falar dos deslocados e refugiados. Todos os dias há combates em Kobani e esta batalha que decorre desde Setembro e onde já morreram muitas centenas de jihadistas. Kobani só foi notícia quando morreu um jihadista português que nesse dia teve o seu momento de glória, ao ser martirizado deve direito à sua quota de virgens e ainda ganhou a fama no seu país.
  
É evidente que os atentados de Paris merecem toda a informação que lhe seja dada, o problema é que há coisas a acontecerem em Portugal que também merecem ser notícias. E nem sequer faltam mortos que poderão ter resultado dos ataques de um inimigo dos portugueses chamado incompetência. 
  
Em Portugal já morreu quase meia dúzia de portugueses devido a abandono pelos serviços médicos e o assunto deixou de merecer qualquer importância. Paulo macedo mandou um secretário de Estado à frente, que deu uma entrevista na TVI24, e no dia em que foi ao parlamento foi salvo pela incompetência da oposição que nem sequer exigiu a sua demissão, enquanto os atentados de Paris o pouparam a mais atenções.
  
No Público soube-se que uns velhos amigos de Passos Coelho descobriram petróleo por tudo quanto é canto, uma descoberta que se seguiu a uma reunião com o primeiro-ministro e que agora está sendo negociada, querem oito milhões a troco da informação que nos porá a concorrer com a Arábia Saudita. Curiosamente é gente ligada à empresa onde trabalhou Passos Coelho e que no tempo de Durão Barroso tentaram comprar a GALP com dinheiro emprestado pela CGD. Razão tinha o Álvaro Santos Pereira que acreditava que em matéria de recursos naturais Portugal era uma Angola da Europa.
  
E enquanto continuamos a ver as televisões tratar o que se passa em Paris como os seus jornalistas a dar palpites sobre quanto tempo vai demorar a operação da polícia, como se fosse uma caça à raposa, a realidade portuguesa teve uma interrupção não se prevendo em que momento será retomada.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Imagem Jumento


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 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Cada vez que Cavaco fala apetece perguntar-lhe como fez Juan Carlos ao falecido presidente da Venezuela "¿Por qué no te callas?". Cavaco que começou a sua carreira fazendo cair um governo de coligação e que fez uma carreira desprezando todas as opiniões diferentes da sua lembrou-se agora das virtudes do diálogo e só falta dizer aos portugueses para votarem no seu partido a fim de impedir uma maioria abosluta de que não gosta.

Ninguém se recorda de ouvir a Cavaco qualquer sugestão de diálogo na primeira metade do mandato de Passos Coelho, essa preocupação só surgiu quando percebeu que o PSD poderia perder as eleições e seria bom se o PS partilhasse as culpas das políticas governamentais. Desde então tem articulado com Passos Coelho uma estratégia que visa forçar o PS a dialogar, não porque daí resultem novas medidas, mas unicamente para partilhar prejuízos eleitorais.

Na mensagem de Ano Novo Cavaco propunha que o diálogo fosse anterior às eleições porque o país não podia ficar parado. Dias depois o mesmo Cavaco descobre que o país pode esperar mais de um mês pelo novo governo e que isso é comum na Europa. Isto é, Cavaco já não está preocupado que não haja uma maioria absoluta de um partido, de uma coligação ou de um programa de governo, os portugueses já não pecisam de votar para assegurar uma solução estável porque ele vai resolver o problema.

Cavaco percebeu que o PSD não terá condições de ganhar as eleições e a única forma de assegurar a sua continuação no poder, talvez para o poder ajudar a derrubar o governo na primeira oportunidade, é promovendo um governo de coligação, isto é, evitando uma maioria absoluta. É por isso que agora desdramatiza a ausência de diálogo pré-eleitoral que já exigiu e receando que os portugueses votem no sentido da estabilidade é ele que agora promove a instabilidade, sugerindo que já tem uma poção mágica que conduz a um excelente governo de coligação.

