sábado, setembro 26, 2015

O tudo por tudo da direita

Imagine-se que uma coligação formada pelo PCP e pelo BE tinham mais de 30% de votos, que os seus quadros dominavam a comunicação social e que as sondagens lhe davam uma vitória eleitoral. A direita diria que o país era uma segunda Venezuela, exigiria ao PS e a todos os do centro esquerda ou de esquerda não conservadora que se demarcassem dessa esquerda intolerante. 
  
Em Portugal há uma esquerda conservadora que de forma clara ou menos clara defende um modelo de sociedade que considera a democracia desnecessária porque há uma vanguarda melhor preparada pare governar. Mas a direita é toda muito democrática, a extrema direita governou o país durante meio século, havia uma polícia política, regressaram ao país todos os administradores coloniais, as elites militares apoiaram o regime, muitos funcionários públicos juraram-lhe lealdade. Mas, milagres dos milagres, de um dia para o outro sóa há “social-democratas”, descendentes ideológicos de uma cisão no movimento comunista, bem como democratas cristãos, herdeiros dos antigos cruzados e Cerejeiras, que de um dia para o outro levaram um baptismo de democracia.
  
Essa direita sempre odiou a democracia, anseia por despir as vestes repugnantes de democrata, olha para qualquer constituição democrata como instrumento de Santanás. É essa direita que nos governa, que a liderar o governo um herdeiro do colonialismo que agora dá o tudo por tudo. Até aqui compreende-se, não seria nos cursos da Tecniforma que Passos ia aprender a ser democrata, nem porteiro de aeródromos quanto mais democrata, nem o Portas se livraria  dos tiques da velha direito a andar de Jaguar por avenidas conhecidas de Lisboa.
  
Mas seria de esperar que na direita alguém se incomodasse com o que se passa, com o desprezo pelos parasitas grisalhos, pelo ódio aos funcionários públicos, pelo sangue-frio com que se abandonam pobres nas urgências. Mas isso não sucede, honra seja feita a Manuela Ferreira Leite (esperemos que não tenha de engolir esta referência) ou Pacheco Pereia que ousam criticar essa gente. A regra da direita bem pensante é o silêncio, havendo muita gente que a troco de benesses ou de apoios não hesitam em “vender-se-“.
  
Estas eleições são únicas no pós 25 de Abril, é a direita a querer o poder a qualquer custo para usar a crise financeira para destruir o que se construiu em mais de trinta anos, Já que não conseguem uma nova Constituição, destroem aquilo que tem sido protegido por essa Constituição. Já não há complexos, nem sequer o Expresso faz o mais pequeno esforço para se demarcar dos velhos pasquins fascistas, para Balsemão é mais importante a sobrevivência da Impresa do que a democracia, os banqueiros dão o tudo por tudo para se salvarem dos erros à custa de uma transferência de riqueza dos mais pobres.
  
Estas são as eleições mais importantes desde o 25 de Abril, ou se ganham ou em caso de derrota não se perde apenas o poder durante uma legislatura, perde-se muito do que se construiu, perdem-se os sonhos que a democracia nos deu.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Fontanário na Calçada dos Barbadinhos, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Maria Luís Albuquerque

Quando a ministra faz sair dados com base nos quais tira conclusões sobre a receita fiscal argumentando que no segundos semestres os resultados costumam ser melhores está escondendo dois tipos de dados. Esconde as retenções de IRS e de IVA que podem estar a ser abusivamente altas para ajudar artificialmente nas metas orçamentais de 2015 e parece ignorar que no passados ocorreram importantes perdões fiscais e outros truques para aumentar a receita no final do ano.
 
As contas públicas são demasiado sérias e as aldrabices contabilísticas podem ter custos demasiado elevados para que o governo não tenha resistido à tentação eleitoralista de as aldrabar, mesmo sabendo que isso pode deitar por terra todos os sacrifícios feitos pelos portugueses.

Neste momento o governo só pode falar do reembolso parcial da sobretaxa depois de feitas todas as contas e, principalmente, depois de virem ao de cima os reembolsos de IVA que podem estar sendo abusivamente congelados, para não falar dos acertos na receita do IRS que só serão feitos depois de entregues as declarações de rendimentos,e em Abril e Mio de 2016.

