sábado, junho 27, 2015

Irresponsáveis

A crise na Grécia conseguiu unir a Troika, o governo grego, o Conselho Europeu e o governo português num único ponto, na forma irresponsável como estão a abordar o problema.

Ao achar que juntado uns milhões debaixo do colchão se pode apostar na bancarrota na Grécia para tentar justificar as suas políticas perante os portugueses o governo português dá mostras de grande irresponsabilidade. No caso de uma bancarrota da Grécia as consequências para a economia europeia e em particular para as economias mais frágeis da zona euro sem bem mais graves e durarão bem mais do que uma mera turbulência nos mercados. Além disso os problemas não podem ser visto apenas numa perspectiva económica, a situação estratégica da Grécia põe em causa a segurança de todos os países do sul da Europa.
  
O governo grego tem sido irresponsável na forma como tem gerido o processo negocial, o que levou a perder potenciais aliados e a dar razão aos sectores que mais se opõem a uma solução equilibrada. As visitas à Rússia nos momentos mais críticos do processo, as referências ao passado nazi, as sessões fotográficas do seu vaidoso ministro das Finanças não têm ajudado a Grécia a conquistar a opinião pública europeia, uma postura surpreendente por parte de um partido que considera que o voto dos gregos se sobrepõe à vontade dos outros povos europeus. A realização de um referendo ao fim de cinco meses de negociações, destinando-se esse referendo a decidir não sobre o que o governo da Grécia quer mas sim sobre a proposta da troika é transformar uma tragédia numa farsa, aqueles que defendiam a soberania do povo perguntam agora ao povo se quer deixar de ser soberano. Depois da chantagem que Tsipras tem feito não tem muita autoridade moral para dizer que a chantagem não é um princípio fundador da UE, logo ele que dirige um partido onde a defesa da UE está longe de ser um princípio fundador.
  
A Comissão Europeia e o BCE têm sido irresponsáveis ao adiarem o problema grego, fazendo de conta que não percebem que a Grécia só conseguirá evitar a bancarrota se a sua dívida soberana for reestruturada, fazendo sentido condicionar essa reestruturação às reformas num país que em muitos domínios permanece arcaico e cujo povo parece não querer perceber que a riqueza não se produz com eleições onde se escolhem os que prometem mundos e fundos.
  
O FMI foi irresponsável ou querer relacionar-se com um Estado Europeu somo se fosse mais um dos seus membros, ignorando que as velhas receitas do FMI não são eficazes no contexto do euro e que na Europa técnicos como o representante do FMI em Portugal estão num patamar intelectual e técnico abaixo do médio.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento

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Arco da Rua Augusta, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paula Teixeira da Cruz, ministra incompetente da Justiça

Esta senhora não tem vergonha na cara.

«Os diretores-gerais receberam um e-mail a pedir, com "urgência", que identificassem as medidas do programa eleitoral do PS que já foram realizadas por este Governo ou que estão em vias de o ser. A ordem está a gerar incómodo.

A ministra da Justiça está a utilizar dirigentes da Administração Pública para analisar o programa eleitoral socialista e identificar as medidas que já foram, ou vão ser tomadas pelo seu Governo. O PS está "perplexo". Hoje, na audição parlamentar com Paula Teixeira da Cruz, vai exigir explicações para esta inédita iniciativa ,que pretenderá esvaziar as ideias do maior partido da oposição em ano de eleições legislativas.» [DN]
  
PS: Está a gerar incómodo mas nenhum deles teve os ditos cujos en su sitio para pedir a demissão.

 Papa Francisco e a Encíclica 



 Canalhas

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Pela Imagem parece que esta gente em vez de estar no centro de uma crise que pode levar á destruição de um país estão a beber uns copos antes de irem para férias.
  
  Coisa que me assaltam a memória

Eis que de repente me recordo de quando o governo de Sócrates tentou superar a crise desencadeada em 2008 procurando fontes de financiamento da economia portuguesa, na ocasião o ministro Teixeira dos Santos chegou a viajar para Pequim. Na ocasião Cavaco Silva em vez de ser solidário com o governo optou por lançar em público dúvidas sobre a origem dos dinheiros que financiavam Portugal

Como as coisas mudaram entretanto, agora até vamos ter mandarim nas escolas, uma boa paret da economia portuguesa está sendo vendida Partido Comunista da China e por este andar os nossos presidentes ainda vão ter lugar por inerência nos congressos do PC chinês.

Na política portuguesa não há limites para a corrupção de valores, para a falta de ética, para a canalhice e para a mesquinhez.

 Estado Islâmico

Essa organização de bandidos parida pelo casamento criminoso entre as secretas da Arábia Saudita, de Israel e do Ocidente fez mais vítimas. Os cidadãos europeus estão pagando com a vida pelas asneiras dos seus governos.



