sábado, fevereiro 21, 2015

Manuela Ferreira Leite para Líder do PS?

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Seria muito interessante se o PS fosse perguntar aos muitos cidadãos independentes que votaram nas directas do PS na esperança de o país ter uma alternativa governamental que não fosse um qualquer Syrisa . Recordo-me de que muita gente votou em António Costa porque Seguro não se apresentava como uma alternativa clara, enquanto António Costa se apresentava como alguém que fazia oposição, pelo menos era isso que parecia enquanto esteve no programa Quadratura do Círculo.
  
Se alguém perguntar hoje a esses portugueses independentes quem é que neste país faz uma oposição consistente  e sistemática, coerente com os valores da social democracia e sem condicionar as opiniões a amizades pessoais, essa pessoa é Manuela Ferreira Leite. Em termos de oposição ao governo Manuela Ferreira Leite está para António Costa, como António Costa estava para António José Seguro. Não admira que uma eventual candidatura presidencial de Manuela Ferreira Leite esteja a captar tantas simpatias na esquerda. Aliás, entre a coererência de Manuela ferreira Leite e os joguinhos de políticos como António Guterres e António Vitorino, que parece que ser candidato presidencial é um grande favor que fazem ao país a escolha não é muito difícil.
  
O que disse António Costa sobre a crise na Justiça? Nada, parece que não quer beliscar a sua velha amiga na CML e que essa amizade está acima do país. O que disse António Costa sore a crise na Saúde? Nada, que o problema é da austeridade, não fez a mais pequena crítica ao ministro, amigo pessoal de muito boa gente do PS, a começar pelo poderoso e omnipresente Jorge Coelho. O que disse António Costa sobre os vistos gold? Quase nada, meses depois vem sugerir que sirvam para encher uma espécie de mealheiro para empresas falhadas.
  
A posição do PS em relação à crise grega chega a ser divertida, o PS começou quase por festejar a vitória do Syrisa e o desaparecimento do PASOK, mas perante o ridículo de tanta excitação entrou-se numa fase de negação. Isto é, em vez de discutir a crise grega e a tão badalada solução europeia para todos os nossos males o PS andou a gerir os sentimentos contraditórios do António Costa em relação ao Tsipras para divertimento do PPD e do BE. E quando a crise grega entrou em fase de discussão a sério António Costa teve mais uma das suas crises de Madurofobia e enquanto o país discutia a crise grega o líder do PS travava uma luta de vida ou de morte com essa versão governamental do Mini Magnum.
  
Aliás, uma boa parte das intervenções de António Costa têm sido manifestações de crises de Madurofobia, basta o Maduro falar de funcos comunitários e lá vem o António Costa com um grande discurso sobre o tema, convidando uma terceira figura do regime para mais um duelo dramático. Enquanto isso o Ferro Rodrigues lá se vai arrastando de debate parlamentar em debate parlamentar, enquanto uma ou outra figura do PS lá vai esclarecendo o país sobre o que está na famosa agenda do século, umas vezes é o Medina, outras o Viera da Silva.
  
Por este anda ainda alguém se vai lembrar de exigir novas directas no PS, desta vez para eleger Manuela Ferreira Leite, até porque a antiga líder do PSD está bem mais à esquerda de que algumas das figuras deste PS. O próprio António Costa já se tem socorrido das opiniões de Manuela Ferreira Leite quando não está a travar duelos com o Maduro e decide criticar alguém do governo.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Rua de São Domingos à Lapa, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Rui Machete

Depois do que Passos Coelho defendeu só resta a Rui Machete pedir a demissão.

«O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, defendeu esta sexta-feira que a troika poderá dever “reparações” a Portugal caso se confirme que as medidas do programa de resgate prejudicaram o país.

Rui Machete, que não quis alongar-se sobre que tipo de “reparações” Portugal pode reclamar, comentava as declarações do presidente da Comissão Europeia, na quarta-feira, segundo as quais a troika “pecou contra a dignidade” de portugueses, gregos e também irlandeses, reiterando que é preciso rever o modelo e não repetir os mesmos erros.

