sábado, fevereiro 07, 2015

Soluções para o calote soberano

Parece que as posições sobre o calote soberano estão definidas, governo, PS, BE e PCP têm as suas posições definidas.

Passos Coelho é o ideólogo da direita, segundo ele a dívida resulta dos excessos dos portugueses, principalmente dos pobres que queriam ter um Estado social e da classe média que queria ganhar sem trabalhar no Estado e reformar-se ainda antes de começar a trabalhar. A dívida deve ser paga como se fosse um frigorífico comprado a prestações pouco importando que os juros do empréstimo sejam superiores ao montante do salário do credor. Passos Coelho diz que quer pagar e que os gregos são gente indesejável por não querer pagar, mas na verdade Portugal paga tanto quanto paga a Grécia e a verdade é que com as políticas de Passos Coelho não só a dívida nunca será paga, como não parará de crescer.
  
O PS tem uma solução para a dívida, acabar com a austeridade e esperar opor uma solução europeia que já foi muita coisa desde a sua mutualização até ao que o Syriza venha a conseguir da senhora Merkel. Segundo a lógica do PS os juros devem baixar para que o Estado possa gastar mai, dessa despesa adicional resultará mais crescimento, graças a este serão cobrados mais impostos e com estes pagam-se as despesas. Isto é, a Eruopa deve encontrar uma solução para a dívida que já existe para que Portugal possa aumentar o défice e voltar a ir aos mercados para aumentar a dívida.
  
O PCP é pragmático, de um lado deve reestruturar-se a dívia e se necessário sair do euro, da EU e da NATO. Paga a dívida desta forma simpática o país fica sem o calote e vai poder aumentar a despesa pública, indo ao mercado financeiro buscar mais dinheiro para alimentar os défices. Só não se percebe se vai ser  a Coreia do Norte ou Cuba a emprestarem o dinheiro para aumentar o défice público, solução eternamente defendida.
  
Para o BE que nunca defendeu a saída do euro a solução é imitar o Syriza que defendeu a saída do euro e adoptar para Portugal as soluções que o Syriza adoptar para a Grécia.
  
Enfim, venha o diabo e escolha.

Umas no cravo e outra na ferradura



   Foto Jumento


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Castelo de Almourol
  
 Urso do dia
  
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Carlos Zorrinho, eurodeputado distraído

Há meses que a questão dos medicamentos para o tratamento da hepatite C estão sendo negociados entre os governos e o laboratório que os produz, mas durante todo este tempo parece que o deputado Carlos Zorrinho não ouviu falar do problema ou não se interssou pelo assunto. Quando a questão ganhou as primeiras páginas o rapazola apressou-se a fazer surf na vada das vidas dos doentes com hepatite C e foi notícia com a sua generosa iniciativa de levantar a questão no parlamento europeu,

Digamos que levantar a questão no parlamento europeu quando o tratamento já foi adoptado em 17 países tem um sabor a favas depois do almoço. Pior aina, com medo dos tribunais e com a imagem a cair o Opus Macedo apressou-se a assinar o negócio com o laboratório, pelo que deixou o eurodeputado a fazer figura de urso. É por isso que a distinção de hoje e em homenagem a Carlos Zorrinho não é a de Jumento do Dia mas antes a de Urso do Dia.

 Diferenças entre a esquerdas caviar

A grande diferença ideológicas entre as esquerdas caviar portuguesa e grega está no facto de a esquerda caviar portuguesa defender que se deve comer o caviar e ir embora sem pagar, enquanto a esquerda caviar grega defende que depois de se comer o caviar deve mandar-se o Varoufakis a Berlim tentar convencer o Wolfgang Schäuble a pagar a conta em suaves prestações.

 Vão ver o mapa idiotas!

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O Wolfgang Schäuble pode saber muito de finanças mas não percebe nada de geografia pois se for ver o mapa, como, aliás, devem ter ido os seus antecessores de há 70 anos, perceberá que o problema da Grécia não se limita a uma questão financeira e que o seu valor geo-estratégico vale muito mais do que a dívida soberana.

É esta ignorãncia da senhora Merkel e do seu ministro das Finanças que justifica a diferença de posições entre a Alemanha e os EUA., Enquanto os alemães, bem como os badamecos germanófilos do nosso país, estão pouco preocupados com as consequências da falência da Grécia, já Obama defende soluções que passem pelo crescimento da economia grega.

A Grécia fica mesmo ali ao lado da Turqui, do acesso ao Mar Negro, nos Balcãs e a caminho do Estreito de Dardanelos e já quase com vista para a Crimeia e para a Ucrânia, já para não dizer que da Grécia ao Médio Oriente do Califado Islâmico é só um pulinho.. Que divertido ficaria o Mediterrâneo e o mundo se um dia destes a Nato conseguisse uma base naval no Mar Negro e, em contrapartida, a Rússia instalasse uma parte da sua frota na Grécia!

Estes imbecis acham que a Grécia pode ir à bancarrota, mas continua no euro, na UE e mantém-se como um aliado firme da UE e da Alemanha! É caso para dizer ao Wolfgang Schäuble "é a geografia estúpido!". A verdade é que o estúpido ainda não percebeu que a Grécia fica mais perto e com bom caminho até à Ucrânia amiga do que indo a partir de Berlim, até parece que os alemães nunca lá foram...

 Cinismo

A estratégia manhosa e sinistra do pequeno Paulo Macedo est´+a a ficar evidente, não hesitou em deixar doentes morrerem na tentativa de se poder gabar que tinha vergado o laboratório. Mas como não vergou e foi assinar o negócio à pressa anda agora a dizer que fez um acordo melhor do que os outros.

Ficou clara a estratégia pessoal e miserável do dr. Macedo, queria aparecer como o competentíssimo ministro que ao contrário do que sucedeu em países mais poderosos tinha vencido o laboratório farmacêutico. Para isso foi deixando portugueses morrer sem tratamento.
  