 Esperemos que seja melhor do que o outro
   
«Ivo Batista Rosa, um madeirense de 48 anos, é o juiz que vai dividir com o mediático Carlos Alexandre a decisão sobre os casos que chegam ao Tribunal Central de Investigação Criminal de Lisboa. A "promoção" é confirmada pela mais recente lista do projeto de movimentos de magistrados, disponível na página oficial do Conselho Superior de Magistratura. 

Nos últimos anos, Carlos Alexandre esteve sozinho nessa função, tendo-lhe passado pelas mãos todos os processos de criminalidade complexa, desde o Caso Monte Branco à Operação Marquês, que resultou na prisão de José Sócrates.

Em agosto de 2014, depois de um movimento de magistrados com 182 candidatos, soube-se que Edgar Taborda Lopes seria o segundo juiz efetivo do TCIC, funções que nunca chegou a exercer. O magistrado encontrava-se a terminar a sua comissão de serviço no Centro de Estudos Judiciários razão pela qual o cargo foi ocupado, interinamente, pelo juiz auxiliar João Filipe Bártolo.» [Visão]
   
Parecer:

Não é difícil ser melhor do que o Faraó.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»


 Ó Ilda mete os putos na barraca, vai haver pedrada!
   
«O empresário Miguel Pais do Amaral quer avançar para tribunal para exigir ao novo dono da TAP reparações pelos prejuízos sofridos com o facto de este ter saído do seu consórcio para comprar a transportadora aérea, acabando por liderar um consórcio rival, a Atlantic Gateway.

O dono da Leya alega que o líder da Barraqueiro foi “desleal” e quebrou o contrato de confidencialidade que o impedia de associar-se um concorrente na corrida pela TAP. Agora, ameaça recorrer à justiça portuguesa e norte-americana, soube o PÚBLICO junto de fonte próxima do processo.

O aviso foi feito por Miguel Pais do Amaral numa carta que, segundo a mesma fonte, foi enviada a Humberto Pedrosa na quinta-feira, no mesmo dia em que este e o seu sócio, David Neeleman, dono da Azul, assinaram o contrato de compra de 61% da TAP no Ministério das Finanças, em Lisboa. “Ao criar na Quifel Holdings [QH] a legítima convicção que integraria o consórcio por ela liderado e ao desligar-se no dia final, [Humberto Pedrosa] incorreu em clara responsabilidade pré-contratual", lê-se na carta a que o PÚBLICO teve acesso.

Nela, a Quifel, a holding pessoal de Pais do Amaral, garante a Pedrosa “que não deixará de o denunciar e responsabilizar, privada e publicamente, nas instâncias e pelas formas que julgar conveniente”. Em declarações ao PÚBLICO, Humberto Pedrosa disse desconhecer a existência deste documento: “Não sei de nada, não recebi carta nenhuma e não acredito que isso possa acontecer e que [Miguel Pais do Amaral] possa ter uma atitude dessas porque além do mais somos amigos pessoais”.» [Público]
   
Parecer:

Com sócios destes p melhor é ir à falência.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Reserve-se um lugar na frente.»

 Nunca o maoísta Nuno Crato imaginou tal coisa
   
«As aulas de mandarim nas escolas secundárias públicas, que arrancarão no próximo ano lectivo, serão leccionadas por professores chineses pagos pela Governo da República Popular da China, confirmou o Ministério da Educação e Ciência (MEC).

Para o efeito, o MEC está a ultimar um protocolo com o Instituto Confúcio da República Popular da China (Hanban), numa altura em que em vários outros países ocidentais há universidades e autoridades regionais da educação a cancelar os protocolos com aquele organismo, por considerarem que a sua presença pode “ameaçar a liberdade académica e promover a vigilância de estudantes chineses no estrangeiro”, segundo o resumo feito pela agência Reuters a propósito das razões desta decisão.

A Universidade de Estocolmo foi uma das sete que já cancelaram os seus protocolos com o Hanban. “De uma forma geral, consideramos que ter institutos que são financiados por outros países no seio da universidade é uma prática questionável”, justificou uma das responsáveis daquela instituição. Ao contrário do que acontece com o britânico British Council ou o alemão Goethe Institut, o Instituto Confúcio não tem instalações próprias no estrangeiro, funcionando no interior das universidades com quem estabelece protocolos que envolvem o financiamento de actividades e a atribuição de bolsas.» [Público]
   
Parecer:

Nunca o maoísta Crato imaginou tirar o inglês e meter o mandarim nas escolas, agora só falta tirar o Magalhães aos putos e dar-lhes o livro vermelho de Mao Tse Tung.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

 Opus Dei "rouba" o Montepio à Maçonaria
«Historicamente ligado à maçonaria, o Montepio registou, ontem, uma viragem: pela primeira vez foi nomeado presidente do banco alguém "muito próximo" do Opus Dei, uma organização da igreja cristã com quem a maçonaria mantém, há centenas de anos, uma espécie de guerra nas sombras da sociedade. A escolha de José Félix Morgado para liderar a Caixa Económica - nomeação confirmada, ontem, durante uma assembleia geral - está a provocar um intenso debate em algumas lojas maçónicas, segundo testemunhos recolhidos pelo DN.