“Eu interpreto isto por um desejo de facilitar as coisas e de reconhecer que houve aspetos negativos. Eu lembro, por exemplo, as censuras que a troika fez ao aumento do salário mínimo que Portugal precisou, mas evidentemente se isso é verdade devem-nos reparações. Vamos ver”, declarou Rui Machete aos jornalistas no final da segunda reunião informal de chefes da diplomacia do Grupo do Mediterrâneo (Med7), no ministério francês dos Negócios Estrangeiros.» [Observador]

 A propósito de dignidade



 Dúvida

Durão Barroso já comentou as declarações do seu sucessor acusando a troika de ter desrespeitado a dignidade dos portugueses que o escolheram para enriquecer no tacho de Bruxelas? Não foi este senhor que via no cargo que conseguiu à custa dos portugueses uma forma de ajudar Portugal?

 Troika

Foi bem mais fácil a troika ter saído de Portugal do que tirá-la de Passos Coelho.

 Salvo o facto de serem piegas...

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 Interrogações que me atormentam

Terem morrido portugueses abandonados nas urgências por falta de recursos nos hopsitais não ofendeu a dignidade dos portugueses? Ver filas para a sopa dos pobres em tudo quanto é bairro não ofende a dignidade dos portugueses? Voltar a ver as cenas de despedidas familiares que parte  a seguir ao Natal não ofende a dignidade dos portugueses?

Qual será o conceito de dignidade destes governantes miseráveis?

      
 Suponhamos que vivemos num Estado de Direito
   
«“Suponhamos agora que os autos de busca, nomeadamente ao escritório do advogado, mas não só, são falsos. Que, em vez de os mesmos atestarem com verdade onde e quando foram apreendidos os documentos, telefones, dinheiro e computadores, referem falsamente que foram apreendidos, apenas e só, no sítio onde as buscas estavam autorizadas”.

Estas (e outras) graves afirmações constam de um preocupante artigo publicado na última Revista da Ordem dos Advogados com o título Je ne suis pas Charlie. Je suis avocat!, da autoria da advogada Paula Lourenço, e referem-se à forma como decorreram as detenções e as buscas às residências e locais de trabalho de alguns dos co-arguidos do processo em que é arguido José Sócrates.

O artigo é preocupante a diversos níveis. Desde logo pelo título, que afirma uma incompatibilidade entre a liberdade de expressão e a advocacia que me parece pouco saudável. Igualmente preocupante é o facto de a advogada em causa, vice-presidente do Conselho Superior da Ordem dos Advogados e profissional experiente e competente, ter optado por escrever um artigo em que não identifica expressamente o processo – embora seja evidente –, antes afirmando estar a fazer um “exercício do vamos supor”. Parece que estamos “antes do 25 de Abril”, em que quem escrevia tinha de saber enganar o censor e quem lia tinha de saber ler nas entrelinhas. Num processo em que as violações do segredo de justiça são o “pão nosso de cada dia”, pareceria mais lógico identificar expressamente o processo, assumindo-se como advogada no mesmo. Apesar de não ser Charlie.

Mas estas questões são secundárias face ao que torna realmente preocupante o artigo em causa. O que é verdadeiramente preocupante são, por exemplo, os factos relatados no começo deste artigo: autos judiciais falsos com as assinaturas de um procurador ou de um juiz?! Não será, certamente, a primeira vez na história dos nossos tribunais, mas é inequivocamente grave.