 Uma pergunta ao Paulo macedo

Nos tempos em que era director-geral tinha uma amiga que promoveu a directora de serviços que tinha como tarefa a recolha de informação estatística simpática para rpoduzir comunicados para a comunicação social, os comunicados que conseguiram transformar alguém de inteligência mediana num grande gestor. Já tem no ministério da Saúde alguém a recolher a estatísticas de portugueses mortos em consequência das suas decisões?

 Pobre e mal agradecida

Paula Teixeira da Cruz ultrapassa em muitos pontos qualquer incompetente que tenha passado pelo governo português, antes ouy depois do 25 de Abril, além de incompetente tem-se revelado alguém sem grandes escrúpulos e além de ser incapaz de assumir as responsabilidades ainda tem o mau gosto de usar ops seus poderes para escolher culpados oficiais pelos seus actos.

Apesar do desastre que tem sido esta senhor o líder da oposição quase a tem ignorado, até se fica com a sensação de António Costa quer voltar a trabalhar com ela, convidando-a a permanecer na pasta da Justiça. Mas como a rapariga é pobre e mal agradecida decidiu tomar a dianteira  e tirar partido do caso Sócrates da forma mais indigna, sugerindo que um governo do PS não respeitará a separação de poderes.

Será que António Costa aprendeu a lição e percebeu que as pastas das pessoas de quem gosta não são, nem podem ser uma excepção no momento de fazer oposição ao governo? Duvido.

 Dúvidas que me atormentam

Na campanha para o referendo da interrupção voluntária da gravidez apareceram por aí muitas almas bondosas defendendo medidas e políticas para que as mães optasse por não abortar, não faltou imaginação para propor soluções alternativas à interrupção da gravidez. Passado tanto tempo desde a criação de tantas boas associações pela defesa da vida e depois de algumas dessas almas bondosas estarem no governo interrogo-me sobre quantos abortos terão sido evitados graças às medidas e iniciativas legislativas adoptadas por tanta gente bondosa.

 Morrer em nome da propaganda do dr. Macedo 

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O que Paulo Macedo está dizendo é que os portugueses morreram para ele poder agora dizer que é o maior. E ninguém demite este bom cristão? O que sentirá este senhor quando via às suas missas de acção de graças?
 
 Boa Jorge Coelho!
 
Consegue falar, falar, falar de saúde sem fazer a mais pequena referência ao dr. Macedo e quando faz alguma crítica fá-lo de forma a questionar o primeiro-ministro. Parece que o próximo governo de António Costa para além da Paula Teixeira da Cruz na Saúde ainda vai ter o Paulo Macedo na Saúde. Por este andar o António Costa quando ganhar as eleições ainda vai convidar o Passos Coelho para primeiro-ministro. Seria a coligação ideal ao centro, o PS ganhava as eleições e estas personagens do PSD ou falsos independentes governavam como têm vindo a governar?
 
PS: não faria mais sentido alguns comentadores fazerem declarações prévias dizendo de quem são amigos em vez de andarem a manipular a opinião dos simpatizantes dos seus partidos para defender esses mesmos amigos?

      
 O mal e a caramunha
   
«Não podia concordar mais com o primeiro-ministro quando anteontem disse, sobre a morte de uma doente com hepatite C, que ninguém deve "aproveitar o que é trágico" e "alimentar-se da desgraça". Pena ter-lhe tão tarde chegado a iluminação. Em agosto de 2010, no primeiro Pontal à frente do PSD, não teve pejo em aludir à cegueira de que foram vítimas pacientes de uma clínica privada algarvia, acusando as "autoridades públicas" de "incúria" por "se demitirem da sua função de fiscalização", e acrescentando: "É isto culpa do PSD? É este o Estado social que o PS quer oferecer a Portugal?"

Que repulsa deve sentir Passos PM desse outro que, na oposição, aproveitava mortes e cegueiras para combater o governo. Como a que surge ante quem recusa renegociações, perdões e reestruturações da dívida, que ataca os gregos por quererem pagar menos ou mais devagar, que clama "pagaremos custe o que custar" mas se rebela contra a farmacêutica que criou um medicamento com taxa de cura de 90%: "O preço que solicitado não é adequado sob nenhum ponto de vista. Os estados devem fazer tudo o que está ao seu alcance para salvar vidas humanas e assegurar os melhores cuidados de saúde. Mas é mentira que custe o que custar no sentido em que tenhamos recursos ilimitados para suportar qualquer preço de mercado".

Evidente: o Estado não tem recursos ilimitados. E, sem dúvida, o preço que a farmacêutica pede é muito elevado. Mas será mesmo "injustificado"? Não há informação oficial sobre qual o valor na mesa ao fim de um ano de negociações, mas o DN noticiou ontem que um ciclo de tratamento - três meses - desceu para 24 mil euros, metade dos 48 mil iniciais. Muitos doentes precisam de seis meses e podem ser necessários outros fármacos; difícil fazer contas. Tendo só 30% dos 13 mil doentes identificados indicação, segundo os especialistas, para tratamento imediato, este, a um preço médio de 30 mil euros, orçaria 117 milhões. Imenso. Porém - por exemplo - em 2013 o SNS gastou 220 milhões com antirretrovirais para 28 mil pessoas com HIV-sida; 7857 euros por paciente. É muito ou razoável? Se não combatido, o HIV causa a morte. Tal como o HVC (vírus da hepatite C). A medicação para o HIV é necessária toda a vida, o que implica multiplicar o valor por todos os anos de toma; o fármaco inovador contra o HVC exige um ciclo ou dois de tratamento e pronto - estamos a falar de cura. Não é difícil concluir qual sai mais caro. Mas, claro, dizer algo deste género é, como ontem gritava a maioria no parlamento, "ficar do lado das farmacêuticas." Porque os mercados só têm razão quando emprestam dinheiro a juros usurários, e Passos e quem o apoia têm horror à demagogia. Ou não fosse ele quem, em abril de 2011, em "mensagem de Páscoa", asseverava: "Nestes momentos conturbados, podemos abdicar de muitas coisas. Mas a garantia sobre os cuidados de saúde é uma segurança que tem de ser dada a todas as pessoas."» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio.