Mas mesmo que haja ou houvesse lugar a um reembolso parcial da sobretaxa isso significa que  em cima da austeridade os portugueses tiveram de suportar uma dose adicional para compensar a incompetência da ministra. O reembolso da sobretaxa não será uma benesse dada aos portugueses mas sim o reembolso de um monte que foi cobrada de forma abusiva, como sucede com os muitos milhões de reembolsos que estão retidos, ou os que resultam dos abusos nas tabelas de retenção na fonte do IRS.

«A receita fiscal do Estado somou quase 25.100 milhões de euros entre janeiro e agosto, segundo a síntese de execução orçamental, divulgada hoje, sexta-feira, pela Direção-Geral do Orçamento.

São mais 1.303 milhões de euros que entram nos cofres do Estado face a igual período de 2014, o que se traduz num crescimento de 5,5% em termos homólogos. Acima da previsão de aumento da receita fiscal de 5,1% inscrita pelo Governo no Orçamento do Estado para 2015.

Em agosto o EStado cobrou cerca de 4200 milhões de euros, o que corresponde a um aumento mensal de 8,5%.

O crescimento da receita está associado, sobretudo, ao desempenho do IVA (o grande motor de receitas fiscais) e do IRC, enquanto no IRS se verifica um desempenho em linha com os valores de 2014.

Com o IVA, o Estado arrecadou, até agosto, 10.051,2 milhões de euros, mais 8,9% face ao mesmo período de 2014. Já o IRC rendeu mais 12,4%, num total de 2.810,8 milhões de euros cobrados às empresas nos primeiros oito meses do ano.

O IRS gerou 8.235,1 milhões, menos 0,1% do que em período homólogo do ano passado.» []

 O pós-eleições segundo Cavaco Silva



 Sondageiros para todos os donos

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 Mas que grande vitória eleitoral

Uma das maiores mentiras desta campanha é a do conceito de vitória eleitoral.

De acordo com todas as sondagens até agora publicadas, o PSD deixará de ser o maior partido em n.º de deputados. O maior partido é sempre o PS, pelo que todas as sondagens dão a vitória ao PS.

As eleições de 2011 tiveram os seguintes resultados em percentagens de votos e em número de deputados:

Percentagem de votos:

PSD - 38,65%
PS - 28,06%
CDS - 11,70%
PCP- PEV - 7,91%
BE - 5,17%

Deputados:

PSD - 108
PS - 74
CDS - 24
PCP- PEV - 16
BE - 8.

O CDS teve 11,7% dos votos. No conjunto os 2 partidos da coligação tiveram 50,35%.

Ora, se a correlação de forças dentro da coligação se mantiver, então, de acordo com a sondagem do Expresso, o PS terá 36% e o PSD 23,8% (35,5% que a sondagem dá à coligação, menos os 11,7% do CDS).

Tratar-se-ia de um resultado muito próximo do das eleições de 2009, que o PS ganhou. Nessas eleições o PSD teve 29,11% dos votos ( muito mais que os 23,8% acima referidos), contra 36,55 do PS (uma percentagem quase igual à da sondagem do Expresso.

Os 23,8% do PSD para que as sondagens agora apontam, correspondem ao pior resultado, de sempre, do PSD, mais baixo ainda que o de Santana Lopes, que em 2005 conseguiu 28,77% dos votos.

Se fizermos uma análise às eleições em que o PS ganhou, a soma dos votos do PSD e do CDS rondou sempre os 40%. Foi assim em 1995, quando Guterres ganhou (PSD+CDS tiveram 43,17%); em 1999 (40,66%), em 2005 (36,01%) e em 2009 (39,54%).

Conclusão: de acordo com todas as sondagens o PS vai ganhar as eleições, o PSD provavelmente vai ter a menor votação de sempre e a coligação no seu conjunto vai ter também a menor percentagem de votos de sempre.

É preciso que exista uma máquina de propaganda a funcionar muito bem, para que esta derrota anunciada (que se aproximará da maior de sempre), se converta em vitória!
  
 Mas que grande sondagem!

 O universo da sondagem do expresso é de 1867 pessoas, mas:

20,5% recusaram-se a responder;
19,2% responderam, mas disseram que não sabem em quem votar;
8,1% responderam que votam "noutros" partidos, mais pequenos que o PDR e o Livre, uma taxa irreal.

Verifica-se, assim, que quase metade das pessoas contactadas não manifestou a sua preferência de voto.

No final da notícia do Expresso sobre a sondagem diz assim, discretamente o último parágrafo:

"Aos inquiridos é ainda perguntado quem acreditam que vai ser o próximo primeiro-ministro. Aqui, António Costa vence com uma margem mais folgada".