E, no artigo, a advogada Paula Lourenço não só faz essa acusação como faz muitas outras, sempre sob a mencionada forma de um “suponhamos”. Assim, refere no artigo a realização de buscas e a apreensão de documentos, computadores e telefones para as quais não havia mandado judicial, ou, ainda, o facto de os seus constituintes terem chegado ao Aeroporto da Portela no dia 20 de Novembro de 2014, “num voo proveniente de Paris, pelas 18h”, tendo sido “presos sem mais”, sem que lhes fosse “entregue um mandado de detenção”, e daí conduzidos para a Alfândega de Lisboa, onde foram revistados e lhes foram “apreendidos todos os documentos que transportavam consigo, sem que igualmente houvesse um mandado para o efeito”. E só no dia 21 de Novembro, pelas 3 da manhã, após terem sido “presos, interrogados sem apoio de um advogado, sujeitos a revista ilegal, a buscas ilegais nas suas casas e nos seus carros”, é que foram finalmente notificados dos mandados de detenção e constituídos arguidos. Tudo irregularidades ou nulidades que, certamente, foram levantadas no processo e serão apreciadas por juízes no próprio processo, mas é salutar que nós, meros cidadãos interessados na causa pública, tenhamos conhecimento das mesmas.

Refere ainda a advogada que “os arguidos, durante os cinco dias que duraram as diligências de 1.º interrogatório para aplicação de medidas de coacção, não tiveram sequer direito a tomar banho, a mudar de roupa”, factualidade que não pode deixar de chocar qualquer cidadão minimamente bem formado. Não é, seguramente, comparável com o que fazia a PIDE ou a Inquisição, mas, nos tempos que correm, parece absolutamente inaceitável.

Por último, o artigo sublinha que, “dia após dia, os arguidos assistem, estarrecidos, à mais pérfida violação do segredo de justiça. E que tomam conhecimento através dos jornais de novos factos, com os quais não foram confrontados nos seus interrogatórios, castrando-se assim o seu direito a defesa”.

Pessoalmente, não consigo aderir ao clamor daqueles que se sentem ultrajados com a divulgação de informação respeitante a processos judiciais que envolvem figuram mediáticas. E entendo que essas mesmas figuras têm todo o direito de responder publicamente a essas “fugas”. E não são os jornalistas que devem ser responsabilizados por não guardarem segredos que não lhes incumbem, mas sim os agentes da Justiça. Acresce que o crime de violação de segredo de justiça não é um crime nem grave nem sério em nenhum dos países em que existe: Um segredo tão bem violado – a lei, o juiz e o jornalista é mesmo o título de um livro sobre o segredo de justiça publicado em França...

Certo é que as acusações da advogada ao Ministério Público e ao juiz de instrução devem ser devidamente esclarecidas, já que os processos criminais, sendo verdadeiros campos de batalha, não deixam de obedecer a regras que devem ser respeitadas. A bem da Justiça e, sobretudo, a bem de todos nós.» [Público]
   
Autor:

Francisco Teixeira da Mota

 Assuntos internos
   
«Uma advogada publica um artigo denunciando uma série de ilegalidades e abusos de poder imputados ao Ministério Público e ao juiz de instrução: buscas, apreensões e interrogatórios sem cobertura legal, recusa de acesso a advogado e denegação de acesso a banho e muda de roupa durante vários dias de detenção.

Pode tal ser verdade, passar-se no século XXI num país democrático e num processo no qual cada vírgula é supostamente alvo de escrutínio? Custa a crer. Mas este é o mesmo país e processo em que um procurador permite que lhe sejam atribuídas suspeitas em relação à lisura na distribuição de recursos no Tribunal da Relação e um juiz de instrução escreve num despacho decretando a prisão preventiva como numa coluna de jornal, comentando: "Esta, se pecar, não é por excesso" (faltou dizer que medidas mais gostaria de ter ao dispor, e porquê).

Não; não passemos desde já a concluir que, neste país e processo, sendo manifesta a insatisfação destes atores judiciais com a lei e poderes que esta lhes confere, possam, querendo, exorbitar dela e deles: afinal, o procurador está inserido numa hierarquia e até para o juiz é suposto haver sindicância (a do Conselho Superior de Magistratura). Oiçamos então a procuradora-geral da República sobre a denúncia da advogada. Em comunicado de 16 de fevereiro, refere que as acusações em causa estão no recurso da advogada para a Relação (referente às medidas de coação) e que "o MP tomou posição no local próprio, isto é, no âmbito do processo, não podendo nem devendo efetuar qualquer comentário". E conclui: "O MP, sempre que da análise de elementos que venham ao seu conhecimento resultar qualquer indício de ilegalidade ou irregularidade, não deixará de recorrer a todos os procedimentos previstos na lei." Curiosamente, a maioria das interpretações foi no sentido de que a PGR "não comenta as acusações". Mas o que se lê no comunicado é que a PGR assume como boa, e sua, a versão do procurador do processo, negando a existência de quaisquer "indícios de ilegalidade" ou sequer "irregularidade" - porque, e nisso contradiz a primeira asserção de que não poderia tomar posição diferente da assumida no processo pelo respetivo procurador, diz claramente que reconhecendo indícios de qualquer uma delas agiria. Ou seja: a procuradora, dizendo que não comenta as acusações e está até disso impedida, refuta-as.