 O país transparente
   
«Agentes infiltrados, vigilância nas redes sociais, bloqueio de sites, critérios mais apertados para vistos, naturalização e viagens e papel mais interventivo do Ministério Público. Estas são algumas das novidades da Estratégia de luta anti-terrorista que o Governo está a ultimar e que esteve em debate durante cerca de quatro horas na reunião do Conselho Superior do Ministério Público, que ocorreu terça-feira na Presidência do Conselho de Ministros.» [Observador]
   
Parecer:

Este país é um país de amadores, ainda nada foi aprovado e já os terroristas foram informados do que o país vai fazer.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se à Procuradora-Geral que infiltre o procurador Teixeira e o juiz Alexandre no ISIS e os mande para a Síria.»

 Hilariante!
   
«A posição do Ministério Público relativamente ao recurso das medidas de coação de Sócrates e dos restantes arguidos da Operação Marquês chegou ao Tribunal da Relação no mesmo dia em que o processo foi sorteado e atribuído, na última segunda-feira. Embora a lei não o imponha, também o juiz Carlos Alexandre teve uma palavra a dizer: a prisão preventiva de Sócrates e Santos Silva foi decretada porque ambos podiam, em liberdade, forjar documentos que comprometiam a investigação. O ex-primeiro-ministro também conseguiria facilmente asilo num país da América Latina, onde manteve boas relações nos últimos anos.

Segundo o Diário de Notícias, o procurador Rosário Teixeira sustenta que tanto o ex-governante como o seu amigo e empresário, Carlos Santos Silva, podiam celebrar contratos que ocultariam os crimes que estão a ser investigados. Suspeita-se que, em três anos, tenham circulado 500 mil euros entre os dois. Recorde-se que, já depois de detidos, foi detetado um Fundo Especial de Investimento Imobiliário fechado no Deustche Bank, para onde tinham sido transferidos os apartamentos que Santos Silva comprou à mãe de Sócrates e o apartamento de Paris.» [Observador]
   
Parecer:

As coisas que Sócrates poderia fazer em liberdade...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 O Pentágono no seu melhor
   
«O Presidente russo pode sofrer de uma forma de autismo, a síndrome de Asperger, que o obriga a um “controlo máximo” de si próprio quando atravessa uma crise, segundo um relatório do Pentágono datado de 2008, divulgado esta quinta-feira.

Depois de estudarem as expressões e os movimentos do seu rosto em vídeo, os analistas militares concluíram que o desenvolvimento neurológico de Vladimir Putin tinha sido perturbado na sua infância, dando a impressão de um desequilíbrio físico e de estar pouco à vontade nas relações com terceiros. “Este sério problema de comportamento foi identificado pelos neurologistas como a síndrome de Asperger, uma forma de autismo que afeta todas as suas decisões”, afirmou a autora do relatório, Brenda Connors, da Escola de Guerra da Marinha, produzido num centro de reflexão do Pentágono.

Mas a instituição, equivalente a um Ministério da Defesa, minimizou o documento, revelado pelo diário USA Today, que nunca subiu ao gabinete do secretário da Defesa ou outros dirigentes militares. Uma porta-voz do Pentágono, Valerie Henderson, disse à agência noticiosa AFP que o documento “nunca foi transmitido ao secretário [da Defesa] e não foi objeto de pedidos de dirigentes do Departamento da Defesa para o examinarem”.» [Observador]
   
Parecer:

E o Bush não sofria de anda?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mais uma gargalhada!»

 Acabaram.-se as cunhas para agilizar vistos
   
«A concessão e a renovação dos vistos Gold está praticamente parada desde novembro, altura em que o diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) foi detido por corrupção. Consequência: há cidadãos chineses a desistir de investir em Portugal, a ponderar vender as casas de mais de meio milhão de euros que compraram em território nacional ou a procurar outros países europeus, como a Espanha.

“Quando foi anunciado que a lei iria ser alterada depois do processo-crime, comecei a receber dezenas de telefonemas de chineses preocupados. Alguns preferem iniciar o processo noutros países por causa da instabilidade na lei”, disse ao Observador Bao Hong, que faz de intérprete e de elo de ligação entre escritórios de advogados chineses e portugueses.» [Observador]
   
Parecer:

Tanta garganta e agora pararam tudo com medo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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sexta-feira, fevereiro 06, 2015

O cagarolas

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Morrer para que o grandioso Macedo tenha a cereja no seu bolo 

Este Paulo Macedo parece ter a mania de morrer na praia, se calhar é uma maldição da Praia da Altura, do tempo que estava por lá a passar férias e partiu o braço quando foi tomar banho com algum cachão, mas teve sorte, se fosse agora teria ficado maneta pois quando chegasse a sua vez de ser atendido na urgência já o braço teria gangrenado. Durante três anos o Macedo conseguiu fazer passar a a ideia de que não tinha cortado vencimentos, não tinha reduzido as camas dos hospitais, não tinha metido as ambulâncias nas garagens, não tinha aumentado o horário de trabalho do pessoal clínico, não tinha cortado nas comparticipações, conseguiu que fossem as farmácias e as indústrias farmacêuticas a pagar a crise.
  
Agora, em ano de eleições era o momento de meter a cereja em cima do bolo, onde todos os países tinham falhado o grande e competente Macedo vencia, fazia vergar o laboratório do desejado medicamento para tratar a hepatite C. Começou por fazer saber que estava a preparar uma posição em Bruxelas, a comunicação social foi inundada com a notícia da grande ideia do Macedo. Mas passados meses ninguém soube onde é que o Macedo entregou o “requerimento”, os doentes continuaram a morrer mas da grande iniciativa do Macedo nada.
  