Um dia destes o Expresso vai poupar nos telefonemas e faz a sondagem durante a hora do jantar da família Balsemão. Quase aposto que os resultados seriam mais credíveis, ninguém duviodaria da previsão de 100% de votos pafiosos.

      
 Passos já usa fundos europeus na campanha
   
«O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, anunciou esta sexta-feira que, segundo informação governamental, cerca de 1.200 milhões de euros de fundos europeus serão pagos às empresas até ao final deste mês.

Num almoço com empresários inserido na campanha da coligação PSD/CDS-PP para as legislativas de 4 de outubro, em Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro, o também primeiro-ministro adiantou que o Governo está a preparar decisões para acelerar a execução dos fundos do Portugal 2020.» [Expresso]
   
Parecer:

Se não fosse este Passos não receberíamos dinheiro europeu... A verdade é que o governo reteve o dinheiro para o distribuir a dia das eleições, uma vergonha digna de canalhas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Em nome de um país sério
   
«P presidente da Câmara de Sintra defendeu esta sexta-feira o PS como “ponto de união” entre democratas-cristãos e socialistas em nome de um “país sério” e apelou a uma “grande manifestação de força” como resposta às sondagens.

Basílio Horta, fundador do CDS e ex-deputado do PS, falava num almoço comício em Loures, numa intervenção de crítica cerrada ao Governo PSD/CDS-PP, que entusiasmou os apoiantes socialistas.

“Eles [coligação PSD/CDS] têm as sondagens, mas nós temos a força da verdade. Não se atemorizem com essas sondagens, não percam com elas um minuto. Peço-vos uma grande manifestação de força [do PS] dos próximos dias, uma grande mobilização”, declarou Basílio Horta.» [Expresso]
   
Parecer:

Haja alguém que fale claro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

   
   
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sexta-feira, setembro 25, 2015

No que vai votar no povo?

O povo é uma personagem abstracta que tendemos a analisar com algum romantismo, analisamos os resultados eleitorais como se tratasse de um cidadão ou de um grupo de cidadãos que se reúne para decidir o futuro do país. Os resultados eleitorais não correspondem aos nossos votos depois de somados, o nosso voto não conta, é diluído nessa personagem mítica que é o povo.
  
O povo não se engana, se as eleições resultarem numa maioria absoluta é porque o povo quer que seja um chefe a decidir pois confia no chefe e este, como Cavaco Silva, tem direita a usar esse estatuto para a posteridade. Se sucede o contrário o povo quer diálogo, não se pronuncia sobe o quê, quer apenas consenso.
  
Quando um governo se revela incompetente ou se governa à revelia do seu programa eleitoral e as coisas correm mal nas eleições seguintes, alguém se apressa a concluir que o povo não se deixou enganar, mas se sucedeu o inverso ninguém conclui que o povo gostou de ser enganado.
  
Na noite das eleições teremos dezenas de comentadores a fazer um enorme esforço intelectual para interpretar a vontade do povo, a questionar-se porque razão o povo decidiu de uma determinada forma, porque ignorou este partido e fez crescer aquele. Vamos saber se gostou da mijadela do Gato Fedorento na cara do Marinho, se gostou da barriga da Joana ou se teria preferido ver as mamas, se a cor da pele d Costa influenciou os resultados ou se as fotografias da esposa do Passos o ajudaram.
  
O povo é uma personagem global de inteligência mediana, que mantém uma relação muito íntima com os jornalistas e sondageiros e que confiam em Cavaco Silva e na sua esposa para o representarem. O povo e possuidor de uma grande sabedoria e as suas decisões eleitorais não são questionáveis. Por isso e ainda sem sabermos o que ai resultar nas próximas eleições já podemos pensar sobre o que é que o povo está pensando.
  
Se a direita ganhar é porque o povo gostou de piores serviços de saúde, de ser enganado com um falso programa eleitoral, ficou com pena do Constitucional lhe ter devolvido os cortes das pensões, gostou de ver os filhos partirem para a emigração. Neste caso o povo sanciona tudo o que Passos venha a decidir ao contrário do que prometeu e apoiará o desrespeito da Constituição, Passos terá uma legitimidade popular para cortar, mentir e mandar emigrar.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Elevador do Lavra, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paula Teixeira da Cruz

Pobre senhora, decretou o fim da impunidade e agora o fim da impunidade bate-lhe à porta dia sim, dia não e em vez de aparecer na fotografia graças as suas mini-saias eleitorais serve para decorar notícias de investigações policiais aos serviços que tutela.