Num país em que basta uma denúncia em carta anónima para desencadear uma investigação, um artigo assinado e um recurso que denunciam a corrupção de funções e garantias basilares do Estado de direito não resultam sequer num processo de averiguações - nem para inglês ver. A Relação, claro, pode mandar investigar - mas como investigaria o MP depois de ter afirmado nada haver de investigável? É assim tão mau, é. E, pelos vistos, o ódio, o oportunismo e taticismo políticos mais a falta de imaginação preparam-se para deixar chocar até ao fim este ovo de serpente.» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio

 Duelo de titãs da brandura
   
«Disse Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, na quarta-feira: "Pecámos contra a dignidade dos cidadãos da Grécia, de Portugal e, muitas vezes, da Irlanda também." Não foi um dizer por dizer, foi medido. Ele houve pecado contra a dignidade dos gregos e portugueses e, também, em grau menor, embora muitas vezes, contra irlandeses - foi dito. Mas logo na quinta-feira, e em nome do governo dos portugueses, o ministro Marques Guedes respondeu: "Nunca a dignidade foi beliscada quer pela troika quer por algumas das suas instituições." Estamos, pois, assim. Comove-me ver gente desta. Num mundo incendiário, de separatistas contra ucranianos, de islamistas a cortar cabeças em Racca e do Boko Haram a espalhar terror, Juncker, um grande do mundo, sem que lho pedissem, veio humildemente reconhecer que ofendeu. Haverá exemplo mais admirável? E o extraordinário é que sim, há! Ao arrependido que bate com a mão no peito, um governante português respondeu: "Aqui ao leme sou mais do que eu/ Sou um povo..." Perdão, enganei--me de época do português... Rebobinando, um governante disse: "Ofendeu, coisa nenhuma! Agarrem-me, se não abraço-o!" E, com toda a dignidade, o português ofereceu a outra face. Ao que o luxemburguês respondeu: "Pequei, pequei! Vá lá, zangue-se comigo!" E lá ficaram os dois, duelo de titãs da brandura, cada um estendendo a outra face. Talvez os outros conflitos mundiais causem mais sangue, mas este mói, por dentro.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes


 Foi você que pediu uma PPP?
   
«Outro ponto que já está praticamente fechado, ficando a faltar uma última reunião com membros da Saúde e das Finanças, é o modelo em que vai avançar a construção desta unidade de saúde. O Ministério da Saúde quer mesmo que seja em parceria público-privada (PPP), como da primeira vez, até porque desta forma há uma garantia de que a despesa não derrapará, ao contrário do que aconteceria se optassem pela empreitada. O Banco Europeu de Investimento (BEI) também já se mostrou disponível para voltar a avaliar o projeto com vista a financiá-lo.

Por esta altura estão a ser ultimadas as peças do concurso, “que deverá ser lançado no 2º trimestre de 2015″, avançou ao Observador outra fonte envolvida no processo. No Orçamento do Estado para 2015 o Governo dava como prazo limite para este lançamento o 1º trimestre deste ano.» [Observador]
   
Parecer:

Percebe-se, as PPP do Paulo Macedo são boas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Pobre Bilhim
   
«Foi criada em nome da transparência e da despartidarização da administração pública, mas a comissão independente que trata dos concursos públicos para os altos cargos do Estado (Cresap) está em cheque praticamente desde o dia em que nasceu. Depois de ter sido intimada judicialmente a revelar toda a fundamentação das decisões do júri, a Cresap é agora alvo de uma nova ação judicial. Em causa está a base sobre a qual incide a avaliação do júri, que, depois de analisadas as deliberações, parece assentar em critérios subjetivos e “ilegais”.