Segundo uma fonte próxima do gestor, ex-presidente da Inapa, José Félix Morgado não será numerário nem supranumerário do Opus Dei, como são designados os membros da organização. Porém, "faz parte de um grupo de católicos muito próximos" da Obra de Deus, fundada em 1928 pelo padre espanhol Josemaría Escrivá de Balaguer e posteriormente reconhecida e integrada na Igreja de Roma. Para muitos, a Obra de Deus (tradução de Opus Dei) é "igreja dentro da Igreja", até porque é a única prelazia pessoal reconhecida pelo Vaticano. Em Portugal, contará com um pouco mais de 1500 membros. No país, tal como no resto do mundo, a esmagadora maioria dos seus membros mantém-se no anonimato, ainda que, tal como os maçons, prefiram dizer que não são secretos, mas sim discretos.» [DN]
   
Parecer:

A Opus Dei está cada vez mais forte no governo e na economia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 As zangas com a ministra da Justiça começa a ser moda
   
«Questionado pelo DN se os guardas prisionais também iam romper relações institucionais com a ministra da Justiça, depois de terem realizado um sexto período de greve desde março, na semana passada, o presidente do maior sindicato do setor, Jorge Alves, disse que vai "avaliar se vale a pena manter esta falsa relação" e que essa avaliação será feita "até meados de julho".

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional ameaça com "mais greves", sendo que o seu líder não fala com a ministra Paula Teixeira da Cruz há algum tempo. "Ainda não cortámos com a ministra porque ainda nem conseguimos falar com ela, só com o secretário de Estado".» [DN]
   
Parecer:

A senhora parece ter comprado todos os grupos corporativos e agora não tem dinheiro para lhes pagar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
 Relatório parcial, diz o Marquinho
   
«O vice-presidente do PSD Marco António Costa criticou aquilo que diz ser um anteprojeto “parcial” e “de considerações subjetivas” do relatório final do Tribunal de Contas sobre a anterior gestão da Câmara de Gaia onde foi vice-presidente.

O anteprojeto de relatório está eivado de considerações subjetivas e não fundamentais que são impróprias. Trata-se mais de um processo baseado em suposições do que uma auditoria assente em factos e base documental”, afirma o social-democrata, em comunicado.

Em causa está o relatório preliminar da auditoria do Tribunal de Contas (TdC) à gestão da Câmara de Gaia entre os anos 2008 e 2012, cujas conclusões foram quinta-feira divulgadas pela revista Visão segundo a qual aquela instância judicial emitiu um “forte juízo de censura” quer sobre Marco António Costa, quer sobre o antigo presidente da autarquia Luís Filipe Menezes.


Marco António Costa começa por admitir não conhecer “o relatório final que resultou após a audição e exercício de contraditório por parte do município e seus autarca” e, assumindo tratar-se de um anteprojeto desse mesmo relatório, destaca poder constatar-se que “o tribunal não atribui a prática de qualquer ilegalidade ou irregularidade aos responsáveis autárquicos entre 2007 e 2012” entre os quais se inclui.» [Observador]
   
Parecer:

Parcial porque faltam alguns negócios?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada e eprgunte-se ao Marquinho se já pediu uma investigação ao MP como prova da sua inocência.»

   
   


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sexta-feira, junho 26, 2015

Estas eleições não são para ingénuos

A direita tem o poder e com a ajuda da troika teve todo o poder, governou à margem da Constituição, contou com um presidente mais dócil do que o Américo Tomás, não precisou da PIDE para meter quase todos os jornalistas na linha. Enquanto isso, a oposição tem demonstrado uma ingenuidade ou mesmo um oportunismo arrepiante. No PS o Seguro andou três anos armado em namorada abandonada por Passos Coelho, depois veio o António Costa convencido que eram favas contadas e foi o que se viu. Na esquerda conservadora aceita-se mais quatro anos de governo se isso representar mais um ou dois deputados para o partido ou para um dos muitos blocos e bloquinhos.
  
A comunicação social é obediente, os ex-líderes do PSD são falsos comentadores, os grupos corporativos estão sendo comprados e se não fossem os magistrados terem achados que era a oportunidade de se aproveitarem estariam agora na vanguarda de apoio ao poder, o que, aliás, tem sucedido, as instituições públicas são instrumentalizadas, até a diplomacia serve os interesses eleitorais não se escondendo o desejo de ver a Grécia na bancarrota para usar a desgraça alheia como justificação dos excessos aplicados aos mais pobres.
  