«A Polícia Judiciária realizou buscas na quarta-feira à sede da Direção-Geral de Reinserção e Serviços prisionais (DSRSP), em Lisboa, para investigar os contratos de ajustes diretos relacionados com compra de material de vigilância eletrónica, segundo fonte oficial.

A mesma fonte referiu que, durante as buscas, a PJ consultou documentos relacionados com a compra por ajuste direto de material de vigilância eletrónica (pulseiras) e documentação referente a obras realizadas por uma empresa no centro de reinserção da Bela Vista.» [DN]
  
 Escândalo na justiça portuguesa
  
Os defensores de José Sócrates já podem saber o que consta no processo sem terem, de comprar o Correio da Manhã!
 
 Desta vez Manuela Ferreira Leite não come o lombo assado?

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Na última campanha eleitoral Manuela Ferreira Leite esteve presente num jantar cuidadosamente preparado para aparecer ao lado de Passos Coelho. Na ocasião a ex-líder do PSD não apoiou de forma clara o candidato do PSD, preferindo dizer que o que pretendia era ver-se livre de Sócrates.

"Eu confesso o meu grande objectivo. A grande necessidade que eu sinto para o país é que este primeiro-ministro vá embora" e, sentada ao lado de Passos Coelho, ainda acrescentou "eu não ando à procura de um primeiro-ministro, eu ando à procura que o engenheiro Sócrates saia de primeiro-ministro". [JN]

Agora que já se livrou de Sócrates e este só sai de casa acompanhado pela guarda do Alexandre será que Manuela Ferreira Leite vai fazer o frete do lombo assado na mesa do homem de Massamá?

 O país miserável em que nos transformámos

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Perante o drama dos refugiados o Observador dá destaque aos 70 milhões com que a UE comparticipa os custos de apoio aos que forem obrigados a vir para Portugal! Ficamos sem saber se devemos agradecer ao Estado Islâmico por ter provocado esta onda de refugiados ou se a uma ministra da Administração Interna que conseguiu tão grande gorjeta a este país ávido de tostões.

Os redactores desta Voz do Povo a direita são claros quanto à mensagem que querem fazer passar, a escolha da imagem é clara, devemos agradecer os 70 milhões de lucro à cuta dos refugiados à amizade entre Junkers e Passos Coelho.

Conclusão: vamos votar na direita para que possamos ter bons lucros à custa dos refugiados sírios. É este o país miserável em que estes jornalistas do Compromisso Portugal nos estão transformando.

 Tesourinhos dos proletários do Balsemão

O poder tem destas coisas, quando tende a ser bajulado por jornalistas que querem ficar bem na fotografia junto do patrão dá lugar a comportamentos dignos da Coreia do Norte. É isso que explica este tesourinho eleitoral do Expresso:

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O velho Porta odiado pelo PSD e pelo cavaquismo, a besta negra do Independente é agora promovido a timoneiro, a contramestre do regime e fotografado em poses dignas de um Kim Jong-un. Na imagem vemos um Portas erecto, no meio de operários, indicando o caminho a quem desce a escada que, ao que parece, deve ser um homem.

E o que dizer desta história de amor a querer renovar os votos na capela do Expresso rezados pelo jornalista Filipe Costa? Longe vão os tempos da demissão irrevogável e ainda ainda mais de quando Portas dizia nas últimas legislativas para votarem nele para chamar a si o papel efeminado de tornar Passos mais meiguinho com os portugueses.

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Com uma notícia destas até apetece repetir uma imagem que já foi colocada aqui, até parece que o jornalista romântico do Expresso foi buscar inspiração nela:

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 Nacionalizar o que está nacionalizado?

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Enquanto o Novo Banco se mantiver como está e o dinheiro for dos contribuintes o banco estará nacionalizado. Não só o dinheiro é do Estado, como a CGD detém uma grande quota no fundo de resolução, como a própria administração do banco foi escolhida pelo Estado. 

      
 Casamento, instituição e negócio
   
«“Se estamos a casar com o intuito de ficarmos juntos para sempre, ter filhos, construir família… queríamos que tudo o que construíssemos no futuro fosse dos dois”. Ana Magalhães Neves, consultora de comunicação, casou-se há cerca de um ano em comunhão de adquiridos e garante que, se tivesse bens significativos e não fosse preciso pagar para alterar o regime base, teria optado pela comunhão geral de bens. O que sustenta a sua opinião é um conceito de vida: “Separação total de bens não estaria, no fundo, em linha de união com as nossas vidas”.