Depois começou o braço de ferro e quando em 17 países já havia acordo entre governos e o laboratório, em Portugal o Macedo mantinha-se firme e hirto, o medicamento que poderia salvar as vidas dos portugueses seria a cereja em cima do seu bolo, com alguma sorte iria ficar para a história e substituiria o cavalo na estátua de D. José, com alguma sorte até poderia apear o rei. Os portugueses com hepatite C continuariam a morrer, mas no meio das estatísticas do cancro, da pneumonia e dos AVC ninguém daria por eles.
  
Mas teve azar, os “mortos” foram ter com ele ao parlamento e depois daquele ar de sobranceria com que olhou para o doente que lhe apontava o dedo, depois de dizer que estas manifestações favoreciam o laboratório, o Paulo Macedo parece ter feito xixi pelas calças abaixo e fez saber que esteve uma hora com o filho da última vítima da sua cereja. Num dia o discurso continuou a ser o do firme e hirto dr. Macedo, apoiado por um primeiro-ministro indiferente ao sofrimento, no dia seguinte foi o ver se te avias para salvar o salvador Macedo.
  
De um dia para o outro o doente que não tinha direito ao tratamento passou a ter, os cem tratamentos gratuitos que um governo desumano recusara foram bem-vindos e o preço que os Estados não poderiam suportar por haver um limite passou a ser suportável. O preço que estava sendo recusado e que já tinha sido aceite por outros países, a começar pela Espanha mesmo aqui ao lado ainda foi apresentado como uma grande conquista do gestor Macedo, o comunicado passava a mensagem manhosa de que o preço estava em metade do exigido inicialmente. O que o ministro manhoso não mandou escrever no comunicado é que essa redução não resultava do seu brilhantismo pois já tinha sido negociada por outros.
  
O grande dr. Macedo tem azar com as praias e se em tempos partiu o bracinho na Praia da Altura agora foi a altura de ele morrer na praia. Quando queria apresentar um SNS melhor e sem custos os portugueses foram morrer ao abandono nas urgências, quando se preparava para usar os doentes com hepatite C como se fossem cerejas no seu bolo eis que lhe caiu uma doente falecida com hepatite C no seu gostoso pão-de-ló. E de um dia para o outro o corajoso, firme e hirto negociador apressou-se a inundar os hospitais com o tratamento da hepatite C.
  
O dinheiro que não havia para salvar os portugueses sem recursos que morriam por não ter o dinheiro para pagar os medicamentos, apareceu quando foi necessário para salvar a imagem do dr. Macedo.

PS: este post foi escrito ainda antes de se saber que o Macedo é um gabarolas que veio defender que ele tinha conseguido um acordo melhor do que os outros países, não conseguindo esconder a sua estratégia sinistra de deixar morrer gente para um dia se gabar. O mesmo que há dois dias olhava com indiferença para o doente que lhe apontava o dedo e que drante meses esteve indiferente à morte de portugueses, quer aparecer a cobrar ao país pelo seu brilhantismo.

Este é o verdadeiro Paulo Macedo em todo o seu esplendor!

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Cavalos e cavaleiro em Belém, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD

Compreende-se que o PSD não tenha ficado agradado com os protestos dos doentes com hepatite C que tanto incomodaram o delegado da austeridade na Saúde, isto de ser ministro ou de ser deputado é uma chatice pois às vezes tem de se enfrentar os populares, gente a quem cabe eleger os deputados mas depois deve comer e calar de forma respeitosa.

A verdade é que o protesto foi muito pacífico e repeitador quando se sabe que veio de alguém a quem Paulo Macedo e o sue governo mandou para o corredor da morte com um despacho de indeferimento produzido por um qualquer chefe de divisão.

Mas fechar a porta do parlamento ao povo para que os ministros que têm tão graves responsabilidades políticas possam estar tranquilos é demais, até porque numa tentativa de limpar a imagem o ministro apressou-se a reunir com o filho de uma das vítimas da sua política e, tanto quanto se sabe, não levou dois tabefes que, pelo menos de forma simbólica, é bem capaz de merecer.

Então do que tem medo o Montenegro, tem medo do povo, tem medo da opinião pública, tem medo das imagens fortes que a televisão transmitiu, tem medo de dar a cara pelas consequências da política miserável que apoia. Se o Monteenegro tem medo então que compre um cão, sugere-se que compre uma raça pequena, talvez um caniche, vá ele acabar por ser comido pelo cão.

«O episódio que ontem marcou a audição do ministro da Saúde no Parlamento, em que um doente com Hepatite C entrou na sala da comissão parlamentar e pediu a Paulo Macedo que não o “deixasse morrer”, foi esta quinta-feira abordado na reunião do grupo parlamentar do PSD, admitiu Luís Montenegro aos jornalistas. O episódio “não dignificou o trabalho parlamentar” e mereceu críticas por parte do líder da bancada social-democrata.

Apesar de sublinhar o “respeito” pelos cidadãos e pelos seus problemas “sérios”, Luís Montenegro defendeu que os “dramas pessoais” não devem ser “instrumentalizados” e levados para o seio do debate político, sob pena de os deputados ficarem condicionados no desempenho do seu trabalho parlamentar. Para o líder parlamentar do PSD, o episódio não deve “repetir-se”, e por isso apelou ao “bom senso” de todos os parlamentares, nomeadamente dos presidentes das comissões parlamentares, para que evitem situações como a de ontem.

A audição do ministro Paulo Macedo, onde teve lugar o episódio, tinha sido pedida a título potestativo pelo PCP, para questionar o ministro a respeito do caos nas urgências hospitalares, mas acabou por ser dominada pelo caso de uma doente de 51 anos que morreu na sexta-feira depois de ter estado quase um ano à espera do polémico fármaco Sofosbuvir, que supostamente cura a hepatite C em mais de 90% dos casos mas que é bastante caro.» [Observador]

 Dúvidas que me atormentam 

Durante meses o trabalho e a honorabilidade de personalidades da justiça como os envolvidos no processo contra José Sócrates tem sido posto em causa por sucessivas violações do segredo de justiça. Essas violações podem manchar procuradores e juízes envolvidos pois sugerem que alguém anda a enviar informação para os jornais para conseguir algo que nada tem que ver com julgamentos.