Com uma oposição fraca e a olhar para o umbigo o governo pode manipular tudo e todos, os ganhos eleitorais da direita não prejudicam as intenções eleitorais do PCP e dos bloquinhos pois estes apenas atacam o PS para disputar o seu eleitorado mais à esquerda, parecendo que assinaram um pacto de não agressão com uma direita que disputa o eleitorado do mesmo partido, mas o que está mais à direita. No PS parece que a maior preocupação é projectar a imagem do líder numa estratégia que parece ser mais de longo prazo, como se as eleições em causa fossem as de 2019.
  
Não admira que a oposição tenha dado mais importância ao casinho da lista VIP do que a incidentes graves como a barracada da abertura do ano escolar ou a confusão do CITIUS. Graças ao seu discurso da “impunidade” parece ter as simpatias da esquerda conservadora e é tão ignorada pelo PS que até parece pertencer a este partido. Agora ordenou aos seus directores-gerais lenha para queimar o PS, pode ser que, finalmente, o líder do PS não confunda política com simpatias pessoais e perceba a natureza da senhora que tão bem tem tratado.
  
Outro caso de bandalhice e incompetência da oposição é o que está sucedendo com a famosa promessa de reembolsar parte da sobretaxa do IRS. O governo tinha-se prometido a divulgar periodicamente os dados desta medida e até ao momento não o fez, sem que alguém da oposição tenha reparado. Após seis relatórios da execução orçamental e apesar de as coisas não estarem a correr bem começa a ser notícia que a tal devolução vai ser feita e isso só é possível porque o governo está a reter abusivamente os reembolsos do IVA e uma parte dos reembolsos do IRS. E o que tem feito a oposição? Nada, mais uma vez vai ser apanhada com as calças na mão e o povo português arrisca-se a ter de aturar mais quatro anos de sacanice e incompetência por causa da ingenuidade e do cinismo da oposição.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Batente, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Marco António, o  Marquinho de Fanzêres

Este rapaz tem um grande futuro à sua frente.

«“Gestão pouco prudente” da Câmara Municipal de Gaia, onde foram realizadas “despesas sem cobertura” no valor de 450 milhões de euros em quatro anos, onde houve uma violação sistemática da lei e reinou uma “falta de sinceridade, transparência e fiabilidade na previsão de receitas”.

Conclusões saídas do relatório preliminar do Tribunal de Contas à gestão da Câmara Municipal de Gaia, revelado pela edição desta quinta-feira da revista Visão, que condena a gestão de Luís Filipe Menezes, então presidente da Câmara, e de Marco António Costa, à época vice-presidente com o pelouro das finanças (saiu em 2011 para o Governo), naquela autarquia entre 2008 e 2012.

A autarquia de Gaia é uma das câmaras mais endividadas do país e teve de recorrer à linha de emergência disponibilizada pelo Governo para ajudar as autarquias em dificuldades. E a “culpa” vem de trás, pelo menos para o Tribunal de Contas (TC). O Tribunal emitiu um “forte juízo de censura” segundo o relatório revelado pela Visão.» [Observador]
  
«Pinto Lobão do PSD/Matosinhos descreve o atual ‘vice’ dos sociais-democratas como o “coala bebé de Filipe Menezes”.

“Empoleirava-se, era observador e tentava aprender. Fazia tudo o que ele fazia, mas já a pensar no que faria diferente, pois já era muito mais metódico, organizado e focado”, revelou o dirigente social-democrata à Visão.

Contactado pela Visão, o Marco António Costa não respondeu às questões que lhe foram colocadas.

Em jeito de conclusão, Pedro Salvador, conselheiro nacional do PSD e ex-diretor da campanha de Passos Coelho à liderança do partido, deixa suspeitas no ar.

“Quando Marco, o homem que segurava a mala do telemóvel de Menezes, chega onde chegou, há algo que não bate certo. O percurso dele tem demasiadas sombras e merecem ser investigadas.

Já o antigo deputado José Puig considera que as “suspeitas suscitadas justificam, de sobra, o integral esclarecimento dos métodos de atuação e alegadas promiscuidades de Marco enquanto dirigente partidário e titular de cargos públicos”.

Atualmente, é vice-presidente do PSD e aufere cerca de três mil euros por mês. De acordo com a sua última declaração de rendimentos, a que a Visão teve acesso, Marco apresenta rendimentos dependentes na ordem dos 77 mil euros e 16 mil euros são oriundos de rendas prediais. Às filhas doou uma moradia em Valongo e dois escritórios em Lisboa.» [Visão]

 Reflexão futebolística

Estas negociações entre o Tsipras e os credores lembram-me as negociações entre Luís Filipe Vieira o grande mestre da táctica Jorge Jesus. Ou estou muito enganado ou quando menos se esperar a Grécia vai parar ao Sporting.

