sábado, agosto 15, 2015

Fim de férias

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Enfim, não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe, resta-me desejar a Passos Coelho que tenha boas férias, que combine com o CM a publicação de muitas imagens na companhia da sua esposa e que em Setembro o povo se sinta condoído com tão bom pai e esposo e crie condições para que se dedicar à esposa e à filha pois faz-lhes mais falta do que ao país.

Amanhã este humilde palheiro volta à faina.
  

quinta-feira, agosto 13, 2015

Só podem querer mal ao país

Gente que no Natal justifica a morte de pessoas por abandono nas urgências do Serviço Nacional de Saúde devido à falta de médicos e depois vão de visita à Alemanha e chama a atenção dos médicos portugueses ara o facto de haver boas ofertas de emprego naqueles pais só podem querer mal ao país. Foi o que fez Paulo Macedo, que parece pagar fortunas a médicos cubanos enquanto os médicos formados nas universidades portuguesas estão em termos remuneratórios entre a empregada doméstica e o canalizador.

Gente que nada faz para cobrar a dívidas à Segurança Social, mantendo os elevados níveis de ineficácia neste sector, como ficou demonstrado com a forma fácil como o próprio Passos Coelho se esquivou ao cumprimento das suas obrigações contributivas, só pode querer fazer mal ao país. O crescimento das dívidas à Segurança Social envolve montantes muitos superiores aos muitos cortes feitos nas pensões. Há uma clara estratégia de promover a insustentabilidade da Segurança Social para depois a privatizar. Tem sido esta a estratégia destes canalhas, dizem que a TAP é inviável e privatizam-na, com o mesmo argumento privatizam os transportes públicos, agora estão usando o mesmo argumento para defender a privatização da TAP e há muito que afundam a Segurança Social para destruir o Estado Social.
 
Num país com graves problemas demográficos é preciso querer-lhe mal para abandonar políticas de crescimento e promover a emigração de quadros, dando aos “amigos alemães” milhões gastos pelos contribuintes para formar quadros de grande qualidade. Quando Vítor Gaspar gozava com o ex-ministro Álvaro Santos Pereira dizendo que não havia dinheiro para medidas de promoção do crescimento, havia ministros que achincalhavam os jovens portugueses sugerindo que eram uns gandulos que preferiam o conforto do desemprego a trabalhar no estrangeiro.
 
Na política deste governo houve muito mais do que memorando, de política económica ou de uma ideologia alimentada por muitos shots nas boates de Lisboa, desde a tese do consumo acima das possibilidades, à destruição deliberada de sectores da economia esteve sempre presente um ódio doentio ao país e aos portugueses.


terça-feira, agosto 11, 2015

A candidata

Se os portugueses tiveram de aturar dois mandatos presidenciais de Cavaco Silva, uma personagem que já tinha sido derrotada por Jorge Sampaio deve-o mais a feira de vaidades em que gostam de participar algumas personalidades do PS do que aos méritos de um político descredibilizado e sem aptidões para a mais alta magistratura do Estado.

A candidatura de Manuel Alegre serviu apenas para dividir do eleitorado do PS e para animar a extrema-esquerda na sua tentativa de crescer eleitoralmente a custa do romantismo de algumas franjas de eleitores do PS. OI pais pagou cara a vaidade de Manuel Alegre, um bom poeta mas um político em que poucos eleitores depositavam confiança. As desavenças internas do PS foram transpostas para a luta pela Presidência da República.
  
Manuel Alegre conseguiu vingar-se de Sócrates, mas fê-lo da pior forma, levando Cavaco Silva ao colo para Belém, para depois o presidente da direita derrubar o governo do PS e ajudar a direita a ter todo o poder e a ignorar todos os valores constitucionais. Para quem não e do PS e nada tem que ver com as desavenças internas daquele partido não só foi mais uma desilusão, como se pagou um preço demasiado elevado pelas caganças de algumas personalidades do PS.
  
Parece que mais uma vez a cagança e os jogos suicidas de algumas personagens do PS vão ajudar a direita a conquistar a Presidência da República. Ainda por cima, e mais do que óbvio que também se pretende transformar uma candidatura presidencial num Cavaco de Troia nas lutas e ambições de algumas personalidades do PS. Ainda este partido disputa as eleições e já se percebe que um tal Assis se prepara para usar a sua melhor gravata na noite eleitoral e apresentar-se como candidato à liderança do PS.
  
A candidatura de Maria Belém é mais uma brincadeira de mau gosto de políticos que pertencem a uma certa burguesia  política que ganhando quase 20.000 euros em Estrasburgo ou com rendimentos garantidos em Portugal estão mais preocupados com a grandeza ridículo do seu umbigo do que com o que o povo português sofreu ou pode vir a sofrer ainda graças às suas manobras canalhas.
  
Ou estou muito enganado ou será desta vez que os eleitores do PS deixam de o ser, a candidatura de Belém, lançada pelo Correio da Manhã, e apoiada pelo Observador desde que o Henrique Neto se cansou é uma manobra da direita e não admira que seja a jogada de uma certa direita do PS que bem podia ser  a ala do centro do PAF.
  

segunda-feira, agosto 10, 2015

A candidatura de Paulo Portas

Há dois tipo de explicações para o facto de Paulo Portas pretender participar nos debates eleitorais, as séria e as pouco sérias. O problema é que em Paulo Portas não há uma linha que divida a seriedade da falta dela, aliás, a começar na famosa linha vermelha em Paulo Portas não há linha que separe o que quer que seja.

A primeira explicação óbvia é a de que nesta exigência de Paulo Portas há uma estratégia combinada com Passos Coelho em que o líder do CDS aceita armar-se em parvo para que  mês de Agosto se esgote na ausência de debate. Paulo Portas paga o preço de lhe ter sido dado um grupo parlamentar muito superior ao que alguma vez poderia ter à custa do desemprego dos candidatos a deputado do PSD.

Um dos aspectos mais perversos da coligação da direita é salvar o CDS de uma redução à sua verdadeira expressão eleitoral. Ao garantir o estatuto de Verdes da direita o CDS tem deputados que não representam os eleitores e um líder que há custa de golpes, uns mais baixos do que outros, vai evitado o enterro de alguém que há muito é um cadáver da política portuguesa e que só a bandalhice nacional permitiu a sua sobrevivência depois do muito estranho negócio dos submarinos, para não referir outras coisas do seu passado, como a passagem pela Universidade Moderna.
  
Paulo Porta é uma fraude da política portuguesa, um politico oportunista que tem sobrevivido graças a um cinismo e oportunismos extremos, alguém que não hesita em faltar à sua palavra desde que a possa vender a bom preço. Debater com Paulo Portas atribuindo-lhe um estatuto de líder de um grande partido ou de candidato a primeiro-ministro é gozar com o país e com os eleitores. Paulo Portas é uma fraude, um cadáver à espera de ser enterrado e com os cadáveres da política não se debatem ideias ou programas de governo, fazem-se enterros e contratam-se carpideiras para chorarem em sua memórias, isso se velhas deputadas do CDS como a Manuela Moura Guedes e outras senhoras não estiverem dispostas a fazer o serviço de boa vontade e a título gracioso.