Depois de ter visto o líder da associação sindical dos juízes, uma aberração soviética que existe na nossa democracia, tão ofendido com as palavras desse senhor muito perigoso e ameaçador que se dá pelo nome de Mário Soares, interrogo-me porque razão o mesmo senhor ainda não interpelou a senhora Procuradora-geral sobre as consequências das sucessivas violações do segredo de justiça na imagem dos seus associados envolvidos nos processos judiciais alvo de regabofes jornalísticos.

 Preparem-se

Se quando as coisas corriam assim, assim o cómico do ministério da Horta Seca deu as barracadas que deu, preparem-se porque com a aproximação das eleições e a estatísticas a correrem mal para o governo vamos assistir a muitos espectáculos como o que deu no parlamento, fazendo comparações entre a privatização da TAP e o casamento gay.

 Dúvidas que me atormentam

Devem os portugueses que têm um salário mínimo de 500 euros ajudar uma Grécia onde o salário mínimo é de 700 euros e onde o novo Governo decidiu no seu primeiro dia um aumento de 200 euros, passsando o salário mínimo de 692 para 751 euros? Enquanto em Portugal se discutiu e negociou um aumento de pouco mais de 20 euros, isto sem contar com as diferenças nas cargas fiscais, o governo grego chegou e sem qualquer processo negocial decidiu um aumento de 50 euros!


 E agora Varoufakis?
   
«Não há acordo entre gregos e alemães. O ministro das finanças alemão, Wolfgang Schäuble disse na conferência de imprensa com o ministro das finanças grego, Yanis Varoufakis, que “concordaram em discordar” e que cabe à Grécia encontrar uma solução na Grécia. A Alemanha “já foi aos limites da ajuda que pode prestar à Grécia”. O ministro grego diz que foi pedir tempo aos alemães e que fará tudo ao seu alcance para evitar um default do país.

“A solução para os problemas da Grécia tem de ser encontrada na Grécia e não em outro local, e certamente não na Alemanha. (…) Não há ainda um acordo sobre o futuro”, disse Schäuble.

Na conferência de imprensa, o ministro das finanças alemão disse ainda que a Grécia “tem de ser mais rápida e mais confiável na implementação” das reformas e que tem de ter como objetivo “criar um crescimento sustentável”.

Depois de Schäuble, foi a vez de Yanis Varoufakis falar sobre as negociações. Disse que pediu “tempo” aos alemães:

“Precisamos do povo alemão do nosso lado, precisamos que os nossos amigos alemães nos ajudem a garantir que nunca mais teremos uma depressão”.» [Observador]
   
Parecer:

Será que a Grécia tinha um plano B mais do que necessário sabendo-se de antemão da posição alemã?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Jordânia responde ao EI sem manifs
   
«Como forma de tributo, os caças jordanos sobrevoaram al-Karak, a cidade do piloto, e a capital jordana, Amã, depois de completarem a missão – “tirar os terroristas cobardes dos seus buracos”, como escreveu no Twitter o ministro dos Negócios Estrangeiros jordano, Nasser Judeh.

O site noticioso i24news, citando os meios de comunicação iraquianos, refere que na quarta-feira Jordânia terá realizado um ataque aéreo no Iraque, perto de Mosul. Este bombardeamento, a confirmar-se, terá morto 55 jihadistas, incluindo comandante do Estado Islâmico conhecido por “Príncipe do Nineveh”. O Observador não conseguiu confirmar se os ataques aéreos terão acontecido em ambos os países, Síria e Iraque, ou se ambas as referências dizem respeito a um único ataque.» [Observador]
   
Parecer:

É a única linguagem que as ratazanas do EI entendem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

 Volta Seguro, estás perdoado
   
«O PS já decidiu. Vai ter um projeto próprio no debate do enriquecimento ilícito (agora atualizado para "enriquecimento não justificado"), projeto recuperado do baú legislativo da liderança de Seguro.

A intenção socialista dá seguimento a uma recomendação que António Costa fez à bancada do partido numa reunião na semana passada: apesar de Sócrates estar preso, o PS não pode ter medo de participar em discutir o combate à corrupção.» [DN]
   
Parecer:

Desde que lidera o PS o António Seguro é bem mais segurista do que quando acusava o antecessor de fraca oposição.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

   
   
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quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Quanto vale a vida de um português?

Para se justificar em relação ao que está acontecendo aos doentes da hepatite C o infelizmente e ainda primeiro-ministro deste país desastrado na hora das escolhas justificou dizendo que os estados "fazer tudo o que está ao seu alcance para salvar vidas humanas", sugerindo que há um limite financeiro a partir do qual o governo deve deixar morrer os portugueses.

Portanto temos uma dúvida para esclarecer, quanto vale da vida de um doente? A partir de que montante o ministro da Saúde acha que deve permitir o tratamento de um doente que implica o recurso a medicamentos mais onerosos. No caso dos doentes com hepatite C o Dr. Macedo devia dizer aos portugueses quanto é que a sua brilhante gestão consegue poupar com a morte ou mesmo com o adiamento do tratamento mais oneroso. Por exemplo, seria muito interessante saber quanto gastou o Estado com o internamento da senhora que morreu com hepatite C e foi notícia devido aos protestos que ocorreram ontem.

Nas contas do dr. Macedo e do primeiro-ministro só entram o custo do medicamento, não são contabilizados todos os custos em tratamentos ineficazes, consultas e internamentos. Se quisermos saber quanto custa um tratamento não basta dizer que custa 28.000 euros, é preciso contabilizar os custos resultantes para o SNS do tratamento e cuidados paliativos em consequência de uma solução ineficaz. O dr. Macedo deve dizer aos portugueses quanto poupou ao Estado com a sua decisão de condenar à morte sem qualquer apelo nem agravo de uma senhora com 51 anos.