 A prima francesa de Cavaco Silva

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 Dúvida

Com medo das eleições o primeiro-ministro ordenou à ministra da Administração Interna que desse tudo o que os polícias lhe pedissem e em cima disso mandasse instalar uma praia reservada à PSP na Messejana, para evitar um baile eleitoral o secretáriod e Estado da Cultura escondeu o estatuto dos bailarinos. Querem ver que por causa do Marco António a ministra da Justiça ainda vai dar aos magistrados do MP e aos juízes o tal aumento que ela disse que eles lhe tinham pedido?

 Os políticos não são todos iguais

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 Idiota
   
«Jaime Gama está para o PS, como Adriano Moreira é para o CDS, e “seria um fortíssimo candidato à presidência da República”.

A conclusão foi retirada por Nuno Melo, depois de ouvir Jaime Gama durante a apresentação do livro ‘Jesus e a política’, de Paulo Rangel, e explicada na sua crónica de opinião do Jornal de Notícias.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Este palerma ainda não escolheu o candidato presidencial do CDS e já quer escolher o do PS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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quinta-feira, junho 25, 2015

Um país transformado num imenso armário

Depois da famosa denúncia dos esqueletos no armário durante as negociações do memorando com a Troika a direita tem feito passar a imagem de um país de contas transparentes, a ministra das Finanças não perde a oportunidade de o afirmar. Uma boa forma de acabar com esta falsa imagem de uma direita de contas certas e transparentes seria recordar o que por aí se vai dizendo de Marco António, o Big Mac para os amigos e Marquinho para a mamã. Mas deixemos isso ao famoso curso da justiça, um imenso rio que por estas bandas é manso quando corre para a direita e bravo quando corre mais para a esquerda.
 
Como se veio a provar não existiam esqueletos no armário e as contas de hoje não são mais transparentes do que eram, o que se fez foi uma mera alteração de regras contabilísticas. Já o mesmo não se pode dizer da manipulação das previsões económicas que servem para sustentar défices inalcançáveis, ou, pior ainda, a manipulação da contabilização das recitas fiscais, como sucede com a retenção de reembolsos do IVA com o argumento de suspeita de irregularidades, truque já usado no passado por Manuela Ferreira Leite quando precisou de inventar receitas fiscais.
 
Mas um país não vive apenas da contabilidade dos recursos financeiros do Estado, há contabilidades dos mais diversos domínios, desde a saúde ao emprego e neste capítulo este governo tem sido useiro e vezeiro em aldrabices. Na saúde nuns dias ouvimos o ministro dizer que o SNS quase foi refundado por ele que está melhor do que alguma vez foi, no dia seguinte são publicados estudos que demonstram o contrário, ficamos a saber de dados relativos a camas e a outros indicadores hospitalares que o ministério esconde.
 
Tal como na saúde também no emprego o país vive de mentiras. São mentiras mais do que óbvias pois é impossível que uma economia sem investimento público ou privado e sem crescimento económico consiga criar emprego. O país tem assistido a uma imensa manipulação de dados onde vale de tudo, confunde-se de forma cínica a emigração com a criação de emprego, multiplicam.se os cursos de formação profissional de qualidade duvidosa para fazer desaparecer os desempregados, confunde-se os que desistem de procurar emprego com novos empregados e até vão transformar os desempregados em falsos bombeiros só para os queimar nas estatísticas.

Quem ouve o discurso governamental vive num país irreal, somos de novo o oásis da Europa, já estamos a pagar a dívida e mesmo assim os cofres transbordam de dinheiro, caminhamos rapidamente para o pleno emprego, somos um verdadeiro tigre asiático no domínio das exportações e até  dizem que vamos ser o país mais competitivo do mundo. Em cima disto tudo temos uma economia livre como nunca foi, a TAP vai entrar nos eixos, os transportes públicos vão dar lucro e com o merceeiro holandês a gerir o Oceanário ainda vamos voltar a ser um grande exportador de conservas de sardinha.
 

A verdade é que o país é um imenso armário onde se escondem as camas dos hospitais e dos centros de recuperação sem utilização enquanto os doentes morrem nas urgências, onde são metidos os que vivem da sopa dos pobres enquanto o governo fala do sucesso da economia social, onde estão os empresários vítimas das manipulações da receita fiscal conseguidas com retenções oportunista de reembolsos do IVA.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Bairro do Castelo, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Anabela Rodrigues, ministra da Administração Interna

A ministra faz muito bem em querer saber o que se passa com os Kamov, mas com o início do Verão e o calor a apertar não seria de esperar que o tivesse feito um pouco mais cedo? Fica-se com a sensação que a ministra está mais preocupada com o que se escreve nos jornais do que com o combate aos incêndios. Enfim, alguém lhe devia dizer que as suas competências são o combate aos incêndios nas florestas e não aos incêndios noticiosos na capital.