No final do ano passado, a Provedoria da Justiça garantiu ter recebido “diversas queixas”, apesar de a Cresap ter realçado que “apenas uma em cerca de 400 concursos abertos chegou a tribunal”. O Observador sabe que as impugnações ocorrem em ambos os registos de atuação da comissão – ou seja, tanto nos procedimentos concursais, onde a comissão avalia o currículo de centenas de candidatos até chegar a um top 3, como nos casos em que procede à avaliação de perfil do gestor público indicado pelo Governo para dar um parecer.» [Observador]
   
Parecer:

Aos poucos vai-se percebendo a desgraça que é a CRESAP.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Bilhim que se demita e proponha a extinção do organismo inútil.»

 Divergências fiscais?
   
«Desde que em Julho colocou no terreno um novo plano de fiscalização do e-factura junto das empresas, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) detectou 235.337 divergências no cumprimento das obrigações fiscais das sociedades.

A identificação deste tipo de desvios resultam de casos em que as empresas não entregaram a declaração periódica do IVA ou, por exemplo, quando não foi declarado todo o imposto devido.

O balanço dos sete primeiros meses deste programa é feito pela AT no boletim mensal do e-factura, conforme noticiado nesta sexta-feira pelo Diário Económico e confirmado pelo PÚBLICO. Até meados de Fevereiro, foram feitas voluntariamente 61,3 mil correcções aos desvios fiscais identificados. Na região de Lisboa, a autoridade tributária identificou 73,7 mil divergências, seguindo-se o Porto com 35 mil casos, Setúbal com 17,7 mil e Braga com 13,4 mil.» [Público]
   
Parecer:

O que serão divergências fiscais e o que se pretende com este tipo de notícias que trazem à memória os métodos de propaganda de um tal Paulo Macedo que foi dg da DGCI?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»

 Pobre universidade de Genebra
   
«O antigo presidente da Comissão Europeia foi nomeado professor convidado e vai dar aulas no Instituto de Estudos Globais, anunciou hoje a universidade em comunicado.

Durão Barroso vai dar aulas em maio no Instituto de Estudos Globais (GSI, na sigla em inglês) de Genebra, anunciou hoje a Universidade de Genebra em comunicado.» [DN]
   
Parecer:

Pode ser que consiga ensinar aos alunos como é que alguém de tão baixo valor consegue ir tão longe.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se aos alunos de Genebra que em vez de irem às aulas peçam a aprovação na cadeira mediante um requerimento.»

   
   
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sexta-feira, fevereiro 20, 2015

A dignidade

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Em pleno conflito entre a Alemanha e a Grécia o país é surpreendido com a notícia de que a ministra das Finanças de Portugal vai a Berlim, onde participará num seminário ao lado Wolfgang Schaeuble. A sala tem um ar deprimente, a meia dúzia de presentes tem todo o ar de funcionários arrebanhados para fazerem de figurantes, a mesa tem uma flor tem no centro e ao lado da ministra e do ministro aparece uma terceira personagem que ninguém se deu ao trabalho de apresentar. A ministra lá foi apresentada como o bom exemplo, a prova de que o programa de ajustamento, logo ela que chegou ao cargo depois do preferido de Wolfgang Schaeuble ter escrito uma carta onde reconheceu o falhanço.
  
A dignidade de Portugal foi respeitada quando uma ministra do governo da República de Portugal se presta a participar numa encenação montada por um governo estrangeiro que apenas pretende exibir a Grécia como um país falhado, ainda por cima quando se sabe que em Portugal grassa o desemprego  e a miséria, quando os melhores jovens foram convidados a emigrar para zonas de conforto pelo próprio governo ou quando nenhuma meta acordada foi cumprida?
  