Compreendo que o dr. Macedo queira passar a imagem do Robin dos Bosques que tira às farmacêuticas para dar aos pobres, mas a verdade é que aquilo a que estamos assistindo é à morte dos pobres nos hospitais públicos, com todos os que possuem recursos a fugir para o florescente sector privado. A única excepção são os doentes oncológicos pois como é sabido nem as seguradoras, nem as empresas privadas de saúde querem esses doentes. Ou, como diz um primeiro-ministro sem escrúpulos, o tratamento das doenças oncológicas não é uma “tradição” do sector privado.

Os pobres estão morrendo nos hospitais públicos porque a ideologia do dr. Macedo e deste primeiro-ministro contem em si uma sentença de morte sem direito a julgamento aplicáveis aos que por falta de recursos não possam fugir para os hospitais privados. Ao dr. Macedo e a Passos Coelho não bastou a destruição do SNS através da asfixia financeira e do convite aos seus médicos e enfermeiros para fugirem para o sector privado ou para o estrangeiro, estão também a destruir a imagem de competência, dedicação e igualdade que o SNS, estão dizendo aos portugueses que se tiverem meios que se dirijam ao sector privado, se não tiverem recursos então que tentem a sorte no SNS.
  
Durante muito tempo o dr. Macedo explorou a imagem do bonzinho que tinha colocado a sua competência ao serviço do SNS, fazia tudo para não ser associado à imagem do governo, como se ele fosse o lado macio que Paulo Portas tinha prometido ser durante a campanha eleitoral. Mas já não restam dúvidas, Paulo Macedo é o Vítor Gaspar da Saúde e é cada vez mais evidente a tarefa sinistra que tem vindo a desempenhar. 

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Arco da Rua Augusta, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Mouraz Lopes, meretíssimo sindicalista dos trabalhadores juízes

Parece que os portugueses devem a ter cuidado com o que digam ou o que escrevem, principalmente se opinarem sobre o juiz Alexandre pois tudo o que possa ser interpretado como ameaça ou coacção dá direito a cadeia. É o que resulta da associação sindical que em tempos andou a conferir a despesas de todos os ministros numa tentativa de tramar o governo que eduziu as férias aos magistrados.

Só não entende porque razão o facto de Soares ter escrito a propósito do juiz Alexandre "que se cuide" é um problema sindical que deve suscitar a intervenção de uma associação sindical que já de si é um absurdo. Se está em causa a coação sobre a intervenção de um juiz não é a integridade desse juiz que é questionada e se tal sucedesse seria um problema de polícia.

A não ser que o meretíssimo sindicalista receie que Mário Soares se lembre de dar alguma galheta ao pobre do Alexandre estaremos perante um problema do exercício da justiça e no mundo Ocidental é às instituições da justiça e não a sindicalistas ou uma espécie de sindicalistas que cabe esse papel. A intervenção do meretíssimo sindicalista é digna da ex-URSS, aí é que o Partido delegava nos sindicatos e nas suas células a co-gestão e vigilância das instituições do Estado.

Tanto quanto se sabe o meretíssimo sindicalista não tem por competência assegurar o regular funcionamento da justiça a não ser que julgue que estamos na Coreia do Norte. Aos sindicalistas cabe gerir as relações sindicais, os problemas de segurança é competência das polícias e a defesa da legalidade é competência da PGR e de um juiz, mesmo de um juiz que ande distraído com as lides sindicais espera-se que saiba disso.

Começa a haver a sensação que por detrás da defesa dos valores da justiça e da sua independência escondem-se ódios partidários e corporativos em relação a um partido e a algumas personalidades políticas e sobre isto seria muito interessante ouvir magistrados independentes e que ponham a democracia acima de pequenos aumentos salariais ou de uns dias de férias.

«A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) lamentou esta quarta-feira as declarações do ex-Presidente da República Mário Soares sobre o juiz Carlos Alexandre, entendendo que configuram uma ameaça ao magistrado que ordenou a prisão preventiva de José Sócrates. 

"Os juízes portugueses não podem silenciar a ameaça proferida ao juiz Carlos Alexandre por um conselheiro de Estado, lamentando profundamente tais declarações", refere, em nota enviada à agência Lusa, a ASJP, a propósito das afirmações de Mário Soares num artigo de opinião publicado terça-feira pelo "Diário de Notícias". 

No artigo em que fala sobre a prisão preventiva de Sócrates, Mário Soares questiona os motivos da detenção do ex-primeiro-ministro, critica as decisões do juiz de instrução criminal e termina dizendo: "E o juiz Carlos Alexandre que se cuide...". 

Contactado pela Lusa, o presidente da ASJP, Mouraz Lopes, adiantou que a opinião da direção da Associação está em "consonância com a posição do juiz Carlos Alexandre", que tem o mesmo entendimento sobre o que foi dito pelo conselheiro de Estado. » [Expresso]

 O senhor é um cobarde!

Dizia um doente com hepatite C à saída da Assembleia da República dirigindo-se a Paulo Macedo. Como eu concordo com ele....

Já agora seria de perguntar ao Macedo o que é feito daquela iniciativa junto da UE para pressionar a indústria farmacêutica a propósito do tratamento da hepatite C. É estranho que o ministro agora já não fale dessa iniciativa e até parece que não passou de uma manobra de diversão.

Devia ser feita uma segunda pergunta ao brilhante e competentíssimo Macedo, uma boa alma que gosta de juntar os seus funcionários em missas de acção de graças, devia-se perguntar a esse bom cristão quanto é que o Estado gastou com a mãe do jovem que protestou hoje no parlamento. Será que o competentíssimo Macedo está comparando o custo do medicamento com os custos suportados pelo SNS com a morte lenta e as sucessivas operações aos doentes com hepatite C.