Se quiser casar, o regime normal de bens é o da comunhão de adquiridos. Se quiser comunhão total (que já foi o regime normal no passado) ou se quiser separação total de bens, tem que fazer uma convenção antenupcial e pagar cerca de 200 euros. No seu programa eleitoral, PSD e CDS prometem repensar o atual regime de forma a tornar comum a separação total de bens. É a única força partidária que se compromete a tocar neste assunto. E será que é preciso?» [Observador]
   
Parecer:

A direita transforma o casamento na instituição alicerce da sociedade, mas tem o cuidado de o tratar como um mero negócio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 O MRPP está mais dócil
   
«O PCTP/MRPP anunciou esta quinta-feira que suspendeu do seu material de campanha eleitoral para as eleições legislativas de outubro a frase "Morte aos Traidores".

"O Comité Central do Partido e a Candidatura Nacional do PCTP/MRPP vêm comunicar que a palavra de ordem morte aos traidores foi suspensa da campanha eleitoral em curso", lê-se num comunicado enviado às redações.

O candidato do PCTP/MRPP pelo círculo eleitoral de Lisboa às eleições legislativas de 4 de outubro, Garcia Pereira, defendeu esta semana, em Palmela, que é preciso "correr com os traidores da Pátria e recuperar a independência do país", o que causou várias críticas e indignação em vários sectores da sociedade.» [Expresso]
   
Parecer:

É uma pena que tenham abandonado a versão tuga da "morte aos apóstatas" do Estado Islâmico. Esperemos agora por saber qual será a próxima versão desta palavra de ordem, tavez um desejo de um funeral feliz aos traidores. Aguardemos pelas instruções do glorioso CC do PCT/MRPP.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Estes burros são teimosos
   
«Deitada na praia, na horizontal, coberta de areia e apenas com a cabeça de fora, enquanto era obrigados a ingerir álcool. Terá sido neste contexto de “praxe académica", envolvendo vários caloiros, que uma jovem entrou em coma alcoólico, nesta quarta-feira, tendo sido assistida no Hospital de Faro. O reitor da Universidade do Algarve já instaurou um processo de averiguações com vista à responsabilização disciplinar dos alunos envolvidos.

Segundo informações prestadas na manhã desta quinta-feira por fonte do Hospital de Faro, a estudante mantém-se sob observação, mas deve ter alta "em breve". 

A situação que resultou no internamento, depois das 21h de quarta-feira, foi relatada, em declarações à TVI por uma amiga da família da universitária. As consequências foram confirmadas pelo reitor da Universidade do Algarve, António Branco. » [Público]
   
Parecer:

Isto não é uma praxe, é um homicídio na forma tentada. è preciso condenar e expulsar das universidades este bando de imbecis e criminosos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao MP se já tomou alguma iniciativa ou vai deixar mais bandidos sem condenação por praxes assassinas.»
  

   
   
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quinta-feira, setembro 24, 2015

Mais uma cambalhota

Voltemos, mais uma vez, a contar a velha anedota do compadre que foi experimentar um voo de acrobacias aéreas. Terminado o voo com piruetas várias o piloto questionou-o sobre a nova experiência. O nosso compadre lá contou o que sentiu, que quando ia subir já sabia que se ia mijar pelas calças abaixo, quando ia descer já sabia que se ia borrar, do que não estava à espera era que o avião desse uma volta e lhe caísse tudo em cima da cabeça.
  
Quando Passos mandou desligar o cronómetro na sede do CDS e iniciou a sua saída limpa entrou em modo eleitoral, daí em diante deixou de governar, de reformar e ainda aproveitou as decisões do Constitucional para aliviar a austeridade, O seu Núncio Fiscoólico começou a aumentar paulatinamente as retenções do IVA e do IRS para criar a ilusão de sucesso fiscal. Mal percebeu que o Novo Banco ia dar muitos milhares de milhões de prejuízos ordenou ao seu assalariado do BdP para brincar com os potenciais compradores do banco para que a venda fosse adiada para muito depois das eleições.
  
Passos queria ganhar a qualquer custo e Portugal tinha de entrar em modo virtual, desde as sondagens à realidade económica, tudo teria de criar uma ilusão que enganasse os cidadãos. Era o tudo por tudo, tinha riscos, mas ou se apostava ou se perdia. Era necessário ser o maior partido, mesmo que isso custasse o risco de uma nova crise financeira. De novo no poder seria possível escolher o momento da crise política e tentar a maioria absoluta, face a uma oposição desorientada. Se corresse mal ainda melhor, um governo minoritário do PS enfrentaria uma situação difícil.
  