Que se saiba a ministra não foi a Berlim, ainda por cima à custa do erário público, por ordem da troika, foi porque o governo português se sente orgulhoso neste papel. A afirmação de Junckers de que a dignidade dos portugueses e da Grécia não foram respeitadas só faz sentido em relação àquele país, no caso português foram portugueses a não respeitarem os portugueses, ainda que um deles fosse presidente da Comissão Europeia.
  
Não foi Passos Coelho que perante o sofrimento do seu povo pediu aos portugueses para não serem piegas? Não foi ele que disse não dar prendas de Natal aos filhos e fez disso propaganda? Não foi Passos Coelho que num seminário com membros da Troika lhes disse que não era por eles que fazia o que estava fazendo mas sim pelos portugueses, o mesmo seminário onde foi tirada a fotografia onde aparece curvado perante meros funcionários de organizações internacionais?
  
Quem se esqueceu das imagens humilhantes de três funcionários, que nem directores-gerais eram nas respectivas organizações, a entrarem pelo parlamento com ar de bois a olharem para um palácio, para serem recebidos com subserviência pela segunda mais alta figura do Estado português? Não foi o FMI, a Comissão ou o BCE que obrigou os governantes portugueses a proporcionarem estas figuras tristes e indignas. Foi um governo que querendo usar a Troika para encobrir o seu projecto ideológico não hesitou em arrastar um país e todo um povo pela lama.
  
De certeza que foi o FMI a impor uma reforma do Estado depois transformada em guião e agora já em fase de conversão em programa eleitoral, ou foi o governo a pedir ao FMI para vender a sua chancela para um projecto que era seu, um projecto com muitas das medidas que gente como Passos Coelho sempre defendeu? Este governo não hesitou em colocar a intelectualidade deste país ai nível do Burkina Faso para pedir a técnicos do FMI de preparação duvidosa, muitos deles reformados da América latina ou contratados a prazo algures no mundo, para lhe dizer o que fazer do Estado de um país membro da EU e da OCDE.
  
A passagem da Troika por Portugal é um período negro na história de Portugal, não por causa da crise, não por causa do empréstimo, não por causa das organizações internacionais. Mas sim por causa de gente quase iletrada, ambiciosa e com uma ideologia de discoteca que sujeitou o país  a uma experiência económica, com base num livro cheiro de erros técnicos e com pressupostos como o do ideólogo agora arrependido Vítor Bento, de que os portugueses eram culpados do pecado do consumo acima das suas possibilidades.
  
Não foi a Troika que ofendeu a dignidade dos portugueses, foi a direita mais idiota deste país, gente sem dimensão humana e sem grande currículo, com ministros doutores de diplomas aldrabados que humilharam Portugal e os Portugueses. 

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Bairro da Sé, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Pires de Lima

Pires de Lima recusou um projecto do PS para o caso de vir a ser governo, isto significa que o ministro da Economia deve estar a pensar que vai fazer parte de um governo do PS, cabendo-lhe a função de dizer o que esse governo pode ou não fazer. Imbecil!

«O ministro da Economia, António Pires de Lima, recusou nesta quarta-feira a ideia do PS de criar um fundo de capitalização para apoiar empresas endividadas. O governante diz que não vai usar o dinheiro dos contribuintes para aplicar em empresas, contudo, a ideia do PS fala não só de dinheiro público, mas também de dinheiro de investidores privados, gerido por uma entidade pública.

No debate desta quarta-feira à tarde sobre o estado da economia, o ministro da Economia quis matar à nascença a proposta do PS, que tinha sido apresentada por António Costa de manhã. Dizendo estar disposto a um “consenso patriótico” recusou, no entanto, um consenso que:

“Sirva para pegar no dinheiro do sr. contribuinte Manuel ou da sra. contribuinte Maria e através de uma entidade pública decidir que empresa – se na A, B ou C –  devem ser capitalizadas. (…) Propor a capitalização de pequenas e médias empresas através de fundos públicos, pode ser a via socialista, mas não é a via que defendemos. (…) Não creio que seja grande ideia usar fundos públicos para capitalizar empresas privadas. Não creio que esse seja um bom modelo”.» [Observador]

 A Grécia e o cinismo dos partidos portugueses

Os partidos portugueses falam muito de solidariedade com a Grécia ma, na verdade, os nossos políticos estão bem mais preocupados em saber o que poderão ganhar com a crise Grega do que com a solidariedade para com os gregos.