«"O Ministério da Administração Interna (MAI) está empenhado em três objetivos: primeiro o apuramento total das responsabilidades através do inquérito que foi determinado à Inspeção-geral da Administração Interna (IGAI)", disse Anabela Rodrigues, que hoje discute no parlamento o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2014.

A ministra adiantou que o MAI está também empenhado, através da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), "na recuperação das aeronaves que possam integrar o mais rapidamente possível o dispositivo" de combate a incêndios florestais para este ano.

Anabela Rodrigues afirmou ainda que o MAI "está empenhado na eventual contratação de meios adicionais considerados do ponto de vista operacional necessários para substituir os que tiverem em falta".» [Notícias ao Minuto]
  
 Primeiro o patrão
  
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(jornal i)

 Dúvida

Alguém dos lados da oposição questionou o atraso na abertura do ano escolar já decidido por Crato ou a declaração de Paulo Macedo a defender que em cima dos impostos que já pagamos ainda devemos ter um aumento para financiar o SNS que ele tem destruído? É estranho o silêncio à esquerda perante este dois petiscos oferecidos do lado do governo.

 Interrogações que me atormentam

Será que agora que as sondagens deram ânimo à direita Cavaco Silva vai voltar a dizer que tudo fará para não dar posse a um governo minoritário, ou isso era apenas uma estratégia eleitoral para levar os cidadãos a não votarem no PS?

 Tal tia, tal sobrinho

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 O fim da troika

Imagine-se que o acordo entre a Grécia e os credores não seria alcançado depois de haver concordância entre a aquele país e as instituições da UE, mantendo o FMI uma posição de intransigência. Não é credível que tal suceda mas é possível, os critérios das instituições europeias têm uma dimensão política a que o FMI não está vinculado, podendo os seus responsáveis ignorar todas as consequência de uma bancarrota da Grécia, solução que Lagarde defende pois já sugeriu uma reestruturação da dívida num cenário de saída da zona euro.

isto significa que os responsáveis da UE colocaram o futuro da União nas mãos do FMI. É óbvio que a solução da crise na zona euro é do domínio da política e não de tecnocratas de qualidade duvidosa.

O mais grave é que depois da contraproposta da troika à proposta da Grécia a sua saída do euro é quase uma benesse. As medidas exigidas pela troika e que são inspiradas nas exigências do FMI são um verdadeiro ultimato. Depois de tanta mensagem no sentido do acordo veio esta chantagem que leva a Grécia a ficar numa situação quase tão má como a que resultaria da bancarrota.

 O cinismo nas vantagens da bancarrota grega

O governo português teria tudo a ganhar com uma bancarrota da Grécia, poderia continuar durante mais alguns meses a afirmar a diferença de comportamentos dos governos, contando que a Alemanha viria em nosso auxílio a fim de salvar o bom aluno e não ser confrontada com os seus erros. É como o aluno graxista que conta obter ganhos nas notas por parte do professor bajulado.

O problema é que nem a bancarrota da Grécia, nem a simpatia da senhora Merkel iludem os problemas que ficaram por resolver e como se viu agora a simpatia da senhora Merkel não passa de fachada para o Conselho Europeu ver. Basta ler os sucessivos relatórios do FMI para se perceber que no dia em que Portugal precisar de ajuda a receita vai ser aquela que está sendo imposta à Grécia.

      
 O currículo de um gajo que gozava com as Novas Oportunidades
   
«Notícias do “Mirante” a dar conta da sua reeleição como presidente da Assembleia da Comunidade Urbana do Médio Tejo, recortes da revista dos “Templários” com editoriais escritos por si, documentos do partido social-democrata com quase 30 anos, dezenas e dezenas de páginas com informação do site do Parlamento, com registo da sua atividade parlamentar, e fotocópias de diplomas publicados em Diário da República. O portfolio do ex-ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, ocupa quase um dossier dos grandes, dos 22 que compõem o processo da Lusófona, e que o Observador consultou.

Em síntese, Miguel Relvas requereu a esta instituição de ensino superior, em 2006, que se “dignasse a apreciar” o seu currículo profissional. Relvas começou por evidenciar o exercício de cargos públicos (secretário de Estado da Administração Local do XV Governo Constitucional, deputado à Assembleia da República nas IV, V, VI, VII, VIII, IX e X legislaturas, membro da delegação portuguesa da NATO, de 1999 a 2002, secretário da Direção do Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata, de 1987 a 2001, Presidente da Região de Turismo dos Templários, de 2001 a 2002, entre outros).