Agora que a direita está convencida de que vai ganhar as eleições começa a ter um problema, tal como o nosso compadre também já percebeu que isto vai dar uma cambalhota e toda a merda que andaram a fazer vai-lhes cair em cima. Os prejuízos na venda do Novo Banco vão juntar aos litígios judiciais do banco mau, o défice de 2015 não só fica quem da meta governamental como dos mínimos exigidos pelos credores. A farsa do reembolso da sobretaxa vai ser desmontada, com o reembolso do IVA retido abusivamente deixa de haver sucesso fiscal e as receitas fiscais baixarão de forma acentuada.
  
O problema é que Passos é um aldrabão compulsivo e vai dizer que, mais uma vez, a culpa é da irresponsabilidade dos consumidores que mal perceberam que a economia melhorava desataram a consumir irresponsabilidade, reduzindo as poupanças, aumentando o crédito ao consumo, em vez de pouparem e investirem os portugueses optaram por importar e consumir, por isso não poderão escapar ao merecido castigo a ser infligido por Passos e Portas com as chicotadas do costume, cortes de vencimentos e de pensões, desinvestimento nas escolas e destruição do SNS, despedimento de funcionários públicos e mais uma fornada de refugiados portugueses a caminho da Alemanha. 
  
Tal como o mexilhão também os portugueses são sempre lixados e sempre que o Passos Lapsus Coelho e o esganiçado do Paulinho dão uma cambalhota é cima dos portugueses, especial ente dos menos favorecidos, que cai a merda toda.
  
Resta-nos impedir que isso volte a acontecer.
 

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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 Jumento do dia
    
Maria Luís Albuquerque

Passos Coelho disse por várias vezes que o governo estava em funções e iria ter plenos poderes até ao último dia do seu mandato. É uma pena que esse princípio não seja respeitado na hora de assumir e dar explicações e que em vez de estar em Lisboa dando a cara pelo défice e pelo Novo Banco a ministra Maria Luís Albuquerque prefere andar escondida atrás das doses de lombo assado de Setúbal.

 Jornalismo de sarjeta

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É uma pena que as escolas de jornalismo não estejam a ensinar conceitos elementares como democracia, honestidade, ética, verdade, ou que patrões da comunicação social como Pito Balsemão tenham perdido a vergonha e tratem os seus jornalistas como canitos. Um bom exemplo deste tipo de jornalismo sem valores é-nos dado pela notícia do Expresso relativa à campanha de António Costa em Viseu.

Leio no título que "Costa passou por Viseu mas a festa não correu bem" e fico curioso por saber o que terá corrido mal a Costa na sua passagem por Viseu. Vejamos então o que correu mal:
  • Manhã de terça-feira, a arruada foi curta, embora marcada pelo entusiasmo e a iniciativa dos jovens que acompanham a caravana do líder e que se juntaram aos da terra.
  • De discurso político, o tom havia sido dado logo pela manhã, na entrevista à TSF. Chegara à altura de responder aos ataques da coligação e por fim à polémica dos cortes e poupanças da segurança social, num almoço marcado para apoiantes. Ponto final, portanto.
  • Gerida agora pelos socialistas, foi difícil encontrar gente da terra para ver passar o candidato que acabou por viver um insólito momento do passado - numa visita aos bombeiros, alinhados em parada como nos seus tempos de ministro, com passagem pelos Kamov que ali estão também ainda dos tempos do ministro da Administração Interna António Costa.Falou menos, mas foi eficaz: o discurso curto foi certeiro e mordaz nos ataques. A ajudá-lo, para além da cabeça de lista, Maria Manuel, a estrela João Galamba. Ele também gosta de malhar na direita e desta vez foi em Portas. A casa vibrou.
  • Falou menos, mas foi eficaz: o discurso curto foi certeiro e mordaz nos ataques. A ajudá-lo, para além da cabeça de lista, Maria Manuel, a estrela João Galamba. Ele também gosta de malhar na direita e desta vez foi em Portas. A casa vibrou.
Se isto é correr mal, o que será para o proletário do Expresso de Pinto Balsemão Rui Duarte Silva correr bem? Enfim só dá vontade de o mandar para um sítio que ficou famoso graças ao saudoso Almirante Pinheiro de Azevedo, que tratava este tipo de gente pelo nome.