O governo português não esconde a sua estratégia, assume a tarefa de morder na Grécia como se fosse um pitbull do canil do Wolfgang Schäuble. EM plena crise grega a ministra das finanças presta-se a participar numa encenação de um seminário, com figurantes sentados numa sala pequena e escura, onde o ministro alemão exibe o falso caso de sucesso por oposição aos gregos, que ele detesta. Um país soberano sujeita-se a espectáculos pouco dignos, vende a sua soberania a troco de uns elogios, colaborando numa manobra suja do governo alemão.

O PS não concorda, nem discorda de nada e de tudo, limita-se a obter ganhos em resultado do debate da situação grega, espera que uma folga dada à Grécia permita a um futuro governo ter folga orçamental para ignorar um pacto de estabilidade que assinou e contra o qual não disse uma palavra. António Costa é contra a austeridade e ao mesmo tempo é a favor de um limite ao défice que só pode ser alcançado com a austeridade de que discorda. É por isso que é a favor da reposição dos vencimentos dos funcionários mas consegue ler no acórdão do TC margem para os manter, esperemos que um dia não recorra aos argumentos de Vital Moreira, descobrindo que os cortes vieram para ficar.

O BE está convencido de que da mesma forma que o eleitorado grego foi a votos para decidir o futuro da Europa, dispensando os outros povos de tão penoso debate, também escoleram os governos dos outros países, não admira, portanto, que já há candidatos do BE a apresentarem-se aos eleitores como os delegados locais dos eleitos pelos gregos. Até o PCP que nunca simpatizou com esta pequena burguesia esquerdista e viu o seu congénere grego ser derrotado, já fala como se tivesse a maioria absoluta e propõe ao país que prepare a saída do Euro.

Estão todos mais preocupados em saber o que poderão ganhar com os gregos do que em ajudar aqueles de que falam enquanto vertem lágrimas de crocodilo.

 O Novo Banco vai dar lucro?

Tudo aponta para uma estratégia sinistra por parte do BdP em relação à venda do Novo Banco. De vez em quando o BdP vai tramando alguns dos clientes ou dos credores do BES aliviando o passivo do Novo Banco e desta forma valoriza artificialmente o banco antes da venda. Isto significa que este governo vai poder dizer que a intervenção no BES não custou nada aos contribuintes e depois será o próximo governo a suportar os processos judiciais e as consequências financeiras das decisões do senhor Costa está.

O próximo governo arrisca-se a ter de tapar um buraco financeiro de valor incalculável, o suficiente para o forçar a adoptar ainda mais austeridade. O que terá o PS a dizer a isto?
 
 A entrevista da senhora procuradora
 
Um triplo zero, um zero em inteligência, um zero em esclarecimento e um zero em transparência, o que nos vale é que não faltará muito para mais a senhora se reformar. É uma sorte para o país toda esta geração de democratas e justiceiros formados na escola do MRPP, a pior geração que passou pelo poder e que tem grandes responsabilidades no estado a que isto chegou.

      
 Prognóstico antes do fim do jogo da Grécia
   
«Raramente estamos perante um jogo político que não é meramente eleitoral e onde é possível vir a saber o resultado a curto prazo. De um lado temos, então, o grego Varoufakis todo ao ataque, dizendo que a Grécia está "insolvente" e há que aceitar às suas exigências. Ao que parece, Mario Draghi advertiu-o do perigo de com tal linguagem assustar os mercados. Poderia responder--se ao patrão do BCE que não se ouviram os mesmos apelos à contenção de linguagem quando em plena crise as agências de rating incendiaram países com notações de "lixo". Mas não nos interessa, agora, discutir estilos e retóricas. Só eficácia.