Somam-se a estas competências, as “adquiridas ao longo da vida, no exercício de cargos políticos”: secretário-geral do PSD (2004-2005), presidente da Assembleia distrital de Santarém do PSD (1995 a 2002), secretário-geral da Juventude Social Democrata (1987-1989), entre outras.

Pelo desempenho destas funções, a Lusófona acabou por lhe atribuir 90 créditos, em 18 cadeiras como, por exemplo, Socioeconomia Política da União Europeia, Introdução ao Direito, Inquéritos e Sondagens de Opinião, Classes Sociais, Elites e Lobbies.

Mas Relvas não se ficou por aqui. O ex-ministro conseguiu ainda que a Lusófona lhe desse equivalências por competências adquiridas no exercício de funções privadas e de intervenção social e cultural e frequência universitária, tais como ter sido presidente da assembleia geral da Associação de Folclore da Região de Turismo dos Templários (2001-2002), diretor da Revista Templários – Turismo, consultor da sociedade Barrocas, Sarmento e Neves, SA, entre outras. Por estas competências foi-lhe atribuída equivalência a mais umas quantas unidades curriculares. Entre elas, “seis unidades curriculares de opção livre”.» [Observador]
   
Parecer:

Para a dupla formada por Passos Coelho e Miguel Relvas a destruição do projecto das Novas Oportunidades, bem como de tudo o que de bom pudesse ter sido feito pelo governo anterior era uma prioridade. No caso das Novas Oportunidades até se gozava e instalou-se na sociedade portuguesa um processo de desvalorização do projecto. Trata-se de um processo de formação profissional no decurso do qual as aptidões e conhecimentos prévios adquiridos ao longo da vida profissional dos formandos era considerado para efeitos curriculares.

O destino tem destas coisas, agora sabe-se que as Novas Oportunidades que esta gente recusou aos trabalhadores tinha uma versão ridícula que correspondia exactamente ao que criticavam na medida do governo anterior.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 De fadista a engenheiro do ambiente
   
«O fadista e ex-deputado eleito nas listas do PSD, Nuno da Câmara Pereira, corre o risco de perder a licenciatura em Engenharia do Ambiente. É um dos alunos que beneficiou de equivalências que foram declaradas nulas pela Inspeção-geral da Educação e Ciência (IGEC). Tal como Miguel Relvas ou como outros 150 alunos, Câmara Pereira tirou o curso na Universidade Lusófona, mas a tutela entende que o processo não foi rigoroso e não cumpriu as todas regras. Isso mesmo pode ler-se no relatório da IGEC, consultado pelo Observador.

O Ministério da Educação concluiu que “o registo do percurso escolar do aluno, assim como o certificado emitido, não se encontram de acordo com nenhum dos planos de curso” aprovados. Segundo a Inspeção-Geral, a matrícula do aluno no curso de Engenharia do Ambiente em 2 de fevereiro de 2012 num “plano de estudos que já não se encontrava em vigor é irregular, na medida em que foi efetuada em data que já não permitia a obtenção do grau de acordo com o plano de estudos” aprovado.» [Observador]
   
Parecer:

Vou inscrever-me na Lusófona, com sorte serei astronauta daqui a três meses.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à NASA se aceita licenciaturas em astronauta da Lusófona.»

 As boas penhoras
   
«Em 2014 houve mais idosos a verem a sua reforma ser penhorada por dívidas acumuladas. Os casos que acabaram em tribunal para cobrança executiva foram cerca de 196 mil, no valor de cerca de 44 milhões de euros.

Dados da Câmara de Solicitadores, avançados pelo Diário Económico (link e edição imprensa), dão conta de um aumento do número de penhoras face a 2013. A maior parte das penhoras são a pensionistas da Segurança Social (mais de 123 mil), que corresponde a um valor arrecadado de 24 milhões de euros.

Na Caixa Geral de Aposentações foram penhoradas reformas no valor de 20 milhões de euros.

O aumento da penhora de pensões e reformas é explicado pela cobrança que passou a ser feita a fiadores. Em dois anos (2013 e 2013) foram penhoradas pensões de mais de 400 mil pensionistas.» [Observador]
   
Parecer:

Se fossem penhoras por conta de impostos era um ai Jesus, mas como são penhoras para pagar a banqueiros ninguém fica indignado neste belo país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Oceanário entregue ao merceeiro holandês
   
«A Sociedade Francisco Manuel dos Santos, maior acionista do grupo Jerónimo Martins, venceu o concurso de concessão do Oceanário de Lisboa, disse nesta terça-feira à agência Lusa fonte ligada ao processo. Segundo a mesma fonte, o período de contestação ao relatório preliminar, que aponta a sociedade como vencedora, terminou hoje, não tendo havido qualquer contestação. O relatório final seguirá agora para aprovação em Conselho de Ministros.