Mas vale a pena dar uma olhadela à forma como o Expresso apresenta a campanha eleitoral, parecendo que neste momento o José Manuel Fernandes, o dinossauro da quase extrema-direita que foi redactor da Voz do Povo e agora é o ideólogo do Observador, que dirige o jornal do Balsemão:

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O destaque vai para o BE, que convém ser levado ao colo para tirar votos ao PS e ajudar mais uma vez a direita, da última vez ajudou a derrubar a esquerda no poder, agora ajuda a direita a ter mais votos. Quanto a António Costa já se sabe, foi uma desgraça em Viseu. Com o PSD é que tudo corre bem e até se sugere a galeria de imagens, será que a Maria Luís aproveitou a campanha em Setúbal para se fazer fotografar para a capa da Cristina Ferreira?

 Os alemães e os finlandeses, os portugueses e os gregos

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O que torto nasce, tarde ou nunca se endireita

Eu ainda sou do tempo em que os alemães e os finlandeses eram donos de todas as virtudes, gente honesta, competitiva, rigorosa, que não vivia nem ganhava dinheiro à conta de expedientes. OS portugueses e os gregos eram manhosos, aldrabões nas contas, pouco dados ao trabalho, nada competitivos, trafulha nas contas, vivendo acima das sua possibilidades e à custa dos pobres alemães.

Era um tempo em que se ia dia sim dia não lamber os ditos cujos ao senhor das Finanças, em que a ministra se prestava a encenações no ministério das Finanças alemão e em que todos os dias o primeiro-ministro portuguesa fugia dos gregos como se fossem leprosos.

Nesse tempo a VW era uma empresas exemplar, que competia com base nos preços, na qualidade e no rigor e honestidade dos alemães, um povo exemplar e acima de qualquer suspeita. Os eram os gregos e os portugueses, ainda ue estes por serem graxistas eram um pouco melhores do que os primeiros.
 
 Os portugueses e os sírios

As imagens das televisões mostram-nos professores, engenheiros gente qualificada que foge da Síria, falam perfeitamente inglês, apesar das circunstâncias apresentam-se exemplarmente limpos e c om as crianças num mimo, dizem que fogem e querem um futuro melhor.

Vejo na televisão a ministra de um governo que começou por assobiar para o ar, quando se deu um incidente com a extrema-direita alemã que levou a senhora Merkel, a mesma que semanas antes fez chorar uma criança palestiniana, refugiada que fugiu da Faixa de Gaza, dizendo-lhe que não avia lugar para ela na Alemanha a ter muita pena dos refugiados sírios, o governo português disse aceitar 1800 refugiados, agora já a ministra fala em 4000.

Isto significa que a União Europeia vai ter um problema difícil entre mãos que é escolher os sírios que desejando ir para a Alemanha ou para o Reino Unido vão ter o azar de serem escolhidos para que Passos Coelho os possa exibir como símbolos da sua boa vontade cristã.

A verdade é que nos últimos anos foras mais os quadros e trabalhadores portugueses que procuraram refúgio noutros países, dos que os sírios que chegaram à Europa, pelo que vai ser difícil convencer os engenheiros, professores e médicos sírios a procurarem refúgio num país de onde são mais os refugiados do que os sírios da Europa.

Esperemos que daqui a uns tempos não vamos ter sírios duplamente refugiados a pedir asilo na Espanha.

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A crise dos refugiados portugueses na capa do CM de hoje
    
 Um banco a custo zero

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Se o Novo Banco fica a custo zero porque não ficamos com ele e lhe mudamos o nome para Banco Zero?

O raciocínio da direita é simples, Sócrates foi culpado por tudo o que se passou em consequência da falência do Lehman Brothers, mas Passos Coelho não tem qualquer responsabilidade no BES e até resolveu o problema sem dívida, sem dinheiro e sem custos para os contribuintes. Até apetece perguntar porque razão não aproveita a ideia e nacionaliza toda a banca privada a custo zero.

Se fosse noutros tepos os nossos correspondentes em Bruxelas já teriam pedido esclarecimentos à Comissão sobre as consequências e que medidas seria necessário adoptar para corrigir a situação criada. Mas para salvar Passos vão deixar as perguntas para depois das eleições.

 E que grande brasa!

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 O acidente de Alcafache de Passos Coelho

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Nas eleições de 1985, ganhas pelo Cavaco, pela primeira vez, houve um acontecimento determinante dos respectivos resultados - o terrível acidente de Alcafache. Esse acidente, ocorrido cerca de um mês antes das eleições, mostrou um Portugal atrasado, desorganizado e perigoso.