Desta vez, o duelo é claro e com resultado até ao fim de semana. O grego Varoufakis pode enervar o Eurogrupo com o seu ar de dador de lições de macroeconomia e o alemão Schäuble pode acantonar-se no seu papel de agiota para quem o combinado é o combinado. Mas não interessa, agora, quem tem razão. Vamos saber, dentro de dias, o resultado dos ultimatos mútuos.

E o resultado é um de dois: ou a Grécia ganha, uma coisinha que seja; ou a Grécia perde e cede em tudo (e, eventualmente, acaba por sair da União Europeia e do euro, para um destino dramático). Nada nos limpará da indignidade de nos terem passado a mão pelo pelo e termos abanado o rabo. Mas o segundo resultado é o único que provará que Portugal não podia ter feito, ou ter tentado, outra coisa, além de passar por bom aluno da tanga.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

 A confissão de Junckers
   
«Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, acusou a troika de beliscar a dignidade dos portugueses e acusou a anterior Comissão Europeia, liderada por Durão Barroso, de confiar “cegamente” nela, conta a TSF, citando a agência EFE.

“Pecámos contra a dignidade dos cidadãos da Grécia, Portugal e, muitas vezes, da Irlanda também”, começou por dizer o atual presidente da Comissão Europeia. O próprio considerou que, por ter presidido ao Eurogrupo recentemente, essa declaração até pode parecer “estúpida”. O luxemburguês não quis comentar a atual situação da Grécia e preferiu dizer que as instituições europeias têm de “aprender as lições do passado” e “não repetir os mesmos erros”.

Quem também não passou incólume nestas declarações foi Durão Barroso, o anterior presidente da Comissão Europeia, que foi acusado de confiar “cegamente no que dizia a troika” na questão grega: “Antes não se falava [na Grécia].”» [Observador]
   
Parecer:

Resta agora ao governo português assumir que se rabaixou ao ponto de lamber as botas a meros funcionários, envergonhando o seu país, da mesma forma que Barroso o fez à frente da Comissão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Passos Coleho como se sente dos bicos de papagaio com que ficou depois de se curvar tantas vezes perante os funcionaecos da troika.»

 As pessoas não são loucas
   
«“Ninguém me perdoaria se eu tomasse uma posição num caso concreto. Mas sou solidária com os meus colegas”, disse, sobre o caso José Sócrates. A decisão do juiz Carlos Alexandre de prender o ex-primeiro-ministro mereceu um único comentário: “as pessoas não são loucas“.

Sobre as fugas de informação, Maria José Morgado disse que “a fuga de informação, por parte da defesa, é frequente em casos de grande corrupção”, ou seja, quando estão em causa pessoas com muito poder. E defendeu que o Ministério Público deveria dar mais informações oficiais sobre os casos, sempre que isso não prejudique os processos.» [Observador]
   
Parecer:

Pois, mas pelos processos que não dão em nada se calhar serão parvas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Grande Paulo Macedo
   
«Dos doentes que começaram a ser tratados, no último trimestre do ano passado, com recurso aos fármacos inovadores, como o Sovaldi (sofosbuvir) e equivalentes terapêuticos, já houve 44 a entrar em remissão e que foram considerados curados. A partir desta quarta-feira o sovaldi e o harvoni – os dois medicamentos topo de gama no tratamento da hepatite C – já podem ser administrados a todos os doentes que tiverem indicação clínica para tal.

“Temos já mais de 600 doentes a fazer tratamento efetivamente e muitos deles com o medicamento inovador. E do grupo dos inovadores temos já 44 doentes que saíram do sistema por estarem considerados curados”, revelou Eurico Castro Alves, presidente do Infarmed, à saída da reunião com os hospitais.» [Observador]
   
Parecer:

Quando estava em causa salvar a vida dos portugueses o Paulo Macedo andou escondido, deu aos seus secretários de Estado a tarefa de darem a cara e só apareceu quando pensou que tudo estava mais calmo e em visitas organizadas. Agora que o que está em causa salvar a sua imagem é o ver se te avias.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se o incompetente e responsável político pela morte de portugueses.»
  

   
   
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