Não seria mais fácil Cavaco dizer de uma forma clara aquilo que anda a dizer das mais diversas formas, que os portugueses votem em Passos Coelho? Tudo ficaria muito claro e se Passos perdesse as eleições Cavaco pediria a demissão pois com a idade que tem já não precisa do país, nem o país precisa dele. Cavaco quer que os portugueses votem num governo de iniciativa presidencial, um governo presidido pelo PSD ou pelo PS mas com o programa do PSD.

«As regras estão definidas. O Presidente da República disse ontem que já avisou os partidos que o governo que sair das próximas legislativas deve ser apoiado por uma maioria parlamentar. Cavaco Silva está disposto a "negociações demoradas" antes de dar posse ao governo.

Num encontro com diplomatas portugueses, o Chefe do Estado lembrou que "em 25 dos 28 países da União Europeia existem governos de coligação, quase todos dispondo de apoio maioritário nos respetivos parlamentos". O Presidente lembrou também que "as negociações para a constituição dessas coligações foram, às vezes, muito demoradas e em dez países europeus foram precisos mais de 30 dias até serem negociadas."

Após esta introdução veio o aviso aos partidos: só há governo com apoio alargado e condições de governabilidade. Cavaco Silva foi claro: "Vamos ter de nos habituar não apenas à cultura do compromisso e do diálogo mas também, eventualmente, a negociações demoradas entre partidos para encontrarem entendimentos."» [DN]

 Je ne suis pas Charlie

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Se José Sócrates pensava que ia ter folga na capa do CM por causa do atentado em Roma estava muito enganado, 12 jornalistas mortos em Paris não justificam uma capa dispensando Sócrates por um dia! No CM a frase deveria ter sido "Je ne sui pas Charlie!".

 Aposta

Aposto que ó Paulo Macedo só vai aparecer em público depois de terem deixado de morrer portugueses à espera de serem atendidos nas urgências e o assunto já tiver sido esquecido na comunicação social. Perante o escândalo Paulo Macedo mandou o seu secretário de Estado Adjunto dar uma entrevista na TVI24 mas o homem meteu os pés pelas mãos e foi incapaz de justificar a negligência do ministério.~

Paulo Macedo começou por dar a culpa a empresas de colocação de médicos, depois até se aproveitou da colocação de 168 médicos estagiários para dar ares de quem resolvia o problema, a seguir mandou o secretário de Estado dar a cara. Só falta ser ele a ter os ditos cujos para aparecer e assumir as responsabilidades políticas que neste caso implica a sua demissão.

 Pergunta ao PS

Quantos portugueses terão de morrer à espera de tratamento nas urgências dos hospitais para que o maior partido da oposição exija a demissão do ministro da Saúde? Por este andar vão morrer mais portugueses nas urgências sem serem tratados do que as vítimas do atentado de paris e ninguém faz nada para honrar a sua memória.

 Polícias com fraldas para receber o papa
   
«Começam os preparativos para a visita do Papa Francisco às Filipinas. Ruas enfeitadas, desvios do trânsito, medidas de segurança e muitos polícias. Para a visita do Papa, as fardas estarão bem engomadas, as botas engraxadas e as fraldas bem apertadas. Sim, leu bem, vão ser 2.000 polícias de trânsito, com olhos atentos, que não poderão sair dos seus postos durante 24 horas e, por isso, usarão fraldas para adultos para que não haja interrupções no trabalho.

Os polícias estarão de serviço de 15 a 19 de janeiro, fazendo turnos de 24 horas e terão sido aconselhados pelo comando da polícia de Manila a usar fraldas, conta o South China Morning Post. Iniciativa que foi “bem recebida” pelas autoridades, explicou o presidente da corporação.