O país estava a saír, como agora, de um período de resgate (iniciado em 2003), já com indicadores claros de retoma da economia, que mais tarde viria permitir o oásis cavaquista. Na altura o Almeida Santos era o candidato do PS a PM e esforçava-se por mostrar um país moderno, eficiente e a crescer. Alcafache destruiu essa discurso.

(Nessas eleições o Cavaco fingiu muito bem que o PSD não esteve no governo do Bloco Central então no poder e ganhou as eleições, pior, ele que com uma revalorização nacionalista e imbecil do escudo obrigou o país a pedir ajuda, aparecia agora como salvador da Nação.

Eu penso que o caso BES é o Alcafache deste governo. O fim da fantasia eleitoral ( e neste caso, mentira descarada) e o regresso à realidade. Se o BPN provocou a vinda da troika, o corte das pensões e dos vencimentos e o enorme aumento de impostos, o BES vai provocar o mesmo, mas em dimensão proporcional. Ficámos hoje a sabê-lo. O país não vai aguentar e provavelmente teremos um novo resgate, agora se calhar idêntico ao de Espanha, que tinha um problema idêntico com as Cajas de Ahorros.

A estória do Passos, de que o dinheiro está a render, é um insulto. Também podemos dizer aos lesados do BES que tenham calma, que o seu dinheiro está a render, e que se tudo correr bem até recebem com juros. Isto só revela o grau de inconsciência do homem e a impunidade com que julga que pode atuar.

Neste caso o governo mentiu aos portugueses, mentiu quando disse que não ia ter custos, mentiu e falhou quando tirou Vítor Bento da administração do ainda BES com o argumento da venda rápida e mentiu e faolhou novamente ao reconduzir Carlos Costas na liderança do BdP com o argumento de era quem estava em condições para vender rapidamente o Novo Banco. Não só mentiu como todo o processo BES, desde a crise até agora, foi gerido mais em função da agenda pessoal de Passos Coelho do considerando o interesse nacional.

      
 A factura para quem vier a seguir
   
«No entanto, as contas do primeiro semestre do ano, tipicamente mais negativas, deixam antever um desafio complicado para a segunda metade do ano. Só nos primeiros seis meses, o défice atingiu os 4,7% do PIB, longe dos 2,7% da meta para o total do ano. A conta é feita ao défice dos primeiros seis meses, com os resultados do PIB também dos primeiros seis meses.

Mas quando se olha para o valor, o resultado parece ser ainda mais negativo. Sem melhorias nos saldos dos vários subsetores das administrações públicas, o Estado teria menos de 770 milhões de euros de aumento do défice para chegar às contas que o Governo está a fazer.

Na previsão do Ministério das Finanças que foi enviada ao INE, o défice das administrações públicas, em contabilidade nacional, atingiria um máximo de 4860,1 milhões de euros no total do ano. No entanto, só nos primeiros seis meses este défice atingiu os 4.092,9 milhões de euros.» [Observador]
   
Parecer:

Este governo vai deixar o país como o encontrou, mas com pior Estado, com menos qualificação e mais dívida.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
  
 485 mil fugiram do país
   
«Portugal lidera a emigração entre os 34 países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE). Em 2013 saíram do nosso país 128 mil emigrantes, revela o relatório ‘Perspetivas das Migrações Internacionais - 2015’ publicado esta terça-feira. Tendo em conta a emigração registada desde 2011, e de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, em 2011 partiram 101 mil, em 2012 mais 121 mil e em 2014 foi alcançado o valor mais elevado, com 135 mil. No total, nestes quatro anos emigraram 485 mil. São perto de meio milhão de portugueses, sendo que cerca de 60% permaneceram no estrangeiro por um período inferior a um ano. 

De acordo com os dados da OCDE, os emigrantes portugueses de longa duração que foram viver para os países da organização entre 2011 e 2013 totalizaram 178 mil. Refere o relatório que há também uma fatia importante da emigração que teve por destino países fora da OCDE, como o Brasil, Angola ou a Venezuela. Portugal é o segundo país da Europa com mais população residente no estrangeiro em percentagem do número de habitantes do país, e o terceiro país se contabilizados os 34 estados-membros da organização.» [CM]
   
Parecer:

Agora quero saber quantos sírios quererão vir para Portugal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
  

   
   
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