Estamops perante um problema financeiro ou face a uma guerra pessoal do dr. Macedo? Quantos portugueses terão de morrer com hepatite C até que o grandioso Macedo se venha gabar de ter conseguido uma poupança de 4 ou 5% no preço do medicamento?

Depois de fazer passar a falsa imagem de quem cortou nas farmacêuticas para evitar prejudicar o SNS quer ficar agora como o herói da luta contra uma poderosa farmacêutica. O problema é que a empresa já chegou a acordo com 17 países e em Portugal morre-se por conta da teimosia do brilhante e competente dr. Macedo. Fica aqui um desafio ao Opus ministro, que diga quanto custou ao OE a morte da doente que hoje foi notícia, ele que some todos os custos dos internamentos no Egas Moniz e na UCI do Hopital de Santa Maria para que os portugueses saibam quanto poupou o ministro.

Depois da cara de enfado o bondoso ministro recebeu o filho da senhora que morreu e prometeu fazer um inquérito. A conclusão é óbvia, a senhor morreu em nome da estratégia pessoal do ministro e da sua política.

Quantas vidas de portugueses já custou este ministro?

 Dúvidas que me assaltam

Com o MP tão preocupado com a possibilidade de de alguma forma Sócrates poder ter ajudado internacionalmente o grupo Lena será que todos os ministro que no passado ou no presente ajudem alguma empresa no estrangeiro correm o risco de serem presos em Évora?

 Soares cometeu um crime?



A associação sindical dos juízes acha que Mário Soares deve ser perseguido judicialmente por ter dito ao super juiz Alexandre que se cuide, acharam que é coação sobre o magistrado. Ainda bem que não entenderam o aviso como uma ameaça pois já estou a ver o Mário Soares a correr em pleno campus da justiça atrás do Alexandre cantando aos berros "Ai se eu te pego!".

Esta é a mesma associação que não tendo ficado agradada com a perdas de pequenas benesses andou a investigar os cartões de crédito dos membros do anterior governo, na esperança de tramar algum. É uma pena que antes do 25 de Abril os nossos destemidos juízes não tenham mexido um dedo perante tanto crime...
  
 L'immigration portugaise

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Uma reportagem fotográfica de visita obrigatória, principalmente para uma certa classe política muito democrática que gosta muito de falar mal dos tempos da democracia.

Le Blog de Gerald Bloncourt

 Uma pergunta ao cómico da Rua da Horta Seca

O ministro da Economia não tem nada a dizer em relação á exigência alemã para que os caministas que trabalhem para empresas portuguesas ganhem o slário mínimo alemão quando atravessem aquele país? Não, o nosso humorista governamental só sente vontade de falar em relação às decisões do governo grego.

 Cobrança coerciva

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 Nas cabinas de camião a foto de Angela
   
«A Alemanha quer os camionistas portugueses a ganhar o salário mínimo alemão quando atravessam a Alemanha. A empresa pode ser portuguesa e português o material transportado mas, durante o asfalto alemão, o salário será alemão. A maioria dos camionistas portugueses ganham mais do que o salário mínimo nacional, 505 euros por mês, mas a diferença é grande até ao mínimo alemão, cerca de 1400 euros. Preocupadas com o acréscimo, as empresas rodoviárias portuguesas apelaram para as instâncias europeias. Entretanto, rodemos um pouco pelo insólito precedente. Desde já é de calcular que, nas cabinas dos camiões, a foto de Angela Merkel vai disputar com as do calendário Pirelli. Também entre os sindicatos rodoviários da CGTP a chanceler deve ter ganho uma popularidade inesperada. E, claro, outros, como jornalistas portugueses a cobrir manifestações em Dresden, sonham exigir medida idêntica. E o caixa de supermercado português a caminho da Polónia, retido duas horas no aeroporto de Frankfurt, vai querer cobrar pela tabela alemã. São só duas horas, mas é uma mais-valia de dez euros. Tenho uma má notícia para os pretensos beneficiados: a Alemanha marimba-se para eles. Como, aliás, para os camionistas portugueses. O alvo é a concorrência dos transportes portugueses e dos produtos portugueses. Encarecer estes dá-lhe jeito. Então, com a manobra de nivelar a Europa, sabota-a. Mais uma vez, a Alemanha conduz-se mal, na estrada e fora dela.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.


 Vitorino responde a Pacheco Pereira
   
«António Vitorino irritou-se esta terça-feira num debate com Pacheco Pereira quando este acusou os socialistas europeus de traírem a sua história se alinharem num posição de isolamento da Grécia a propósito da discussão da dívida deste país.

"A grande prova dos nove para os socialistas vai ser a discussão sobre a dívida grega, porquese os socialistas europeus alinharem com uma posição de isolamento da Grécia, objetivamente traem aquilo que é a historia clássica do movimento socialista e transformam-se num anexo vagamente de esquerda dos partidos no poder mais à direita", afirmou o historiador, num debate sobre a identidade europeia no Teatro D. Maria, no âmbito da iniciativa "Encontros Garrett".

Vitorino não aceitou bem a crítica e, num tom exaltado respondeu que "traição são os partidos do Partido Popular Europeu (onde se integra o PSD) que aceitam o discurso racista e xenófobo", ou o "colega do seu partido, o húngaro Victor Orbán, que é um ditador, que substitui os juízes do Tribunal Constitucional, que acabou com a liberdade de imprensa e a televisão pública".

"É a isso que chamo traição aos valores fundamentais da identidade europeia e não à questão de como gerir a dívida", afirmou ainda o socialista, acrescentando que admitia que se criticasse o Tratado Orçamental, mas não chamar-lhe traição.