Como é normal nestas ocasiões todos os procedimentos serão testados antes da chegada do Papa e, por isso, esta sexta-feira 800 polícias estarão a postos com o uniforme completo durante 24 horas, na procissão da Nazaré Negra – milhares de católicos caminham descalços rumo a uma figura de Jesus Cristo.» [Observador]
   
Parecer:

Uma boa ideia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Paulo Macedo que passe a oferecer fraldas nas salas de espera das urgências.»

 António Costa manda Cavaco à fava
   
«À preocupação de Cavaco Silva de um futuro governo “sólido”, António Costa responde com confiança num futuro resultado do PS. Mas mais que isso, o secretário-geral do PS diz mesmo que só uma maioria absoluta evita “jogos partidários” e um “condicionamento do voto” por parte do Presidente da República.

A resposta de António Costa foi dada à saída esta quinta-feira de manhã de um encontro com o presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Quando questionado sobre as palavra de Cavaco Silva, António Costa primeiro ironizou e depois atacou a vontade de Cavaco Silva:

“O Presidente da República confia pouco na capacidade do PS de construir uma maioria absoluta que poupará o pais dessas incertezas. Acho que os portugueses terão a presciência de compreender que a melhor forma de evitar essa situação pantanosa ou condicionamento do voto pelo Presidente da República é dar a maioria absoluta ao PS”.

Ou seja, para António Costa, a solução para evitar o pântano depois das eleições é apenas uma maioria absoluta dos socialistas, votação que tem vindo a colocar como fasquia desde que chegou ao Largo do Rato.» [Observador]
   
Parecer:

É óbvio que Cavaco quer salvar o governo de que ele tem sido o primeiro-ministro atrás do arbusto.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprovem-se as palavras de Costa.»

 Só nos faltava este!
   
«O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, admitiu esta noite entrar na corrida para Belém, não para ser Presidente da República, mas para ter a oportunidade de apresentar as suas ideias para o país.

"Vou a jogo para apresentar ideias para o país, mas sem qualquer ambição de ser Presidente da República", afirmou Jardim no programa "Grande Entrevista", da RTP Informação.» [DN]
   
Parecer:

o ainda presidente do governo da nossa ilha tropical quer invadir o "Contenente" e acabar com a amaldiçoada 3.ª República.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 O Citius aprodreceu
   
«O presidente do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), Rui Pereira e o vogal para a área informática - responsável pelo Citius - Carlos Brito, estão a aguardar a sua exoneração pela tutela. Esta segunda-feira terão sido "convidados" a demitir-se, mas recusaram.

O gabinete da ministra da Justiça nega a intervenção de Paula Teixeira da Cruz neste processo, remetendo uma resposta para o secretário de Estado, António Costa Moura, que não quis comentar.» [DN]
   
Parecer:

Não há memória de um governante tão incompetente e patética como esta ministra da Justiça.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   
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quinta-feira, janeiro 08, 2015

Je suis Passos Coelho

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Quem lê o comunicado do Governo da República Portuguesa a propósito do atentado em Paris não acredita, lê, relê e fica pasmado porque fica com a sensação de que houve um acidente rodoviário um pouco mais grave do que o costume. Se não fosse usada a palavra atentado e a "tag" direitos humanos nem se teria apercebido de que estava em causa algo mais.

Mas a preocupação do governo pelos direitos humanos fica-se pela "tag" e nada mais, o assunto é rapidamente ultrapassado e podemos estar descansados porque a Embaixada e o Consulado Geral estão a acompanhar o assunto, não vá alguma das vítimas ser portuguesa. Assunto encerrado.

O governo cumpriu com a sua obrigação e os jornais,  cumpriram com a sua obrigação e sossegaram os portugueses informando-os de que o país já tinha cumprido com a sua obrigação moral de enviar as condolências às famílias. Assunto encerrado, os nossos jornalistas que por estes dias se chamam todos Charli já podem regressar descansados para Évora não vá algum ex-governante do PS ou um qualquer outro cadastrado visitar José Sócrates sem ninguém dar pela sua entrada.
  