A entidade vencedora apresentou uma proposta base no valor de 24,010 milhões de euros, a que acrescem as rendas a pagar ao Estado durante o período de concessão, fixado em 30 anos, mas que pode ser reduzido para dez anos caso o Estado entenda resgatar o Oceanário com base em “motivos de interesse público”.» [Observador]
   
Parecer:

Depois de tanta militância o homem tinha de abichar alguma coisa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Uma saída limpinha, limpinha, diziam eles
   
«A situação grega pode estar em via de ser solucionada, mas a preocupação em torno da Zona Euro não deverá acabar tão cedo. Um dos analistas financeiros de maior destaque nos Estados Unidos defende que Portugal deve ser alvo de maiores cuidados, uma vez que o contexto económico e financeiro faz prever “uma segunda crise portuguesa”.

Mathew Lynn, que escreveu o livro ‘Bust: Greece, The Euro and The Sovereign Debt Crisis, defendeu na sua coluna semanal no site Market Watch que a economia portuguesa tem “níveis de dívida insustentáveis”, que “não permitem uma recuperação estável da economia.

O jornalista económico identifica vários sinais de risco, e fala de um país que “à superfície parece estar bem melhor do que há três anos atrás”, mas que “poderá afinal não estar salvo”. Mathew Lynn refere os números do endividamento que mostram uma realidade “preocupante”: quando se junta a dívida do Estado à das famílias e empresas, Portugal é o país com saldo mais negativo da Zona Euro, à frente até da Grécia.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

E há quem deseje a bancarrota da Grécia para afirmarem que estamos melhor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se.»

 Quem fala verdade
   
«Confrontada com o corte de relações institucionais anunciado pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) e pelo Sindicato dos Magistrados do MP, a ministra referiu que, da sua parte, "não há nenhuma guerra aberta", explicando que "há uma aspiração remuneratória que não é realista" do lado dos sindicatos.

"Se ainda não estão repostos sequer os salários da Função Pública é manifestamente impossível aceitar pedidos (de aumento) de cerca de 40 por cento", sublinhou Paula Teixeira da Cruz.

A título de exemplo, indicou que, pela proposta de Estatuto, o estudante do Centro de Estudos Judiciários (CEJ) entra com 3.000 euros e mais um subsídio de condição de 1.200 euros, não "sendo ainda magistrado".

"Para não falar de exemplos na ordem dos 6.000, 7.000. 8.000 e 11.000 euros. Depois ainda é pedido subsídios de turno, de execução de trabalho urgente, de acumulação e de deslocação igual aos membros do governo", disse a ministra, esclarecendo porém que os governantes não possuem este último subsídio invocado.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

A verdade é que depois de mais três anos de namoro apaixonado entre as magistraturas e o governo algo correu mal. A ministra começou por prometer aumentos e acaba recusando aumentos de 40%, acusando os sindicatos de os terem exigido. A ministra é maluca mentindo como a acusam os magistrados ou estes estavam convencidos que depois de anos de paixão iriam dar o golpe do baú? Alguém está a mentir, e se uma ministra a mentir é muito feio o que dizer daqueles a quem cabe administrar a justiça?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Apure-se a verdade.»
 A nossa secreta é uma anedota
   
«Os serviços de informações enviaram um e-mail a 383 candidatos a espiões pedindo-lhes que confirmassem o interesse na vaga. Mas na lista de destinatários estavam os endereços de todos os concorrentes.

A identificação de 383 candidatos a espiões foi divulgada, alegadamente por lapso, pelos Serviços de Informações da República Portuguesa (SIRP) durante um processo de recrutamento que está a decorrer para as secretas. Os candidatos receberam um e-mail dos serviços para que confirmassem o seu interesse e na lista de destinatários estava, não só o seu endereço, como o dos outros concorrentes.» [DN]
   
Parecer:

Mais incompetência é impossível.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 O Macedo deu um tiro no pé
   
«O ministro da Saúde excluiu esta quarta-feira a hipótese de um aumento de impostos para financiar a saúde, avisando contudo que nos próximos anos haverá um crescimento de custos nalgumas áreas e que é preciso discutir as formas de financiamento.

“Não está previsto no programa da maioria, e pelo que percebemos também não está no da oposição, haver um aumento da carga fiscal para financiar a saúde. Não está nem naquilo que está publicado nem nas intenções e, portanto, nesse sentido excluímos (a possibilidade de aumento de impostos”, afirmou esta quarta-feira Paulo Macedo aos jornalistas no final de uma conferência em Lisboa.

Na terça-feira o ministro da Saúde tinha já avisado que os custos do Serviço Nacional de Saúde vão aumentar, considerando que deve ser discutida a sua forma de financiamento, afirmações que foram interpretadas como uma admissão da hipótese de aumento de impostos.» [i]
   
Parecer:

Recuou depressa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

   
   
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