O debate pôs frente a frente duas visões de Europa, uma mais europeísta, embora pragmática e realista (a do antigo comissário europeu), outra mais desencantada e descrente, a de Pacheco Pereira, também ele um ex-eurodeputado, que considerou que "o projeto europeu não só se esgotou em parte, como em outras partes foi subvertido".» [Expresso]
   
Parecer:

Isto de ter telhados de vidro aconselha-nos a ter cuidado quando atiramos pedras aos outros.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Pobre Macedo
   
«"Não me deixe morrer, eu quero viver", gritou José Carlos Saldanha, doente que aguarda tratamento contra a hepatite C, ao dirigir-se ao ministro da Saúde durante a audição parlamentar do governante.

José Carlos Saldanha, acompanhado dos filhos de duas doentes com hepatite C, uma das quais falecida na passada sexta-feira, assistiu a várias horas de debate sobre o estado das urgências hospitalares, mas também sobre o acesso aos tratamentos contra a hepatite C.

No meio da discussão, o doente levantou-se e, dirigindo-se a Paulo Macedo, gritou: "Não me deixe morrer, eu quero viver".

José Carlos Saldanha pediu depois desculpa aos deputados pela sua intervenção, não sem antes avisar o ministro: "A si, eu vou encontrá-lo".» [Expresso]
   
Parecer:

As coisas começam a correr mal, já faltou mais para que desapareça a imagem de competência que de forma tão manhosa conseguiu fazer passar ao longo de três anos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Assista-se às cambalhotas do ministro»

 Andá cá ó Lambretas!
   
«O Instituto Nacional de Estatística (INE) acaba de revelar a taxa de desemprego estimada para o 4º e último trimestre de 2014, bem como a média anual registado no ano passado. Se face ao trimestre anterior subiu “em 0,4 pontos percentuais (p.p.)”, em “termos de média anual, fixou-se em 13,9%, o que representa uma diminuição de 2,3 p.p. em relação a 2013”.
  
A taxa de desemprego estimada para o 4º e último trimestre de 2014 foi de 13,5%, revelou esta manhã o INE, esclarecendo tratar-se de um valor “superior em 0,4 p.p.” face ao do trimestre anterior e “inferior em 1,8 p.p.” face ao trimestre homólogo de 2013.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Mas como é que o Lambretas explica o discurso da redução do desemprego quando o INE
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao coordenador económico do governo pois o Lambretas não passa de um moço de recados.»

 O melhor argumento para não se saber o que Cavaco sabe
   
«Carlos Abreu Amorim acusa os partidos da Oposição de se “estarem a colocar ao serviço da estratégia de defesa de Ricardo Salgado” ao insistirem em pedir esclarecimentos ao Presidente da República sobre os encontros entre Cavaco Silva e o ex-presidente do Banco Espírito Santo. O deputado do PSD lembra que nunca um presidente da República depôs numa comissão de inquérito porque o parlamento não tem poderes de fiscalização sobre o titular deste cargo e justifica assim o chumbo aos requerimentos apresentados pelo PS, que pedia um depoimento por escrito, e pelo Bloco de Esquerda e PCP.

O deputado socialista Pedro Nuno Santos, sublinha que o objetivo não é fiscalizar o Presidente, mas sim clarificar que informação foi dada por Salgado a Cavaco Silva. É importante saber o que se transmitiu sobre o impacto da crise do GES no banco, numa altura em que estava em marca o aumento de capital. O deputado socialista pergunta em que medida a prestação de declarações de esclarecimento por parte do presidente “pode ajudar a estratégia de defesa de Ricardo Salgado? A “estratégia do ex-presidente do BES é a de criar confusão. E isso acontece a partir do momento em que Ricardo Salgado faz uma carta que cria confusão e que os partidos da Oposição vão atrás”, responde Abreu Amorim.» [Observador]
   
Parecer:

Há que proteger Cavaco a qualquer custo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Os artilheiros de Kiev não sabem onde fica o hospital?
   
«Pelo menos três pessoas morreram quando disparos de artilharia atingiram um hospital num bairro no sudoeste de Donetsk, cidade controlada pelos separatistas pró-russos no Leste da Ucrânia. Um novo incidente que reforça o apelo feito pela União Europeia para que seja acordada uma “trégua imediata” que permita a retirada dos civis encurralados pelos cada vez mais intensos combates na região.

Jornalistas da Reuters e da AFP que se deslocaram ao Hospital Nº 27 contam ter visto três civis mortos, um junto ao edifício e dois numa rua próxima. As janelas do hospital, situado no bairro de Kirovski, foram estilhaçadas pela explosão, que provocou também danos em escolas e infantários situados nas imediações.» [Público]
   
Parecer:

E os separatistas é que são designados por terroristas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Proibido ajudar os sem abrigo na Noruega
   
«Os noruegueses estão indignados e a culpa é do governo de Erna Solberg, que se prepara para aprovar uma lei que, além de proibir a mendicidade no país, pune com penas de prisão quem auxiliar os sem-abrigo.

A mendicidade já tinha sido proibida em alguns municípios noruegueses no ano passado, mas o Executivo quer alargar a interdição a todo o país e conta com o apoio da maioria do Storting, o parlamento da Noruega. Além de estender a regra a todo o território, sabe-se agora que a nova lei também vai penalizar todos os que "cooperem" com os sem-abrigo, com penas de prisão até um ano.» [DN]
   
Parecer:

É evidente que a "ajuda" não está a ajudar a resolver o problema.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se pelos resultados.»

 O momento de fama da deputada
   
«Social-democrata acredita que cobrança de taxa viola princípios do Espaço Schengen, questionando Bruxelas sobre se a mesma não é "uma clara violação à liberdade de circulação de pessoas na UE"

A eurodeputada do PSD e do Partido Popular Europeu Cláudia Aguiar solicitou à Comissão Europeia que analise a legalidade da taxa de turismo cobrada pelo município de Lisboa à chegada por via marítima e áerea a Lisboa.» [DN]
   
Parecer:

Será que a deputada se informou antes sobre as taxas que são cobradas quer em Lisboa, quer noutras cidades?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a sugestão à deputada.»

   
   
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