Não é só economicamente que o governo está pior,está bem por e a todos os níveis. Este comunicado, que se não fosse o Jugular até passaria despercebido, mostra a pobreza ética em que estamos enterrados. Nem uma palavra para os jornalistas, nem a mais pequena preocupação pelo que se passa, nem uma frase em defesa do valor da liberdade. Um comunicado igual a todos os outros, sem qualquer conteúdo.
  
Enquanto o mundo se indigna e todos dizem Je suis Charlie, por cá todos os membros do governo, a começar por Rui Macete, parece optarem por dizer "Je suis Passos Coelho",

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Estátua no Cemitério do Alto de São João, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paula Teixeira da Cruz

O presidente do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça, Rui Pereira, esteve na primeira linha da defesa da ministra e foi mesmo o responsável pelo famoso inquérito que levou a uma queixa no Ministério Público contra dois quadros daquele instituto, acusados de responsáveis pelo falhanço do sistema. Nesta fase a ministra nunca questionou a responsabilidade óbvia dos responsáveis do instituto e nunca assumiu quaisquer responsabilidades políticas, o mesmo fazendo quando se percebeu que os funcionários tinham sido alvo de falsas acusações.

Agora, a ministra quer limpar a sua "ficha" pois percebeu que ficou com todas as responsabilidades e lembrou-se de atirar as suas próprias culpas para aqueles que foram os responsáveis desde o primeiro momento mas por estarem do lado da ministra foram apoiados e usados pela tutela.

«O presidente do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça, Rui Pereira, e o vogal do instituto responsável pela área informática do Citius, Carlos Brito, estão em vias de ser exonerados.

De acordo com as informações recolhidas pelo DN, os dois responsáveis terão sido chamados na segunda-feira ao Ministério da Justiça para uma reunião com a tutela. De acordo com fonte do IGFEJ, nesse encontro ter-lhes-á sido pedido para se demitirem, o que recusaram. O que poderá levar a ministra a exonerá-los.» [DN]

 Dúvidas que me atormentam

O que será feito do Opus Ministro Macedo que ninguém o consegue ver em público?

 E deixa o conforto da Santa Casa? Não acredito...

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 A culpa não é do Opus Macedo
   
«O Ministério da Saúde quer que sejam dadas altas hospitalares ao fim de semana para libertar camas e melhorar os serviços de urgência, que nos últimos dias têm registado tempos de espera que chegam a atingir 18 horas. O DN sabe que esta recomendação já estará a ser seguida nos hospitais de maiores dimensões, mas não foi possível apurar se as estruturas mais pequenas estão a responder ao apelo de Paulo Macedo. À semelhança do que se verificou no final do ano, para fazer face ao aumento da afluência às urgências, o Ministro da Saúde sugeriu também o alargamento do horário dos cuidados primários, mas, até ontem, só o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Feira/Arouca tinha prolongado as consultas sem marcação.

"Houve um pedido do Ministro da Saúde no sentido de serem dadas altas ao fim-de-semana para os doentes poderem sair e haver maior rotatividade. É óbvio que os hospitais devem estar a cumprir, porque também é do interesse deles", considera Graça Freitas, sub-diretora-geral da saúde. As altas ao fim-de-semana permitem a libertação de camas, numa altura em que o bloqueio no internamento complica a situação nas urgências hospitalares. No Hospital de Gaia, por exemplo, a escassez de camas em algumas unidades leva a que os utentes permaneçam durante horas nas urgências.» [DN]
   
Parecer:

Primeiro foi a ameaça às empresas que não terão colocado os médicos, a seguir foram colocados mais de cem médicos, agora é a alta durante os fins de semana, um sem fim de medidas destinadas a ilibar o culpado político pelas mortes de cidadãos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ofereça-se uma caneta de ouro ao Opus Macedo para que este assine a sua carta de demissão.»
  

   
   
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